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	<title>Camilla Prado, Autor em Mundo Negro</title>
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	<description>Uma mídia negra diferente!</description>
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		<title>Você tem coragem de se permitir ao AMOR?</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/voce-tem-coragem-de-se-permitir-ao-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camilla Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2024 13:29:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma certa vez escrevi um artigo no <strong>Mundo Negro</strong> sobre a &#8220;busca pelo afeto em tempos de relações rasas”. Era um momento de muitas conversas com amigos e conhecidos, de diferentes gêneros e universos sociais distintos &#8211; entre o trabalho, o almoço e a mesa do bar &#8211; todos tinham o mesmo repertório da resenha: como está difícil se relacionar depois da pandemia. E assim, resolvi escrever um texto para conversar com mais pessoas, porque para mim, as palavras escritas são pontes de longas conversas, daquelas que a gente faz um café e deixa seguir pela tarde toda. </p>



<p>Eu estava estudando profundamente a forma das relações e como nós, pessoas negras, nos relacionamos com o amor sentido e recebido. E uma das análises mais dolorosas foi constatar que muitos de nós desconhecia o sentimento de amor. Quando li “O Espírito da Intimidade”, escrito por <strong>Sobonfu Somé</strong>, fui atravessada de maneira tão profunda que foi preciso rever a forma como tinha encarado e vivenciado as minhas relações até então. </p>



<p>Saí de Sobonfu e fui para <strong>bell hooks</strong> me debruçar em “tudo sobre o amor”. De fato, não deu bom! A terapia virou um <em>SOS</em> e eu tinha uma outra compreensão sobre o amor, muito equivocada. Acho que a maioria das pessoas que leem esses dois livros chegam nessa conclusão. Resolvi pausar, (como descobri em relatos de outras pessoas) e repreender o que eu entendia como amor e a maneira como enxergava as relações e como me relacionava. Decidi que não me relacionaria até o momento que me sentisse pronta. Entrei naquelas de “se preparar para o amor que vai chegar&#8221; (um dia, sabe-se lá quando). Nessa altura eu já tinha muitas conversas com Oxum, detalhando o que eu esperava, o que estava dentro dos meus limites e o que estava disposta a encarar (sim, quase uma luta interna). E sim, fugia completamente do amor romântico que a Disney me ensinou, junto da descoberta que eu não poderia ser princesa porque não tinham princesas negras, eu tinha uma certa dificuldade mesmo de encaixe nessas narrativas. Longe de qualquer perfeição. Foram longas conversas com Oxum sobre o desejo de amar e ser amada. Como filha de Oyá, a ventania estava aqui, mas é sobre o tempo das coisas. E o tempo, tem seu tempo também. </p>



<p>E não é que comecei a vivenciar a colagem de alguns corações partidos à minha volta?! Inclusive o meu! Sofri o que pode ser chamado de arrebatamento luminoso, muito bem traduzido por <strong>Sobonfu Somé</strong> como “uma canção do espírito que convida duas pessoas a compartilharem seu espírito… uma canção que ninguém pode resistir. Simplesmente não conseguimos ignorá-la”. Gosto de apelidar esse momento carinhosamente como um acontecimento bonito. E é desesperador. Que sentimento mais conflitante rezar para encontrar um amor e quando ele chega desperta tanto medo a ponto de ser assustador. Eu me preparei, eu queria conhecer o amor, mas o medo de confiar e me entregar parecia muito maior. E sabe qual é o nome disso? Vulnerabilidade. </p>



<p>Para se entregar, você precisa ter coragem. Coragem vem do latim coraticum, e tem como um dos significados a palavra coração. Que coisa, não?<strong> bell hooks</strong> cita que fomos ensinados a pensar no amor como um sentimento e não como uma ação, confundimos a catexia com o amor: “quando nos sentimos profundamente atraídos por alguém, dedicamos energia mental e emocional à pessoa, isto é, investimos de sentimentos e emoções, esse processo de investimento em que a pessoa amada se torna importante para nós é chamado de catexia”. Procuramos uma garantia no amor, a certeza da permanência. Não queremos correr riscos, não queremos mostrar fragilidade. Como vou me expor de tal maneira, sem uma dose sequer de mistério? E onde entra a admiração? Buscamos por um lugar de conforto, de maneira que esse sentimento (ilusório) nos faça sentir mais seguros em permanecer, tirando de nós a responsabilidade da escolha em ficar. Mas o amor é responsabilidade, é comprometimento, é cuidado, é respeito. E quem diz que não dá trabalho, está mentindo! </p>



<p>Podemos concordar que AMAR É UM ATO DE CORAGEM?&nbsp;</p>



<p>Que realmente é preciso uma grande dose de coragem para entregar o seu coração a um outro alguém? Permitir ser conhecido de verdade, em sua total completude e imperfeição. Difícil, né? Mas, tenho sentido algo que te compartilho em segredo, a admiração se torna grandiosa vista por essa lente, ao perceber que a outra pessoa está tão disposta quanto você em ser de verdade, em estar vulnerável e de te conhecer profundamente, permitindo que também a conheça. Um dos ensinamentos de <strong>Sobonfu  Somé </strong>nos diz que “em um relacionamento existe uma tendência natural de os espíritos de ambas as pessoas se unirem. Quando dois espíritos conseguem, de fato, comungar profundamente, sem interferência da mente, as pessoas formam uma ligação muito forte, sincera e amorosa”. É menos sobre ego e mais sobre entrega. </p>



<p>Sou a rainha dos rituais, os considero uma das nossas tecnologias ancestrais mais poderosas. Eles ajudam a me manter no prumo do discernimento quando vem um descompasso. E um deles é, lembrando que tenho uma relação profunda com a escrita e que acredito realmente que tem coisas que só saem da gente por escrito (créditos ao avô de <strong>Cris Lisbôa</strong> que a ensinou essa sabedoria e ela compartilha em suas aulas de escrita), revisito meus caderninhos e leio as razões que me levaram a escolher viver o amor e os porquês dessa escolha ousada e corajosa. Isso me faz recordar do quanto eu ansiava (e anseio) a cura. A cura do medo de amar e ser amada. A cura ancestral da partida daqueles que amamos. A cura da exigência em ser 300% em perfeição como condição para ser admirada e amada. </p>



<p>O amor é o que o amor faz.&nbsp;</p>
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		<title>4ª edição do estudo &#8220;Cadê Nossa Boneca?&#8221; comemora com resultados significativos, porém, ainda é pouco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Camilla Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Dec 2023 18:54:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Levantamento revela que bonecas negras representam 13,6% das fabricadas no pa&#237;s em 2023&#160; O estudo bienal &#8220;Cad&#234; Nossa Boneca?&#8221; est&#225; em sua 4&#170; edi&#231;&#227;o e revela que a fabrica&#231;&#227;o de bonecas negras no pa&#237;s representam 13,6%, um aumento de 217% de crescimento no n&#250;mero de modelos disponibilizados para compra no mercado em rela&#231;&#227;o a 2020. [&#8230;]</p>
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<p><em>Levantamento revela que bonecas negras representam 13,6% das fabricadas no país em 2023 </em></p>



<p>O estudo bienal &#8220;Cadê Nossa Boneca?&#8221; está em sua 4ª edição e revela que a fabricação de bonecas negras no país representam 13,6%, um aumento de 217% de crescimento no número de modelos disponibilizados para compra no mercado em relação a 2020. Embora o número seja expressivo, ainda está muito aquém do número de crianças negras no Brasil.</p>



<p><em>&#8220;Cadê Nossa Boneca?</em>&#8221; nasceu em 2016, quando a psicóloga e Consultora Associada da Avante, <strong>Ana Marcilio</strong>, entra em contato com a também psicóloga e estrategista, <strong>Mycra Alves</strong>, sobre seu incômodo em não encontrar bonecas pretas quando foi em busca de brinquedos para doação para um espaço no presídio. Todas as bonecas que ela havia comprado eram bonecas brancas e isso a despertou para uma sensação de questionamento &#8220;<em>como seria a reação da comunidade que seria atendida por aqueles brinquedos?</em>&#8220;, que era predominantemente negra. </p>



<p>Nesse momento, Ana entra em contato com Mycra para juntas fazerem algo a respeito, e por que não mobilizar as pessoas para produzir, vender, comprar e doar bonecas negras? Então, elas começaram a produzir conteúdos e mobilizar as redes sociais com a campanha “<a href="https://www.instagram.com/cadenossaboneca/">@<em>CadêNossaBoneca</em>?</a>”, que infelizmente só conseguiu investimento para essa primeira edição. Naquele ano, apenas 6% do total de bonecas fabricadas no país eram negras. Mesmo sem investimento, a campanha se transformou em um estudo bienal, e nas duas edições seguintes, realizadas em 2018 e 2020, esse percentual se apresentou quase sem alterações. Hoje, o número de bonecas negras disponíveis para compra no mercado online continua muito aquém do número de crianças negras no Brasil, dos 1.542 modelos de bonecas identificados nos 26 fabricantes associados, 13,6% são modelos de bonecas negras, diante de 86,4% de bonecas brancas. </p>



<p>O aumento na oferta, alavancado tanto por uma maior procura da população por bonecas pretas, como pelo próprio mercado, ao oferecer mais diversidade, o crescimento ainda deve ser considerado muito pouco ao considerar a enorme desproporção ainda existente na quantidade de modelos de bonecas brancas e de bonecas pretas em um país que, segundo o IBGE, cerca de 56% da população se autodeclara negra ou parda.</p>



<p>&#8220;<em>Comemorar, celebrar, significa dizer, também, perseverar e seguir nessa luta. 13% é uma conquista, mas é, ainda, muito pouco!</em>&#8220;, disse Ana Marcilio sobre o primeiro impacto significativo nos dados, oito anos depois da primeira edição do levantamento feito pela Campanha, a cada dois anos. A persistência mencionada por Ana Marcilio vem ancorada em estudos que mostram que o processo de autoidentificação, que acontece durante o processo do brincar, é fundamental para o desenvolvimento da autoestima das crianças. “<em>A partir daí, é pensar que ter bonecas pretas é necessário para alcançar as ideias de diversidade, de valorização do sujeito, de fortalecimento da autoestima, das inter-relações pessoais e sociais da criança</em>”, disse.</p>



<p>Fica então a observação e o questionamento: &#8220;<em>Será que, aliado ao aumento da oferta e consequentemente da compra, há uma mudança sutil e gradativa nos padrões de beleza sociais?</em>&#8220;. Empiricamente podemos dizer que sim, mas ainda não suficiente. Em outubro deste ano (2023), o Datafolha realizou uma pesquisa junto a homens e mulheres sobre considerar-se, ou não, pessoas atraentes. O resultado, entre as mulheres, mostra que 63% das que se autodeclaram brancas, sim, se consideram atraentes. Entre as pardas esse número cai para 60%; enquanto entre mulheres pretas chega a 58%.</p>



<p>O resultado da pesquisa traz pontos de evolução, mas também maiores e mais profundas reflexões. Uma delas diz respeito à classificação das bonecas por faixa de desenvolvimento. Foram encontradas bonecas tipo bebê, criança e, também, bonecas adultas. A distribuição por cor entre esses segmentos é diferenciada para bonecas pretas e brancas. Os modelos de bonecas pretas identificadas com a primeira infância, período de maior desenvolvimento da criança, e muito utilizadas pelas crianças maiores nas brincadeiras, são bem menores do que das bonecas brancas.&nbsp;</p>



<p>No processo de pesquisa e desenvolvimento deste artigo, conheci o projeto &#8220;Minhas Bonecas Negras&#8221; da jornalista e&nbsp; colecionadora de bonecas Barbie negras, Rafaele Breves. No perfil <a href="https://www.instagram.com/minhasbonecasnegras/">@MinhasBonecasNegras</a>, ela conta a história das diferentes edições da boneca Barbie assinadas por diferentes designers. Se refletirmos que a primeira Barbie negra foi criada em 1980, assinada pela designer Kitty Black Perkins, mas quando que essas bonecas apareceram nas prateleiras trazendo a representatividade de diversidade de tons de pele e cabelo?&nbsp;</p>



<p>&#8220;<em>Quando o modelo de beleza é centrado na branquitude é muito mais difícil a construção de uma autoestima positiva. Então, quando falamos sobre a importância da disponibilidade de bonecas pretas, estamos pensando na criança de hoje e de olho na mulher de amanhã</em>&#8220;. Sensibilizar a indústria de brinquedos brasileira para esta questão é um passo importante para mudar esse cenário e possibilitar que cada vez mais crianças negras possam ter contato com modelos que as representem e esse é um processo crucial para o desenvolvimento da autoestima, enfatiza Mycra Alves. Os 86% dos modelos brancos são uma evidência do quanto as representações sociais ainda refletem um ideal de branquitude, ao serem confrontados com os 13,06% de modelos de bonecas pretas.</p>



<p><em>Cadê Nossa Boneca?</em> traz um olhar bem especial a essa etapa da vida escolar ao promover sensibilização e fortalecimento da representatividade por meio de uma campanha de conscientização sobre a importância das bonecas pretas.&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>DiALAB Festival 2023: Evento gratuito focado no Audiovisual reúne produtores, diretores, roteiristas e players em Salvador até 15 de dezembro</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/dialab-festival-2023-evento-gratuito-focado-no-audiovisual-reune-produtores-diretores-roteiristas-e-players-em-salvador-ate-15-de-dezembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camilla Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Dec 2023 22:09:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Acontece até o dia 15 de dezembro, em Salvador, o DiALAB Festival, um evento da plataforma internacional dedicada ao desenvolvimento de carreiras, consultoria de projetos e mercado e networking para profissionais negros do audiovisual, que em 2023 completa 06 anos de atividades. Ao longo destes anos, a plataforma já recebeu mais de 600 projetos e selecionou mais de 60 roteiristas e produtores para participarem de laboratórios, o que impacta mais de 5000 mil pessoas.</p>
<p>Para essa edição é lançado o DiALAB Festival, com atividades contemplando workshops, conferências, mostra de filmes, painéis, pitch e shows, além dos programas de tutorias e assessoramento para projetos audiovisuais.</p>
<p><figure id="attachment_74094" aria-describedby="caption-attachment-74094" style="width: 605px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-74094" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/12/DiALAB_D01_001-300x200.jpg" alt="" width="605" height="403" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/12/DiALAB_D01_001-300x200.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/12/DiALAB_D01_001-1024x683.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/12/DiALAB_D01_001-150x100.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/12/DiALAB_D01_001-768x512.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/12/DiALAB_D01_001-1536x1024.jpg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/12/DiALAB_D01_001-2048x1365.jpg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/12/DiALAB_D01_001-696x464.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/12/DiALAB_D01_001-1068x712.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/12/DiALAB_D01_001-1920x1280.jpg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/12/DiALAB_D01_001-630x420.jpg 630w" sizes="(max-width: 605px) 100vw, 605px" /><figcaption id="caption-attachment-74094" class="wp-caption-text">Foto: DiaLab/ Fernanda Maia</figcaption></figure></p>
<p>Entre os convidados, nomes importantes do audiovisual do Brasil, como da diretora Juh Almeida, a roteirista Jaqueline Souza e a atriz Neusa Borges, além de diversos players do setor, como Globoplay, Globo Filmes, Vitrine, Olhar de Cinema, Descoloniza, Tem Dendê, Canal Brasil, entre outros nomes do cenário nacional. &#8220;Recebemos ainda pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo, consultoras da República Dominicana, de Cuba, projetos vindos dos Estados Unidos, Panamá, Colômbia, Senegal e Inglaterra. A cerimônia de abertura foi marcada por muita emoção e encontros importantes. Nós da DiALAB ficamos muito felizes porque, além de contribuir para o desenvolvimento de carreiras de profissionais negros, também é nosso interesse proporcionar um ambiente de encontro e de networking para esses profissionais&#8221;, conta Emerson Dindo, produtor e idealizador do Festival.</p>
<p>A programação seguirá até o dia 15/12 com atividades abertas ao público, além dos laboratórios para os produtores dos 11 projetos audiovisuais que foram selecionados para receberem consultorias de profissionais do Brasil e do exterior. Os idealizadores das propostas irão participar de uma série de atividades (workshops, palestras, estudos de caso, exibição de filmes, consultorias direcionadas) focadas no desenvolvimento de seus projetos por meio dos programas DiALAB FILMS, DiALAB DOCS e DiALAB SERIES. Entre as atividades abertas ao público, estão mostra de filmes, workshops, shows e muito mais.</p>
<p>O DiALAB Festival 2023 é uma realização da plataforma DiALAB, mantida pela Produtora Portátil, e na edição deste ano conta com patrocínio da Prefeitura de Salvador, através do Salcine, programa da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo para fomento do setor audiovisual da cidade; do Selo Revolta, da produtora Volta Filmes; da produtora Conspiração; e apoio do Projeto Paradiso e da Embaixada da França no Brasil.</p>
<p><strong>Confira a programação completa:</strong></p>
<p>DIA 09.12.2023<br />
WORKSHOP SALCINE: Nada segura a gente: a experiência de sucesso da novela Vai na Fé<br />
O que é: Conferência com Juh Almeida sobre a realização da novela Vai na Fé, da Rede Globo<br />
Horário: 14h &#8211; 17h<br />
Com: Juh Almeida<br />
Instituições Parceiras: DiALAB; Salcine e Senai Cimatec<br />
Local: Sala Jade &#8211; Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;<br />
Acesso: ingresso gratuito &#8211; retirada no Sympla ou bilheteria<br />
Capacidade: 180 pessoas</p>
<p>MISSÃO MERCADO: SALVADOR &#8211; DAKAR<br />
O que é: Painel com Alassane Sy e Mamadou Gaye sobre oportunidades de negócios entre Brasil, Senegal e França.<br />
Horário: 17h15 &#8211; 18h15<br />
Instituições Parceiras: DiALAB; Salcine e Embaixada da França no Brasil<br />
Local: Sala Topázio &#8211; Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;<br />
Acesso: ingresso gratuito &#8211; retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/dialab-missao-mercado-salvador&#8212;dakar__2275191<br />
Capacidade: 100 pessoas</p>
<p>DIA 10.12.2023<br />
ROTEIRO CINEMATOGRÁFICO Ó PAÍ Ó<br />
O que é: Visita às locações do filme Ó Paí Ó em Salvador no Centro Histórico (Pelourinho) e Rio Vermelho e presente para Iemanjá no final do roteiro.<br />
Horário: 14h &#8211; 18h<br />
Com: Shirley Silva &#8211; Bando Teatro Olodum<br />
Local: Pelourinho e Rio Vermelho<br />
Acesso: convidados<br />
Capacidade: 50 pessoas</p>
<p>DIA 11.12.2023<br />
IMPULSE DAY<br />
TÔ CHEGANDO<br />
O que é: Workshop Criativo<br />
Horário: 09h &#8211; 12h<br />
Com: MM Izidoro<br />
Instituição Parceira: DiALAB, Salcine e Senai Cimatec<br />
Local: Sala Topázio &#8211; Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;<br />
Acesso: 10 pessoas já foram selecionadas pelo SalCine cursos e 10 serão selecionadas via chamada pública.<br />
Capacidade: 20 pessoashttps://docs.google.com/forms/d/1iTF4c8xT6f4piJXlSXYC8e1Oyw-VAH_c8TZbvg7f-FM/edit</p>
<p>CONTA TUDO<br />
O que é: Estudo de Caso: Memória Negra: Audiovisual, Música e Movimento Social<br />
Horário: 14h &#8211; 15h15<br />
Com: Claudia Gonçalves e Felipe Choco<br />
Instituição Parceira: DiALAB, Salcine e Senai Cimatec<br />
Local: Sala Topázio &#8211; Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;<br />
Acesso: 10 pessoas já foram selecionadas pelo SalCine cursos e 10 serão selecionadas via chamada pública.<br />
Capacidade: 20 pessoas</p>
<p>RAPIDITO<br />
O que é: Workshop de pitch de 01 minuto<br />
Horário: 15h30 &#8211; 16h45<br />
Com: Emerson Dindo<br />
Instituição Parceira: DiALAB, Salcine e Senai Cimatec<br />
Local: Sala Topázio &#8211; Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;<br />
Acesso: 10 pessoas já foram selecionadas pelo SalCine cursos e 10 serão selecionadas via chamada pública.<br />
Capacidade: 20 pessoas</p>
<p>PAINEL<br />
COM QUEM SENTAR À MESA<br />
O que é: Painel que tem como objetivo apresentar para a audiência novas fronteiras de negócios, com um olhar estratégico para as oportunidades para novas plataformas<br />
Data: 11.12.2023<br />
Horário: 14h às 15h<br />
Com: MM Izidoro<br />
Local: Café Teatro Rubi &#8211; Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;<br />
Acesso: ingresso gratuito &#8211; retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/painel-com-quem-sentar-a-mesa/2275208<br />
Capacidade: 100 pessoas</p>
<p>DECIFRANDO FUNDOS INTERNACIONAIS<br />
O que é: Painel com Tanya Valette, produtora dominicana, sobre fundos internacionais para projetos audiovisuais, suas oportunidades e como preparar os projetos.<br />
Data: 11.12.2023<br />
Horário: 15h15 às 18h30<br />
Com: Tanya Valette<br />
Local: Café Teatro Rubi &#8211; Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;<br />
Acesso: ingresso gratuito &#8211; retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/painel-decifrando-fundos-internacionais/2275217<br />
Capacidade: 100 pessoas</p>
<p>MOSTRA DiALAB<br />
O que é: Exibição de filme e conversa com realizadores<br />
Filme: Açucena<br />
Horário: 19h30 &#8211; 21h00<br />
Com: Isaac Donato e Marília Cunha<br />
Instituição Parceira: Cine Glauber Rocha<br />
Local: Cine Glauber Rocha, Praça Castro Alves, Salvador, Bahia<br />
Acesso: ingresso gratuito &#8211; retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/mostra-dialab-acucena&#8211;sibi-dudu__2275222<br />
Capacidade: até 200 pessoas (gratuito)</p>
<p>ESTAÇÃO DIÁSPORA<br />
O que é: Apresentação musical<br />
Grupo: Sibi Dudu<br />
Horário: 21h00 &#8211; 23h00<br />
Local: Cine Glauber Rocha, Praça Castro Alves, Salvador, Bahia<br />
Acesso: ingresso gratuito &#8211; retirada no Sympla<br />
Capacidade: até 200 pessoas (gratuito)</p>
<p>DIA 12.12.2023<br />
DiALAB MUSIC &#8211; Biografando uma Estrela<br />
Horário: 9h &#8211; 12h<br />
Com: Emílio Domingos<br />
Local: Sala 05<br />
Atividade: Workshop de formatação de projetos audiovisuais que têm a trajetória artística de personalidades da música como dispositivo narrativo: da pesquisa à venda.<br />
Ingressos: https://www.sympla.com.br/workshop-dialab-music&#8212;biografando-uma-estrela__2275501<br />
Acesso: Até 30 pessoas (gratuito)</p>
<p>PAINEL &#8211; DEPOIS QUE TUDO MUDOU<br />
Horário: 14h &#8211; 15h<br />
Com: MM Izidoro<br />
Atividade: Estudo de caso sobre o podcast “Depois Que Tudo Começou”, dirigido por MM Izidoro, apresentando o processo criativo e executivos e a estratégia para transformar o podcast numa série para televisão.<br />
Local: Café Teatro Rubi &#8211; Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;<br />
Acesso: ingresso gratuito &#8211; retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/estudo-de-caso-depois-que-tudo-mudou__2275494<br />
Capacidade: 100 pessoas</p>
<p>CONFERÊNCIA: “Histórias (Im)possíveis”<br />
O que é: Conferência com Jaqueline Souza sobre a realização da minissérie da Rede Globo<br />
Horário: 15h &#8211; 16h30<br />
Com: Jaqueline Souza e Renata Martins<br />
Local: Café Teatro Rubi &#8211; Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;<br />
Acesso: ingresso gratuito &#8211; retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/painel-historias-im-possiveis/2275511<br />
Capacidade: 100 pessoas</p>
<p>PAINEL: “Humor Negro: do palco para as telas”<br />
O que é: Conferência com Val Benvindo e Sulivã Bispo sobre a série da Multishow<br />
Horário: 16h45 &#8211; 18h<br />
Com: Val Benvindo e Sulivã Bispo<br />
Local: Café Teatro Rubi &#8211; Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;<br />
Acesso: ingresso gratuito &#8211; retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/painel-humor-negro&#8212;dos-palcos-para-as-telas__2275524<br />
Capacidade: 100 pessoas</p>
<p>CLÍNICA JURÍDICA<br />
O que é: Consultoria jurídica com duração de 30 minutos para projetos do DiALAB e projetos externos<br />
Data: 12.12.2023<br />
Horário: 10h às 17h<br />
Com: Daniela Pena<br />
Local: Sala Ônix &#8211; Centro de Convenções Wish Hotel da Bahia;<br />
Acesso: retirada de ingressos pelo Sympla: https://docs.google.com/forms/d/1ag-FnEfmXaisX2u9YcHPnFORbJhadPBtaWq0UalJlRc/edit<br />
Capacidade: 9 projetos &#8211; 2 projetos participantes do DiALAB + 2 externos;</p>
<p>MOSTRA DiALAB<br />
O que é: Exibição de filme e conversa com realizadores<br />
Filme: Falas (Im)Possíveis: Levante<br />
Horário: 19h30 &#8211; 21h30<br />
Com: Jaqueline Souza, Renata Martins e Neusa Borges<br />
Local: Cine Glauber Rocha, Praça Castro Alves, Salvador, Bahia<br />
Acesso: ingresso gratuito &#8211; retirada no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/mostra-dialab-historias-im-possiveis-aurea-semiseria/2275532<br />
Capacidade: até 200 pessoas (gratuito)</p>
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		<title>Na primeira edição pós-pandemia, Noite da Beleza Negra continua sendo &#8220;a coisa mais linda de se ver&#8221;</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/na-primeira-edicao-pos-pandemia-noite-da-beleza-negra-continua-sendo-a-coisa-mais-linda-de-se-ver/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camilla Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2023 18:11:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Deusa do Ébano]]></category>
		<category><![CDATA[ilê aiyê]]></category>
		<category><![CDATA[Noite da Beleza Negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A noite de ontem (28) foi emocionante na Senzala do Barro Preto, sede do Bloco Afro Il&#234; Aiy&#234;, com a 42&#170; Noite da Beleza Negra, concurso que elege a Deusa do &#201;bano que ir&#225; representar o bloco durante o ano. A cada ano fica mais dif&#237;cil para os jurados escolherem entre as lindas 14 finalistas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-23-1024x576.png" alt="" class="wp-image-60224" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-23-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-23-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-23-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-23-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-23-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-23-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-23-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-23.png 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Foto: Dalila Oliveira/Camilla Prado</figcaption></figure>



<p>A noite de ontem (28) foi emocionante na Senzala do Barro Preto, sede do Bloco Afro Ilê Aiyê, com a 42ª Noite da Beleza Negra, concurso que elege a Deusa do Ébano que irá representar o bloco durante o ano. A cada ano fica mais difícil para os jurados escolherem entre as lindas 14 finalistas selecionadas para a grande noite, vestidas como verdadeiras deusas africanas, turbantadas por <strong>Dete Lima</strong>, diretora e estilista do Ilê Aiyê. </p>



<p>E esta edição foi muito especial por alguns motivos:&nbsp;</p>



<p>A volta do concurso depois de dois anos pausado devido à pandemia.&nbsp;</p>



<p>Como sentimos falta do arrepio dos tambores, da emoção de ver mulheres de uma beleza, de um endeusamento cheio de encanto e força ancestral.</p>



<p>De fato, o &#8220;Ilê é a coisa mais linda de se ver&#8221;.  </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-22-1024x576.png" alt="" class="wp-image-60222" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-22-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-22-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-22-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-22-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-22-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-22-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-22-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-22.png 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Foto: Deusas do Ébano/Camilla Prado</figcaption></figure>



<p><strong>Gleicy Ellen</strong>, a Deusa do Ébano 2020, passou o manto para a nova Deusa,<strong> Dalila Oliveira</strong>, depois de dois anos representando o Ilê Aiyê, ou seja, ela foi Deusa do Ébano 2020, 2021 e 2022. Imagina o coração dela como não estava? Ela conversou com o <strong>Mundo Negro</strong> cheia de emoção sobre sua relação de família com o Ilê. Foi muito muito emocionante o momento da passagem do manto.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-24-1024x576.png" alt="" class="wp-image-60223" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-24-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-24-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-24-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-24-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-24-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-24-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-24-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Design-sem-nome-24.png 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Foto: Passagem do Manto/Camilla Prado</figcaption></figure>



<p><strong>Laís de Araújo Ferreira </strong>foi a primeira finalista trans a concorrer no concurso. E, deixo aqui registrado que foi de arrepiar a entrada dela, senti meus olhos marejarem e vi lágrimas escorrerem nos rostos ao meu lado. </p>



<p>Aconteceu uma linda homenagem ao centenário da matriarca do Ilê Aiyê, <strong>Mãe Hilda Jitolu</strong>. O ator <strong>Sulivã Bispo</strong> leu um lindo texto, a multi-instrumentista mirim<strong> Lilica Rocha </strong>emocionou à todos junto com o balé solo de <strong>Edilene Alves</strong>, bailarina e Deusa do Ébano de 2009, fazendo uma interação com a representação do orixá Omolu, relacionado à vida e à morte. Durante a apresentação, o público recebeu das bailarinas um banho de pipoca (oferente de Omolu) para proteção e trazer bons caminhos. </p>



<p>O diretor artístico, <strong>Elísio Lopes Jr</strong>., comentou &#8220;Estou assinando esse espetáculo pela sétima vez, com a mesma equipe. Essa equipe criativa (Zebrinha, Jarbas Bittencourt, Renata Mota, Clarissa Torres) foi responsável pela construção de um novo formato e de uma nova estética para a Noite da Beleza Negra. Para nós, muito além do concurso, essa noite aponta direções, pautas e estéticas da arte preta. Os artistas querem esse palco, comemoram quando são convidados, doam seu ofício. E nós honramos essa responsabilidade. É a história do Ilê e a nossa colaboração criativa para o enaltecimento da nossa cultura preta e da nossa ancestralidade.&#8221;, e reforço aqui, que a potência dessa equipe, fez o Curuzu se arrepiar.</p>



<p>E teve mais homenagem!&nbsp;</p>



<p>O centenário de Agostinho Neto,&nbsp; que luta pela libertação de Angola, então colônia de Portugal, e tornou-se o primeiro presidente de Angola em 1975. Homenageado pelo ator Diogo Lopes Filho que encarnou a voz poética e a potência desse ícone angolano.&nbsp;</p>



<p>O Ilê Aiyê dedica a ele o tema do seu Carnaval 2023.&nbsp;</p>



<p>Aguardem a boniteza que será essa roupa desenhada carregada de ancestralidade e axé.&nbsp;</p>



<p>A Avon, patrocinadora do evento, apresentou o vídeo-manifesto “A Beleza e o Tempo”, que fala sobre como a mulher preta é tempo, beleza, inspiração, história e ancestralidade.</p>



<p>Você pode conferir aqui:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram wp-block-embed-instagram"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.instagram.com/p/Cn-QqZSpmVr/
</div></figure>



<p>As atrações da Band’Aiyê, Nara Couto, Patrícia Gomes, Alobened e Afrocidade animaram a Senzala do Barro Preto e os leques sacudiram.&nbsp;</p>
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		<title>&#8220;Tempo e legado&#8221;: Avon patrocina a 42ª Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê ￼</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/tempo-e-legado-avon-patrocina-a-42a-noite-da-beleza-negra-do-ile-aiye-%ef%bf%bc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camilla Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2023 20:10:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ilê ayiê]]></category>
		<category><![CDATA[noite da beleza da negra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8221; Ser deusa do &#233;bano para mim &#233;, ter a responsabilidade de enaltecer a beleza da mulher preta reafirmando o meu legado, levando a minha auto-estima para todas as mulheres que n&#227;o se reconhecem devido aos padr&#245;es est&#233;ticos impostos pela sociedade e conscientizando a todos pela luta da igualdade!&#8221;.&#160; Essa frase potente de Thuane Vit&#243;ria [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>&#8221; Ser deusa do ébano para mim é, ter a responsabilidade de enaltecer a beleza da mulher preta reafirmando o meu legado, levando a minha auto-estima para todas as mulheres que não se reconhecem devido aos padrões estéticos impostos pela sociedade e conscientizando a todos pela luta da igualdade!&#8221;.&nbsp; Essa frase potente de <strong>Thuane Vitória Pereira Da Silva</strong>, traduz a potência do que a Noite da Beleza Negra representa. Ela foi uma das deusas de um dos eventos de maior representatividade negra do Brasil que tem sua 42ª edição acontecendo neste sábado, dia 28, na Senzala do Barro Preto, localizado no bairro da Liberdade, em Salvador.&nbsp;</p>



<p>O evento do tradicional Bloco Ilê Aiyê,&nbsp; acontece desde 1979. A última &#8220;Noite&#8221; aconteceu em 2020, marcada&nbsp; pela despedida da Deusa do Ébano <strong>Danielle Nobre</strong> e a chegada da recém coroada, <strong>Gleicy Ellen</strong>, que se despede este ano.&nbsp;</p>



<div><a href="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu-860x1024.jpg" class="td-modal-image"><figure class="wp-block-image size-large is-resized td-img-style-shadow"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu-860x1024.jpg" alt="" class="wp-image-60177" width="645" height="768" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu-860x1024.jpg 860w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu-252x300.jpg 252w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu-126x150.jpg 126w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu-768x914.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu-1290x1536.jpg 1290w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu-150x179.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu-300x357.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu-696x829.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu-1068x1272.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu-353x420.jpg 353w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Gleiciele-Teixeira_DeusadoÉbano2020_troféu.jpg 1327w" sizes="(max-width: 645px) 100vw, 645px" /><figcaption><strong>Gleicy Ellen</strong> &#8211; Foto: Divulgação</figcaption></figure></a></div>



<p>O espetáculo de 2023 tem roteiro e direção geral do dramaturgo, diretor teatral e roteirista baiano <strong>Elísio Lopes Jr</strong>. e traz o tema “<strong>Iroko é Liberdade – Um espetáculo para festejar o tempo”.&nbsp;</strong></p>



<p>A noite de festa irá promover reencontros musicais e homenagear os centenários de Mãe Hida Jitolu, matriarca do Ilê Aiyê, e de Agostinho Neto, herói nacional de Angola. O evento ainda irá homenagear &nbsp;<strong>Sérgio Roberto,</strong> idealizador da <strong>Noite da Beleza Negra,</strong> que morreu no dia 22 de janeiro.&nbsp;</p>



<p>A Avon, patrocinadora do evento pelo quarto ano consecutivo, reforça o movimento iniciado pela marca em novembro de 2020. O #EssaÉMinhaCor contou com a realização do estudo &#8220;black paper&#8221;, culminando na ampliação do portfólio de maquiagem da marca para contemplar todos os tons de pele da brasileira.&nbsp;</p>



<p>Para esta edição a Avon apresentará o vídeo-manifesto<strong> &#8220;A Beleza e o Tempo&#8221; </strong>na noite que elegerá a nova Deusa do Ébano 2023. A relação da marca com o propósito do evento se faz presente na rotina de mulheres que se olham no espelho e se sentem belas ao entenderem que o cabelo é a sua coroa, seja trançado ou black power, que as escolhas de cores enaltecem seus traços e trazem empoderamento feminino a partir do reconhecimento de sua potência, honrando a sua ancestralidade, para alcançarem a independência.</p>



<p> </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="678" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Noite-da-Beleza-Negra-Cred.-Ile-Aiye-2--1024x678.jpg" alt="" class="wp-image-60162" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Noite-da-Beleza-Negra-Cred.-Ile-Aiye-2--1024x678.jpg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Noite-da-Beleza-Negra-Cred.-Ile-Aiye-2--300x199.jpg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Noite-da-Beleza-Negra-Cred.-Ile-Aiye-2--150x99.jpg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Noite-da-Beleza-Negra-Cred.-Ile-Aiye-2--768x509.jpg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Noite-da-Beleza-Negra-Cred.-Ile-Aiye-2--696x461.jpg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Noite-da-Beleza-Negra-Cred.-Ile-Aiye-2--1068x708.jpg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Noite-da-Beleza-Negra-Cred.-Ile-Aiye-2--634x420.jpg 634w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2023/01/Noite-da-Beleza-Negra-Cred.-Ile-Aiye-2-.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Foto: Ilê Aiyê</figcaption></figure>



<p>Com o intuito de fortalecer a beleza da voz e do posicionamento da mulher preta baiana, nesta edição todas as candidatas poderão ser ouvidas em depoimentos que serão exibidos durante toda a noite, integrados ao conteúdo do espetáculo. “A Deusa do Ébano do Ilê Aiyê precisa reinar na dança, na garra, nos posicionamentos e não apenas na beleza física”, reforça o fundador e presidente do Ilê Aiyê, <strong>Antônio Carlos Vovô.</strong></p>



<p>Essa noite gera grande expectativa no público, que acompanha as apresentações de cada candidata e a passagem do manto para a nova Deusa do Ébano, que assume a responsabilidade de levar a beleza e os princípios do Ilê Aiyê para os palcos da Bahia, do Brasil e do mundo. A proposta é fazer um espetáculo de música preta brasileira, que vai mexer com a memória e o coração de muitas gerações.  </p>



<p>*<em>Este texto é fruto da parceria entre o site Mundo Negro e Avon para promover a beleza do evento da Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê </em>&#8211; Conteúdo Pago &#8211; <br></p>
<p>O post <a href="https://mundonegro.inf.br/tempo-e-legado-avon-patrocina-a-42a-noite-da-beleza-negra-do-ile-aiye-%ef%bf%bc/">&#8220;Tempo e legado&#8221;: Avon patrocina a 42ª Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê ￼</a> apareceu primeiro em <a href="https://mundonegro.inf.br">Mundo Negro</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Rituais para 2023: sugestões reflexivas de autoamor para a chegada do novo ano </title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/rituais-para-2023-sugestoes-reflexivas-de-autoamor-para-a-chegada-do-novo-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camilla Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Dec 2022 09:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[autoamor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gente piscou e o segundo semestre de 2022 chegou ao fim. Um ano que causou tanta fibrila&#231;&#227;o atrial, descompassos, mas que n&#227;o nos deixou perder o passo. Respira fundo, pula fogueira, ser&#225; que n&#227;o sei mais fazer a social?, vai, acredita que vai melhorar!, elei&#231;&#227;o, confia na Bahia, a &#250;ltima sess&#227;o de m&#250;sica Milton [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A gente piscou e o segundo semestre de 2022 chegou ao fim. Um ano que causou tanta fibrilação atrial, descompassos, mas que não nos deixou perder o passo. Respira fundo, pula fogueira, será que não sei mais fazer a social?, vai, acredita que vai melhorar!, eleição, confia na Bahia, a última sessão de música <strong>Milton Nascimento dos palcos, emoções profundas, despedida de Gal Costa e sua eterna sublime voz, festival afropunk, copa do mundo… então é natal. </strong></p>



<p>O tempo passou voando e dizem pelos lados de cá &#8211; <strong>Salvador</strong> (onde moro), que a gente tem é que se aquietar, porque agora ninguém faz mais nada. Mas a gente ainda tem aquela mania de tentar fazer mais e mais pra ficar com a sensação de que todas as metas foram cumpridas, até aquelas que não dependem só do nosso esforço, o tal 200% que crescemos ouvindo. Porém, não é bem assim. O nosso corpo e a nossa mente também pedem pausa e quando não escutamos eles, somos obrigados a parar involuntariamente pra recarregar as energias. </p>



<p>Por isso, venho aqui. Pra te lembrar de pausar pra apreciar o tempo depois de correr tanto, de fazer tanto por você e mais ainda pelos outros.&nbsp;</p>



<p>Já observou a sua trajetória desses últimos anos, meses? O quanto você se superou, se entregou, conquistou novos passos, descobriu novos compassos, ousou mais, se manteve vivo e respirando. Esse ano foi um ano especial, um ano de retomada à vida social, de reencontros, de novos gestos, gostos e sabores, de mais lutas para conquistar novos espaços. Viemos de um período doloroso, de peito apertado… sem saber se amanhã estaríamos aqui. Perdas, muitas perdas. Saudades. E revoltas. Atitudes corajosas. Reveses. Sobressaltos. Estamos aqui. Sobrevivemos e estamos aqui, mesmo não sendo fácil, conseguimos nos segurar de pé, talvez como o bambu, que enverga, mas não cai.</p>



<p>Há um provérbio africano que diz “quando não souberes para onde ir, olha para trás e saiba pelo menos de onde vens”. Em muitos momentos, e talvez até agora mesmo, esse tem sido o lema da minha travessia nos dias. Não precisamos ter respostas o tempo todo, reagir o tempo todo, se posicionar sobre tudo. É muita demanda. Vivemos com olhos na tela, mirando lá na frente, esquecendo de viver o presente, de saborear o que se apresenta agora. E, deve ser por isso, que esquecemos ou fingimos dar atenção para daqui a pouco, pra aquela voz que sussurra nos nossos ouvidos, a tal intuição, que nos conduz e aponta para onde devemos ir. Estamos ocupados demais pra ouvi-la.</p>



<p>Por isso, venho aqui. Pra te lembrar de pausar pra apreciar o tempo depois de correr tanto, de fazer tanto por você e mais ainda pelos outros.&nbsp;</p>



<p>Já parou para agradecer as suas conquistas desses últimos anos, meses? Pra apreciar quem você é, o quanto se transformou, superou barreiras… o quanto se manteve de pé com a postura ereta em momentos que a única vontade era se colocar dentro de uma gruta. Sim, você passou por tantas e nem teve tempo de se olhar no espelho e se parabenizar, se encher de orgulho. Você é capaz, é potente, é inteligente.&nbsp;</p>



<p>Te convido a fazer uma prece, a agradecer por tudo que vivencia no seu cotidiano, mesmo quando as coisas estão no perrengue, a vida está aqui pra você. Agradeça, peça aos seus ancestrais que lhe conduzam a sabedoria para lidar com as adversidades daqui, do agora. Escreva listando tudo que lhe aquece o coração e lhe faz imenso. Escreva uma reza pedindo proteção e não deixe de pedir, de desejar, de sonhar. Escreva, visualize esses sonhos manifestados na sua vida, e então, depois entregue, confie e agradeça já pelo que está por vir.&nbsp;</p>



<p>Dizem que a gratidão é a melhor reza. Porque o nosso coração se enche, se torna pleno e então se abre para o novo, deixando ir o que não serve mais no nosso caminhar.&nbsp;</p>



<p>As últimas semanas do ano tem uma energia ritualística, retrospectivas e análises ou tomadas de decisão para aquilo que ficou ali, parado, esperando a coragem ou o tempo bater na porta. Aproveitemos esse impulso para também olhar pra dentro, mas olhar de verdade e se perguntar se está bem, se está feliz. Não se permita viver mornamente, a vida é um presente dos mais raros. E isso torna amar, se entregar, falar urgente. Então, que a gente se permita sentir, amar e demonstrar o que tanto pulsa dentro do peito. Faça desses dias verdadeiros rituais de amor, de dentro pra fora. Tenho algumas sugestões que por aqui, nessa casa templo que habito, sempre me ajudam a voltar pro centro, a acalmar e pausar:</p>



<p>Banho de mar pra acalmar o orí.</p>



<p>Banho de folhas como manjericão, alecrim, hortelã pra revigorar.</p>



<p>Banho de alfazema, água de flor de laranjeira pra acalmar.</p>



<p>Uma boa música acompanhada, à luz de velas, bailando pela casa na sua própria companhia.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Banho de ervas e sais para escalda pés, afinal, eles te levam para todos os lugares.&nbsp;</p>



<p>Escrever uma carta pra você, te elogiando e dizendo o quanto você é potente, amada, merecedora de toda abundância.&nbsp;</p>



<p>Se desligue das telas por uns minutos, umas horas. Volte sua atenção e cuidado pra você.</p>



<p>Cuide de sua pele, seu corpo e seu cabelo. Não esqueça que a sua cabeça é a sua coroa.</p>



<p>Faça um compromisso com o seu coração, ouça o que ele tem pra te dizer e escreva num papel. Esse texto se transformará num mantra para dias difíceis. Mas se lembre de ler, não fuja do compromisso com o seu coração, ele bate só por você!</p>



<p>Independente da sua religião, reze, entregue, confie e agradeça que o melhor e o que é seu chegará até você, não importe o caminho, mas chegará. Porque somos merecedores de amor, de abundância, de plenitude, de saúde, de prosperidade, de sucesso. Que nossos ancestrais continuem soprando aos nossos ouvidos a sabedoria de viver os dias, de transcorrer os minutos. Se lembre que você não está e não anda só.</p>



<p>Por isso, venho aqui. Pra te desejar algo abundância em 2023. Abundância de amor, de saúde, de prosperidade, de sucesso, de alegrias, de conquistas, de fé, de equilíbrio. Seja abundante e aceite a abundância na sua vida, você merece.</p>
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		<title>Afrofuturismo: quando uma mesa é na verdade uma grande roda de empoderamento</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/afrofuturismo-quando-uma-mesa-e-na-verdade-uma-grande-roda-de-empoderamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camilla Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Nov 2022 20:31:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[afrofuturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Afrofuturismo]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o tema sobre &#8220;Mulheres pretas e o mundo digital: como usar as m&#237;dias e tecnologias a nosso favor?&#8221;, o Festival Afrofuturismo , que come&#231;ou nessa sexta-feira, 19, em Salvador, ofereceu ao p&#250;blico um momento emocionante. A mesa mediada por Sara Barbosa, teve convidadas de fazer a gente parar tudo para s&#243; ficar admirando (e [&#8230;]</p>
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<p>Com o tema sobre <strong>“Mulheres pretas e o mundo digital: como usar as mídias e tecnologias a nosso favor?</strong>”,  o <a href="https://afrofuturismo.com.br/festival/vem-ai-a-quarta-edicao-do-festival-afrofuturismo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Festival Afrofuturismo</a> , que começou nessa sexta-feira, 19, em Salvador, ofereceu ao público um momento emocionante. A mesa mediada por <strong>Sara Barbosa</strong>, teve convidadas de fazer a gente parar tudo para só ficar admirando (e aprendendo): Carla Akotirene &#8211; assistente social, Doutora em Estudos de Gênero, Mulheres Feminismos &#8211; UFBA e autora do renomado livro “O que é interseccionalidade?, da coleção Femininos Plurais, de Djamila Ribeiro; Ashley Mlia &#8211; jornalista e influenciadora digital, produz conteúdo sobre autoestima, beleza, autocuidado e literatura; e Samira Soares &#8211; mestre e doutoranda em literatura pela UFBA, ativista do MNU e produtora de conteúdo pelo Narrativas Negras.</p>



<p>A resenha foi além das mídias sociais, foi uma troca entre essas mulheres que são comunicadoras negras, de diferentes gerações, mas que se encontram no mesmo lugar, mesmo ponto de partida: o propósito com a luta antirracista. E dentre uma conversa e outra, entendendo como o papel da internet é importante e marca determinados momentos da nossa vida, como a transição capilar, aquela hora em que você se redescobre, primeiro no processo de &#8220;tornar-se negro&#8221; e se sente perdido sem saber como cuidar do cabelo. &#8220;Essa é uma pauta que não é apenas sobre beleza, é sobre um encontro com a nossa ancestralidade, é sobre &#8220;encontrar referências que nos conectam com nossa identidade&#8221;, disse Sara. Carla Akotirene nos lembra o que nunca deveríamos esquecer, a importância de cuidar do orí, do mental para que a gente esteja belo por inteiro.&#8221;</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-17.14.31-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-57190" width="1024" height="768" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-17.14.31-1024x768.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-17.14.31-300x225.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-17.14.31-150x113.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-17.14.31-768x576.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-17.14.31-1536x1152.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-17.14.31-696x522.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-17.14.31-1068x801.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-17.14.31-560x420.jpeg 560w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-17.14.31-80x60.jpeg 80w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-17.14.31-265x198.jpeg 265w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/11/WhatsApp-Image-2022-11-18-at-17.14.31.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Foto do do debate: <strong>“Mulheres pretas e o mundo digital: como usar as mídias e tecnologias a nosso favor?</strong>”, no Festival Afrofuturismo &#8211; Foto: Camila Prado</figcaption></figure>



<p>Quando uma força potente de mulheres se encontra, uma combustão acontece. Já nos ensinou Sobonfu Somé que viver em comunidade é necessário, é importante pra gente não esquecer quem somos e de onde viemos, pra não nos esquecermos de nossos ancestrais. Veja só, uma mesa sobre o mundo digital e a tecnologia nos remetendo ao sagrado, à potência que os os encontros têm, a humanização do outro. É entender que não é sempre ter uma autocobrança sobre planejamento de conteúdo, trends e ganhar seguidores, é sobre estar contribuindo na transformação do coletivo, de permitir não se manifestar quando algo nos atinge profundamente ou compartilhar ensinamentos.</p>



<p>Samira compartilhou com a gente que estar nessa mesa com Carla e Ashley foi &#8220;como se sentir entre irmãs. Entender os nossos corpos negros e como a tecnologia vem funcionando, é algo que foi muito fácil de poensar, porque nossa ancestralidade sempre foi tecnológica, vejamos os nossos Orixás, como eram estratégicos, como aspecto de sobrevivência, mas branquitude ganhou recurso em cima disso.&#8221;.</p>



<p>Não tem como finalizar esse texto sem mencionar o quanto me emocionei em ver ali, naquela mesa, uma gratidão profunda das meninas &#8211; Samira e Ashley &#8211; à Carla, por ter arado este caminho antes delas. Essa é a nossa tecnologia ancestral: não esquecermos que nossos ancestrais, que aqueles que vieram antes da gente, preparou o caminho pra que hoje estejamos aqui.</p>



<p>Para Samira, &#8220;o afrofututurismo como uma perspectiva de um futuro melhor pro nosso povo, onde nós tenhamos representações positivas sobre os nossos corpos, nossas vivências. Que a gente não viva só no elemento da dor, mas que a gente também tenha como futuro uma esperança de um amor, de uma efetividade possível. E entendo como tecnologia, a gente se ver num futuro positivo, é algo que a gente está prosperando&#8221;.</p>



<p><a href="https://afrofuturismo.com.br/festival/vem-ai-a-quarta-edicao-do-festival-afrofuturismo/">Mais informações sobre o festival: https://afrofuturismo.com.br/festival/vem-ai-a-quarta-edicao-do-festival-afrofuturismo/ </a></p>
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		<title>Marcas baianas que desfilam na SPFW 22</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/marcas-baianas-que-desfilam-na-spfw-22/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camilla Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jun 2022 20:56:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[MODA & Estilo]]></category>
		<category><![CDATA[DESFILE]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[spfw]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A primeira semana de junho come&#231;a com a edi&#231;&#227;o da semana de moda da S&#227;o Paulo Fashion Week. O SPFWN53 acontece de 31 de maio a 04 de junho ocupando alguns espa&#231;os da cidade como o Museu de Arte Brasileira, o Senac Lapa Faustolo, o Komplexo Tempo, o Teatro FAAP e o Hotel Rosewood. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira semana de junho começa com a edição da semana de moda da São Paulo Fashion Week. O SPFWN53 acontece de 31 de maio a 04 de junho ocupando alguns espaços da cidade como o Museu de Arte Brasileira, o Senac Lapa Faustolo, o Komplexo Tempo, o Teatro FAAP e o Hotel Rosewood. A edição híbrida, que já aconteceu anteriormente, conta com 22 desfiles presenciais e 19 digitais, e terá a estreia de uma marca preta baiana, a Dendezeiro.</p>
<p>A semana iniciou com o Festival SPFW+In.Pactos, que é um festival de Criatividade, Moda, Arte, Sustentabilidade, Inovação e Conhecimento traz provocações e reflexões sobre o compromisso em torno das mudanças urgentes que precisam ser feitas para atingir as metas de um planeta mais harmonizado até o ano de 2030. As narrativas contextualizam o movimento do mercado de moda e da indústria criativa impulsionado pelas novas ferramentas tecnológicas que aceleram o processo de mudança, conforme é citado no site do SPFW.</p>
<p>Nesta edição terá algumas marcas pretas e marcas pretas baianas. É muito importante ver essa transformação acontecendo, estilistas pretos, modelos que têm corpos reais e revolução na passarela podem ser traduzidos como resistência, estamos adentrando mais espaços, como deve ser.</p>
<p>Queria escrever sobre todas as marcas pretas que participam da SPFW tamanha a minha felicidade! Mas resolvi me concentrar em três marcas pretas baianas apaixonantes: Dendezeiro, Ateliê Mão de Mãe e Meninos Rei.</p>
<p id="h.pgkt8mqghdyt" class="subtitle"><strong>Dendezeiro, a estreia na SPFW</strong></p>
<figure id="attachment_49193" aria-describedby="caption-attachment-49193" style="width: 200px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-49193" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/46E05D98-C299-4FC9-BA71-56C0B7D59279-200x300.jpeg" alt="" width="200" height="300" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/46E05D98-C299-4FC9-BA71-56C0B7D59279-200x300.jpeg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/46E05D98-C299-4FC9-BA71-56C0B7D59279-100x150.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/46E05D98-C299-4FC9-BA71-56C0B7D59279-150x225.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/46E05D98-C299-4FC9-BA71-56C0B7D59279-300x450.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/46E05D98-C299-4FC9-BA71-56C0B7D59279-280x420.jpeg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/46E05D98-C299-4FC9-BA71-56C0B7D59279.jpeg 683w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /><figcaption id="caption-attachment-49193" class="wp-caption-text">Imagem: Dendezeiro</figcaption></figure>
<p>O desfile acontece no dia 01 de junho, quarta-feira, às 18h, com transmissão ao vivo através das redes da SPFW. Além do casting de modelos, na passarela a cantora Mariene de Castro vai abrir o grande espetáculo, eo desfile contará com algumas personalidades como a escritora Luana Génot, a jornalista Maíra Azevedo (a Tia Má), o ator Demerson Oliveira que interpretou Esù no desfile da Grande Rio e o apresentador Grafitt. A marca apresenta um Fashion Film da coleção “Tabuleiro”, que tem inspiração na diversidade baiana, com foco específico no tabuleiro de Acarajé, nos quitutes de países e culturas diferentes, que vieram de África e juntos formam e falam sobre a Bahia.</p>
<p>A coleção é fruto de uma extensa pesquisa que teve início em 2019, quando Hisan Silva e Pedro Batalha, criativos por trás da marca, começaram a se aprofundar sobre o cotidiano baiano, a história e suas ramificações do dia a dia em relação ao tabuleiro de acarajé. A partir disso, buscaram traduzir as reverberações desse elemento enquanto um símbolo da cultura regional.</p>
<p>A essência da marca, um encontro entre o urbano e o clássico, poderá ser vista na estreia da DND. A Tabuleiro é uma coleção de inverno que traz peças ajustáveis com um mix de alfaiataria e o DNA street, dividida em cinco pratos principais, acarajé, abará, caruru, vatapá e cocada, as texturas e sensações são traduzidas através da sarja e malhas de algodão, matéria prima principal da Dendezeiro, unidos a outros tecidos e materiais como miçangas e elementos que referenciam a cultura baiana e o tabuleiro de acarajé.</p>
<p>Retratando o cotidiano soteropolitano e trazendo um pouco da poesia urbana, a coleção reforça como o tabuleiro de acarajé se conecta com as religiões de matrizes africanas e seus conhecimentos, com as artes de rua, com os talentos em manufatura, na vida e no DNA do povo baiano.</p>
<p>A coleção estará disponível no mesmo dia do lançamento como uma estrutura de pré-venda para o público, no site oficial da marca www.dendezeiro.com.br.</p>
<p>Conheça mais <a href="https://www.google.com/url?q=https://www.google.com/url?q%3Dhttps://instagram.com/dendezeiro?igshid%253DYmMyMTA2M2Y%253D%26amp;sa%3DD%26amp;source%3Deditors%26amp;ust%3D1654196210425282%26amp;usg%3DAOvVaw280bayEc7IPIYX0Z3YExSL&amp;sa=D&amp;source=docs&amp;ust=1654196210491303&amp;usg=AOvVaw3yl3smJm-2DmYKegNCXqys">@dendezeiro </a>foto: <a href="https://www.google.com/url?q=https://www.google.com/url?q%3Dhttps://instagram.com/kevinoux?igshid%253DYmMyMTA2M2Y%253D%26amp;sa%3DD%26amp;source%3Deditors%26amp;ust%3D1654196210425748%26amp;usg%3DAOvVaw1xaqBfKSgt27zJsqx8DRL8&amp;sa=D&amp;source=docs&amp;ust=1654196210491453&amp;usg=AOvVaw36VJnI_g9AWj_v5bOKHVOv">@kevinoux</a></p>


<p id="h.i8r5ep9248ig"><strong>Maragogipinho por Ateliê Mão de Mãe</strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="alignleft size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="682" height="1024" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/43FE7C2F-EB89-4C8B-8558-011852309A34-682x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-49194" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/43FE7C2F-EB89-4C8B-8558-011852309A34-682x1024.jpeg 682w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/43FE7C2F-EB89-4C8B-8558-011852309A34-200x300.jpeg 200w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/43FE7C2F-EB89-4C8B-8558-011852309A34-100x150.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/43FE7C2F-EB89-4C8B-8558-011852309A34-768x1153.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/43FE7C2F-EB89-4C8B-8558-011852309A34-1023x1536.jpeg 1023w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/43FE7C2F-EB89-4C8B-8558-011852309A34-150x225.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/43FE7C2F-EB89-4C8B-8558-011852309A34-300x450.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/43FE7C2F-EB89-4C8B-8558-011852309A34-696x1045.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/43FE7C2F-EB89-4C8B-8558-011852309A34-280x420.jpeg 280w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/43FE7C2F-EB89-4C8B-8558-011852309A34.jpeg 1066w" sizes="(max-width: 682px) 100vw, 682px" /><figcaption>Divulgação (Ateliê Mão de Mãe)</figcaption></figure></div>



<p>A marca baiana&nbsp;Ateliê Mão de Mãe,&nbsp;já veterana na São Paulo Fashion Week, apresenta sua nova coleção que tem como inspiração a comunidade Maragogipinho, localizada no Recôncavo Baiano. A região é um dos maiores polos de artesanato brasileiro e a coleção homenageia essa cadeia produtiva que vive das artes manuais, assim como a marca, que traz o crochê como grande destaque.</p>



<p>Confeccionadas em algodão 100% e aviamentos naturais, as peças desenvolvidas pelos Diretores criativos&nbsp;Patrick Fortuna e Vinicius Santana,&nbsp;trazem técnicas em crochê que remetem ao artesanato da região, como as pinturas em barro e as flores da Tabatinga, além dos bordados no crochê sobre crochê (algumas peças levam até 18 dias para serem finalizadas) que dão às peças um toque ainda mais elaborado e valioso</p>



<p>Entre os mais de 25 looks apresentados, uma paleta com cores para todas as horas do dia, em casaquetos, saias, shorts, vestidos e casacos em crochê que fazem referência à década de 40, com shapes estruturados em um mix de texturas e modelagem impecável.</p>



<p>A coleção marca a entrada de peças em tecido plano na label: looks em alfaiataria trazem modelagem estruturada nada óbvia, o tweed surge em shapes clássicos, e a seda aliada ao crochê, traz leveza e fluidez à coleção.</p>



<p>Uma outra novidade da coleção é a collab&nbsp;Gilvanetti + AMM, que apresenta sapatos em modelos como botas western + flat com madeira de reflorestamento em design italiano, além de algumas bags mini e maxi em couro tressê.</p>



<p>A apresentação desta temporada tem um sabor especial para a Ateliê Mão de Mãe, que é a primeira marca a sair do coletivo SANKOFA e entrar oficialmente para o line-up da SPFW.</p>



<p>Conheça mais&nbsp;<a href="https://www.google.com/url?q=https://www.google.com/url?q%3Dhttps://instagram.com/ateliemaodemae?igshid%253DYmMyMTA2M2Y%253D%26amp;sa%3DD%26amp;source%3Deditors%26amp;ust%3D1654196210426758%26amp;usg%3DAOvVaw3tzLzIsM2klycYbqq664xL&amp;sa=D&amp;source=docs&amp;ust=1654196210491855&amp;usg=AOvVaw260Yh--WN9CNC7O98NlLVo">@ateliemaodemae</a></p>



<p id="h.cp2d3c9vkzw9">foto:&nbsp;<a href="https://www.google.com/url?q=https://www.google.com/url?q%3Dhttps://instagram.com/edgarazevedo?igshid%253DYmMyMTA2M2Y%253D%26amp;sa%3DD%26amp;source%3Deditors%26amp;ust%3D1654196210427056%26amp;usg%3DAOvVaw3c7YbkiEIxsECZtELfe2Xa&amp;sa=D&amp;source=docs&amp;ust=1654196210491977&amp;usg=AOvVaw0IenFBtjmu345faaeY_wWK">@edgarazevedo</a>&nbsp;</p>



<p id="h.jjdn5hgxnoor"><strong>Meninos Rei &#8211; Meu Ori é Minha Voz</strong></p>



<p>Volumetria, texturas e muita suntuosidade, foram o viés para a construção das peças apresentadas na coleção “Meu Ori é a minha voz”.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="340" height="512" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/B013F63E-A586-464F-AB7F-B2C63AE211A2.jpeg" alt="" class="wp-image-49195" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/B013F63E-A586-464F-AB7F-B2C63AE211A2.jpeg 340w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/B013F63E-A586-464F-AB7F-B2C63AE211A2-199x300.jpeg 199w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/B013F63E-A586-464F-AB7F-B2C63AE211A2-100x150.jpeg 100w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/B013F63E-A586-464F-AB7F-B2C63AE211A2-150x226.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/B013F63E-A586-464F-AB7F-B2C63AE211A2-300x452.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/06/B013F63E-A586-464F-AB7F-B2C63AE211A2-279x420.jpeg 279w" sizes="(max-width: 340px) 100vw, 340px" /><figcaption>Imagem: Meninos Rei</figcaption></figure></div>



<p>O tecido africano, que é a base do trabalho da marca, continua sendo protagonista, assim como o patchwork, que são características marcantes no nosso trabalho. &#8220;A novidade desse desfile é o lançamento da nossa estampa, códigos que nos acompanham e que falam sobre a nossa história foram executados pelo designer baiano Hori, da Estúdio Agá&#8221;.</p>



<p>Os calçados artesanais foram idealizados pelo artista plástico sergipano Lucas Lemos, da Tsuru.</p>



<p>As pochetes, bags, buckets e bolsas foram executadas pelo designer baiano Vinícius Carmezin, da Ziê</p>



<p>Os balangandãs e coroas da casa de artigos religiosos Ilê de Odé. A concepção criativa dos colares foi feita por Kelba Deluxe e os brincos e anéis, foram assinados pela designer baiana Luana Rodrigues.</p>



<p>Conheça mais&nbsp;<a href="https://www.google.com/url?q=https://www.google.com/url?q%3Dhttps://instagram.com/meninosrei?igshid%253DYmMyMTA2M2Y%253D%26amp;sa%3DD%26amp;source%3Deditors%26amp;ust%3D1654196210428048%26amp;usg%3DAOvVaw2LORWdekHka8IXbJepMS2w&amp;sa=D&amp;source=docs&amp;ust=1654196210492355&amp;usg=AOvVaw2c6xIFDtu-FXzk3A9I7Eke">@meninosrei</a></p>



<p id="h.9jh9hqayy79q">foto: assessoria de imprensa</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Balé Folclórico da Bahia está de volta</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/o-bale-folclorico-da-bahia-esta-de-volta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camilla Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Apr 2022 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo Afro]]></category>
		<category><![CDATA[arte negra]]></category>
		<category><![CDATA[cultura preta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Bal&#233; Folcl&#243;rico da Bahia &#233; considerado um dos principais embaixadores culturais do Brasil no mundo, com espet&#225;culos que retratam o candombl&#233;, a capoeira, a dan&#231;a maculel&#234;. Zebrinha, core&#243;grafo do Bal&#233; Folcl&#243;rico, traz uma perfeita tradu&#231;&#227;o: &#8221;O BAL&#201; &#201; A MANEIRA CONTEMPOR&#194;NEA DE DAN&#199;AR, TEATRALIZAR A NOSSA ANCESTRALIDADE&#8221;. E &#233; exatamente isso, voc&#234; sente os [&#8230;]</p>
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<p>O Balé Folclórico da Bahia é considerado um dos principais embaixadores culturais do Brasil no mundo, com espetáculos que retratam o candomblé, a capoeira, a dança maculelê. Zebrinha, coreógrafo do Balé Folclórico, traz uma perfeita tradução: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>”<em>O BALÉ É A MANEIRA CONTEMPORÂNEA DE DANÇAR, TEATRALIZAR A NOSSA ANCESTRALIDADE</em>”.</p></blockquote>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/8-1024x576.png" alt="" class="wp-image-47078" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/8-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/8-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/8-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/8-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/8-1536x864.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/8-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/8-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/8-1920x1080.png 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/8-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/8.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Direção: Gustavo Korontai e Lu Guimarães
Direção de Fotografia: Marcelo Brito Filho</figcaption></figure>



<p></p>



<p>E é exatamente isso, você sente os ancestrais presentes naquele palco, se arrepia, se emociona e sente orgulho da história que carregamos na nossa pele, no nosso cabelo, nos nossos traços.&nbsp;</p>



<p>Em agosto deste ano a companhia completa 34 anos. Com apresentações em mais de trezentas cidades e 27 países, incluindo Estados Unidos, Itália, Inglaterra, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Nova Zelândia, Austrália, Alemanha, França, Holanda, Suíça, México, Chile, Colômbia, Finlândia, Suécia e África do Sul, dentre outros. Walson Botelho, mais conhecido como Vavá Botelho, fundador e diretor geral do grupo, destaca que “Seguramente, somos um dos principais embaixadores da cultura popular brasileira e afro-baiana para o mundo”. Olha o tamanho dessa potência!</p>



<p>Com sede no Pelourinho, em Salvador, o Balé Folclórico da Bahia (BFB) é a única companhia de dança folclórica profissional do país. Os integrantes da companhia – dançarinos, músicos e cantores – recebem preparação técnica para dança, música, capoeira, canto e teatro. Para preservar e divulgar as principais manifestações folclóricas da Bahia, o Balé desenvolveu uma linguagem cênica que parte dos aspectos populares e atinge questões contemporâneas. É impossível assistir e não se arrepiar com os movimentos e com a arte manifestada no palco.</p>



<p>Durante 27 anos o BFB se apresentava diariamente, tendo como público, principalmente, turistas estrangeiros e de outros estados do Brasil. Com a pandemia, o grupo quase encerrou suas atividades. Foi a contribuição de artistas, admiradores e da população que manteve a companhia nos dois últimos anos. “Agora, graças a Lei de Incentivo, ao patrocínio da iniciativa privada e a inúmeros apoios, o Balé Folclórico da Bahia volta com uma programação extensa, robusta, que contempla da formação do seu novo corpo de baile a uma estreia mundial prevista para novembro, no TCA &#8211; Teatro Castro Alves, em Salvador”, declara Vavá Botelho, fundador e diretor geral da companhia.</p>



<p>A volta do Balé Folclórico da Bahia (BFB) ao palco do Teatro Miguel Santana, sede da companhia no Pelourinho (Salvador &#8211; BA) é um ato de resistência, de fé e esperança. De amor à arte.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/BFB_PRORESCLEAN.00_03_51_20.Still011-1024x576.png" alt="" class="wp-image-47077" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/BFB_PRORESCLEAN.00_03_51_20.Still011-1024x576.png 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/BFB_PRORESCLEAN.00_03_51_20.Still011-300x169.png 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/BFB_PRORESCLEAN.00_03_51_20.Still011-150x84.png 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/BFB_PRORESCLEAN.00_03_51_20.Still011-768x432.png 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/BFB_PRORESCLEAN.00_03_51_20.Still011-1536x864.png 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/BFB_PRORESCLEAN.00_03_51_20.Still011-696x392.png 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/BFB_PRORESCLEAN.00_03_51_20.Still011-1068x601.png 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/BFB_PRORESCLEAN.00_03_51_20.Still011-1920x1080.png 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/BFB_PRORESCLEAN.00_03_51_20.Still011-747x420.png 747w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/04/BFB_PRORESCLEAN.00_03_51_20.Still011.png 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Direção: Gustavo Korontai e Lu Guimarães
Direção de Fotografia: Marcelo Brito Filho</figcaption></figure>



<p>O desafio da companhia de jullho à novembro será a preparação do novo corpo de baile e remontagem das coreografias para o novo espetáculo “O Balé Que Você Não Vê”. Serão três coreografias inéditas &#8211; Bolero (nome provisório) de Carlos Durval; Okan de Nildinha Fonseca e 2-3-8 de Slim Mello – que foram criadas em 2018, quando o BFB completou 30 anos, mas que não foram apresentadas ao público.</p>



<p>Além de shows e exposição, Balé Folclórico da Bahia terá um festival, que acontece entre os meses de abril e novembro, incluindo programação socioeducativa com oficinas gratuitas de dança afro-brasileira e percussão em Salvador e Lauro de Freitas.</p>



<p>Você pode conhecer mais do Balé Folclórico da Bahia &#8211; e se emocionar sentindo a potência de nossos ancestrais e da nossa cultura, assistindo ao mini doc da companhia produzido pela Usina Digital e Mandinga Filmes, lançado em 06 de abril durante a coletiva no Hotel Fasano, em Salvador. O mini doc conta com depoimentos dos bailarinos, de Caetano Veloso, Carlinhos de Jesus, Ana Botafogo e a atriz Glória Pires.&nbsp;</p>



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<div class="sbi-embed-wrap"><blockquote class="instagram-media sbi-embed" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/tv/CcBe4-1j6mE/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/tv/CcBe4-1j6mE/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> <div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;"> <div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div> <div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; 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overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/tv/CcBe4-1j6mE/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Balé Folclórico da Bahia (@bfdabahia)</a></p></div></blockquote><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></div>
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<p>E pra você que está ou estará em Salvador de abril em diante, o espetáculo terá apresentações a partir de 29 de abril, às 19h. Os ingressos terão o mesmo valor de 2020, com a meia-entrada promocional valendo para todos, como forma de atrair o público local e fidelizar novos espectadores. O valor do ingresso promocional será de R$ 60,00.</p>



<p>Não perca! Assista o Balé Folclórico da Bahia.</p>
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		<title>A busca pelo afeto em tempos de relações rasas</title>
		<link>https://mundonegro.inf.br/a-busca-pelo-afeto-em-tempos-de-relacoes-rasas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Camilla Prado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Apr 2022 14:14:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[afroafeto]]></category>
		<category><![CDATA[bell hooks]]></category>
		<category><![CDATA[camilla prado]]></category>
		<category><![CDATA[instagram]]></category>
		<category><![CDATA[sobonfu some]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este texto é uma travessia, um caminhar através de reflexões, perguntas, compartilhamento de pensamentos e ressignificação das relações. Além do impacto emocional-social causado pela pandemia, vivemos em tempos desafiadores para relacionar-se, onde as relações se tornaram rasas, líquidas. É muito mais fácil - e rápido - “trocar as pessoas" do que "trocar uma ideia”.<br />
Os ensinamentos africanos são muitos e nos atravessam, se permitirmos e nos abrirmos. Nos colocarmos receptivos para o afeto.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Este texto é uma travessia, um caminhar através de reflexões, perguntas, compartilhamentos de pensamentos e ressignificação das relações.&nbsp;</em></p>



<p>Em rodas de conversas com diferentes amigos tenho observado que as mesmas questões, as mesmas dores atravessam as pessoas: a solitude que se transforma em solidão e a busca constante por afeto. Não falo exclusivamente de relações afetivas, falo de todos os tipos de relações.&nbsp;</p>



<p>Estamos caminhando para três anos de isolamento social, muitas pessoas continuam trabalhando no formato de <em>home office</em> e toda troca se dá apenas através de uma tela. Não tem abraço, toque, muitos não conhecem como é a risada da outra pessoa, a sua altura e nem o cheiro. Perdemos a humanização do outro. Ainda não mensuramos o tamanho do impacto social e comportamental que a pandemia nos afetou, mas sentimos que não somos mais o mesmo quando saímos de casa e encontramos as pessoas. Parece que existe um certo deslocamento, uma sensação de não sei se abraço ou se fico com as mãos no bolso pra evitar que ultrapasse o limite do toque, os sons que se misturam entre conversas, música e trânsito.</p>



<p>Você já percebeu como tivemos muitas mudanças internas e nossas relações com as pessoas também estão afetadas?&nbsp;</p>



<p>Além do impacto emocional-social causado pela pandemia, vivemos em tempos desafiadores para relacionar-se, onde as relações se tornaram rasas e líquidas. É muito mais fácil &#8211; e rápido &#8211; “trocar as pessoas&#8221; do que &#8220;trocar uma ideia”, afinal, pra conversar, precisa de tempo, disposição e, algumas vezes, paciência. Pois, o que forma as pessoas são seus ideais, suas histórias e experiências, suas visão de mundo diferente e por isso se chama <em>troca</em>. Entre os meus (e comigo), percebo um cansaço e uma frustração de se abrir para estes momentos e simplesmente não acontecer porque a outra pessoa não está disposta, não está na condição de se abrir, de mostrar suas vulnerabilidades, de se doar para conhecer a si e ao outro. Percebo que para muitas pessoas o período de isolamento, principalmente no início, foi um momento de mergulho interior, de autodescoberta e por isso, aconteceram mudanças significativas em busca de uma melhor versão de si mesmo. Alguns casais se formaram, outros terminaram. Muitos sentimentos sendo ressignificados, curados e finalizados. Abrindo assim o caminho para o “deixar ir” e “deixar vir”.&nbsp;</p>



<p>E, se você chegou até aqui, tenho que te dizer que o desenrolar dessas linhas será sobre o que mais tem me atravessado nos últimos tempos ressignificar as relações a partir de novas perspectivas sobre o amor e o afeto.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="825" src="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/afeto_og-cruz-1024x825.jpeg" alt="" class="wp-image-46221" srcset="https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/afeto_og-cruz-1024x825.jpeg 1024w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/afeto_og-cruz-300x242.jpeg 300w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/afeto_og-cruz-150x121.jpeg 150w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/afeto_og-cruz-768x618.jpeg 768w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/afeto_og-cruz-1536x1237.jpeg 1536w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/afeto_og-cruz-2048x1649.jpeg 2048w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/afeto_og-cruz-696x560.jpeg 696w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/afeto_og-cruz-1068x860.jpeg 1068w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/afeto_og-cruz-1920x1546.jpeg 1920w, https://mundonegro.inf.br/wp-content/uploads/2022/03/afeto_og-cruz-522x420.jpeg 522w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Og Cruz</figcaption></figure>



<p>Tudo parte de duas leituras que me fizeram renascer, senti meu mundo se abrir para outras visões e passei a interpretar tudo de uma outra forma. Percebi que as minhas relações foram construídas não sob o ponto de vista de África e sim do ocidente. E isso faz toda diferença. Vamos conversar sobre Sobonfu Somé e bell hooks?&nbsp;</p>



<p>Tudo começou com “Um defeito de Cor, que é turbilhão de emoções. A partir dele, comecei a me debruçar em livros de filosofia africana e cheguei em ”O Espírito da Intimidade” de Sobonfu Somé mais de uma vez. Me atravessou tanto que tive que resgatar e ler de novo. Pra começar, Sobonfu descreve a intimidade como “uma canção do espírito, que convida duas pessoas a compartilharem seu espírito. É uma canção que ninguém consegue resistir… Quer admitimos ou não, existe uma dimensão espiritual em todos os relacionamentos independentemente de sua origem”. Em que momento buscamos, pensamos ou temos conosco isso em nossas relações? Esquecemos (ou muitas vezes nem aprendemos) os costumes e a filosofia africana, de nossos ancestrais. Entramos no automático, deixamos de valorizar as pessoas que passam a fazer parte de nossa travessia porque simplesmente não paramos pra pensar que essas pessoas não apareceram por acaso, que os encontros acontecem em conexão com o espírito. É algo muito maior, mas estamos preocupados e apressados demais, deixamos de vivenciar os momentos e nem sabemos o sentido dessa pressa toda.&nbsp;</p>



<p>A intimidade está num lugar que é acompanhado de outros ingredientes raros &#8211; vulnerabilidade, confiança, entrega e o principal, deixar de ter qualquer expectativa ou projeção sobre perfeição, seja sobre si próprio ou sobre o outro. Para acessar esse lugar, você precisa abrir mão daqueles estereótipos formados em sua cabeça e enxergar quem está ali na sua frente, verdadeiramente. Você está pronto pra isso? Pra deixar de lado as princesas e príncipes da Disney? O processo de aceitação começa por você, por aceitar seu corpo, suas marcas, suas experiências, acolher suas dores, seus tramas e suas sombras, assim como encontrar e admirar suas riquezas, sua fortaleza. Quando conseguir se olhar na intimidade sem se julgar, vai conseguir olhar pra outra pessoa com todo carinho e afeto que ela também merece.</p>



<p>Já com bell hooks, em “tudo sobre o amor &#8211; novas perspectivas”, somos provocados a refletir sobre qual é o significado do amor. Toda vida o amor foi visto por mim como um sentimento, não sei se eu posso dizer (assim como muitas pessoas pretas) que me senti sempre amada. Posso ter me sentido cuidada, mas amada não necessariamente. bell traz reflexões sobre a origem do amor&nbsp; mesmo a partir das relações com nossas famílias, ou como a sociedade fala e deseja o amor mas não sabe defini-lo. Gosto quando ela aponta que o amor como uma ação, a partir do trabalho de Erich Fromm que define amor como &#8220;a vontade de se empenhar ao máximo para promover o próprio crescimento espiritual ou de outra pessoa […] O amor é o que o amor faz. Amar é um ato de vontade […] A vontade também implica escolha. Nós não temos que amar. Escolhemos amar”. E aqui também aprendi alguns ingredientes raros para essa construção: afeição, carinho, reconhecimento, respeito, confiança, honestidade e comunicação aberta.</p>



<p>Os ensinamentos africanos são muitos e nos atravessam, se permitirmos e nos abrirmos.&nbsp;</p>



<p>Mas alerto para momentos de reflexão, de revisão da vida e da forma como somos e nos colocamos no mundo. Pois, depois de acessar esses ensinamentos, mudanças podem acontecer no seu interior e quando você buscar trocas, pode sentir um vazio porque as pessoas tem medo de usar esses ingredientes todos e assim chega a frustração, o cansaço de tentar se relacionar com base na troca de afeto, de cuidado, de carinho e conexão.&nbsp;</p>



<p>Tenho acreditado cada vez mais que o amor cura.&nbsp;E que o amor preto é revolucionário, um ato político.&nbsp;</p>



<p>Mas também enxergo as relações como uma responsabilidade que demanda tempo, dedicação, paciência e disposição, com altas doses de coragem.&nbsp;</p>



<p>Mas se você se sentir atravessado por esses ingredientes e estar disposto, tente acreditar que vai acontecer essa troca, confia no cochicho que chega nos seus ouvidos, são seus ancestrais te preparando para o que vai chegar, se renda às transformações.&nbsp;&nbsp;</p>
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