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Denis Tassitano assume liderança da Swile Brasil 

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Denis Tassitano é anunciado como novo General Manager da Swile Brasil
Foto: Divulgação

A empresa de benefícios corporativos e soluções financeiras Swile anunciou Denis Tassitano como novo General Manager da operação brasileira. O executivo chega à liderança da companhia após mais de uma década de atuação na SAP, onde ocupou a vice-presidência da unidade SAP Concur para a América Latina e Caribe.

Na nova função, Tassitano será responsável por conduzir a estratégia de crescimento da empresa no Brasil, com foco na expansão da plataforma de serviços financeiros para colaboradores e no fortalecimento das soluções de gestão de viagens e despesas corporativas (Travel & Expense). A nomeação ocorre em um momento de crescimento da Swile no país, que recentemente alcançou a marca de 1 milhão de usuários.

Liderança conectada à inovação e ao impacto social

Denis Tassitano também atua em iniciativas voltadas ao fortalecimento da presença de profissionais negros em posições de liderança. O executivo é cofundador do Pacto A, organização sem fins lucrativos que conecta profissionais negros em cargos de média liderança a executivos experientes para troca de conhecimento, desenvolvimento profissional e ampliação de redes de contato.

Ele participou da criação do Best in Black, hub de networking voltado a executivos e empreendedores negros, e promoveu mentorias cuja arrecadação foi destinada a organizações que apoiavam a reinserção de egressos do sistema prisional no mercado de trabalho e iniciativas voltadas à população em situação de rua.

“Estou chegando à Swile em um momento muito especial, em que a empresa está redefinindo sua presença no mercado brasileiro. Meu objetivo é aplicar tudo o que aprendi ao longo da minha trajetória para ajudar as organizações a simplificar processos, acelerar a transformação digital e proporcionar uma experiência integrada aos colaboradores”, afirmou Tassitano.

Sarah Aline lança segunda temporada de “Sarah de Terapia” com reflexões sobre saúde mental e identidade

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Sarah Aline anuncia segunda temporada do videocast Sarah de Terapia
Foto: Julio Barbosa

A psicóloga e comunicadora Sarah Aline estreou, nesta terça-feira (4), a segunda temporada do videocast Sarah de Terapia, projeto que aproxima a psicologia do cotidiano por meio de conversas sobre emoções, identidade, pertencimento, autocuidado e relações. Os episódios serão publicados semanalmente, às terças-feiras, às 5h, no YouTube e no Spotify.

A nova temporada chega com identidade visual renovada, novo cenário e formato de episódios desenvolvidos a partir do retorno da audiência da primeira edição. O programa passa a ser dividido entre os quadros “Fala que Sarah”, com convidados especiais, e “Toma que Sarah”, conduzido exclusivamente pela psicóloga.

Nova temporada reúne convidados e amplia formato do programa

A estreia recebe a escritora e apresentadora Camila Fremder em uma conversa sobre vulnerabilidade, pensamentos recorrentes e os desafios de expressar sentimentos que muitas vezes permanecem silenciados. Ao longo da temporada, também participam nomes como Pequena Lô, Ana Paula Xongani, MC Luanna, Ana Hikari, Giovanna Heliodoro, Dandara, João Pedrosa, Nicolly Martins, Maria Clara Garcia, Ma Perchon e Preta Araújo.

A escolha de agosto para o lançamento foi estratégica e dialoga com o mês em que é celebrado o Dia do Psicólogo, reforçando a proposta do projeto de ampliar o acesso a conversas qualificadas sobre saúde emocional.

Sarah Aline reforça a importância da escuta e do cuidado emocional

Sarah Aline destaca que o videocast não substitui o acompanhamento psicológico, mas pode funcionar como uma porta de entrada para quem busca compreender melhor suas emoções.

“Uma conversa como esta não substitui a psicoterapia, mas pode ser o primeiro passo para que alguém encontre coragem de buscar ajuda ou compreenda melhor aquilo que sente. Se, ao terminar um episódio, uma pessoa conseguir olhar para si com mais gentileza ou perceber que também merece esse cuidado, então o propósito do Sarah de Terapia já terá sido cumprido.”

Especialista em Fenomenologia Existencial, Sarah Aline aposta em uma linguagem acessível para aproximar o conhecimento psicológico de diferentes públicos ao abordar temas como autoestima, amizade, limites, liberdade, propósito, pertencimento e identidade, sem substituir o processo terapêutico.

A proposta é oferecer um espaço de escuta e reflexão que incentive o cuidado com a saúde mental e amplie o repertório emocional de quem acompanha o programa, mostrando que pedir ajuda e construir espaços de escuta também fazem parte do processo de bem-estar.

Liderar também adoece: por que precisamos falar da saúde mental das lideranças negras

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Foto: gerada por IA

Por Dra. Júnia Mamedir, psicóloga (CRP 05/48655), psicoterapeuta, neurocientista das aprendizagens e pesquisadora da Epistemologia do Cuidado.

Quem cuida de quem lidera?

Essa pergunta tem atravessado a minha prática clínica há alguns anos. Ela não surgiu de um livro nem de uma pesquisa acadêmica. Nasceu da escuta de homens e mulheres negras que ocupam posições de liderança e que, apesar de suas trajetórias de excelência, compartilham um sentimento comum: o cansaço de precisar provar, todos os dias, que são competentes para ocupar o lugar que conquistaram.

São profissionais que lideram equipes, coordenam projetos, ocupam cargos estratégicos e assumem grandes responsabilidades. Ainda assim, descrevem uma sensação persistente de precisar trabalhar mais, explicar mais, repetir mais e controlar as próprias emoções para que sua autoridade seja reconhecida.

Há formas de sofrimento que não aparecem nos indicadores de produtividade nem nas avaliações de desempenho. Elas se revelam no esforço constante para reafirmar a própria competência, justificar decisões, administrar o impacto de estereótipos e sustentar uma vigilância permanente sobre si.

Ao longo das últimas décadas, intelectuais negras têm mostrado que o racismo produz efeitos que ultrapassam as desigualdades materiais. Lélia Gonzalez nos ensinou que a experiência da população negra precisa ser compreendida também em sua dimensão cultural e subjetiva. Sueli Carneiro evidencia que transformar a realidade exige rever estruturas de poder, e não apenas ampliar o acesso a elas. Já bell hooks nos lembra que raramente existem espaços onde possamos ser reconhecidos em nossa inteireza.

Talvez seja justamente esse o desafio vivido por muitas lideranças negras.

Nos últimos anos, avançamos nas discussões sobre representatividade e diversidade. Celebramos, com razão, cada espaço conquistado. Mas ainda falamos pouco sobre o que acontece depois da conquista.

Chegar não significa permanecer.

E permanecer não significa permanecer com saúde.

Na clínica, tenho observado que muitas lideranças negras vivem uma forma silenciosa de hipervigilância. Revisam inúmeras vezes cada decisão, medem cuidadosamente a forma de se comunicar, evitam demonstrar fragilidade e assumem responsabilidades extras para reduzir qualquer possibilidade de questionamento sobre sua competência.

Não é apenas a responsabilidade de liderar que produz desgaste. É o custo emocional de liderar em estruturas onde a autoridade negra ainda precisa ser constantemente legitimada.

Esse esforço contínuo produz exaustão, solidão e sofrimento psíquico. Quanto maior a responsabilidade, menor costuma ser o espaço para reconhecer a própria vulnerabilidade.

Foi diante dessas experiências que comecei a desenvolver uma proposta que venho chamando de Epistemologia do Cuidado. Trata-se de uma linha de reflexão em construção, fundamentada na prática clínica, na escuta ética e no diálogo com o pensamento negro. Sua premissa é simples e profunda: cuidar não é apenas intervir quando alguém adoece, mas criar condições para que as pessoas permaneçam saudáveis enquanto exercem suas responsabilidades.

Essa compreensão também dialoga com as reflexões de Beatriz Nascimento sobre pertencimento e memória coletiva. Ao longo da história afro-diaspórica, a oralidade, a convivência e a circularidade sempre foram formas de preservar saberes, fortalecer vínculos e sustentar a vida em comunidade.

Foi nesse encontro entre a Psicologia, a prática clínica e esses saberes que compreendi que a escuta poderia ultrapassar o modelo tradicional do atendimento individual.

Quando conduzida por profissionais qualificados, dentro de princípios éticos e técnicos, a roda deixa de ser apenas uma conversa coletiva. Ela se transforma em um dispositivo clínico de cuidado. A experiência compartilhada rompe o isolamento, amplia a capacidade de reflexão e transforma vivências individuais em aprendizagem coletiva.

É por isso que considero a circularidade um dos pilares da Epistemologia do Cuidado.

  • A palavra circula.
  • A escuta circula.
  • O conhecimento circula.

E, junto com eles, circula também a possibilidade de reconstruir pertencimento, fortalecer a saúde mental e criar condições para que lideranças negras permaneçam em seus espaços de atuação sem adoecer pelo peso da solidão.

Cuidar da saúde mental das lideranças negras não significa oferecer privilégios. Significa reconhecer que organizações mais justas também precisam cuidar das pessoas que sustentam suas decisões, inspiram equipes e transformam instituições.

A diversidade não se consolida apenas quando pessoas negras chegam aos espaços de poder.

Ela se consolida quando essas pessoas podem permanecer nesses espaços com dignidade, saúde mental e redes de cuidado.

Talvez esse seja um dos próximos passos do debate sobre equidade no Brasil: compreender que a permanência também precisa ser uma política de cuidado.

Dica da autora

Se você ocupa uma posição de liderança, pergunte a si mesmo: quem cuida de quem cuida?

Busque ou ajude a construir espaços permanentes de escuta qualificada, reflexão e apoio entre pares. Rodas de conversa conduzidas por profissionais preparados, supervisões clínicas e práticas de cuidado coletivo não diminuem a autoridade de uma liderança. Ao contrário: fortalecem sua capacidade de tomar decisões, de construir relações saudáveis e de permanecer com equilíbrio diante das exigências do cotidiano.

Cuidar da saúde mental de quem lidera é uma escolha ética, estratégica e humana.

Sobre a autora

Dra. Júnia Mamedir é psicóloga (CRP 05/48655), psicoterapeuta, neurocientista das aprendizagens e pesquisadora da Epistemologia do Cuidado. É fundadora da Mamedir Humanize – Saúde Mental da Inovação e do Instituto Maternize Brasil, onde desenvolve práticas clínicas, comunitárias e organizacionais voltadas ao fortalecimento da saúde mental, da liderança e das redes de cuidado.

“14 de Maio”: Helio Santos lança livro no RJ com mediação de Maju Coutinho 

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Helio Santos
Foto: Rafael Martins/Folhapress
Livro revisita o legado da abolição da escravidão no Brasil e propõe reflexões sobre desigualdade racial, democracia e participação da população negra na construção do país.

O escritor, professor e ativista Helio Santos lança no Rio de Janeiro o livro “14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo”, no dia 6 de agosto (quinta-feira), às 19h, na Livraria da Travessa, com mediação da jornalista Maju Coutinho.

O evento acontece na unidade localizada em Ipanema, e marca a chegada da obra ao público carioca após o lançamento em São Paulo.

Publicado pelo selo Zahar, o ensaio memorialístico reúne reflexões de Hélio Santos sobre os impactos históricos da escravidão no Brasil e os caminhos para enfrentar as desigualdades raciais que permanecem estruturando a sociedade brasileira.

O título faz referência ao dia seguinte à assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888. Para o autor, o 14 de maio simboliza o período posterior à abolição formal da escravidão, marcado pela ausência de políticas de inclusão para a população negra recém-liberta e seus descendentes.

Ao longo de sua trajetória, o professor esteve à frente de importantes iniciativas relacionadas à equidade racial. Foi presidente-fundador do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra do Estado de São Paulo, integrou a Comissão de Notáveis durante o processo da Constituinte de 1985 e coordenou o Grupo de Trabalho Interministerial de Valorização da População Negra.

“O movimento negro não é identitário: nossa pauta é afirmativa e reparatória” 

Em entrevista ao Mundo Negro, Helio Santos também refletiu sobre o atual cenário de retrocessos nos debates sobre diversidade e inclusão, além das tentativas de deslegitimar políticas afirmativas no Brasil e no mundo.

Questionado sobre as críticas que apontam que a pauta da diversidade estaria perdendo espaço e sobre o uso do termo “identitário” para desqualificar movimentos por equidade, o pesquisador destacou que marcadores sociais como raça, gênero e geração fazem parte da realidade das sociedades e precisam ser considerados na construção de políticas públicas.

Para ele, a defesa da diversidade racial não representa uma disputa ideológica, mas uma estratégia de desenvolvimento e reparação histórica.

“Nós, do movimento negro, não defendemos ‘pautas identitárias’, termo impreciso, vago e malicioso. Defendemos, e continuaremos a defender, pautas afirmativas reparatórias. A diversidade racial é instrumento básico para o desenvolvimento do Brasil, até porque somos maioria.”

O escritor também ressalta que os avanços conquistados pelas políticas afirmativas fazem parte de uma construção histórica do movimento negro.

“O movimento negro não é identitário: nossa pauta, repito, é afirmativa e reparatória.”

Serviço

Lançamento do livro “14 de Maio: Lições de Resistência ao Racismo” – Helio Santos


Data: 6 de agosto (quinta-feira)

Horário: 19h

Local: Livraria da Travessa, R. Visc. de Pirajá, 572- Ipanema, Rio de Janeiro – RJ

Mediação: Maju Coutinho

Editora: Zahar

Número de páginas: 160 

Preço: R$ 64,90 | E-book: 29,90 

“Nossa mentoria aumentou 33% na renda das jovens universitárias”, diz executiva sobre programa de Kérastase, marca do Grupo L’Oréal

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Eduarda Vieira no talk da Powertlist Mundo Negro
Eduarda Vieira no talk da Powertlist Mundo Negro 2026 (Foto: Cultne)

“Quando você dá ferramentas, rede de apoio e confiança para uma mulher, você gera mobilidade social real”, destacou Eduarda Vieira, Head de Comunicação, Diversidade e Sustentabilidade de L’Oréal Produtos Profissionais, representando Kérastase, marca do Grupo L’Oréal no Brasil, em um dos momentos mais marcantes da cerimônia da Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Histórias 2026, realizada nesta sexta-feira (31), no Rio de Janeiro.

A frase resume o propósito do Power Talks, programa global de mentoria da marca que chegou ao Brasil em parceria com a ONG Alumna e já formou 3.000 mulheres desde 2023. A fala foi destaque durante o talk mediado por Silvia Nascimento, fundadora e head de conteúdo do Mundo Negro, que também contou com a presença da jornalista Luanda Vieira para discutir autoconfiança, redes de apoio e o papel da mentoria na transformação das trajetórias de mulheres negras no país.

Durante o bate-papo, Eduarda destacou que o Brasil se consolidou como o terceiro país no mundo que mais gera impacto dentro do programa. “Estudos independentes mostram que a nossa mentoria gerou um aumento de 33% na renda dessas jovens universitárias. Ou seja, provamos que quando você dá ferramentas, rede de apoio e confiança para uma mulher, você gera mobilidade social real.”

Foto: Cultne

“Impacta diretamente a nossa trajetória e os espaços que ocupamos: a autoconfiança”, disse Silvia ao contextualizar o propósito da campanha global da Kérastase, que busca inspirar, capacitar e conectar mulheres por meio de mentorias e ações de desenvolvimento pessoal e profissional. A marca mantém no Brasil uma parceria com a ONG Alumna. A iniciativa oferece duas turmas anualmente, reservando metade das oportunidades a mulheres negras ou àquelas que são as primeiras da família a ingressar na universidade.

“Eu acho que o importante da mentoria e dessa rede de apoio, é de fato a gente não se sentir mais sozinha, entender que juntas a gente consegue ir muito mais longe. Eu vejo que quanto mais a gente conversa, quanto mais a gente tem momentos como esses, mais a gente sabe qual é a importância de chegar aqui e se sentir bem, se reconhecer no outro, entender que temos espaço”, afirmou Luanda Vieira.

Foto: Cultne

As falas de Eduarda e Luanda foram um dos pontos centrais da cerimônia, que celebrou as trajetórias de mulheres negras que transformam diferentes setores da sociedade. A premiação, que teve quase 20 mil votos computados ao longo das fases de escolha, reconheceu dez homenageadas em categorias que vão de Cultura, Artes e Entretenimento a Liderança Corporativa, Ciência, Tecnologia e Inovação, Diversidade e Impacto Social, além de Trajetória Transformadora.

Entre as vencedoras está a própria Eduarda Vieira, na categoria de Liderança Corporativa. Veja aqui a lista completa das vencedoras da Powerlist Mundo Negro 2026!

O evento reuniu homenageadas, executivas, artistas e lideranças em um brunch especial na sede da L’Oréal Brasil, como parte das celebrações do Julho das Pretas, Latino-Americanas e Caribenhas. A quinta edição da premiação conta com o patrocínio do Grupo L’Oréal e da TV Globo, que assina a parceria com a marca de sua novela das seis, A Nobreza do Amor.

Se interessou no programa de mentoria e quer fazer parte? Inscreva-se na lista de espera: https://bit.ly/power-talks-MN 

Negros gostam de loiras: o estereótipo que atravessa gerações

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Vini Jr e Virginia; Xuxa e Pelé
Fotos: Reprodução/Instagram e

Incrível como o racismo se reinventa e se adequa ao tempo de forma que garanta a prática de violências contra as pessoas negras. Os estigmas e estereótipos racistas nunca caem de moda. Veja só. Na semana passada, as aulas retornaram na minha universidade. Eu tomava um café na cantina quando ouvi um grupo de alunos conversando sobre o fiasco da seleção na Copa do Mundo e o comportamento extracampo dos atletas. Naquele assunto diverso, um deles disse “Claro que negros gostam de loiras …. vê o Vini Jr com a Virgínia”, em seguida muitos risos.

Aquilo me incomodou bastante. Lembrei de quando era mais jovem. Os brancos diziam quase a mesma coisa, mas o exemplo que utilizavam era do Pelé e da Xuxa. Esse exemplo pegou forte por muitas décadas, mesmo após o rompimento da relação. Eu até tive amigos negros que acreditavam e assimilavam essas ideias. Eles diziam que sonhavam em ir para o Sul do país para conquistarem umas “loironas”.

O fato indiscutível é que ninguém pode determinar antecipadamente quais são os comportamentos e escolhas da pessoa negra influenciadas pela exposição constante ao racismo. Contudo, sabemos que a subjetividade do negro não escapa, como bem sintetizou o psiquiatra e pensador anticolonial Frantz Fanon: “Para o negro não há senão um destino. E ele é branco.” O maior problema é que os estereótipos, oriundos da percepção racista, não individualizam as ações dos negros; coletivizam, fazendo com que a sociedade acredite que todos nós, pessoas negras, pensamos iguais.

E essa é uma das camadas da luta da comunidade negra. Exigimos o reconhecimento da nossa humanidade e não permitimos a homogeneização que serve a propósitos da violência racista. Tanto que um dos fatores que torna a população negra as maiores vítimas de violência policial é porque, aos olhos da Justiça, somos todos suspeitos. Dito isso, resta-nos esperar para ver até quando o jogador e a influenciadora deixarão de ser utilizados como exemplo.

Jaafar Jackson se une a Will Smith em novo thriller de ação do Prime Video

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Jaafar Jackson e Will Smith
Fotos: Lionsgate e Getty Images

Após ganhar destaque mundial ao dar vida ao Rei do Pop na cinebiografia “Michael”, Jaafar Jackson já tem um novo passo gigante em sua carreira. O ator foi confirmado no elenco de “Supermax”, novo thriller de ação produzido pela Amazon MGM Studios em parceria com a Miramax.

No projeto, Jaafar dividirá os holofotes com grandes nomes de Hollywood, incluindo o vencedor do Oscar Will Smith e a atriz AnnaSophia Robb. As informações foram divulgadas pelo portal Deadline nesta segunda-feira (3).

A trama de “Supermax” promete prender a atenção do público ao acompanhar dois agentes do FBI (interpretados por Smith e Robb) encarregados de solucionar um assassinato aparentemente impossível de ter acontecido dentro de um presídio de segurança máxima.

Os detalhes sobre o personagem de Jaafar estão sendo mantidos sob sigilo pela produção, mas fontes apontam que ele terá um papel de destaque no desenvolvimento do enredo.

Dirigido por David Gordon Green e roteirizado por David Weil e David J. Rosen, o filme terá lançamento no catálogo do Prime Video. A data de estreia ainda não foi anunciada.

Steven Bartlett lidera ranking de podcasters negros mais bem pagos do mundo 

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Steven Bartlett
Foto: Linda Nylind/The Guardian
Empreendedor britânico ocupa a terceira posição entre os podcasters mais bem pagos do mundo em 2026, segundo a Forbes, e consolidou um modelo de negócios baseado em independência editorial, distribuição multiplataforma e estratégia digital.

Steven Bartlett transformou um podcast gravado de forma independente em um dos maiores produtos de mídia do mundo. Em 2026, o britânico aparece na terceira posição da lista da Forbes dos podcasters mais bem pagos do planeta, com receita anual estimada em US$ 45 milhões, tornando-se o podcaster negro mais bem remunerado do mundo.

Criador e apresentador do The Diary of a CEO, Bartlett figura entre apenas três profissionais negros presentes no ranking dos 20 maiores faturamentos da indústria do podcast. Também integram a lista Charlamagne tha God, na 10ª posição, e Joe Budden, em 15º lugar.

Sua história demonstra como a produção de conteúdo, aliada a estratégias de distribuição digital e empreendedorismo, pode transformar um projeto independente em um negócio global.

De projeto paralelo a fenômeno mundial

Lançado em 2017, inicialmente com episódios solo, o The Diary of a CEO rapidamente ampliou seu alcance ao apostar em entrevistas aprofundadas com empresários, cientistas, atletas, artistas e lideranças de diferentes áreas.

O podcast já ultrapassou 1 bilhão de reproduções e permanece entre os mais ouvidos em plataformas como Spotify, Apple Podcasts e YouTube.

Um dos diferenciais apontados por Bartlett é a utilização de vídeos curtos nas redes sociais como porta de entrada para episódios completos, estratégia que ampliou significativamente o alcance do programa e fortaleceu sua audiência global.

Empreendedor antes de se tornar referência no podcast

Antes do sucesso como comunicador, Steven Bartlett já construía sua trajetória no empreendedorismo. Após deixar a universidade, cofundou a Social Chain, empresa especializada em marketing digital que posteriormente abriu capital na bolsa de valores.

Em 2021, aos 28 anos, tornou-se o investidor mais jovem da história do programa britânico Dragons’ Den, equivalente ao Shark Tank, onde passou a investir principalmente em empresas de tecnologia, saúde e bem-estar.

Independência como estratégia de negócios

Mesmo diante de propostas avaliadas em cerca de US$ 100 milhões, Bartlett optou por manter o The Diary of a CEO independente. Segundo ele, acordos exclusivos com grandes plataformas limitariam a distribuição do conteúdo e comprometeriam a estratégia multiplataforma construída por sua equipe.

Em vez disso, fortaleceu a Flight Studio, empresa responsável pela produção do podcast, apostando na combinação entre publicidade, licenciamento e presença em diferentes canais digitais.

Um estilo de entrevista baseado em pesquisa

Outro elemento chave que diferencia o trabalho de Bartlett é o investimento em pesquisa antes das entrevistas.

Os episódios costumam reunir informações sobre diferentes momentos da trajetória dos convidados, permitindo conversas aprofundadas sobre carreira, decisões, desafios e aprendizados.

Entre os nomes de maior destaque que já participaram do podcast estão Michelle Obama, Trevor Noah, Neil deGrasse Tyson, Mo Farah e will.i.am.

Bartlett também compartilha uma filosofia de desenvolvimento pessoal e profissional que chama de “5 Pilares do Sucesso”: Conhecimento, Habilidades, Rede de contatos, Recursos e Reputação.

Segundo ele, o conhecimento gera habilidades, que criam valor e ampliam oportunidades, fortalecendo relacionamentos, recursos e reputação ao longo do tempo.

A ideia se tornou uma das bases de sua atuação como empreendedor e criador de conteúdo, ressaltando a importância do aprendizado contínuo na construção de uma carreira de sucesso duradoura.

Thelminha faz alerta sobre aumento de casos de sarampo e reforça vacinação em São Paulo

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Foto: reprodução/Agência SP

Médica e apresentadora reforça campanha de vacinação em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo após 13 casos confirmados no estado neste ano.

A médica e apresentadora Thelma Assis publicou, em suas redes sociais, um vídeo alertando seguidores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo sobre o aumento na circulação do vírus do sarampo nos três municípios. Na gravação, ela reforça o chamado do Ministério da Saúde para ampliar a vacinação da população entre 6 meses e 59 anos de idade.

“O sarampo tinha sido eliminado em 2024, mas infelizmente ele voltou”, afirmou Thelma, que é formada em medicina pela PUC de Sorocaba e atua como anestesiologista. Ela explicou que a exceção à convocação vale para gestantes, pessoas imunossuprimidas e quem já teve reação alérgica à vacina em aplicações anteriores, casos em que a orientação é buscar avaliação médica antes de se vacinar.

O Brasil recebeu, em novembro de 2024, o certificado de eliminação do sarampo emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde, o que significa que não há mais circulação endêmica do vírus dentro do país. Segundo o Ministério da Saúde, os casos registrados desde então têm origem majoritariamente importada, associados a viagens internacionais. O órgão já havia emitido alerta sobre o risco de reintrodução do vírus em razão do fluxo intenso de viajantes durante a Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, países que enfrentam surtos ativos da doença.

O estado de São Paulo somava, até julho, 13 casos confirmados de sarampo neste ano, registrados em bebês de até 1 ano de idade e em adultos entre 20 e 50 anos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Diante do cenário, a pasta recomenda a chamada dose zero da vacina tríplice viral para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, disponível desde o fim de junho.

Como funciona o esquema de vacinação

De acordo com o Programa Municipal de Imunizações da Coordenadoria de Vigilância em Saúde de São Paulo, o esquema vacinal contra o sarampo segue faixas etárias específicas. Crianças entre 6 e 11 meses recebem dose única, a chamada dose zero. Da faixa de 12 meses a 29 anos, o esquema exige duas doses. Adultos entre 30 e 59 anos precisam de uma dose para serem considerados imunizados. Trabalhadores da saúde, independentemente da idade, devem tomar duas doses.

A vacina utilizada é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, aplicada de rotina aos 12 meses de idade, com reforço aos 15 meses pela vacina tetraviral, que inclui proteção contra a varicela.

A imunização está disponível aos sábados nas Assistências Médicas Ambulatoriais e Unidades Básicas de Saúde Integradas, das 7h às 19h. Durante a semana, o atendimento ocorre nas 482 UBS da capital paulista, no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na plataforma Busca Saúde, disponibilizada pela Prefeitura de São Paulo.

Requisitada: Zendaya vive o maior ano da carreira e lidera as bilheterias de Hollywood

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Foto: Divulgação/Warner / Pipoca Moderna

Com cinco produções em cartaz ou lançadas neste ano, Zendaya se tornou a atriz com maior arrecadação de bilheteria mundial em 2026, segundo a Forbes.

Zendaya se tornou, em 2026, a atriz com a maior arrecadação de bilheteria do ano no cinema mundial. Os filmes protagonizados por ela somam cerca de 1,94 bilhão de dólares em receita global até o início de agosto, segundo levantamento da revista Forbes. O resultado coloca a atriz de 29 anos à frente de qualquer outro nome do elenco feminino de Hollywood na temporada e a aproxima do recorde estabelecido por Brie Larson em 2019, quando os filmes da atriz somaram 3,98 bilhões de dólares em um único ano.

A soma reflete uma agenda incomum mesmo para os padrões de uma estrela de Hollywood. Somente em 2026, Zendaya está presente em quatro grandes produções de cinema e retomou o papel que a consagrou na televisão. A atriz também recebeu, em julho, sua terceira indicação ao Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática pela atuação em Euphoria, o que pode torná-la a mais jovem tricampeã da categoria na história da premiação, caso vença em setembro.

Zendaya Maree Stoermer Coleman nasceu em Oakland, na Califórnia, e iniciou a carreira como modelo infantil antes de estrear na TV como Rocky Blue, na série da Disney Channel “Shake It Up”, exibida entre 2010 e 2013. A transição para o cinema veio em 2017, com a estreia como MJ na franquia “Homem-Aranha” e com o musical “O Rei do Show”. A mudança definitiva de imagem aconteceu em 2019, quando assumiu o papel de Rue Bennett em “Euphoria”, da HBO, personagem que lhe rendeu dois Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática, em 2020 e 2022. Na segunda vitória, Zendaya se tornou a primeira mulher negra a vencer o prêmio duas vezes na categoria, além de ser a mais jovem bicampeã da história do Emmy.

A partir de “Euphoria”, a atriz consolidou presença em franquias de peso, com destaque para “Duna” (2021) e “Duna: Parte Dois” (2024), ao lado de Timothée Chalamet, e para o drama esportivo “Challengers” (2024). O acúmulo de papéis de protagonista em produções de grande orçamento chega ao ápice em 2026, ano batizado por veículos internacionais como “o ano de Zendaya”.

Em cartaz nos cinemas

Zendaya está simultaneamente em dois dos maiores lançamentos do ano nas salas de cinema. “A Odisseia”, de Christopher Nolan, estreou em 17 de julho e já ultrapassou 900 milhões de dólares em bilheteria mundial. Na produção, a atriz interpreta a deusa grega Atena, ao lado de Matt Damon, Tom Holland e Anne Hathaway. Já “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, com direção de Destin Daniel Cretton, chegou aos cinemas em 31 de julho e registrou a maior pré-venda da história de Hollywood, superando a marca anterior de “Vingadores: Ultimato”. No longa, Zendaya retoma o papel de MJ ao lado de Tom Holland.

Lançamentos anteriores neste ano

Antes dos dois épicos de verão, Zendaya já havia estreado em cartaz “O Drama”, comédia dramática da A24 ao lado de Robert Pattinson, lançada em 3 de abril e disponível em streaming pela HBO Max desde 31 de julho. No filme, a atriz interpreta uma editora que revê o relacionamento com o noivo durante a semana do próprio casamento. Uma semana depois, em 12 de abril, estreou a terceira e última temporada de “Euphoria”, encerrando a trajetória da personagem Rue Bennett após sete anos de série.

O que ainda vem por aí

Zendaya fecha o ano com “Duna: Parte Três”, conclusão da trilogia dirigida por Denis Villeneuve, com estreia prevista para 18 de dezembro. A atriz retoma o papel de Chani em uma trama baseada no livro “Duna Messias”, de Frank Herbert, que acompanha os desdobramentos do poder político de Paul Atreides.

Diante da sequência de estreias, Zendaya já sinalizou que pretende se afastar dos holofotes. Em entrevista ao programa Big Ticket, do site Fandango, a atriz declarou que vai “desaparecer por um tempo” após o fim da temporada de lançamentos. A pausa não deve significar o fim da carreira nos cinemas: a atriz já está confirmada no elenco de “Shrek 5”, com estreia marcada para 2027.

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