Eu nem estava planejando assistir ao Oscar, nesse último domingo, mesmo torcendo pelo Corra como melhor filme.

Mas isso foi antes de ver a imagem da Lupita Nyong’o , Danai Gurira e Winston Duke chegando no tapete vermelho.

Quase não vejo TV e acompanho tudo pelas redes sociais, e logo após colocar meus olhos nesse trio todo trabalhado no poder do vibranium, eu vi as duas protagonista, Lupita e Danai dar uma braço cheio de amor no Daniel Kaluuya. Derreti.

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Aquele sensação fez com que tudo se tornasse mais do que um tapete vermelho. Era uma declaração explícita de amor, irmandade, apoio e respeito, coisa que em termos de negritude, Hollywood e o mundo jamais viram em um evento desse patamar, assim como Pantera Negra tem extraído dentro de nós, pessoas negras ao redor do mundo, uma energia positiva, esperança e orgulho racial.

Desde a posse do Obama, eu não vejo a comunidade negra tão feliz por algo em comum. Porém, o ex-presidente era um líder americano. ChadWick Boseman , que age como se estivesse encarnado com o espírito de T-Challa (e isso é lindo) parece, durante suas entrevistas falar com todos nós.  Ele fala dos testes que fez para saber sua origem étnica, abraça crianças, senhoras, faz o sinal de Wakanda com os braços incansavelmente.

Letitia Wright fazendo seus raps sobre o filme, é um outro sopro de alegria em nossos corações, porque ela representa as meninas negras jovens, que carecem de modelos positivos, que a inspirem em ser pessoas melhores. E apesar da princesa Shuri ser um dos personagens mais encantadores do filme, a atriz não fica muito longe disso, ela é linda, carismática e sua autoestima é incontestável.

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Aqui no Brasil, não há interesse que essa chama do orgulho negro se mantenha acessa, porque ela desperta reflexões importantes, que questionam as relações sociais, do ponto de vista étnico, no passado, presente e futuro. A utopia de Wakanda, do que poderíamos ter sido sem a colonização e escravidão, nos faz querer batalhar, ainda mais, para que as próximas gerações vivam a excelência negra. Isso não sonho é uma realidade.

As iniciativas para levar crianças carentes ao cinemas brasileiros para ver Pantera Negra nos motiva a querer fazer mais por elas.

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Em tempo, Pantera Negra está para alcançar o impressionante número de 1 bilhão de dólares em bilheteria no mundo inteiro. E o filme nem chegou na China.

Wakanda para sempre, unindo os filhos das Diáspora e enchendo de orgulho todas as gerações. Muito amor envolvido.

 

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