Penso, logo existo. Essa premissa de Descartes passa longe da essência da filosofia africana onde o sentir por meio do coração é mais valorizado do que o racionalizar usando a mente.  Essa é alguma das reflexões que podemos fazer ao assistir a palestra da professora, mestra e doutoranda em Filosofia Africana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Katiúscia Ribeiro para o TEDxUnisinos.

“(RE)ancestralizar as vozes através das filosofias africanas” foi o tema abordado pela acadêmica que discorre sobre os aspectos valorizados na filosofia africana, aspectos esses atropelados pelos europeus, que se intitulam os pais da filosofia.

A professora usa a palavra Kemet , que significa terra negra e é nome original do país que hoje conhecemos como Egito ( nomeação grega)  para brindar a audiência com conhecimentos ancestrais africanos.

“Nessa gota de sangue, a partir da concepção, que no coração moram nossas emoções e é por elas que nós acessamos para pensar sobre cada um de nós. O coração é a morada da nossa consciência. (…) Nós somos um ser e um ser é um todo”, explica Katíuscia ao destacar a importância do sentir dos ensinamentos africanos onde “o pensar kemético é um exercício de ouvir a si mesmo”.

De acordo com a filosofia africana antiga , filosofar também é um exercício espiritual e a presença dos nossos ancestrais, só pode ser acessada pelo coração. “Matéria e espírito não se dicotomizam para existir, nós coexistimos pela confluência da ancestralidade que permanece viva e pulsa dentro de nós”, detalha a filósofa.

Já pensou ver e viver o mundo com os sentimentos do coração e não com a  racionalidade da mente?

Se isso te interessa confira o TED-X na íntegra:

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