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Galã de “Dona de Mim”, Humberto Morais estreia nas novelas da Globo na pele do protagonista Marlon

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Foto: Globo/Manoella Mello

Humberto Morais vive um marco em sua carreira: sua estreia na TV Globo e ainda encara o papel de protagonista na nova trama das 19h, Dona de Mim. O ator interpreta Marlon, um lutador de kickboxing que sonha em ingressar na polícia para “mudar o mundo”. O personagem carrega no passado a dor de ter perdido a filha com a ex-noiva, Leona (Clara Moneke), e encontra no esporte e no amor de Bárbara (Giovana Cordeiro) a força para seguir em frente.

Formado em artes cênicas e com passagem pelo teatro, Morais já havia chamado atenção como o médico Ícaro na série Sutura, no streaming, e como o personagem Formiga, na novela infantil, Poliana Moça. Após testes, conquistou o papel na nova novela da Globo.

Nas redes sociais, onde soma mais de 39 mil seguidores, o ator compartilha sua rotina de exercícios — preparo essencial para viver um lutador. “Marlon é obstinado, sonhador, corajoso, justo, imprudente e um pouquinho arrogante, mas só pelos motivos que ele acredita serem os certos. Ele faria qualquer coisa por sua família”, define Morais.

Na trama, o personagem cresceu em São Cristóvão ao lado dos pais, Jussara (Vilma Melo) e Luisão (Adélio Lima), e da irmã, Dara (Cecília Chancez). Após a separação de Leona, ele encontra no kickboxing uma forma de superação e conhece Bárbara (Giovana Cordeiro), sua atual namorada e companheira de ringue. O conflito surge quando ela planeja treinar no exterior, um futuro que não se alinha com os planos de Marlom.

A novela promete explorar temas como resiliência, fé e justiça, com o ator trazendo um protagonista que terá dilemas complexos para lidar ao longo da história.

Conceição Evaristo reflete como a estética negra é uma ferramenta política: “nunca fomos considerados belos”

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Foto: Divulgação

“Estética não é desligada da política.” Aos 78 anos, a escritora e intelectual Conceição Evaristo refletiu através de memórias da sua juventude, o impacto negativo da ausência de produtos pensados para pessoas negras. “Quando a gente fala de política, está falando também dessa política que nos insere dentro de uma comunidade. Se há uma produção de produtos de beleza, ela vai interferir diretamente na estética das pessoas, naquilo que inclusive se considera como belo”, disse durante o evento de lançamento do “Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro”, realizado nesta segunda-feira (29) no Rio de Janeiro.

“A minha juventude todinha, mesmo parte da minha maturidade, a gente não tinha produto de beleza. Eu me lembro inclusive de meias, coisas básicas, a gente não tinha um tom de meia que combinasse com a nossa pele. Em 73, quando eu cheguei aqui no Rio de Janeiro, eu não tinha batom que me agradasse”, relembrou.

O relato de Conceição Evaristo reforça um Brasil que ainda lida com as consequências da exclusão racial no mercado de consumo. “A gente faz muito esse elogio da mestiçagem brasileira. Nós sabemos como povo negro que nós nunca fomos considerados como belos. O máximo que a gente foi considerado é exótico. Exótico também é uma classificação que nos colocava à margem da beleza brasileira, principalmente nós mulheres negras”, afirmou.

Para Conceição, “pensar sobre estética ou em em produtos que valorizam o meu tom de pele, o meu tom de cabelo, ultrapassa a um discurso ou uma potencialidade do mercado. Eu acho que isso está diretamente ligado à nossa identidade como brasileiros.”

Ao encerrar sua fala, ela celebrou a juventude negra que hoje se vê e se afirma com orgulho. “Eu fico muito feliz de hoje pensar que tem aí uma juventude que se insere na característica variável que forma a nação brasileira e que tenha essa possibilidade de se sentir belo, se sentir como sujeito constitutivo de uma nação a partir de uma identidade negra.”

Conceição Evaristo foi uma das convidadas do lançamento do “Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro”, documento resultado de uma parceria entre a L’Oréal Luxo, divisão do Grupo L’Oréal no Brasil, e o MOVER (Movimento pela Equidade Racial), desenvolvido em parceria com a Black Sisters in Law — rede global de advogadas negras —, que apresenta 10 normas sem validade jurídica, mas com “enorme efeito moral”.

Novo Código de Defesa do Consumidor Negro mira racismo no mercado de luxo

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Foto: Reprodução

“Imaginem um Brasil em que nenhum desses códigos é necessário. Em que consumidores negros são tratados como consumidores”, a pergunta de Lázaro Ramos foi feita na manhã desta terça-feira (29) durante o lançamento do “Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro”, que aconteceu no Rio de Janeiro. O documento, resultado de uma parceria entre a L’Oréal Luxo, divisão do Grupo L’Oréal no Brasil, e o MOVER (Movimento pela Equidade Racial), desenvolvido em parceria com a Black Sisters in Law — rede global de advogadas negras —, apresenta 10 normas sem validade jurídica, mas com “enorme efeito moral”, nas palavras de Ramos, que é embaixador da marca.

A iniciativa surge como resposta a uma pesquisa encomendada pela L’Oréal em 2024, “Racismo no Varejo de Beleza de Luxo”, que identificou 21 práticas discriminatórias contra consumidores negros. Entre elas, a revista de bolsas sem justificativa (18% dos entrevistados relatam ter passado por isso), a demora no atendimento (69% dizem ter sido questionados sobre poder de compra) e a falta de produtos para tonalidades de pele e tipos de cabelo negro.

O código inclui diretrizes como: Capacitação antirracista: Treinamento obrigatório para funcionários em letramento racial; Prontidão no atendimento: Reparar a lógica excludente que ignora consumidores negros; Garantia de livre acesso: Vedação a barreiras físicas ou simbólicas que restrinjam circulação; Regras para revistas: Só permitidas com provas inequívocas, não com base em estereótipos; Estoque inclusivo: Disponibilidade de produtos para pele e cabelos negros.

“Ela foi uma iniciativa inédita no sentido de romper o silêncio sobre o racismo (…). Não se discutia o racismo dentro do mercado de luxo, e ele existe”, afirmou Bianca Ferreira, Head de Comunicação e Diversidade da L’Oréal Luxo. A obra conta com ilustrações de Mulambö, artista que explora temas como racismo, desigualdade social e a experiência negra na sociedade brasileira.


Dione Assis, fundadora da Black Sisters in Law, destacou que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) atual, de 1990, não menciona consumidores negros, mesmo contendo regras que consideram características específicas para determinados consumidores, entre eles crianças, idosos e pessoas com deficiência: “Quando as pessoas me questionam por que a gente precisa estabelecer ou racializar o nosso atual código, é porque as pessoas negras têm uma característica específica que a diferencia na relação de consumo. Isso precisa ser considerado quando da elaboração legislativa”, disse.

De acordo com a advogada, ainda que não tenha validade legal, a proposta é “trazer alguns dispositivos que pudessem causar algum tipo de impacto e mostrar que existe um mercado consumidor negro que precisa ser respeitado, a exemplo de qualquer outro mercado, mas que a lei atual não está se mostrando suficiente para proporcionar isso. E na medida em que o nosso código visa sanar ou reduzir o hiato da vulnerabilidade do consumidor, se nós somos pessoas negras e isso tem afetado a nossa relação de consumo, isso precisa ser sanado”.

Distribuição e apoio
Mais de 1.000 exemplares serão enviados a formadores de opinião, CEOs, universidades e entidades do setor. O documento tem apoio do ID_BR, da ALLOS (administradora de shoppings) e da ABPS (Associação Brasileira de Perfumarias Seletivas). “É uma oportunidade de a gente retrazer essa discussão [sobre diversidade] para o núcleo do negócio, quando a gente está falando de beleza, que está sendo diretamente impactado por esses mecanismos de racismo brasileiro. Então faz sentido que todos os negócios estejam também pensando nisso”, afirmou Natália Paiva, Diretora Executiva do MOVER, que destacou a necessidade de aplicação das orientações do código para as organizações.

A iniciativa é uma forma de pressionar o mercado a rever práticas racistas que, em muitos momentos, afastam um grande número de possíveis clientes e consumidores: “A pesquisa mostra que mais de 50% das pessoas negras desistem da compra e não voltam à loja após sofrer discriminação”, afirmou Eduardo Paiva, Head de Diversidade da L’Oréal Brasil.

Jeffrey Wright estreia no próximo episódio da 2ª temporada de “The Last of Us”

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Foto: HBO

No próximo episódio de ‘The Last of Us’, que chega na Max em 4 de maio, às 22h (no horário de Brasília), o premiado ator Jeffrey Wright faz sua aguardada estreia na série. Famoso por papéis nos filmes ‘Ficção Americana’ (2023), ‘O Batman’ (2022) e ‘Cadillac Records’ (2008), Wright agora dá vida a Isaac Dixon, líder da Frente de Libertação de Washington (WLF), um dos antagonistas do segundo jogo da franquia.

A HBO liberou uma prévia inédita da série com a primeira aparição de Jeffrey Wright. No jogo, o ator já havia emprestado a sua voz e os movimentos ao personagem. Agora, ele retorna com ainda mais profundidade, sugerindo em entrevista à TVLine que será revelado o passado sombrio de Isaac, e algumas mudanças sugeridas pelo próprio ator.

“As pessoas perguntaram… se teremos um pouco da história de fundo sobre Isaac? Talvez tenhamos. Pode não ser nada bonito”, disse em novembro de 2024.

Nos jogos, Isaac é um ex-fuzileiro naval que aplicou sua experiência militar para combater a ocupação opressiva da FEDRA em Seattle. A série promete ir além com Jeffrey Wright no comando.

O terceiro episódio da segunda temporada, intitulado “The Path”, que estreou no último domingo (27), pausou a ação para explorar o luto de Ellie (Bella Ramsey) após a chocante morte de Joel (Pedro Pascal). Ainda que os infectados tenham ficado de fora da narrativa principal, a prévia do quarto episódio mostra que a ameaça está longe de desaparecer: Dina (Isabela Merced) e Ellie enfrentam novos perigos ao se aproximarem de um prédio misterioso — possível base da WLF — enquanto buscam vingança.

48% das empreendedoras negras são mães solo e enfrentam a sobrecarga doméstica como principal desafio

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Uma pesquisa inédita revela que quase metade (48%) das mulheres negras que empreendem no Brasil são mães solo. O estudo “Empreendedoras Negras”, realizado pelo LAB (Laboratório de Gênero e Empreendedorismo) do Instituto RME em parceria com a Rede Mulher Empreendedora, mostra que esse percentual chega a 50,2% entre mulheres pretas e 46,9% entre pardas.

A pesquisa, que entrevistou 715 empreendedoras negras entre 14 e 18 de outubro de 2024, identificou que a sobrecarga de trabalho doméstico e familiar é o principal desafio enfrentado por essas mulheres, com um impacto médio de 4,2 em uma escala de 1 a 5. Em seguida, aparecem as dificuldades para obter crédito (3,9) e o racismo no ambiente de trabalho (3,5).

A discriminação racial aparece como uma barreira significativa: 70,7% das empreendedoras pretas e 52,8% das pardas relatam já ter sofrido racismo no ambiente de trabalho. Quando questionadas sobre como o racismo se manifesta, 71,2% das pretas afirmam que ele é mais cruel contra mulheres de pele mais escura – percepção compartilhada por 60,8% das pardas. O acesso a crédito também se mostra um desafio estrutural. Muitas entrevistadas relataram dificuldades em obter empréstimos mesmo tendo cadastro regular. Uma das participantes da pesquisa contou: “Passei por humilhação no banco, desisti do empréstimo e meu negócio ficou parado… Racismo e machismo estrutural imperam.”

Para Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, os resultados mostram a necessidade de políticas específicas. “Precisamos criar mecanismos de apoio que considerem essa realidade complexa, desde linhas de crédito adaptadas até redes de cuidado infantil que permitam que essas mulheres possam empreender com mais igualdade.”

“Essas mulheres enfrentam o que chamamos de tripla discriminação: são negras, mulheres e mães solo em um mercado que não foi feito para elas”, afirma Fontes. “Elas precisam conciliar os negócios com os cuidados dos filhos e as tarefas domésticas, muitas vezes sem qualquer rede de apoio.”

O perfil das entrevistadas mostra que:

  • 72% têm entre 30 e 49 anos
  • 62,9% das mulheres pretas possuem ensino superior, contra 52,5% das pardas
  • 47,6% faturam até R$ 2 mil mensais com seus negócios
  • Atuam principalmente nos setores de alimentação (24,8% entre pretas) e beleza (19,3%)

A pesquisa foi realizada por meio de questionário online com metodologia quantitativa. Entre as motivações para empreender, a liberdade para fazer o que gosta aparece em primeiro lugar, seguida pelo aumento de renda e pela flexibilidade de horários – fatores particularmente relevantes para mães solo.

Homem é preso por injúria racial após xingar policial de ‘negra vagabunda’ durante abordagem em lanchonete no MS

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Foto: Valmir Dias/Sejusp

Um homem de 33 anos foi preso na noite do último domingo (27) após cometer atos de racismo contra uma policial militar durante uma abordagem no bairro Guanandi, em Campo Grande (MS). O caso ocorreu após ele se recusar a pagar a conta em uma lanchonete e reagir de maneira agressiva com os agentes.

De acordo com o boletim de ocorrência, o homem, que estava embriagado, desacatou os policiais e proferiu ofensas raciais contra a agente. “Quem você acha que é, sua negra vagabunda? Essa neguinha não é menos que lixo, quem ela pensa que é? Preto não tem que colocar a mão em mim”, teria dito, segundo o registro.

Além das injúrias raciais, o suspeito também ameaçou os policiais e resistiu à abordagem. Ele foi detido e encaminhado à Polícia Civil, onde o caso foi registrado como desacato e injúria racial – crime previsto no Código Penal com pena de um a três anos de prisão, além de multa.

O crime de injúria racial foi equiparado ao racismo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023, tornando-o inafiançável e imprescritível. Casos semelhantes têm sido alvo de maior rigor legal nos últimos anos.

Gilberto Gil projeta obras de artista negro na turnê ‘Tempo Rei’

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Foto: Instagram/@barbara.tupinikim

A turnê ‘Tempo Rei’ do Gilberto Gil encerrou a sua passagem em São Paulo no último sábado, 26 de abril. Além da emocionante despedida do cantor revivendo seus grandes sucessos, o público também pôde apreciar as obras, com um azul profundo, que tomaram o telão durante a apresentação de “Refavela”, do artista visual Emerson Rocha, conhecido como Saturno

Logo no início da música, foi exibida a imagem impactante de dois meninos pequenos, com óculos Juliet, segurando uma Espada-de-São-Jorge e uma Rosa. A obra, intitulada Ibeji – Crianças Sagradas, em referência às divindades das religiões de matriz africana, assinada por Saturno, foi escolhida pessoalmente por Gil para compor a estética do show.

Ibeji – Crianças Sagradas (Obra: Saturno)

O convite veio após Saturno assinar a identidade visual do baile Noite da Aclamação, evento beneficente organizado por Léo Santana e Lore Improta, em Salvador. Durante a festa, o artista conheceu Gilberto Gil, homenageado da edição deste ano, e lhe presenteou com a obra Orixá Vivo, um autorretrato do cantor. 

Após alguns dias, a equipe de produção da turnê entrou em contato por e-mail, propondo que Saturno enviasse opções de suas obras para apreciação de Gil. Foram selecionadas seis delas: Orixá Vivo, A Flecha que Aponta o Caminho, Preto, Banho de Mar, Ibeji – Crianças Sagradas e Domingo III.

Saturno e Gilberto Gil na Noite da Aclamação (Foto: Reprodução/Instagram)

“Foi muito bacana ter sido escolhido por ele pra participar desse momento, que é tão relevante e tão potente na carreira de Gil. Ainda parece um pouco surreal pra mim, mas é bastante gratificante enquanto artista visual, enquanto homem preto”, afirma Emerson em entrevista ao GQ Brasil. 

Emerson Rocha, artista, crítico e curador, é famoso por trazer em suas obras representações ancestrais das culturas e religiões de matriz africana, misturado com elementos clássicos da vida e do estilo contemporâneo de jovens periféricos. 

No dia 31 de maio, Gil desembarca no Rio de Janeiro para o próximo show da turnê, que continuará viajando pelo Brasil, que encerrará em 23 de novembro, em Recife (PE).

‘A Próxima Vítima’: a primeira novela a exibir uma família negra de classe média

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Foto: TV Globo

Em celebração ao aniversário de 60 anos da TV Globo, o Mundo Negro relembra a “A Próxima Vítima”, a primeira novela que trouxe no elenco uma família negra de classe média na trama, exibida em 1995 pela emissora.

Escrita por Sílvio de Abreu e exibida no horário nobre da TV Globo, a família Noronha, foi composta pelo contador Cleber (Antônio Pitanga), casado com a secretária Fátima (Zezé Motta). Eles eram pais de Sidney (Norton Nascimento – In Memoriam), gerente de banco, do universitário Jefferson (Lui Mendes), e da estudante Patrícia (Camila Pitanga), que tinha o sonho de se tornar modelo. Sidney namorava Rosângela (Isabel Fillardis), que também trabalha como secretária, e Jefferson namorava Sandrinho (André Gonçalves), um dos primeiros casais gays da dramaturgia.

Zezé Motta e Camila Pitanga (Foto: TV Globo)

Camila Pitanga gravou a novela quando tinha 17 anos, um dos seus primeiros grandes trabalhos na televisão. Ela relembrou a experiência no mês passado, em entrevista ao AdoroCinema.

“Essa novela é muito emblemática em várias camadas. Primeiro no campo afetivo que eu estava contracenando com meu pai. Eu tava contracenando com a Zezé Motta, que vem ser a pessoa que apresentou meu pai e minha mãe, e que eu amo de paixão! Inclusive já fui filha dela em outros trabalhos”, contou.

Família Noronha (Foto: TV Globo)

“A novela tinha vários temas, várias reviravoltas. A questão de quem matou quem. Mas esse era um braço muito caro pro Silvio de Abreu, no sentido de mostrar uma família negra e entender do ponto de vista dele que é um homem branco, como que isso poderia ressoar no país. E é doido assim. Que era um pouco mais complicado do que imaginava. Era uma família preta e que ela tinha problemas com os brancos. Parecia que não existia problema em ser negro na sociedade que a gente vive”, disse.

E completa: “que bom que a vida anda e a gente vai tendo outras camadas, outras leituras, mas é uma novela muito cara, muito significativa no meu trabalho, por todos esses motivos”. 

As tranças da era podcaster de Michelle Obama

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Em sua nova fase como apresentadora do podcast IMO (In My Opinion), Michelle Obama tem combinado conteúdo e imagem com naturalidade e consistência. Ao lado do irmão, Craig Robinson, ela conduz conversas com convidados como Issa Rae, Keke Palmer e Taraji P. Henson, abordando temas como saúde mental, relações familiares e amadurecimento. Mas um outro detalhe tem chamado atenção episódio após episódio: os penteados trançados da ex-primeira-dama.

Michelle aparece com diferentes variações de tranças: rentes ao couro cabeludo, longas, estilizadas em coques duplos, rabos de cavalo ou soltas, mas sempre bem alinhadas à estética que construiu ao longo dos anos — sofisticada, contemporânea e sem excessos. A escolha, que poderia ser apenas funcional diante das gravações semanais, comunica mais do que praticidade: reafirma uma identidade visual negra em um espaço de autoridade e diálogo.

Desde que deixou a Casa Branca, Michelle tem usado a própria imagem de maneira intencional, com sutileza. O uso recorrente de tranças no IMO reforça essa estratégia. Em um ambiente midiático onde o visual ainda é avaliado com critérios desiguais, especialmente para mulheres negras, mantê-las como escolha fixa, mesmo em uma produção de alto padrão, é um gesto de afirmação.

Além da simbologia, os estilos escolhidos também revelam atenção à versatilidade dos penteados afro. Eles acompanham diferentes propostas de roupa, cenário e temas, sem perder a coerência estética. Para além da beleza, Michelle mostra que as tranças podem ocupar lugares de fala, escuta e produção de conhecimento, inclusive na era dos podcasts.

Disponível no Audible, IMO é mais um projeto da Higher Ground, produtora criada por Michelle e Barack Obama, e une conversas profundas com uma comunicação visual sólida. No conjunto, os episódios desenham um retrato atual da ex-primeira-dama: segura, madura e fiel à sua trajetória — inclusive nos detalhes do cabelo.

Jean Paulo Campos repete Yuri, o líder estudantil de ‘Vai na Fé’, agora como advogado em ‘Dona de Mim’

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Foto: Globo/Fábio Rocha

O ator Jean Paulo Campos está de volta ao horário nobre da TV Globo. Ele fará uma participação especial em “Dona de Mim”, próxima novela das sete, revivendo o papel de Yuri, personagem que conquistou o público em “Vai na Fé”, transmitida em 2023. Desta vez, o jovem aparece formado em Direito e atuando como defensor público.

Em um teaser divulgado na última semana, Jean Paulo aparece em uma cena ao lado de L7NNON, que interpreta Ryan. Na sequência, o ator surge de terno e gravata, representando a nova fase do personagem, que deve ajudar Ryan a deixar a cadeia. Em “Vai na Fé”, Yuri era o líder dos bolsistas da faculdade — um jovem extrovertido e talentoso orador, mas tímido quando o assunto era o coração. Ele hesitava em se aproximar de Jenifer (Bella Campos), seu interesse amoroso, e enfrentava dilemas morais na vida política estudantil. Mais tarde, o garoto se envolveu romanticamente com Vini (Guthierry Sotero).

“Dona de Mim” estreia nesta segunda-feira (28), substituindo “Volta por Cima”. A trama, escrita por Rosane Svartman e com direção artística de Allan Fiterman, acompanha a história de Leona (Clara Moneke), uma jovem que vê sua vida mudar ao se tornar babá de Sofia (Elis Cabral), uma menina de sete anos que perdeu a mãe ainda bebê. Criada na casa do pai, Abel (Tony Ramos), Sofia encontra em Leo a figura materna que lhe faltava.

Além do reencontro com Yuri, a novela traz o rapper L7NNON em seu primeiro trabalho como ator. Ele interpreta Ryan, ex-estrela do rap que acabou envolvido no crime e preso justamente quando tentava recomeçar, com um emprego em uma padaria. Sua motivação para mudar foi a gravidez de Kami (Giovanna Lancelotti), por quem é apaixonado. Agora, ele busca sair da cadeia, conhecer o filho Dedé (Lorenzo Reis) e reconquistar seu amor.

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