Natural de Belford Roxo, Dayane Sena foi a primeira eliminada do ‘No Limite’, reality show da TV Globo. “Foi algo completamente diferente de tudo que eu já vivi na vida, e olha que eu já passei por muita coisa, mas nada com tanta intensidade”, comentou a professora em entrevista para a emissora. “Assim que eu cheguei, já vi que tinha que ir para a água e já me deu um certo desespero. Ali já enfrentei o meu primeiro medo e vi que o negócio ia ficar bem sério para mim”. Apesar do curto período dentro do programa, Dayane conta que a experiência lhe garantiu muitos aprendizados.

Globo: Além da água, qual outro desafio você destaca?

Dayane Sena: No acampamento, quando começava a anoitecer já me dava umas palpitações. A noite não passava, era longa demais. Os mosquitos “carregam” nosso corpo, quase tiram a gente do chão, é inacreditável. E ainda tem muitos barulhos, chuva em cima de você. Mais difícil do que as provas, foi tentar dormir.

Foto: Divulgação / TV Globo.

O racionamento de comida também foi um problema para você?

Como a gente ganhou as duas primeiras provas de comida, até que estávamos bem abastecidos. É claro que não era uma grande
quantidade, mas dava para comer bem. Conseguimos pegar bastante coisa, mas foi só na segunda prova que conseguimos o sal. A
primeira comida estava bem ruim, um monte de enlatado misturado, mas pelo menos a gente conseguiu se alimentar para fazer a
outra prova
.

Como você avalia a sua tribo?

Todo mundo é muito forte. Todos ali têm uma história dentro do atletismo ou alguma outra coisa. Acho que só a Kamyla que não
praticava atividade física, mas ela estudou as provas da edição passada. Eles estão muito preparados fisicamente e psicologicamente para estarem ali. Comparado a eles, eu só tinha a minha força de vontade mesmo, não tinha o preparo físico que eles têm. E além de serem bem fortes, também são muito organizados. Logo no primeiro dia, todos já sabiam no que cada um era bom e no que era mais fraco. E a equipe estava sempre conversando sobre o que poderia vir nas provas.

Foto: Divulgação / Globo.

Você é mãe de uma menina e falou sobre isso na sua apresentação. A saudade foi um desafio para você?

Sim, acho que a parte mais difícil de tudo foi realmente segurar a saudade da minha filha. Mas eu sabia, a todo instante, que tudo que eu estava fazendo era pensando nela. A cada 10 coisas que eu contava no acampamento, nove eram sobre a minha filha (risos). Nunca fiquei tanto tempo longe dela.

Para finalizar, me conta quais foram os seus maiores aprendizados.

Depois de ficar lá, deitada naquele chão sem conseguir dormir, com mosquito em cima, chovendo, passei a valorizar muito a minha
casa e o conforto da minha cama. A gente acha que têm pouco, mas diante das condições que ficamos ali, só tenho a agradecer pelo que eu já tenho. É claro que ainda quero conquistar muito mais, mas quando a gente está vivendo no limite, começa a ser muito grato pelo que já tem

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