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Olimpíadas: Onde estão os jornalistas negros cobrindo as medalhas do Brasil?

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Enquanto alguns atletas negros fazem historia nas Olimpíadas de Tóquio, o jornalismo esportivo continua devendo em termos de diversidade e representatividade. Na entrega da medalha de ouro inédita para a ginasta Rebeca Andrade, quem fez a transmissão do ginásio de competição para chamar a reportagem do Esporte Espetacular do último domingo (1) foi uma repórter branca (Bárbara Coelho), mesmo após a repercussão positiva das falas sobre representatividade protagonizadas por Daiane dos Santos em relação ao desempenho de Rebeca na semana anterior.

O jornalista responsável por entrevistar a ginasta após as duas conquistas foi Carlos Gil, também branco. Frisando que Bárbara Coelho também cobriu os jogos da Seleção Brasileira de Vôlei Masculino, que tem entre seus protagonistas Lucarelli e Wallace (homens negros).

Imagem: Instagram/Diego Moraes

A dobradinha Bárbara Coelho e Carlos Gil se repetiu em reportagem sobre a saúde mental da ginasta Simone Biles. Coelho chamou a reportagem e Gil narrou as dores de Biles e também da tenista Naomi Osaka, que enfrentam problemas em relação à saúde emocional. As duas são protagonistas do grande assunto até o momento nas Olimpíadas. A participação mais parecida com a história das principais retratadas foi da ex-ginasta e atual comentarista Daiane dos Santos, que acaba inspirando um ar de empatia pela experiência na pele como uma mulher preta que competiu em alto nível e sob as mesmas pressões.

Outro momento importante foi a eliminação da Seleção Brasileira feminina de futebol, pesando a aposentadoria da zagueira Formiga da Seleção e as declarações pedindo incentivo ao futebol feminino de Marta,a melhor jogadora de todos os tempos, ambas mulheres negras. Nas duas pautas não havia mulheres ou homens pretos contando essas histórias (a reportagem ficou por conta da repórter Lizandra Trindade).

Não é um depoimento contra a competência dos repórteres da Globo, que têm feito um ótimo trabalho na cobertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, mas faz falta que pessoas pretas não possam cobrir a glória dos seus. 

E a situação se repetiu em outras modalidades, onde pouco se viu de pretos capitaneando reportagens, mesmo em esportes em que pessoas pretas são destaque. Hebert Conceição garantiu medalha no boxe depois de subir ao ringue ao som de Olodum e quem apareceu à frente das câmeras foi o repórter André Gallindo, também branco.

As exceções mais proeminentes foram as participações dos repórteres Diego Moraes e Karine Alves. Alves fez mais transmissões ao vivo para o canal fechado SportTV e para o Fantástico, ocasião em que entrevistou o judoca medalhista de bronze Daniel Cargnini. Na TV aberta Moraes fez a cobertura das oitavas de final da luta olímpica exibidas  no último domingo no Esporte Espetacular. A reportagem acompanhou Aline Silva (vice-campeã mundial em 2014), também sua namorada. Fato que resultou num texto de intimidade e sensibilidade bem-vinda. Aline Silva enfrentou a turca Yasemin Adar na categoria 76kg e acabou derrotada por 6 a 0. Moraes também cobriu o bronze da judoca Mayra Aguiar.O jornalismo brasileiro em geral sofre com a ausência de pessoas pretas na frente e atrás das câmeras. Negros são mais da metade da população brasileira, 56,10%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas no campo jornalístico representam apenas 23% dos profissionais de acordo com estudo feito pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em parceria Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

No momento em que mais pessoas de pele escura poderiam ganhar destaque, visto que a Olimpíada ocorre após os históricos movimentos “blacklivesmatter”, onde dezenas de atletas negros se posicionaram e paralisaram competições pelo mundo, acaba sendo uma bola fora do jornalismo brasileiro em adiar a chance de mais apresentadores e repórteres negros se destacarem e assim mostrar para crianças e adolescentes que há espaço para eles contarem as histórias dos seus.

“Rumors” : Lizzo anuncia seu novo single e fala sobre ‘nova era’

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Imagem: Reprodução/Instagram

A cantora Lizzo postou uma foto em suas redes sociais que anunciava a “nova era”. Durante a pandemia, a cantora suspendeu a agenda e parou todo e qualquer cronograma de trabalhos novos. Seu último lançamento foi o clipe de Cuz I Love You”, em janeiro de 2020.

Ela divulgou uma foto inédita, o título “Rumors” e a data de 13 de agosto – sem especificar se é uma música ou um álbum. Mas a Warner Music já confirmou que se trata de uma música – seu novo single.

https://www.instagram.com/p/CSE_RuLFo4v/?utm_source=ig_web_copy_link

No fim do ano passado, ela já havia dito que tinha “um monte de músicas para serem lançadas”. “Mas eu sinto que tenho que escrever mais três ou quatro músicas… Tipo, eu preciso escrever as músicas que estão no meu coração. Mais vida precisa acontecer. Minhas músicas ganham vida com minhas experiências de vida e ponto”, falou em outubro de 2020.

Perícia afirma que ossada encontrada não é dos três meninos desaparecidos em Belford Roxo

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A ossada encontrada perto de uma ponte em Belford Roxo não é de nenhum dos três meninos desaparecidos na cidade da Baixada Fluminense desde o ano passado. Lucas Matheus, Alexandre e Fernando Henrique sumiram no final de dezembro e as investigações estavam andando lentamente.

O site de notícias G1 apurou com a perícia do caso que os ossos encontrados são de origem animal. A ossada passou pelo teste depois que um homem se apresentou à polícia no fim do mês passado acusando o próprio irmão de ter participado da ocultação dos corpos.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense foi orientada a continuar as buscas. Lucas Matheus, de 9 anos, e Alexandre Silva, 11, e Fernando Henrique, 12, sumiram no dia 27 de dezembro depois que saíram para brincar.

“Minnie skatista”: Aos 4 anos de idade, Elisa Messias faz sucesso no skate

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Imagem: Arquivo Pessoal

Elisa de Freitas Messias, aos 4 anos de idade, ficou conhecida em seu bairro como a “Minnie do Parque de Madureira” [RJ]. A menina desliza nas pistas chamando atenção dos frequentadores do local pelo tamanho e desempenho nas manobras. Sempre acompanhada dos pais Leidiane Messias e Gilson Freitas. Elisa é fã da “Fadinha do skate”, a atleta brasileira mais jovem a conquistar medalha de prata.

Com apenas 1 ano e 10 meses Elisa ganhou um patinete da tia avó e logo começou a praticar. Ganhou confiança e passou a frequentar a pista Downhill. Foi paixão à primeira vista. O pai percebeu o interesse e a incentivou a andar em seu skate.

Quando completou 3 anos de idade recebeu o seu primeiro skate. Apesar do incentivo, os pais afirmam que não cobram desempenho e que para ela é apenas diversão. “Elisa ama andar de skate. É uma diversão, principalmente nos finais de semana” disse  mãe da menina.

Assim como toda criança, Elisa gosta mesmo de brincar, se divertir e estudar: “Quero ser escritora e skatista. Também gosto de cantar, ler e escrever”, disse ela.

Gilson afirma que independente dela se tornar uma atleta de alto rendimento ou não, a prática do esporte irá prepará-la para a vida. No esporte, temos superação, desafios, dedicação, socialização, inclusão, queda, levante, perda, ganho; em suma, tudo isso ela poderá levar por toda sua vida. Além de fazer bem para o corpo, o esporte faz bem para a alma. 

“É importantíssimo ela praticar esporte, pois eu acho que a prática da atividade física, seja ela qual for, deveria ser realizada nos 4 cantos do nosso país por qualquer pessoa independente da classe social, idade, cor ou gênero”, explicou Gilson, pai da garota.

Já a mãe  entende que é um esporte bem radical para uma criança de 4 anos: “Meu coração fica acelerado, palpitando forte a cada descida de skate, e de patinete também; Mas ao mesmo tempo sinto uma vibração tão forte quando eu vejo a alegria dela e o seu belo sorriso estampado no rosto. Fico feliz quando ela consegue fazer o percurso e as manobras corretas do jeitinho dela”.

“A conquista da Rayssa trouxe visibilidade para o esporte, mas o Brasil ainda precisa avançar no apoio e investimento para os atletas. Nós, como pais da Elisa, vamos fazer de tudo para que no futuro ela possa ser uma grande atleta e faremos grandes sacrifícios, porém, quantos tem um talento em casa e não tem a oportunidade de ver os seus filhos praticando um esporte pela falta de investimento e de incentivo?!” disse eles

Conheça os livros e séries que fazem a cabeça de mulheres pretas poderosas

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Débora Mattos e Márcia Silveira. Foto: Divulgação.

Márcia Silveira e Débora Mattos compartilham suas indicações de filmes, séries e livros.

A arte é um meio importante de nos fazer compreender e até mesmo vivenciar histórias que se relacionam com a nossa trajetória de vida. Músicas, livros e filmes nos ajudam a elaborar as experiências pelas quais passamos e até mesmo encontrar estímulo para correr atrás das soluções do dia-a-dia. O MUNDO NEGRO quis saber, então, o que faz a cabeça de mulheres negras em posição de destaque em suas profissões? Para isso, falamos com Márcia Silveira, gerente de comunicação da L’Oréal Luxe no Brasil, e com Débora Mattos chefe de gabinete da presidência da Coca-Cola na América Latina , ambas são integrantes do MOVER, movimento pela equidade racial, iniciativa que reúne 45 empresas do país e multinacionais.

Com mais de 20 anos de experiência em marketing e comunicação, Márcia Silveira assume como gerente de comunicação da L’Oréal Luxe no Brasil, detentora das marcas Lancôme, Giorgio Armani, Yves Saint Laurent, Ralph Lauren, Cacharel, Urban Decay, Mugler, Azzaro e Prada. A profissional tem papel chave na jornada da construção da reputação da divisão, bem como na aceleração das agendas de diversidade e inclusão e sustentabilidade, áreas fundamentais para o crescimento futuro da L’Oréal Luxe.

Já Débora, com 16 anos de experiência na indústria de bebidas, atuou nas áreas de Commercial Finance, Supply Finance, Planning e Logística. Há sete anos, ingressou na Coca-Cola apoiando grandes negociações de clientes e na área de market development, sendo responsável pela liderança do alinhamento estratégico com as franquias da região sul e sudeste do Brasil

Os livros preferidos de Márcia são “Mulheres, Raça e Classe”, de Angela Davis; “Sim à Igualdade Racial”, de Lua Genot, e Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie. “Esse livro me marcou porque temas como beleza, vivências internacionais longe dos seus iguais, família, relacionamento, beleza e carreira de uma mulher negra e de outras que estão a sua volta, são retratados nessa jornada da protagonista Ifemelu”, diz.

As indicações de leitura de Débora são “Quem tem medo do feminismo negro”, de Djamila Ribeiro, “Olhares Negros”, de bell hooks, e “Por um feminismo afro-latino-americano, de Lélia Gonzalez. “Tenho buscado entender cada vez mais o movimento antirracista na América Latina e melhor professora não há. Palavras da própria Angela Davis que diz que aprendeu mais com Lélia sobre feminismo negro do que aprenderemos com ela própria”, define.

Entre os filmes, o preferido de Márcia é “Por um Fio”. “Por sempre ter trabalhado com beleza nos últimos 15 anos da minha carreira, especialmente com o eixo capilar, esse filme foi onde vi retratado os sacrifícios e vieses pelos quais mulheres negras se sentem e que permearam minha vida por muitos anos”, relembra.

Já a seleção de filmes e séries de Débora conta com “Madame C. J. Walker”, “AmarElo” e “BlackIsh”. “Normalmente não gosto de séries de comédia, mas essa traz discussões muito fortes e relevantes de uma maneira muito leve. Um casal de negros de classe média alta e seus filhos discutem sobre questões como colorismo, racismo, esteriótipos e mostram que discriminação não se dá somente por desvantagens econômicas, isto é, a cor da sua pele importa, e muito”, conclui.

XP Inc. abre processo seletivo e pretende formar 120 alunos negros até 2022 em curso de programação

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Foto: Reprodução.

Ao final de um ano, estudantes passarão por processo seletivo e poderão trabalhar na companhia. Inscrições vão até 22 de agosto

As empresas têm passado por um processo de transformação digital nos últimos anos, trazendo novos desafios para o mercado de trabalho brasileiro, incluindo a formação e preparação de profissionais para as chamadas “profissões do futuro”. Pensando nisso, a XP Inc. irá começar seu programa de formação de profissionais digitais com a formação de uma turma de 300 pessoas no Curso de Desenvolvimento de Software Web oferecido pela Trybe, escola de tecnologia referência na formação de profissionais da área. Ao final da formação, que tem duração de um ano, as pessoas estudantes da turma passarão por um processo seletivo e poderão trabalhar na XP. Inscreva-se aqui.

O programa tem como objetivo dar suporte ao mercado brasileiro com a formação de profissionais digitais, além de possibilitar a inserção produtiva de centenas de brasileiros que não teriam acesso a esse tipo de educação.

“Somos hoje uma empresa capaz de cuidar de praticamente todo o ecossistema financeiro do cliente. Isso demanda o desenvolvimento de produtos e de muita tecnologia embarcada. Nossa necessidade em contar com profissionais de tecnologia é grande e só vai aumentar, além de acreditarmos que educação e desenvolvimento profissional fazem parte da estratégia da XP”, ressalta o CEO da XP Inc., Thiago Maffra.

A XP Inc. tem atualmente cerca de 4.500 colaboradores e deve encerrar o ano com quase 6.000 pessoas em seu quadro de profissionais. Ao final de 2021, quase 50% desse montante de colaboradores devem estar em posições relacionadas à área de tecnologia.

A diretora ESG da XP Inc., Marta Pinheiro, destaca que a seleção será feita de modo a garantir diversidade na turma de estudantes. “Nossa aspiração é a de que a turma seja composta de pelo menos 30% de mulheres e 40% de pessoas pretas e pardas. Desde que criamos a diretoria ESG, assumimos o compromisso de buscar maior diversidade dentro da empresa e esse programa não poderia ficar de fora. Esse lançamento é o primeiro de vários outros cursos que a XP pretende realizar, buscando aumentar cada vez mais o impacto de nossas ações.”.

Para se certificar de que as pessoas estudantes aprovadas para a Turma XP terão sinergia com a plataforma de investimentos, o processo seletivo padrão da Trybe ganhou uma etapa a mais. Além de formulário de inscrição, desafio prático (para o qual a Trybe oferece o material de estudo), testes online de raciocínio e uma entrevista virtual, pessoas interessadas também terão de responder a um questionário online de fit cultural da XP.

“Para nós, além do conhecimento técnico é fundamental a aderência do candidato à cultura XP. Buscamos profissionais que tenham a mente aberta, espírito empreendedor e pensem grande. Queremos atrair os profissionais mais brilhantes e que ambicionem trabalhar e crescer conosco”, explica Patricia Claro, gerente de Recrutamento e Seleção da XP.

Com uma formação de alta qualidade, totalmente focada no sucesso profissional de estudantes, a Trybe usa uma metodologia própria e exigente no ensino de programação. São mais de 1,5 mil horas de estudo, com aulas online e ao vivo, com um mínimo de seis horas de atividades por dia, seguindo um currículo dividido em Fundamentos do Desenvolvimento Web, Desenvolvimento Front-end, Desenvolvimento Back-end, Ciência da Computação, Soft Skills e Metodologias Ágeis. Até julho deste ano, 92% das pessoas formadas pela escola estavam trabalhando em até 3 meses após a conclusão do curso. Mais de 140 mil pessoas já se inscreveram para estudar na Trybe.

Esse é um programa diferenciado, possui uma formação intensiva com 12 meses de aulas, em que os alunos do curso saem de fato preparados. “Buscamos deixá-los concentrados nos estudos, oferecendo o suporte financeiro necessário, além de um processo de mentoria específico com profissionais seniores da área de tecnologia da XP”, explica Marta.

A XP já era parceira da Trybe no programa gratuito que a escola oferece para empresas se conectarem e contratarem pessoas sendo formadas em uma das carreiras mais demandadas pelo mercado. De lá para cá, a XP Inc. já contratou mais de 20 pessoas formadas pela escola de tecnologia. Hoje, a rede da Trybe conta com mais de 100 organizações, sendo esta a primeira vez que a escola de tecnologia tem uma turma exclusiva dedicada a uma empresa.

Para a Trybe, a parceria reforça a qualidade da formação em desenvolvimento de software oferecida pela empresa e a sua proposta de se tornar a primeira escolha para profissões digitais da América Latina. “A criação da Turma XP está totalmente alinhada com a nossa missão e gerará oportunidades para a vida de centenas de pessoas”, diz Matheus Goyas, CEO e cofundador da Trybe.

Inscreva-se aqui.

“Eu descobri que era preto com 15 anos”, diz Preto Zezé em entrevista

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Foto: CUFA.

Centésima edição do #Provoca vai ao ar nesta terça-feira (3).

Nesta terça-feira (3/8), o #Provoca vai ao ar, a partir das 22h, pela centésima vez na TV Cultura. Marcelo Tas recebe Preto Zezé, presidente da CUFA (Central Única das Favelas). Na conversa, Preto Zezé fala sobre racismo, o trabalho da CUFA na pandemia, como as comunidades foram atingidas e o papel das favelas na economia brasileira.

“Eu descobri que era preto com 15 anos”, conta o ativista. Preto Zezé relembra que, ao ouvir a música Negro Limitado, do Racionais MCs, enxergou sua realidade. Ao lembrar da letra da música, diz: “Uma raquetada que eu levei. (…) Eu estava ainda achando que era um ‘marrom bombom’, que racismo não existe, tentando fugir disso porque não é uma coisa muito fácil você abrir uma porta dessas dores, não”.

Sobre a atuação da CUFA na pandemia, Preto Zezé afirma: “É preciso dizer que muita gente conheceu a CUFA agora, a gente já existe há mais de 20 anos”. Ele também conta que durante este período tiveram que fazer o que as empresas chamam de reconversão da matriz produtiva. “A gente fez a nossa do ponto de vista da atuação. Porque a gente atuava com uma coisa que era rival do Covid-19. Que é o que? A mobilização, juntar gente, é aglomeração. Então, paramos tudo dos nossos projetos. As nossas sedes viraram grandes centros de distribuição e logística. Os nossos voluntários constituíram uma frente que está na rua. Enquanto ao OMS falava ‘fique em casa’, nós estávamos na rua direto”, acrescenta.

Na edição, ele conta que conseguiu transformar raiva em indignação, pois a raiva é uma coisa momentânea e descontrolada, e que o rap “de certa formou ajudou a organizar a revolta e a politizar o ódio. E aí, quando você politiza o ódio, sai da agenda de ódio, somente uma reação, para indignação. A indignação é permanente”. O líder da CUFA ainda fala que se você politiza o ódio, ele é transformado em ação prática e explica: “Uma ação prática é você mudar a estrutura. Vou dar um exemplo, agora. Você vê o caso de racismo no Brasil, o ódio fazendo ele tocar fogo nos racistas. Eu quero tocar fogo no racismo”.

Ainda falando sobre racismo, Preto Zezé debate sobre a questão do racismo velado. “Gente, se é velado com uma pessoa negra morta a cada 23 minutos, todos os indicadores sociais negativos para a população negra mesmo ela produzindo 1.70 na economia, se a gente estar excluído da sociedade é algo velado eu fico perguntando: ‘o que seria explícito?’”, finaliza.

Ao ser questionado por Tas quanto aos dados sobre favelas brasileiras, que mostram que há 13 milhões de pessoas movimentando 120 bilhões de reais, destaca: “É um país chamado favela, né? Que muitas vezes quando é retratado publicamente, há um estigma sobre território, remete sempre a miséria, a tragédia, a desgraça. Não se percebe que é de lá que sai a inovação”. Preto Zezé ainda comenta que as pessoas produzem a riqueza, mas não se apropriam disso e que o esforço da CUFA é apresentar um país ao outro.

Rebeca Andrade termina em quinto na final do solo e celebra medalha de adversárias

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A ginasta brasileira de 22 anos, Rebeca Andrade, ficou em quinto lugar na final do solo de ginástica artística das Olimpíadas de Tóquio. Andrade entrou com um collant rosa, amarelo e branco, radiante, sorridente e segura. Um pequeno passo para trás deixou Rebeca fora do pódio.

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Imagem: Reprodução/Globo

A guarulhense encerra sua participação na competição como a ginasta brasileira mais vencedora da história das Olimpíadas (prata no individual e ouro no solo) e deixa aberta as portas para que mais mulheres negras brasileiras tentem praticar um esporte ainda muito restrito a clubes de elite. “Vai inspirar muitas pessoas, eu estou fazendo a diferença assim como outras pessoas fizeram para que eu estivesse aqui, por eu ter sido inteligente para não deixar ela passar. Eu estou muito grata e muito feliz”, disse Rebeca em entrevista à Globo.

Sem abandonar o sorriso do rosto, a ginasta não escondeu a felicidade por estar onde está. “Eu estou feliz com todas as apresentações que eu fiz desde o primeiro dia. Essa alegria vem de dentro para fora. Eu amo me apresentar no solo. Estou levando para casa duas medalhas inéditas e estou muito feliz”, declarou.

A norte-americana Jade Carey confirmou o favoritismo e conseguiu 14.366 dos juízes. Ela foi seguida pela italiana Vanessa Ferrari que cravou a nota de 14.200. A japonesa Mai Murakami e a russa Angelina Melnikova empataram na terceira posição, com 14,166 pontos. “É como se eu tivesse ganhado a medalha”, sobre a medalha das colegas.”Qualquer uma que ganhasse ia merecer”, disse Rebeca Andrade sobre o resultado final e demonstrou gratidão mais uma vez: “Agradeço as orações e juro que eu senti e por isso eu me saí tão bem”, concluiu.

Simone Biles vai competir na final da trave das Olimpíadas de Tóquio

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A maior ginasta de todos os tempos, Simone Biles,confirmou que vai participar da final da trave nas Olimpíadas de Tóquio. A informação foi confirmada através do Twitter da USA Gymnastics (órgão regulador nacional de ginástica dos Estados Unidos). “Estamos muito animados em confirmar que você verá dois atletas americanos na trave final amanhã – Suni Lee e Simone Biles !! Mal posso esperar para ver vocês duas!”, diz a postagem.

Simone Biles – Wikipédia, a enciclopédia livre
Imagem: Getty Image

A ginasta de 24 anos está sendo acompanhada dia a dia por uma equipe médica que avalia sua condição física e psicológica. Biles não pôde participar das finais em que tinha se classificado: havia desistido do individual geral – prova em que Rebeca Andrade conquistou a prata -, decisão do salto, barras assimétricas e da final por equipes, em que Estados Unidos ficou com a prata.

“Não é sobre ser a favor, é sobre sociedade”, diz Taís Araújo sobre vacinação

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Imagem: Divulgação

A atriz conversou com a bailarina Ingrid Silva sobre pandemia, novos projetos e maternidade no quadro ‘Frente a Frente’ em novo episódio já disponível no Globoplay e que foi ao ar na sexta (30) às 17h no Multishow.

Ingrid, que atualmente mora em Nova York, nos EUA, ressalta as bonanças de estar em um país em que o processo de vacinação tem avançado, já Taís Araújo pontua a importância do SUS, ainda que com suas fragilidades e em como a sua prática é fundamental para a sociedade como um todo.

“A preocupação tem que ser com a vida do outro, porque quando todos estiverem vacinados, garantimos a saúde e a vida dessa maioria. Então, não é sobre você querer ou ser à favor, não é sobre você! Este assunto é sobre sociedade, é uma questão humanitária”, comenta a atriz.

Após as atividades culturais serem estacionadas devido à pandemia, Taís ainda ressalta a saudade dos palcos, a urgência de voltar ao teatro e em breve com a peça ‘O Topo da Montanha’ – produção sobre a última noite de Martin Luther King, em que contracena com seu esposo e também ator e apresentador, Lázaro Ramos.

Ingrid também destaca o seu novo projeto: o livro que está escrevendo e será lançado em breve.”Eu me descobri, também, como escritora. (…) E acho que tomei um gosto muito grande pela escrita, eu já gostava de escrever antes, desde pequena eu sempre tive diários. Neste livro são memórias, coisas que eu já vivi”, relata a bailarina.

Com apresentação de Alberto Pereira Jr., Xan Ravelli, Ad Júnior, João Luiz Pedrosa e Babu Santana, a nova temporada do Trace Trends tem, a cada semana, um episódio inédito exibido às quartas-feiras no Globoplay e às sextas-feiras, às 17h, no Multishow.

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