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Mais de 5 mil inscrições: Diretora do ID_BR dá detalhes sobre o Prêmio Sim à Igualdade Racial

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O Prêmio Sim à igualdade Racial está chegando em sua terceira edição. Ele começou como um jantar beneficente em 2016, onde o Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) foi lançado e se tornou em um prêmio desde 2018.

“A gente se torna o maior Prêmio que mapeia os principais nomes que trazem a pauta da igualdade racial e atuam na prática dessa temática localmente e até nacionalmente”, explica Luana Genot, Diretora do ID_BR.

Ela detalha que além do olhar do próprio instituto, o objetivo é fazer com que a comunidade olhe afirmativamente para as pessoas envolvidas nas pautas sobre igualdade racial: “Nossa filosofia aqui no Instituto é, mais do que dizer não ao racismo é dizer sim à igualdade racial. A gente quer que as pessoas ativamente indiquem ou sejam indicadas para que sejam nomes premiados nas nossas categorias do prêmio”.

O Prêmio Sim à Igualdade Racial tem 11 categorias, sendo uma delas em parceria com o Great Place to Work que tem o mapeamento das melhores empresas para trabalhar. “Essa parceria é para mapear o que as grandes empresas estão fazendo sobre à questão racial”.

Indicação e vencedores, com o prêmio funciona

Para as categorias de propriedade do ID_BR, o prêmio abre uma etapa de indicações, que é importante por fazer o mapeamento.

“Não é o instituto olhando para sociedade, é a sociedade indicando quem ela entende que melhor faz a pauta racial acontecer na prática, que faz a igualdade avançar. Por exemplo, no ano passado a gente recebeu indicação de aldeias quilombolas em Tocantins e uma escola que ensinava Iorubá em Salvador e isso foi muito produtivo” diz Luana.

Esse ano o prêmio ganhou novas proporções com um número recorde de indicados. Foram mais de 5 mil só na primeira semana. É esperado que até a data limite das indicações, 13 de fevereiro, o Instituto tenha recebido mais de 10 mil indicações. Luana explica mais:

“A partir dessas primeiras indicações a gente faz um filtro no Instituto para entender quem são essas pessoas e fazemos um trabalho de pesquisa e curadoria. Em seguida passaremos os selecionados, que são três indicados por categoria, ( a única categoria com 5 indicados é a Representatividade Novos Formatos) para um conselho julgador com especialistas na temática racial ou fazem coisas notórias”.

“As 11 categorias são divididas em três pilares que representam o ID_BR, que são empregabilidade, educação, engajamento/cultura. E cada um desses pilares tem um conselho julgador que é quem de fato decide que será o vencedor”,  detalha a Diretora.

O Prêmio Sim à Igualdade Racial acontecerá no Hotel Fairmont, em Copacabana, no Rio de Janeiro,  no dia 19 de maio.

Todos os detalhes do Prêmio estão disponíveis no site do ID_BR. Se inscreva ou indique alguém. Clique aqui.

 

Em Amor de Mãe, Tiago é apreendido em camburão pela polícia, que resolve “dar uma lição” na criança

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Mais uma vez, ontem, a novela Amor de Mãe foi certeira ao mostrar para rede nacional os retratos sombrios que crianças, em sua maioria pretas, sofrem nas favelas do Rio. No episódio, Tiago (Pedro Guilherme Rodrigues) está desaparecido. O menino se perdeu de Sandro (Humberto Carrão) durante um arrastão na praia e sumiu, deixando Vitória (Taís Araujo) desesperada! Ela e o filho mais velho saem em busca do menino, perguntando sobre ele para as pessoas que estavam no local, mas ninguém parece saber dele.

O que a advogada não sabe é que Tiago foi capturado pela polícia, como suspeito de fazer parte do arrastão. Mesmo sem prova alguma contra a criança, o policial o mantém dentro de um camburão. “Ver a injustiça, o racismo, o abuso mexe com a gente, mesmo na ficção. Recebi muitas mensagens durante o capítulo de hoje e me envolvi com as emoções que essas cenas despertaram em vocês. É duro, sim, é real demais, mas profundamente necessário expor o que acontece todos os dias há décadas nas cidades do nosso país”, disse Taís pelo Instagram.

Aflito, Tiago chama por Vitória e afirma que não fez nada de errado: “Eu quero a minha mãe! Eu não fiz nada! Me solta, me deixa ir embora!” A cena continua com o menino sendo levado para um lugar desconhecido e os policiais falando que iam “dar uma lição” no menino e em outras crianças pretas apreendidas junto com ele no camburão.

 

Qualquer semelhança com a realidade não é mera ficção

Jenifer Cilene Gomes, 11 anos, Kauan Peixoto, 12 anos, Kauan Rozário, 11 anos, Kauê Ribeiro dos Santos, 12 anos, e Ágatha Félix, 8 anos. Cinco crianças moradoras de favelas do Rio de Janeiro, mortas em 2019, que ilustram um dado sombrio para adultos e crianças: São apenas alguns dos 1.249 pessoas vítimas de “autos de resistências”, mortes em que policiais estejam envolvidos, segundo o próprio Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, que divulga dados e relatórios sobre violência pública. Segundo a OAB/RJ, apenas 3,7% viram processos, os outros 96,3% nem chegam a isso, o que retrata a impunidade das mortes registradas como Autos de Resistência. Segundo o próprio ISP, os números de “Autos de Resistência” aumentaram 127% nos últimos quatro anos.

“Nunca pensei em um milhão de anos que seria nossa última conversa”:LeBron James se declara ao irmão Kobe Bryant

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Como diz Gil, “tudo agora mesmo pode estar por um segundo”. Parece clichê, mas é a realidade. Nunca sabemos quando será o último abraço, beijo, troca de mensagens entre nós e quem amamos.

Kobe Bryant nos deixou no domingo, e a sua última mensagem nas redes sociais foi dedicada ao seu colega de time, e de acordo com ele mesmo, quem seguiria seu legado no Lakers: LeBron James.

E a mensagem de Bryant celebrava o fato de que LeBron havia ultrapassado suas pontuações na NBA tornando-se o terceiro maior cestinha, com 36.655 pontos.

https://twitter.com/kobebryant/status/1221276426164269056?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1221276426164269056&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.otempo.com.br%2Fsuperfc%2Fespecializados%2Fkobe-bryant-parabenizou-lebron-em-ultimas-palavras-antes-da-morte-1.2289363

LeBron conseguiu falar sobre a morte do amigo somente na noite de segunda.
Na sua conta no Instagram, King James tentou traduzir sua perplexidade com tudo o que aconteceu, declarando seu amor ao amigo e suporte a Vanessa Bryant e suas filhas. Veja o texto completo:

“Não estou pronto, mas aqui vou eu. Cara, eu sentado aqui, tentando escrever algo para este post, mas toda vez que eu tento, começo a chorar de novo só de pensar em você, sobrinha Gigi e na amizade / vínculo / fraternidade que tivemos!

Eu literalmente acabei de ouvir sua voz no domingo de manhã antes de deixar Philly para voltar para Los Angeles. Não achamos nem por um milhão de anos que seria a última conversa que teríamos.

Estou com o coração partido e arrasado meu irmão !!  Cara eu te amo, mano. Meu coração vai para Vanessa e as crianças. Prometo que continuarei seu legado!

Você significa muito para todos nós aqui, especialmente o #LakerNation, e é minha responsabilidade colocar essa merda nas minhas costas e continuar! Por favor, me dê a força dos céus acima e cuide de mim! Eu cuido dos nossos aqui! Há muito mais que quero dizer, mas não posso no momento, porque não consigo superar isso! Até nos encontrarmos novamente meu irmão !!”.

https://www.instagram.com/p/B72NUtWA0gS/?igshid=h73h0fb78joq

 

Séries têm explorado personagens negros que fogem do clichê racial

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O Cinema e a Televisão sempre foram responsáveis por alimentar vários estereótipos racistas sobre o povo negro, alguns deles colocam pessoas pretas e pobres em posições de criminosos, empregados ou qualquer coadjuvante sem importância na história. Descartáveis como em filmes de terror, o primeiro personagem a morrer, quase sempre é o negro. Virou até uma piada em filmes como “Todo mundo em pânico”. 

Esse comportamento tem sido questionado, cada vez mais, na internet ou mesmo em grupos que tem se organizado e manifestado a necessidade de aumentar a representatividade, não apenas no número de atores negros, quanto no número de produtores, roteiristas e pessoas com poder de decisão sobre uma série. Vale lembrar aquele discurso célebre da Viola Davis ao ganhar Emmy de Melhor Atriz: “Você não pode ganhar um Emmy por papéis que não existem”. 

Aqui no Brasil, os grandes veículos ainda estão engatinhando nessas questões. A Record ainda tem a cara de pau de colocar atores brancos para personagens Egípcios, alimentando uma narrativa do evangelho branco e indo contra os indícios históricos. A Globo tem boas iniciativas, mas não se compara com as produções que vem chegando pelo Streaming como a Netflix e Amazon. Nesse artigo vou indicar alguns títulos que conseguem juntar a diversão de uma bela história com a busca real pela diversidade no casting. 

The Feed – Amazon

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Assisti recentemente a essa série britânica de ficção científica. O enredo dela imagina uma realidade onde todos os seres humanos estão conectados pelo cérebro com a rede de internet. Ela é baseada em um livro escrito por Nick Clark Windo e segue uma linha Black Mirror, um suspense com drama psicológico. 

Além do desenvolvimento dramático e envolvente, a participação de atores negros em posições de destaque é incrível.

A série consegue universalizar essa presença, uma das protagonistas é a atriz Nina Toussaint-White e ainda conta com Tanya Moodie, Clare-Hope Ashitey e Osy ikhile em papéis que ocupam posições importantes.  Aumentar a presença de atores e atrizes negros dá suporte ao fato de que a série não aborda o racismo, o seu foco é na discussão de como a tecnologia vai impactar nosso futuro e como estamos muito tempo conectados a rede, perdendo experiências no mundo real. Não dá para imaginar mais um futuro todo ocupado por pessoas brancas, não aceitamos mais assistir histórias em que não possamos nos enxergar. 

Titãs – Netflix

Se você gosta de super heróis já deve ter ouvido falar dos Titãs, talvez dos “Jovens Titãs”, uma animação que passava no SBT.

A Netflix trouxe uma versão mais adulta (não convidem crianças para assistir), sombria e violenta da história e fez uma mudança brusca em alguns personagens, o Meta-Humano Mutano se tornou um garoto asiático e a viajante do espaço Estelar virou uma garota negra, vivida pela atriz senegalesa, Anna Diop. 

Quem conhece, sabe que esse mundo nerd é bem tóxico e preconceituoso com relação a esse tipo de mudança e às vezes os estúdios fazem apenas para lucrar em cima da polêmica, essa é a forçação de barra, quando a mudança parece não ter um grande contexto ou feita de forma superficial. 

Não é o caso da série Titãs, aqui tudo funciona e não compromete em nada a história, só engrandece ela.  Além de Estelar, também conhecida como princesa Koriande, todos os habitantes do planeta Tamaran, se tornaram pessoas de pele retinta. Essa é uma das personagens mais envolventes e importantes do grupo de heróis formado pelo Ex-Robin Dick Grayson, infelizmente o mesmo esforço de representatividade não é visto em toda a extensão da série. Ela ainda é majoritariamente branca, mas a importância da personagem causa uma impressão forte. 

Estelar vivida pela atriz senegalesa, Anna Diop

The Twilight Zone – 2019 – Amazon

O remake da série clássica chega marcando pesado e rompendo barreiras históricas. Negros sempre foram deixados de lado na ficção científica, não só como personagens, mas principalmente como autores, pensadores, produtores… 

Aqui a gente tem uma das minhas maiores inspirações como escritor, Jordan Peele, o primeiro negro a receber o Oscar de roteiro original por “Corra” (Get Out).

Como produtor ele traz uma temporada com várias histórias diferentes, alguns episódios (os melhores) são sobre questões sociais. O episódio Rebobinar é arrebatador: Uma mãe negra tenta levar seu filho para a universidade, enquanto um policial racista persegue e mata o garoto. Ela descobre uma forma de voltar no tempo e passa a reviver a situação até descobrir como chegar no seu destino. 

Mesmo quando o episódio não tem o racismo como tema central, Jordan consegue quebrar a tradição do racismo na ficção científica. Em ‘Seis graus de liberdade’, sexto episódio da primeira temporada temos as atrizes Jessica Williams e DeWanda Wise mostrando como mulheres pretas controlam uma nave espacial. 

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Plataforma AfroSaúde realiza encontro de profissionais negros da área da saúde

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O dentista Arthur Lima fundador do AfroSaúde (camisa rosa) e seu sócio e co-fundador, o jornalista Igor Leonardo. (Fotos: Divulgação)

Promovido pela AfroSaúde e pelo grupo Saúde Preta BA, o I Happy Hour de profissionais da Saúde negros, marcará o lançamento da AfroSaúde, plataforma que pretende conectar pacientes a profissionais de saúde negros de todo o Brasil.

Dados do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) mostram que apenas 0,9% dos novos médicos do estado é negro. A entidade mostra também que os negros são menos de 18% dos médicos no Brasil.

Com a intenção de apresentar a nova plataforma e promover o networking entre os profissionais da área, o evento será gratuito e acontece no dia 29 de janeiro, às 19h, no Malembe Food & Drinks (Ladeira do Carmo, 7, Santo Antônio), espaço multicultural de referência para a população afrodescendente em Salvador.

A plataforma

A plataforma AfroSaúde já possui mais de 900 profissionais pré-cadastrados em todo o País, bem como de outros 1.300 pacientes dos 26 estados brasileiros e Distrito Federal.

Ela foi criada com o objetivo de valorizar, dar visibilidade aos profissionais de saúde negros e conectá-los a pacientes que buscam representatividade e atendimento mais qualificado em saúde.

Por meio da AfroSaúde, o paciente poderá, além de se cadastrar, agendar consultas, enviar mensagem, indicar profissionais, avaliar o serviço, dentre outras funções da plataforma. Os profissionais da área de saúde negros, por sua vez, terão à disposição uma ferramenta pela qual pode ser encontrado, fazer networking, construir uma carteira de clientes, indicar e encaminhar pacientes, dentre outros serviços. O pré-cadastro para uso da plataforma está sendo feito por meio do site www.afrosaude.com.br.

https://www.instagram.com/p/B7axcqIj7dC/

Homenageado em festa pré-Grammy, o rapper Diddy exalta a excelência negra e denuncia discriminação

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Homenageado em festa pré-Grammy, o rapper Diddy exalta a excelência negra e denuncia discriminação no Grammy

Diddy Combs, foi homenageado na festa anual pré-Grammy de Clive Davis, a Roc Nation Brunch evento de gala pré-Grammy entregou a Diddy Combs o ‘Grammys Salute Industry Icons’, e em seu discurso, dedicou seu prêmio a artistas que sofreram desprezo pelo Grammy ao longo dos anos segundo ele, como Michael Jackson (Off the Wall), Prince (1999), Beyoncé (Lemonade), Missy Elliott (The Real World), Snoop Dogg (Doggystyle), Kanye West (Graduation) e Nas (Illmatic).

Sean John Combs, mais conhecido como Diddy, é um rapper e produtor musical norte-americano. Diddy é ator e proprietário de empreendimentos, dentro os quais a editora discográfica Bad Boy Records, as linhas de roupa Sean John e Sean por Sean Combs, uma produtora de filmes e uma cadeia de restaurantes.

Em seus 50 minutos de discurso Sean falou sobre o “elefante na sala”, a série de acusações feitas pela ex-presidente da premiação, Deborah Dugan, e foi direto ao ponto ao mencionar como o Grammy excluiu a música negra ao longo dos anos.

Leia também: Ex-presidente do Grammy abre processo contra a Academia, por assédio, racismo e misoginia

Mesmo honrado pela homenagem, Diddy disse estar vivendo um conflito “eu tenho que ser honesto. Nos últimos dias eu tenho vivido um conflito. Eu estou sendo honrado pela indústria que eu amo, essa família que eu amo, mas há um elefante na sala e não é apenas sobre o Grammy”, afirmou ele. “Há discriminação e injustiça em todo lugar em uma frequência alta. Mas há algo que eu preciso dizer ao Grammy e eu digo isso com amor porque vocês realmente precisam saber disso.”

Em seguida, Combs reconheceu que a discriminação não é exclusiva à música. “Está acontecendo no cinema, nos esportes, ao redor do mundo. E, por anos, nós permitimos que as instituições, que nunca tiveram nosso melhor interesse no coração, nos julguem. E isso para agora. Vocês têm 365 dias para arrumar essa merda. Nós precisamos que os artistas retomem o controle. Nós precisamos de transparência. Nós precisamos de diversidade. Essa é a sala que tem o poder de fazer a mudança. Precisa ser feito. Eles têm que fazer as mudanças por nós. Eles são uma organização sem fins lucrativos que deveria proteger a saúde da comunidade musical. É isso que diz no estatuto de sua missão. Essa é a verdade. Eles trabalham para nós”, apontou o rapper.

Por fim, Diddy Combs homenageou os artistas negros que não tiveram trabalhos icônicos reconhecidos pelo Grammy, ao terminando o discurso, recebeu aplausos de pé da plateia, que incluía Beyoncé e Jay-Z.

Em seu Instagram, Diddy, compartilhou o momento em que realiza um brinde e mais uma vez exalta a excelência negra “2020, certo?…Independe se estivéssemos em 2016, o jogo chegou ao topo agora podemos dizer que nenhum custo foi em vão. Estamos em uma cerimonia de bilionários negros, entende?

Estamos aqui juntos e continuaremos juntos estamos ficando cada vez mais estreitos e unidos, isso é o que importa. Excelência negra!”.

https://www.instagram.com/p/B7w0oSzHHZz/

Musical de sucesso da Broadway chega ao Brasil, com Karin Hils e Jeniffer Nascimento como protagonistas

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Karin Hils e Jeniffer Nascimento serão as protagonistas do espetáculo Donna Summer

Com direção de Miguel Falabella, “Donna Summer Musical” chega ao Brasil em março, no Teatro Santander, em São Paulo, e traz como protagonistas Amanda Souza, Karin Hils e Jeniffer Nascimento, interpretando diferentes fases da “Rainha da Disco”. Amanda será Donna na fase mais jovem, Jeniffer  no auge da carreira e Karin aos 50 anos.

Donna Summer foi uma cantora, compositora e pianista norte-americana, conhecida por estar entre as melhores interpretes mundiais e por ter feito suas gravações musicais em estilo disco nos anos 1970 e posteriormente dance music nos anos 80, 90 e 2000. Devido a seu estrondoso sucesso, recebeu os títulos de “Rainha do Disco Music” e “Rainha da Dance Music”. Em toda sua carreira, vendeu mais de 200 milhões de discos. Foi a primeira artista a ter três álbuns duplos consecutivos a atingir o primeiro lugar nas paradas da Billboard nos Estados Unidos. Também teve quatro singles que atingiram o Número 1, nos Estados Unidos, num período de 13 meses.

O espetáculo estreou na Broadway em março de 2018 e aborda temas como o racismo, igualdade de gênero e empoderamento feminino. A vida da artista é retratada desde seus amores marcantes até sua trajetória na música, que inclui grandes clássicos mundiais como “I feel love”, “Love to love you baby”, “Bad Girls”, “Hot Stuff” e “Last Dance”.

Em seu Instagram, Jeniffer Nascimento, que será umas das protagonistas do espetáculo, demonstrou imensa responsabilidade e emoção de poder viver Donna Summer nos palcos.

https://www.instagram.com/p/B7wtv0kABC2/

 

Serviço:

Data: 05 de Março a 28 de Junho de 2020, de quinta a domingo.
Local: Teatro Santander
Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo
Vendas: sympla.com
Valor dos ingressos: De R$ 75,00 a R$ 280,00

De Lizzo à Michelle Obama, confira os artistas pretos que receberam Grammys esse ano

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Alicia Keys e Boys II Man homenageiam Kobe Bryant, morto ontem, em um acidente de helicóptero

A emoção marcou os Grammys 2020. O evento, que tinha o rapper Napsy como um grande homenageado, acabou honrando também a memória de Kobe Bryant, morto ontem, horas antes da premiação, em um acidente de helicóptero na Califórnia. Alicia Keys, apresentadora do evento lamentou a morte do jogador, durante a cerimômia. “Estamos todos sentindo uma tristeza louca agora, porque Los Angeles, a América e o mundo perderam um herói”, lamentou. Logo após, a artista cantou uma música em homenagem a Kobe, junto com o grupo Boys II Man.

https://www.instagram.com/p/B7zhJz7pMNH/

Mais tarde, o rapper Nipsey Hussle, assassinado em março de 2019, recebeu três prêmios: “Melhor Canção de Rap”, “Melhor Colaboração de Rap” e “Melhor Colaboração de Rap”. A Avó do rapper, morto em 2019, agradeceu a todos pelo amor que têm recebido desde o assassinato do neto, em março, e emocionou o público.

https://www.instagram.com/p/B7zuWlZpT7F/

Muitos momentos curiosos também marcaram a noite, como Lizzo torcendo por Beyoncé num prêmio que ambas concorriam, Lizzo recebeu o prêmio de “Melhor Performance Solo”, por “Truth Hurts”. A cantora recebeu ainda o Grammy de “Melhor Performance de R&B Tradicional”, “Melhor Álbum Urbano Contemporâneo”, por Jerome.

“Igor”, do rapper Tyler the Creator ganhou como o “Melhor Álbum de Rapper”. Kirk Franklin ganhou como o “Melhor Álbum Gospel”, além do Grammy de “Melhor Canção de Performance Gospel”. Gloria Gaynor recebeu o “Melhor Álbum Gospel de Raiz”, por Testimony. O “Melhor Álbum de Música Regional de Raiz” ficou com Good Time, do Ranky Tanky.

O audiolivro de Michelle Obama ganhou como o “Melhor Álbum de Palavras Faladas”. Beyoncé ganhou como “Melhor Música de Documentário” e por “Melhor Documentário Musical”, por Homecoming. A jamaicana Koffee recebeu o prêmio de “Melhor Álbum Reggae”. Lil Nas recebeu o prêmio de “Álbum do Ano”, com o álbum “X”.

https://www.instagram.com/p/B7zyoXeJJ2l/

 

Mundo lamenta a morte da lenda Kobe Bryant e sua filha Giana

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“Completamente devastada”, disse Viola Davis sobre a trágica morte da lenda do basquete Kobe Bryan.

O jogador de basquete de 41 anos morreu depois da queda de seu helicóptero, em Los Angeles, nesse domingo (26) .

Ele estava a caminho de um jogo onde seria técnico do time de basquete da filha Giana, de 13 anos, que também morreu no acidente, juntamente com outros 7 passageiros.

Kobe deixa a esposa Vanessa Laine e mais outras três filhas do casal.

É uma grande perda para o mundo dos esportes, para comunidade negra e até para arte.

Além de lenda do basquete mundial, Bryant foi o primeiro homem negro a ganhar o Oscar de Melhor Curta Animado, em 2018. O filme foi Dear Basketball, baseado em uma carta que ele escreveu para os colegas quando decidiu se aposentar como jogador de basquete.

https://www.youtube.com/watch?v=ziUc0OCDmoU&feature=emb_title

As redes sociais foram amplamente usada para prestar homenagens ao ídolo:

Lewis Hamilton
“Acabei de acordar com essa notícia devastadora e estou muito triste ao saber que perdemos um de nossos grandes nomes. Kobe Bryant foi um dos maiores atletas e foi uma inspiração para muitos, inclusive eu. Estou profundamente triste por sua família e também por todas as pessoas ao redor do mundo que o admiravam. Que ele, sua filha e os outros passageiros envolvidos descansem em paz”.

Viola Davis 

“Meu coração está com Vanessa. Completamente devastador. Eu sei o quanto ele amava sua família e filhos! Apenas devastador … Deus abençoe Kobe, Gianna e sua família. Desolada!”

Chadwick Boseman 

“Estou de coração partido. Chocado. Marido, pai, estrategista, filósofo-poeta, guerreiro-atleta, cineasta … seu foco é magnético, Kobe. Meu amor está com  você e sua família”.

Halle Berry

“Não há palavras que possam transmitir tamanha tristeza. Amor e força para toda família de Kobe e para a família dos que morreram no acidente de hoje”.

 

 

 

 

 

 

Criando Crianças Pretas: Volta às aulas sem dor

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O início do ano letivo de 2020 das nossas crianças está para iniciar. Os adultos Já compraram o material escolar, o uniforme já está organizado para o ano que vai iniciar, mas como está a criança?

Entra ano e sai ano, e a gente liga o piloto automático com os pequenos, assim como fazemos no mundo do trabalho. As férias acabaram, hora de voltar à realidade sem titubear, certo? Não sei.

Como já dissemos em outros posts e constantemente dizemos em nossas palestras e falas: é na escola que as crianças negras sofrem seus primeiros episódios de racismo. Um dia, numa conversa com Dona Cristina, mãe da estilista Ana Paula Xongani,  ela confessou. “Eu tive dois principais medos com as minhas crianças, o primeiro dia de aula e o primeiro dia de trabalho”. Acredito que esse medo também ronda seu coração…

Recentemente, a atriz Erika Januza, deu uma entrevista, em vídeo,  para o jornal Extra, onde ela fala sobre seu corte de cabelo e outras questões. Fiquei impactada por uma das frases que ela disse: “As piores coisas eu ouvi quando era criança. E não era uma coisa que eu chegava em casa e compartilhava com a minha família (…)”

Nesse texto não estou incentivando os pais a não enviarem as crianças para a escola, mas acredito que uma preparação para esse início ou retomada vale muito a pena. Não dá para ter certeza de que nenhum episódio racista irá acontecer, mas podemos nos prevenir. Então vamos propor aqui a sugestão de conversas que você pode ter com as crianças e com os profissionais da escola, nesse início de ano letivo.

Com as crianças:

Retorno à rotina: Foram quase 2 meses sem rotina, dormir tarde, acordar tarde, sem compromissos… Ir retomando algumas práticas da rotina como horários de dormir e refeições, ajuda a não ter uma mudança brusca no cotidiano da criança.

Ouça o que acriança tem a dizer: Converse com a criança e identifique se há medos e preocupações. Caso haja, converse até que a criança fique mais tranquila, segura e confiante.

Relembre a parte boa: Demonstre empatia, seja positivo e fale sobre as situações alegres, emocionantes e positivas que poderá vivenciar ao longo do ano letivo. Relembre quem são os amigos e que legal será reencontrá-los.

Atenção aos primeiros dias: Fique atento principalmente nos primeiros dias de aula. Como a Erika Januza mesmo relatou, as crianças não contam em casa o que estão passando na escola, nós precisamos investigar.

Na escola:

Material didático: Dê uma revisada nos livros, veja quais assuntos que serão tratados durante o ano e atente-se aos conteúdos sobre a história da África, afro-brasileira e indígena apresentadas nos livros. Por lei, esse conteúdo deve permear a grade curricular de todos os anos escolares de escolas públicas e particulares.

Conheça o corpo docente: Novo ano, muitas vezes significa professores novos. Converse com os professores no primeiro dia de aula, demonstre interesse e engajamento pela vida escolar do seu filho ou filha. Essa pessoa vai acompanhar a criança durante todo o ano, estabeleça uma relação de confiança desde o início.

Coordenadores pedagógicos: Com esses profissionais você também pode se mostrar um pai ou uma mãe presente na educação das crianças. Pergunte se há algum protocolo quando ocorrem episódios de racismo, bullying e etc. Questione se a equipe pedagógica está treinada para agir quando algo desse tipo acontece. Você também pode indicar o trabalho de conscientização sobre o racismo que o Criando Crianças Pretas realiza nas escolas com profissionais, pais e alunos.

Primeira reunião do ano: Normalmente as escolas realizam uma primeira reunião para informar aos pais como será o ano letivo. Utilize essa oportunidade para sugerir uma bibliografia que contemple a diversidade e saber o que está programada para aplicação da lei que obrigada o ensino da história da África, afro-brasileira e indígena.

Entre pais: Se não houver, sugira um grupo de WhatsApp dos pais. Eu sei, mais um grupo vai acabar nos enlouquecendo, mas ter uma relação estreita com os demais pais também ajuda no combate ao racismo. Ali dentro do grupo você pode alertar os pais sobre o racismo e indicar conteúdos como os que publicamos no perfil do Instagram/Facebook @criandocriancaspretas.

No mais é ter fé para que o ano seja maravilho e a criança cresça feliz, radiante e forte. Última sugestão: não pegue muito pesado… Uma vez ouvi que o trabalho da criança é a brincadeira e não os estudos! Bom início de ano letivo para nós.

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