Um carnaval com conteúdo divertido, mas sem racismo. Duas jornalistas, Helaine Martins e Karoline Gomes resolveram dar uma forcinha aos jornalistas para que o carnaval além de preservar a diversidade e tradição tenha um conteúdo antirracista.

As duas, que fazem parte do projeto Entreviste um Negro criaram uma cartilha por meio de uma postagem no Instagram com  5 dicas para uma cobertura jornalística livre de racismo. “Nós apontamos os erros mais comuns nessa época e explicamos por que eles são problemáticos. Sempre indicando caminhos para evitá-los, como entrevistar especialistas negros e racializar as pautas”, contam.

O conteúdo tem orientações jornalísticas, exemplos positivos e negativos publicados nos mais diversos veículos em anos anteriores e indicação de fontes especialistas – todos pesquisadores negros sobre samba, carnaval e cultura popular.

Entre os erros apontados pelas jornalistas, estão casos como o uso do termo “mulata” para se referir às mulheres negras, especialmente passistas, e a publicação de imagens racistas, como fantasias de nega maluca e black face.

A cartilha, no entanto, também vale para o resto do ano. Para além do carnaval, dicas como não reforçar estereótipos e produzir pautas partindo de uma perspectiva racial são determinantes para se acabar com a difusão de um discurso fortemente racista e naturalizado na imprensa. “Elas são um primeiro passo para evitar a publicação recorrente de equívocos grosseiros, que só demonstram o desconhecimento da temática étnico-racial dentro das redações. Infelizmente, ainda majoritariamente brancas”.

Sabia mais sobre o projeto: www.entrevisteumnegro.com.br

 

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