Se você como eu, ama um casamento afro, imagine presenciar 20 casais  celebrando sua união de uma vez só dentro da quadra escola de samba?

O 1º Casamento Afro Comunitário da cidade de São Paulo, para casais, negros e interraciais e LGBTS, acontece no dia 26 de Outubro, às 17h, na Quadra do Bloco da Mocidade Independente da Zona Leste.

A cerimônia será realizada com base nas Religiões de Matriz Africana, por um Babalorixá com documentação registrada no Cartório de Registro Civil de São Miguel Paulista.

O casamento foi idealizado e organizado por Débora Justino, Presidente do Bloco de Carnaval Mocidade Independente da Zona Leste e pela ONG Educafro e conta com o apoio da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo, Subprefeitura de São Miguel Paulista, Subprefeitura do Itaim Paulista, AOB – SP e Vereador Ricardo Teixeira

Esse é um evento comunitário para as pessoas que não têm grana mesmo. O critério de escolha eram ser casais negros ou interraciais, héteros ou LGBTS, que tinham que apresentar uma declaração que provasse que eles não teriam condições de pagar um casamento, para que não tivéssemos qualquer pessoa participando“, explica Anderson Barbosa assessor do evento. Os participantes também tiveram que comprovar a residência, já que o cartório que realizará o casamento fica na Zona Leste.

Nas redes sociais do evento, é possível conhecer a história de alguns casais que irão participar do casamento comunitário:

“Quando nos conhecemos foi uma energia inexplicável que nos envolveu, foi mágico e tudo muito além das nossas expectativas. Desde o primeiro dia tivemos uma ligação tão intensa que queríamos estar cada vez mais perto, a ponto de praticamente já morarmos juntos antes de oficializar um relacionamento”. Esse é um trecho da história de Jackeline e Isaac.

https://www.instagram.com/p/B3InXTLADRB/

Infelizmente as inscrições de noivos estão encerradas e o evento não é aberto ao público. Além de um casal de padrinhos, os noivos poderão levar mais 30 convidados e o único custo, é a taxa do proclamas, cobrada pelo cartório.

 

 

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