Por Denis Tassitano, executivo e cofundador do Best in Black
O ano já está se aproximando da metade e eu tenho uma pergunta: você está mais próximo ou mais distante do emprego que gostaria de ter no início do ano?
Se você ainda não está no emprego dos sonhos, está buscando uma recolocação (mesmo que seja dentro da própria empresa) ou procura sua primeira oportunidade profissional, talvez esteja na hora de trocar a esperança por um plano de ação.
Lembre-se de que a oportunidade raramente aparece para quem está parado. Ela aparece para quem se organiza, se expõe e constrói pontes todos os dias.
Caderno e caneta na mão. Planilha aberta. LinkedIn logado. Uma inteligência artificial qualquer conectada. E vamos pra cima!
1. Liste os segmentos em que você já tem experiência.
2. Liste os segmentos em que gostaria de atuar.
3. Liste os segmentos mais promissores para os próximos anos.
4. Para cada segmento, mapeie as 50 maiores empresas.
5. Antes de procurar qualquer vaga, revise completamente seu LinkedIn: foto, cabeçalho, resumo, experiências, competências, recomendações, publicações e rede de conexões. Lembre-se: não faz sentido atrair pessoas para um perfil desatualizado. Seu LinkedIn é sua vitrine profissional.
6. Busque pelos sites e pelas páginas de LinkedIn das empresas que você listou.
7. Faça uma lista de eventos relevantes dos segmentos que você mapeou. Não importa se acontecem na sua cidade ou não. Muitas vezes, uma viagem de férias pode se transformar em uma oportunidade de networking, aprendizado ou até mesmo de carreira.
8. Faça uma lista de pessoas que você conhece dentro dessas empresas.
9. Faça outra lista com pessoas que você conhece e que podem conhecer alguém nessas empresas.
10. Liste também pessoas com quem você ainda não tem conexão direta, mas que fariam sentido para a sua rede.
11. Liste três pontos que poderiam aumentar a sua empregabilidade e a sua confiança profissional. Se for um idioma, comece hoje um curso gratuito. Se for uma certificação, pesquise por opções acessíveis. Se for comunicação, pratique apresentações. O importante é começar imediatamente. Existe muito conteúdo de qualidade disponível gratuitamente.
12. Entre nos sites das empresas, busque vagas para as quais você realmente se qualifica e faça a aplicação.
13. Depois, fale com quem você conhece nessas empresas (as pessoas que você listou no item 8). Não peça indicação logo de cara. Diga que se aplicou para determinada posição e que gostaria de entender melhor o perfil da vaga, da área ou do gestor. Se a pessoa for próxima e houver confiança suficiente, aí sim você pode pedir uma indicação.
14. Para contatos indiretos (listados no item 9), pergunte se eles conhecem alguém que possa te dar mais contexto sobre a empresa ou sobre a oportunidade.
15. Para pessoas que você ainda não conhece (item 10), conecte-se pelo LinkedIn com uma abordagem respeitosa. Algo como:
“Vi uma oportunidade na empresa e gostaria de entender melhor se você seria a pessoa ideal para me orientar ou indicar quem poderia compartilhar um pouco mais de contexto sobre a posição.”
E, antes de dizer que não tem tempo para fazer este exercício, vale uma reflexão: você dedica mais tempo planejando suas próximas férias ou planejando sua próxima oportunidade profissional?
A maioria das pessoas passa anos reclamando da carreira que tem, mas não investe sequer algumas horas por mês construindo a carreira que gostaria de ter.
Daqui a seis meses, você pode estar exatamente no mesmo lugar, reclamando das mesmas coisas, ou pode estar conversando com novas empresas, participando de novos eventos, desenvolvendo novas habilidades e acessando oportunidades que hoje nem imagina.
A diferença entre esses dois cenários não está no mercado. Está no que você decidir fazer depois de terminar a leitura deste texto.
De Marvin Gaye a Rihanna, essas capas foram além da música e viraram obras de arte que definiram décadas da cultura negra.
A iconografia fonográfica preta não se submete à mera função ilustrativa; ela opera como uma extensão semiótica da própria obra. Uma capa de álbum bem-sucedida abdica da obviedade descritiva para inaugurar uma segunda camada de significação, uma declaração visual autônoma, passível de exegese acadêmica e imune ao anacronismo do tempo. Historicamente, a música negra norte-americana arquitetou algumas das imagens mais radicais, heréticas e politicamente densas da cultura contemporânea. Diante de uma indústria radiofônica pautada pelo cerceamento e pela pasteurização, o espaço quadrangular do vinil converteu-se em um território soberano de dissidência estética e editorial.
Da tessitura pictórica que envelopou a obra de Marvin Gaye à anatomia mutável de Grace Jones transmutada em escultura viva; do maximalismo psicodélico do Funkadelic ao minimalismo disruptivo que pauta o design contemporâneo de vanguarda, o elemento de convergência reside na recusa do ornamento. Cada projeto gráfico inventaria uma tomada de posição intelectual e, invariavelmente, geopolítica. Trata-se de um acervo visual que tencionou as convenções das artes gráficas e cujo legado reverbera nas composições cinematográficas contemporâneas, a exemplo do rigor fotográfico e do claro-escuro barroco que o diretor Ryan Coogler e sua direção de arte resgataram para a identidade visual do longa-metragem Sinners (2025).
Abaixo, dez obras-primas do design fonográfico que demonstram como a soberania visual da música preta norte-americana redefiniu a história da arte contemporânea.
1. Bitches Brew — Miles Davis (1970) A pintura do artista austríaco Mati Klarwein entregou para Miles Davis um universo visual surrealista e afrofuturista, com figuras negras flutuando num espaço que mistura corpo, natureza e cosmos. A capa não tinha nada de convencional para um álbum de jazz de 1970, o que era exatamente o ponto: Bitches Brew também não tinha nada de convencional para um álbum de jazz de 1970.
Foto: capa do álbum/ reprodução
2.Maggot Brain — Funkadelic (1971) O rosto de uma mulher negra emergindo da terra com expressão de terror absoluto. A modelo foi Barbara Cheeseborough e a foto foi tirada pela artista Leni Sinclair. A ideia de George Clinton era retratar o crânio da América, um país que havia enterrado vivo seu próprio povo negro. A uDiscover Music a considera uma das imagens mais provocativas e originais já colocadas na capa de um disco de funk.
Foto: capa do álbum/ Reprodução
3.I Want You — Marvin Gaye (1976) A capa usa The Sugar Shack, pintura do artista negro Ernie Barnes que retrata corpos negros em movimento numa pista de dança da Carolina do Norte segregada. Barnes pintou duas versões da obra, e a primeira foi adquirida pelo próprio Marvin Gaye, que a adaptou para o álbum. Quase 50 anos depois, o diretor Ryan Coogler usou a mesma pintura como referência visual para o pôster de Sinners, de 2025, num tributo direto ao poder de permanência dessa imagem dentro da cultura negra.
Foto: capa do álbum/ Reprodução
4.Dirty Mind — Prince (1980) Prince de cueca, jaqueta de couro e um olhar que não pede licença a ninguém. A foto foi tirada pelo fotógrafo Allen Beaulieu num porão, com pouquíssimo equipamento, e o resultado foi uma das declarações de intenção mais diretas da história do pop. A capa foi censurada em várias redes de varejo americanas, o que só aumentou o interesse pelo álbum.
Foto: capa do álbum/ Reprodução
5.Island Life — Grace Jones (1985) A fotografia de Jean-Paul Goude transformou o corpo de Grace Jones numa escultura impossível, com a pose dobrada para trás desafiando qualquer noção de limite físico. A imagem é tão construída e tão precisa que parece ao mesmo tempo natural e completamente irreal, e publicações de design a consideram uma das composições mais tecnicamente ousadas já usadas numa capa de álbum.
Foto: capa do álbum/ Reprodução
6.First Take — Roberta Flack (1969) Num close em preto e branco de rara intimidade, Roberta Flack olha diretamente para a câmera com uma intensidade que não precisa de contexto. Numa era em que capas de álbuns de artistas negras tendiam ao glamour distante, First Take foi o oposto: perto, direto e humano.
Foto: capa do álbum/ Reprodução
7.Things Fall Apart — The Roots (1999) A fotografia de um homem negro sendo detido por policiais brancos durante os protestos de 1960 em Birmingham, Alabama, foi usada como capa sem qualquer texto na frente, apenas a imagem. A escolha foi deliberada: The Roots queria que a primeira coisa que o ouvinte visse fosse um registro histórico de violência racial, antes de ouvir qualquer música. A foto é do fotógrafo Charles Moore.
Foto: capa do álbum/ Reprodução
8.To Pimp a Butterfly — Kendrick Lamar (2015) Um grupo de homens negros celebrando no gramado da Casa Branca com dinheiro e champanhe, enquanto um juiz branco jaz caído ao fundo. A foto foi tirada pelo fotógrafo Denis Rouvre e direcionada pelo próprio Kendrick. O Rolling Stone e a Billboard a listam consistentemente como a capa mais importante do hip-hop moderno.
Foto: capa do álbum/ Reprodução
9.Anti — Rihanna (2016) Uma criança negra de olhos vendados com uma coroa inclinada, carregando um balão e diante de um quadro. A imagem foi criada pelo artista Roy Nachum e inclui texto em braille na capa, invisível à maioria dos ouvintes. É uma das capas mais deliberadamente enigmáticas do pop moderno, recusando qualquer leitura fácil desde o primeiro contato.
Foto: capa do álbum/ Reprodução
10.Igor — Tyler, the Creator (2019) Tyler com uma peruca branca, maquiagem pesada e uma expressão que dissolve qualquer leitura de gênero ou raça convencional. A foto foi tirada pelo fotógrafo Torso e opera dentro da lógica do personagem que Tyler construiu para o álbum, mas o resultado visual vai além da fantasia: é uma das capas mais estranhas e memoráveis do rap da última década.
Ficar só pode ser a escolha mais lúcida da sua vida.
Isso incomoda porque confronta uma engrenagem inteira que nos ensinou a medir valor afetivo pela presença de alguém ao lado. Às vésperas do Dia dos Namorados, essa pressão ganha forma, cor, roteiro. Não basta viver, é preciso mostrar. Não basta sentir, é preciso provar. E, nesse teatro, muita gente sustenta relações que já terminaram por dentro, mas continuam em cartaz para não encarar o vazio.
Existe uma pergunta que precisa ser feita com honestidade: quanto custa não estar só? Não em dinheiro, mas em desgaste, em silenciamento, em pequenas concessões que, somadas, viram apagamento. Tem gente chamando isso de amor. Mas, quando a permanência exige que você diminua quem é, não há afeto, há adaptação.
A ideia de que qualquer companhia é melhor do que nenhuma ainda organiza muitas escolhas. Isso explica por que relações claramente frágeis seguem sendo mantidas. O medo do silêncio pesa mais do que o incômodo da inadequação. E, nesse ponto, é preciso responsabilidade emocional: reconhecer a própria carência não é fraqueza. Fraqueza é transformar essa carência em critério de escolha.
Ficar só, quando é escolha, não é isolamento. É posicionamento. É recusa de negociar dignidade em troca de pertencimento. Só que essa decisão não nasce do nada. Ela exige estrutura. Exige, muitas vezes, terapia, redes de apoio, amizades consistentes, espaços onde você não precise performar para ser aceito. Exige também tempo. Tempo para rever padrões, para entender por que certos vínculos se repetem, para aprender a não confundir intensidade com verdade.
Há um ponto pouco discutido nesse debate: o modelo de relacionamento que ainda se vende como ideal não nasceu do amor. No Ocidente, o casamento foi, por séculos, uma instituição voltada à organização de patrimônio, alianças familiares e controle de herança. O afeto, quando existia, era consequência, não premissa. Essa base histórica não desapareceu, ela se atualizou.
Quando se olha com mais precisão para diferentes regiões do continente africano, o desenho das relações muda e fica mais complexo do que a ideia de casal isolado. Entre os Yorùbá, na atual Nigéria e Benim, a noção de família se organiza em torno de redes extensas, onde cuidado e responsabilidade são compartilhados para além do vínculo romântico. Entre os Akan, em Gana, sistemas matrilineares estruturam pertencimento, herança e alianças, deslocando o centro da autoridade doméstica. No sul do continente, entre os Zulu, na África do Sul, a ideia de família também ultrapassa o casal e se ancora na comunidade ampliada. E, em diversas regiões da África Subsaariana, práticas como a poliginia existiram, não como desvio, mas como forma socialmente reconhecida de organização, ainda que hoje tensionada por mudanças urbanas, religiosas e econômicas. O ponto não é romantizar essas estruturas, mas reconhecer que o afeto, o cuidado e o pertencimento podem ser distribuídos de maneiras menos individualizadas, onde o amor não fica refém de uma única relação para existir.
Dentro das tradições de matriz africana, há uma compreensão que desafia diretamente a lógica do sacrifício afetivo. Oxum, muitas vezes lida de forma superficial, carrega um princípio radical: antes de cuidar dos filhos, é preciso cuidar do próprio ouro. No olhar ocidental, isso foi traduzido como egoísmo. Mas essa tradução revela mais sobre quem interpreta do que sobre o ensinamento em si.
Porque a questão é simples, embora desconfortável: como oferecer algo que você não tem? Como sustentar cuidado se você está esvaziado? O que se chama de entrega, em muitos casos, é só abandono de si legitimado culturalmente.
Para pessoas negras, esse debate ganha outra camada. A história atravessou os vínculos com rupturas, ausências forçadas, desestruturações familiares. Há um desejo legítimo de construir estabilidade, continuidade, segurança afetiva. Mas esse desejo não pode ser capturado por relações que reproduzem, no íntimo, a mesma lógica de desvalorização imposta socialmente.
Escolher ficar só, nesse contexto, pode ser um gesto de ruptura. Uma recusa em perpetuar ciclos. Uma decisão de não aceitar menos do que aquilo que se reconhece como digno.
Isso não significa negar o amor. Significa levar o amor a sério.
O tempo, nesse processo, deixa de ser inimigo e passa a ser critério. Ele revela o que é consistência e o que é improviso emocional. Ele mostra quem fica quando não há espetáculo. E, principalmente, ele ensina que esperar não é passividade. É preparação.
Se for para estar com alguém, que seja sem precisar se reduzir. Se não houver esse encontro, a ausência pode ser mais honesta do que qualquer presença forçada.
No fim, a pergunta não é se vale a pena amar. A pergunta é se vale a pena se abandonar para isso.
Ator vive o Rei do Futebol em “Brasil 70: A Saga do Tri”, série da Netflix sobre a conquista do tricampeonato mundial da Seleção Brasileira.
Lucas Agrícola assumiu um dos papéis mais emblemáticos de sua carreira logo em sua estreia no audiovisual. O ator, que surpreende pela semelhança com o personagem, interpreta Pelé em “Brasil 70: A Saga do Tri”, série da Netflix que retrata a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, realizada no México.
Natural de Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo, Lucas integra o elenco da produção que alcançou o primeiro lugar entre as séries mais assistidas da Netflix Brasil logo nas primeiras semanas de lançamento. A escolha para interpretar o camisa 10 da Seleção também chamou atenção pela semelhança física com Pelé, considerado uma das maiores referências da história do futebol mundial.
A produção revisita a trajetória da Seleção Brasileira rumo ao tricampeonato em 1970, conquista que consolidou ainda mais o legado de Pelé no cenário esportivo internacional. Nas redes sociais, o ator compartilhou detalhes sobre o processo de preparação para o papel e destacou a importância da experiência em sua trajetória profissional.
“Dar vida ao Pelé foi uma das experiências mais intensas e especiais da minha vida. Foram meses de entrega, estudo, emoção e muito amor por essa história que marcou gerações”, escreveu.
O relato expressa o significado do personagem para um ator que chega às telas interpretando uma figura de extrema importância para a história do futebol brasileiro e demonstra que interpretar Pelé exigiu pesquisa, dedicação e o compromisso de representar um dos nomes mais reconhecidos do esporte em nível mundial.
A poucos dias do início daCopa do Mundo 2026, o maior torneio de futebol da história já coleciona casos de racismo e abusos migratórios. Jornalistas, atletas negros e equipes de seleções africanas e asiáticas passam por humilhações, vistos são negados e a FIFA (Federação Internacional de Futebol) mantém distanciamento diante dos acontecimentos no governo de Donald Trump nos Estados Unidos.
A jornalista brasileira Karine Alves, apresentadora do programa Esporte Espetacular na Globo, relatou uma situação constrangedora ao desembarcar no país nesta terça-feira (9). Ela relatou ao vivo durante o programa Bom Dia Brasil que as autoridades de imigração revistaram seu cabelo. “Muitas mulheres negras passam por isso e reclamam disso na chegada aos Estados Unidos. Foi algo muito pontual, mas que outras colegas não passaram por aqui“, afirmou. Karine está escalada para cobertura da Copa do Mundo 2026.
Karine Alves (Foto: TV Globo)
Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor árbitro africano de 2025, deveria marcar história como o primeiro árbitro somali em uma Copa do Mundo. Mesmo viajando com passaporte diplomático, seu visto foi negado pelas autoridades de imigração norte-americanas. Ele foi recusado na entrada do aeroporto de Miami e enviado de volta para a Somália. “Acho que eles têm um problema com o meu país […] Estou muito, muito desapontado. Eu tinha a documentação correta e tudo mais. Tinha o visto certo“, afirmou ao jornal NY Times.
Omar Abdulkadir Artan (Foto: Kenzo Tribouillard/AFP)
Na segunda-feira (8), a FIFA se pronunciou sobre o caso: “Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo 2026 após ter sua entrada nos Estados Unidos negada. A FIFA não se envolve nos processos de imigração dos países sede, incluindo concessões de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada neste momento“.
Equipe senegalesa (Foto: Reprodução/Globo)
Já a delegação do Senegal passou por uma fiscalização desrespeitosa durante o desembarque no aeroporto da Carolina do Norte. Em vídeos compartilhados nas redes sociais, jogadores aparecem retirando os sapatos para inspeção e sendo revistados individualmente, enquanto membros da comissão técnica aguardam em fila. Segundo relatos, todos os integrantes da equipe foram submetidos às verificações antes do embarque. Após a repercussão nas redes, a seleção do Senegal disse que a abordagem “seguiu padrão”, mas os internautas ainda destacam o tratamento ofensivo dado às equipes.
Breel Embolo (Foto: Marco Steinbrenner/DeFodi Images/DeFodi via Getty Images)
Na semana passada, o atacante camaronês-suíço Breel Embolo teve seu visto negado para entrar nos EUA para a Copa e foi colocado em revisão. O atleta só conseguiu se juntar à seleção três dias depois. Ele é um dos principais jogadores da seleção, com 24 gols marcados em partidas internacionais.
Mais casos de violação e xenofobia
Ao desembarcar em Chicago para amistoso contra a Holanda ontem, a seleção do Uzbequistão foi recepcionada com cães farejadores de bombas e drogas. A operação incluiu scanners portáteis e detectores de metal, atrasando a entrada dos jogadores e exigindo que levantassem os braços para inspeção. “Eles me disseram que eram as regras, mas, no fim, a checagem de segurança foi só com a gente. Você vai ter que perguntar para eles“, criticou o técnico da seleção, Fabio Cannavaro.
O atacante Aymen Hussein, autor do gol que garantiu a vaga do Iraque na Copa 2026, foi detido e interrogado por quase 7 horas no aeroporto de Chicago. Após 7 horas, foi liberado e incorporado ao grupo.
Com o tratamento hostil aos jogadores e equipes das seleções, torcedores de diversos países do mundo também começam a se preocupar com a recepção nos Estados Unidos.
No final do ano passado, a Fifa entregou à Donald Trump o Prêmio da Paz, que estreou como vencedor da recém categoria criada pela federação, que voltou a ser alvo de críticas nas redes sociais.
Cantora fará sua primeira participação em uma novela da TV Globo e dará vida à personagem Mirtes na nova fase da trama das nove.
MC Carol fará sua estreia como atriz em novelas da TV Globo. A artista integrará o elenco de “Quem Ama Cuida”, trama escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, onde interpretará a personagem Mirtes.
A entrada da cantora acontece na segunda fase da novela, que contará com uma passagem de tempo e a ampliação de alguns núcleos da narrativa. Na história, Mirtes administra um restaurante ao lado do marido, Laurentino, personagem interpretado por Alan Rocha.
A personagem também tem um papel importante na dinâmica familiar apresentada pela trama. Foi ela quem criou o sobrinho, Camilo, interpretado por Antonio Caramelo, durante o período em que sua cunhada, Nancy, personagem de Jeniffer Nascimento, esteve presa.
A artista conhecida por sua trajetória na música e por suas contribuições para o funk brasileiro, agora amplia sua atuação ao estrear na teledramaturgia. A participação marca um novo momento na carreira da cantora, que passará a integrar um dos núcleos que ganharão destaque após a passagem de tempo prevista na novela.
A Copa do Mundo 2026 estreia oficialmente na próxima quinta-feira, 11 de junho, e os brasileiros poderão acompanhar Jordana Araújo, uma jornalista negra, comentando os jogos na ge tv, com transmissão no Globoplay e no YouTube. Criada na Zona Norte de Osasco, na Grande São Paulo, Jordana superou as barreiras de um ambiente historicamente masculino e branco para alcançar a cabine de transmissão do maior evento de futebol do planeta. “Quando a gente vê uma figura que vai incentivar a gente a quebrar esses paradigmas, é fundamental“, disse em entrevista ao Mundo Negro, ao relembrar que na infância sentia falta de referências negras na TV cobrindo esportes.
Para a jornalista, ocupar esse espaço vai muito além de uma realização profissional. “Eu sei o quanto isso pode mudar vidas. Eu sei o quanto isso pode inspirar trajetórias, não só para jornalistas esportivos, mas para outras áreas de atuação, principalmente pra gente que vem de regiões mais periféricas, com menos acessos”, destaca.
Questionada sobre as expectativas em relação à Seleção Brasileira, Jordana afirma que, pelo lado analítico, mantém os pés no chão devido aos desafios que a equipe enfrentará no torneio. “Mas o lado do coração quer muito que a seleção chegue numa final que conquiste esse Hexa tão sonhado e esperado.“
A comentarista também projeta um Mundial de forte protagonismo negro, destacando nomes como Vini Júnior e Mbappé, e chama a atenção para a evolução tática e a intensidade de seleções africanas como Marrocos, Senegal, Gana e África do Sul.
Leia a entrevista completa abaixo:
Foto: Estevam Avellar/Globo
O jornalismo esportivo ainda é um espaço majoritariamente masculino e branco. Nessa época, você chegou a ter referências negras na cobertura esportiva? E o que a sua chegada à cabine de transmissão da Globo na Copa do Mundo representa hoje para as adolescentes negras e periféricas?
Eu decidi que queria ser jornalista esportiva com 11 para 12 anos, meados de 2004, 2005. Nessa época, as referências negras dentro da comunicação eram poucas, contando o dedo de uma mão. Isso impactou muito de uma forma negativa, infelizmente, porque quando as pessoas refutavam o meu sonho, eu não tinha ali muito no que me agarrar. A Glória Maria era referência negra na época, mas ela era sempre colocada como uma exceção da exceção, o Abel Neto, e isso em alguns momentos me atingiu de uma forma muito negativa, porque eu também pensava “pô, será que é pra mim esse lugar?” Justamente pela falta de referências negras. Hoje eu sei o quanto é importante ocupar esses espaços. O espaço da cabine, o espaço dentro da comunicação de um modo geral. Mas esse espaço de estar na cabine como comentarista também é muito importante porque eu sei o quanto isso pode mudar vidas. Eu sei o quanto isso pode mudar e inspirar trajetórias, não só para jornalistas esportivos, mas para outras áreas de atuação, principalmente pra gente que vem de regiões mais periféricas, com menos acessos. Às vezes a gente é limitado a acreditar em filosofias que foram ensinadas para nossos avós, para as nossas mães, e quando a gente vê uma figura que vai incentivar a gente a quebrar esses paradigmas, é fundamental. Eu sei do tamanho que é ser vista por meninas e meninos negros, eu sei o quanto isso pode fazer a diferença, porque ao longo da minha trajetória eu fui encontrando algumas referências negras, como Luiz Teixeira, o Marcos Luca Valentim, a Rafaelle Seraphim, o Rafael Alves, foram pessoas que foram me ancorando ao longo dessa caminhada. Então, é muito importante.
Foto: Arquivo Pessoal
Como você enxerga o atual momento da Seleção Brasileira e quais são os principais desafios que a equipe precisa superar para buscar o sonhado Hexa este ano?
O grande desafio da seleção para 2026 é o ciclo encurtado, o trabalho recente do Carlo Ancelotti, que é um técnico capacitadíssimo para estar neste cargo da seleção brasileira, pelo histórico, pelo currículo. É o técnico que conquistou, nos últimos anos, duas Champions League, apaixonado pelo futebol, tem metodologias muito interessantes, principalmente para um país que é acostumado com futebol bonito, bem jogado. Eu acho que ele atende muito esses requisitos, porém, eu acredito que tudo na vida, incluindo futebol, é tempo, e eu acho que esse período de um ano talvez não seja o suficiente. Ele já demonstrou um caminho muito interessante, mas eu acho que vai precisar de um pouco mais de tempo pra gente encaixar algumas filosofias para conseguir fazer com que o coletivo funcione, e mais do que isso, fazer com que a seleção passe por alguns processos de renovações em algumas posições que é importante. Saber que ele vai iniciar esse processo de renovação vai ser muito legal. Eu acho que o lado comentarista um pouco mais frio está com o pé no chão. Principalmente quando a gente faz uma comparação com seleções como a França e Espanha que, no meu entendimento, estão melhor preparadas para esse Mundial. Mas o lado do coração quer muito que a seleção chegue numa final que conquiste esse Hexa tão sonhado e esperado.
Foto: Divulgação
Senegal e Marrocos tiveram um excelente desempenho na Copa Africana de Nações deste ano. Quais são as suas expectativas para o desempenho dessas seleções, além de outras do continente?
São seleções africanas que chegam muito fortes. O Marrocos, a gente não pode deixar de citar o desempenho na última Copa do Mundo. Chegou naquela época como uma das surpresas, mas foi um ciclo que a equipe foi buscando essa consolidação. Fez um ciclo bem interessante, porém hoje vive um momento de transição técnica que não sei até que ponto isso pode atrapalhar. Em 2022, era uma seleção que se defendia muito bem e atacava em transição rápida. Esse ano, com a troca de técnico, agora o Mohamed Ouahbi, que já estava dentro das categorias de base da seleção. Recentemente ele foi chamado para assumir a seleção principal. Ele é um técnico que aposta mais em um jogo ofensivo. Então a gente vai ver um Marrocos mais agudo e esse encaixe de proposta de jogo leva um pouco mais de tempo. Eu acho que vai ser um adversário duríssimo para o Brasil, por exemplo. A gente fala muito da questão física, não de uma forma pejorativa, mas vai ser um jogo muito intenso para a equipe do Brasil.
O Senegal também vem muito forte. Tem uma base muito forte liderada por estrelas internacionais que jogam nos principais clubes europeus, tem um sistema defensivo bem consolidado. É muito difícil ser vazado, transição ofensiva e uma experiência bem interessante em relação aos torneios internacionais. Então Senegal também chega com essa tutela de ir bem na Copa do Mundo e aí eu acho que dá para incitar também a seleção de Gana e África do Sul.
A África do Sul também, no meu entendimento, é uma seleção que pode chegar forte porque tem uma base também muito interessante, entrosamento de atletas que jogam no mesmo clube, o modelo tático deles é bem focado na posse de bola rápida e em alguns anos, vai ser bem interessante ver. E Gana vem com uma nova geração de atletas, são atletas jovens, habilidosos, que também atuam no futebol de elite, tem uma tradição histórica de se agigantar. Na Copa conseguiu complicar a vida historicamente de algumas seleções europeias, tem um meio de campo muito combativo e é uma equipe que cuida muito da marcação e da recuperação de bola, pode ser uma equipe que tem a capacidade de resolver o jogo numa bola, tá num grupo que é um tanto quanto complexo, mas acho que essas seleções são as que dá pra gente ficar de olho.
Foto: Divulgação
Hoje, quais jogadores negros você acha que podem se destacar mais durante a Copa do Mundo e contribuir para elevar o nível de suas respectivas seleções?
Da seleção brasileira, não tem como não destacar o Vini Júnior, que nas últimas temporadas desequilibrou positivamente para o Real Madrid na seleção. A gente entende que neste ciclo ele teve alguns altos e baixos, mas isso não diminui a enormidade que ele tem para essa geração, para esse ciclo também. Acho que ao lado dele a gente tem Luiz Henrique, que também é um jogador que eleva o nível do ataque da seleção, contribui muito, que joga na ponta e tem muita qualidade, tem explosão, tem também uma coisa que eu gosto muito dele, que é o equilíbrio emocional, principalmente em partidas grandes. O Danilo Santos, meio campista, que atualmente está no Botafogo. O Rayan, jovem, promessa, nova geração. E aí, olhando para outras seleções, olhando pra França, você tem o Mbappé, o Ousmane Dembélé, são jogadores que tem um futebol coletivo muito forte, mas individualmente esses três desequilibram, o Saka, o Bellingham da Inglaterra, o Davis do Canadá. É uma lista muito extensa de atletas negros que são importantes para suas respectivas seleções. É uma Copa para a gente ficar de olho nos talentos negros.
A obra reúne mais de cem reflexões baseadas nos ensinamentos associados aos Pretos-Velhos, entidade de destaque nas tradições religiosas afro-brasileiras, e já está em pré-venda.
O ator, cantor e escritor Thiago Thomé anunciou a pré-venda de Um Velho Preto Disse, livro que reúne reflexões inspiradas nos ensinamentos dos Pretos-Velhos, figuras centrais da espiritualidade afro-brasileira e da transmissão de saberes ancestrais.
A publicação surge a partir de uma série de mensagens compartilhadas por Thomé nas redes sociais que, segundo o autor, já ultrapassaram 50 milhões de visualizações. Agora, esses conteúdos passam a circular também em formato impresso, ampliando o acesso a ensinamentos sobre ancestralidade, fé e autoconhecimento.
Nas tradições afro-brasileiras, os Pretos-Velhos ocupam um lugar de profundo respeito e sabedoria. Eles representam a memória ancestral e a valorização da experiência acumulada ao longo da vida, e sua presença é reconhecida especialmente em religiões de matriz africana, onde seus conselhos e orientações integram práticas espirituais e comunitárias.
Em Um Velho Preto Disse, Thomé apresenta mais de cem mensagens construídas a partir de sua interpretação e vivência desses ensinamentos. A proposta é oferecer ao leitor momentos de reflexão que possam ser acessados em diferentes situações do cotidiano, seja em períodos de desafio, na busca por equilíbrio emocional ou na conexão com a ancestralidade.
A obra será publicada pela Editora Planeta e já está disponível em pré-venda nas redes sociais e nos canais divulgados pelo autor. As datas dos eventos de lançamento ainda não foram anunciadas.
Veja 12 presentes afrocentrados para o Dia dos Namorados que celebram a vivência e a estética da comunidade negra com intenção.
O Dia dos Namorados, celebrado no Brasil em 12 de junho, movimenta bilhões em presentes todos os anos e coloca em evidência uma pressão que muita gente conhece bem: a de acertar na escolha sem decepcionar o parceiro ou a parceira. A data aquece o comércio, mas também expõe um descompasso comum, já que a maioria das listas de sugestões de presentes ignora a vivência e a estética da mulher negra, entregando opções genéricas que pouco têm a ver com sua rotina, sua cultura e sua identidade.
Para quem quer ir além do óbvio, a resposta está nos presentes afrocentrados, aqueles que dialogam com a comunidade, fortalecem marcas e produtores negros e chegam com significado real. De um tratamento capilar a um jantar em restaurante de culinária africana, as opções a seguir foram pensadas para quem quer presentear com intenção.
Sessão de tranças Deixe um voucher pago em um espaço de confiança para o amado ou a amada escolher o estilo.
Dica bônus: Almofada e touca de cetim para proteger as tranças enquanto dorme.
Sugestão: @eleejigbo
Tratamento capilar Agende e pague sessão de hidratação ou cronograma capilar em salão especializado em cabelos afro.
Dica bônus: Confirme a experiência do profissional com o cabelo dela antes de fechar.
Sugestão: @emillvyc
Kit de Skincare Monte um kit com produtos formulados para a pele negra, como sérum, protetor solar e hidratante.
Dica bônus: Tiara para ela usar durante a rotina de skincare.
Sugestão: @negrarosaoficial
Vale nails Vale presente em esmalteria para ela escolher o estilo na hora que quiser, do geométrico à nail art.
Dica bônus: Kit de hidratante para mãos e uma lima de cristal.
Sugestão: @unhasbycaty
Um look novo Observe o estilo do seu afeto e pesquise lojas e marcas negras brasileiras que falem com o gosto dela.
Dica bônus: Acessório de cabeça para compor o visual.
Sugestão: @afroperifa_
Uma bolsa Artesãs negras e marcas independentes entregam peças com design exclusivo e produção rastreável.
Dica bônus: Chaveiro de búzios ou lenço afro amarrado na alça.
Sugestão: @ateliemasanga
Acessórios afro Brincos de palha, colares com búzios e tiaras de cetim têm significado cultural e uso no dia a dia.
Dica bônus: Combine dois ou três acessórios em uma caixinha presenteável.
Sugestão: @borboletapretaa
Jantar afro Reserve e pague o jantar em restaurante de culinária afro-brasileira ou africana com antecedência.
Dica bônus: Buquê de flores e uma carta escrita à mão para tornar a noite ainda mais especial.
Sugestão: @restaurantemandenbaoba
Ensaio fotográfico Contrate fotógrafa negra especializada em iluminação para pele negra e entregue o agendamento feito, seja para um ensaio solo ou do casal.
Dica bônus: Invista no look ou no cabelo dela para o dia da sessão.
Sugestão: @alemdojulio
Box de literatura negra Monte uma caixa com livros de autoras e autores negros que contam o Brasil por outra perspectiva, como “Um defeito de cor”, de Ana Maria Gonçalves, “Becos da Memória”, de Conceição Evaristo, e “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus.
Dica bônus: Café especial de cafeicultores negros para compor o momento de leitura.
Sugestão: @kitabulivraria
Kit vinho e velas Monte um kit com vinho, velas aromatizadas e bilhete à mão para ela criar o ambiente que quiser.
Dica bônus: Playlist de samba ou afrobeats para ela tocar enquanto aproveita.
Sugestão: @lunnare.co
Um show a dois Garanta ingressos com antecedência para show de artista da cena preta, seja para curtir junto ou para ela aproveitar na companhia dela mesma.
Dica bônus: Jantar antes do show para transformar a noite em programa completo.
Sugestão: Confira a programação cultural da sua cidade.
Por: osmar paulino – curador negro e, junto a João Teodoro (na foto), fundou o Projeto GRO
minha fia uma curadoria de arte é sobretudo uma comunicação de mundo, pautada na experiência subjetiva e objetiva do sujeito que a exercita. com isso, temos a materialização de ideologia ou visões de mundo expressos em forma de discurso nas exposição. portanto, toda vez que alguém entra em uma exposição de arte, ela esta sendo exposta a uma visão de mundo a qual o artista e o curador pertence. ou seja, ela esta tendo sua imaginação, sua subjetividade alimentada por ideias.
dito isto, é importante ressaltar que os museu e galeria de arte sempre foi negados a população negra no geral, por que eles foram espaço criados para sustentar a ideia de mundo da elite social e sua lógica liberal. e quem sempre trabalhou, de maneira escrava e precarizada, para criar este mundo liberal foi a população negra no brasil. vide que o dr. abdias do nascimento já apontou no livro “o genocídio do povo negro” que o papel do negro escravo foi decisivo para o começo da história econômica de um país fundado, como era o caso do brasil, sob o signo do parasitismo imperialista.
passado, mais de um século da conhecida abolição da escravidão o que vemo no brasil é um número nunca antes de artista visuais e curadores negro, mas eles não estão institucionalizado como aponta o mapeamento feito pela professora e curadora luciara ribeiro presente no site do projeto afro. ou seja, a elite brasileira que controla os museu do pais, continua contando a historia, a visão, e a perspectiva do herói branco, com isso alimentando a construção tacanha do imaginário social brasileiro.
mas o que uma exposição de arte com curadoria negra pode oferecer? um banquete na encruzilhada.
encruzilhada é um lugar de encontro de múltiplo caminhos, onde a coexistência e o co-habitar é a chave para o desenvolvimento do bem viver. não há apenas uma história a ser contada, mas a possibilidade de todas elas se cruzarem apontando para uma horizontalidade que permita a humanização dos seres sociais e por que não ambientais e animais que compõem um país. o nome disso é biointeração como apontou nosso mestre nego bispo.
no final do mês de maio e no início de junho a exposição “mãe preta erveira” que acontecia na câmara municipal de vereadores do rio de janeiro, com curadoria de marina alves e a exposição “funk: um grito de ousadia e liberdade” que acontecia no museu da língua portuguesa em são paulo com curadoria de renata prado, foram censurada. duas censura, interdição não só das exposição mas da possibilidades de existência, através da alimentação do imaginário positivo, de outros atores sociais, negros e indígenas, que não compõe em sua maioria a camada mais enriquecida no brasil que é ocupada por pessoas branca.
ça moço, diante disso tudo, quem tem medo da curadoria negra? aqueles que quer manter tudo como está. que quer contar a história excluindo nós, os preto os indigena. por que o que nós está fazendo é alimentando a fome de um país inteiro que não se conhece direito. estamo por tradição fazendo dos museu e galeria um quintal-terreiro-encruzilhada e servindo um banquete.