Inscrições abertas para a imersão “Juristas Negras: vivências e epistemologias ancestrais”

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Foto: Freepik

Nos dias 13, 20 e 27 de março será realizada, ao vivo e online, a Imersão “Juristas Negras: vivências e epistemologias ancestrais”. A partir de uma abordagem teórico-vivencial, o objetivo é fomentar a construção e o reconhecimento da identidade de mulheres negras que atuam no universo jurídico enquanto estudantes ou profissionais.

Os encontros serão conduzidos por Chiara Ramos e Lívia Sant’Anna Vaz, ambas com  trajetórias de sucesso no serviço público, costumam inspirar outras mulheres a ocupar cargos de poder: “Foram anos de apagamento da nossa relevância intelectual, dos nossos saberes ancestrais, agora é hora de ocuparmos os espaços que nos foram negados por séculos”, aponta Chiara Ramos.

A iniciativa  – que está em sua terceira edição – costuma contar com perfis diversos em todas as turmas: “Já recebemos acadêmicas de Direito, Juízas, Procuradoras, Defensoras Públicas. Uma das propostas da Imersão é promover o acolhimento e a troca de saberes entre as participantes, independente do papel social que aquela jurista desempenhe. São em nossas vivências enquanto mulheres negras que nos reconhecemos”, afirma Lívia Vaz.

OPORTUNIDADE

Através de um processo seletivo, haverá a oferta de bolsas para juristas negras interessadas em fazer parte da atividade. Para concorrer, é necessário responder ao formulário disponível aqui até o dia 28/02. O resultado será divulgado até o dia 05/03 nas redes sociais das facilitadoras.

SOLIDARIEDADE

Repetindo uma prática de sucesso nas edições anteriores, o evento também está recebendo inscrições de pessoas e instituições que queiram custear a participação de mais juristas negras na Imersão.  “Possibilitar o acesso de mulheres negras a programas de estudos, oportunidades profissionais ou de crescimento pessoal é uma das formas de ser antirracista e, de certa forma, ser ponte para os novos horizontes  na vida de alguém”, concluiu Amanda Alves, bolsista da primeira edição da Imersão.  

Sobre o evento:

OBJETIVO GERAL
Contribuir com o processo de catalisação da multipotencialidade de juristas negras,  a partir de encontros que contemplam uma abordagem teórico-Vivencial. Nessa perspectiva, desejamos fomentar a construção e o reconhecimento da identidade de mulheres negras juristas, como também facilitar o compartilhamento e a troca de saberes diversos, estimulando o enfrentamento estratégico do racismo patriarcal. 

COMO IRÁ FUNCIONAR
Em formato dinâmico, com música, poesia e construção coletiva, teremos três encontros online e ao vivo, via zoom. Haverá (e incentivamos) espaço para falas em todos os dias de imersão.

PROGRAMAÇÃO

XIRÊ 1 – “E EU NÃO SOU UMA MULHER?”

DATA: 13/03

HORÁRIO:  16h às 18h

Objetivo – Abordar o processo da construção de identidade das juristas negras interrogando como as crenças limitantes – alimentadas por estereótipos diversos – interferem nas suas experiências individuais, afetivas, profissionais e coletivas.   

XIRÊ 2 – “AGORA O LIXO VAI FALAR E NUMA BOA”

DATA: 20/03

HORÁRIO: 16h às 19h

Objetivo – Abordar Sankofa enquanto princípio e a circularidade diante de um afrofuturo em permanente movimento. Desvendar o mito da razão moderna e a construção dicotômica entre o eu e a/o outra/outro.

XIRÊ 3 – POR UMA EPISTEMOLOGIA ANTIRRACISTA: DIREITO, HERMENÊUTICA E SABERES ANCESTRAIS. 

DATA: 27/03

HORÁRIO: 16 às 18h

Objetivo: Explorar a importância da diversidade epistemológica no universo jurídico sob uma ótica pluriversal, tendo a interseccionalidade como princípio constitucional e privilegiando saberes ancestrais, bem como, de intelectuais negras e negros da contemporaneidade.

SOBRE AS FACILITADORAS
Chiara Ramos:  Doutoranda em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa em co-tutoria com a Universidade de Roma – La Sapienza, Professora, Mestra em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, co-fundadora da Abayomi Juristas Negras. Atua como Procuradora Federal na Advocacia-Geral da União.

Lívia Sant’anna Vaz: Promotora de justiça do Ministério Público do Estado da Bahia; mestra em Direito Público pela Universidade Federal da Bahia; doutoranda em Ciências Jurídico-Políticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Nomeada uma das 100 pessoas de descendência africana mais influentes do mundo, na edição Lei e Justiça. Prêmios: Comenda Maria Quitéria (Câmara Municipal de Salvador); Conselho Nacional do Ministério Público 2019 (pelo Aplicativo Mapa do Racismo).

PÚBLICO-ALVO: Juristas Negras ou Graduandas Negras em Direito.

Mais informações: Juristas Negras: vivências e epistemologias ancestrais

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