O piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton e o cantor e designer Tyler, The Creator apresentam amanhã (20) uma coleção cápsula (limitada e exclusiva) em parceria. A colaboração, que une as marcas Golf Wang e +44, será lançada globalmente poucos dias antes do Grande Prêmio de Las Vegas, nos Estados Unidos.
Nesta segunda-feira (18), foram divulgadas imagens da coleção, fotografadas por Luis “Panch” Perez, com direção criativa de Tyler. A campanha foi ambientada em uma garagem com um letreiro em néon escrito “Golf Plus 44” e um carro Mercedes, equipe atual de Hamilton na Fórmula 1. As peças incluem jaquetas de motocross com “Golf Wang” no peito e “+44” nos braços, além de jaquetas de rally com golas e estampas de linha de chegada nas costas. Camisas de botão com ícones da Fórmula 1 e referências a Las Vegas também fazem parte da coleção.
As marcas não divulgaram a extensão total da linha, mas confirmaram que as peças estarão disponíveis em locais específicos, como o The Encore Beach Club, em Las Vegas, e as lojas físicas da Golf Wang em Nova York e Londres. As vendas também acontecerão nas plataformas online de ambas as marcas.
A Golf Wang foi criada em 2011 por Tyler, The Creator e é conhecida por misturar streetwear e design artístico, com peças marcadas por cores vibrantes e padrões retrô. Já a +44, lançada por Hamilton em 2022, tem foco em sustentabilidade, utilizando materiais recicláveis e práticas de produção responsáveis.
A Netflix revelou nesta terça-feira, 19, a as primeiras imagens do tão aguardado documentário sobre Vinícius Jr., estrela da Seleção Brasileira e do Real Madrid. O projeto, que está em desenvolvimento desde setembro de 2022, estreará em 2025, trazendo aos fãs uma visão exclusiva da carreira do atleta e de sua trajetória de sucesso no futebol.
Com roteiro de Emílio Domingos e direção de Andrucha Waddington, a produção mostrará os bastidores da carreira do jogador, incluindo sua ascensão ao estrelato, seu envolvimento em causas sociais e suas conquistas com o Real Madrid, onde já venceu duas edições da Liga dos Campeões da UEFA.
Em uma declaração sobre o projeto, Vinícius Jr. afirmou: “Poder contar minha história e inspirar garotas e garotos de todo o mundo a seguir uma trajetória de sucesso no esporte é o que mais me inspira neste projeto.” O jogador também ressaltou o papel transformador do futebol para os jovens, especialmente no Brasil, e como o documentário pode levar essa mensagem de transformação a uma audiência global.
No dia 21 de novembro de 2024, às 9h da manhã, haverá uma audiência pública para decidir sobre o futuro do nome do hoje Hospital Nina Rodrigues, em São Luís, no Maranhão. Nesse ato aberto e público, todos os cidadãos poderão participar do julgamento, o “réu” é o médico legista Raimundo Nina Rodrigues, um dos principais nomes responsáveis por difundir teorias eugenistas, que colocam o negro como ser não evoluído, no país. Nasceu em 4 de dezembro de 1862, no mesmo estado do julgamento, na cidade de Vargem Grande. Seria só parcialmente verdade afirmar que o acusado é Nina Rodrigues, pois de fato, o que está em questão é o nome do hospital que atualmente leva o seu nome.
Homenagear, segundo o dicionário online Dicio, significa “demonstrar publicamente admiração e respeito por alguém”. Diante desta definição surgem algumas questões: será que pessoas com um passado controverso deveriam dar nome a ruas, avenidas, pontes, praças e edifícios? Quais sujeitos históricos merecem tal demonstração pública de admiração? Quem são os homens (maioria massiva) homenageados com estátuas que marcam a paisagem das grandes, médias e pequenas cidades pelo Brasil?
O assunto não é novo e nem pouco debatido. Mas você já parou para pensar qual é o nome da maior ou mais conhecida avenida da cidade que você mora? Você sabe quem foi essa pessoa? Quem estamos honrando ao colocar certo nome num espaço? Este texto tem mais perguntas do que respostas. Porém, juntos e juntas chegaremos a algumas respostas e com sorte produziremos novas indagações.
Nos últimos anos, o debate sobre monumentos e suas homenagens controversas ganhou destaque na mídia e nos debates acadêmicos, sobretudo entre os historiadores.
O ponto inicial da retomado do assunto, ocorreu em 2020, com a mobilização internacional gerada pelo assassinato de George Floyd, das inúmeras manifestações populares em resposta ao ato racista, uma terminou com a derrubada da estátua de Edward Colston, na cidade de Bristol, na Inglaterra. Edward Colston foi um alto funcionário da empresa Royal African Company, que no século XVII traficou milhares de escravizados africanos para trabalharem nas colônias inglesas, no Caribe e nas Treze Colônias, conforme apresenta o historiador Jorge Amilcar Santana no livro Galeria de Racistas. Em 2021, no Brasil, na zona sul de São Paulo, a estátua do bandeirante Borba Gato foi incendiada. Nos dois casos citados os homenageados participaram da escravização de pessoas.
No caso de Nina Rodrigues, o autor do processo, o advogado Thiago Cruz, defende a “incompatibilidade da homenagem prestada a uma figura histórica que sustentava ideias racistas e eugenistas” como apresentada na ata da audiência inicial. Para que você, leitor e leitora formule sua acusação ou defesa, apresento alguns dados sobre a trajetória de Nina Rodrigues. Em 1882, ele começou o curso de Medicina na Bahia e fez parte dos seus estudos no Rio de Janeiro. Anos depois retornou para Salvador e em 1889 tornou-se professor na Faculdade de Medicina da Bahia, conforme consta no livro As Ilusões da Liberdade de Mariza Corrêa.
Nina Rodrigues fez parte de um grupo de cientistas que no final do século XIX e início do século XX formulava acerca das teorias raciais, sobretudo o darwinismo social e a eugenia no Brasil. Um dos livros mais famosos de Nina Rodrigues é O animismo fetichista dos negros baianos, de 1896 onde o autor descreveu práticas religiosas de candomblés de Salvador, algumas de suas frases fica explicita a adesão as ideias eugenistas, como, “incapacidade psíquica das raças inferiores para as elevadas abstrações do monoteísmo” (p.27); o dualismo dos negros é, pois, ainda o dualismo rudimentar dos selvagens (p.41); dos espíritos simples, incultos e supersticiosos como os dos negros (p.72); do fraco desenvolvimento intelectual dos negros africanos (p.90), são alguns exemplos.
Sabe aqueles estudos de medição de crânios? Nina Rodrigues também os fazia. Uma das teses defendidas por ele, dizia que a partir da análise da simetria dos crânios de brancos e negros era possível constatar que os “não brancos”, para usar as palavras dele, eram mais propícios as degenerações sociais, aos vícios e aos crimes. Por isso, era necessário criar o código penal brasileiro levando em consideração essas diferenças, tudo isso publicado em outro livro, As raças humanas e a responsabilidade penal no Brasil, de 1935.
Meu dever aqui foi apresentar o “réu” para que você possa tirar suas próprias conclusões. Talvez eu tenha mais um objetivo, questionar: quem realmente merece homenagem com seus nomes estampados em prédios, ruas e estátuas quando se fala da história do Brasil?
Em celebração ao Dia da Consciência Negra, celebrado na próxima quarta-feira, 20, a Mauricio de Sousa Produções prestou homenagem à psicóloga e ativista Cida Bento, destacada por seu trabalho em defesa da igualdade racial e no combate ao racismo estrutural no Brasil. Representada pelos traços de Milena, a primeira personagem negra da Turma da Mônica, Cida passa a integrar o projeto Donas da Rua, que valoriza mulheres de destaque em áreas como ciência, arte, esportes e literatura.
Nascida em São Paulo, Cida Bento é referência no debate sobre relações raciais no Brasil. Cofundadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), em 1990, a psicóloga dedica-se à promoção de equidade racial e de gênero no mercado de trabalho e na educação. Seu livro mais recente, O Pacto da Branquitude (2022), é apontado como uma das principais reflexões contemporâneas sobre privilégios raciais e desigualdades estruturais no país.
A atuação de Cida Bento ultrapassa fronteiras: ela foi reconhecida pela The Economist como uma das 50 pessoas mais influentes do mundo no campo da diversidade e faz parte de comissões como o Grupo Assessor da ONU Mulheres.
“A Mauricio de Sousa Produções sempre defendeu a diversidade e a representatividade. Escolher Cida Bento para essa homenagem é reconhecer seu impacto na luta pela igualdade racial e no empoderamento de mulheres negras. Ela é uma inspiração para as gerações atuais e futuras”, afirmou Mônica Sousa, diretora executiva da empresa. Segundo a empresa, a escolha de Cida Bento reforça a necessidade de enfrentar as desigualdades com coragem e conhecimento, valores que a psicóloga representa em sua trajetória.
O projeto Donas da Rua já homenageou cientistas, escritoras e atletas, reafirmando o compromisso da Mauricio de Sousa Produções com uma sociedade mais inclusiva e plural. Em 2020, Jaqueline Goes de Jesus uma das pesquisadoras que liderou a equipe que conseguiu em tempo recorde, 48 horas, sequenciar o genoma do coronavírus após o registro do primeiro caso da doença no Brasil foi homenageada.
A partir do dia 20 de novembro estará disponível na plataforma Sesc Digital, o curso Dispositivo de Racialidade, ministrado pela filósofa Sueli Carneiro. Gratuito e acessível online, o curso propõe uma análise aprofundada sobre como o racismo se estrutura e perpetua na sociedade brasileira, utilizando o conceito de “dispositivo”, formulado pelo filósofo francês Michel Foucault.
Ao longo de seis aulas, a intelectual apresenta as ideias centrais de sua tese de doutorado, defendida em 2005 na USP e que resultou no livro “Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser“, lançado em 2023 pela editora Zahar. A obra articula conceitos como biopoder, epistemicídio e interdições sociais para explicar os mecanismos que sustentam a supremacia branca no Brasil e limitam o pleno exercício da cidadania para a população negra.
O curso também traz discussões sobre o pensamento do filósofo jamaicano Charles Mills e destaca a relevância da ação coletiva na resistência ao racismo e na promoção de mudanças sociais. Para enriquecer o conteúdo, depoimentos de importantes ativistas do movimento negro – como Edson Cardoso, Sônia Maria Pereira, Fátima Oliveira e Arnaldo Xavier – são interpretados por atores como Thomás Aquino, Grace Passô, Naloana Lima Costa e Jhonas Araújo, criando uma ponte entre teoria e prática.
Disponível na plataforma de educação a distância do Sesc (sescsp.org.br/ead), o curso reflete o compromisso da instituição com a democratização do acesso ao conhecimento e o fortalecimento do debate sobre igualdade racial.
O Dia do Empreendedorismo Feminino, comemorado em 19 de novembro, é uma data especial para celebrar as conquistas e a força das mulheres que empreendem. Essa data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), destaca o papel fundamental das empreendedoras na economia global e a importância de promover a igualdade de gênero no mundo dos negócios. Celebrar este dia significa reconhecer a coragem, a criatividade e a resiliência das mulheres que desafiam os padrões e constroem seus próprios caminhos, inspirando outras a fazer o mesmo. É um momento para refletir sobre os avanços alcançados e para reforçar o compromisso com a construção de um futuro mais justo e equitativo para todas as mulheres.
O Brasil alcançou, em 2022, uma marca inédita de mulheres à frente de um empreendimento. Segundo estudo feito pelo Sebrae, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, no 3º trimestre do ano passado havia 10,3 milhões de mulheres donas de negócios no país, o maior contingente de empreendedoras da história. Isso significa que as mulheres representavam 34,4% do universo de donos de negócios no país, muito próximo do recorde de 34,8%, verificado no 2º trimestre de 2019.
Mas quando damos um zoom, e classificamos por raça e gênero ser empreendedora, negra e periférica no Brasil é uma experiência mais complexa e desafiadora, marcada por uma interseccionalidade de fatores que moldam as trajetórias e os desafios enfrentados por essas mulheres, que empreendem em sua maioria por:
necessidade: muitas empreendem por falta de oportunidades no mercado formal;
vocação: são aquelas que identificam uma oportunidade de mercado e decidem empreender por paixão;
engajamento: empreendedoras inovadoras que buscam transformar o mercado e criar redes de apoio.
E como eu e você podemos apoiar?
black money: entenda a importância de consumir produtos e serviços de empreendedores negros para fortalecer seus negócios e reduzir as desigualdades.
divulgue negócios negros: utilize suas redes sociais para promover empresas e produtos de empreendedores negros.
priorize compras de empreendedores negros: ao consumir, dê preferência a negócios que valorizam a cultura negra.
rie parcerias: Se você é empreendedor, busque parcerias com negócios de empreendedores negros.
promova diálogos: Converse com seus amigos e familiares sobre a importância de apoiar o empreendedorismo negro.
Ao escolher consumir produtos e serviços de empreendedoras negras, você não apenas fortalece seus negócios, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
O empreendedorismo negro é um movimento poderoso que impulsiona a transformação social e econômica do nosso país. Ao apoiar as empreendedoras negras, estamos investindo em um futuro mais próspero e inclusivo para todos.
Fotos: Reprodução/Instagram e Pascal Le Segretain/amfar/Getty Images
O elenco da série animada “Eyes of Wakanda”, spin-off do filme “Pantera Negra”, já foi confirmado, segundo a matéria publicada pelo portal Comic Book, neste domingo (17).
Entre os atores que teriam sido escalados para dar voz aos personagens estão Steve Toussaint (A Casa do Dragão), Winnie Harlow (A Descoberta Perfeita), Cress Williams (Raio Negro), Patricia Belcher (A Família Radical), Lynn Whitfield (Greenleaf), Jacques Colimon (UglyDolls), Anika Noni Rose (A Princesa e o Sapo), entre outros.
A série será focada nos Hatut Zeraze, guerreiros de Wakanda encarregados de proteger o segredo do vibranium ao longo da história. A produção ainda contará com uma animação de estilo pintado à mão, inspirada em artistas contemporâneos afro-americanos.
Recentemente, a Marvel Studios anunciou a estreia em 6 de agosto de 2025, na Disney+, e divulgou a primeira imagem da série. (Veja abaixo.)
Até o momento, a Marvel ainda não confirmou o elenco para o público.
No filme “Bem-Amada”, protagonizado por Oprah Winfrey, Danny Glover e Thandiwe Newton, baseado no clássico da sublime escritora afro-americana Toni Morrison sobre a escravização, a negra Sethe é atormentada pela lembrança da filha que ela preferiu sacrificar a ver escravizada.
A decisão angustiante de Sethe marca a trajetória de milhares de pessoas escravizadas que vislumbraram no infanticídio, no aborto ou no suicídio um destino menos assombroso do que o cativeiro.
A reação possível, o inconformismo, a rebeldia negra manifesta-se sob variadas formas: inquéritos policiais registram que escravizados assassinavam seus senhores por vingança e porque julgavam que o cárcere seria menos indigno do que o cativeiro.
Ações armadas como a Revolta dos Malês, a Balaiada ou batalhas judiciais como as ações de liberdade (vide livro “Liberata”) e a litigância civilizatória de Luiz Gama ilustram a incessante insurreição negra contra os horrores de três séculos e meio de escravização; o holocausto africano, nas palavras de Abdias do Nascimento.
Os quilombos, sabe-se hoje que existem cerca de 8.500 deles espalhados pelo país, representaram a forma mais sofisticada e ousada da insurgência negra à medida em que instituíram territórios livres no interior da própria colônia.
No longínquo 20 de novembro de 1971 o Supremo Tribunal Federal ainda não havia cunhado a expressão direito à memória quando um grupo de jovens negros e negras gaúchas decidiu lançar uma campanha pelo reconhecimento do dia 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra.
Meio século depois o Brasil celebra a vida e morte de Zumbi dos Palmaresreconhecendo-a como símbolo do legado de dignidade, insubordinação, tenacidade e protagonismo dos cerca de cinco milhões de seres humanos sequestrados pelo tráfico transatlântico e trazidos para estas plagas.
O elo da corrente que liga a força descomunal da escravizada “Sethe” à Dandara dos Palmares, a Zumbi e ao poeta Oliveira Silveira, idealizador do Dia da Consciência Negra, mantém viva a esperança de que a memória da reação negra prossiga superando o apagamento e naturalização da barbárie que insiste em lucrar com o racismo enquanto desdenha das dores lancinantes do povo preto.
Valeu Zumbi!
Texto: Hédio Silva Jr., Advogado, Doutor em Direito, fundador do Jusracial e Coordenador do curso “Prática Jurídica em casos de Discriminação Racial e Religiosa”
Até o dia 20 de novembro, o Rio de Janeiro será palco do Humanity Summit 2024, evento global que coloca a justiça social, a equidade racial e a transformação cultural no centro das discussões. Realizado em paralelo ao G20, o summit propõe reflexões sobre soluções inclusivas para desafios globais, unindo inovação, diálogo intercultural e o protagonismo de lideranças negras e periféricas.
A programação, que ocorre na histórica Casa Rui Barbosa e no espaço Futuros – Arte e Tecnologia, reúne palestras, painéis e performances culturais que abordam temas como justiça racial, equidade econômica e resiliência cultural. Um dos grandes marcos do evento é a inauguração do Palco Marielle Franco, em homenagem à ex-vereadora brasileira e símbolo da luta por direitos humanos.
O Humanity Summit 2024 conta com palestrantes de destaque no ativismo e na política. Entre os nomes confirmados estão Siyabulela Mandela, jornalista de direitos civis, e Epsy Campbell Barr, ex-vice-presidente da Costa Rica. A programação também inclui a participação de lideranças brasileiras como Olivia Santana, deputada estadual, e Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial. As discussões enfatizam a importância das reparações e da justiça econômica como bases para um futuro mais inclusivo, abordando os impactos do racismo estrutural e as barreiras enfrentadas por comunidades marginalizadas.
O evento também promove atividades imersivas no Museu Futuros e no Teatro da Mudança Franz Fanon, reforçando o papel das artes na transformação social. Performances poéticas, oficinas e apresentações culturais celebram a herança afrodescendente e indígena, destacando a riqueza da diversidade brasileira e global.
Coorganizado pela Muxima e com apoio da Fundação Casa Rui Barbosa e da University of California Office of the President (UCOP), o summit reafirma o protagonismo do Brasil no cenário internacional. A parceria com a Rede Jornalistas Pretos pela Diversidade na Comunicação (Rede JP) reforça a importância da representatividade nas narrativas sobre justiça e inclusão.
Os ingressos são gratuitos e podem ser reservados na plataforma Sympla. A programação completa está disponível no site oficial do evento, com as principais atividades divididas por dia:
20 de novembro (quarta-feira): justiça climática, liberdade religiosa e saúde mental encerram o evento, com destaque para falas de Sonia Guajajara e apresentações culturais.
18 de novembro (segunda-feira): debates sobre justiça social, direitos humanos e equidade econômica, com palestras de lideranças como Olivia Santana e Siyabulela Mandela.
19 de novembro (terça-feira): temas ligados à educação inclusiva, acesso à tecnologia e empreendedorismo, além de painéis sobre inovação e criatividade no Sul Global.
“Quero transformar a vida de pessoas no nosso país, seja pela educação, tecnologia, equidade, erradicação da fome, e isso me impulsiona a levantar todos os dias”, afirma Kelly Silva Baptista, a nova presidente da Fundação 1Bi, ao celebrar sua nova conquista profissional, em entrevista ao Mundo Negro, nesta segunda-feira (18).
Com mais de 20 anos de experiência no terceiro setor, a executiva se juntou à instituição que fomenta projetos de tecnologia visando ao impacto social em 2020, como Coordenadora Geral, foi promovida à Diretora Executiva em 2022, e agora assume um novo desafio.
“Hoje, como líder da Fundação 1Bi, tenho a honra de poder transformar essa realidade e garantir que milhões de usuários tenham acesso a uma educação de qualidade. Minha trajetória pessoal me impulsiona a criar soluções inovadoras e inclusivas, que realmente façam a diferença na vida dessas pessoas”, conta.
Kelly foi uma das responsáveis pelo impacto da Fundação 1Bi na sociedade e acompanhou de perto o crescimento da entidade. “Nosso time tinha 2 pessoas e atendíamos cerca de 130 mil usuários. Hoje somos 15 colaboradores e em breve vamos alcançar a marca de 5 milhões de alunos e professores usuários, com sonhos maiores de também atender gestores e secretários, com um objetivo único de implementar uma cultura tecnológica básica, para melhoria do desempenho escolar”.
Gestora Pública pela UNIFESP, Kelly Baptista também é colunista no site Mundo Negro, membro da rede de líderes Fundação Lemann, VP da Cruzando histórias, Conselheira da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, e Linkedin Top Voice.
Leia a entrevista completa abaixo:
Kelly, com uma trajetória notável no terceiro setor, você lidera iniciativas que impactam milhares de jovens. Como suas experiências pessoais e profissionais moldaram seu compromisso com a educação e a tecnologia inclusiva?
Cresci na periferia, onde a educação era um sonho distante para muitos. Essa experiência me mostrou a importância de oferecer oportunidades iguais a todos. Hoje, como líder da Fundação 1Bi, tenho a honra de poder transformar essa realidade e garantir que milhões de usuários tenham acesso a uma educação de qualidade. Minha trajetória pessoal me impulsiona a criar soluções inovadoras e inclusivas, que realmente façam a diferença na vida dessas pessoas.
Eu também sou aluna de Universidade pública e na minha época no início dos anos 2000, não haviam programas sociais, então uma pessoa negra, periférica estar em uma universidade pública de tecnologia era um marco.
São muitas Kellys, que tem experiências e bagagem de uma mulher de 80 anos e de 40 anos e isso me faz transitar com tranquilidade e confiança, que tenho muito a contribuir com a educação pública brasileira.
Você se descreve como uma pessoa inquieta. Como essa característica influenciou sua carreira até agora, e de que forma ela te impulsiona na presidência da Fundação 1Bi?
Eu iniciei em movimentos estudantis de base nos anos 90, fazendo arrecadações, dando aula em cursinhos públicos, pós faculdade fui dar aula, e na sequência atuei 11 anos em responsabilidade social empresarial, com metodologias de geração de renda, para mulheres em situação de vulnerabilidade social, Brasil à fora.
Dentre outras experiências chego na Fundação em setembro de 2020, para pensar projetos e parcerias que levassem a tecnologia para todos os jovens brasileiros.
Nosso time tinha 2 pessoas e atendíamos cerca de 130 mil usuários. Hoje somos 15 colaboradores e em breve vamos alcançar a marca de 5 milhões de alunos e professores usuários, com sonhos maiores de também atender gestores e secretários, com um objetivo único de implementar uma cultura tecnológica básica, para melhoria do desempenho escolar.
Eu sou inquieta e tenho claro há mais de dez anos que quero transformar a vida de pessoas no nosso país, seja pela educação, tecnologia, equidade, erradicação da fome, e isso me impulsiona a levantar todos os dias, e renovar esse compromisso pensando em estratégias novas.
Além da liderança na Fundação 1Bi, você também participa de outros movimentos e iniciativas. Como equilibra esses compromissos profissionais intensos com sua vida pessoal?
Hoje eu sou VP da Cruzando histórias uma Organização sem fins lucrativos, que promove o acolhimento, a valorização profissional e empregabilidade entre mulheres e também sou conselheira doEDUCA2030 – Pacto Global da ONU, que atua com aumento do nível de escolaridade dos funcionários; inclusão dos mais jovens no mercado de trabalho e ampliação do número de mulheres nas áreas de ciência e tecnologia, engenharia e matemática. Além de membra da Rede de líderes da Fundação Lemann que reúne um grupo de pessoas extraordinárias, que exercem liderança, com grande potencial de mudar o Brasil e que já estão agindo para transformá-lo em um país mais justo e avançado.
Eu tenho uma vida muito organizada, e uma rede de apoio liderada pelo meu marido, que permite com que eu possa ir e vir e acompanhar a educação dos meus filhos e uma saúde em dia, hoje com mais experiência me dou ao luxo de dizer não para algumas agendas que vão me sobrecarregar, ou me tirar do foco.
Ser uma mulher negra em uma posição de destaque no terceiro setor traz responsabilidades e desafios únicos. Quais foram os maiores aprendizados que te ajudaram a construir sua visão de liderança?
O terceiro setor não se diferencia dos outros, é um setor também embranquecido em especial no alto escalão, cruzo com muitos projetos sendo desenvolvidos sem o usuário como centro da conversa.
Eu percebo que o fato de eu ser de origem periférica e transitar na periferia faz com que meu olhar agregue valor ao meu trabalho.
Tiro algumas lições disso tudo:
eu não sou uma ilha, preciso de rede de apoio e me permitir ser cuidada;
eu não vou salvar, primeiro preciso me salvar para depois salvar os outros;
as mudanças vão continuar acontecendo em uma velocidade absurda, então, eu não posso parar, tenho que seguir me capacitando, dialogando e projetando para acompanhar o futuro.
Ao assumir a presidência da Fundação 1Bi, você tem o desafio de expandir o impacto da instituição no campo da educação e tecnologia para jovens em situação de vulnerabilidade. Quais são os principais projetos e metas estratégicas que você pretende implementar para alcançar essa transformação social e como espera que a Fundação 1Bi contribua para o futuro da educação no Brasil?
Primeiro gostaria de contar que nunca me imaginei presidente de nada, então isso por si só já é uma construção a ser feita.
Mas voltando a 1Bi como eu disse no começo, tivemos um crescimento exponencial desde que cheguei, e já temos algumas metas para os próximos 5 anos.
ser referência em desenvolvimento de tecnologias sociais para a educação pública;
desenvolver uma trilha de equidade racial, com base na Lei nº 10.639 e na Lei nº 11.645, que tratam dos estudos da cultura afro-brasileira e indígena, de forma simples e que cheguem de verdade aos professores e professoras e os façam entender que isso precisa fazer parte da rotina escolar deles;
atender a educação com tecnologia de ponta a ponta alunos, professores, gestores e secretarias educacionais, contribuindo para um futuro mais justo e equitativo.
e o sonho grande é tornar o AprendiZAP nosso carro chefe em uma política pública efetiva.
Para proporcionar uma melhor experiência, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento com essas tecnologias nos permite processar dados como comportamento da navegação ou IDs exclusivos neste site. O não consentimento ou a revogação do consentimento pode afetar negativamente determinados recursos e funções.
Funcional
Always active
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o objetivo legítimo de permitir o uso de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou usuário, ou para o único objetivo de realizar a transmissão de uma comunicação por uma rede de comunicações eletrônicas.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Estatísticas
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes.O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins de estatísticas anônimas. Sem uma intimação, conformidade voluntária do seu provedor de serviços de internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou coletadas apenas com esse objetivo geralmente não podem ser usadas para identificar você.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário, para criar perfis de usuário para enviar publicidade, ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites com objetivos de marketing semelhantes.