No futebol ou na ginástica olímpica, o crime é o mesmo: racismo

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No último domingo (13) mais um caso de racismo no esporte revoltou as pessoas e gerou debates nas redes sociais, dessa vez a repercussão foi imediata e intensa, pois envolvia o atleta Neymar Jr.
Após ser chamado de “macaco” por um jogador branco e ter sido expulso por reagir, Neymar desabafou sobre o assunto nas redes sociais e levantou a #racismoaquinao.

Esse não foi o primeiro caso de racismo que ocorreu dentro de campo ou no esporte. Nesta segunda-feira (14), o Instagram Potencias Negras publicou uma reflexão pertinente sobre racismo no esporte. “Os esportes, embora festejados em lugares de ascensão no imaginário da juventude brasileira, são também espaços perversos pra quem é negro no Brasil”.

Em publicação, eles relembram que seja no futebol ou na ginástica olímpica, o crime é o mesmo: racismo. Pessoas negras continuam sendo o alvo mais fácil de toda ordem de insultos e ofensas.

O racismo que Neymar sofreu também nos faz recuperar a noção de racismo como fenômeno global, que guarda peculiaridades em cada lugar do mundo, mas cuja existência conforme o conhecemos hoje, está intimamente relacionada ao capitalismo. Relativizar o que aconteceu com Neymar, ou naturalizar os episódios envolvendo o goleiro Aranha, e o ginasta Ângelo Assumpção é fortalecer a cultura racista, que nos faz crer que existem alguns corpos que podem ser discriminados.
A forma como a sociedade te trata , está diretamente ligada a quem você é, de onde você vem, e qual a cor da sua pele. Pouco importa sua condição financeira.
Se somos expostos ao racismo diariamente, precisamos nos mover em prol dos nossos que também sofrem com o racismo mas não o reconhecem.

E é importante que haja esse reconhecimento e a informação, para que cada vez mais, as pessoas pretas identifiquem o racismo e não se calem. Sempre questione:
O que te torna uma pessoa negra?
O que nos une?

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