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Emmy 2026: veja quem ainda disputa a estatueta

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Eddy Chen/Divulgação

Cerimônia principal do Emmy acontece em 14 de setembro e definirá categorias como Série, Ator, Atriz, Direção e Roteiro de drama e comédia.

O Emmy Awards é a principal premiação da televisão norte-americana, entregue anualmente pela Television Academy desde 1949. A edição de 2026, a 78ª da história do prêmio, cobre o período de elegibilidade entre junho de 2025 e maio de 2026 e se divide em dois momentos.

O primeiro já aconteceu: o Creative Arts Emmys, realizado em 5 e 6 de setembro, no Peacock Theater, em Los Angeles, decidiu mais de 100 categorias técnicas e de bastidor. O segundo é a cerimônia principal, marcada para 14 de setembro, no mesmo teatro, com apresentação de Mariska Hargitay. É nela que saem os resultados das categorias mais aguardadas, como Melhor Série, Melhor Ator e Atriz, Direção e Roteiro de drama e comédia.

Zendaya e Keke Palmer estão entre os nomes já confirmados para entregar prêmios na noite, ao lado de Florence Pugh, David Harbour e Amy Poehler, com a lista de apresentadores ainda em atualização pela Television Academy. A transmissão nos Estados Unidos fica com a CBS e o Paramount+, e no Brasil a cobertura deve seguir com a HBO Max.


A lista de indicados foi divulgada em 8 de julho, com The Pitt liderando com 25 indicações, seguida por Hacks, com 24, Widow’s Bay, com 19, e Pluribus, com 18.

Categorias que ainda faltam ser decididas em 14 de setembro

Melhor série dramática
  • A Diplomata
  • A Idade Dourada
  • O Cavaleiro dos Sete Reinos
  • Paradise
  • The Pitt
  • Pluribus
  • Slow Horses
  • Seus Amigos e Vizinhos
Melhor série cômica
  • Abbott Elementary
  • O Urso
  • Hacks
  • Margô Está em Apuros
  • Ninguém Quer
  • Only Murders in the Building
  • Falando a Real
  • O Segredo de Widow’s Bay
Melhor série limitada ou antológica
  • All Her Fault
  • O Monstro em Mim
  • Treta
  • DTF St. Louis
  • História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette
Melhor ator em série dramática
  • Sterling K. Brown — Paradise
  • Gary Oldman — Slow Horses
  • Mark Ruffalo — Task: Unidade Especial
  • Rufus Sewell — A Diplomata
  • Noah Wyle — The Pitt
Melhor atriz em série dramática
  • Carrie Coon — A Idade Dourada
  • Chase Infiniti — Os Testamentos: Das Filhas de Gilead
  • Keri Russell — A Diplomata
  • Rhea Seehorn — Pluribus
  • Zendaya — Euphoria
Melhor ator coadjuvante em série dramática
  • Patrick Ball — The Pitt
  • Billy Crudup — The Morning Show
  • Shawn Hatosy — The Pitt
  • Gerran Howell — The Pitt
  • Jack Lowden — Slow Horses
  • Tom Pelphrey — Task: Unidade Especial
  • Carlos-Manuel Vesga — Pluribus
Melhor atriz coadjuvante em série dramática
  • Taylor Dearden — The Pitt
  • Fiona Dourif — The Pitt
  • Allison Janney — A Diplomata
  • Katherine LaNasa — The Pitt
  • Sepideh Moafi — The Pitt
  • Julianne Nicholson — Paradise
  • Karolina Wydra — Pluribus
Melhor ator em série cômica
  • Yahya Abdul-Mateen II — Magnum
  • Steve Carell — Rooster
  • Matthew Rhys — Widow’s Bay
  • Jason Segel — Falando a Real
  • Martin Short — Only Murders in the Building
Melhor atriz em série cômica
  • Quinta Brunson — Abbott Elementary
  • Ayo Edebiri — O Urso
  • Elle Fanning — Margô Está em Apuros
  • Lisa Kudrow — The Comeback
  • Jean Smart — Hacks
Melhor ator coadjuvante em série cômica
  • Colman Domingo — As Quatro Estações do Ano
  • Paul W. Downs — Hacks
  • Harrison Ford — Falando a Real
  • Nick Offerman — Margô Está em Apuros
  • Stephen Root — Widow’s Bay
  • Michael Urie — Falando a Real
  • Tyler James Williams — Abbott Elementary
Melhor atriz coadjuvante em série cômica
  • Dale Dickey — Widow’s Bay
  • Hannah Einbinder — Hacks
  • Janelle James — Abbott Elementary
  • Kate O’Flynn — Widow’s Bay
  • Michelle Pfeiffer — Margô Está em Apuros
  • Megan Stalter — Hacks
  • Jessica Williams — Falando a Real
Melhor ator em minissérie, antologia ou telefilme
  • Riz Ahmed — A Isca
  • Jason Bateman — Black Rabbit
  • Charlie Hunnam — Monstro: A História de Ed Gein
  • Oscar Isaac — Treta
  • Matthew Rhys — O Monstro em Mim
Melhor atriz em minissérie, antologia ou telefilme
  • Claire Danes — O Monstro em Mim
  • Sally Field — Criaturas Extraordinariamente Brilhantes
  • Carey Mulligan — Treta
  • Sarah Pidgeon — História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette
  • Sarah Snook — All Her Fault
Melhor direção em série dramática
  • Salli Richardson Whitfield — “My Mind is Made Up” (A Idade Dourada)
  • Hanelle M. Culpepper — “Exodus” (Paradise)
  • Noah Wyle — “12:00 P.M.” (The Pitt)
  • Vince Gilligan — “We is Us” (Pluribus)
  • Saul Metzstein — “Scars” (Slow Horses)
  • Salli Richardson Whitfield — “Out Beyond Ideas Of Wrongdoing And Rightdoing, There Is A River” (Task: Unidade Especial)
Melhor direção em série cômica
  • Randall Einhorn — “Ballgame” (Abbott Elementary)
  • Christopher Storer — “Bears” (O Urso)
  • Andrew DeYoung — “Life Goes By Too Fast, It Really Does” (A Cadeira)
  • Lucia Aniello — “Hacks” (Hacks)
  • Mary Lou Belli — “Give It Arrest” (The Ms. Pat Show)
  • Hiro Murai — “Welcome To Widow’s Bay!” (Widow’s Bay)
Melhor roteiro em série dramática
  • Peter Ackerman & Debora Cahn — “Amagansett” (A Diplomata)
  • Kirsten Pierre-Geyfman & R. Scott Gemmill — “1:00 P.M.” (The Pitt)
  • Valerie Chu — “12:00 P.M.” (The Pitt)
  • Vince Gilligan — “We Is Us” (Pluribus)
  • Will Smith — “Scars” (Slow Horses)
  • Brad Ingelsby — “A Still Small Voice” (Task: Unidade Especial)
Melhor roteiro em série cômica
  • Quinta Brunson — “Team Building” (Abbott Elementary)
  • Tim Robinson & Zack Kanin — “Life Goes By Too Fast, It Really Does” (A Cadeira)
  • Michael Patrick King & Lisa Kudrow — “Valerie Does It All” (The Comeback)
  • Lucia Aniello, Paul W. Downs & Jen Statsky — “Hacks” (Hacks)
  • Anthony King — “Mergers And Acquisitions” (Na Mira do Júri: Retiro Corporativo)
  • Katie Dippold — “Welcome To Widow’s Bay!” (Widow’s Bay)
Melhor Reality de Competição
  • Dancing With the Stars
  • RuPaul’s Drag Race
  • Survivor
  • Top Chef
  • The Traitors
Melhor Série de Variedades
  • The Daily Show
  • Jimmy Kimmel Live!
  • Last Week Tonight With John Oliver
  • The Late Show With Stephen Colbert
  • Saturday Night Live

Categorias já decididas, no Creative Arts Emmys

Melhor Telefilme
  • Chefes de Estado
  • Miss You, Love You
  • De Férias Com Você
  • Criaturas Extraordinariamente Brilhantes (vencedor)
  • Jack Ryan de Tom Clancy: Guerra Fantasma
Melhor ator convidado em série dramática
  • Colman Domingo — Euphoria
  • Ernest Harden Jr. — The Pitt (vencedor)
  • Jeff Hiller — Pluribus
  • Jeff Kober — The Pitt
  • Jonathan Pryce — Slow Horses
  • Bradley Whitford — A Diplomata
Melhor atriz coadjuvante em série limitada, antologia ou telefilme
  • Linda Cardellini — DTF St. Louis (vencedora)
  • Dakota Fanning — All Her Fault
  • Laurie Metcalf — Monstro: A História de Ed Gein
  • Joy Sunday — DTF St. Louis
  • Youn Yuh-jung — Treta
  • Constance Zimmer — História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette

Além das nove categorias listadas acima, o Creative Arts Emmys decidiu outras mais de cem categorias técnicas e de bastidor nos dois dias de premiação, entre elas edição de imagem e som, direção de fotografia, design de produção, figurino, roteiro e direção de programas de variedades e reality. A lista completa de vencedores técnicos pode ser conferida no site oficial da Television Academy.


Keke Palmer e Zendaya estão entre apresentadoras do Emmy 2026; confira a lista

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Keke Palmer e Zendaya estão entre apresentadoras do Emmy 2026
Foto: Evans Vestal Ward/NBC/ Getty Images

Keke Palmer, Zendaya e Niecy Nash-Betts estão entre os nomes confirmados como apresentadores do Emmy 2026. A Television Academy e a NBC anunciaram nesta quarta-feira (9) o primeiro grupo de artistas que participará da cerimônia, marcada para a próxima segunda-feira (14), em Los Angeles.

A lista também reúne nomes como Florence Pugh, Sally Field, Jon Hamm, Dan Levy, Macaulay Culkin e Amy Poehler, além de reencontros de elencos de produções marcantes da televisão norte-americana.

Keke Palmer e Zendaya vivem ano de grandes projetos

Keke Palmer chega à cerimônia após conquistar duas estatuetas do Emmy como apresentadora de Password, em 2023 e 2024. Em 2026, ela segue dividindo a carreira entre televisão, cinema e outros projetos, incluindo o retorno ao comando de Password e a nova série The ‘Burbs.A atriz também foi nomeada para o conselho consultivo da BET.

Já Zendaya vive um dos anos mais movimentados de sua carreira. A atriz retorna como Rue na terceira e última temporada de Euphoria, trabalho que lhe rendeu uma nova indicação ao Emmy de Melhor Atriz em Série de Drama. Em 2026, ela também está nos filmes O Drama, A Odisseia e Homem-Aranha: Um Novo Dia.

A indicação deste ano marca a terceira vez que Zendaya concorre ao prêmio de Melhor Atriz em Série de Drama por Euphoria. Ela já venceu a categoria em 2020 e 2022.

Niecy Nash-Betts também está entre as mulheres negras confirmadas como apresentadoras da cerimônia principal. Após vencer o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie por sua aclamada performance em “Dahmer” da Netflix, ela segue em destaque na televisão e integra a lista divulgada pela Academia ao lado de Keke e Zendaya.

Quem mais apresenta o Emmy 2026?

A primeira lista divulgada pela Television Academy reúne 24 nomes. Além de Keke Palmer, Zendaya e Niecy Nash-Betts, estão confirmados:

  • Amy Poehler
  • Amanda Peet
  • Alan Cumming
  • Dan Levy
  • David Boreanaz
  • David Harbour
  • Florence Pugh
  • Jon Hamm
  • Julianna Margulies
  • Linda Cardellini
  • Macaulay Culkin
  • Marcello Hernández
  • Odessa A’zion
  • Peter Krause
  • Rachel Sennott
  • Sally Field
  • Sarah Michelle Gellar
  • Annie Murphy
  • Kate Jackson
  • Cheryl Ladd
  • Jaclyn Smith

A lista ainda pode receber novos nomes nos próximos dias.

A cerimônia do 78º Emmy Awards será apresentada por Mariska Hargitay e acontecerá na segunda-feira (14), às 20h, no horário de Brasília, no Peacock Theater, em Los Angeles. A transmissão será feita ao vivo pela NBC e pelo Peacock.

Ex-BBB Natália Deodato relata racismo em seu salão

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Foto: João Cotta/Globo / reprodução

Ex-BBB voltou a atender como manicure e contou que clientes questionam seu trabalho e que a própria mãe já sofreu recusa racista no instituto.

Natália Deodato, ex-participante do BBB22, retomou nesta semana os atendimentos como manicure na DeoBelle Beauty, instituto de beleza que administra desde 2023 em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em entrevista ao podcast De Hoje a Oito, do iBahia, apresentado por Kadu Brandão, a empresária relatou que a projeção conquistada no reality show da Globo trouxe também um padrão de hostilidade dentro do próprio negócio.

Segundo Natália, parte dos clientes que procura o salão não busca os serviços de manicure, unhas, cílios ou tratamento capilar oferecidos pela equipe, e sim uma oportunidade de desqualificar seu trabalho. Ela afirmou que essa desconfiança está ligada à ideia de que uma ex-participante de reality show não teria capacidade de tocar um negócio de verdade. “As pessoas acham que, nesse meio, que é a área comercial, que é realmente um negócio, isso não é muito frequentado por esse participante”, disse, referindo-se ao estigma que carrega desde a saída do BBB.

A empresária também descreveu casos em que profissionais negros do salão eram ignorados por clientes que preferiam ser atendidos por colegas brancos. “A gente é invisível, às vezes”, resumiu, ao relembrar situações em que precisou intervir pessoalmente para entender por que determinada cliente evitava falar com sua equipe.

Um dos episódios mais graves envolveu a própria mãe de Natália, que também trabalha no instituto. Segundo a empresária, uma cliente se recusou a ser atendida por ela alegando motivos raciais. “Eu já tirei, inclusive, cliente do meu espaço porque falou que não queria ser atendida por essa negrinha”, contou, ao relembrar o episódio durante a conversa com Kadu Brandão.

Para Natália, os relatos expõem um contraste entre o discurso de avanço social e a persistência de práticas discriminatórias no dia a dia. “Estamos no século 21, mas infelizmente estamos vivendo retrocessos”, afirmou.

Apesar das dificuldades, a rotina de trabalho segue intensa. Nas redes sociais, a empresária mostrou ter cumprido três turnos de atendimento em um único dia, sem pausa para as refeições. Além da manicure e da gestão do instituto, ela oferece formação e mentoria para outros profissionais da área, concilia a agenda com palestras, projetos no segmento de perfumaria e a faculdade.

A DeoBelle Beauty reúne cerca de 49 mil seguidores no Instagram, onde é descrita como espaço de cabelo, unhas e cílios, com serviços de terapia capilar, mechas, depilação, estética e progressiva a laser.

Museu Afro Brasil prorroga seleção para empreendedores participarem de feira no Ibirapuera

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A feira será realizada em 20 de setembro/Foto: Victor Angelo
A feira será realizada em 20 de setembro/Foto: Victor Angelo

Edição especial da Feira Marquise Afro terá até 30 expositores; 90% das vagas são destinadas a empreendedores negros, indígenas e quilombolas

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo está com inscrições abertas para empreendedores que queiram participar da edição especial Ìyálọ́jà da Feira Marquise Afro. O evento será realizado em 20 de setembro, das 10h às 17h, na Marquise do Museu, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Ao todo, serão selecionados até 30 expositores. Cinco vagas serão destinadas a negócios de alimentos e bebidas, enquanto outras 25 contemplarão segmentos como artes, artesanato, moda, design, beleza, literatura, decoração, comunicação, marketing, tecnologia, turismo, saúde e bem-estar.

Do total de vagas, 90% serão reservadas a empreendedores negros, indígenas e quilombolas. Os outros 10% serão destinados à ampla concorrência. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 14 de setembro, às 23h59, por meio de formulário disponível no site do Museu.

Podem se candidatar MEIs, microempresas, empresas de pequeno porte, cooperativas, associações e coletivos formalizados, desde que tenham CNPJ ativo e atendam aos demais requisitos estabelecidos no edital.

Feira resgata tradição de mulheres comerciantes

O nome da feira é Ìyálọ́jà, de origem iorubá, significa “mãe do mercado” e é utilizado para designar uma liderança entre mulheres comerciantes, escolhida por suas pares e reconhecida pela autoridade local. A tradição permanece presente em cidades da Nigéria.

No Brasil, segundo o Museu, essa organização econômica foi ressignificada por mulheres como quitandeiras, ganhadeiras e vendedoras de rua, que atuaram na geração de renda, na sustentação de famílias e na circulação de produtos e saberes em comunidades negras.

“Quando falamos de economia criativa, é importante reconhecer que mulheres negras já movimentavam redes de comércio, sustentavam famílias e faziam circular saberes e produtos muito antes de esse conceito ganhar esse nome”, afirma Jandaraci Araújo, diretora-executiva do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.

Segundo a executiva, a proposta da Feira Marquise Afro é conectar essa trajetória histórica ao empreendedorismo contemporâneo. “A Feira Marquise Afro parte dessa história para olhar o presente e criar espaço para que novos empreendedores possam gerar renda, ampliar conexões e ocupar o Museu também como lugar de circulação econômica e cultural”, diz.

A feira faz parte do programa permanente de fomento ao empreendedorismo negro do Museu e reúne ações de curadoria, formação, comercialização e conexão empresarial. A iniciativa busca aproximar o público dos empreendedores e ampliar os canais de comercialização de pequenos negócios criativos.

Seleção será feita por comissão de curadoria

Os participantes serão escolhidos por uma Comissão de Curadoria formada por profissionais do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Entre os critérios de avaliação estão originalidade e autoria, conexão com culturas afro-brasileiras, indígenas ou quilombolas, qualidade e acabamento dos produtos, sustentabilidade, impacto econômico e social, trajetória do negócio e capacidade operacional.

A edição especial Ìyálọ́jà da Feira Marquise Afro será realizada no domingo, 20 de setembro, das 10h às 17h, na Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, no Parque Ibirapuera.

Serviço

Feira Marquise Afro – Edição especial Ìyálọ́jà

Inscrições para expositores: até 10 de setembro de 2026, às 23h59
Inscrição: gratuita
Vagas: até 30 expositores
Data: 20 de setembro de 2026
Horário: das 10h às 17h
Local: Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Endereço: Parque Ibirapuera, Portão 10 – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – São Paulo (SP)
Edital e inscrições: no site do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.

Karol Conká fecha parceria com a Globo para agenciamento comercial

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Karol Conká fecha parceria com a Globo para agenciamento comercial
Foto: Reprodução/Instagram

A cantora e rapper Karol Conká é a nova integrante do casting da ViU, unidade da Globo dedicada ao agenciamento comercial de talentos. A parceria expande a atuação da artista no mercado publicitário e prevê projetos que conectem sua carreira na música, televisão, entretenimento e criando conteúdo digital.

Com mais de 4,4 milhões de seguidores nas redes sociais e mais de duas décadas de carreira, a artista já apresentou programas no GNT, atuou em produções da TV Globo e participou de diversos projetos voltados ao entretenimento.

A parceria com a ViU pretende aproximar esse repertório de marcas e agências por meio de campanhas e projetos multiplataforma.

Karol Conká e a Globo

A relação profissional de Karol Conká com a Globo já soma diferentes formatos. A artista apresentou os programas “Superbonita” e “Prazer Feminino”, do GNT, e também atuou em produções da TV Globo, como “Chapa Quente” e “Mister Brau”.

Em 2021, Karol protagonizou a temporada de “Big Brother Brasil” que posteriormente foi abordada no documentário “A Vida Depois do Tombo”, produzido pelo Globoplay. A produção acompanhou a repercussão de sua participação no reality e o período posterior à saída do programa.

Em 2026, a cantora voltou ao universo do reality show como integrante da RedeBBB, realizando entradas e entrevistas durante a temporada.

Parceria não altera gestão da carreira

Apesar do acordo comercial com a ViU, Karol Conká continua à frente da própria gestão empresarial. A Conká Produções permanece responsável pela área comercial relacionada aos shows da artista.

Conheça os 6 filmes brasileiros que disputam vaga no Oscar 2027

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Lázaro Ramos e Yuri Gomes em "Feito Pipa"
Foto: Divulgação

A Academia Brasileira de Cinema divulgou, nesta quarta-feira (9), os seis filmes pré-selecionados para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar 2027, na categoria de Melhor Filme Internacional. O longa escolhido será anunciado no dia 16 de setembro.

A shortlist reúne “100 Dias”, de Carlos Saldanha; “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai; “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo; “Feito Pipa”, de Allan Deberton; “Nosso Segredo”, de Grace Passô; e “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins.

Entre os seis títulos estão duas produções assinadas por realizadores negros: “Nosso Segredo”, primeiro longa-metragem dirigido e roteirizado por Grace Passô, e “Vicentina Pede Desculpas”, novo trabalho de Gabriel Martins, diretor de “Marte Um”.

Conheça os seis filmes

“100 Dias”, de Carlos Saldanha, acompanha a trajetória do navegador Amyr Klink durante uma travessia pelo Atlântico Sul.

“A Fabulosa Máquina do Tempo”, dirigido por Eliza Capai, é um documentário ambientado no sertão do Piauí. A produção acompanha meninas que, entre brincadeiras, redes sociais e sonhos para o futuro, criam uma máquina do tempo para revisitar histórias de suas mães e avós.

“A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo, acompanha Glória, de 10 anos, que passa as férias no hospital onde a mãe trabalha e conhece Sofia. A amizade entre as duas se desenvolve durante um período de mudanças e despedidas. O longa é uma coprodução entre Brasil e Chile.

“Feito Pipa”, de Allan Deberton, acompanha a relação entre um menino e sua avó. O longa se destacou no Festival de Gramado 2026, onde recebeu prêmios, incluindo o de Melhor Filme pelo Júri Popular.

“Nosso Segredo”, de Grace Passô, acompanha uma família negra que tenta reorganizar a vida após uma perda, enquanto o filho caçula guarda um segredo. O filme venceu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Gramado 2026 e também recebeu reconhecimento nas categorias de Melhor Fotografia e Direção de Arte.

“Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins, acompanha Vicentina, uma professora aposentada de 75 anos que, após uma tragédia envolvendo seu filho, decide procurar as famílias das vítimas em busca de respostas. O filme foi selecionado para o Festival de Toronto.

Quando será escolhido o representante brasileiro?

A comissão de seleção da Academia Brasileira de Cinema se reúne no dia 16 de setembro para definir qual dos seis filmes será indicado como representante do Brasil na disputa por uma vaga no Oscar.

Ao todo, 15 longas-metragens foram inscritos e habilitados inicialmente para concorrer à seleção. Os critérios de elegibilidade para a pré-seleção foram a estreia comercial em salas de cinema entre 1º de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026 e a permanência em cartaz por pelo menos sete dias consecutivos.

De acordo com as regras da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (AMPAS), os integrantes da comissão responsável pela escolha não podem ter seus nomes divulgados antes do anúncio do filme selecionado.

A cerimônia do Oscar 2027 está marcada para 14 de março, quando serão conhecidos os vencedores das categorias da premiação.

Portal 9/9 chega diferente em 2026: entenda a mudança

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Foto: gerada por IA/Canva

Data reúne repetição do número 9 com a soma de 2026, que resulta em 1, unindo simbolicamente fechamento de ciclos e recomeço.

O dia 9 de setembro (9/9) volta a ganhar espaço entre pessoas que acompanham numerologia e práticas espirituais por reunir, no calendário, duas ocorrências do número 9, associado ao encerramento de ciclos e à preparação para novas etapas da vida. Nesta quarta-feira (9), a data chega com uma configuração diferente da observada em 2025, quando a soma dos números do ano também resultava em 9, formando a chamada tríade 9/9/9. Em 2026, a soma de 9 de setembro de 2026 chega a 28, que se reduz a 10 e depois a 1, número ligado a começos, iniciativa e autonomia dentro da leitura numerológica.

Na numerologia, o número 9 ocupa a última posição entre os algarismos de 1 a 9 e costuma ser associado à conclusão, ao desapego e ao amadurecimento de experiências. A repetição do número no dia e no mês funciona, dentro dessa tradição, como uma ênfase do próprio significado simbólico, reforçando temas ligados a fechamento, integração e revisão do que já cumpriu seu propósito.

A diferença em relação ao ano passado está na combinação de energias atribuída à data. Enquanto 2025 reforçava exclusivamente os temas de fechamento pela tríade 9/9/9, 2026 passa a somar esse encerramento à vibração de início associada ao número 1, resultado da soma completa do ano. Na prática, essa leitura costuma ser interpretada como um convite duplo: concluir aquilo que já cumpriu seu propósito e, ao mesmo tempo, abrir espaço consciente para o que vem a seguir, sem que a virada aconteça de forma abrupta.

A proposta em torno do 9/9 costuma ser usada como um momento de pausa para observar o que já foi vivido, reconhecendo o que ainda faz sentido continuar carregando e o que permanece apenas por hábito ou receio de mudança.

Como reconhecer o que precisa ser encerrado

Antes de formular novas intenções para a próxima etapa, a prática numerológica costuma indicar como primeiro passo identificar os vínculos que ainda prendem uma pessoa a situações que já perderam sentido. Um exercício recorrente consiste em escolher três acontecimentos, relações ou padrões repetitivos e questionar por que ainda existe apego a eles, reconhecendo o que aquela experiência trouxe, o que foi aprendido com ela e por que a ligação emocional ainda permanece.

Dentro dessa lógica, o encerramento nem sempre está ligado ao que de fato aconteceu, mas àquilo que ainda se espera que tivesse acontecido de forma diferente. Diferenciar essas duas coisas costuma ser apontado como parte central do processo de desapego proposto pela data.

Práticas para viver a data

Não existe um procedimento único considerado correto para o 9/9. Entre as práticas mais indicadas estão reservar alguns minutos de silêncio ou meditação, escrever situações e comportamentos que precisam ser encerrados, listar aprendizados de experiências passadas, fazer um exercício de gratidão e organizar os ambientes da casa, separando objetos sem uso para doação. Abrir portas e janelas para renovar o ar também aparece como gesto simbólico de renovação.

Para quem deseja montar um ritual mais estruturado, uma das sugestões recorrentes é escolher um local tranquilo, acender uma vela branca com segurança, colocar um copo com água ao lado e fazer uma oração de acordo com a própria crença, seguida do registro em papel daquilo que se deseja construir na etapa seguinte da vida. No campo afetivo, o exercício pode envolver refletir sobre quais comportamentos não se pretende mais repetir em uma relação. No campo financeiro, a orientação costuma ir além do pedido direto por ganhos, incluindo também uma reflexão sobre o que significa, na prática, uma vida financeira mais equilibrada.

O que evitar na data

Apesar do simbolismo, a prática numerológica recomenda cautela com decisões tomadas exclusivamente pela emoção do momento. O processo de encerramento deve respeitar o tempo de cada pessoa, sem que a data seja encarada como um prazo para resolver todas as pendências de uma vez ou romper imediatamente com o que incomoda. Alguns ciclos pedem mais tempo, e insistir em encerrar algo antes da hora tende a gerar mais frustração do que alívio.

A data também costuma ser tratada como um convite à intenção, não como garantia automática de mudança. Formular um pedido de prosperidade não substitui a organização da vida financeira, assim como pedir por uma relação mais saudável não substitui a observação dos próprios padrões afetivos. Dentro dessa leitura, o ritual ganha mais sentido quando vem acompanhado de atitudes concretas no dia a dia.

Com a mudança na composição numerológica em relação a 2025, a expectativa entre quem acompanha essas práticas é que 2026 marque menos uma ruptura definitiva e mais uma transição, na qual o fechamento de uma etapa já vem acompanhado da definição do que deve ocupar esse espaço na sequência.

Ale Santos assina audiolivro de terror inspirado em Machado de Assis

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Fotos: divulgação

Escritor assina roteiro de “Imortal: O Nome Enterrado”, produção original do Skeelo com estreia prevista para o Halloween de 2026.

O Skeelo, plataforma de leitura digital, confirmou “Imortal: O Nome Enterrado”, seu primeiro conteúdo original em áudio, em parceria com o escritor Ale Santos, uma das principais vozes do afrofuturismo brasileiro e duas vezes finalista do Prêmio Jabuti. O audiolivro parte do conto “O Imortal”, de Machado de Assis, e propõe uma releitura de terror psicológico e horror histórico, com roteiro assinado por Ale Santos. A produção terá cinco capítulos, com gravação em ritmo acelerado para que o lançamento aconteça no dia do Halloween.

Segundo o autor, o trabalho revisita temas que Machado de Assis já explorava no conto original, como imortalidade, experimento científico e identidade, mas desloca a narrativa para outra perspectiva. “Ao revisitar o conto, quis deslocar a narrativa e retomar esses temas a partir da ancestralidade, da experiência negra e indígena e das violências que estruturaram o país”, afirma Ale Santos. Segundo ele, o resultado é uma obra que dialoga com Machado de Assis a partir de outro tempo, outra experiência e outra imaginação.

O projeto marca a entrada do Skeelo em conteúdos originais, estratégia que a plataforma pretende ampliar com novas parcerias no mercado editorial, principalmente na produção de audiolivros. Tatiana Yoshizumi, coordenadora de Conteúdo do Skeelo, destaca o simbolismo de iniciar esse movimento com uma obra de Machado de Assis ao lado de Ale Santos, conectando um clássico da literatura brasileira a um formato que vem ganhando espaço entre os leitores.

A parceria foi revelada na terça-feira (8), durante o Skeelo Talks, programação da marca na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, com mediação de Ananda Andrade, do time de Conteúdo do Skeelo. A mesa reuniu Ale Santos e Luara França, da Editora Aleph, parceira do Skeelo em coproduções como os audiobooks de “Forrest Gump” e “Planeta dos Macacos”.

Morre, aos 74 anos, Zélia Amador de Deus, ativista pelos direitos da população negra

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Foto: Mídia Ninja/reprodução

Professora emérita da UFPA e fundadora do Cedenpa, Zélia articulou a política de cotas raciais e representou o Brasil na ONU, em Durban, em 2001.

A professora, pesquisadora e ativista Zélia Amador de Deus morreu nesta terça-feira (8), aos 74 anos, em Belém, após passar mal e ser levada a um hospital na tarde do mesmo dia. Segundo familiares, ela fazia tratamento contra um câncer de mama, mas a causa da morte não foi divulgada. O Governo do Pará decretou luto oficial de três dias no estado, e o velório começou às 22h no Teatro Waldemar Henrique, na capital paraense.

Professora emérita da Universidade Federal do Pará (UFPA), Zélia construiu ao longo de mais de quatro décadas uma das trajetórias mais relevantes do movimento negro brasileiro. Fundadora do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos (GEAM-UFPA), ela presidiu a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e participou diretamente das articulações que resultaram na criação do sistema de cotas raciais nas universidades públicas brasileiras. Em 2001, integrou a comissão brasileira na Conferência Mundial contra o Racismo da Organização das Nações Unidas, realizada em Durban, na África do Sul, um dos encontros que mais influenciaram a agenda de políticas afirmativas no país nos anos seguintes.

Do Marajó à universidade

Zélia nasceu em uma fazenda na Ilha do Marajó e ainda no primeiro ano de vida mudou-se para Belém, onde foi criada pelos avós. Sua mãe engravidou aos 15 anos e trabalhou a vida inteira como empregada doméstica. Em entrevista ao g1 em 2018, a professora atribuiu à educação a virada de rumo em sua história e recordou uma frase da avó que carregou como princípio: “tu és preta, mas não baixa tua cabeça”.

Aluna da rede pública em Belém, Zélia dava aulas para colegas em troca de dinheiro para pagar as passagens de ônibus. Formou-se, concluiu doutorado e tornou-se professora da UFPA, instituição à qual dedicaria o restante da carreira acadêmica. A militância começou ainda na juventude, com participação em manifestações políticas, e se consolidou no fim da década de 1970, período em que acompanhou de perto a reorganização do movimento negro no Brasil.

Em 1980, ajudou a fundar o Cedenpa, marco que, segundo ela, representou uma mudança de estratégia do movimento. A partir daquele momento, a militância deixou de se concentrar apenas na denúncia do racismo e passou a formular propostas concretas de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades raciais.

A construção das cotas e a atuação internacional

A defesa das ações afirmativas tornou-se um dos eixos centrais do trabalho de Zélia. Ela participou das articulações políticas que levaram à adoção de cotas para pessoas negras nas universidades públicas brasileiras, hoje política consolidada em instituições federais e estaduais de ensino superior em todo o país. Em 2001, esteve entre os representantes do Brasil na Conferência de Durban, experiência que descreveu como decisiva para a mobilização nacional que se seguiu.

“Éramos um grupo forte, articulado, que retorna ao Brasil para cobrar diversas políticas, entre elas o sistema de cotas nas universidades públicas”, afirmou em entrevista ao g1.

Zélia também se tornou uma das principais vozes nos debates sobre as desigualdades específicas enfrentadas pelas mulheres negras no Brasil, tema que atravessou boa parte de sua produção acadêmica e de sua atuação política. “A população negra acumula desde então desigualdades em todas as esferas: saúde, educação, perspectiva de vida, absolutamente todas”, disse.

Território quilombola e formação de novas gerações

Zélia também teve atuação decisiva na luta pelo reconhecimento e pela titulação de territórios quilombolas, pauta que se tornou um dos pilares de sua militância ao lado da defesa das ações afirmativas e da ampliação do acesso da população negra à educação. Na UFPA, sua produção acadêmica não se limitou à pesquisa: através do Cedenpa e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, formou gerações de pesquisadores e militantes que hoje seguem atuando na pauta racial em diferentes frentes, dentro e fora da universidade.

Reconhecimento em vida

O trabalho de Zélia recebeu reconhecimento formal em diferentes momentos da carreira. Em 2019, a UFPA concedeu-lhe o título de professora emérita. Em 2021, ela foi homenageada pelo Prêmio de Direitos Humanos da BrazilFoundation, organização internacional voltada ao combate à desigualdade social no Brasil, em cerimônia realizada em Nova York da qual participou de forma virtual. No mesmo ano, sua trajetória inspirou o documentário “Amador, Zélia” e virou tema de samba-enredo da escola de samba Os Colibris, de Belém.

Uma das últimas homenagens ocorreu em 18 de agosto deste ano, menos de um mês antes de sua morte, quando a UFPA plantou um baobá em sua honra no Campus Guamá, em Belém. “Esse baobá representa muito para mim, porque fala de ancestralidade, de memória e daqueles que vieram antes de nós. Estou muito emocionada e só tenho a agradecer por esta homenagem”, disse Zélia na ocasião.

Até o fim da vida, ela manteve a educação como referência central de sua luta. “Falta empatia. Se colocar no lugar do outro. Conhecer verdadeiramente a história do país. Entender nossa identidade. E isso vem através da educação, com o que trabalho pela vida inteira”, afirmou ao g1.

O Ministério da Igualdade Racial manifestou solidariedade à família, à comunidade acadêmica e ao movimento negro, destacando que a trajetória de Zélia permanece como referência para a luta por igualdade racial no país. O velório segue no Teatro Waldemar Henrique, em Belém, e o Governo do Pará mantém o luto oficial de três dias em homenagem à professora.

SuperFinanças estreia canal 24 horas na LG Channels com foco em educação financeira

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O veículo SuperFinanças foi criado por Ad Junior em 2024/Foto: Divulgação

O SuperFinanças, veículo de comunicação voltado à educação financeira, consumo e economia urbana, estreou sua operação na TV conectada com um canal linear 24 horas na LG Channels. A plataforma ocupa o canal IP 146 e tem potencial de alcançar cerca de 19 milhões de telas no Brasil, segundo informações divulgadas pela empresa.

Fundado em 2024 pelo comunicador e empresário AD Júnior, o SuperFinanças direciona sua produção principalmente às classes C, D e E. A proposta é abordar temas relacionados à economia e às finanças pessoais em uma linguagem acessível, evitando o uso de termos técnicos comuns no mercado financeiro.

A programação parte de questões presentes no orçamento doméstico, como renegociação de dívidas, uso de meios de pagamento digitais, incluindo o Pix, administração de benefícios sociais e formação de reserva de emergência. A grade também inclui conteúdos sobre planejamento financeiro, empreendedorismo e estratégias para aumento de renda.

“A proposta do SuperFinanças é conectar a economia ao dia a dia do cidadão, com foco direto no cotidiano das famílias que movimentam o consumo no Brasil”, afirma AD Júnior. Segundo o fundador, a entrada na TV conectada busca ampliar o acesso a informações sobre organização financeira e empreendedorismo.

Programação reúne jornalismo e entretenimento

Entre os programas previstos para a estreia está “SuperMercado”, jornal diário apresentado ao vivo por Edu Carvalho e Ana Beatriz Barbosa. A atração aborda os principais acontecimentos econômicos e políticos do país e explica como essas notícias podem afetar o orçamento das famílias.

A grade também inclui “Cidade do Futuro”, série documental de 12 episódios apresentada por Thalma de Freitas e Xan Ravelli. A produção trata da relação entre economia criativa, tecnologia e transformações urbanas a partir de experiências nas periferias brasileiras.

“Sexta Básica” aposta no humor para falar sobre economia doméstica. O programa reúne Blogueirinha Baixa Renda, Claudia Silva e Amanda Graciano em conversas sobre organização das finanças familiares e estratégias para fazer o orçamento render, especialmente nas compras de supermercado.

Outra atração é “Sem Fronteiras”, comandada pelo jornalista Nathan Farias. O programa apresenta soluções adotadas em diferentes cidades do mundo para questões econômicas e urbanas e busca relacioná-las à realidade dos municípios brasileiros.

Para Janaína Tadeu, gerente de Conteúdos e Estratégia de Negócios da LG Electronics, a chegada do canal amplia a oferta de conteúdos gratuitos na plataforma. “A democratização da educação financeira é um tema de alta relevância”, afirma.

Expansão para outras plataformas

A estreia na LG Channels faz parte de um plano de expansão do SuperFinanças para outras plataformas de TV conectada. A estratégia também prevê a ampliação da operação multiplataforma, que atualmente inclui portal de notícias, produções em áudio e redes sociais.

De acordo com a empresa, o projeto pretende ainda reunir dados sobre hábitos de consumo de mídia e comportamento das classes C, D e E. Essas informações poderão ser utilizadas na estruturação de iniciativas comerciais e parcerias com marcas.

A operação do canal conta com a parceria da OTTera, empresa de tecnologia especializada em distribuição e monetização de conteúdo para plataformas de streaming e canais FAST. A companhia atua na conexão entre produtores de conteúdo e serviços de TV conectada.

“O lançamento no LG Channels” representa, segundo Luciana Festi, Head de Distribuição e Parcerias da OTTera, uma nova etapa para a expansão do SuperFinanças no ambiente de streaming.

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