PANCs e ervas crioulas: a soberania alimentar que cresce nos quintais e calçadas

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PANCs e ervas crioulas: a soberania alimentar que cresce nos quintais e calçadas
Luiz Feliz (Foto: Divulgação)

A natureza oferece uma abundância que muitas vezes ignoramos ao caminhar pelas calçadas ou observar o fundo do quintal. Na campanha #IngredientePrincipal, parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs, os especialistas Ronaldo Assis, Bruna Crioula e Luiza Felix, falam sobre como as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) e ervas crioulas são o alicerce de uma autonomia alimentar que resiste ao apagamento promovido pelo sistema industrial.

Como explica a pesquisadora e cozinheira Luiza Felix (@felixluiza), as PANCs são plantas com partes comestíveis que não costumam estar nas prateleiras dos grandes mercados. Essas “plantas selvagens” crescem com facilidade, sem necessidade de manejo complexo ou agrotóxicos. Elas podem ser raízes, frutos, folhas ou flores com alto valor nutricional e medicinal. Exemplos como a vinagreira, a capuchinha e o dente-de-leão faziam parte do cotidiano de nossos antepassados muito antes da dominância dos ultraprocessados.

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Para a nutricionista Bruna Crioula (@brunacrioula), o termo “não convencionais” pode ser lido como “não colonizadas”. Ela defende que a cidade é um pomar e que a coleta urbana é um direito à cidade e ao conhecimento do bioma local. Colher uma manga na calçada ou buscar a ora-pro-nóbis que cresce espontaneamente nos muros é um ato de nutrição inteligente e ancestral. Aproveitar o auge das safras para criar conservas e chutneys é uma estratégia para garantir variedade alimentar o ano todo, reduzindo a dependência da indústria.

o afrochef Ronaldo Assis (@afrochefronaldoassis) destaca o poder das ervas crioulas, aquelas que as avós e tias guardavam com sabedoria no fundo do quintal. Entre as menos exploradas comercialmente, mas de grande potência sensorial, estão:

  • Alfavaca: Essencial para trazer frescor e aroma.
  • Quiôiô: Uma erva versátil que transforma pratos da moqueca ao feijão.
  • Língua de Vaca: Folha potente para refogados e preparos caseiros.

Ronaldo reforça que essas ervas trazem cor, cura e intensidade às refeições, sendo a base de temperos artesanais que o mercado convencional não consegue oferecer.

Resgatar o uso dessas plantas é fortalecer a soberania alimentar através do conhecimento. Ao olhar para o que nasce livremente, reconectamos nossa mesa com a terra e com a história de muitos povos que sempre souberam que a verdadeira riqueza cresce no quintal.

Esta matéria integra a campanha #IngredientePrincipal #TheMainIngredient, parceria entre TikTok, Mundo Negro e Guia Black Chefs.

Acompanhe os chefs nas redes: @brunacrioula, @afrochefronaldoassis e @felixluiza.

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