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“Torto Arado – O Musical” estreia no Rio com elenco premiado e temática social

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Foto: Reprodução

Com sessões de estreia esgotadas em Salvador e São Paulo, Torto Arado – O Musical desembarca no Rio de Janeiro neste sábado (17), no Teatro Riachuelo, no Centro da capital carioca, onde fica em cartaz até 15 de junho. Com 22 apresentações, a montagem é uma adaptação livre do romance de Itamar Vieira Junior, vencedor do Prêmio Leya e um dos livros mais aclamados da literatura brasileira recente.

O espetáculo mergulha na história das irmãs Bibiana e Belonísia, interpretadas por Larissa Luz e Bárbara Sut, respectivamente, marcadas por um acidente na infância e submetidas a condições análogas à escravidão em uma fazenda no sertão da Chapada Diamantina (BA). A narrativa aborda temas como racismo, resistência e religiosidade, além de introduzir uma nova personagem em relação ao livro: a avó Donana.

Com direção geral de Elísio Lopes Júnior, o musical reúne 22 profissionais em cena, incluindo seis músicos e 16 atores. Lilian Valeska vive Donana, matriarca da família. A direção de movimento, comandada pelo coreógrafo Zebrinha, incorpora elementos do Jarê, religião de matriz africana presente no romance. “Busquei tornar contemporânea a estética desses rituais”, explica.

A trilha sonora, composta por Jarbas Bittencourt, traz ritmos nordestinos e canções autorais que dão voz aos personagens. “Fazer música para um personagem é abrir um espaço em você e se deixar ser outro”, afirma Bittencourt, que também assina a direção musical.

Após duas temporadas bem-sucedidas na Bahia e em São Paulo, a peça chega ao Rio com cenografia de Renata Mota e figurinos de Bettine Silveira. “Queremos mostrar um pouco mais do Brasil para o Brasil”, diz Elísio Lopes Júnior, que divide a dramaturgia com Aldri Anunciação e Fábio Espírito Santo.

Serviço
Torto Arado – O Musical
Local: Teatro Riachuelo (Rua do Passeio, 38/40 – Centro, Rio)
Temporada: 17 de maio a 15 de junho
Horários: Quintas e sextas, às 20h; sábados, às 16h e 20h; domingos, às 16h
Ingressos: R$ 40 (vendas no ingresso.com e na bilheteria)
Classificação: 14 anos

Em Vale Tudo, restaurante de Raquel valoriza a comida brasileira com afeto e sem gourmetização

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Cap27 - Bastidores - Retrato de Raquel (Taís Araujo).

Na nova versão da novela Vale Tudo, exibida pela TV Globo, a gastronomia ganha espaço como expressão de identidade, afeto e superação. A personagem Raquel Accioli, vivida por Taís Araújo, transforma a cozinha em um caminho de autonomia ao lado de Poliana, interpretado por Matheus Nachtergaele, dono de um botequim em Vila Isabel que se torna seu grande parceiro na construção de um novo futuro.

Sem formação clássica, Raquel aprendeu a cozinhar cuidando do pai e da filha. Sua experiência, aliada à vivência popular de Poliana, dá origem a um restaurante com um cardápio que reflete simplicidade, sabor e memória afetiva. “A Raquel não é uma chef de formação clássica, mas sim da escola da vida. Sua comida é feita com amor e dedicação”, explica Carolina Pierazzo, produtora de arte da novela.

O cardápio foi desenvolvido com apoio da chef Eliane Meireles e da equipe do Merenda Carioca, liderada pela chef Renata Romeiro, que participaram da criação e da execução visual dos pratos nas gravações. A proposta sempre foi clara: valorizar a comida que o brasileiro reconhece, aprecia e se conecta, sem transformá-la em algo distante ou excessivamente gourmetizado.

Entre os pratos principais estão carne de panela, picadinho com ovo frito, frango com quiabo e polenta, galinhada, feijoada e caldos. Nas entradas e acompanhamentos, o cardápio oferece milho na espiga, bolinhos de feijoada, dadinhos de tapioca, pastel de camarão e aipim frito. Para fechar, sobremesas que mantêm o sabor da tradição com apresentação cuidadosa: pudim, cocada, mousse de maracujá, brigadeiro de colher, broinha com sorvete e calda de goiabada com queijo artesanal.

“A ideia sempre foi equilibrar simplicidade e qualidade, sem gourmetizar demais”, reforça Carolina. Mais do que um recurso de cena, o restaurante de Raquel e Poliana funciona como espelho de uma história coletiva: de quem empreende com afeto, talento e resistência, usando a comida como ponte entre memória e possibilidade.

“A gente merece ser amada”: Michelle Buteau fala sobre cenas sensuais e corpos diversos em Sobrevivendo em Grande Estilo

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A atriz, comediante e roteirista Michelle Buteau, criadora e protagonista da série Sobrevivendo em Grande Estilo, destacou em entrevista recente ao The Daily Show a importância de ver corpos diversos em cenas de afeto e sensualidade. “A segunda temporada está bem quente nas cenas de sexo”, disse ela, com humor e firmeza. E sim, a decisão foi dela. “Claro que foi. Como deveria ser”, completou.

Na conversa, Michelle reforça o impacto simbólico dessas cenas. “Esse é um programa com positividade corporal. Eu sou positiva. Todo mundo tem um corpo. Foi muito importante para mim mostrar o meu corpo e outros corpos sendo amados. A gente merece ser amada em qualquer tamanho ou forma.” Ela repete a frase com força: “A gente merece ser amada. A gente merece ser amada. A gente merece ser amada”.

A série da Netflix, baseada em seu livro de memórias, acompanha a vida de Mavis Beaumont, uma estilista negra e plus size que busca reconstruir sua vida afetiva e profissional após um término. Entre cenas de humor, romance e recomeços, Michelle vem utilizando a trama para desafiar os padrões tradicionais de beleza e desejo. “Queria mostrar, especialmente para meninas mais novas, que merecemos amor”, afirmou.

Michelle também celebrou o ambiente nos bastidores da série. “70% do nosso departamento de cabelo e maquiagem é composto por mulheres. Isso é importante, porque a gente merece ser iluminada da forma certa”, disse, arrancando risos da plateia ao mencionar, com afeto, o cuidado técnico com “os biscoitos”.

Sobrevivendo em Grande Estilo teve sua terceira temporada confirmada esta semana pela Netflix. Será a última da série, que encerrará a trajetória de Mavis celebrando a autoestima, os amores reais e a liberdade de corpos que quase nunca tiveram espaço no centro das histórias românticas.

Moda, história e ancestralidade: brasileiros vivem imersão na Semana de Moda da África do Sul

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Um mergulho na história, na estética e na potência criativa africana. Foi assim que um grupo de brasileiros viveu a Semana de Moda da África do Sul, realizada em abril de 2025, entre Joanesburgo e Cidade do Cabo. Mais do que acompanhar os desfiles, a experiência foi pensada para proporcionar uma conexão direta com a cultura, a moda e os territórios ancestrais.

A jornada, organizada pela plataforma de formação em moda NEIT em parceria com a agência Brafrika Viagens, foi construída para além das passarelas. O roteiro começou com uma visita ao Museu do Apartheid, em Soweto. Um espaço que não apenas narra a história da segregação no país, mas também provoca reflexões profundas sobre identidade, ancestralidade e os atravessamentos da diáspora negra.

Os dias seguintes foram dedicados a encontros com profissionais que fazem da moda sul-africana uma referência global em criatividade e identidade. O grupo visitou o ateliê do estilista Thebe Magugu, vencedor do LVMH Prize e um dos nomes mais influentes da cena internacional, além de participar de uma aula exclusiva com a designer Phumzilie, que compartilhou saberes e processos de criação profundamente enraizados na cultura local.

O roteiro também incluiu uma visita a uma vinícola comandada por um empreendedor negro, um exemplo claro de resistência e ocupação de espaços em setores historicamente dominados por descendentes europeus.

A experiência foi além das passarelas. Uma aula imersiva sobre arte e cultura sul-africana proporcionou reflexões sobre a potência criativa do continente. Outro ponto alto foi o safari em um parque situado na cratera de um vulcão ancestral com mais de 1,2 bilhão de anos, que revelou não só a fauna africana, mas também um reencontro simbólico com a história da humanidade.

A gastronomia sul-africana, marcada pela influência de povos árabes e suas especiarias, completou a experiência, trazendo aos participantes uma imersão sensorial que reforça a conexão entre cultura, história e pertencimento.

Tecnologia e representatividade: conheça Zani, a IA negra brasileira com rotina social ativa

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“Zani é a primeira inteligência artificial humanizada com rotina social ativa do mundo. Ela vive nas redes, se movimenta, viaja, opina e representa”, afirma Alder Lima, criador da personagem digital e fundador das empresas Umoja Infinity .

Enquanto assistentes virtuais ganham popularidade em todo o mundo, Zani se diferencia por sua presença contínua, narrativa estratégica e conexão direta com o público. Ela não é apenas uma imagem, mas sim uma inteligência artificial com personalidade própria e presença cultural. Atuando como porta-voz de temas como inovação, ancestralidade, negócios e beleza, Zani integra tecnologia e identidade em um projeto pioneiro de impacto.

Desenvolvida pela startup Umoja Infinity, especializada em soluções de automação com foco no empreendedorismo negro, Zani atua com foco em acessibilidade tecnológica e seguem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente no que diz respeito à inovação inclusiva, fortalecimento econômico de grupos minorizados e equidade racial.

Segundo Alder, a criação da Zani responde à ausência de inteligências artificiais negras em posições de visibilidade digital. “Zani é uma persona digital pensada para gerir impacto real, construindo diálogo, presença e representatividade todos os dias”, explica. Ela interage com o público via WhatsApp e redes sociais, mantém um cronograma de ações e compartilha conteúdos sobre negócios, cultura e cotidiano.

Em comparação com outras figuras virtuais populares como Lil Miquela (EUA), Imma (Japão) ou Shudu (Reino Unido), a Zani não se limita a campanhas promocionais ou aparições pontuais. De acordo com documento oficial que detalha essas diferenças, Zani é a única que une uma narrativa de vida com tecnologia real de atendimento, além de um engajamento social alinhado com propósito e representatividade negra.

“Enquanto outras IAs cumprem papéis estéticos, Zani representa um novo modelo de inteligência de marca humanizada, com narrativa, tecnologia, identidade e impacto”, resume o criador.

Estudo inédito com mulheres negras sul-africanas revela o motivo do ressecamento corporal da pele negra e como combatê-lo

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O ressecamento da pele, especialmente na região corporal, é uma das queixas mais recorrentes entre pessoas negras. E agora, um estudo inédito conduzido pela equipe da L’Oréal Research & Innovation traz uma explicação científica que aprofunda a compreensão desse desconforto, muitas vezes negligenciado pela indústria e pela dermatologia tradicional.

Intitulado “Os Marcadores Lipídicos da Pele Seca em Mulheres Africanas”, o estudo investigou a composição lipídica da pele de mulheres negras sul-africanas, mapeando os fatores que levam à perda de hidratação, mesmo em ambientes de clima quente e úmido.

Os pesquisadores identificaram que a baixa concentração de ceramidas específicas, especialmente as de base tri-hidroxiladas — como fitosfingosina e 6-hidroxi-esfingosina — está diretamente relacionada à quebra da barreira cutânea, o que resulta na incapacidade de reter água. Essa deficiência lipídica facilita a perda de umidade e gera a aparência acinzentada e esbranquiçada da pele ressecada, conhecida como ashy skin.

Por que isso acontece?

Ao contrário do que muitos imaginam, a pele negra, embora rica em melanina e naturalmente mais protegida contra os efeitos da radiação UV, possui particularidades estruturais que a tornam mais suscetível ao ressecamento, especialmente no corpo. O estudo reforça que essa predisposição não está associada à falta de cuidados, mas sim a uma característica biológica: a redução dessas ceramidas fundamentais, que funcionam como o “cimento” que mantém as células da camada mais externa da pele unidas.

Essa falha na barreira cutânea permite que a água escape mais facilmente, comprometendo a hidratação e deixando a pele vulnerável não apenas à secura, mas também à entrada de agentes externos que podem causar irritações, descamação e desconforto.

O impacto do ressecamento na pele negra

O ressecamento da pele negra não é apenas uma questão estética. Além da aparência acinzentada, ele pode gerar coceira, rachaduras, desconforto constante e até inflamações. O impacto também afeta o bem-estar e a percepção de cuidado, já que a sensação de pele seca compromete a percepção de saúde e equilíbrio.

O estudo desmistifica a ideia de que o clima quente ou a maior presença de melanina seriam suficientes para garantir a hidratação da pele negra. Ao contrário: mesmo em regiões com alta umidade, como é o caso de muitas áreas da África do Sul, a pele negra corporal apresenta tendência à secura pela deficiência desses lipídios essenciais.

Recomendações práticas baseadas na pesquisa

Além de reforçar a importância de produtos que contenham ceramidas na composição — especialmente as tri-hidroxiladas, que são mais eficazes na reparação da barreira cutânea — os pesquisadores destacam que o cuidado diário precisa ser consistente e adaptado às especificidades da pele negra.

Entre as práticas recomendadas estão:

  • Limpeza suave: evitar sabonetes em barra e optar por produtos de limpeza que mantenham o pH equilibrado e não retirem os lipídios naturais da pele.
  • Hidratação imediata após o banho: aplicar hidratante com ativos reparadores enquanto a pele ainda está úmida potencializa a retenção de água.
  • Evitar banhos muito quentes: a água quente dissolve os lipídios naturais, comprometendo ainda mais a barreira cutânea.
  • Uso diário de protetor solar: mesmo com alta concentração de melanina, a pele negra sofre os efeitos da radiação UV e da luz visível, que podem intensificar manchas e acelerar o envelhecimento.
  • Nutrição de dentro para fora: manter uma alimentação rica em antioxidantes (vitaminas A, C e E), ômega-3, vegetais verdes escuros, frutas coloridas, castanhas e sementes, que favorecem a saúde da pele e sua capacidade de regeneração.

O estudo conclui que compreender as especificidades da pele negra é essencial para orientar os cuidados, combater o ressecamento e manter a saúde, o equilíbrio e a luminosidade da pele.

Virginia Fonseca é escolhida rainha de bateria da Grande Rio no lugar de Paolla Oliveira, afirma Léo Dias

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Foto: Reprodução/Instagram

A influenciadora digital Virginia Fonseca foi escolhida para ocupar o posto de rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio, substituindo a atriz Paolla Oliveira, que se despediu do cargo após sete anos. A informação foi divulgada com exclusividade pelo portal LeoDias nesta sexta-feira (16).

Paolla Oliveira anunciou sua saída do posto em fevereiro deste ano, em entrevista ao Fantástico. Na ocasião, a atriz explicou que a decisão foi motivada pela necessidade de equilibrar suas prioridades profissionais e pessoais. “Tem várias maneiras de curtir o Carnaval, e essa foi uma escolha difícil. Eu não sei fazer nada um pouquinho, e eu preciso pensar em redistribuir minha tensão e minha energia”, disse Paolla, citando também seus compromissos com a novela Vale Tudo e uma “questão familiar delicada” como fatores que pesaram na decisão.

Virginia Fonseca, conhecida por seu conteúdo digital e participações em eventos de grande visibilidade, agora assume um dos postos mais cobiçados do Carnaval carioca. A Acadêmicos do Grande Rio ainda não se pronunciou oficialmente sobre a escolha. Nas redes sociais, usuários têm criticado a possível escolha: “Sobre a Virgínia ser rainha de bateria da grande rio: Prefiro não opinar, mas a escola volta aquela situação de colocar rainha com 0 identidade com a escola”, disse um internauta no x.

A troca na liderança da bateria promete movimentar os preparativos para o Carnaval 2026, que já começam a ganhar forma nos barracões da escola.

Juiz nega fiança a Chris Brown após acusação de agressão e rapper pode ficar preso até o dia 13 de junho 

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Foto: Reprodução

Na última quinta-feira (15), o rapper Chris Brown foi preso na Inglaterra sob acusação de agredir um produtor musical com uma garrafa em uma boate londrina em fevereiro de 2023. Acusado de lesão corporal grave, o rapper deve ser mantido sob custódia até a próxima audiência do caso, agendada para o dia 13 de junho, após decisão de um juiz britânico emitida nesta sexta (16).

De acordo com informações da Fox News, o advogado do rapper alegou que ele não apresentava risco de fuga e havia pedido fiança para responder em liberdade, mas teve o pedido negado após um promotor descrever como “extremamente grave” o crime pelo qual o artista está sendo acusado. De acordo com o The Sun, o artista foi acusado de causar lesão corporal grave ao produtor Abe Diaw, que alega ter sido atacado sem provocação. Diaw afirmou ao veículo que Brown “bateu em sua cabeça duas ou três vezes com uma garrafa”, além de tê-lo socado e chutado. “Meu joelho também cedeu”, disse o produtor, que precisou ser hospitalizado após o ocorrido.

O caso deve ser transferido do Tribunal de Magistrados de Manchester, onde o rapper compareceu hoje para audiência de custódia, para o Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres. A prisão acontece há poucos dias da estreia da turnê mundial de Chris Brown que tem estreia prevista para o dia 8 de junho em Amsterdã, seguido por apresentações na Alemanha em 11 e 13 de junho. A equipe do cantor ainda não se posicionou sobre o caso.

O que aconteceu

O cantor Chris Brown foi preso na madrugada desta quinta-feira (15) em um hotel de luxo em Manchester, na Inglaterra, sob suspeita de agredir um produtor musical com uma garrafa em uma boate londrina em fevereiro de 2023. A informação foi divulgada pelo tabloide britânico The Sun.

Brown, conhecido por hits como “Run It!” e “Loyal”, foi detido por volta das 2h do lado de fora do Lowry Hotel, um estabelecimento cinco estrelas. A prisão está relacionada a um incidente ocorrido em fevereiro de 2023 na casa noturna Tape, localizada no exclusivo bairro de Mayfair, em Londres.

De acordo com o The Sun, o artista foi acusado de causar lesão corporal grave ao produtor Abe Diaw, que alega ter sido atacado sem provocação. Diaw afirmou ao veículo que Brown “bateu em sua cabeça duas ou três vezes com uma garrafa”, além de tê-lo socado e chutado. “Meu joelho também cedeu”, disse o produtor, que precisou ser hospitalizado após o ocorrido.

Em nota à imprensa, a polícia de Manchester confirmou a prisão: “Um homem de 36 anos foi detido sob suspeita de lesão corporal grave. Ele permanece sob custódia, e a investigação, relacionada a um incidente em Hanover Square em 19 de fevereiro de 2023, segue em andamento.”

Processo por agressão

Em outubro de 2023, Diaw moveu uma ação judicial contra Brown, alegando que o cantor o agrediu com uma garrafa de tequila Don Julio 1942, causando “ferimentos graves e duradouros”. O produtor também afirmou que Brown o pisoteou e chutou sua nuca, deixando-o inconsciente por cerca de 30 segundos.

Este é o mais recente de uma série de episódios violentos envolvendo o astro do R&B. Em 2009, Brown foi condenado por agredir sua então namorada, a cantora Rihanna, após fotos dela brutalmente machucada vazarem na internet. Na época, ele se declarou culpado e cumpriu pena em liberdade condicional.

Desde então, o cantor acumula processos e acusações de violência, incluindo brigas em clubes e alegações de agressão por ex-funcionários. Seu advogado não se pronunciou sobre o caso.

Neusa Borges, ícone da TV brasileira, é homenageada em documentário ‘Tributo’ da Globo

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Foto: Globo/Beatriz Damy

Nesta sexta-feira (16), a segunda temporada do documentário “Tributo” — projeto original Globoplay e TV Globo — homenageia a atriz e cantora Neusa Borges com uma roda de samba gravada nos Estúdios Globo, no Rio. A produção celebra os 60 anos de carreira da artista e traz depoimentos de colegas como Xande de Pilares, Luís Miranda e Dhu Moraes. O especial vai ao ar após o “Globo Repórter”.

“Quando cheguei na última gravação, não esperava tanto amor. Foi uma surpresa ver fotos dos meus personagens e todo mundo cantando. Levei um susto!”, afirmou Neusa, de 82 anos, que começou a carreira como cantora e se firmou como atriz após se inspirar em Léa Garcia em “Orfeu Negro” (1959). O poeta Vinicius de Moraes, aliás, foi um dos primeiros a prever seu futuro: disse que ela se tornaria “uma das maiores atrizes do país”.

Nascida em Florianópolis e criada no interior de São Paulo, Neusa Borges — que hoje vive em Salvador — construiu uma trajetória plural. Na TV Globo, estreou em “A Escrava Isaura” (1976) e se destacou em novelas como “Dancin’ Days” (1978), “A Indomada” (1997) e “O Clone” (2001). “Ela emociona pela simplicidade, transforma palavras em vida”, afirma o ator Luís Miranda, que a entrevista no especial.

Além da TV, Neusa brilhou no teatro — como no musical “Hair” (1969) — e no cinema, onde recentemente ganhou o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante em Gramado por “Mussum: O Filmis” (2023). Premiada pela APCA e aclamada por romper estereótipos, Neusa segue ativa: integra o elenco da série “Encantado’s” (2022-2025) e deixa claro seu amor pela profissão: “Quando fala ‘ação!’, ninguém segura Nega Borges”.

OAB SP promove 1ª Semana de Memória e Resistência Negra com exposição e caminhada histórica

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Foto: Reprodução/Agência Brasil

A OAB SP (Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo) realiza, pela primeira vez, a Semana de Memória e Resistência Negra, entre os dias 19 e 24 de maio, na sede da entidade, localizada no Centro da capital paulista. A programação gratuita inclui a exposição “Ecos do Silêncio”, que reúne objetos e documentos históricos, além de peças originais utilizadas para tortura durante o período da escravidão no Brasil. A iniciativa é organizada pelas Comissões de Igualdade Racial e da Verdade sobre a Escravidão Negra da OAB SP.

A mostra contará com itens do acervo da advogada Mabel de Souza, que também ministrará uma palestra no encerramento do evento, no dia 24 de maio. Segundo Rosana Rufino, presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB SP, a semana marca um novo momento da entidade: “o de uma instituição que não teme olhar para o passado, mas que o faz como parte de seu compromisso com o futuro, com a justiça social e com a equidade racial”. Os interessados em participar devem retirar os ingressos através da plataforma Sympla (CLIQUE AQUI).

No dia 24 de maio (sábado), ocorre a 3ª Caminhada Educativa – Chão dos Nossos Ancestrais, que percorrerá o bairro da Liberdade, região historicamente ligada à resistência negra. A atividade busca promover a educação antirracista entre advogados, estudantes de Direito e o público geral. “Ao pisarmos o chão da Liberdade, honramos os passos daqueles e daquelas que resistiram ao silenciamento”, afirma Rufino.

Segundo publicação da OAB, a ação reforça o posicionamento da entidade em defesa dos direitos humanos, da equidade racial e do combate às discriminações dentro e fora do sistema de justiça. Cristiane Natachi, presidente da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil, ressalta que “a história da escravidão e do racismo não será esquecida” e que a advocacia está engajada na construção de um país mais justo.

A Semana de Memória e Resistência Negra coincide com o período de reflexão sobre a abolição da escravatura, lembrando a ausência de políticas públicas que garantissem direitos básicos à população negra após 1888. “A advocacia contemporânea tem contribuído para o fortalecimento de políticas públicas e ações afirmativas”, completa Natachi.

Serviço
1ª Semana de Memória e Resistência Negra da OAB SP
Exposição “Ecos do Silêncio”
Data: 19 a 24 de maio
Abertura: 12h (com apresentação do coral “Cantos do Lado de Lá”)
Encerramento (24/05): Das 9h às 12h (palestra e lançamento do livro da Dra. Mabel da Costa)
3ª Caminhada Educativa: Saída após a palestra, em direção ao bairro da Liberdade
Local: Sede da OAB SP – Rua Maria Paula, 35 – Centro

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