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L’Oréal abre 25 vagas em área comercial exclusivas para profissionais com deficiência fora do eixo Rio-SP

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O Grupo L’Oréal no Brasil abriu inscrições para a nova edição do programa Recruta Diversidade, com 25 vagas na área comercial de campo destinadas exclusivamente a profissionais com deficiência. As candidaturas vão até 29 de maio de 2026 e, desta vez, são voltadas a candidatos que residem fora do eixo Rio de Janeiro–São Paulo, em um esforço de descentralizar o acesso ao mercado de beleza para talentos de todas as regiões do país.

A escolha pela área comercial é estratégica. Trata-se justamente do setor em que a representatividade de pessoas com deficiência ainda é menor no mercado de beleza brasileiro, com impacto direto na renda e na trajetória profissional. Na edição anterior, 28 profissionais foram contratados pelo programa.

Diferentemente de processos seletivos convencionais, o Recruta Diversidade foi desenhado do início ao fim para alcançar quem o mercado tradicional invisibiliza. As etapas são adaptadas, há acessibilidade garantida em todas as fases e acompanhamento especializado da Page PCD, consultoria parceira do programa desde sua concepção.

Segundo Eduardo Paiva, Diretor de Diversidade, Equidade e Inclusão do Grupo L’Oréal no Brasil, o programa rompe com a lógica da contratação por imposição. “O Recruta Diversidade não é cota. É a prova de que o pipeline de talentos com deficiência existe. O que faltava era um processo seletivo desenhado para encontrá-los. Em quatro anos de programa, a taxa de permanência dos contratados supera 85%. Isso não é inclusão por decreto, é inclusão por resultado”, afirma.

Para quem já passou pelo programa, a experiência ultrapassa a contratação em si. Luana Dantas, analista de educação na L’Oréal e participante da edição de 2025, mudou de estado para assumir o cargo. “A L’Oréal foi a primeira empresa em que minha deficiência não foi vista como um problema a resolver, mas como parte da diversidade que torna o time mais forte. Isso muda o que você aceita como normal”, relata.

Josué Bomfim, consultor de vendas contratado em 2024, resume o impacto na trajetória profissional. “Posso afirmar com muita certeza que, em 40 anos de carreira profissional, pela primeira vez me sinto respeitado, acolhido e motivado diariamente a evoluir como pessoa e como profissional.”

O Recruta Diversidade integra a estratégia One L’Oréal, que articula comunicação, cultura e negócios em torno de cinco causas prioritárias: étnico-racial, PCDs, LGBTQIAPN+, gênero e gerações.

Serviço

Inscrições abertas até 29 de maio de 2026, pelo Portal Gupy (Projeto Page PCD – CLIQUE AQUI ).

O processo é conduzido pela Page PCD, consultoria especializada em recrutamento inclusivo.

PowerList Mundo Negro 2026: chegou a vez das mulheres negras que transformam a gastronomia

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Foto: gerada por IA

A PowerList Mundo Negro 2026 abre as indicações para a categoria Destaque em Gastronomia até 26 de maio, e neste ano, pela primeira vez, quem quiser também pode se autoindicar. A cerimônia da 5ª edição acontece no dia 31 de julho, na sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro, com patrocínio do Grupo L’Oréal e da TV Globo.

Quem Pode Concorrer

Podem ser indicadas, ou se autoindicar, chefs, cozinheiras, quituteiras, banqueteiras, confeiteiras, doceiras e padeiras negras, além de empreendedoras e gestoras que lideram restaurantes, confeitarias, padarias, cozinhas de produção, marcas de alimentos e serviços de catering, com atuação real e impacto comprovado no Brasil.

O Que Conta na Avaliação

A comunidade vota e define a homenageada, mas a curadoria valida as indicações com base em critérios claros: saberes tradicionais, inovação culinária, impacto cultural, social ou econômico e iniciativas que formam novas profissionais e ampliam o acesso à boa alimentação. Quem se autoindica descreve o próprio trabalho e as conquistas dos últimos 12 a 18 meses, mostrando por que merece estar na PowerList 2026.

Em 2025, Sônia Oliveira Santos foi a homenageada da categoria pelo voto popular, uma trajetória que mostra a força das mulheres negras na cadeia da alimentação no Brasil.

Indique ou se autoindique em: powerlist.mundonegro.inf.br/votar

Eventos Pretos e o dinheiro na conta bancária dos brancos

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Por: Breno Cruz

Produtor cultural e empreendedor preto da cultura, esse texto vai te deixar triste ao final por você entender que o problema não é você. O problema é o sistema que você não faz parte – e não é por mérito do seu trabalho e da sua trajetória profissional. Você não faz parte talvez por não querer jogar o jogo que se apresenta no tabuleiro do mercado de eventos e captação; ou, pela ausência de relações políticas, pessoais e capitalistas com quem decide e assina patrocínios. 

Você pessoa preta que luta para sobreviver da cultura possivelmente não é nepobaby e nunca acompanhou negociações na mesa de jantar enquanto brincava com sua babá preta uniformizada. O foco deste artigo de opinião é refletir como é difícil para gente fazer eventos sérios e que realmente têm em sua gênese, planejamento e execução a realização por pessoas negras. Eu estou no lugar de fala por sentir literalmente na pele como é difícil captar recursos para fazer um evento gratuito de cultura negra no Rio de Janeiro – o Festival Gastronomia Preta.

Alguns de vocês devem saber que historicamente alguns eventos de cultura preta no Brasil não têm pessoas pretas como “donas”. Infelizmente, alguns empresários brancos usam da causa racial para criarem grandes eventos. Parabéns para eles que se apropriam do que é nosso sem que grande parte das pessoas percebam. Assim, o dinheiro fica na conta bancária deles e não das pessoas pretas – e essa é a grande disfunção. A grande fatia do capital continua a  circular nas mãos e nas contas dos brancos.

O Festival de Música Negra que ocorreu em Brasília é um exemplo disso. De acordo com o Portal Metrópoles, a Associação Brasiliense de Promoção à Cultura (ABC-DF) “recebeu R$ 1,6 milhão de emenda parlamentar para a realização da segunda edição do Festival de Música Negra, feita em 2025.” Segundo o mesmo portal, em matéria publicada no dia 30 de abril deste ano, “a chancela foi dada pelo Ministério da Igualdade Racial à época no dia 23 de Dezembro [de 2025] para o Festival de Música Negra.” E foi esse mesmo festival de música negra que não tinha em sua grande maioria artistas negros que foi chancelado financeiramente para acontecer por um ministério que deveria zelar pelo fomento de iniciativas negras, para pessoas negras e idealizadas por elas. 

Foto: divulgação

Ora, bolas… Eu faria um festival gastronômico sem comida? Eu faria um festival de cerveja sem cerveja? Eu faria um festival de Axé Music com cantores sertanejos? Mas, sim – foi feito um festival de música negra sem artistas negros. E o pior: um evento com recurso financeiro destinado pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR) por emenda (eis a grande disfunção). Será que ninguém da pasta analisou o projeto de curadoria artística antes? Se a ministra ou os funcionários da pasta aprovaram o repasse, deveriam fazê-lo mediante análise de um projeto técnico que tivesse uma programação prévia dos artistas. Mas no Brasil o tecnicismo dá lugar ao personalismo nas decisões dos ministérios e secretarias.

Por um momento eu fechei os olhos e sonhei por um minuto: imagina se desse a louca no MIR, eles ouvissem meus pedidos de apoio desde 2023 e nos enviasse um PIX de R$ 1,6 milhão de reais na conta bancária para fazer o Festival Gastronomia Preta 2026? Levaríamos Jorge Aragão (nosso sonho master), Xande de Pilares, Iza, Olodum, Bochecha, Alcione, Só Pra Contrariar, Grupo Arruda, Samba da Volta, Terreiro de Crioulo, Mangueira e É o Tchan. Seria música preta, cantada por artistas pretos, para pessoas pretas e com curadoria de pessoas pretas. 

Sonhar não custa nada, como já dizia a Mocidade Independente de Padre Miguel na década de 1990 – porém depende. Depende de muita coisa, principalmente, de ser um dos deles. E, quando se é persona non grata (como é o meu caso por eu me posicionar em relação ao descaso do MIR com o Festival Gastronomia Preta), o sonho se torna pesadelo. Sou Persona non grata por insistir durante dois anos um patrocínio de R$ 60.000,00 em 2024; por colocar a equipe do MIR contra a parede no Instagram depois de 9 meses de espera de uma promessa de que em 2025 o ministério teria mais tempo para construir um apoio financeiro robusto com o Festival Gastronomia Preta na última edição; e, por em 2026, criticar aquele post de que foi o ministério que mais investiu no povo preto na história do país.

E é por isso, meu povo, que eu digo não importa a qualidade da entrega do seu projeto e os grupos minoritários que você alcança; o impacto verdadeiro na vida de mães solos negras gerando renda a partir da participação no festival; o pilar de qualificação profissional do evento por meio do projeto Pretonomia que acelera a geração de renda por meio do trabalho na gastronomia. O que verdadeiramente importa para os políticos que assinam os contratos são as relações pessoais, os favores e os demais interesses.

A matéria publicada pelo Metrópoles escancara como as decisões parecem deixar de lado a dimensão técnica da proposta. Qualquer servidor público sério e minimamente conhecedor da música brasileira atuando naquele ministério, analisaria o projeto aprovado às vésperas do Natal com as características do evento e as atrações artísticas, questionaria o recorte da curadoria para os artistas escolhidos e vetaria aquela aprovação; ou, aprovaria com restrições de revisão da curadoria artística com asrtistas negros em sua grande maioria. 

O problema está aí, produtor cultural e empreendedor da cultura: as decisões não são técnicas quando o assunto é destinação de recursos – principalmente em ano político. E é por isso que eventos idealizados por nós pessoas pretas nascem, não se reproduzem e morrem. Não é a sua entrega ou qualidade técnica do que você fez que será julgado – é sobre quem você não é: se você não é amigo pessoal, parente, amigo do amigo ou empresário, ESQUECE! Eles nos vêem apenas como quantidade de CPFs na urna eletrônica. 

Sua qualidade técnica nunca será analisada se você for acima da média – sempre terá um “porém” acompanhado de um argumento que não faz sentido. A depender do político, ele vai colocar mensagem temporária no WhatsApp e depois vai sugerir que você mentiu sobre o que foi acordado – como fez a equipe daquela deputada estadual que diz lutar por nós.

Joaquim Barbosa rumo a 2026: as fragilidades por trás de uma pré-candidatura

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O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa está filiado ao Democracia Cristã. Foto: André Dusek/Estadão

Por Ivair Alves dos Santos

Joaquim Barbosa se apresenta como uma novidade no cenário político e como alguém diferente dos candidatos tradicionais. Sua trajetória é marcada pelo combate à corrupção, especialmente por sua atuação no Supremo Tribunal Federal. Além disso, ele nunca exerceu mandato político nem disputou eleições, o que reforça sua imagem de independência em relação à classe política tradicional.

No imaginário de parte da população, Joaquim Barbosa também simboliza a possibilidade de um presidente negro com forte representatividade histórica, já que foi o primeiro ministro negro a ganhar grande projeção nacional no STF.

Entretanto, sua eventual candidatura enfrenta dificuldades importantes. A primeira delas é a questão da saúde, frequentemente apontada como frágil. A segunda é a instabilidade política de sua trajetória: em outras ocasiões, ele já demonstrou interesse em disputar eleições, mas acabou desistindo. Isso gera dúvidas sobre a continuidade de um projeto eleitoral.

Além disso, apesar de sua relevância simbólica, Joaquim Barbosa não conseguiu, ao longo de sua passagem pelo Supremo, construir ou agregar um campo mais amplo de lideranças negras e políticas ao seu redor. Essa limitação levanta questionamentos sobre sua capacidade de articulação e sustentação política.

Por essas razões, permanece a dúvida sobre se sua candidatura conseguirá, de fato, se consolidar e avançar.

PowerList Mundo Negro 2026: indique a Empreendedora do Ano que move a economia negra

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Foto: magnific

A PowerList Mundo Negro 2026 está com as indicações abertas até 26 de maio para a categoria Empreendedora do Ano, e, pela primeira vez na história da premiação, mulheres negras também podem se autoindicar. A cerimônia, que chega à 5ª edição com patrocínio do Grupo L’Oréal e da TV Globo, acontece no dia 31 de julho, na sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro.

Quem Pode Concorrer

Podem ser indicadasou se autoindicar, mulheres negras que lideram negócios em qualquer setor, como fundadoras, cofundadoras, sócias ou gestoras à frente de marcas, serviços, plataformas e iniciativas com operação real. No Brasil, mulheres negras representam mais de 24% dos empreendedores individuais do país, segundo o IBGE, mas seguem sub-representadas nos espaços de reconhecimento e visibilidade. A PowerList existe para mudar esse cenário.

O Que Conta na Avaliação

A categoria é por voto popular, o que significa que a comunidade tem papel direto na escolha da homenageada. Quem optar pela autoindicação responde a duas perguntas: uma descrição do trabalho profissional e das conquistas mais impactantes nos últimos 12 a 18 meses, e a justificativa de por que merece estar na PowerList 2026. Crescimento, inovação, geração de renda, inclusão e sustentabilidade são os critérios que orientam o olhar da curadoria na validação das indicações.

Em edições anteriores, a categoria reuniu trajetórias como a de Rosangela Silva, fundadora da Negra Rosa, e de Bárbara Brito, empreendedora e comunicadora, nomes que mostram a amplitude do que a PowerList reconhece como empreendedorismo negro de impacto.

Indique ou se autoindique em: powerlist.mundonegro.inf.br/votar

Mundo Negro confirma 5ª edição da PowerList e abre indicações com novidade da autoindicação

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Foto: divulgação

Premiação celebra mulheres negras que mudam histórias e acontece em 31 de julho, na sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro

A PowerList Mundo Negro chega à sua 5ª edição em 2026 com uma das maiores edições da história do prêmio. A cerimônia acontece no dia 31 de julho, dentro do Julho das Pretas Latino-Americanas e Caribenhas, na sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro. Esta edição contará com o patrocínio do Grupo L’Oréal, através de seu grupo de afinidade negra AfroSoul, e da TV Globo, que assina a parceria com a marca da novela A Nobreza do Amor.


A cada edição, a PowerList homenageia 10 mulheres negras, uma em cada categoria, escolhidas em duas frentes complementares: 5 categorias por voto popular, em que a comunidade indica e elege as homenageadas, e 5 categorias por curadoria técnica, definidas por um júri especializado convidado pelo Mundo Negro.


A grande novidade desta edição é a possibilidade de autoindicação. Pela primeira vez, mulheres negras poderão se inscrever diretamente em qualquer uma das categorias do voto popular, em um movimento que reforça o protagonismo e o reconhecimento próprio como atos políticos de afirmação.


“Chegamos ao quinto ano do principal evento do Mundo Negro, que tem 27 anos de história. A potência de resistir só acontece pelas parcerias que acreditam nos nossos sonhos, pelas marcas e pela nossa audiência, que nos engaja e nos estimula a sonhar. Com L’Oréal e Globo presentes, podemos sonhar ainda mais alto e fazer do Julho das Pretas uma grande celebração”, afirma Silvia Nascimento, CEO e Head de Conteúdo do Mundo Negro.


AS 10 CATEGORIAS DA POWERLIST 2026
Voto popular e autoindicação:

  • Criadora Digital
  • Empreendedora do Ano
  • Profissional da Beleza
  • Destaque em Gastronomia
  • Profissional da Moda

Curadoria técnica:

  • Ciência, Tecnologia e Inovação
  • Liderança Corporativa
  • Diversidade e Impacto Social
  • Cultura, Artes e Entretenimento
  • Trajetória Transformadora

COMO INDICAR E VOTAR


A votação popular acontece em duas fases, totalmente online, no portal oficial: powerlist.mundonegro.inf.br/votar

  • Fase 1, Indicações abertas: de 12 a 26 de maio de 2026
  • Top 5 por categoria: consolidação entre 27 e 29 de maio
  • Fase 2, Votação do Top 5: de 30 de maio a 22 de junho
  • Contato com as escolhidas (voto popular e júri técnico): de 22 a 30 de junho

Quem optar pela autoindicação responderá a duas perguntas-chave: descrever o trabalho profissional e as conquistas mais impactantes nos últimos 12 a 18 meses, e justificar por que merece estar na PowerList 2026.


QUEM JÁ PASSOU PELA POWERLIST


Em quatro edições, a premiação reconheceu mulheres que hoje são referência em diferentes campos da sociedade brasileira. Pela PowerList já passaram nomes como a deputada federal Erika Hilton (2023), a dermatologista Dra. Katleen Conceição (2022), a fundadora e curadora da Negra Rosa Rosangela Silva (2023), a diretora de Marketing da Globo Samantha Almeida (2024), a empreendedora e comunicadora Bárbara Brito (2024), a especialista em Inclusão e Diversidade na área de Beleza Marcele Gianmarino (2024), a psicóloga social, escritora e ativista, autora de O Pacto da Branquitude, Cida Bento (2025), a cantora Majur (2025) e a cientista Lívia Rodrigues (2025), entre outras trajetórias inspiradoras.


A 5ª edição amplia esse legado e celebra novas mulheres em todas as 10 categorias da premiação.

PATROCÍNIO


A 5ª edição da PowerList Mundo Negro é patrocinada pelo Grupo L’Oréal, através do grupo de afinidade negra AfroSoul, em parceria ampliada após a edição de 2025. A TV Globo estreia como parceira da premiação, assinando com a novela A Nobreza do Amor, das 18h, e patrocinando especificamente a categoria Empreendedora do Ano. (Matérias dedicadas a cada parceria serão publicadas nos próximos dias.)

SOBRE A POWERLIST MUNDO NEGRO


Em sua 5ª edição, a PowerList se consolida como a principal premiação de mulheres negras do Brasil, reunindo votação popular, curadoria técnica independente e cerimônia presencial. Conecta a comunidade negra a marcas e lideranças comprometidas com representatividade, e celebra trajetórias em diferentes áreas da sociedade.


Indicações e votação: powerlist.mundonegro.inf.br/votar C

ontato: powerlist@mundonegro.inf.br

‘Opará Saberes’ chega à 4ª edição com debates sobre educação antimachista e violência de gênero

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Carla Akotirene, idealizadora do Opará Saberes / Foto: divulgação

A 4ª edição do Opará Saberes, projeto idealizado pela pesquisadora e escritora Carla Akotirene, doutora em Estudos Interdisciplinares de Gênero, Mulheres e Feminismo pela UFBA, chega em 2026 com uma proposta ampliada: além de enfrentar as barreiras estruturais que dificultam o acesso de mulheres à pós-graduação, a iniciativa coloca a educação antimachista como estratégia central de combate à violência de gênero e ao feminicídio. As atividades começam no dia 20 de maio e seguem até o dia 26, com inscrições gratuitas e abertas ao público.

A conferência de abertura acontece no dia 20 de maio, às 18h, no auditório do PAF Ondina, na Universidade Federal da Bahia, com o sociólogo Deivison Mendes Faustino, conhecido como Deivison Nkosi, doutor em Sociologia pela UFSCar e autor de obras como “Frantz Fanon: um revolucionário, particularmente negro” e “O colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana”. As inscrições podem ser feitas presencialmente no local, sem custo, e os participantes recebem certificado de participação.

Deivison Nkosi, Renato Noguera e Anderson Eduardo, palestrantes do Opará Saberes 2026. Foto: Divulgação

A escolha da educação antimachista como eixo central responde a um cenário que os pesquisadores envolvidos descrevem como paradoxal e urgente. “Neste ano em que completa dez anos, o projeto retorna com o propósito de promover um amplo debate em torno de uma educação antimachista, ampliando ações também para a educação básica e para adolescentes e jovens sob risco de cooptação por discursos de ódio e pela chamada ‘cultura redpill’, além de atuar na formação de operadores do Direito para qualificar as intervenções com homens autores de violência”, afirma Carla Akotirene.

Nessa mesma direção, o jurista Anderson Eduardo Carvalho de Oliveira, doutor pelo PPGNEIM/UFBA e um dos palestrantes do ciclo, reforça a necessidade de ir além da punição. “Vivemos um momento paradoxal. Temos uma das legislações mais avançadas do mundo, mas os índices de feminicídio seguem crescendo. Isso mostra que não basta punir, é preciso intervir nas estruturas que produzem a violência”, afirma.

Os palestrantes e as datas

Além de Deivison Nkosi, o ciclo de formação conta com o filósofo Renato Noguera, doutor em Filosofia pela UFRJ e autor de “ABC do Amor” e “Porque Amamos”, que se apresenta nos dias 23 e 26 de maio. Anderson Eduardo completa a programação nos dias 25 e 26 de maio, com foco na relação entre masculinidade, violência e na qualificação de operadores do direito que atuam com a Lei Maria da Penha. As aulas acontecem nas sedes do Ministério Público da Bahia, na Avenida Joana Angélica, 1.312, no bairro de Nazaré, e da OAB Bahia, na Rua Portão da Piedade, 16, no bairro da Piedade.

Para além do debate sobre violência de gênero, o Opará Saberes atua diretamente na ampliação do acesso de mulheres negras, trans e quilombolas aos programas de pós-graduação, articulando formação acadêmica, produção de conhecimento e intervenção social.

“Ao integrar educação, justiça e produção de conhecimento, o Opará Saberes reafirma seu compromisso com o enfrentamento estrutural do machismo e com a construção de caminhos concretos para a redução da violência de gênero no Brasil”, defende Carla Akotirene. A professora Márcia Tavares, do PPGNEIM/UFBA, reforça ainda a dimensão afetiva da iniciativa. “O Opará é também espaço de referência, de acolhimento, de troca e de afeto”, afirma.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com o PPGNEIM/UFBA, a OAB Bahia, o Ministério Público da Bahia e o Instituto de Juristas Negras, e prevê expansão para unidades como a Faculdade de Direito, a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas e o Instituto de Psicologia e Serviço Social da UFBA.

Serviço

4ª edição do Opará Saberes: Educação Antimachista

Inscrições gratuitas, presencialmente nos locais de cada atividade.

Certificado de participação garantido.

  • 20 de maio, 18h: Deivison Nkosi, auditório do PAF Ondina, UFBA (Av. Milton Santos, s/nº, Ondina)
  • 23 de maio, 10h: Renato Noguera, auditório do Ministério Público da Bahia (Av. Joana Angélica, 1.312, Nazaré)
  • 25 de maio, 10h: Anderson Eduardo, auditório do Ministério Público da Bahia
  • 26 de maio, 18h: Renato Noguera e Anderson Eduardo, auditório da OAB Bahia (Rua Portão da Piedade, 16, Piedade)



    O evento tem apoio do Instituto Juristas Negras

PowerList Mundo Negro 2026: quem cuida da autoestima da comunidade merece reconhecimento

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Foto: gerada por IA

A PowerList Mundo Negro 2026 abre as indicações para a categoria Profissional da Beleza até 26 de maio, e neste ano, pela primeira vez, quem quiser também pode se autoindicar. A cerimônia da 5ª edição acontece no dia 31 de julho, na sede da L’Oréal Brasil, no Rio de Janeiro, com patrocínio do Grupo L’Oréal e da TV Globo.

Quem Pode Concorrer

Cabeleireiras, trancistas, maquiadoras, manicures e esteticistas negras com atuação real e presença na vida das suas clientes e comunidades. O setor de beleza é um dos principais caminhos de autonomia econômica para mulheres negras no Brasil, e a PowerList quer colocar esse trabalho no lugar de destaque que ele merece.

O Que Conta na Avaliação

A comunidade vota e define a homenageada, mas a curadoria valida as indicações com base em critérios claros: impacto na comunidade, valorização da identidade e da estética negra, consistência na atuação e geração de renda. Quem se autoindicar descreve o próprio trabalho e as conquistas dos últimos 12 a 18 meses, mostrando por que merece estar na PowerList 2026.

Na edição 2025, Moda e Beleza eram uma categoria única, homenageada por Najara Black pelo voto popular. Em 2026, as duas ganham espaço próprio, um reconhecimento de que cada uma dessas áreas merece seu próprio holofote.

Indique ou se autoindique em: powerlist.mundonegro.inf.br/votar

Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026 anuncia vencedores em edição que celebra os dez anos do ID_BR

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Foto: Marden Matos

Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026 anuncia vencedores em edição que celebra os dez anos do ID_BR

Em uma edição que marca os dez anos de atuação do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), o Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026 anunciou os doze vencedores desta edição, distribuídos entre os pilares Cultura, Educação e Empregabilidade. A cerimônia será transmitida em 24 de maio, pela TV Globo.

No pilar Cultura, o artista visual Dalton Paula foi reconhecido na categoria Arte em Movimento pelo trabalho com o Sertão Negro, espaço de formação e criação que ele coordena em Goiás. A Rádio Nacional dos Povos venceu em Raça em Pauta, Alma Preta Jornalismo levou Destaque Publicitário e a indígena Cunhaporanga foi a vencedora de Influência e Representatividade Digital.

No pilar Educação, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) recebeu o prêmio Educação e Oportunidade. A pesquisadora Bárbara Carine, referência em ensino de ciências com perspectiva afrocentrada, venceu na categoria Intelectualidade. O escritor e ativista Daniel Munduruku foi reconhecido em Inspiração. A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro ficou com a inédita categoria Escolas SIM, voltada para Secretarias de Educação que se tornaram referência.

No pilar Empregabilidade, a executiva Luana Ozemela venceu em Liderança, o restaurante baiano Dendezeiro foi reconhecido em Trajetória Empreendedora, e o Grupo L’Oréal Brasil e a Natura dividiram o prêmio de Comprometimento Racial.

A edição de 2026 traz o conceito Surrealismo Afro-Indígena Brasiliano, que propõe expandir os imaginários sobre o Brasil a partir de suas raízes afro-indígenas. A frase que orienta o tema, “sonhamos o que parece impossível para realizar o que é indispensável”, coloca o sonho como ferramenta de transformação social, ancorada na ancestralidade, na criatividade e na justiça racial.

“Celebrar os 10 anos do ID_BR é reconhecer uma trajetória construída a partir do impacto real na vida das pessoas. Ao longo dessa caminhada, vimos histórias serem transformadas, oportunidades serem ampliadas e novas narrativas ganharem espaço”, afirma Tom Mendes, diretor institucional do ID_BR e diretor geral do prêmio.

Para Luana Génot, CEO e fundadora do ID_BR, a edição comemorativa expressa a maturidade de um projeto que nasceu para abrir caminhos. “Uma década depois, ver tantas histórias, iniciativas e trajetórias reunidas no prêmio mostra a força desse movimento coletivo. O tema deste ano também reforça isso: precisamos imaginar novos futuros para conseguir construir mudanças que antes pareciam impossíveis.”

Desde 2023, o Prêmio Sim à Igualdade Racial já alcançou mais de 70 milhões de pessoas por meio da transmissão na TV Globo e nas redes sociais. A premiação reconheceu 50 marcas e pessoas, contou com a participação de 68 empresas e, segundo o ID_BR, gerou mais de 1.500 empregos ao longo de sua trajetória.

Serviço

Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026 Transmissão em 24 de maio, pela TV Globo Realização: Instituto Identidades do Brasil (ID_BR)

PowerList Mundo Negro 2026: sua criadora digital favorita merece esse reconhecimento

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Foto: magnific

A presença de mulheres negras no ambiente digital brasileiro é o que sustenta grande parte da inovação e da estética consumida atualmente, embora essa liderança nem sempre seja refletida nas oportunidades de mercado. Enquanto a criatividade negra dita as conversas mais relevantes, muitas profissionais ainda enfrentam uma realidade de subvalorização, onde propostas de permuta e orçamentos reduzidos tentam limitar o alcance de trajetórias que já provaram sua alta performance.

Diante dessa disparidade entre o impacto gerado e o reconhecimento recebido, a PowerList Mundo Negro 2026 posiciona a categoria Criadora Digital como um espaço estratégico de exaltação e visibilidade necessária. A premiação busca subverter a lógica da invisibilidade ao colocar sob os holofotes as mulheres que, apesar das barreiras comerciais, conseguem transformar suas plataformas em ferramentas de construção de narrativa, impacto social e autoridade intelectual.

Nesse esforço de trazer para o centro quem realmente faz a diferença, a categoria foca em mulheres negras que mantêm uma produção autoral e consistente em redes como Instagram, TikTok, LinkedIn ou YouTube. O reconhecimento abrange tanto as criadoras independentes quanto aquelas que lideram grandes projetos multimídia, desde que o protagonismo negro e a qualidade técnica sejam os pilares de uma atuação que não aceita mais o papel de coadjuvante nas grandes campanhas.

Para garantir que essa homenagem chegue a quem de fato mobiliza a comunidade, o processo de avaliação prioriza a originalidade e a capacidade de educar e informar com uma estética apurada. Valorizamos resultados que demonstrem mudanças reais de percepção e uma construção de comunidade genuína, provando que o conteúdo produzido por mulheres negras é a base da comunicação contemporânea e merece ser tratado com o devido prestígio e profissionalismo.

A celebração dessas conquistas ganha um novo significado nesta edição com a chegada da autoindicação, um movimento que incentiva cada profissional a reconhecer seu próprio valor e reivindicar seu espaço na história da premiação. Ao permitir que a criadora descreva sua trajetória e suas vitórias dos últimos meses, a PowerList abre caminho para que talentos muitas vezes ignorados pelos algoritmos ocupem o palco principal na sede da L’Oréal Brasil, no dia 31 de julho.

O reconhecimento que a nossa trajetória exige

A construção desse novo cenário de valorização depende da mobilização de toda a rede no portal oficial, seja indicando nomes que são referência ou inscrevendo o próprio trabalho para a fase de votação. Esse é o momento de garantir que a excelência das mulheres negras seja celebrada em sua totalidade, transformando o Julho das Pretas em um marco de reconhecimento para quem nunca parou de criar e inspirar.

Faça sua indicação ou autoindicação: powerlist.mundonegro.inf.br/votar

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