Home Blog Page 10

Converse retira campanha após imagem ser comparada a capuz do KKK e cena de enforcamento

0
A Converse retirou campanha do ar e pediu desculpas/Foto: Reprodução/Redes sociais

A Converse retirou uma imagem de divulgação do Chuck 70 X após a campanha provocar forte repercussão nas redes sociais. Usuários associaram a composição visual da peça ao capuz branco da Ku Klux Klan (KKK) e a imagens históricas de linchamentos e enforcamentos de pessoas negras nos Estados Unidos.

Na fotografia, uma figura vestida de branco aparece carregando um par de tênis. O formato do tecido, o enquadramento e a posição dos calçados fizeram com que parte do público identificasse referências visuais à violência racial. A associação, porém, partiu dos usuários: não há evidências públicas de que a Converse tenha criado a imagem com a intenção de fazer referência ao KKK ou a linchamentos.

A discussão também foi ampliada porque internautas recuperaram outra imagem de uma campanha recente da Converse com a marca dinamarquesa Palmes. Nela, uma pessoa aparece sobre uma escada segurando tênis junto a uma árvore, e usuários passaram a interpretar a composição como uma referência semelhante.

O Ku Klux Klan é um movimento supremacista branco criado nos Estados Unidos após a Guerra Civil. Ao longo de sua história, o grupo esteve associado à intimidação, à perseguição e à violência contra pessoas negras, especialmente durante o período da Reconstrução. O capuz branco e pontudo se tornou um dos símbolos mais reconhecidos do grupo.

A associação com linchamentos também tem um peso histórico. Milhares de pessoas negras foram vítimas de linchamentos nos Estados Unidos entre o final do século 19 e o século 20. Esses episódios fazem parte de uma história de violência racial que continua influenciando a maneira como determinadas imagens e símbolos são percebidos pela população negra.

Diante da repercussão, a Converse pediu desculpas e reconheceu que a imagem provocou uma reação “profundamente perturbadora”. A empresa afirmou que “errou” e informou que trabalhava para retirar a peça dos canais em que havia sido publicada.

O episódio reacende uma discussão sobre os limites da linguagem visual na publicidade e sobre a responsabilidade das marcas na avaliação de suas campanhas. Mesmo quando uma referência não é declarada como intencional, o contexto histórico pode mudar completamente a forma como uma imagem é recebida, especialmente quando envolve símbolos relacionados à supremacia branca e à violência contra pessoas negras.

Taís Araujo aparece caracterizada como rainha em “A Nobreza do Amor”; veja a primeira imagem

0
(📸: Globo/Estevam Avellar)

Globo divulgou nesta quinta a primeira foto da atriz como Menemi, soberana do Reino de Zinga, personagem anunciada em julho e que agora ganha rosto, figurino e coroa

O papel já era conhecido. O visual, não. A Globo revelou a primeira imagem de Taís Araujo caracterizada como Menemi, rainha do Reino de Zinga, em “A Nobreza do Amor”, e a foto mostra a atriz na composição completa da personagem: figurino, adereços e a presença de quem governa.

A participação especial foi anunciada em julho, mas até agora o público não tinha visto como a soberana chegaria à tela. A imagem responde a essa espera e dá a medida do lugar que Menemi ocupa na trama: uma líder admirada pelo próprio povo, reconhecida pela forma como governa e pelo senso de justiça que orienta suas decisões.

Na história, a rainha entra em um momento decisivo. Menemi soma forças com Alika (Duda Santos) na disputa pelo trono de Batanga, tomado por Jendal (Lázaro Ramos), e coloca o poder e a influência de seu reino a serviço da resistência. Estrategista e corajosa, não recua diante dos abusos do vilão, vivido pelo marido da atriz na vida real.

Quando o convite veio a público, Taís contou que já acompanhava a novela como espectadora e que precisou encaixar as gravações na agenda da peça que protagoniza. Sobre o antagonista, brincou que ama o personagem de Lázaro.

No ar desde março, “A Nobreza do Amor” ocupa o horário das seis da Globo com uma trama ambientada no reino fictício de Batanga, na costa oeste africana, e um elenco de maioria negra que reúne Duda Santos, Lázaro Ramos, Erika Januza, Zezé Motta e Bukassa Kabengele. A imagem de Taís Araujo coroada se soma a uma galeria que a novela vem construindo desde o primeiro capítulo: realeza negra em horário nobre popular.

Qual o lugar do negro na República dos Brancos?

0
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Por: Ricardo Correa

A resposta é simples. Mas antes de emoldurá-la escreverei um pouco sobre o óbvio. A propósito, tudo é repetitivo neste país. Mudam-se os personagens e os contextos, contudo a essência permanece: disputas pelos privilégios.

Quem acompanha a política nacional tem sido bombardeado de notícias sobre corrupção. Milhões. Bilhões. As cifras absurdas, noticiadas como fruto de relações promíscuas de agentes públicos com instituições privadas, não cessam. 

Os casos são tão volumosos que a nossa percepção sobre valores monetários perdeu o sentido. Não faz tanto tempo assim que trabalhadores, numa conversa descontraída, até falavam: “se eu tivesse um milhão, estava rico”. Hoje nem faz sentido esse comentário. 

Dependendo da região da cidade, seria o preço de algum apartamento. Um milhão de reais, no contexto da corrupção, é dinheiro de cafezinho. 

O jornalismo empenhado em lançar luz sobre os escândalos inunda os meios de comunicação capturando a atenção do público. O barulho é intenso a cada branco enroscado nessa teia de disputa por poder; o padrão se repete: branco A, branco B, branco C… e brancos.

Na disputa entre esses sujeitos, o status da população negra permanece. As dores e as lutas cotidianas, resultantes de um racismo entranhado no tecido social, não repousam. Distantes das canetas nos espaços de decisão, o negro segue em frente observando criticamente como a disputa de poder sobrepõe o sentido de construção e realização plena do que deveria ser a democracia. 

O psiquiatra Frantz Fanon estava correto quando disse que os ricos não são homens respeitáveis, e que o seu único esforço é a organização do roubo para o acúmulo das suas riquezas. 

Por fim, o lugar que resta aos negros nesta República dos Brancos é: SOBREVIVER.

Um dos melhores padeiros do Brasil, Jhonatan Kaique agora comanda pizzaria em Osasco

0
Jhonatan Kaique inaugura nesta sexta sua nova pizzaria/Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

Com apenas 27 anos, Jhonatan Kaique de Oliveira Ramos já está à frente de seu próprio negócio gastronômico. Ele já havia deixado sua marca como padeiro especialista em pães rústicos de fermentação natural e viennoiseries Agora, ele conta com mais uma especialidade: fazer pizzas. Jhonatan agora comenda a Napoli Lab Pizzaria, um delivery de pizzas napolitanas e calzones, que inaugura nesta sexta-feira (18).

Jhonatan começou a trabalhar muito cedo, com 14 anos já precisou iniciar a vida profissional, após o falecimento da mãe. Seu irmão, que já era padeiro, o ajudou a entrar na área e a aprender mais sobre panificação. Foi um amigo, porém, que lhe abriu portas para o mercado. 

“Me desenvolvi na área e passei a trabalhar com nomes de referência no ramo da panificação. como o chef Rodolfo Nunes, eleito o melhor padeiro do Brasil”, diz Jhonatan ao Mundo Negro e Guia Black Chefs. “Tudo o que aprendi foi graças a ele. Agora, estou abrindo uma pizzaria, que eu também aprendi a fazer nessa trajetória, com meus amigos João e Antônio”. 

A carreira de Jhonatan, mesmo que marcada desde cedo pelo esforço redobrado, foi ganhando notoriedade. Ele foi reconhecido como um dos melhores padeiros do país pela Revista Panificação Brasileira em 2022. Ele também ganhou muito do seu público por meio das redes sociais, ao compartilhar bastidores de seu trabalho na padaria.

Para o profissional, sua trajetória e identidade estão conectadas à profissão: “Sempre tive oportunidades na área por meu trabalho ser diferenciado. Fui inserido no ramo muito jovem e isso me tirou das ruas, trazendo oportunidades e esperanças de crescer cada vez mais”. 

A Pizzaria Napolitana inaugura nesta sexta-feira (18) na região de Santo Antônio, em Osasco, na grande São Paulo. O atendimento é exclusivamente por delivery, com o aplicativo do IFood ou WhatsApp, de segunda a domingo, das 18h às 23h.

Jhonatan quer seguir a mesma premissa que o levou a ser um padeiro renomado: servir produtos de qualidade a um preço acessível.

“Já está acontecendo”: Colman Domingo revela avanço no roteiro do live-action de “A Princesa e o Sapo” 

0
Colman Domingo fala sobre live-action de A Princesa e o Sapo
Foto: Divulgação/ Reprodução/ NYF

O live-action inspirado em “A Princesa e o Sapo” ganhou uma nova atualização. Colman Domingo, que escreve o roteiro ao lado de Robert O’Hara, confirmou que o projeto da Disney está em andamento e falou sobre o processo de desenvolvimento da história, que terá Tiana como protagonista.

A declaração foi feita durante o Emmy 2026, em entrevista ao Entertainment Tonight. Questionado sobre o status do longa, Domingo foi direto: “Não há mais conversas. Mas está acontecendo.”

O projeto foi anunciado em julho e não será uma refilmagem direta da animação de 2009. A proposta é desenvolver uma nova história ambientada no universo de Tiana, mantendo a personagem no centro da narrativa. O roteiro é assinado por Domingo e Robert O’Hara e ainda está em estágio inicial de desenvolvimento.

Anika Noni Rose pode interpretar Tiana?

Apesar de a escalação ainda não ter começado oficialmente, o nome de Anika Noni Rose surgiu durante a conversa com Domingo. A atriz foi responsável pela voz original de Tiana na animação de 2009.

Segundo o roteirista, fãs têm enviado sugestões de elenco pelas redes sociais. Quando questionado sobre a possibilidade de Anika retornar ao papel, ele respondeu que seria algo positivo, mas ressaltou que o projeto ainda não chegou à etapa de escalação.

Uma nova história para Tiana

A produção também pretende preservar elementos centrais da identidade da personagem e do universo apresentado na animação. Domingo destacou a importância de alcançar o que considera o “cerne” da obra e mencionou a relação com Nova Orleans e a representação de uma família negra complexa como aspectos importantes para o desenvolvimento da nova narrativa.

Na animação de 2009, Tiana é uma jovem que trabalha como garçonete enquanto busca realizar o sonho de abrir seu próprio restaurante em Nova Orleans. A personagem se tornou a primeira princesa negra da Disney e foi dublada por Anika Noni Rose.

O novo longa, porém, não tem previsão de estreia divulgada. A Disney também ainda não anunciou oficialmente o elenco ou outros detalhes de produção.

Enquanto o projeto avança, “A Princesa e o Sapo” (2009) e a série “Tiana” permanecem disponíveis no Disney+.

Ludmilla encerra “Fragmentos” com première nos cinemas

0
Foto: divulgação

Ludmilla encerra o ciclo de “Fragmentos” com première exclusiva para fãs nos cinemas de SP e RJ, em parceria com Vivo e Apple Music.

Ludmilla encerra o ciclo de “Fragmentos” com uma première exclusiva para fãs nos cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro, em parceria com Vivo e Apple Music, e dá início à era “Fervo da Lud”, projeto que chega com novas músicas, uma nova gravadora e uma plataforma de experiências criada para movimentar o verão brasileiro até o Carnaval.

Nas sessões especiais de “Fragmentos – A Experiência, Ao Vivo”, realizadas em unidades da Cinemark, o público convidado assiste ao registro audiovisual do espetáculo e conhece, em primeira mão, o álbum completo antes da estreia na plataforma de streaming. As sessões acontecem nos cinemas dos shoppings Eldorado e Pátio Paulista, em São Paulo, e Downtown, no Rio de Janeiro, com pipoca e bebida incluídas na experiência.

O acesso é destinado a clientes Vivo que contratarem e ativarem o Apple Music pelo App Vivo. Quem já possui o serviço contratado pela operadora também pode participar, desde que com a assinatura ativa. O resgate de um par de ingressos é feito pelo Vivo Valoriza, no App Vivo, enquanto durar a disponibilidade.

Gravado no Qualistage, no Rio de Janeiro, “Fragmentos” reúne música, narrativa e performance para revisitar diferentes momentos da trajetória de Ludmilla, revelando camadas que construíram sua identidade artística. A première transforma o encerramento desse capítulo em celebração ao lado dos fãs que acompanharam a caminhada da cantora, reunindo artista e público em torno de uma fase que ampliou sua presença no cenário nacional.

Encerrado esse ciclo, Ludmilla abre um novo capítulo com o “Fervo da Lud”. O projeto nasce com o lançamento de um EP inédito e se transforma em uma plataforma de verão, com ações e experiências que seguem até o Carnaval, culminando nos blocos do Fervo da Lud já confirmados no Rio de Janeiro e em Salvador. O EP também marca o primeiro lançamento da cantora pela Sony Music, sua nova parceria musical.

Com isso, Ludmilla transforma a passagem de uma era para outra em parte da própria narrativa artística: “Fragmentos” encerra um ciclo de celebração e memória, enquanto “Fervo da Lud” inaugura um período de movimento e expansão.

Nova exposição no CCSP reúne saberes de mestres, encantados e orixás em diálogo com acervo de Mário de Andrade

0
A exposição estreia em 25 de setembro no CCSP/Foto: Reprodução

Mostra “Mestres, Encantados e Orixás” propõe uma releitura de registros da Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938 a partir da participação de mestres e mestras tradições populares e comunidades tradicionais

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) recebe, a partir de 25 de setembro, a exposição “Mestres, Encantados e Orixás”, que propõe um encontro entre registros históricos da cultura popular brasileira e os saberes de mestres e mestras de tradições populares e comunidades tradicionais. A mostra segue em cartaz até 25 de outubro, com entrada gratuita.

A exposição parte do acervo produzido pela Missão de Pesquisas Folclóricas de 1938, iniciativa vinculada ao escritor e então diretor do Departamento de Cultura de São Paulo, Mário de Andrade. A missão percorreu diferentes regiões do país registrando manifestações musicais, religiosas e culturais brasileiras.

Na nova exposição, esses registros são colocados em diálogo com conhecimentos e perspectivas de representantes de comunidades tradicionais. Participam do projeto Elaine Rodrigues Júlio, Edilaine Gonçalves F. Toledo, Ivone Pankararu, Maria Lídia Pankararu, Alcides de Lima, Tião Carvalho, Pai Toninho de Oxum e Vagner Gonçalves da Silva.

A proposta também desloca o olhar sobre a preservação do patrimônio cultural: em vez de tratar as comunidades apenas como objeto de registro, o projeto busca colocá-las como protagonistas dos processos de salvaguarda de seus próprios patrimônios, memórias e saberes.

Além da exposição, a programação inclui oficinas conduzidas pelos participantes e o seminário “Saberes Tradicionais na Missão de Pesquisas Folclóricas”, ampliando o debate sobre memória, cultura e os modos de transmissão dos conhecimentos tradicionais.

A abertura acontece em 25 de setembro, às 18h30, na Praça das Bibliotecas do CCSP. A visitação será de terça a domingo, das 10h às 20h.

Serviço

Exposição: Mestres, Encantados e Orixás
Período: 25 de setembro a 25 de outubro de 2026
Abertura: 25 de setembro, às 18h30
Horário: terça a domingo, das 10h às 20h
Local: Praça das Bibliotecas – Centro Cultural São Paulo
Endereço: Rua Vergueiro, 1000, Liberdade, São Paulo
Entrada: gratuita

A cultura dos paredões: quando o território constrói sua própria mídia

0
Foto: Divulgação/Ascom

Por Letícia Sotero

No Brasil, ir para o paredão pode significar coisas muito diferentes. Para quem acompanha reality shows, estar no paredão significa correr o risco de ser eliminado. Na Bahia, dependendo do contexto, ir para o paredão pode significar exatamente o contrário: estar dentro, participar, encontrar gente, ouvir música e fazer parte de uma experiência cultural que já possui seus próprios códigos. É desse lugar que gosto de observar a cultura, entendendo o que as pessoas já estão fazendo antes que o mercado transforme aquilo em tendência, e o paredão é um bom exemplo.

Mais do que um equipamento de som, ele funciona como uma infraestrutura cultural criada a partir do próprio território. Em diferentes regiões do Brasil, sistemas de som se tornaram parte da forma como comunidades produzem entretenimento, circulação musical e encontro. No Norte, a tradição das aparelhagens e movimentos como o Rock Doido ajudaram a consolidar uma cultura de grandes sistemas de som. Na Bahia, os paredões ganharam força em periferias, vaquejadas, festas, eventos populares e encontros que foram criando seus próprios circuitos.

Em Salvador, durante os anos 2000, era comum que a festa continuasse depois da festa. Carros com porta-malas abertos e sistemas de som potentes ocupavam as saídas de eventos e festivais, prolongando a experiência para além do espaço oficial. A partir daí, o paredão deixou de ser apenas som e passou a disputar potência, qualidade, iluminação, cenografia, estética e, principalmente, reputação. Alguns sistemas construíram marcas próprias, comunidades nas redes sociais, eventos e negócios de locação, e o equipamento virou ativo cultural.

E é justamente aqui que surge uma pergunta importante para o mercado: se existe uma comunidade, existe atenção. Se existe atenção, existe mídia. O paredão tem público, frequência, linguagem, repertório, circulação e capacidade de mobilização. Só que essa mídia não está necessariamente em uma plataforma tradicional, ela está no território. Enquanto o planejamento de mídia procura ambientes considerados seguros, mensuráveis e reconhecidos pelo mercado, uma série de estruturas culturais continua acontecendo fora desse mapa. Parte dessa invisibilidade também passa pelo modo como determinados territórios e estéticas são percebidos. Paredões são frequentemente associados a barulho, desordem, marginalidade ou entretenimento de baixa qualidade.

Existem, claro, conflitos reais envolvendo ocupação do espaço público, segurança e poluição sonora que precisam ser regulados, mas quando a única lente utilizada é a fiscalização, todo o ecossistema cultural e econômico que existe em torno daquela manifestação desaparece. E esse ecossistema é grande: há artistas, DJs, operadores de som, produtores, técnicos, iluminadores, montadores, fotógrafos, videomakers, designers e criadores de conteúdo trabalhando a partir desse circuito. Existem também artistas cuja produção encontra no paredão um espaço importante de circulação. Nomes como Malafaia na Voz e Rei dos Faixas mostram como existem repertórios e carreiras construídos para dialogar diretamente com esse público.

O paredão, portanto, não é apenas onde uma música toca. Em muitos casos, é parte do lugar onde essa música encontra público, ganha circulação e gera renda. Para as marcas, isso muda a pergunta: não é apenas “onde podemos colocar nossa logo?”. É como podemos participar de uma cultura que já tem público, linguagem e relevância?

Uma marca pode apoiar um artista, financiar uma produção, criar uma experiência ou entrar em um circuito cultural de forma coerente. Não precisa criar o território para participar dele, precisa primeiro aprender a reconhecê-lo. É esse o ponto do mapeamento cultural: mapear não é criar relevância para uma manifestação, é reconhecer a relevância que já existe. O mercado ainda procura muito por aquilo que está prestes a virar tendência, e talvez uma parte da oportunidade esteja justamente em olhar para aquilo que já movimenta pessoas, dinheiro, identidade e cultura, mas ainda não foi reconhecido pelos mapas tradicionais.

Na Bahia, estar no paredão não significa necessariamente ser eliminado. Pode significar estar exatamente onde a cultura está acontecendo.

Eliana visita Taís Araújo no ‘Em Família com Eliana’ no próximo domingo

0
Eliana visita Taís Araújo na casa de seu tio Silvinho/Foto: Divulgação

No próximo domingo (20), o programa Em Família com Eliana promove um encontro entre Eliana e Taís Araújo no Rio de Janeiro. A apresentadora visita a atriz na casa de Silvinho, tio de Taís e figura conhecida por seus seguidores nas redes sociais. O encontro aborda os 30 anos de carreira da atriz e sua nova personagem, a rainha Menemi, de A Nobreza do Amor.

Durante a visita, Taís compartilha com Eliana histórias da relação com o tio, que a acompanha desde a infância. A conversa também dá espaço para momentos de descontração com a família, incluindo uma roda de samba com Xande de Pilares, amigo de longa data de Silvinho, cantando “Tá Escrito”.

O encontro ainda conta com a participação de Lázaro Ramos, marido de Taís, e dos atores Duda Santos e Paulo Lessa, colegas de elenco da atriz. Eles relembram histórias vividas ao lado de Taís e falam sobre sua trajetória e a influência que exerce sobre artistas de novas gerações.

No estúdio, Eliana recebe a cantora Priscilla e a dupla Guilherme & Benuto. Priscilla apresenta “Nosso Lugar”, faixa de Eco, seu novo projeto, e conversa sobre sua trajetória na música. Já Guilherme & Benuto relembram momentos da carreira e cantam “Eu Duvido” e “Três Batidas”.

Outro destaque do programa é a história de Gabriel Lucas, jovem de Matipó, em Minas Gerais, que concilia a faculdade de odontologia com o trabalho como vendedor para custear os estudos. Apaixonado por música, ele também busca espaço para desenvolver o sonho de seguir carreira artística.

Gabriel chega ao programa acompanhado da mãe, Dona Divina, uma de suas principais incentivadoras. No palco, ele fala sobre a rotina entre faculdade, trabalho e música e apresenta uma versão de “Um Mundo Ideal”, da trilha sonora de Aladdin.

O jovem, porém, não sabe que a apresentação faz parte de uma surpresa preparada pelo programa. Priscilla e Benuto participam do momento, enquanto Benuto acompanha Gabriel ao violino.

UOL e Mundo Negro anunciam parceria para conteúdos

0
Foto: reprodução

Acordo entre as duas empresas prevê integração entre site, redes sociais e coprodução de eventos voltados à população negra brasileira.

O UOL e o Mundo Negro anunciam nesta semana uma parceria de negócios que passa a integrar as operações digitais das duas empresas, com ações conjuntas em conteúdo, redes sociais e eventos coproduzidos. O acordo une o maior portal de notícias do Brasil ao primeiro veículo nativo digital dedicado à população negra do país, fundado em 2001 e consolidado ao longo de 25 anos como referência para grandes marcas, veículos de imprensa e instituições que discutem representatividade racial.

“Mundo Negro e UOL são projetos que nasceram antes das redes sociais e continuam extremamente relevantes e de muita credibilidade. Considerando que a comunidade negra representa mais de 55% da população brasileira, essa parceria vai nos ajudar a alcançar ainda mais pessoas”, afirma a jornalista Silvia Nascimento, fundadora e head de conteúdo do Mundo Negro.

Sob a direção de Silvia, o veículo consolidou projetos como a PowerList Mundo Negro, premiação anual dedicada a mulheres negras que já reuniu marcas como L’Oréal e TV Globo entre seus patrocinadores, além de coberturas próprias sobre cultura, economia e comportamento voltadas ao público negro brasileiro.

Para o UOL, reconhecido como o site de maior audiência da internet no país, a aproximação com o Mundo Negro reforça um movimento recente de expansão de parcerias estratégicas em diferentes frentes de conteúdo e publicidade. A empresa já havia ampliado sua atuação em mídia por meio de acordos com outros veículos e plataformas ao longo dos últimos anos, incluindo iniciativas ligadas a coberturas esportivas e ativações de marca em grandes eventos.

A expectativa é que a parceria entre as duas empresas se traduza em produção de conteúdo compartilhado, presença cruzada nas redes sociais de ambos os veículos e a realização de eventos conjuntos, ampliando o alcance de pautas voltadas à comunidade negra para a base de audiência do UOL.

error: Content is protected !!