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Burkina Faso: A revolução silenciosa de Ibrahim Traoré que grita nas ruas

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Foto: Reprodução

Nascido em 14 de março de 1988, em Kéra, Burkina Faso, o mais jovem presidente do mundo, Ibrahim Traoré, foi reverenciado neste dia 30 de abril de 2025, não só em todo o país, mas em diversos outros no continente africano e fora dele, onde pessoas saíram às ruas para apoiá-lo e convidar outros países a seguirem esta mesma linha de governança.

Ibrahim, que em seu discurso de posse, prometeu lutar “até o último suspiro” para devolver esperança ao povo, é frequentemente comparado a Thomas Sankara pelo compromisso com a justiça social, nacionalismo e pan-africanismo. Cursou Geologia pela Universidade de Ouagadougou, tornou-se presidente aos 34 anos com o objetivo de devolver esperança e soberania ao país, representando uma nova geração de líderes africanos que desafiam o status quo. Desde que assumiu o poder, no segundo semestre de 2022, tem implementado uma série de reformas audaciosas que visam redefinir o futuro de Burkina Faso:

  • Revolução de prioridades: Recusou a construção de 200 mesquitas financiadas por sheiks da Arábia Saudita, questionando: “Por que não escolas ou hospitais?”. Ele defende que o foco do investimento externo deve ser no desenvolvimento humano e infraestrutura social.
  • Educação gratuita e universal: Implantou a gratuidade total da educação pública, do ensino básico à universidade, beneficiando milhões de jovens e combatendo o analfabetismo, além de garantir mais igualdade de oportunidades para toda a população.
  • Fim da influência colonizadora: Ordenou a retirada total das tropas francesas e encerrou acordos militares que permitiam a presença estrangeira no país, marcando oficialmente o fim das operações francesas em Burkina Faso em fevereiro de 2023.
  • Rumo à independência econômica: Anunciou planos para criar uma moeda própria, em parceria com Niger e Mali, rompendo com o franco CFA e buscando maior autonomia financeira para Burkina Faso.Lançamento do Tecnopolo Farmacêutico para produção local de medicamentos, reduzindo a dependência de importações e fortalecendo o setor de saúde.
  • Valorização de recursos nacionais: Construção da primeira refinaria nacional de ouro, permitindo refinar localmente o ouro extraído e aumentar o valor agregado, além de criar empregos diretos e indiretos. Como maior produtor de tomate do Oeste africano, criação de fábricas de processamento de tomate e incentivo à industrialização de produtos agrícolas, promovendo o empreendedorismo comunitário e a geração de renda local. 
  • Soberania nos céus: Exigiu uma retratação formal da Air France após proibir voos da companhia para Ouagadougou, capital do país, condicionando o retorno da empresa à aceitação das regras nacionais e respeito ao país.
  • Infraestrutura, transporte e desenvolvimento: Traoré prioriza a pavimentação de ruas, a renovação da companhia aérea nacional e a construção de moradias populares, com o objetivo de superar o déficit habitacional até 2030. Está renovando e visa a expansão da companhia aérea nacional, Air Burkina, fortalecendo a conectividade interna e internacional. Planeja o lançamento do projeto Faso Rail, uma nova rede ferroviária para impulsionar a economia e conectar regiões estratégicas.
  • Promoção do empreendedorismo e participação popular: Criação da Agência para a Promoção do Empreendedorismo Comunitário (APEC), permitindo que cidadãos se tornem acionistas de projetos estratégicos e fomentando o desenvolvimento endógeno.

As ações do presidente Ibrahim Traoré demonstram uma liderança jovem e comprometida com a soberania, o desenvolvimento e o bem-estar da população de Burkina Faso. Essas medidas refletem uma nova abordagem na governança africana, focada na autonomia e no protagonismo do continente.

Dia do Trabalhador: É hora de cobrar reparação histórica e compromisso com a população negra

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Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Texto: Luciano Ramos

O 1º de Maio é, tradicionalmente, uma data marcada por discursos de valorização da classe trabalhadora, celebração de conquistas históricas e renovação das lutas por direitos. No entanto, em um país como o Brasil, onde a exclusão racial estrutura o acesso ao trabalho, essa comemoração precisa vir acompanhada de uma reflexão profunda: quem está, de fato, incluído nesse “mundo do trabalho”? E quem continua do lado de fora, lutando apenas por uma chance?

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE (2023), pessoas negras representam mais de 65% dos trabalhadores informais no Brasil. A taxa de informalidade entre pretos e pardos é de 43,3%, enquanto entre brancos é de 34,5%. No desemprego, a desigualdade também é gritante: a taxa de desocupação entre pessoas negras é de 10,2%, frente a 6,3% entre os brancos.

Mais que números, esses dados revelam uma estrutura de exclusão que não é acidental, mas resultado direto do racismo histórico e institucional. Desde a abolição da escravidão, em 1888, o Estado brasileiro não garantiu o acesso à terra, à educação e ao trabalho formal para a população negra. A ausência de políticas reparatórias consolidou um mercado de trabalho onde os cargos mais precários, insalubres e mal remunerados seguem ocupados, majoritariamente, por pessoas negras.

Mesmo quando acessam o mercado formal, os obstáculos não cessam. De acordo com o Dieese (2023), trabalhadores negros recebem, em média, 59,2% da remuneração dos trabalhadores brancos, mesmo ocupando funções semelhantes e com níveis equivalentes de escolaridade. No topo das empresas, a exclusão é ainda mais evidente: apenas 4,7% dos cargos de liderança em grandes companhias são ocupados por pessoas negras, segundo levantamento do Instituto Ethos.

Esses números escancaram o que o Dia do Trabalhador muitas vezes mascara: o trabalho digno, com carteira assinada, salário justo e direitos garantidos, ainda não é uma realidade para a maioria negra no Brasil.

É preciso transformar o 1º de Maio em um ato político de enfrentamento ao racismo no mundo do trabalho. Isso significa adotar políticas públicas que não apenas aumentem o emprego, mas que o façam com intencionalidade racial: cotas raciais em concursos públicos e processos seletivos, incentivos fiscais para empresas que promovem equidade racial, ampliação de programas de formação profissional voltados à juventude negra e à população periférica, entre outras ações afirmativas urgentes.

Mais do que celebrar conquistas restritas a uma parcela da população, é hora de cobrar reparação histórica e compromisso com a inclusão real da população negra no mercado de trabalho formal. Sem isso, o 1º de Maio seguirá sendo um dia de silêncio para milhões que seguem trabalhando à margem — e à sombra — da dignidade.

Pessoas negras em cargos de gestão: A luta pela representatividade e o desafio da inclusão real

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Foto: Freepik

Por que falar sobre esse tema é importante às vésperas do Dia do Trabalhador? 

Texto: Luciano Ramos

O Brasil é um país profundamente marcado pela desigualdade racial, e isso é especialmente evidente no mundo corporativo. Embora pessoas negras representem mais da metade da população brasileira (54%, segundo o IBGE), elas ainda são minoria nas posições de liderança e gestão. A escassez de negras e negros nos cargos de tomada de decisão revela não só um reflexo da exclusão histórica, mas também as barreiras visíveis e invisíveis que continuam a existir no ambiente empresarial.

De acordo com o Instituto Ethos, apenas 4,7% dos cargos de liderança nas grandes empresas no Brasil são ocupados por pessoas negras, uma disparidade alarmante, considerando a representatividade da população negra no país. Isso ocorre em um contexto onde a representação racial no mercado de trabalho formal tem ganhado visibilidade, mas ainda se limita a posições de entrada ou operacionais, longe da elite decisória.

A Falta de Inclusão Real

Embora muitas empresas apresentem políticas de diversidade e inclusão, a presença de negros e negras em cargos de gestão continua muito aquém do esperado. E essa ausência não é apenas numérica. Ela revela um racismo estrutural que vai além da contratação. Está enraizado nas oportunidades de crescimento, no acesso a mentorias, na falta de redes de apoio e, muitas vezes, na invisibilidade nos espaços de poder.

Ainda que algumas grandes empresas apresentem programas de diversidade ou até mesmo cotas para cargos de liderança, a inclusão de pessoas negras não se resume à mera presença física. Para que haja uma representatividade verdadeira e transformadora, é necessário criar ambientes onde as vozes negras sejam ouvidas, respeitadas e realmente influenciem as decisões estratégicas. Isso implica em mudanças estruturais, com foco na criação de um ambiente corporativo que desafie os padrões elitistas e predominantemente brancos.

A Importância da Representatividade na Gestão

A presença de negros em cargos de liderança não é apenas uma questão de justiça social, mas também de inteligência estratégica. Diversidade na gestão é um dos pilares para inovação e melhoria no desempenho organizacional. Estudos mostram que equipes mais diversas têm maior capacidade de resolução de problemas e tomam decisões mais equilibradas e inclusivas.

Empresas que investem em diversidade racial têm maior capacidade de inovação e conseguem se conectar melhor com um público consumidor também diversificado. Ter uma liderança negra significa garantir que diferentes perspectivas e experiências de vida estejam representadas na elaboração de estratégias e políticas, resultando em um ambiente mais inclusivo e adaptado às necessidades da sociedade contemporânea.

Desafios para a Inclusão de Pessoas Negras em Cargos de Gestão

Os obstáculos enfrentados pelas pessoas negras nas empresas são múltiplos. Desde a falta de acesso a oportunidades educacionais de qualidade, até a resistência no ambiente corporativo, marcada por uma cultura de redes fechadas que favorece os grupos tradicionais. As microagressões raciais também são um fator importante: constantemente, profissionais negros enfrentam preconceito disfarçado de críticas à sua competência ou capacidade de liderança.

Outro ponto relevante é a dificuldade de ascensão profissional. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), profissionais negros precisam trabalhar, em média, 10 anos a mais para alcançar cargos de liderança em comparação com seus colegas brancos. Isso evidencia não apenas a falta de oportunidades, mas a resistência estrutural dentro das organizações.

O Caminho para a Mudança

Para mudar esse cenário, as empresas precisam de um compromisso genuíno com a transformação estrutural. Isso inclui:

  1. Investir em programas de mentoria e desenvolvimento profissional para negros e negras com potencial de liderança.
  2. Desafiar práticas de recrutamento que mantenham barreiras invisíveis, como exigências acadêmicas que não correspondem às competências exigidas para a função.
  3. Promover uma cultura organizacional inclusiva, onde as lideranças negras sejam visíveis e ouvidas de maneira igualitária.

As empresas também precisam reconhecer que a diversidade racial nas lideranças não é um favor, mas uma necessidade para o fortalecimento do mercado e o alinhamento com os valores de justiça social e equidade que a sociedade demanda cada vez mais.

A luta por uma gestão diversa, representativa e inclusiva vai muito além de números e quotas. Trata-se de construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos — independentemente da cor da pele — tenham as mesmas oportunidades de protagonizar e transformar.

Terrence Howard recusou viver Marvin Gaye em filme por não querer beijar um homem

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Foto: Peacock

Terrence Howard, conhecido por papéis na série ‘Empire’ e no filme ‘Homem de Ferro’, recusou interpretar o cantor Marvin Gaye em uma cinebiografia porque não queria beijar outro homem, revelou recentemente em uma entrevista ao podcast Club Random, apresentado por Bill Maher.

Segundo o ator, ele estava negociando interpretar o artista quando desistiu porque descobriu sobre a sexualidade do cantor que seria abordada no filme. “Eu estava na casa do [produtor] Quincy Jones e perguntei para ele: ‘Estou ouvindo rumores que Marvin era gay. Ele era Gay?’. E Quincy respondeu: ‘Sim’.”

“Quer dizer que você não conseguiria beijar um homem nas telonas?”, questionou Maher. Howard respondeu: “Não, porque eu não finjo”. E completou: “Eu não conseguiria beijar um homem também”. E continuou: “Isso iria acabar comigo. Eu arrancaria meus lábios fora. Se eu beijasse um homem, eu arrancaria meus lábios fora”.

Marvin Gaye (Foto: Divulgação)

Apesar das críticas nas redes sociais, o ator nega homofobia. “Não querer beijar um homem não me torna homofóbico. Só não posso interpretar algo que não entendo. Não consigo me render completamente a esse lugar”.

Marvin Gaye, um dos maiores nomes da soul music, nunca falou publicamente sobre sua sexualidade. O cantor foi casado duas vezes e teve três filhos. Ele morreu em 1984, aos 44 anos, assassinado pelo próprio pai, e deixou clássicos como “Let’s Get It On” e “Sexual Healing”.

Equipe negra do restaurante Jerky’s conquista o público do ‘Pesadelo na Cozinha’: “Melhor episódio”

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Foto: Divulgação/Pesadelo na Cozinha

Comandado pelo chef proprietário Andre James, foi a vez do restaurante Jerky’s, especializado em comida caribenha, receber o chef Erick Jacquin no episódio final da quarta temporada de ‘Pesadelo na Cozinha’, disponível na Max.

Localizado na região central de São Paulo, o restaurante apresentava desafios similares a muitos outros estabelecimentos relacionados à organização, mas a equipe, composta apenas por funcionários negros, conquistou o público no reality show pela simpatia e bom atendimento. Quem já era cliente do Jerky’s, também afirma que a comida é uma delícia.

“O melhor episódio até agora! Os funcionários todos alegres fechados com o dono, muito bom!”, escreveu um internauta no Instagram. “Que equipe maravilhosa, episódio sensacional!! Ri muito com a Savanna, amei ela”, comentou uma fã sobre uma das atendentes que viralizou nas redes sociais por improvisar um rap em brincadeira com o chef James. As atendentes Cora, Kay e o cozinheiro Diego, também impressionaram o público.

“Quem nunca foi no Jerky’s não sabe que é um ótimo restaurante apesar dos pontos a melhorar, não dá pra julgar por um episódio de televisão”, afirmou um cliente. “Nunca senti tanta vontade de ir num restaurante igual senti com esse pessoal”, disse outro. 

Globo amplia política de diversidade e fixa cota de 50% para mulheres e negros em novas contratações

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Foto: Globo/Léo Rosário

A Globo anunciou, em seu Relatório ESG 2024, a meta de que, até 2030, pelo menos 50% das novas contratações sejam de mulheres e profissionais negros. O documento, divulgado nesta quarta-feira (30), detalha as estratégias da empresa para ampliar a diversidade em seus quadros e em suas produções, além de reduzir impactos ambientais, como o uso de energia renovável e a diminuição de emissões de carbono.

A empresa, que responde por 37% do consumo de vídeo no Brasil, segundo dados do próprio relatório, já vem adotando medidas nessa direção. Em 2024, lançou seu primeiro programa de trainee exclusivo para pessoas negras e com deficiência, que recebeu 15 mil inscrições. O relatório mostra ainda que 81% dos colaboradores recrutados pela empresa são de grupos sub-representados (negros, mulheres, população LGBTQIA+ e pessoas com deficiência), os dados mostram que houve o recrutamento de 53% de mulheres e de 45% de pessoas negras.

A busca por maior representatividade se estende também aos conteúdos produzidos pela emissora. Nas recentes novelas “Volta por Cima” e “Renascer”, 40% dos atores eram negros, enquanto no BBB 24 metade dos participantes eram mulheres e mais de 40% se declararam negros. A Globo também tem investido em produções que abordam temas sociais relevantes, como a série “Falas”, que discutiu questões como racismo, anticapacitismo e a trajetória das mulheres negras na sociedade brasileira.

O relatório mostra que a meta para 2030 é de que a empresa tenha “participação de pelo menos 80% da liderança, incluindo áreas
de conteúdo (estúdios, jornalismo e esporte), nos treinamentos de diversidade e inclusão e de compliance“. Em 2024, 86% da liderança foi treinada em temas de diversidade e inclusão e 96% em compliance.

Além das iniciativas voltadas para diversidade e meio ambiente, a Globo revisou em 2024 seus chamados “temas materiais”, realinhando prioridades para se manter aderente às melhores práticas de ESG do mercado.

Megan Thee Stallion entra para ramo alimentício e investe em franquia de fast-food

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Foto: Reprodução

A rapper Megan Thee Stallion revelou que seus planos vão além da música: ela está entrando no ramo alimentício, investindo como franqueada da rede de fast-food Popeyes. Em um vídeo compartilhado em suas redes sociais, a cantora apareceu visitando o canteiro de obras de seu futuro restaurante, que ainda não tem data para inauguração.

“Ok, então hoje vamos visitar meu Popeyes antes da inauguração”, escreveu. “MEU PRÓPRIO @popeyes  ESTÁ ABRINDO NESTE VERÃO, GOSTOSAS 🔥🔥🔥🔥 Acabei de visitar meu local enquanto ela ainda é só ossos ❤️‍🔥🐔 Este está prestes a ser O PEQUENO Popeyes”, destacou ela na publicação.

O post feito pela artista e empresária também marcou o retorno da “Hottie Sauce”, molho criado em 2021 em uma colaboração entre a artista e a rede de frango frito. Na época, a parceria incluiu produtos de edição limitada e uma doação de seis dígitos para a organização Houston Random Acts of Kindness. “Agradeço o compromisso do Popeyes com o empoderamento de mulheres negras e estou ansiosa para abrir os restaurantes”, afirmou Megan na época do lançamento. “A parceria é um marco na minha jornada como empreendedora. Sempre fui fã da marca e estou muito feliz com essa oportunidade.”

Bruno Cardinali, então diretor de marketing do Popeyes, destacou a identificação entre a marca e a rapper: “Temos muito em comum — desde nossas raízes sulistas até o amor por sabores apimentados. Megan incorpora a personalidade alegre e generosa que abraçamos em nossa herança.”

Ainda não há data confirmada para a abertura do restaurante. Enquanto isso, os fãs aguardam novidades sobre o empreendimento e possíveis lançamentos musicais da artista.

Linn da Quebrada anuncia retorno aos palcos e celebra ingressos esgotados: “Que presentão lindo”

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Foto: Reprodução/Gabriel Renné

A cantora e atriz Linn da Quebrada anunciou na última segunda-feira (28) que retomará sua agenda de shows após uma pausa para cuidar da saúde mental. Em publicação no Instagram, ela compartilhou um vídeo ensaiando “Cobra Rasteira”, música lançada em 2021, e confirmou apresentações nos dias 10 e 11 de maio no Sesc 14 Bis, em São Paulo. Ainda na manhã desta quarta (30), a artista celebrou que os ingressos online estavam esgotados para os dois dias de show.

“Já esgotou os dois dias de shows no SESC 14 BIS. Será que elas vão querer BIS, gente? Elas querem mais? Que presentão lindo de Dia das Mães vocês me deram”, brincou. “Eu estou muito feliz. Eu estou muito ansiosa. Eu estou com um friozinho da barriga que fazia tempo que eu não sentia. Como vocês viram, a banda está diferente. O show vai estar diferente. Eu estou diferente. Eu estou outra. Eu estou na minha melhor versão, mas faz muito tempo que eu não volto ao palco. Que eu não me encontro com vocês, mas como diz a canção, eu vou, mas eu volto. Então eu estou voltando, estou voltando com tudo e estou muito entusiasmada”.

Em março, Linn da Quebrada havia interrompido suas atividades profissionais para tratar um quadro de depressão e abuso de substâncias, conforme comunicado de sua assessoria. Em abril de 2024, a artista já havia anunciado uma pausa na carreira pelo mesmo motivo, com sua equipe pedindo respeito ao processo de recuperação.

Além da música, Linn estreou no cinema este ano ao lado de Fernanda Montenegro no filme Vitória, no qual interpreta Bibiana. O longa tem sido elogiado pela crítica e pelo público.

Serviço
Shows de Linn da Quebrada
Quando: 10 e 11 de maio
Onde: Sesc 14 Bis (São Paulo)

“Quem tem a bolsa revistada?”: Lázaro Ramos fala sobre o racismo contra os consumidores negros

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Foto: Divulgação/Grupo L'Oréal no Brasil

“Quem deve ser vigiado? Quem tem a bolsa revistada e quem não? Eles não estão nos manuais, não aparecem nos treinamentos, mas agem nas entrelinhas de cada experiência de compra”, disse o ator, diretor e escritor Lázaro Ramos, em uma fala impactante durante o evento de lançamento do “Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro”, realizado no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). O documento, que nasceu da parceria entre a L’Oréal Luxo, divisão do Grupo L’Oréal no Brasil, o MOVER (Movimento pela Equidade Racial), e a rede global de advogadas negras Black Sisters in Law, com dez normas sem validade jurídica, mas com efeito moral.

Lázaro Ramos compartilhou uma vivência comum entre os consumidores negros. “O que mais chama atenção é o olhar, aquele olhar de desprezo. Ou às vezes você chama um vendedor para te ajudar e ele não vem. O segurança alto na entrada da loja abre a porta antes mesmo de eu alcançar a maçaneta, recebendo-me sem qualquer amistosidade e marcando presença de maneira quase intimidadora”.

E completa: “Há um acompanhamento quase constante, como uma segunda sombra e um olhar vigilante durante o manuseio dos produtos, o que inevitavelmente me faz sentir desconfortável e cercada ao tentar fazer uma simples compra, me fazendo calcular cada movimento a fim de evitar um possível mal entendido”, desabafou.

O “Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro” surgiu como resposta a uma pesquisa encomendada pela L’Oréal em 2024, “Racismo no Varejo de Beleza de Luxo”, que identificou 21 práticas discriminatórias contra consumidores negros. Entre elas, a revista de bolsas sem justificativa (18% dos entrevistados relatam ter passado por isso), a demora no atendimento (69% dizem ter sido questionados sobre poder de compra) e a falta de produtos para tonalidades de pele e tipos de cabelo negro.

O código inclui diretrizes como: Capacitação antirracista: Treinamento obrigatório para funcionários em letramento racial; Prontidão no atendimento: Reparar a lógica excludente que ignora consumidores negros; Garantia de livre acesso: Vedação a barreiras físicas ou simbólicas que restrinjam circulação; Regras para revistas: Só permitidas com provas inequívocas, não com base em estereótipos; Estoque inclusivo: Disponibilidade de produtos para pele e cabelos negros.

Ayla Gabriela é a nova escalada para viver protagonista em ‘Geni e o Zepelim’

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Foto: Reprodução/Instagarm

A atriz Ayla Gabriela foi anunciada nesta terça-feira (29) como a nova atriz que irá interpretar a protagonista do filme‘Geni e o Zepelim’, a primeira adaptação cinematográfica da clássica canção homônima de Chico Buarque. Ela assume o papel após Thainá Duarte desistir de viver a Geni, em meio as críticas sobre “transfake” — quando artistas cis interpretam papéis de pessoas trans. O longa também traz Seu Jorge como comandante Zepelim.

‘Geni e o Zepelim’ marca a estreia de Ayla como protagonista em longa-metragem. A atriz já protagonizou o curta “Pássaro Memória” (2023), selecionado para diversos festivais nacionais e internacionais. Dirigiu e atuou no curta “A corpa fala” (2020), e integrou o elenco de “Santo” (2023) e de “Girassóis” (2024). Em 2025, protagonizou o curta-metragem “Defesa Pura”.

Segundo a sinopse oficial, “o longa narra a história de Geni, prostituta de uma cidade ribeirinha, localizada no coração da floresta amazônica. Amada pelos desvalidos e odiada pela sociedade local, ela vê sua cidade sendo invadida por tropas lideradas por um tirano, conhecido como Comandante, que chega voando em um imponente zepelim, com um verdadeiro projeto de poder predatório para a região. Ele obriga todos a fugirem rio adentro, onde acabam presos. Porém, quando o Comandante vê Geni, ela percebe que talvez ainda haja uma chance de virar o jogo”.

Com direção e roteiro de Anna Muylaert e produzido por Iafa Britz, ‘Geni e o Zepelim’ começa a ser rodado na próxima semana na Amazônia.

Pela primeira vez a personagem Geni ganha uma história exclusiva nos cinemas, livremente inspirada na canção homônima composta há cerca de 50 anos. Ao longo do tempo, a música conquistou diversas gerações, e recebeu várias interpretações no campo das artes. O nome Geni virou adjetivo para se referir a pessoas que sofrem recorrente humilhação pública, e agora a personagem terá a chance de um novo final.

“A proposta ao Chico Buarque foi de fazer uma adaptação cinematográfica da música dando um novo fim a Geni. Afinal, há quase 50 anos jogam pedra nela. Esse novo destino a Geni nos traz grande motivação e sentido.”, conta a produtora Iafa Britz.

O filme utiliza a mesma referência que o cantor usou para compor a música: o conto “Bola de Sebo”, do escritor francês Guy de Maupassant, que narra  a história de uma prostituta fugindo da guerra franco-prussiana. “Ao ler o conto ‘Bola de Sebo’, vi que a letra da música tinha uma guerra embutida em seus versos. Não é usada a palavra guerra mas há um zepelim com dois mil canhões! E na adaptação,  resolvi ambientar a história nas disputas por terras que ocorrem de forma indiscriminada na região amazônica”, explica a diretora Anna Muylaert. As filmagens ocorrem na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, durante dois meses.

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