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Bruno Gagliasso e Giovana Ewbank acompanham julgamento por racismo em Portugal

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Foto: Instagram/Divulgação

Na semana passada, os atores brasileiros Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank estiveram em Portugal para acompanhar o julgamento de Adélia Barros, acusada de racismo pela família após ter ofendido seus dois filhos, Titi e Bless, com insultos racistas em um restaurante na Costa da Caparica, em 2022. Embora a família tenha denunciado o caso como racismo, a legislação portuguesa não possui uma tipificação específica para esse tipo de crime. Por isso, os advogados da família tentaram enquadrar o ato no artigo 240 do Código Penal Português, que trata do crime de incitamento ao ódio e à violência.

No entanto, o Ministério Público de Portugal não aceitou essa primeira denúncia, argumentando que o caso não se enquadrava nos critérios do artigo 240. Diante disso, os advogados da família abriram um novo processo, que foi aceito em abril deste ano, com a acusação sendo reformulada para injúrias agravadas e difamação, que é como o caso está sendo julgado atualmente. Apesar de não haver o reconhecimento formal de racismo, a família vê o prosseguimento do caso como um avanço na busca por justiça.

Nas redes sociais, Bruno e Giovanna celebraram o fato de a acusação ter sido aceita. “Hoje, podemos comemorar porque o Ministério Público aceitou nossa acusação por difamação e injúria racial e superou uma questão teórica sobre onde enquadrar o crime perante a lei. Vencemos, mas ainda é um pequeno passo”, disse Giovanna Ewbank. Para o casal, o importante é que o processo avance e que os responsáveis pelos ataques contra seus filhos sejam punidos.

No Brasil, a família já lidou com situações semelhantes. Em 2022, a influenciadora Day McCarthy foi condenada a 9 anos de prisão por ataques racistas contra Titi nas redes sociais, um caso que se tornou emblemático na luta contra o racismo no país.

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Outubro Rosa: Estudo do INCA revela que mortalidade por câncer de mama é 67% maior entre mulheres negras

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Foto: Reprodução/iStok

Na manhã desta terça-feira, 1, o Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde, apresentou dados sobre o controle do câncer de mama no país. O estudo ‘Mantus: Mulheres negras e câncer de mama triplo negativo: desafios e soluções para o SUS’, desenvolvido no Instituto, que faz parte da campanha Outubro Rosa deste ano, cujo tema será: “Saúde da mulher: desafios e perspectivas para o controle do câncer” também foi apresentado, mostrando as disparidades raciais no acesso de mulheres negras a tratamentos contra o câncer de mama.

Durante o evento, transmitido pelo YouTube do INCA, a pesquisadora Sheila Coelho Soares Lima apresentou dados recentes sobre o controle do câncer de mama no país, mostrando que a taxa de mortalidade entre mulheres negras é 67% maior do que a de mulheres brancas, que possuem maior incidência da doença.

Os dados mostram que os problemas de maior incidência de morte de mulheres negras por câncer começam na falta de rastreamento da doença. “No Brasil, destaca-se a menor proporção de exames nas mulheres autodeclaradas como pardas (54,4%), seguidas das autodeclaradas pretas (56,5%). Observa-se que, com exceção da Região Sudeste, a cobertura da mamografia em menos de dois anos, em mulheres pardas de 50 a 69 anos, foi menor em todas as Regiões do Brasil”.

A proporção de mulheres da população-alvo, que têm entre 50 a 69 anos, que nunca fizeram mamografia é mais expressiva nas Regiões Norte (42,1%) e Nordeste (33,7%). O estado do Amapá é a região com maior número de mulheres que nunca fizeram mamografia (53,2).

O estudo, que está em desenvolvimento, levanta algumas hipóteses que ajudam a entender o alto índice de mortalidade de mulheres negras por câncer de mama, entre eles, fatores modificáveis como hábitos e exposições a produtos e serviços que possuem propriedades prejudiciais para a saúde, como o consumo de alimentos ultraprocessados, dificuldade de acesso a diagnóstico e tratamento, diagnóstico com doença avançada, dificuldade de completar o tratamento e tratamentos pouco eficazes.

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, foram estimados 73.610 casos novos de câncer de mama em 2024. A estimativa de risco é de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres. Apenas cerca de 1% dos casos ocorre em homens.

O câncer de mama é o tipo que mais acomete as mulheres no Brasil. As maiores taxas de incidência e de mortalidade estão nas regiões Sul e Sudeste do País. A prevenção primária e a detecção precoce contribuem para a redução da incidência e da mortalidade. A população deve ser informada quanto ao tema para que possa adotar medidas que protejam a sua saúde.

Ministra Anielle Franco presta depoimento à PF em investigação de assédio

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, prestará depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira, 2, no âmbito da investigação sobre as acusações de assédio contra o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, de acordo com matéria publicada pela colunista do Uol, Carla Araújo. Almeida foi exonerado no início de setembro após uma série de denúncias de assédio moral e sexual que vieram a público e que também apontam a ministra como uma das vítimas.

No lugar de Almeida, o governo nomeou Macaé Evaristo para comandar o Ministério dos Direitos Humanos. A investigação corre em sigilo, após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu o andamento do inquérito.

A Polícia Federal teve acesso ao depoimento de uma testemunha que apontou indícios suficientes para que uma investigação preliminar fosse aberta de ofício, ou seja, sem a necessidade de solicitação de outro órgão. Além disso, o caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público do Trabalho, em Brasília, e pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

As denúncias contra Almeida vieram a público inicialmente por meio de uma reportagem do site Metrópoles, que trouxe relatos anônimos e mencionou o nome de Anielle Franco como uma das vítimas. A ONG Me Too Brasil também foi uma das responsáveis por dar visibilidade às acusações.

Silvio Almeida, por sua vez, nega as acusações e, em nota divulgada após sua exoneração, afirmou que provará sua inocência. Durante sua gestão à frente do Ministério dos Direitos Humanos, o órgão enfrentou várias denúncias de assédio moral e pedidos de demissão em série.

Em resposta às denúncias, o governo Lula lançou recentemente um plano de combate ao assédio na administração pública federal. O projeto, elaborado após a repercussão do caso de Almeida, visa implementar ações coordenadas para prevenir o assédio e a discriminação em órgãos públicos. A portaria que regulamenta o plano foi assinada pela ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, e publicada no Diário Oficial da União (DOU).

78% dos alunos negros se sentem menos acolhidos que brancos nas escolas brasileiras, revela estudo

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Foto: Reuters/Pilar Olivares/Direitos Reservados

Mesmo com uma legislação (Lei 10.639/23) que institui o ensino de cultura africana e afro-brasileira nas escolas, o enfrentamento ao racismo e as experiências de alunos negros nas escolas continuam negativas. Uma pesquisa inédita da Fundação Itaú e Equidade.Info aponta que 78% dos alunos negros se sentem acolhidos nas escolas, contra 84% dos alunos brancos. O levantamento, que investigou o clima escolar e o enfrentamento ao racismo em instituições de ensino públicas e privadas de todo o Brasil, revela que a sensação de pertencimento dos estudantes diminui conforme avançam nas etapas de ensino, com os alunos negros enfrentando os maiores desafios.

Além da questão do acolhimento, o estudo mostra que 54% dos professores reconhecem situações de racismo entre os estudantes, mas 21% dos professores brancos afirmam não saber lidar com o problema, contrastando com 9% dos professores negros que enfrentam a mesma dificuldade. Quando a divisão é por etapa de ensino, os números ficam ainda maiores: “entre os professores do Ensino Fundamental II, 67% reconhecem a existência de situações de racismo entre os estudantes. Há discrepância, também, nas diferenças entre professores brancos (48%) e negros (56%).  

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As disparidades também se refletem na percepção dos alunos: enquanto 70% concordam que os alunos negros são respeitados quanto ao fenótipo, 13% dos estudantes negros discordam, índice superior ao dos alunos brancos (8%). A pesquisa reforça que, embora 75% dos professores indiquem a existência de protocolos contra o racismo, a efetividade das ações ainda é limitada pela falta de apoio mais robusto das secretarias de educação, conforme apontado por apenas 59% dos gestores.

Os dados também reforçam o pouco uso da lei Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas brasileiras. A lei altera a Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

Esses dados expõem uma desigualdade racial significativa no ambiente escolar, tanto no que diz respeito à experiência dos estudantes quanto à capacidade dos educadores de lidar com o racismo. Segundo Bruno Gomes, diretor executivo do Equidade.Info, “as respostas mostram que o enfrentamento ao racismo nas escolas brasileiras precisa de uma maior formação e suporte institucional para promover um ambiente verdadeiramente inclusivo”.

Chris Brown é tema de novo documentário sobre violência doméstica, segundo The Hollywood Reporter

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Foto: Reprodução

ALERTA DE GATILHO – VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Em meio às tentativas de reconstruir sua imagem anos depois das acusações de agressão, com anúncio de shows que devem ser realizados em diferentes países, incluindo o Brasil, Chris Brown deve voltar aos holofotes com o lançamento do documentário ‘Chris Brown: Uma História de Violência’ no dia 27 de novembro, pelo canal Investigation Discovery (ID).

O lançamento do documentário marca a terceira edição da campanha anual da rede, ‘Sem Desculpa para o Abuso’, lançada em 2022, dedicada ao combate à violência doméstica e abuso. A produção revisita a trajetória de Brown desde 2009, quando foi preso por agredir sua então namorada, a cantora Rihanna. Desde então, o cantor se envolveu em uma série de polêmicas, incluindo acusações de agressão física, violência interpessoal e denúncias de abuso sexual.

“Chris Brown é um músico incrível e talentoso, mas vamos chamar uma coisa de coisa. Ele é um abusador de mulheres. Consistentemente, sem pedir desculpas”, narra uma mulher no trailer do filme, que também trará uma nova acusadora anônima, segundo o The Hollywood Reporter.

O filme aborda o impacto psicológico sobre as sobreviventes de violência, além de destacar os padrões de comportamento destrutivo que permeiam a vida pessoal do cantor. De acordo com os produtores, o documentário pretende oferecer uma “reflexão profunda sobre a experiência de cada sobrevivente”.

Como parte da campanha ‘No Excuse for Abuse’ (“Sem Desculpa para o Abuso”), a coapresentadora do The View, Sunny Hostin, comandará um debate com especialistas e defensores da causa logo após a estreia do documentário. Hostin, que tem um histórico como promotora de casos de violência doméstica, ressaltou a importância do tema: “A violência doméstica é uma questão muito próxima e pessoal para mim… Essa questão é uma epidemia prevalente que não conhece fronteiras socioeconômicas, então estou dedicada a expandir e continuar essa conversa crucial”, afirmou.

OBS.: É importante ressaltar que a violência doméstica é um crime grave e que as mulheres têm o direito de denunciar seus agressores. Se você está em situação de risco, ligue imediatamente para o 190. Para denunciar e buscar apoio, entre em contato com a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180. Além disso, delegacias especializadas da mulher podem oferecer orientação e acolhimento. Lembre-se, você não está sozinha e há ajuda disponível 24 horas por dia.

Premiada pela ONU, Juliana Souza é uma das 100 afrodescendentes mais influentes do mundo

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A advogada baiana Juliana Souza, reconhecida por sua luta contra o racismo, foi homenageada no dia 27 de setembro com o prêmio Most Influential People of African Descent (Mipad100), apoiado pela ONU, durante uma cerimônia em Nova York. Em suas redes sociais, ela compartilhou sua alegria: “A alegria é imensa, pois ao recebê-lo, carrego comigo toda a minha história, minha ancestralidade e a caminhada de muita gente. Obrigada pelo carinho de sempre!”

Recentemente, Juliana se destacou ao conseguir a condenação de Day McCarthy, que foi sentenciada a oito anos e nove meses de prisão por ofensas racistas dirigidas à filha mais velha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. Em uma postagem, ela celebrou essa vitória importante: “Após anos de trabalho incansável, dedicação e estudo, hoje tive a honra de ver a justiça prevalecer. A condenação de 8 anos e 9 meses, inicialmente em regime fechado, no caso Gagliasso x Day McCarthy não é apenas uma vitória para a família Gagliasso — é uma vitória para todos nós. É a prova de que o racismo não compensa e que podemos, sim, mudar o curso da história.”

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Juliana também enfatizou o significado dessa decisão em sua trajetória pessoal e profissional. “Como advogada e, principalmente, como uma mulher negra que já foi uma criança preta, essa decisão carrega um simbolismo profundo. Ela me lembra que nossa luta é legítima e que cada passo que damos é crucial para garantir que nenhuma criança tenha que passar pelo que a Titi passou, ou pelo que eu passei. Hoje, durmo um pouco mais tranquila. Mas amanhã, acordarei novamente com a mesma missão: fazer justiça. Essa vitória não é apenas minha, é de todas as advogadas e advogados pretos que estão na linha de frente, enfrentando desafios imensos, mas que seguem firmes, porque sabem que nossa luta é maior.”

Além de sua atuação como advogada, Juliana se destaca como influenciadora digital, usando sua plataforma para discutir temas jurídicos e questões raciais. Ela fundou o Instituto Desvelando Oris e se tornou escritora com o lançamento de “Torrente Ancestral, Vidas Negras Importam”, em 2023. Durante a pandemia, realizou lives com a cantora Anitta sobre equidade racial, ampliando sua mensagem e alcançando um público ainda maior. Com esse prêmio, Juliana Souza reafirma seu compromisso com a justiça e a igualdade, inspirando novos ativistas e advogados na luta contra o racismo no Brasil.

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Coleções híbridas e culturais: moda negra se reinventa na Primavera-Verão

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Fotos: Reprodução/Instagram

A moda feita por criadores negros está mais uma vez na vanguarda da expressão cultural e da inovação com o lançamento de coleções que dialogam com a ancestralidade e a adaptação às mudanças climáticas. Na temporada primavera-verão, marcas autorais como Casa Apolinária e DMR Antoniê Demar trazem para o mercado peças que não apenas reverenciam a história, mas também respondem às necessidades de um clima cada vez mais imprevisível.

A Casa Apolinária lançou recentemente a coleção Matriarcas do Samba, uma homenagem às mulheres que foram fundamentais na criação e preservação do samba, um dos maiores símbolos da cultura popular brasileira. Inspirada nas “tias baianas”, cujas casas serviram de berço para os primeiros batuques e rodas de samba, a coleção celebra essas mulheres que, ao longo da história, mantiveram o samba vivo em seus quintais, tanto como intérpretes quanto como compositoras. As peças da coleção trazem uma estética que mistura força e delicadeza, honrando a resistência feminina no universo do samba.

Enquanto isso, a DMR Antoniê Demar apresenta a coleção MESCLA, que aposta em tons quentes e tecidos de algodão, capturando a essência vibrante do verão. Com uma elegância sutil, a Antoniê Demar busca transmitir vitalidade e frescor em cada peça, propondo uma moda que flerta com a sofisticação sem perder a leveza característica da estação. A coleção MESCLA combina elementos que permitem transitar entre temperaturas, refletindo a versatilidade tão necessária em tempos de clima instável.

Essa adaptação climática é uma tendência crescente no setor da moda, com micro, pequenos e médios empresários investindo em coleções híbridas e tecidos inteligentes. As peças agora são pensadas para funcionar em dias quentes ou frios, possibilitando sobreposições nos momentos de maior frio ou o uso de camadas leves nos dias mais quentes. O inverno de 2023, considerado um dos mais quentes já registrados pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e os recordes de altas temperaturas que temos alcançado este ano, destaca a necessidade de uma moda que se ajuste às variações climáticas.

Essas coleções não apenas reverenciam o passado e a cultura negra, mas também mostram como a moda autoral pode ser uma resposta criativa e sustentável às novas demandas ambientais. A primavera-verão 2024 é marcada pela fusão de história, estilo e adaptação, colocando a moda negra como protagonista dessa reinvenção.

Aretha Duarte prepara expedição ao Kilimanjaro e seleciona equipe de montanhistas negros

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Foto: Reprodução

A montanhista Aretha Duarte, a primeira mulher negra latino-americana a chegar ao topo do Everest, enfrentará uma nova jornada pioneira no mês de novembro. Desta vez, o desafio será o Monte Kilimanjaro, o pico mais alto de África, localizado no nordeste da Tanzânia. Duarte pretende levar consigo uma equipe de montanhistas negros, em uma expedição que une aventura, superação e um forte simbolismo de reconexão com as raízes africanas.

O Monte Kilimanjaro, com seus 5.895 metros de altitude, é uma atração para aventureiros de todo o mundo. Formado por três vulcões inativos – Kibo, Mawenzi e Shira –, o monte oferece uma paisagem singular, desde florestas tropicais na base até áreas glaciais no topo. Contudo, para Aretha Duarte, a expedição ao Kilimanjaro transcende o desafio físico.

“A montanha sempre foi um lugar de transformação para mim. Agora, quero compartilhar essa experiência com pessoas que, assim como eu, enxergam na superação dos próprios limites uma forma de mudança pessoal e social,” afirma a montanhista, destacando a importância da representatividade em um espaço onde ainda há poucos negros.

A iniciativa de Aretha, além de empoderar, visa ampliar a representatividade negra no montanhismo. Em meio à baixa participação de negros nessa prática esportiva, a expedição ao Kilimanjaro carrega um propósito afirmativo. A equipe será formada por montanhistas negros selecionados, com o objetivo de reforçar a conexão com a ancestralidade africana e incentivar a superação pessoal. A expedição também ocorre em novembro, mês marcado pelas celebrações da Consciência Negra no Brasil, o que agrega um valor simbólico ainda maior à empreitada.

Além de realizar o sonho de escalar uma das montanhas mais icônicas do mundo, Aretha quer que a expedição inspire novos aventureiros e destaque a importância da equidade racial em todas as áreas. O projeto conta com o patrocínio da Moove, que permitirá a eleição de bolsistas para integrar a equipe.

“Quero que essas pessoas não apenas alcancem o topo da montanha, mas também consigam enxergar o poder que têm dentro de si para conquistar qualquer objetivo, por mais desafiador que seja,” conclui Aretha, enfatizando o caráter transformador da experiência.

Os participantes da expedição devem atender a critérios rigorosos, como idade mínima de 18 anos, boa condição física, passaporte válido e experiência em acampamentos. A viagem está programada para ocorrer entre os dias 31 de outubro e 13 de novembro de 2024.

O Kilimanjaro, além de ser o pico mais alto da África, é um símbolo de resistência e conexão com a ancestralidade africana. A expedição de Aretha Duarte vai além de uma conquista física; é um ato de reconexão com uma herança cultural que permeia a formação do Brasil, reforçando o papel do continente africano na construção da identidade brasileira.

Michael Jordan lamenta morte de Dikembe Mutombo, lenda da NBA: “Sentirei falta especialmente de sua risada estrondosa”

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Foto: Kevork Djansezian/Getty Images

Nesta segunda-feira, 30, o mundo do basquete perdeu uma de suas maiores lendas. Dikembe Mutombo, membro do Hall da Fama da NBA, faleceu aos 58 anos, vítima de câncer no cérebro. A notícia, que abalou fãs e atletas de todo o mundo, foi divulgada pela liga, informando que Mutombo morreu cercado por sua família, após lutar contra a doença nos últimos dois anos.

Michael Jordan, uma das maiores estrelas da história do esporte, lamentou profundamente a perda do ex-companheiro de quadra e amigo pessoal. Em comunicado, Jordan ressaltou não só o impacto de Mutombo no esporte, mas também sua dedicação às causas humanitárias. “Ele era uma força defensiva na quadra que mudou o jogo de basquete, mas, mais importante, Dikembe realmente mudou o mundo e melhorou inúmeras vidas por meio de seu trabalho humanitário na África. Sentirei falta especialmente de ouvir sua risada estrondosa”, declarou o ícone do basquete.

Nascido na República Democrática do Congo, Mutombo foi um dos maiores defensores que a NBA já viu, sendo o terceiro jogador a conquistar o prêmio de Jogador Defensivo do Ano quatro vezes, ao lado de Ben Wallace e Rudy Gobert. Com sua presença imponente e o característico gesto de balançar o dedo após bloquear um arremesso, ele deixou uma marca inesquecível no esporte. Em seus 18 anos de carreira, Mutombo defendeu equipes como Denver Nuggets, Atlanta Hawks, Houston Rockets e Philadelphia 76ers, entre outras.

O impacto de Mutombo, porém, transcendia o basquete. O jogador era amplamente reconhecido por seu trabalho humanitário. Fundador da Dikembe Mutombo Foundation, o ex-pivô dedicou-se a melhorar a saúde, a educação e a qualidade de vida na República Democrática do Congo, seu país natal, além de promover ações em diversas partes de África. “Dikembe era maior que a vida. Ele dedicou seu coração e alma para ajudar os outros”, afirmou Adam Silver, comissário da NBA.

Para Masai Ujiri, presidente do Toronto Raptors e outro africano que encontrou em Mutombo uma inspiração, a perda é profunda: “Você não tem ideia do que Dikembe Mutombo significou para mim. Ele nos fez quem somos. Ele é um gigante, uma pessoa incrível”, declarou emocionado.

Chris Brown confirma show único no Brasil em dezembro no Allianz Parque

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Foto: TMJ Brazil/Divulgação
Em suas redes sociais, o cantor confirmou o show no Brasil para o dia 21 de dezembro deste ano

O cantor Chris Brown anunciou hoje, em suas redes sociais, que fará um show no Brasil no dia 21 de dezembro deste ano, em São Paulo, no Allianz Parque. A apresentação faz parte da turnê internacional do artista, que também inclui uma performance em Johannesburgo, África do Sul, no dia 14 de dezembro. Os detalhes destes eventos também estão disponíveis na agenda oficial da turnê.

A última vez que Chris Brown esteve no Brasil foi em 2009, quando promovia o álbum Graffiti. Naquela ocasião, o cantor fez uma série de shows no país, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. O álbum marcou uma fase importante de sua carreira, com faixas que mesclavam R&B, pop e hip hop, e o público brasileiro teve a oportunidade de acompanhar essas performances ao vivo.

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Desta vez, Chris Brown retorna ao Brasil para uma apresentação única, trazendo um repertório que reflete sua evolução musical nos últimos anos. Embora sua base seja o R&B, o artista já explorou diferentes gêneros, como o pop e o trap, em álbuns posteriores. Os ingressos para o show estarão disponíveis pela plataforma Ticketmaster, com valores que variam entre Pista Premium (inteira R$ 790,00 e meia-entrada R$ 395,00), Pacote Early Entry (R$ 1.500,00 inteira e R$ 1.150,00 meia-entrada), Pista (R$ 480,00 inteira e R$ 240,00 meia-entrada), Cadeira Inferior (R$ 580,00 inteira e R$ 290,00 meia-entrada), Pacote Heat Seat (R$ 1.000,00 inteira e R$ 710,00 meia-entrada), e Cadeira Superior (R$ 420,00 inteira e R$ 210,00 meia-entrada).

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