Após polêmicas sobre a final do solo na ginástica artística, o CAS (Corte Arbitral do Esporte) aceitou o recurso da Federação Romena e decidiu que a ginasta Ana Barbosu ficará com a medalha de bronze das Olimpíadas de Paris 2024, antes conquistada pela norte-americana Jordan Chiles.
Segundo a Corte, Chiles se manterá com a nota original de 13.666. Na final, a equipe dos Estados Unidos havia entrado com um recurso e conseguiu um acréscimo de 0.100, o bastante para colocá-la no pódio junto com Rebeca Andrade e Simone Biles.
O treinador da Chiles alegou que a nota de dificuldade de um dos movimentos não havia sido corretamente avaliada. O recurso havia sido acatado com a revisão de nota, mas a romena já havia comemorado o bronze, quando descobriu que estava fora do pódio.
Após a decisão, Jordan Chiles decidiu se afastar das redes sociais. “Estou tirando um tempo e me afastando das redes sociais para cuidar da minha saúde mental. Obrigada”, escreveu hoje, 10, no Instagram.
“A Federação Internacional de Ginástica determinará a classificação final do solo e atribuirá as medalhas de acordo com a decisão acima”, informou a Corte.
O Brasil conquistou a medalha de prata em disputa contra o Estados Unidos, após 16 anos desde a última final da seleção brasileira de futebol feminino nos Jogos Olímpicos, na tarde deste sábado (10).
As brasileiras marcaram um bom desempenho no jogo, mas perderam muitas oportunidades de gol e perderam de 1 a 0.
O jogo também marcou a despedida da rainha Marta dos Jogos Olímpicos.
A única coisa que separa mulheres negras de outras é oportunidade.– Viola Davis, 2015
Antes de mais nada, pouco me importa o lance de amor à pátria, discursos exaltando o país e conversas nesse sentido. O Brasil não faz nada para que os negros sintam orgulho da nacionalidade. Há um processo permanente de genocídio contra nós desde a construção deste país. Então, o verde e amarelo não me comove. Esse é um ponto.
Em segundo lugar, eu não sou daqueles que curtem esportes. Antigamente, até acompanhava partidas de futebol na televisão, mas, ao longo dos anos, percebi que os jogadores tornaram-se submissos a contratos milionários, e assim os espetáculos nos gramados ficaram totalmente comprometidos. Juram amor ao clube num dia; e no outro, trocam de time e repetem a farsa.
No início dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, li reportagens sobre atletas brasileiros que eram cotados para conquistarem medalhas na edição, e como se tratava de pessoas negras, decidi dar uma olhada. Na realidade, qualquer pessoa negra, consciente das questões raciais, compreende a importância de ter negros nos representando.
Destacar-se num país racista é exaustivo, existem muitos obstáculos tentando nos derrubar. Mas, Bia Souza, Rafaela Silva, Rebeca Andrade e Rayssa Leal conseguiram superá-los, participaram das olimpíadas e demonstraram um desempenho invejável. A comunidade negra explodiu de alegria. As redes sociais foram inundadas de homenagens a cada conquista.
Isso é demasiado significativo quando pensamos no quão sofrem as mulheres negras, como bem sintetizou a intelectual Lélia Gonzalez: “a mulher negra é o grande foco das desigualdades (sociais e sexuais) existentes na sociedade brasileira. É nela que se concentram esses dois tipos de desigualdade, sem contar com a desigualdade de classes. O que percebemos é que, na nossa sociedade, as classificações sociais, raciais e sexuais fazem da mulher negra um objeto dos mais sérios estereótipos”. Atletas sendo ovacionadas, e com certeza deixando raivosos uma horda de racistas e machistas, foi maravilhoso.
Mesmo assim, é fundamental reconhecermos que elas são exceções. Isso precisa ser dito antes que os brancos potencializem o discurso da meritocracia, como se o esforço fosse determinante para o destino das pessoas. Nós sabemos que é enorme o número de pessoas negras que ficam pelo meio do caminho sem a possibilidade de construir uma carreira profissional. Em nós, nunca faltou competência e determinação; é o racismo que impede o nosso crescimento. Portanto, celebremos essas mulheres, entre outros irmãos e irmãs que participaram do evento. Mostrar ao mundo que estamos lutando não é pouca coisa.
Alison dos Santos, conhecido como Piu, garantiu a medalha de bronze nos 400m com barreiras, na tarde desta sexta-feira (9), na Olimpíada de Paris. O brasileiro completou a prova em 47s26, ficando atrás apenas do americano Rai Benjamin e do norueguês Karsten Warholm.
A trajetória de Piu é marcada pela superação. Quando criança, sofreu um grave acidente que o deixou com queimaduras severas, mas isso não o impediu de seguir em frente e buscar seus sonhos no esporte. Sua energia o levou a quebrar recordes e a se tornar uma inspiração para muitos jovens atletas. Ele conquistou o ouro no Campeonato Mundial de Atletismo em 2022 e a medalha de bronze na Olimpíada de Tóquio em 2021.
O cantor Buchecha utilizou seu perfil nas redes sociais para comemorar sua formatura no curso de Marketing Digital. Aos 49 anos, o artista declarou que voltar a estudar sempre foi um desejo latente em seu coração. “Lembro que dos 14 para os 15 anos havia parado de estudar para trabalhar e ajudar em casa,pois minha mãe trabalhava sozinha em 2 casas de famílias pra sustentar eu e meus irmãos,porém voltar a estudar sempre foi um desejo latente em meu coração”, declarou ele.
Buchecha contou que começou a estudar dois anos antes da pandemia de COVID-19, que culminou em 2020, e logo depois, ingressou no ensino superior. “Dois anos antes da pandemia dei reinício aos estudos e em seguida ingressei na faculdade pra cursar a disciplina que eu desejava e assim segui até ao fim ,cumpri a missão,me formei”, publicou ele. “Minha mãezinha querida tem mais um filho formado pra honra e glória de DEUS,obrigado a todos que sempre torceram por mim,minha família,amigos e fãs , o pretinho hoje aqui tá SÓ LOVE SÓ LOVE”, celebrou, fazendo menção ao seu sucesso, em parceria com Claudinho.
Na década de 1990, Claudinho & Buchecha rapidamente se tornaram um dos principais nomes do cenário musical brasileiro. O sucesso da dupla foi impulsionado por hits como “Quero Te Encontrar”, “Só Love” e “Fico Assim Sem Você”, músicas que combinavam letras românticas com batidas dançantes, conquistando uma ampla base de fãs em todo o país.
A atleta Marileidy Paulino fez história nesta sexta-feira (9) ao conquistar a primeira medalha de ouro olímpica da República Dominicana nos 400m femininos. Este feito marca ainda a primeira vez que uma mulher dominicana alcança o topo do pódio nas Olimpíadas. Além disso, Paulino estabeleceu um novo recorde ao completar a prova em impressionantes 48s17.
Paulino foi prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, e é a atual campeã mundial nos 400 metros. Essa foi a primeira medalha de ouro da República Dominicana nos Jogos Olímpicos de Paris.
Fotos: DeFodi via Getty Images e AP Photo/Daniel Cole
Eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa, a brasileira Marta, 38, se despedirá dos Jogos Olímpicos neste sábado, 10, na final do futebol feminino contra os Estados Unidos, em Paris.
Em meio a críticas na internet se a lenda deve ou não entrar como titular da seleção brasileira, a jogadora norte-americana enalteceu a brasileira. “Marta era, com certeza, a jogadora que eu mais admirava quando era criança. Sempre que eu via os jogos com o meu pai, era sempre com ela. Todo mundo a admirava. Só estou aqui por causa dela”, afirmou Sophia Smith, 23, uma das artilheiras da seleção norte-americana, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (8).
“Nós não estaríamos aqui se não fosse por ela, acho que ela mudou o jogo e continua mudando. Não acho que existam palavras que possam dizer o quanto nós agradecemos a ela. Marta sempre lutou pelas jogadoras mais jovens, como eu”, completou.
Como jogadora do Portland Thorns, Smith também é rival da Marta na Liga Nacional de Futebol Feminino dos Estados Unidos, que joga pelo Orlando Pride. “Poder jogar contra ela na NWSL é realmente uma sorte para mim, e poder enfrentá-la em um jogo dessa magnitude (como a final olímpica) acho que é muito especial. Ela vai dar o seu melhor, e este é o maior respeito que você dá para alguém”, completou a atleta, autora do gol da vitória sobre a Alemanha na semifinal.
A grande final do futebol feminino será neste sábado, 10, a partir de 12h, com disputa entre Brasil e Estados Unidos.
A boxeadora camaronesa Cindy Ngamba levou o bronze nesta quinta-feira, 8, nosJogos Olímpicos de Paris 2024, sendo a primeira medalha na história da Equipe Olímpica de Refugiados. A seleção foi formada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e estreou no Rio 2016.
Na luta contra a panamenha Atheyna Bibeichi Bylon, Cindy teve um bom desempenho, mas perdeu na semifinal do boxe feminino na categoria até 75kg, com os juízes decidindo o resultado em 4-1 para a adversária. Na modalidade, todas semifinalistas garantem medalha de bronze.
Uma das porta-bandeiras da seleção durante a cerimônia de abertura, esta é a primeira vez que Cindy Ngamba compete nos Jogos Olímpicos, além de também ter sido a primeira integrante da equipe olímpica de refugiados a se classificar em Paris 2024.
Cindy Ngamba é uma mulher lésbica, por isso teve de deixar Camarões, um país que criminaliza a homossexualidade. Ela se mudou para o Reino Unido com a família aos 11 anos e recebeu o status de refugiada em 2021 porque poderia ter sido presa no país natal.
“Estamos muito orgulhosos de Cindy. Desde que ela faz parte desta equipe, ela representa com graça e carisma. Ela faz história como o primeiro membro da equipe olímpica de refugiados a ganhar uma medalha olímpica – e ninguém jamais poderá tirar isso dela”, disse Masomah Ali Zada, chefe de missão da equipe olímpica de refugiados para os Jogos de Paris 2024, após a partida.
“Ela mostrou ao mundo o que os refugiados poderiam realizar. Ela também tem sido fonte de inspiração para uma população de mais de 120 milhões de pessoas e ajudou a destacar nossas histórias, nossas jornadas. Seremos eternamente gratos a ele”, completou.
Ícones do atletismo, Noah Lyles e Junelle Bromfield conquistaram as atenções do público durante os Jogos Olímpicos de Paris. Lyles, velocista dos Estados Unidos, e Bromfield, corredora jamaicana, passaram a compartilhar sua história com o público desde que começaram a namorar em 2022. Através das redes sociais, o casal tem encantado seus seguidores com momentos de afeto.
O primeiro contato entre Lyles e Bromfield aconteceu em 2017, quando Bromfield iniciou a conversa pelas redes sociais. Apesar de um encontro inicial um tanto inusitado, os dois decidiram manter a amizade. “Sempre que entro em um relacionamento, sou muito sério”, explicou Lyles no podcast Fast Lane Lifestyle. A amizade deles evoluiu ao longo dos anos e, em 2022, Lyles resolveu dar uma nova chance ao romance. Desde então, eles não só se tornaram inseparáveis, como também estabeleceram seu lar na Flórida.
Na pista de corrida, mantêm um firme profissionalismo, separando suas vidas pessoais das atividades atléticas. “Mesmo antes de começarmos a namorar, tínhamos um equilíbrio muito bom”, observou Lyles.
Letsile Tebogo, de Botsuana, brilhou nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 ao conquistar a medalha de ouro nos 200 metros masculino, em uma final eletrizante realizada no Stade de France nesta quinta-feira, 8 de agosto. Tebogo, que já vinha se destacando no cenário internacional, solidificou seu nome entre os maiores velocistas do mundo ao cruzar a linha de chegada com um tempo impressionante de 19s46, estabelecendo um novo recorde africano para a prova.
A corrida foi acirrada, com Tebogo enfrentando uma forte competição. Kenny Bednarek, dos Estados Unidos, garantiu a medalha de prata com um tempo de 19s62, mostrando sua consistência como um dos principais velocistas da atualidade. Bednarek, que tem sido um competidor regular em finais internacionais, ofereceu uma disputa emocionante, mas não conseguiu superar o ritmo avassalador de Tebogo. O pódio foi completado por Noah Lyles, outro americano de renome, que conquistou a medalha de bronze com o tempo de 19s70.
O homem mais rápido do mundo nos 200 metros continua sendo Usain Bolt, da Jamaica. Ele detém o recorde mundial nos 100 metros e nos 200 metros, estabelecendo a marca de 9,58 segundos nos 100 metros e 19,19 segundos nos 200 metros durante o Campeonato Mundial de Atletismo de 2009 em Berlim.