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Arábia Saudita faz proposta de R$ 6 bilhões para Vini Jr., o maior valor já oferecido a um jogador na história do futebol

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O Fundo Público de Investimentos (PIF) da Arábia Saudita está determinado a levar Vini Jr. para o clube de futebol Al-Ahli na próxima temporada. A proposta foi avaliada em 1 bilhão de euros (cerca de R$ 6 bilhões). O valor é 13 vezes maior do que o brasileiro ganha atualmente como atacante do Real Madrid.

Foto: Reuters.

De acordo com o Globo Esporte, que apresentou detalhes sobre o contrato, o atacante brasileiro, aos 24 anos, e sua equipe estão considerando cuidadosamente os prós e contras dessa transição do Real Madrid para o futebol saudita, avaliando todos os aspectos de uma possível mudança. Pessoas próximas tratam a oferta de 1 bilhão de euros por cinco anos de contrato como “capaz de resolver a vida de gerações de familiares do jogador”

Esse pode se tornar o maior contrato já feito na história do futebol. Nunca antes um jogador recebeu proposta na esfera bilionária. O contrato dá ainda liberdade para o Vini Jr. decidir seu destino em 2029, além de papel  como embaixador da Copa do Mundo de 2034, que vai acontecer na Arábia Saudita e a possibilidade de exercer algum cargo local após a aposentadoria como jogador.

Kamala Harris ganha força e lidera a corrida presidencial contra Donald Trump em estados-chave dos Estados Unidos

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Foto: Jonathan Ernst/Reuters ; Lawrence Jackson / Biden for President.

Uma nova pesquisa do New York Times e do Siena College, divulgada no sábado (10), revelou que Kamala Harris assumiu a liderança nos estados-chave de Wisconsin, Pensilvânia e Michigan, superando Donald Trump por quatro pontos em cada um. Essa virada reenergiza sua campanha, que antes enfrentava desafios em meio a dúvidas sobre a capacidade do presidente Joe Biden de vencer Trump na eleição de novembro.

Pesquisas mostraram que Trump havia construído uma vantagem sobre Biden, inclusive em estados decisivos, após o desempenho de Biden no primeiro debate presidencial, mas a entrada de Harris na disputa mudou completamente a dinâmica.

Vale destacar ainda que uma pesquisa da Ipsos publicada na última quinta-feira (8) mostrou que Harris liderava Trump em todo o território nacional dos Estados Unidos por 42% a 37% na corrida para a eleição, que acontece em 5 de novembro. Essa pesquisa nacional online com 2.045 adultos dos EUA foi realizada de 2 a 7 de agosto e teve uma margem de erro de cerca de 3 pontos percentuais.

Com discursos progressitas, Kamala Harris pode se tornar a primeira mulher negra a assumir o cargo de Presidente dos Estados Unidos. A democrata expressou que está comprometida em liderar o país com integridade e uma visão voltada para o futuro, destacando a importância de enfrentar desafios como a desigualdade econômica e a injustiça social.

Ministério da Igualdade Racial lança guia para orientar candidaturas de mulheres e pessoas negras

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Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Recentemente foi lançado o Guia Eleitoral para Mulheres e Pessoas Negras, elaborado pelo Ministério da Igualdade Racial e das Mulheres em parceria com o Senado Federal com as autoras Aline Santos, Jéssica Almeida e Raquel Machado.

O objetivo da publicação é oferecer um ponto de vista inclusivo e acessível sobre as normas e o processo eleitoral, especialmente às candidaturas de mulheres e pessoas negras.

“Esta parceria e o lançamento do Guia são resultado do nosso trabalho para democratizar o acesso à informação sobre o processo eleitoral e a participação política para a população negra através de ações afirmativas”, disse Márcia Lima, secretária de Políticas e Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo, representando a pasta de Igualdade Racial.

O guia contém informações importantes para aumentar o número de candidaturas diversas, auxilia na organização e realização de campanhas em conformidade com a legislação, e aborda temas como: pré-campanha, campanha, calendário eleitoral, violência política de gênero e fraude às cotas de gênero.

Uma sessão especial no plenário do Senado, na última quinta-feira, 8, marcou além do lançamento do guia, a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica, e a celebração do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Clique aqui para acessar o Guia Eleitoral para Mulheres e Pessoas Negras!

Angela Bassett recebe o título de Lenda da Disney pelo seu papel como Rainha Ramonda: “Entendi que sou parte de algo maior do que eu”

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Foto: The Walt Disney Company ; Annette Brown / Marvel.

Nesta última noite de domingo (12), Angela Bassett foi consagrada como uma Lenda da Disney, um reconhecimento que celebra sua contribuição extraordinária à The Walt Disney Company, especialmente por sua atuação icônica como Rainha Ramonda nos filmes “Pantera Negra”. Em sua interpretação, Bassett transcendeu o papel, trazendo à vida uma figura de força, resiliência e amor incondicional, transformando Ramonda em um símbolo poderoso para milhões ao redor do mundo.

Ao receber o prêmio, Bassett, emocionada, expressou sua gratidão aos fãs: “Vocês são a mágica. Não há palavras suficientes para que vocês saibam o quanto eu os aprecio, o quanto eu os amo. Estou aqui hoje porque vocês compraram os ingressos, assistiram aos programas de televisão, me animaram nos meus melhores dias e me levantaram nos mais difíceis. Obrigada, sempre.”

Foto: Marvel Studios

O Disney Legends Award, criado em 1987, homenageia aqueles que deixaram um impacto significativo no legado da Disney. Os premiados recebem uma escultura de bronze e têm suas mãos imortalizadas em moldes de cimento, expostos no Disney Legends Plaza, na Califórnia. Em seu discurso, Bassett reconheceu a importância de todos que a apoiaram ao longo de sua jornada: “Não fiz nada disso sozinha. Desde o primeiro dia em minha busca por uma carreira como atriz, entendi que sou parte de algo maior do que eu. Ofereço minha mais profunda gratidão a todos que me apoiaram nesta jornada.”

A atuação de Bassett em “Pantera Negra” não foi apenas marcante, mas histórica. Ela encarnou com maestria a dor de uma mãe, a autoridade de uma líder e a dignidade de uma rainha. Sua performance, que rendeu indicação ao Oscar de ‘Melhor Atriz’, será lembrada como um marco na história do cinema e no legado da Disney. “E a todos nesta sala, vamos continuar a inspirar, a nutrir, a encorajar as gerações futuras, não apenas com as histórias que contamos, mas com os mundos que criamos juntos. Obrigado mais uma vez por me reconhecerem como uma Lenda Disney“, concluiu Bassett em seu discurso.

Polícia conclui que não houve racismo em abordagem a filhos de diplomatas no RJ

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Foto: Reprodução

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a abordagem policial a três jovens negros filhos de diplomatas, ocorrida em julho deste ano, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. A Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat) determinou que não houve racismo por parte dos policiais militares que abordaram os jovens. O inquérito concluiu que também não houve o crime de injúria racial, que é uma modalidade típica do crime de racismo. 

Os jovens faziam turismo na cidade do Rio de Janeiro quando foram abordados por policiais militares quando estavam na porta de um prédio, em Ipanema, junto com um amigo branco.

De acordo com a Polícia Civil, em depoimento, os três adolescentes negros e o amigo branco não relataram o uso de xingamentos e nem de palavras ofensivas, de cunho racial, discriminatórias ou humilhantes por parte dos policiais militares e negaram que teriam agido de forma diferente com os quatro jovens.

“Na abordagem não houve tratamento diferenciado e todos foram revistados, sem distinção de cor. O relatório final do inquérito conclui que, do que se depreende das imagens obtidas e dos depoimentos prestados, não houve dolo do crime de injúria racial, modalidade típica do crime de racismo ou do próprio crime de racismo”, disse a Polícia Civil.

Em sua defesa, pouco antes do fato envolvendo os jovens negros, os policiais afirmaram que um turista estrangeiro os abordara e informara ter sido vítima de roubo. A análise das imagens das câmeras corporais dos PMs confirmou essa informação dos PMs.

Ainda segundo o inquérito, o turista teria dado informações aos policiais sobre as características dos suspeitos. Os PMs então avistaram o grupo de jovens negros e fizeram a abordagem.

Segundo o inquérito policial, os PMs “não elegeram suspeitos com base na cor da pele, pois estavam atrás de suspeitos seguindo a descrição de vítimas estrangeiras que tinham acabado de sofrer um crime na praia de Ipanema”.

Defesa

A advogada Raquel Fuzaro, que acompanhou os jovens nos depoimentos à Polícia Civil, disse que as famílias receberam o relatório do inquérito policial com “surpresa e indignação”. “E efetivamente com um sentimento de injustiça. Com a repercussão desse relatório, houve uma revitimação dessas crianças, que foram vítimas de um caso grave”, disse.

Segundo ela, as imagens falam por si e mostram que “o menino branco que estava junto com os outros entrou no prédio, sem que os policiais sequer falem com ele, enquanto os amigos negros foram abordados de forma violenta e arma na cabeça. Difícil um relatório que não vê o que está explícito: abordagem discriminatória por perfilamento racial”.

Fonte: Fernando Fraga/Agência Brasil*

Viola Davis elogia gastronomia brasileira: “É tudo muito bom”

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Foto: L'Oréal Paris

Só falta o CPF para a diva! A atriz norte-americana Viola Davis, que comemorou 59 anos neste domingo, 11 de agosto, voltou a falar sobre o seu amor pelo Brasil e a sua culinária, em entrevista à Vogue.

Quando questionada se ela tem planos para voltar ao Brasil, a estrela de “How To Get Away With a Murder” e “A Mulher Rei” afirmou que “toda a hora”. “Eu amo o Brasil. Eu amo, amo, amo. Eu amo como ele se revela lentamente. E faz isso através das pessoas”, declarou.

A estrela também destacou sua paixão pela gastronomia brasileira. “Oh, e a comida é apenas rica…. Eu estou sempre cheia [risos]. Sempre que volto do Brasil, sinto que estou mudada. Salvador e Rio são duas experiências magníficas. Acho que ganho uns cinco quilos quando vou. É tudo muito bom”, destacou.

Neste ano, Viola Davis e o marido Julius Tennon anunciaram o lançamento da editora de livros JVL Media, com o objetivo de amplificar vozes esquecidas na indústria literária. Durante entrevista à revista, a estrela de Hollywood destacou as vozes que estão procurando nesta jornada. 

“Estamos procurando novas vozes de pessoas negras. Às vezes, nós somos esquecidos pela indústria. E nós estamos procurando amplificar as vozes que estão na periferia, que estão batendo na porta tentando entrar. O que se busca são histórias de vida e esses atores estão contando suas histórias em todos os gêneros. Além disso, estamos tentando ter autonomia sobre a nossa própria voz”, afirmou.

“Quando você possui a propriedade intelectual, quando o material é seu, você tem controle sobre a sua história. E o que nós não precisamos agora em Hollywood é da mão de alguém sobre nossas histórias, manufaturando-as e enviando-as ao público geral sem nada da voz original. Eu acho que esse é o nosso legado como uma empresa de produção negra”, completou.

Ao lado da filha, Rafael Zulu estreia programa que desconstrói estigmas sobre pais negros: “não abandonamos nossos filhos”

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Foto: Divulgação.

O ator, apresentador e empresário Rafael Zulu estreou no último dia 4 o programa “Pai é Pai”, ao lado de sua filha Luiza, de 16 anos. A nova atração do canal GNT propõe uma reflexão profunda sobre as relações entre pais e filhas, abordando a diversidade do cotidiano e as complexidades do papel paterno.

Com uma proposta inovadora, o programa busca retratar histórias de famílias negras, destacando suas tradições e valores fundamentados no afeto. A série vai além dos estereótipos, enfatizando a importância de uma paternidade saudável, plural e inclusiva. Entre os convidados especiais estão nomes como Antônio Pitanga, Douglas Silva, Raphael Logam, Péricles, Babu Santana e David Júnior, que compartilham suas experiências pessoais e familiares.

Rafael Zulu e a filha Luiza. Foto: Divulgação.

Rafael Zulu explicou que o programa nasceu do desejo de dividir com o público sua relação com Luiza, marcada por diálogo, parceria, amor e desafios. Ele destacou que a iniciativa visa desconstruir a visão estigmatizada sobre os pais negros, frequentemente retratados como ausentes ou violentos. “O programa nasceu, antes de qualquer coisa, para dividir com o mundo a minha relação com a Luiza, que é uma relação de diálogo, parceria afeto, carinho, amor e desafios – porque nem sempre é um mar de flores, muito pelo contrário –, mas também para a gente poder falar dessa falsa certeza que o mundo tem de que o pai preto abandona, é violento, não tem carinho e não consegue distribuir isso“, diz Zulu. “Eu até brinco que a natureza normal seria essa, porque chegamos no Brasil pelas mãos violentas dos colonizadores, e reproduzir aquilo que você não tem é muito mais difícil. A gente não teve amor, carinho e afeto de quem nos trouxe para cá. Mas, ainda assim, conseguimos ressignificar esse papel e somos pais completamente diferentes disso que o mundo e a forma como o mundo enxerga”.

Rafael Zulu ao lado dos filhos Luiza e Kalu. Foto: Reprodução.

A negritude é um elemento central em “Pai é Pai”, não apenas nos temas abordados, mas também na composição da equipe de produção, que é majoritariamente formada por pessoas negras e pardas. “É muito interessante poder ter a oportunidade de estar em um espaço celebrando com outros pais exatamente o que a gente acredita. Diria que as últimas gerações de pais pretos, sobretudo, vem desconstruindo com muita sabedoria e com muita certeza aquilo que o mundo construiu da gente. Somos pessoas apaixonadas, delicadas e não abandonamos os nossos filhos“, diz Zulu.

Em um dos episódios, Luiza compartilhou uma reflexão que emocionou seu pai e os convidados: “Quando penso em me relacionar com alguém e percebo que, minimamente, não está próximo daquilo que espero e aprendi dentro de casa como sendo o ideal de relacionamento e do que é ser tratada, já pulo fora”.

Filmes com protagonismo negro para assistir no Dia dos Pais

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Foto: Netflix

Para celebrar o Dia dos Pais neste domingo, 11 de agosto, o Mundo Negro selecionou cinco filmes com protagonismo negro que vão de comédias à dramas baseado em histórias reais, que destacam a paternidade negra com muito humor ou com reflexões profundas e sensíveis. 

Veja a lista completa abaixo: 

Um Tira da Pesada 4: Axel Foley 

O recém-lançado Um Tira da Pesada 4, Eddie Murphy retorna como o icônico detetive Axel Foley. Ele descobre que a sua filha Jane (Taylour Paige), uma advogada criminal, está em apuros por se envolver em um caso perigoso e vai lutar para defendê-la. Disponível na Netflix.

Papai é Pop

Estrelado por Lázaro Ramos, Tom e Elisa (Paolla Oliveira) veem sua rotina se transformar com o nascimento da filha Laura. A adaptação de Tom à nova vida interfere no vínculo do casal, além de mexer com a relação com sua mãe, Gladys (Elisa Lucinda), que o criou sozinha. Disponível no Prime Video.

King Richard: Criando Campeãs

O filme é baseado na história real de Richard Williams (Will Smith), um pai dedicado e determinado a tornar suas filhas, Venus (Saniyya Sidney) e Serena (Demi Singleton), em lendas do tênis. O pai treina as meninas, com métodos pouco tradicionais, as tornando as duas maiores atletas de todos os tempos. Disponível na Max.

Nosso Sonho

A trama acompanha a trajetória de Claudinho e Buchecha, estrelado por Juan Paiva e Lucas Penteado, do início da amizade até ao grande sucesso com o funk melody no Brasil. Embora o foco seja a dupla, ao longo da jornada, Claudinho tem diversas dificuldades de lidar com o pai Souza (Nando Cunha), com quem ainda lhe ensinará muito sobre a vida. Disponível na Telecine.

O Mordomo da Casa Branca

Baseado em uma história real, Cecil (Forest Whitaker) trabalhou como mordomo na Casa Branca durante oito mandatos presidenciais. Enquanto ele lidava com a turbulência da luta pelos direitos civis da população negra, ele vivia o conflito de evitar entrar em qualquer assunto político para manter o seu emprego e sustentar a esposa Gloria (Oprah Wnfrey) e o filho Louis (David Oyelowo), que se envolve nas manifestações ao ingressar na faculdade e fica em conflito com o pai sobre os ideiais de um homem negro. Disponível na Max.

“Praticar a gentileza torna a gente expert nisso” — Chef Lili Almeida lança livro com 101 ensinamentos para viver com mais leveza e sabedoria

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Lili Almeida, conhecida por sua carreira na culinária e recentemente por suas mensagens inspiradoras nas redes sociais, acaba de lançar seu primeiro livro, A gente merece ser feliz agora. A obra, publicada em julho de 2024, traz 101 reflexões que combinam contemplação, questionamento e encorajamento, proporcionando aos leitores um alívio em tempos turbulentos. Em suas próprias palavras, Lili descreve o livro como “um chamado para iluminar a vida de todos que atravessam o nosso caminho”.

Durante a pandemia, quando se viu forçada a fechar seu restaurante antes mesmo de inaugurá-lo, Lili encontrou na comunicação uma nova forma de se conectar com as pessoas. “Eu entendi que um bom dia, um sorriso, um abraço, todo mundo precisa”, compartilha a chef, que viu suas mensagens de bom-dia viralizarem e se tornarem um alento para milhares de seguidores. Essa experiência pessoal e sua trajetória de vida culminaram no livro, onde ela combina suas vivências e sabedoria para transmitir mensagens de fé e gentileza.

Nesta entrevista para Silvia Nascimento, Lili Almeida fala sobre as motivações por trás do livro, a importância da gentileza, e como sua trajetória na cozinha influenciou a criação das reflexões que agora compartilha com o público.

1. Seu livro, A gente merece ser feliz agora, traz 101 reflexões que combinam contemplação, questionamento e encorajamento. O que a inspirou a escrever essas mensagens e como você selecionou os temas abordados?

Lili Almeida: “A inspiração central para o livro vem da minha avó, da minha mãe, e das conversas profundas que sempre tivemos em família. Minha avó, que já fez a passagem há alguns anos, foi uma grande referência para mim. Na minha casa, sempre falamos sobre cultura, história, e tudo isso acabou influenciando o conteúdo do livro. Eu sou uma observadora da vida, e acredito que podemos aprender com tudo ao nosso redor – desde o vento que bate na nuvem até a folha que vira. Tudo que escrevo é inspirado em momentos que eu vivo, sejam eles de alegria ou tristeza. Se estou com o coração partido, escrevo sobre isso; se estou cansada, falo sobre descanso. Eu tento transmitir nas minhas palavras o poder transformador dos pequenos gestos, porque eu mesma sou prova de como essas atitudes podem mudar vidas.”

2. Você menciona que as mensagens de bom-dia no livro são uma forma de alimentar nossa vida com fé e gentileza. Como você vê a importância da gentileza e da palavra na construção de um cotidiano mais leve e feliz?

Lili Almeida: “A gentileza transformou a minha vida de uma maneira que eu nunca imaginei. Durante a pandemia, quando comecei a compartilhar essas mensagens de bom-dia, eu não tinha ideia do impacto que elas teriam. Mas logo percebi que um simples ‘bom dia’ pode fazer toda a diferença. Como eu costumo dizer, ‘colocar uma colher de mel na boca adoça a nossa vida’. A prática da gentileza se tornou algo natural para mim, e eu acredito que ela tem o poder de transformar o cotidiano de todos nós. Eu recebo tanto amor de volta quando compartilho essas mensagens, e isso me dá ainda mais certeza de que precisamos de mais gentileza no mundo. Para mim, pessoas gentis são fascinantes, e eu quero ser essa semente de gentileza na vida das pessoas.”

3. Como chef de cozinha, você está acostumada a criar pratos que nutrem o corpo. De que forma essa experiência culinária influenciou na elaboração das reflexões que nutrem a alma no seu livro?

Lili Almeida: “Minha trajetória na culinária influenciou muito na maneira como eu vejo a vida e, consequentemente, na forma como escrevo. Quando entrei na escola de culinária no Senac, no Pelourinho, eu tive contato com uma literatura que falava sobre a cultura culinária brasileira. Esses livros me ajudaram a entender quem eu sou e por que faço as coisas do jeito que faço – desde a maneira como tempero a comida até como pego na faca. Esse processo de descoberta pessoal se refletiu nas minhas mensagens. Assim como na cozinha, onde eu procuro criar pratos que nutrem o corpo, no livro eu procurei criar reflexões que nutrissem a alma. Ambos os processos exigem cuidado, atenção e uma conexão profunda com o que realmente importa.”

4. O seu livro faz uso de ditados, letras de músicas e citações de grandes personagens históricos. Como foi o processo de integrar essas influências em suas próprias reflexões? Houve alguma inspiração em particular que teve um impacto maior na sua escrita?

Lili Almeida: “Eu sou muito ligada à cultura popular, à música, e às histórias que nos cercam. No meu livro, eu quis trazer essa riqueza cultural para as reflexões, misturando ditados populares, letras de músicas que me tocam e citações de figuras históricas que admiro. Eu acredito que a informação chave, aquela que pode mudar a nossa vida, pode vir de diversas fontes. Pode ser uma frase em um livro, uma passagem da Bíblia, uma música que ouvimos na rádio. Todas essas influências se juntam para formar uma visão mais ampla da vida. Acredito que meu processo de escrita é uma colcha de retalhos, onde cada pedaço, cada referência, contribui para um todo que é maior do que a soma das partes. E, nesse processo, a inspiração vem de todos os lados.”

5. A frase “Quer um conselho? Como vão julgar você de qualquer jeito, siga seu coração e faça o que te faz feliz” é um dos conselhos que você oferece no livro. Como essa filosofia se reflete em sua própria vida e carreira?

Lili Almeida: “Essa frase é uma síntese do que eu vivi nos últimos anos. Quando me tornei uma figura pública, foi um choque para mim, porque nunca tive a intenção de ser artista ou celebridade. Eu estava há 17 anos cozinhando, focada na minha carreira como chef, e de repente me vi nesse novo papel de comunicadora conhecida. No começo, foi difícil porque eu tentava me encaixar em lugares que não eram meus. Eu percebi que ao tentar me moldar às expectativas dos outros, estava perdendo a minha essência. Foi um processo doloroso, mas necessário, de autoconhecimento. Hoje, eu sigo meu coração e faço o que me faz feliz, sem me preocupar tanto com o julgamento alheio. Essa é a filosofia que guia minha vida e minha carreira agora.”


Detalhes do Livro:

  • Título: A gente merece ser feliz agora: Você é a semente de toda a sua vida, então abrace o processo e acenda a sua luz
  • Autora: Lili Almeida
  • Editora: Academia
  • Data de Publicação: 22 de julho de 2024
  • Idioma: Português
  • Número de Páginas: 208
  • Dimensões: 18 x 1 x 11 cm

Novo livro Orí: Encontros Mágicos resgata personalidades como Lélia Gonzales para ensinar a história afro-brasileira 

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Ilustação: Tainan Rocha

Com referências sobre a história da cultura afro-brasileira, o livro Orí: Encontros Mágicos, da escritora Cintia Santos (@negritudemletras), narra a jornada de dois irmãos, Cadu e Maju, em um mundo mágico guiados pelas memórias e ensinamentos de seu falecido pai. 

Em pré-venda desde julho pela Barraco Editorial, a obra voltada ao público infantojuvenil combate a questão da invisibilidade negra e dos estereótipos associados a personagens negros, diz a autora. 

Certo dia, ao lembrarem dos ensinamentos do pai sobre “Orí” e assistirem a um vídeo sobre o tema, adormecem e são transportados para um reino mágico. Lá, reencontram o pai e conhecem figuras históricas como Lélia Gonzalez, Nêgo Bispo, Abdias Nascimento, Carolina Maria de Jesus e Laudelina de Campos Melo.

Cíntia Santos é doutora em Letras pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), professora da rede federal. Tendo lidado com inúmeros casos de racismo em escolas e também sendo alvo do crime, ela escreveu seu livro para que a população negra veja seu potencial e reconheça suas contribuições históricas e culturais. 

Seu principal objetivo é “inspirar e empoderar crianças e jovens negros, oferecendo-lhes referências positivas e fortalecendo sua identidade e autoestima”.

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