Lan house, barbearia, bistrô: Documentário, aborda afroempreendedorismo nas favelas

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Sessenta e oito bilhões de reais era o que as comunidades do Rio de Janeiro movimentavam em meados de 2015, de acordo com o instituto Data Favela. Desse tempo para muitas mudanças aconteceram no cenário econômico e político, mas dentro das comunidades o conceito de segurança e estabilidade estão longe de ser o alicerce da movimentação financeira . O documentário Grana Preta, que estreou ontem no RJ, mostra como quem empreende nesse espaço consegue manter o seu negócio .

A ideia de produzir o documentário surgiu depois de uma pesquisa qualitativa desenvolvida, com comerciantes do Complexo do Alemão. “O que mais nos chamou atenção foi perceber que grande parte dos comerciantes abriram seus negócios motivados pelo desejo de trabalhar perto de casa e pela possibilidade de organizar seu tempo, rotina”, destaca Thamyra Thâmara, jornalista e criadora docriadora do GatoMIDIA, espaço de aprendizado em mídia e tecnologia para jovens negros e de espaços populares.

O documentário tem o objetivo de debater os métodos e formatos dos negócios desenvolvidos nas favelas e por empreendedores negros.

“Sobre a crise, a crise na favela não é novidade, a favela sempre lidou com crise, com ausência do estado e de políticas públicas. Tá aí o conceito do nós por nós, as pessoas abrem negócios em suas próprias casas, no quintal, na laje ou na rua”, explica a jornalista.

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[ Documentário GRANA PRETA saindo em setembro ] O documentário tem o objetivo de debater os métodos e formatos dos negócios desenvolvidos nas favelas e por empreendedores negros. A partir do "se vira", "nois por nois" e o "black money" , que são conceitos que perpassam esses empreendimentos. Segundo o Data Favela, as favelas do Rio de Janeiro movimentam 68,6 bilhões de reais por ano. Grande parte desse dinheiro circula na economia local. Saber produzir e criar em ambiente adversos é uma habilidade diferenciada que pode ser potencializada e replicada metodologicamente. A lan house que compartilha espaço com o tio do bar, a barbearia que vende roupa, a tia que vende quentinha por 3 conto, a feira de sábado, o brechó das igrejas, a padaria com pão a 20 centavos, o bistrô de cerveja artesanal, tudo isso apontam os novos rumos da economia colaborativa e dos negócios em tempos crise. O que vemos agora é uma grande parcela da população que sempre viveu em "crise", mas que vê na situação atual oportunidades para avançar. Realização @gatomidia #blackmoney #noizpornoiz #sevira #seviranos30

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“Saber produzir e criar em ambiente adversos é uma habilidade diferenciada que pode ser potencializada e replicada metodologicamente. A lan house que compartilha espaço com o tio do bar, a barbearia que vende roupa, a tia que vende quentinha por 3 conto, a feira de sábado, os brechós das igrejas , a padaria com pão a 20 centavos, o bistrô de cerveja artesanal, tudo isso apontam os novos rumos da economia colaborativa e dos negócios em tempos crise”, finaliza.

O documentário terá outras duas exibições.

23.09 – Bistrô Estação R&R
10.10 – Instituto Black Bom

Para mais informações sobre exibições e parcerias podem ser obtidas no e-mail: projetogatomidia@gmail.com 

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