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“CapiThelma”, “Thelma Judas”, “Chaveiro de branca”: BBB20 e o ódio contra a mulher negra

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Muitas pessoas da nossa comunidade ao verem Thelma votando em Babu para mais um paredão do BBB20 na noite do último domingo, 13, em choque, perguntam:” gênero ou raça ? O que vem primeiro?”

A pergunta já vem seguida de uma resposta atacando a escolha de Thelma que optou em poupar sua amiga Rafaela do paredão. Mas eu tenho uma resposta diferente. Se raça viesse realmente antes na cabeça de todos nós fora do jogo, a gente focaria em tirar a Giselly, arrumaria argumentos para criticar ainda mais Ivy, mas faríamos vista grossa aos “erros” da Thelma. Se seu foco nesse paredão é atacar a Thelma, você fez uma escolha de gênero.

Optar por raça é acolher os semelhantes, mesmo que eles façam escolhas diferentes do que é certo para gente.

Há quem esquece o confinamento que o BBB20 é, das privações que as pessoas passam e de como tudo é bem editado para que a gente acredite na verdade que eles querem nos mostrar.

Desde a primeira vez que Thelma foi ao paredão, tenho notado por meios dos comentários nas redes sociais do Mundo Negro uma fala recorrente sobre a falta de consciência racial de Thelma.

CapiThelma , Thelma Judas, Preta Casa Grande são nomes atribuídos à médica toda vez que ela tem alguma atitude que a distância do Babu ou aumenta a proximidade com as mulheres brancas da casa.

Sempre que nós mesmos criamos os nomes, os memes, estamos dando munição sabemos para quem.

Para esses desinformados que dizem que Thelma é alienada racialmente, sugiro esse vídeo,  do canal dela no Youtube, onde a médica destaca sua trajetória como única aluna negra da sua turma no curso de Medicina.

Veja, esse não é um texto criticando o Babu a quem eu também adoro cada vez mais.

Polarizar ser pró Thelma e contra Babu ou vice versa, mostra além de preguiça intelectual, nossa miopia para uma edição que tem vários gatilhos racistas e que tem jogadores com falas que ofendem a audiência negra e nem vou mencioná-las aqui para poupar os leitores.

É vexatório a perseguição de uma mulher negra da forma que está acontecendo no BBB20. É compreensível a decepção de algumas pessoas com um perfil mais alinhado ao da militância negra, mas mesmo esses, já nasceram desconstruídos?

Como esses críticos podem se achar melhor que a Thelma, a ponto de atropelar a sua biografia, esquecer que ela tem família fora da casa da Globo e fazer um massacre online por uma escolha dentro de um programa de televisão?

Senhores tão conscientes da sua negritude, qual é o plano em difamar a mulher negra que representa a base da pirâmide social? A nossa imagem social já não é suficientemente difamada?

Na minha bolha a maior parte dessas críticas mais passionais são escritas por homens que torcem cegamente pelo Babu.

O próprio Babu entendeu os votos da sua adversária, mas seus fãs não. Babu não tem raiva de Thelma a ponto de julgar sua negritude. Seus fãs aqui fora sim. Babu sempre defendeu Thelma, e apesar do voto de domingo, Thelma sempre causou constrangimento entre as “fadas sensatas” ao tomar o lado de Babu. A memória seletiva esquece desses episódios de apoio e afetividade entre os dois. E a conversa sincera e civilizada também rolou após essa complexa configuração do paredão.

Os fãs do Paizão pregam um discurso de ódio que vai contra a tudo que Babu defende dentro da casa. Ele ficaria extremamente decepcionado com a forma com que seus fãs se referem à Thelma e colocam em dúvida a consciência racial da jogadora.

A solidão da mulher negra: Thelma e Flay falam sobre humilhação ao serem trocadas por mulheres brancas

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Em desabafo, as duas sisters comentam situações de racismo que sofreram em relacionamentos passados

Por Maria Clara Silva

Em meio a uma conversa libertadora, Thelma e Flayslane, do BBB20, desabafam sobre os racismos sofridos em relacionamentos passados e os traumas que colheram disso. Thelma diz que já deu tapa em um racista que havia dito “preto e nordestino é escória desse país” em seguida, Flay, respondeu:

  • “E eu!? Preta e nordestina que enfrentei racismo a minha vida inteira!?

https://www.instagram.com/p/B-1LxoTn3F3/

Depois Flayslane pontuou que, no episódio da traição do ex-namorado – que a trocou por uma “loirona”. Ao assumir a nova namorada, loira, os comentários que amigos do rapaz fizeram na foto foram, segundo Flay:

“Muito bem, essa namorada combina com você. A outra parecia uma MACACA”

E terminou, dizendo:

  • “Foi comigo Thelma. Eu enfrentei isso com meu namorado. Eu entendo você, entendo o Babu”

https://www.instagram.com/p/B-1LZMhHstj/

Esse diálogo triste, retrata a solidão da mulher negra que, ainda hoje, sofre em relacionamento às escondidas.

Um diálogo que fala sobre a solidão mesmo estando acompanhada. O quão doloroso é estar com alguém que tem vergonha de assumi-la publicamente? O quão ferida fica a mulher que é vista apenas como objetivo sexual, dentro de uma hipersexualização do estereótipo da mulher negra?

O preterimento que corrobora a solidão, em detrimento da autoestima da mulher preta que anseia ser amada, respeitada e enxergada, apenas, como mulher.

 

 

 

” Infiltrados No Cast”, de Ale Santos, eleva o debate sobre questões raciais falando sobre História

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Ale Santos apresenta o Infiltrados no Cast - Crédito: Reprodução Instagram

Com dois episódios semanais publicados nas principais plataformas de Podcast do Brasil , Spotify e Deezer, Infiltrados no Cast do escritor Ale Santos vai te ajudar a ter recursos históricos para discutir questões sociais brasileiras.

“O Infiltrados No Cast é um podcast de discussões políticas, sociais e culturais que quer trazer pensadores negros para dentro dos maiores debates da sociedade. Vamos analisar as maiores polêmicas da sociedade relevando o contexto histórico do país e considerando os pontos de vistas que ficam de fora do Mainstream” define o autor de “Rastros de Resistência”.

“Vamos conhecer os maiores racistas da história brasileira, aqueles nomes que trabalharam arduamente em uma visão de sociedade brasileira que excluía o povo negro, propondo até a esterilização da raça em uma série de episódios do Infiltrados no Cast”, detalha Ale. 

Ouça no Spotify – https://open.spotify.com/show/5XTNDv54OH6x3bvNPUQMhz

Ouça pelo Deezer : https://www.deezer.com/en/show/1052392  

BBB20: Colorismo, racismo estrutural e representatividade

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Babu, Flay e Thelminha do BBB20 - Crédito: Reprodução Rede Globo

Por: Maria Clara Silva

O Big Brother Brasil 20 rende muitas histórias. Dentre elas, o crescimento do Babu e a possibilidade do primeiro homem negro ganhar o programa mais vigiado do país. 

No entanto, o 13º paredão dessa edição traz três figuras diversas e icônicas da casa: Babu, Flayslane e Thelma e, coincidentemente, os três únicos participantes negros. Sim, três. Nesse paredão queremos trazer a reflexão da negritude de Flayslane.

No episódio vexatório da conversa de Flay com Ivy sobre Babu utilizar de racismo como forma de vitimismo, Flay tem dificuldade em definir qual seria sua cor e dispara para a colega:

– “Eu não sou branca. Eu sou negra! Eu me considero… não sei se sou. Mulata. Sei lá!” 

https://www.youtube.com/watch?v=oYundQrcBGs&feature=youtu.be

Independente do contexto racista de todo o restante do diálogo, a fala de Flayslane reflete bem a angustia de muitos negros de tom de pele mais claro: sou ou não negro?

Já entendemos que pardo só mesmo o papel. O colorismo mostra bem que negros tem diversos tons e subtons de pele. Uns mais retintos do que outros. A dúvida de Flayslane e os questionamentos acerca de seu tom de pele mostram os frutos do racismo estrutural que, por séculos, nos fez acreditar que ser preto ou chamar alguém assim era algo negativo, ruim. 

Morena, mulata, neguinha, escurinha, da cor do pecado – todos são termos que a maioria de nós já ouviu e até aceitou. Ao naturalizarmos tais termos, enfatizamos a distância dos negros menos retintos da “negritude”. Como se não fôssemos dignos de sermos pretos ou, até, como se ser preto fosse, realmente, algo muito ruim.

Quando ignoramos o fato de pessoas como Flayslane serem, também, negras, damos dez passos para trás. Afastamos os menos retintos de se sentirem parte. De assumirem a raça. De terem orgulho da cor. De entendem os privilégios que tem pelo tom de pele mais claro, todavia permitir que enxerguem todo o racismo estrutural que sofrem diariamente.

Precisamos falar de colorismo. Quanto mais pessoas entenderem o colorismo, mais representatividade teremos – nas universidades, nas escolas, na mídia. Quanto mais orgulho melhor. Quanto mais black power melhor. 

Entenda que esse artigo não é sobre a Flay. Nós somos #FicaBabu e #FicaThelma pelas atitudes, ideais e pelos mesmos compreenderem o peso da representatividade que possuem. Mas precisávamos falar sobre esse BBB possuir três integrantes negros e a Flayslane é um deles. 

*Maria Clara Silva, 20, do país São Gonçalo, RJ. Estudante de Jornalismo, apaixonada por palavras ditas e escritas. Escritora, poetisa e metamorfose.

‘É um sonho ajudar os meus em escala grande”. Personal trainer dará treino funcional em aula aberta no Instagram

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O personal trainer Luiz Guilherme Alves - Crédito: Reprodução Instagram

Tem aproveitado o tempo livre para se mexer mais? Independente da reposta sexta às 10h no Instagram do persona trainer Luis Guilherme Alves @lgpersonal você poderá assistir uma aula de funcional usando o peso do seu próprio corpo. Tudo que você precisa é de um colchonete ou uma toalha e uma cadeira (ou puf firmes).

“O treino será bem abrangente e com muitas adaptações, justamente para poder englobar uma faixa etária muito extensa. As únicas restrições são para as pessoas que já têm algum tipo de lesão articular séria e limitante ou algum problema médico que a impeça de fazer atividades sem liberação do médico”, detalha Guilherme.

O professor também fala desse novo momento de isolamento e de poder atender a comunidade negra, coisa nova em sua carreira.

“Meu trabalho como personal geralmente é realizado em bairros mais nobres e, consequentemente, por uma série de fatores que já sabemos, acabo trabalhando mais com o público branco. Venho aqui fazer esse convite e propagar entre a nossa galera essa live. É muito importante pra mim e um sonho, um dia poder ser professor e ajudar na saúde dos meus em uma escala grande”, celebra o personal.

Lembrando as aulas começam as 10 da manhã nesse link.

Coletivo de Ava Duvernay de “Olhos que Condenam” fará live com cineastas negros do Brasil

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A diretora Ava Duvernay - Crédito: Reprodução Instagram

As Lives no Instagram têm reunido pessoas ao redor do mundo e vale destacar a forma que a comunidade negra tem se organizado para promover encontros muitos especiais

O coletivo ARRAY, fundado pela cineasta Ava DuVernay, diretora de “Olhos que Condenam”, “Uma dobra no tempo” e 13ª Emenda  tem usado sua plataforma para dar vozes à pessoas da comunidade negra ao redor do mundo

Nessa quinta-feira, 9, é a vez dos cineastas negros brasileiros trocarem uma ideia com o coletivo americano e falarem sobre sua jornada produzindo conteúdo audiovisual em um dos países mais negros do mundo .

Carol Rodrigues, Day Rodrigues , Everlane Moraes |
Jessica Queiroz, Joyce Prado, Juliana Vicente, Renata Martins,
Sabrina Fidalgo, Viviane Ferreira e Gabriel Martins são os cineasta brasileiros que participarão da live que começa as 19h, horário de Brasília no Instagram da Array.

https://www.instagram.com/p/B-qG2OeA6oI/

Cineastas falam sobre a importância desse encontro

“Conectar a diáspora no mundo, sabendo que somos muitos e múltiplos, é hoje pra mim a alternativa para driblar as milhares de barreiras impostas do racismo estrutural do Brasil e nos entendermos como potência no coletivo, fortalecendo e ampliando nossa ideia de pertencimento em termos mundial” – Juliana Vicente, diretora e produtora executiva.

“As conexões diaspóricas são ferramentas indispensáveis à garantia das existências negras no mundo. Essa live, mais do que lição à branquitude, é importante porque pessoas negras estarão em diálogo compartilhando gingas entre si. Afinal, adoramos celebrar nossa existência.” Viviane Ferreira – diretora e produtora executiva.

Como parte de sua missão principal de ampliar e apoiar filmes independentes e obras narrativas de pessoas de todas as cores e mulheres de todos os tipos em todo o mundo, a empresa de mídia multiplataforma de Ava DuVernay e o coletivo de artes ARRAY está exibindo as vozes dos cineastas afro-brasileiros e sua narrativa dinâmica emergentes dos hotspots criativos do Brasil em todo o país. As jornadas criativas dessas mulheres e homens talentosos deste país culturalmente rico serão discutidas durante uma conversa #ARRAYVoices Instagram Live na quinta-feira, 9 de abril, no TBDpm PST.  O catalisador da conversa é a sub-representação de vozes criativas – diretores, roteiristas, intérpretes, artesãos – nas indústrias de televisão e cinema do Brasil, uma experiência compartilhada entre criadores de cor em todo o mundo”.

Mercedes Cooper, Director of Programming da Array

“Encontrar, mesmo que virtualmente com o coletivo criado por Ava Duvernay é uma possibilidade de ampliação de voz e um passo muito importante para o cinema feito por pessoas negras, pois deslegitima a tentativa de apagamento da existência física e criativa dos cineastas negros brasileiros, pois nós existimos, re-existimos e somos muitos!” Renata Martins, diretora e roteirista.

“É importante sinalizar a relevância da produção de realizadoras negras brasileiras para o Cinema Contemporâneo, o potencial estético e narrativo presente nessas produções se tencionam com o cinema tradicional e a narrativa hegemônica impostas aos corpos negros. Debater isso entre países da diáspora aproxima nossas vivências e ampliam o alcance do Cinema Negro brasileiro, uma ponte para construção de novas perspectivas de produção.”
Joyce Prado, diretora e produtora executiva

“A possibilidade de abrir diálogo entre o Coletivo Array, fundado por Ava DuVernay, e cineastas negrxs, em virtude do racismo escancarado das produtoras e diretores brasileiros, isso muito nos fortalece quanto realizadores por aqui. Só é estranho pensar que ainda necessitamos de um reconhecimento de fora para chegarmos ao óbvio. Pois, nós, artistas e cineastas negros, somos muitos, e queremos contar as nossas histórias para os nossos e para que a branquitude nos veja pela nossa perspectiva.” Day Rodrigues, diretora.

 

“ Travessias e aquilombamentos fazem parte de nossas histórias de resistência. Esse encontro com o coletivo array, da cineasta ava, é unir potências afroatlânticas. Se a cinematografia e a supremacia branca tentam apagar nossas existências, juntos, nós vamos lá e escrevemos – com luz – nossas trajetórias.” Safira Moreira, diretora e diretora de fotografia.

 

“ Sinto que todas as pontes possíveis entre pessoas negras valem como amplificadores de ideias e conhecimento. Neste caso, dá luz a um trabalho de muita gente criativa que tem mudado o cinema do país pra melhor.” Gabriel Martins, diretor e produtor executivo.

 

“A importância desse encontro é imensa por toda a representatividade e modelo de talento extraordinário que Ava representa em todo o mundo, quanto pela importância da comunhão dessa irmandade diaspórica que está acima de tudo. Além disso essa é uma resposta muito clara a uma certa branquitude colonizada brasileira que ainda insiste em usar de artifícios como comparações esdrúxulas para tentar nos diminuir para manter o status quo do racismo estrutural. Não passarão!” Sabrina Fidalgo, Diretora e Roteirista.

 

“ O coletivo da AVA está fazendo o que o mercado brasileiro parece incapaz de fazer: dar visibilidade as diretoras e roteiristas negras e apostar na potência de seus projetos” Carol Rodrigues, diretora e roteirista.

 

“A importância é o próprio encontro em si. Entre cineastas negros brasileiros e uma referência do cinema que acreditamos… Um espaço sadio e uma oportunidade para falar, nos apresentar. Se não conseguimos ser vistos e respeitados em nosso próprio país e se é necessário que a Ava e o seu coletivo queiram nos conhecer e abrir os olhos do mercado cinematográfico brasileiro para nossa existência, imagine a que nível estamos” Everlane Moraes, diretora e roteirista.

 

Em três dias de programação, viradão das mulheres sambistas promete reunir mais de 50 artistas em live no Instagram

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O Movimento das Mulheres Sambistas realizará nos próximos dias 11, 12 e 13 de abril o “Viradão – Dia da Mulher Sambista”, evento totalmente online, através do Instagram do Coletivo, com participação de cantoras, musicistas e DJ’s ao vivo. Entre elas, Teresa Cristina, Thais Macedo, Marina Iris, Ana Costa, e muitas outras.

A primeira edição do Dia da Mulher Sambista aconteceu no ano passado, de forma presencial, e foi realizado na Cinelândia, centro do Rio, reunindo cerca de cinco mil pessoas, mais de 100 artistas, e criando 40 postos de trabalho para mulheres do mundo do samba. Em decorrência do novo Coronavírus e da necessidade do isolamento social, a comemoração esse ano será pela internet. Serão lives de 1 hora, sempre das 15h à 1h da manhã. O Dia da Mulher Sambista é comemorado em 13 de abril para homenagear o nascimento de Dona Ivone Lara, a primeira mulher a estar numa ala de compositores e quebrar o estigma da composição de samba ser do universo masculino.

O Movimento das Mulheres Sambistas vinha preparando um grande evento presencial, mas a pandemia do Covid-19 mudou os planos do Coletivo, “o Dia da Mulher Sambista é um evento no qual vínhamos trabalhando muito! Tudo bem, a gente sabe que quando isso tudo passar, vai ser ainda maior do que planejamos”.

Num cenário de pouca visibilidade para a mulher no samba, o Movimento busca organizar, fomentar e difundir ações que promovam o protagonismo feminino neste universo. Fazem parte mulheres das mais diversas áreas de atuação, que se reúnem para buscar espaço, lutar por igualdade e respeito.

https://www.instagram.com/p/B-s5Z_nJ0HC/

BBB20: Família de Babu divulga nota e pede “não caiam na estratégia da política de ódio”

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Na tarde de terça-feira (7) a família e os amigos do ator Babu Santana, participante do Big Brother Brasil 20, divulgaram um comunicado em que denunciam que foram vítimas de ataques virtuais coordenados.

Há algum tempo com o crescimento da torcida do Babu, ocorreu também o crescimento do hate destinado ao participante, contas foram criadas somente na intenção de divulgar fake news sobre o ator e frases distorcidas dentro do programa.

Leia também: BBB20: Aliados de Babu Santana têm suas redes sociais invadidas

Segundo a nota, esses ataques acontecem desde o início do programa, mas tem aumentado consideravelmente.

“Atenção, família que o papo é sério! Apoiadores do Babu tiveram seus perfis de redes sociais hackeados essa noite. Alguns, até WhatsApp. Isso é crime e está previsto em Lei”, denunciou a família do ator.

Eles também desabafaram sobre o comportamento racista de alguns perfis. E que providencias legais serão tomadas.

“Um milhão e meio nunca será o preço da dignidade do Babu. Dignidade e verdade não têm preço. Em tempo: todas as providencias legais estão sendo tomadas, tudo está sendo monitorado e sabemos que a verdade sempre aparece”.

O comunicado também pede para aqueles que torcem pelo ator, “não caiam na estratégia da política de ódio. Essa linguagem e atuação é deles, não nossa”.

 

Covid19 – Coletivo de mulheres negras em NY ajuda brasileiros residentes nos EUA

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Na foto, da esquerda para direita, são: Elis Clementino, Fernanda Dias, Marry Ferreira, Flavia Barbosa, Ana Barreto. (Crédito: Divulgação)

Os EUA são o país com o maior crescimento no número de casos de coronavírus, sendo apontado como o próximo epicentro mundial da doença que parou o planeta. Até o momento, foram mais de 10 mil mortes.

Pessoas que não podem aderir ao isolamento por conta do tipo de emprego ou que pelo perfil físico e de origem são submetidas ao um atendimento de melhor qualidade, são as maiores vítimas da Covid-10 em território americano. Estamos falando de população afro-americana ( que tem um número de mortes por conta do vírus, muito maior do que dos brancos em vários Estados de acordo com uma reportagem do NY Times) e latina, grupo onde o Brasil se encaixa.

Kilomba Colletive é o primeiro coletivo de mulheres negras brasileiras nos Estados Unidos. Ele tem desenvolvido uma série de ações para dar apoio à comunidade brasileira que vem sendo impactada pelo Covid-19. O coletivo cobre de forma direta a região de Nova York e Nova Jersey, com foco em pessoas negras e pobres.

Fernanda Dias, co-fundadora do coletivo Kilomba, e doutoranda no Programa de Antropologia e Educação da Teachers College, Columbia University dá uma panorama sobre a situação dos brasileiros residentes nos EUA.

“Não existem números exatos sobre a população brasileira em geral nos Estados Unidos. O trabalho com população brasileira aqui é muito baseado em estimativas, especialmente pelo alto índice de pessoas indocumentadas. Com relação aos brasileiros na região de Nova York, pode-se dizer que a cidade de Nova York abriga a maior concentração populacional de brasileiros nos Estados Unidos. As maiores concentrações por estado estão na Florida e Massachusetts, sendo a cidade de Nova York a maior concentração demográfica”, detalha a doutoranda.

O grau de escolaridade e poder econômico dos brasileiros que imigram para os EUA sofreu um decréscimo nas últimas décadas, de forma que hoje, um grande parte  tenha como fonte de renda trabalhos informais.

Fernanda fala sobre essa mudança de perfil. “A partir dos 2000, esse perfil foi mudando, com pessoas com menor nível de escolaridade, como ensino medio completo e pessoas que vinham do interior do país. Esse perfil demográfico também proporcionou uma mudança racial”, explica Fernanda.

O Itamaraty estima há 1,4 milhões de brasileiros morando no pais de Donald Trump e além das motivações políticas, aquecidas durante o período eleitoral, a religião é uma das formas que essa comunidade tem se organizado por lá. Fernanda explica: “As comunidades brasileiras nos Estados Unidos sempre foram muito caracterizadas por organizações via instituições religiosas, o que as diferencia de outras comunidades latinas, que já tem um engajamento cívico por nacionalidade. No caso dos brasileiros, esse engajamento era diferente antes de 2016, onde pesquisas já mostravam que esse engajamento social da população brasileira vinha através da igreja”.

Kilomba fez cartilha para conscientizar a comunidade brasileira 

O  Kilomba Colletive tem por objetivo promover os direitos humanos da diáspora negra no mundo, fortalecer a solidariedade internacional entre comunidades negras e fortalecer uma contra narrativa sobre Brasil centrada nas perspectivas das pessoas negras periféricas.

“O  Kilomba é formado por cinco brasileiras negras de regiões periféricas do Brasil e que residem nos Estados Unidos. Temos por objetivo promover os direitos humanos da diáspora negra no mundo e fortalecer a solidariedade internacional entre comunidades negras, centrando nas perspectivas das pessoas negras periféricas. Nosso coletivo está em contato com os movimentos negros brasileiros para pensar estratégias de apoio durante essa pandemia.”, diz Marry Ferreira,Co-Fundadora  do Kilomba Collective,

Entre as ações do Kilomba estão a promoção de uma cartilha com recursos econômicos, holísticos e emocionais, a idealização de uma coalisão de coletivos brasileiros, que criou coletivamente uma campanha  de levantamento de recursos econômicos durante a pandemia do Covid-19.

A cartilha pode ser encontrada neste link.

 

 

 

 

 

 

Afro Máscaras: Coletivo busca mapear e ajudar afroempreendedoras em meio a crise

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Afro Máscaras é um coletivo que surgiu  em meio a pandemia do novo Coronavírus, com o isolamento social estabelecido em todo Brasil inúmeras famílias ficaram sem renda.

Sabendo o quanto esse momento tem sido difícil e afetado, principalmente, os médios e pequenos afroempreendedores, o coletivo foi criado. “Da necessidade de criar uma renda para afroempreendedorase costureiras de comunidades. Unimos coletivos e iniciativas do Brasil”.

Para mapear essas mulheres que estão fazendo máscaras dentro das orientações da OMS, “para saber suas necessidades mais urgentes, criar material de divulgação e criar conexão com quem quer doar material e ajudar de alguma forma”, o coletivo Afro Máscaras criou um formulário de inscrição, para participar do projeto e doação. O link está disponível aqui e no Instagram do coletivo.

50 mulheres já foram mapeadas e as necessidades urgentes, para confecção das máscaras são: Elástico,tecido e linha.
“Tendo em vista que todas essas mulheres se enquadram dentro do mercado informal,
produzem e sustentam famílias, gostaríamos de pedir sua ajuda para criação de máscaras e se possível pagamento de diárias para essas mulheres”.

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