Hoje, 17 de agosto, estreia “Por Você”, nova novela das 19h da TV Globo, com Sheron Menezzes no papel de uma médica. Para celebrar a presença de uma mulher negra na dramaturgia e destacar profissionais que também transformam a saúde com conhecimento, cuidado e representatividade, o Mundo Negro reuniu 9 médicas negras para acompanhar nas redes sociais.
De dermatologia a saúde mental, passando por ginecologia, obstetrícia e oftalmologia, elas compartilham informação, acolhimento e experiências que ajudam a ampliar o acesso ao conhecimento e a fortalecer a presença negra na medicina.
Confira a lista e siga:
Eliziane Berberian, Pós-graduada em Psiquiatria| Instagram: @elizianeberberian
Dois professores negros aprovados em concurso público da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) tiveram suas nomeações anuladas por decisão judicial após assumirem os cargos por meio da política de cotas raciais. Os casos de Rafaela Niels da Silva e Allison Ruan de Morais Silva, ocorridos no mesmo edital, ocorreram após candidatos da ampla concorrência apresentarem ações judiciais questionando as nomeações.
Rafaela Niels, doutora em Inovação Terapêutica e mestra em Saúde Coletiva pela própria UFPE, foi nomeada em janeiro de 2026 para uma vaga no Núcleo de Ciências da Vida, na área de Saúde da Mulher, concorrendo pela reserva de vagas destinada a pessoas negras. Ela havia deixado dois empregos anteriores para assumir o cargo, que exigia dedicação exclusiva. Trabalhou por menos de uma semana: em 19 de março iniciou as atividades, mas uma portaria publicada em 25 de março suspendeu o ato de nomeação. Em fevereiro, a Justiça Federal de Pernambuco concedeu uma tutela de urgência para suspender a nomeação da professora. A sentença que confirmou a decisão foi assinada em 22 de julho.
“Em menos de um mês, eu me vi com uma mão atrás, outra na frente, com dois filhos para criar, um adolescente e uma criança pequena, sem ter a quem pedir ajuda”, relatou Rafaela em uma entrevista recente ao g1. “Passei semanas chorando. Não durmo, não como e tenho tremores. Eu estava há 11 anos no outro emprego.”
Segundo caso no mesmo edital
Allison Ruan de Morais Silva, aprovado também por cotas raciais no Edital 08/2025 da UFPE, foi nomeado para uma vaga no Departamento de Engenharia Química, na área de Processos Biotecnológicos. Ele chegou a ministrar aulas durante todo o primeiro semestre de 2026 antes de receber a notícia da anulação de sua nomeação. A decisão judicial que o retirou do cargo foi proferida em 28 de julho, e a universidade levou 18 dias para executá-la.
“Eu estava trabalhando na universidade; ninguém me avisou. Fiquei sabendo junto com todo mundo, quando saiu a decisão no Diário Oficial. Fiquei desnorteado, juntei minhas coisas e fui para casa. Pela primeira vez na vida, estou desempregado”, contou.
O edital em questão ofereceu 52 vagas, sendo 13 destinadas às políticas afirmativas — 30% para pessoas negras, indígenas e quilombolas, além de 5% para pessoas com deficiência. A legislação determina que o percentual de reserva seja calculado sobre o conjunto total de vagas do concurso, e não individualmente por área ou especialidade.
Em nota oficial, a UFPE afirmou que as anulações das nomeações não decorreram “de decisão administrativa da Universidade, mas do cumprimento de determinação proferida pelo Poder Judiciário”. Leia na íntegra:
“A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) reafirma seu compromisso com a efetiva implementação das políticas de ações afirmativas, observando rigorosamente a legislação vigente e as regras previstas nos editais de seus concursos públicos.
No caso mencionado, a anulação da nomeação não decorreu de decisão administrativa da Universidade, mas do cumprimento de determinação proferida pelo Poder Judiciário. Como órgão da Administração Pública, a UFPE tem o dever legal de cumprir as decisões judiciais que lhe são dirigidas, independentemente de eventual possibilidade de interposição de recurso.
Por se tratar de processo judicial em curso, a Universidade não se manifesta sobre o mérito da decisão nem sobre as medidas processuais eventualmente cabíveis, que são avaliadas pela Procuradoria Federal junto à UFPE no âmbito do próprio processo.”
No último fim de semana, a 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado foi marcada por diversas estreias, com destaques do cinema negro brasileiro: ‘Feito Pipa’, drama protagonizado por Lázaro Ramos, Teca Pereira e Yuri Gomes e dirigido por Allan Deberton, e o documentário ‘O Projeto’, de Sabrina Fidalgo e do suíço Yvan Rodic.
‘Feito Pipa’ acompanha Gugu (Yuri Gomes), um menino do interior do Ceará apaixonado por futebol, que vive com a avó (Teca Pereira) e faz de tudo para evitar voltar a morar com o pai, Batista (Lázaro Ramos), com quem mantém uma relação complicada. O filme abriu a mostra competitiva de longas-metragens brasileiros.
Já ‘O Projeto’ investiga os impactos históricos e contemporâneos do colonialismo e do racismo a partir de diferentes perspectivas, unindo o olhar da cineasta Sabrina Fidalgo e do fotógrafo Yvan Rodic. Coproduzido por Canal Brasil, Globo Filmes e GloboNews, o documentário foi filmado em diversos países e provocou intensos debates sobre colonialismo, racismo e responsabilidade coletiva. A obra integra a mostra competitiva de documentários.
Após a estreia no Festival de Gramado, ‘Feito Pipa’ estreia no dia 5 de novembro e ‘O Projeto’ no dia 19 de novembro.
Além das exibições, os atores Lázaro Ramos, Zezé Motta e Silvio Guindane tiveram as mãos eternizadas na Calçada da Fama do festival, onde foram amplamente homenageados.
A atriz Angela Bassett completa 68 anos neste domingo (16). Além de ser uma atriz excelente, com uma sólida carreira de mais de 40 anos, a Rainha de Wakanda transforma todo evento de moda ou de cinema em um espetáculo à parte, esbanjando beleza e elegância com looks e penteados majestosos.
Para celebrar seu aniversário e talento da atriz que interpretou papéis em produções excepcionais como “Pantera Negra”, “Falando de Amor” e “Malcolm X”, o Mundo Negro reuniu uma galeria especial com diversos looks inesquecíveis da artista nos tapetes vermelhos. Confira abaixo:
Foto: Gilbert Flowers/Variety via Getty ImagesFoto: Steve Granitz/WireImageFoto: Chris Pizzello-Pool/Getty ImagesFoto: Ron Galella/Getty ImagesFoto: Jim Smeal/REX/ShutterstockFoto: Jean Paul Aussenard/Getty ImagesFoto: Getty ImagesFoto: Getty ImagesFoto: Gilbert Flowers/VarietyFoto: Amy Sussman/Getty
Sociólogo de 41 anos havia se demitido uma semana após Cambridge anunciar nova investigação sobre acusações envolvendo sua tese e outras publicações acadêmicas.
O sociólogo britânico Jason Arday, de 41 anos, ex-professor da Universidade de Cambridge, foi encontrado morto em sua residência em Battersea, no sul de Londres, na sexta-feira (14). Segundo a polícia metropolitana, a morte foi considerada inesperada, mas não é tratada como suspeita. As circunstâncias do caso seguem sob investigação.
A morte ocorreu poucos dias depois de Arday deixar os cargos de professor de Sociologia da Educação em Cambridge e membro do Jesus College. A demissão aconteceu em 5 de agosto, uma semana depois de a universidade anunciar uma nova investigação sobre seu processo de nomeação e sua trajetória acadêmica, em meio a acusações de plágio e questionamentos sobre informações apresentadas em seu histórico profissional.
Arday ganhou projeção em 2023 ao ser nomeado o mais jovem professor negro da história de Cambridge. Sua trajetória acadêmica passou, no entanto, a ser alvo de crescente escrutínio após acusações de que trechos de sua tese de doutorado, defendida em 2015, apresentariam semelhanças com trabalhos anteriores. Ele negou ter cometido plágio intencional, enquanto o caso passou a envolver também questionamentos sobre outras publicações e afirmações relacionadas à sua trajetória.
A Universidade de Cambridge inicialmente defendeu Arday. Em junho, a instituição afirmou que as acusações de plágio relacionadas à tese e a publicações científicas haviam sido examinadas anteriormente e classificou parte da repercussão como uma campanha para prejudicar sua credibilidade. Posteriormente, diante de novas questões sobre seu histórico acadêmico, Cambridge anunciou uma investigação independente sobre sua nomeação e permanência na instituição.
A demissão e as declarações de Arday
Ao anunciar sua saída, Arday afirmou que a decisão era, segundo a EuroNews, “a única forma” de encerrar um período que classificou como difícil. Ele também destacou que sua demissão não deveria ser interpretada como uma admissão das acusações que haviam sido feitas contra ele.
Em sua carta de renúncia, Arday afirmou ainda que havia chegado ao limite do que considerava razoável suportar e que as acusações, especulações e comentários públicos haviam provocado um impacto profundo sobre ele e pessoas próximas.
A saída ocorreu, portanto, no contexto direto da abertura de novas investigações e da intensificação do escrutínio sobre sua trajetória acadêmica. Arday deixou os dois cargos com efeito imediato.
Um caso que expôs questões sobre a academia
A trajetória de Arday também havia sido apresentada como símbolo de maior presença negra na academia britânica. Sua nomeação para Cambridge, em 2023, teve repercussão justamente por representar um marco de representação negra em uma das universidades mais tradicionais do Reino Unido.
O caso passou a levantar, porém, questões sobre os processos de seleção e verificação de credenciais acadêmicas adotados pelas instituições. Cambridge anunciou que a investigação independente analisará sua nomeação de 2022 e o período em que Arday permaneceu na universidade. Outras instituições pelas quais ele passou também passaram a revisar aspectos de sua trajetória profissional.
A morte de Arday acontece enquanto parte das questões relacionadas às acusações ainda estava sendo investigada. Até o momento, não há indicação oficial de que as investigações ou a repercussão do caso tenham causado sua morte, e a polícia não trata o episódio como suspeito.
A família de Arday, por meio de sua editora, afirmou estar em choque e denunciou o que classificou como uma campanha de desinformação e assédio. O caso deve continuar sendo acompanhado pelas autoridades e pelas instituições envolvidas.
Protagonizada por Sheron Menezzes e Lucy Ramos, trama estreia em 17 de agosto e acompanha uma médica que, após perder a melhor amiga, precisa conciliar uma maternidade inesperada com a carreira que construiu. Em ação de marketing, Sheron enfrenta esses desafios de forma poética. Confira.
Em “Por Você”, nova novela das 19h da TV Globo que estreia em 17 de agosto, uma promessa feita entre duas amigas muda o destino de quatro crianças e coloca Bela, personagem de Sheron Menezzes, diante de uma experiência inesperada de maternidade. Em um Rio de Janeiro contemporâneo, a trama parte do luto para discutir até onde alguém é capaz de ir por quem ama e, principalmente, o que acontece quando uma mulher precisa reorganizar a própria vida entre a carreira que escolheu e uma maternidade que nunca esteve em seus planos.
Bela se tornou uma médica obstetra dedicada à carreira, enquanto Juli, personagem de Lucy Ramos, permaneceu na Vila Maravilha, onde criou os quatro filhos. Apesar dos caminhos diferentes, as duas mantiveram um vínculo construído ao longo de toda a vida. É justamente essa amizade que passa a colocar em confronto duas experiências distintas de maternidade: a de Juli, que construiu a vida ao lado dos filhos, e a de Bela, que nunca se imaginou ocupando esse lugar.
Após um grave acidente de carro, Juli morre e deixa para Bela um último pedido: cuidar de seus quatro filhos. A partir daí, a protagonista, que diariamente acompanha o nascimento de novas famílias em sua profissão, precisa experimentar uma realidade que nunca havia planejado para si.
A transformação de Bela acontece justamente nesse encontro entre maternidade e carreira. Ela precisa lidar com as necessidades, personalidades e conflitos de Peixe, Ítalo, Glorinha e Samuca, reorganizar sua rotina e atravessar o luto pela perda da melhor amiga, ao mesmo tempo em que busca continuar avançando profissionalmente.
No Hospital e Maternidade Luz, onde as duas também trabalharam, Bela entra em rota de colisão com Vanessa (Alinne Moraes). A rivalidade, que envolve questões profissionais e pessoais, amplia os desafios da protagonista enquanto ela tenta encontrar espaço para a nova configuração familiar sem abrir mão da trajetória que construiu na Medicina.
A trama também acompanha os quatro irmãos: Peixe (Cauê Campos), de 17 anos, reage à perda da mãe assumindo uma postura de independência e entra em conflito com Bela sobre o futuro dos irmãos; Ítalo (Fabrício Assis) e Glorinha (Laura Luz), gêmeos, têm personalidades distintas; enquanto Samuca (Kadu Spínola), o caçula, imprime seu jeito autêntico à nova dinâmica da família.
Ambientada no Rio de Janeiro, a novela percorre espaços como a fictícia Vila Maravilha e a região da Lagoa, construindo uma cidade que funciona como parte da identidade dos personagens.
Maternidade em diferentes tempos da vida
A relação entre maternidade, escolhas pessoais e carreira também está no centro da proposta da novela. Segundo a autora Juliana Peres, colocar uma mulher que não tinha planos de ser mãe diante da criação de quatro crianças permite discutir diferentes formas de viver a maternidade.
“A gente quis escrever a partir dessas duas frentes: das mulheres que adiam ou redefinem a maternidade, e das mães solo, que são protagonistas do cotidiano brasileiro”, afirma a autora.
Na trajetória de Bela, essas duas perspectivas se encontram de maneira inesperada. Acostumada a acompanhar profissionalmente o nascimento de crianças, ela passa a enfrentar, dentro de casa, os desafios concretos de cuidar de quatro filhos. A maternidade deixa de ser uma escolha distante e passa a fazer parte de uma vida que já estava estruturada em torno da carreira.
Com drama, humor, romance e conflitos profissionais e familiares, “Por Você” constrói uma história sobre escolhas, vínculos e recomeços, tendo como uma de suas principais questões a possibilidade de uma mulher redesenhar a própria vida sem deixar para trás quem ela era.
A nova novela da TV Globo estreia na segunda-feira, 17 de agosto, às 19h.
A atriz Maya Boyd foi confirmada como Tempestade no novo filme dos X-Men do Universo Cinematográfico Marvel (MCU). O anúncio foi feito por Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, durante a “D23: The Ultimate Disney Fan Event”, nesta sexta-feira (14), na Califórnia. A produção marca o retorno oficial dos mutantes às telas após seis anos de hiato e tem estreia prevista para 5 de maio de 2028.
Além de Maya Boyd, o evento revelou o elenco principal que integrará a equipe mutante no MCU. Sadie Sink foi escalada como Jean Grey, enquanto Kit Connor assume o papel de Ciclope (Scott Summers). Christopher Abbott interpreta o Professor X (Charles Xavier), e Samara Weaving dá vida a Emma Frost. Inde Navarrette foi confirmada como Vampira, e Adam Driver entra no universo Marvel como o vilão Sr. Sinistro (Nathaniel Milbury).
Os X-Men não se reuniam nas telas desde “Fênix Negra” (2019), último filme da franquia sob produção da Fox. Com o anúncio, a equipe retorna pela primeira vez em anos como parte oficial do MCU, sob direção de Jake Schreier e roteiro de Michael Lesslie.
Maya Boyd herda o papel de Tempestade, uma das heroínas mais icônicas e poderosas do universo Marvel, que já foi interpretado por Halle Berry na trilogia original e por Alexandra Shipp, de “Fênix Negra” (2019) nos prelúdios da Fox.
Quem é Maya Boyd
Nascida em Ann Arbor, no Michigan, Maya Boyd tem 23 anos e trabalha como atriz, cantora e dançarina. Formada em Teatro Musical pela Universidade de Michigan, ela iniciou sua trajetória profissional nos palcos do teatro musical ainda na juventude.
Seu nome ganhou destaque ao viver Julieta em “& Juliet”, musical da Broadway que reimagina o clássico “Romeu e Julieta” com trilha sonora baseada nos maiores sucessos do produtor pop Max Martin. Hoje, Boyd é apontada como uma das artistas em ascensão da nova geração do teatro norte-americano.
Tem brisket defumado na Pit Smoker, tem mac & cheese, tem coleslaw. E tem bolo de milho.
Para quem não é do mundo do churrasco defumado, brisket é o peito bovino, corte da parte dianteira do boi que fica duro se for para a grelha e só amacia depois de horas de fumaça em fogo baixo. É a carne símbolo do barbecue texano e, no açougue brasileiro, aquela que por décadas ninguém quis comprar.
A churrascaria do rapper Djonga em Belo Horizonte resolveu o encontro entre esse barbecue americano e a mesa mineira do jeito mais direto possível: colocando os dois no mesmo prato. Nos combos da casa, chamados de Partidos, o brisket e a costelinha de porco defumada vêm escoltados por mac & cheese, feijão adocicado, arroz amarillo, coleslaw, picles e uma fatia de bolo de milho.
O nome do restaurante também não é acaso. “Olho de Tigre” é uma das faixas mais conhecidas do rapper, e a referência à garra que ele cobra de si na música se estende ao negócio.
A brincadeira com o próprio repertório continua no cardápio. Entre os hambúrgueres, o Gelo divide nome com a música que Djonga gravou com NGC Borges e FBC no álbum “Histórias da Minha Área”. Ele leva costelinha desfiada ao barbecue, provolone empanado, abacaxi e molho da casa, por R$ 38. Os outros são o Binha, com brisket, bacon e cheddar (R$ 36), o Para de História, de carne suína desfiada (R$ 36), e o Pai do Gado, o mais caro da casa, com brisket, costelão bovino, queijo minas, bacon e cebola roxa (R$ 42).
A casa fica na Rua Lignito, 119, no Santa Efigênia. Abre de segunda a sexta, das 17h à meia-noite, e aos sábados, das 10h à meia-noite. Domingo é dia de folga.
O que comer
Nas entradas, a cozinha aposta em transformar o defumado em petisco. Tem croquete de brisket, coxinha da asa defumada, pastel de costelinha barbecue, panceta de rolo e o picolé de costela bovina, servido em porções de quatro ou seis unidades. A batata brisket, a mais cara da seção, sai por R$ 44,90.
Nos pratos individuais, o arroz de costela defumada na Pit Smoker vem com ovo frito por R$ 35, mesmo preço do mac & cheese com brisket, um dos dois campeões de venda da casa junto com o Pai do Gado.
Arroz de Costela Defumado na Pit Smoker e Mac & Cheese com Brisket – Foto: DivulgaçãoPai do Gado – Foto: DivulgaçãoBinha e Gelo – Foto: DivulgaçãoBrisket, costelinha de porco barbecue, sobrecoxa e linguiça, defumados na Pit Smoker. Acompanhamentos: Mac & Cheese, feijão adocicado, arroz Amarillo, salada de repolho, picles e bolo de milho; Foto: Divulgação
Os combos escalonam. O Partido 01, individual, custa R$ 42 e deixa o cliente escolher entre brisket, costelinha de porco, sobrecoxa ou linguiça. O Partido 02 sai por R$ 90 com as quatro carnes. O Partido 03, para mesa cheia, junta ainda costela bovina, carne suína desfiada e batata frita, por R$ 169.
Na sobremesa, o cardápio é curto: brownie com creme de avelã e leitinho (R$ 12), sorvete de brownie em três sabores (R$ 16) e Trento Duo (R$ 7). O bolo de milho, apesar de doce, mora na seção de complementos, e sai avulso por R$ 8.
Serviço
Olho de Tigre BBQ Endereço: Rua Lignito, 119, Santa Efigênia, Belo Horizonte (MG) Funcionamento: de segunda a sexta, das 17h às 00h; sábado, das 10h às 00h; domingo, fechado Cardápio e pedidos: olhodetigrebbq.menudino.com Instagram: @olhodetigrebbq
Foto dos encontro do Projeto Vinhos e Afeitos - Reprodução Instagram
Médico do HCFMUSP e coordenador do RACE.ID, grupo de pesquisa em saúde da população negra, Julio Cesar conduz o encontro do dia 29 de agosto, em São Paulo
Qual é a relação entre paternidade, saúde do homem negro e masculinidades?
Essa é a pergunta que vai guiar a próxima edição do Entre Vinhos e Afetos, marcada para o dia 29 de agosto, um sábado, a partir das 14h, em São Paulo. O encontro será conduzido pelo médico Julio Cesar, e as inscrições já estão abertas.
Assistente do Serviço de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ele também atua na Avaliação de Risco Cirúrgico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da FMUSP. Coordena o RACE.ID, grupo de pesquisa em saúde da população negra, e a CONEDI-AMB, Comissão Nacional de Equidade, Diversidade e Inclusão da Associação Médica Brasileira.
Dr. Julio Cesar conduzirá a atividade – Foto: Divulgação
A partir da própria trajetória e vivência, o convidado vai propor uma reflexão sobre os desafios, as potências e as transformações que surgem quando se repensa o que significa ser homem, ser pai e cuidar de si em uma sociedade marcada por desigualdades raciais. Segundo a organização, a proposta é abrir um espaço de diálogo sobre como a paternidade, o cuidado com a saúde e as experiências vividas por homens negros atravessam a construção das masculinidades.
Criado em abril de 2025 pelo psicólogo Mauricio Ortiz (@ortiz_psi), o Entre Vinhos e Afetos é um coletivo voltado exclusivamente para homens negros que buscam partilha, acolhimento e reconstrução de vínculos afetivos. O grupo é plural e acolhe homens cis, gays, bissexuais e trans. Em novembro de 2025, quando o Mundo Negro acompanhou o último encontro do ano, o coletivo somava 35 integrantes.
“Aqui, o vinho é apenas o pretexto, o que realmente nos move é a escuta, o afeto e o encontro entre nós. É um espaço para relaxar, celebrar o que temos de melhor, partilhar vivências e sustentar nossas vulnerabilidades com leveza e respeito”, disse o idealizador ao Mundo Negro. Ortiz também coordena um grupo de Masculinidades Negras do Afro Amparo Saúde.
O tema desta edição dá continuidade a uma frente que o coletivo vem construindo. Em junho deste ano, o encontro recebeu o sociólogo Luís Eduardo Batista, referência em equidade racial em saúde, para discutir as barreiras que dificultam o acesso dos homens negros aos serviços de saúde.
Para participar, é preciso preencher o formulário de inscrição e sinalizar o preenchimento na página do coletivo no Instagram. Depois da análise das inscrições, a organização entra em contato para confirmar a participação e informar os próximos passos. O local será divulgado apenas aos participantes confirmados.
O encontro é uma realização do coletivo Entre Vinhos e Afetos, com Dani Pimenta, Fulô, Leandro Designer, Carol Gomes, Victor Brandão e Raoni. O Mundo Negro é parceiro de mídia.
O cantor e compositor Jota.pêestreou hoje (14) o videoclipe de “Até Outro Dia Amor”, com a atriz Thainá Duarte dividindo os visuais ao lado do artista. O lançamento marca o primeiro single oficial de sua carreira solo após a consagração com três Grammys Latinos em 2024 pelo álbum “Se o Meu Peito Fosse o Mundo”.
Disponível desde ontem (13) em todas as plataformas digitais, a faixa antecipa um próximo álbum e chega como um novo capítulo da trajetória autoral do artista, que também se prepara para estreia no Rock in Rio 2026, em 11 de setembro, no Palco Sunset.
Produzido por Felipe Vassão — com coprodução do próprio Jota.pê —, “Até Outro Dia Amor” explora os encontros e desencontros do amor a partir de uma sonoridade que passeia pelo reggae e diferentes influências da música brasileira. A inspiração para a faixa nasceu de uma experiência pessoal: “Ela nasceu de um romance lindo que eu vivi, mas que acabou. Eu ia dizer que não deu certo, mas acabar não significa que não deu certo. Foi bonito. O nome vem muito desse lugar: de entender que o amor pode não funcionar hoje, mas que a gente espera encontrar esse sentimento novamente daqui a pouco. É como um ‘até logo’ para o amor”, comenta o cantor.
Sem abrir mão da mistura de referências que marca sua identidade artística, o cantor utiliza o reggae como ponto de partida para construir uma canção que transita por diferentes universos musicais. “Esse som tem uma influência de reggae, entre outras coisas. No meu trabalho solo eu misturo muito os gêneros. Meu samba nunca é apenas um samba, meu xote nunca é apenas um xote. Esse reggae também carrega outros elementos, não por falta, mas justamente pela vontade de misturar”, detalha.
“Até Outro Dia Amor” não aponta necessariamente para um destino já definido. Para o cantor, a faixa representa uma travessia criativa para o que vem por aí: “Eu acredito que esse single é um interlúdio, um caminho para um disco que eu ainda não descobri completamente como será. Quem ouvir vai perceber o mesmo amor e o mesmo tesão que eu tenho por fazer música. Eu amo o que faço e me divirto muito criando. Essa música tem muito disso”, finaliza.
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