Um dos primeiros romances do Brasil foi escrito por um autor Afro-brasileiro

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Um dos primeiros romances do Brasil foi escrito por um autor Afro-brasileiro

Por Durval Arantes – Autor do livro “O último Negro”

Antônio Gonçalves Teixeira de Sousa, Cabo Frio (28 de Março de 1812 — Rio de Janeiro, 1 de dezembro de 1861), foi um escritor, romancista, poeta e dramaturgo afro-brasileiro. Ele é o autor de um dos primeiros romances literários do Brasil, a obra entitulada “O filho do pescador”.

Era filho do comerciante português, Manuel Gonçalves, e de uma mulher afro-brasileira, Ana Teixeira de Jesus.  Em razão da situação precária da família abandonou os estudos e passou a trabalhar em uma carpintaria.  Em sua cidade natal, tinha como mestre o cirurgião, professor e poeta Inácio Cardoso da Silva. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1825.  Acometido pela tuberculose, retorna a Cabo Frio em 1830 e escreve a sua primeira tragédia, “Cornélia”, que seria publicada apenas em 1840.

Por volta dos vinte anos de idade retomou os estudos em passou a aperfeiçoar o seu dom da escrita.   Em 1832 muda-se mais uma vez para o Rio de Janeiro, onde passa a trabalhar na tipografia de Francisco de Paula Brito, um dos pioneiros do ofício de edição de livros no Brasil.

Dessa parceria, nasce a edição do romance “O Filho do Pescador”, em 1843, volume tido nos meios literários brasileiros como a primeira obra do gênero escrita por um autor nascido no Brasil.

Outros trabalhos de Teixeira e Sousa incluem:  os livros de poesia “Cantos Líricos I”, em 1841 e “Cantos Líricos II”, em 1842, “Os Três Dias de um Noivado”, em 1844, e “A Independência do Brasil”, em 1847.

Foi também professor público primário, ao mesmo tempo em que consolidava a parceria editorial com Paula Brito.

Publicou também o romance “A Providência”, e a tragédia “O Cavaleiro Teutônico” e “A Freira de Marienburg”, em 1854.  Em 1856 publica um outro romance, “As Fatalidades de Dois”.

“A Menina Roubada” foi o seu último trabalho literário.

Fragilizado pela tuberculose, Antônio Gonçalves Teixeira de Sousa vem a falecer em 1861, na cidade do Rio de Janeiro, aos 49 anos.

 

 

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