Fotos oficiais daTaís Araujo como Dona Goiabeira no filme “Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa” foram divulgadas, nesta segunda-feira, 6 de janeiro. Com participação especial, sua personagem é uma árvore que tem uma forte ligação com Chico Bento e compartilha sua sabedoria com o protagonista vivido por Isaac Amendoim. O longa estreia nos cinemas na próxima quinta-feira, dia 9.
A personagem, que desde sua primeira aparição no trailer teve sua identidade mantida em segredo, foi revelada durante sessão exclusiva do filme na CCXP, em dezembro do ano passado.
Foto: Fábio Braga
Taís Araujo contou que ficou em êxtase com o convite para participar do filme, principalmente porque o Chico Bento é parte da rotina de sua família. Ela também ressaltou a importância do longa: “A gente pode ter um progresso inteligente, pensando na nossa continuidade, e que uma árvore de pé vale muito mais que uma árvore no chão. Acho a mensagem linda e muito importante”.
O figurino da Dona Goiabeira, que realça sua identidade brasileira, é uma criação do estilista Ronaldo Fraga, conhecido por levar as diversas caras do Brasil para suas peças.
“Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa” foi produzido pela Biônica Filmes, com coprodução da Mauricio de Sousa Produções, Paris Entretenimento e Paramount Pictures.
Após temporada no Rio de Janeiro, o monólogo “Eu sou um Hamlet”, protagonizado pelo ator e diretor Rodrigo França, estreia em São Paulo na próxima quinta-feira, 9 de janeiro de 2025, no auditório do Sesc Pinheiros.
Com direção de Fernando Philbert, o espetáculo traz uma releitura contemporânea da obra de Shakespeare, destacando questões sociais e raciais. Com tradução assinada por Aderbal Freire-Filho, Wagner Moura e Barbara Harrington, a peça ficará em cartaz no Sesc até o dia 22 de fevereiro.
Na adaptação, que é fruto de uma colaboração criativa entre Jonathan Raymundo, Philbert e França, as falas do príncipe dinamarquês ganham novos contornos ao serem interpretadas por um ator negro. O espetáculo reflete sobre o impacto da segregação e da violência social, inserindo o dilema da identidade racial em um contexto universal.
“Shakespeare foi popular em sua época ao se comunicar com todos, de nobres aos populares. Não será diferente em nossa montagem. Quero que a tia do Complexo do Alemão saia do teatro contemplada, assim como a madame do Leblon”, afirma França.
A peça aborda temas como o mito da democracia racial, a luta por justiça e a resistência frente a um sistema que oprime negros, LGBTs, pobres e outros grupos marginalizados. “Nosso Hamlet questiona como chegamos a um mundo de tensões e busca respostas nos ancestrais para enfrentar essa batalha”, explica o diretor Fernando Philbert.
Para França, interpretar Hamlet é significativo por desafiar estereótipos de elenco. “O texto reflete o ser humano, mas ganha outra dimensão quando vivenciado por um ator negro. Nossos fantasmas ainda clamam, e os diversos ‘Hamlets’ brasileiros só querem justiça. Não podemos dispersar, pois os meninos estão morrendo lá fora”, conclui o ator.
SERVIÇO
Data: de 9 de janeiro até 22 de fevereiro, às quintas, sextas e sábados.
Piscamos e já estamos em 2025, discutindo futuros possíveis para o mundo. Todos os dias, novas ferramentas, metodologias e plataformas surgem, prometendo revolucionar a forma como aprendemos e ensinamos. Mas em 2025, quais dessas tendências vão transformar nossa visão de mundo, trabalho e sociedade?
Como profissional que acompanha de perto essas mudanças, vejo três forças dominantes que irão moldar o futuro da educação: personalização, acessibilidade e inteligência artificial aplicada.
Personalização como regra, não exceção
Acessibilidade além do acesso
IA aplicada como parceira do educador
Universidades Corporativas como curadoras de conhecimento.
Educação Prospectiva, preparando-se para o desconhecido.
Educação como uma solução sistêmica para crises globais.
A desigualdade social se manifesta de diversas formas, e o acesso à educação e a tecnologia são uma delas. Historicamente, as classes sociais mais altas têm mais facilidade em garantir um ensino de qualidade para seus filhos e conectividade, seja por meio de escolas particulares ou por morarem em regiões com melhores infraestruturas. Essa disparidade se acentua quando consideramos a desigualdade racial, que impede que muitos estudantes negros e pardos tenham as mesmas oportunidades educacionais. A distância entre escolas, especialmente em áreas rurais, e a falta de políticas públicas adequadas agravam ainda mais esse cenário.
Pesquisa recente do Cetic, o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, revela que, apesar dos avanços na conectividade das escolas brasileiras, ainda há um caminho significativo a ser percorrido para garantir que a infraestrutura de Internet e os recursos tecnológicos estejam disponíveis e sejam efetivamente utilizados para fins educacionais. A formação de professores e a elaboração de políticas públicas são fundamentais para superar os desafios existentes e promover uma inclusão digital mais equitativa e eficaz nas escolas do Brasil. A valorização dos professores, já que esta categoria sofre diretamente com o sucateamento da educação, aqui faço uma ressalva que precisamos olhar também estas pessoas na universidade, já que exigimos que eles apliquem diversas orientações para alunos, sem que tenham recebido formações suficientes.
A pesquisa recente do ano de 2023, aponta que 94% das instituições de Ensino Fundamental e Médio estão conectadas à rede, mas apenas 58% contam com computador e Internet para uso dos estudantes.
Precisamos articular políticas públicas para a educação, em especial nos primeiros anos de vida, isso trará uma base melhor para os estudantes. Também garantir que crianças e jovens permaneçam na escola com materiais e alimentação saudável. Além disso, outro ponto fundamental é a criação de canais de escuta, entre comunidade, alunos e professores, fortalecendo assim as redes de ensino, além é claro do aumento de investimentos urgentes na educação pública.
A tecnologia pode ser um caminho de diminuição das desigualdades, levando conteúdos de qualidade para todos.
Além deFernanda Torres, a atriz Zoe Saldaña também fez história ao receber o primeiro Globo de Ouro da carreira. A atriz, que interpretou a personagem Rita Mora Castro, no filme “Emilia Pérez” venceu a premiação na categoria “Melhor Atriz Coadjuvante” e fez um discurso emocionado: “Meu coração está cheio de gratidão”, afirmou.
A atriz não conteve as lágrimas durante seu discurso no Globo de Ouro 2025, destacando: “Meu Deus. Sei que não tenho muito tempo, e tenho dislexia, então tendo a esquecer quando estou realmente ansiosa, e estou cheia de adrenalina, mas meu coração está cheio de gratidão. Muito obrigada ao Globo de Ouro por celebrar nosso filme e homenagear as mulheres de Emilia Pérez . Muito obrigada”.
Zoe Saldña celebra primeiro Globo de Ouro – Foto: Getty Images
Ela também celebrou os colegas de elenco, incluindo Selena Gomez, que concorria na mesma categoria: “Esta é a primeira vez para mim, e estou tão abençoada por estar compartilhando este momento com Selena [Gomez] e Karla [Sofía Gascón] e Jacques [Audiard] e todos os meus colegas indicados. Estou impressionada com vocês, sua força, sua complexidade, seu talento inegável. Sei que é uma competição, mas tudo o que testemunhei foi apenas nós aparecendo um para o outro e celebrando um ao outro, e é tão lindo”, afirmou.
Emilia Pérez foi o filme que recebeu o maior número de indicações, somando 10. O filme venceu em categorias como melhor filme e filme em língua não inglesa e melhor canção original.
O cinema brasileiro começou 2025 com motivos para comemorar. No palco da cerimônia do Globo de Ouro, Viola Davis anunciou o prêmio de “Melhor Atriz em Filme de Drama” para a brasileira Fernanda Torres.
Antes de anunciar o nome de Torres, Viola Davis afirmou que as atrizes que concorriam na categoria eram “forças da natureza”: “É uma grande honra e privilégio estar aqui (…). E celebrar o talento excepcional das mulheres indicadas à atriz em filme de Drama. Não há dúvidas de que todas vocês nos deram atuações estelares. No entanto o que me vem a mente é a palavra icônicas. Nicole, Pamela, Fernanda, Angelina, Tilda e Kate. Continuo impressionada com seu brilhantismo e como se redefinem na tela. Vocês não são apenas atrizes, são forças da natureza moldando a história do cinema”.
Ao receber o prêmio por interpretar Eunice Paiva no longa “Ainda Estou Aqui”, Fernanda Torres lembrou a vitória da mãe, Fernanda Montenegro, em 1999, por seu personagem em “Central do Brasil”: “Quero dedicar esse prêmio à minha mãe. Vocês não têm ideia… Ela estava aqui há 25 anos. Isso é uma prova de que a arte pode permanecer na vida das pessoas, mesmo em momentos difíceis, como os que Eunice Paiva viveu.”
Zoe Saldaña foi a única atriz negra a vencer em uma categoria na premiação. A atriz venceu na categoria de “Melhor Atriz Coadjuvante em Filme” pela atuação no longa “Emília Pérez”, que também foi reconhecido como “Melhor Filme Musical ou Comédia” e “Melhor Filme em idioma não inglês”.
Logo de largada, este texto vem com uma dica para nortear todos os profissionais pretos em 2025, não importa seu cargo ou a sua empresa: nosso valor é intrínseco e inegociável, independentemente de quem tente invisibilizá-lo. Tenha esta frase sempre próximo de você e quando bater aquele sentimento de dúvida, aquela pulga atrás da orelha que o racismo estrutural do dia a dia sabe muito bem como colocar, volte e releia esta dica e se reconecte com você mesmo. Vai por mim comunidade, porque para 2025 será necessário.
Embora a evolução para tempos modernos do racismo estrutural insista em usar nossas mentes para nos diminuir, precisamos urgentemente ressignificar nossas narrativas. “Seu valor não diminui com base na incapacidade de alguém em reconhecer o seu valor.” (autor desconhecido). Esta frase dialoga justamente sobre como, de 2020 para cá, a construção das nossas narrativas sofreu com perspectivas alteradas, de forma drástica, pela temeridade de pessoas não negras se sentirem obrigadas a abrirem mão de seus privilégios e pactos em detrimento do que agora chamamos de anti-woke mas que até 2024 nomeamos como zona de conforto de pessoas aliadas.
Nós nos adaptamos a esta zona de conforto no ambiente corporativo, porque finalmente a terra prometida de estratégias inclusivas para além de discursos e adoções de ações antirracistas concretas se tornavam tangíveis para alguns dos nossos. Recursos, liderança e oportunidades reais foram colocados à nossa disposição como se finalmente o espaço necessário para mostrar nossa força, nossa criatividade e a imensa contribuição que trazemos para a empresa seria finalmente valorizada.
E durante um tempo isso ocorreu e, infelizmente, somente para alguns de nós e não para o coletivo. A síndrome do preto único se tornou estratégia de sobrevivência corporativa para estes alguns, normalizando esta zona de conforto que só o privilégio da branquitude pode vivenciar, apoiando de forma silenciosa uma das únicas coisas que os racistas estruturais sabem que podem “machucar” de verdade um profissional preto: a nossa segurança psicológica.
Cuidar da nossa segurança psicológica é fundamental. A pressão diária, as microagressões e o constante questionamento sobre nossas competências nos desgastam, nos machucam e já temos casos de que nos mataram. A chibata moderna é virtual, usa IA e algoritmos, é silenciosa,tem suas próprias estratégias e não bate mais no lombo e sim na nossa alma. Precisamos construir pontes entre nós, criando redes de apoio e espaços de celebração. Em tempos de crise, aprendemos com os nossos antepassados que a nossa união é um ato estratégico e necessário para nos reorganizamos e reconectarmos com a nossa essência de resistência. Não importa se você nomear esta reconexão como aquilombamento, Wakanda, pretos e pretas de um segmento de mercado específico, somente se reconecte com os nossos aos quais você tem afinidade. E se a sua primeira tentativa de conexão não houver sucesso, sim, porque pessoas pretas podem servir muito bem como massa de manopla para o sistema, recalcule rota e se conecte novamente. Um dos principais grupos que você deve se conectar são os seus afetos próximos.
A celebração de nossas vitórias é também um manifesto. Estamos conscientes de nossas dores, mas é imprescindível que nos reconheçamos para além delas. A resistência é importante, mas a celebração nos humaniza e fortalece. Que nossas histórias de sucesso ecoem e que sejamos, cada vez mais, inspiração para futuras gerações. 2025 promete e será o ano em que o campo estará minado e assim como 2024 nosso pensamento é de nos jogar daqui (corporativo), mas também será o ano que precisaremos, de forma coletiva, revistar nossos acordos pessoais para juntos, encontramos para cada uma das nossas verdades corporativas a nossa fórmula mágica da paz.
O ano de 2024 foi marcado por um período rico de séries lançadas nos streamings que exaltaram o protagonismo negro, trazendo histórias potentes, emocionantes e repletas de representatividade. Relembre dez produções selecionadas pelo Mundo Negro!
Detetive Alex Cross
Estrelada e produzida por Aldis Hodge, a primeira temporada da série baseada na franquia de livros do autor James Patterson foi lançada com oito episódios cheios de suspense, ação e um pouco de terror. Cross é um detetive capaz de investigar a mente dos assassinos e de suas vítimas para solucionar casos, compreende sua responsabilidade enquanto um policial negro na sociedade, mas que precisa administrar o seu trabalho enquanto lida com seus traumas e perseguições contra a sua família. Disponível no Prime Video.
Cidade de Deus: A Luta Não Para
Com seis episódios na primeira temporada, o reboot do clássico nacional tem como ponto de partida as memórias de Buscapé, dando continuidade a história de seus personagens icônicos. O enredo se passa no início dos anos 2000 e traz trechos do filme em flashbacks, para reconstrução de lembranças e memórias afetivas dos protagonistas. Além do retorno de Alexandre Rodrigues como Buscapé, o elenco também conta com o retorno de Edson Oliveira como Barbantinho, Roberta Rodrigues como Berenice e Sabrina Rosa como Cinthia. Disponível na Max.
Iwájú
Ambientada na cidade de Lagos, na Nigéria, ao longo de seis episódios, a animação acompanha a história de Tola, uma criança da ilha rica, e seu melhor amigo, Kole, um garoto autodidata em tecnologia, do continente. Juntos, eles descobrem os segredos e perigos em seus diferentes mundos divididos pela classe social e contarão com o apoio de Otin, um lagarto robótico com habilidades poderosas. Disponível no Disney+.
Arcanjo Renegado (3ª temporada)
A nova temporada traz Mikhael (Marcello Melo Jr.) mais destemido do que nunca. Após sair da equipe Arcanjo no final da 2ª temporada, ele embarca para o Pará, onde acompanha de perto como é viver em um assentamento, liderado por sua aliada, a irmã Emily (Chris Couto), sob constantes ameaças por produtores rurais. Enquanto no RJ, Sarah (Erika Januza) encara frustrações na rotina como policial, Ronaldo (Álamo Facó), agora com seu site de notícias, segue repercutindo ao denunciar esquemas que ligam o Bispo Cristóvão (Thelmo Fernandes) a uma série de crimes. Disponível no Globoplay.
Supacell
O drama segue um grupo de cinco pessoas que desenvolvem superpoderes de forma inesperada. Não têm nada em comum, exceto uma coisa: são todos negros do Sul de Londres. Cabe a um homem, Michael Lasaki (Tosin Cole), reuni-los para salvar a mulher que ama, Dionne (Adelayo Adedayo). O elenco também conta com Eddie Marsan, Nadine Mills, Eric Kofi-Abrefa, Calvin Demba, entre outros. Disponível na Netflix.
Toda Família Tem
A comédia protagonizada por Pedro Ottoni, acompanha o Pê, um jovem de 19 anos, que vê sua vida mudar quando retorna com a família para a casa da avó Geni no Rio de Janeiro, deixando para trás seu estilo de vida confortável. A série também é estrelada por Duda Pimenta, Gabriela Dias, Maíra Azevedo, Érico Brás, Solange Couto, entre outros. Disponível no Prime Video.
Abbott Elementary (3ª temporada)
Segundo as sinopses dos primeiros episódios da nova temporada, “é um novo ano na Abbott Elementary, e Janine (Quinta Brunson) está mais animada do que nunca. Ela planeja uma iniciativa em todo o distrito – Dia da Carreira – e está ansiosa para que seja um sucesso. Enquanto isso, Ava (Janelle James) tem uma nova abordagem para o seu trabalho, e Melissa (Lisa Ann Walter) recebe uma pergunta surpreendente”.Tyler James Williams, Sheryl Lee Ralph e William Stanford Davis também integram o elenco. Disponivel no Disney+.
Os Quatro da Candelária
Dirigida por Lomenha e Marcia Faria, a produção acompanha as 36 horas que antecedem a tragédia pelo ponto de vista de quatro crianças. Oriundos de lares desestruturados, esses jovens encontram nas ruas do Rio de Janeiro, e na companhia mútua, uma forma de tocar a vida e, quem sabe, alcançar seus sonhos e viver aventuras – até terem seus futuros interrompidos por uma chacina de repercussão mundial. Disponível na Netflix.
The Big Cigar
Estrelado por André Holland, a série mostra a vida de Huey P. Newton, co-fundador do Partido dos Panteras Negras. A produção conta como o líder conseguiu escapar para Cuba enquanto era perseguido pelo FBI, com a ajuda do produtor de Hollywood, Bert Schneider, para evitar um processo por assassinato. Disponível na Apple TV+.
Encantado’s (2ª temporada)
Na nova temporada, a trama vai mostrar o que acontece depois do desfile apoteótico de Encantado’s, que aconteceu na primeira temporada. No mercado, Maria Augusta (Evelyn Castro), influencer digital e mulher de Eraldo, salva o Encantado’s da falência e se auto proclama como gerente, sendo mais um problema para a cunhada. As relações familiares ganham diferentes camadas e as histórias dos personagens que vivem no entorno dos protagonistas são aprofundadas. Disponível na Globoplay.
Quando o relógio bate meia-noite no Brasil, o brinde tem que ser tão único quanto o nosso país. Com uma diversidade de climas e tradições gastronômicas que vão da farofa à lentilha, do tacacá ao bacalhau, harmonizar o vinho certo com os pratos da ceia de Réveillon é uma arte deliciosa. Neste texto, eu, que sou amante das surpresas à mesa, trago dicas de harmonizações que fogem do óbvio e prometem ser o destaque da sua festa de Ano Novo.
Espumantes: o clássico versátil
Nada grita “Réveillon” mais do que o estalo de uma rolha de espumante. Mas, em vez de se jogar no tradicional brut, que tal um espumante Nature? Com menor teor de açúcar, ele harmoniza maravilhosamente com pratos leves e refrescantes, como saladas tropicais e ceviches com manga e camarão.
Vinho Verde e o Réveillon: Um par incrível para Frutos do Mar
Um vinho muito querido pelos Brasileiros é o vinho verde de Portugal, com sua acidez vibrante e leve efervescência, é perfeito para entradas e frutos do mar grelhado ou com molhos cítricos.
Vinho Laranja: a estrela da ousadia
Sim, eles estão chegando com tudo e não poderiam faltar na sua ceia. Os vinhos laranja, feitos com uvas brancas vinificadas como tintos, têm corpo e estrutura para lidar com pratos mais complexos, pratos como comidas com dendê, porque sua acidez vibrante corta a gordura do óleo, enquanto os taninos limpam o paladar. Além disso, seus aromas complexos, muitas vezes, de frutas secas e especiarias complementam os sabores intensos do dendê, criando um equilíbrio perfeito entre a robustez do prato e a estrutura do vinho.
Rosés: o charme irreverente
Quer trazer cor à mesa? Os rosés são a resposta. Esqueça a ideia de que eles são leves demais: um rosé mais encorpado, feito de Grenache ou um rosé de Syrah da Serra Gaúcha são excelentes companhias para salpicão ou mesmo uma paella de frutos do mar.
Tintos leves
Um Pinot Noir chileno ou um jovem Tempranillo são ótimos para quem prefere tintos, já que são delicados e podem ser servidos ligeiramente gelados.
Doces & Borbulhas: Como Espumantes Transformam Sobremesas em Magia
A sobremesa também merece um toque de glamour. Pense em um Moscato d’Asti para acompanhar rabanadas ou um espumante doce como um bom Moscatel brasileiro para acompanhar tortas de frutas e mousse de limão. O contraste do açúcar natural do vinho com a acidez das frutas é de chorar de emoção (no bom sentido, claro!).
Dicas da Somm
No fim das contas, harmonizar é experimentar, ousar e se divertir. Afinal, o que seria do Réveillon sem a leveza de um brinde inesperado e a alegria de descobrir novos sabores com amigos e pessoas especiais? Independentemente de onde você esteja no Brasil, o vinho certo está ao alcance da sua taça.
Brinde à diversidade que o mundo dos vinhos oferece, ao sabor e, claro, a um 2025 cheio de descobertas! Saúde!
Fotos: Wilssa Esser/Divulgação; Divulgação/Paramount Pictures; Divulgação/Netflix; Divulgação/Paris Filmes; Renato Falcão; Glen Wilson/Netflix; e Laura Campanella
2024 foi mais um ano inspirador com lançamentos de filmes com representatividade negra nos streamings e nos cinemas. Para celebrar, o Mundo Negro selecionou nove dessas produções nacionais e internacionais, para indicar novamente a quem ainda não teve a oportunidade de assistir ou para relembrar as obras que marcaram o ano. Confira abaixo:
Shirley Para Presidente
Em um ano de eleição nos Estados Unidos com a Kama Harris como candidata à presidência, a Netflix lançou ‘Shirley Para Presidente’, estrelado por Regina King, que acompanha a história de Shirley Chisholm (1924 – 2005), a primeira congressista negra eleita no país, que também se tornou a primeira mulher negra a se candidatar para a presidência, pelo partido dos Democratas, em 1972.
A Festa de Léo
Estrelado por grandes talentos da comunidade vidigalense, o premiado filme narra a história de Rita (Sabrina Rosa), mãe dedicada que deseja dar para o filho Léo (Nego Ney) uma festa de aniversário pelos seus 12 anos. Porém, com a chegada da data, descobre que todo o dinheiro que havia juntado para a festa foi roubado por Dudu (Jonathan Haagensen), seu marido, para pagar uma dívida perigosa com os moradores locais. A trama gira em torno da corrida contra o tempo da busca de Rita por formas de conseguir o dinheiro para salvar a vida do pai de seu filho e poder comemorar com ele o aniversário. Disponível na Globoplay.
Um Tira da Pesada 4: Axel Foley
Após 30 anos desde que foi lançado ‘Um Tira da Pesada 3’, Eddie Murphy retorna no papel principal, para novas aventuras eletrizantes em Beverly Hills, depois que a vida de sua filha (Taylour Paige) é ameaçada. Os dois vão se unir a um novo parceiro, interpretado por Joseph Gordon-Levitt, além de antigos companheiros de Foley, Billy Rosewood (Judge Reinhold) e John Taggart (John Ashton) para acabar com uma conspiração. Disponível na Netflix.
Bandida: A Número Um
Em sua estreia no cinema, a atriz Maria Bomani interpreta Rebeca. Baseado em uma história real, aos nove anos, Rebeca foi vendida pela avó para pagar uma dívida de jogo. Trabalhando para o maior bicheiro da Rocinha, ela sobe na hierarquia do crime e se torna a primeira mulher a comandar o tráfico na favela. Disponível na Netflix.
Batalhão 6888
Inspirado em uma história real, o filme dirigido por Tyler Perry e estrelado por Kerry Washington, narra a trajetória do 6888º Batalhão do Diretório Postal Central, a única unidade composta exclusivamente por mulheres negras do Exército dos Estados Unidos enviada para fora do país durante a Segunda Guerra Mundial. Essas heroínas enfrentaram não apenas as dificuldades da guerra, mas também o racismo e o sexismo, desempenhando um papel vital ao processar milhões de correspondências para as tropas americanas. Disponível na Netflix.
Levante
O filme narra os desafios de Sofía, interpretada por Ayomi Domenica, uma jovem de 17 anos que, às vésperas de um campeonato de vôlei decisivo para seu futuro como atleta, descobre uma gravidez indesejada. Ao tentar interrompê-la de maneira clandestina, a adolescente se torna alvo de um grupo conservador decidido a detê-la a qualquer preço. Para resistir à violência dos fundamentalistas vigilantes, Sofía conta com uma importante rede de apoio, cujo grande pilar é seu time de vôlei, mas também conta com os cuidados da treinadora Sol (Grace Passô) e de seu pai, João (Rômulo Braga). Disponível na Telecine.
Piano de Família
Estrelado por Samuel L. Jackson e John David Washington, o filme acompanha a família Charles. No centro da discórdia, um valioso piano ameaça cortar os laços entre dois irmãos. De um lado da trincheira, está o irmão que tenciona vender o instrumento em prol da fortuna da família. Do outro lado, está a irmã que não olha a meios para conservar o último resquício do legado familiar. O tio deles tenta conciliar vontades opostas, mas não consegue manter os fantasmas do passado afastados. Disponível na Netflix.
O Auto da Compadecida 2
O clássico brasileiro revisita a dupla icônica Chicó e João Grilo, estrelado por Selton Mello e Matheus Nachtergaele, 25 anos depois da realização do primeiro filme. Nesta sequência, além de outros atores também retornarem ao elenco, Taís Araujo surge como a Compadecida, antes interpretada por Fernanda Montenegro, e Luis Miranda como Antônio do Amor, um novo personagem. A comédia está em exibição nos cinemas.
Gladiador 2
A sequência de Gladiador (2000) traz Denzel Washington como Macrinus, um traficante de armas influente e poderoso. Enquanto Paul Mescal assume o papel de Lucius Verus, antigo herdeiro do Império, e Pedro Pascal, Joseph Quinn, e outros se destacam no elenco, a presença de Denzel como Macrinus oferece uma nova dimensão ao universo de Gladiador. Em exibição nos cinemas.
1. Semana passada o STF libertou um homem negro de 65 anos acusado de tráfico de drogas pelo único fato de encontrar-se numa rua próxima de um ponto de tráfico.
2. Com ele não foram encontradas drogas, dinheiro, balanças, contatos de pessoas (eventuais usuários), nada! Ainda assim ele foi condenado a 7 anos e 6 meses de prisão em primeira instância, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e pelo STJ.
3. Nos Estados Unidos, em que o sistema de Justiça é muito mais transparente e fiscalizado pela opinião pública do que aqui, o lendário advogado Brian Stevenson estima que cerca de 10% dos negros condenados a morte são inocentes. Vale a pena assistir o filme “Luta por Justiça”.
4. No Brasil e suas meritocráticas “famílias de juízes”, “famílias de promotores”, nas quais parece que os “bebês branquinhos” nascem com compulsão genética para aprovação em concurso público, a pergunta é: qual o percentual de negros condenados, trucidados ou mortos no sistema ou em razão da passagem pelo sistema penitenciário pelo fato único de serem negros?
5. Por isso, é certo que o “Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial”, sobre o qual falamos na semana passada, não representa a solução final para o velho negacionismo dos efeitos do racismo na aplicação da lei.
6. A mudança sempre vem das lutas coletivas do Movimento Negro, hoje tão bem representado pela Coalização Negra por Direitos. Mas não tenhamos dúvidas de que o “Protocolo” traduz um valioso e potente instrumento de mudança e terá tanto mais êxito quanto mais for utilizado por advogados, defensores, delegados, promotores, vítimas, enfim, toda a população interessada.
7. Também as cotas raciais no acesso a concursos da magistratura, do ministério público, defensorias, etc, reivindicadas pelo Movimento Negro desde os anos 70 (ver por exemplo livro “Quilombismo, de Abdias do Nascimento), fortalecem o esforço por justiça racial.
8. Ainda falando sobre um importante fato ocorrido semana passada, foi aprovado pelo Senado o Marco Regulatório da Inteligência Artificial, disciplinando o reconhecimento facial, entre outras matérias.
9. Apesar de o projeto mencionar riscos de viés discriminatório e racista, o Povo Preto tem boas razões para acompanhar esse assunto com atenção e desconfiança. Num país com o histórico supremacista que acabamos de ilustrar, a formatação e alimentação do algoritmo dificilmente estará imune ao racismo.
10. Voltando aos julgamentos com perspectiva de racismo (não confundir com racial), sendo o autor deste artigo um opositor do engodo do racismo sem racista, sem intenção, o tal racismo estrutural, eu deveria nomear os responsáveis pela crueldade intencionalmente imposta ao jovem ou ao idoso negros. Por ora, vou omitir os nomes.
11. Vejamos se os julgadores ou a instituição se darão ao trabalho de vir a publico dizer o que está sendo feito concretamente para que esse tipo de prática vire coisa do passado.
Para proporcionar uma melhor experiência, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento com essas tecnologias nos permite processar dados como comportamento da navegação ou IDs exclusivos neste site. O não consentimento ou a revogação do consentimento pode afetar negativamente determinados recursos e funções.
Funcional
Always active
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o objetivo legítimo de permitir o uso de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou usuário, ou para o único objetivo de realizar a transmissão de uma comunicação por uma rede de comunicações eletrônicas.
Preferences
The technical storage or access is necessary for the legitimate purpose of storing preferences that are not requested by the subscriber or user.
Estatísticas
The technical storage or access that is used exclusively for statistical purposes.O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins de estatísticas anônimas. Sem uma intimação, conformidade voluntária do seu provedor de serviços de internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou coletadas apenas com esse objetivo geralmente não podem ser usadas para identificar você.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário, para criar perfis de usuário para enviar publicidade, ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites com objetivos de marketing semelhantes.