Realizada pelo Instituto Desvelando Oris, quarta edição propõe uma conversa sobre memória, ancestralidade e permanência em São Paulo.
O Instituto Desvelando Oris realiza, nesta quarta-feira (29), a quarta edição do Prêmio Mulheres Dissonantes, no Auditório do MASP, em São Paulo. Com o tema “A Arte de Permanecer”, o encontro reunirá a artista visual Lídia Lisboa, a cantora e compositora Luedji Luna e a advogada Juliana Souza, fundadora e presidente da organização.
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A programação integra as celebrações pelo Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e terá uma conversa sobre memória, ancestralidade e permanência, mediada por Juliana. Em seguida, será realizada a cerimônia de homenagem que dá nome ao prêmio.
Criada para reconhecer mulheres que contribuem para a sociedade por meio da arte, da cultura, da educação, da comunicação e da incidência social, a premiação destaca o protagonismo feminino na produção de conhecimento, na criação artística e na construção de novos caminhos para o país.
Nesta edição, o tema “A Arte de Permanecer” propõe uma reflexão sobre as formas de permanência construídas por mulheres negras ao longo da história. A proposta relaciona esse movimento à preservação da memória, à ocupação de espaços, à produção de conhecimento e à criação de narrativas capazes de gerar novas possibilidades para as próximas gerações.
Lídia Lisboa desenvolve uma produção artística abordando temas como memória, território, ancestralidade e identidade. Suas obras integram coleções públicas e privadas no Brasil e em outros países.
Já a artista baiana Luedji Luna, indicada ao Grammy Latino, aborda em sua obra questões relacionadas à ancestralidade, pertencimento, deslocamento e afeto. A cantora consolidou sua trajetória na música brasileira contemporânea por meio de trabalhos que articulam experiências individuais e coletivas.
Responsável pela mediação, Juliana Souza é advogada e fundou o Instituto Desvelando Oris em 2022. A organização atua no enfrentamento às desigualdades raciais e de gênero a partir dos eixos de educação, justiça e cultura.
Juliana também foi reconhecida pelo MIPAD, iniciativa internacional voltada a pessoas afrodescendentes, e é autora do livro “Torrente Ancestral — Vidas Negras Importam?”. Sua atuação reúne advocacia racial, direito e produção cultural.
Desde a primeira edição, o Prêmio Mulheres Dissonantes reconhece trajetórias femininas em diferentes áreas e busca ampliar a visibilidade de iniciativas que fortalecem direitos, a cultura brasileira e a criação de novos imaginários sociais.
Serviço
4º Prêmio Mulheres Dissonantes — A Arte de Permanecer
Data: quarta-feira, 29 de julho de 2026
Credenciamento: das 19h às 19h45
Início da programação: 19h45
Local: Auditório do MASP — Avenida Paulista, 1.578, 1º subsolo, São Paulo (SP)
Entrada: gratuita, com vagas limitadas e retirada antecipada de ingresso pela plataforma Sympla.
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