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Trilha sonora de Pantera Negra é divulgada e terá, além de Rihanna, Tems, Future, Burna Boy e outros

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Foto: Reprodução.

Além do estonteante retorno de Rihanna para a carreira musical, a trilha sonora de Pantera Negra: Wakanda Forever também traz outros nomes no álbum que será lançado oficialmente nesta sexta-feira (4) e já está disponível para pre-save.

No primeiro teaser divulgado pela Marvel, já era possível ouvir o cover de No Woman No Cry, de Tems e na última semana Rihanna lançou Lift Me Up, que marcou o seu retorno ao mundo da música depois de mais de seis anos sem lançamentos. A música, aliás, foi composta por Tems, marcando a parceria das cantoras na trilha do filme. Além das duas, artistas como Future e Burna Boy estão na lista. Confira:

  • Lift Me Up por Rihanna
  • Love & Loyalty (Believe) por DBN Gogo, Sino Msolo, Kamo Mphela, Young Stunna e Busiswa
  • Alone por Burna Boy
  • No Woman No Cry por Tems
  • Árboles Bajo El Mar por Vivir Quintana e Mare Advertencia
  • Con La Brisa por Foudeqush e Ludwig Göransson
  • La Vida por Snow Tha Product com E-40
  • Interlude por Stormzy
  • Coming Back For You por Fireboy DML
  • They Want It, But No por Tobe Nwigwe e Fat Nwigwe
  • Laayli’ kuxa’ano’one por ADN Maya Colectivo: Pat Boy, Yaalen K’uj, All Mayan Winik
  • Limoncello por OG DAYV com Future
  • Anya Mmiri por CKay com PinkPantheress
  • Wake Up por Bloody Civilian com Rema
  • Pantera por Alemán com Rema
  • Jele por DBN Gogo, Sino Msolo, Kamo Mphela, Young Stunna e Busiswa
  • Inframundo por Blue Rojo
  • No Digas Mi Nombre por calle x vida e Foudeqush
  • Mi Pueblo por Guadalupe de Jesús Chan Poot

O segundo filme da franquia Pantera Negra chega aos cinemas no dia 10 de novembro, e vai mostrar a realidade de Wakanda com a iminência de um confronto com o reino submerso de Atlantis. As expectativas sobre como o filme vai abordar a ausência de Chadwick Boseman e quem será a nova Pantera Negra – tendo Shuri (Letitia Wright), como a sucessora mais provável, têm dominado as discussões sobre a sequência.

Agência de turismo lança primeiro “Tour Negro” da capital do País

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Foto: Divulgação.

Conduzido pela guia de turismo Bianca D’Aya, o passeio busca apresentar personagens, lugares e histórias com protagonismo negro na capital federal. Quem construiu a capital do país? Onde estão as pessoas negras? Quais lugares importantes para a história e cultura da diáspora africana estão presentes no Distrito Federal?

Estas são algumas das perguntas que o tour Brasília Negra se propõe a responder. O tour promete levar seus visitantes para conhecer personagens, lugares e histórias com protagonismo negro, trazendo um novo olhar sobre a história da capital federal.

Lançado pela agência de turismo Me Leva Cerrado em parceria com a plataforma de afroturismo Guia Negro, o tour Brasília Negra é a primeira rota afrocentrada da cidade, e vai estrear dia 05 de novembro de 2022 às 10h. Entre os locais a serem visitados estão o Museu
Vivo da Memória Candanga, o Congresso Nacional, a Praça dos Orixás e um baobá plantado na época da construção da cidade.

Busto de Zumbi dos Palmates, no centro de Brasília. Foto: Divulgação.

A experiência tem como anfitriã a guia de turismo Bianca D‘Aya, responsável pela agência Me Leva Cerrado, Bacharel em Turismo e produtora cultural em Brasília. “A ideia veio de não deixar se apagar a história negra da capital federal que é pouco contada e reconhecida. O tour enaltecerá, por meio de uma experiência única e inovadora, as histórias das pessoas que acabaram sendo invisibilizadas pelo racismo, valorizando a resistência e resiliência do povo negro no DF”, comenta Bianca.

Para o Guia Negro, que começou realizando a Caminhada São Paulo Negra e hoje está presente em outras seis cidades (Rio, Salvador, Boipeba, João Pessoa, São Luís e Olinda), chegar ao Centro-Oeste é importante para mostrar que todas as cidades brasileiras têm
histórias negras pouco contadas. “Há uma tendência de resgate e de conhecer outras narrativas. A experiência é uma oportunidade de conexão com um lado pouco conhecido de Brasília e com outras pessoas também interessadas em cultura negra”, acredita Guilherme
Soares Dias, fundador da plataforma.

Samara Felippo, Xan Ravelli e Silvia Nascimento relatam experiências para educar as crianças contra o racismo

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Fotos: Karina Saiba e Reprodução/Instagram

A atriz Samara Felippo e a apresentadora Xan Ravelli foram as primeiras convidadas da série de lives sobre educação antirracista, promovida pelo Site Mundo Negro e o Projeto Seta. Ambas são mães e abordaram o tema “Como educar crianças e adolescentes para o enfrentamento ao racismo?”, na noite desta quarta-feira (02).

Xan Ravelli é mãe de três filhos e fala do desafio de criá-los onde mora. “São Caetano do Sul é a cidade mais racista no estado de São Paulo. Aqui tem uma imigração italiana muito forte e eles tem certeza que são europeus. A cidade tem poucos negros, nós estamos resistindo por aqui. Mas é uma cidade que faz questão de ignorar nossa presença e garantir que a gente tenha certeza de qual é o lugar que eles querem que a gente ocupe”.

Apesar dos filhos estudarem em uma escola pública, as poucas pessoas negras na região também reflete no convívio escolar. “A gente está cogitando seriamente mudar de cidade. A gente tenta intermediar de alguma forma, criando outros espaços onde eles possam se entender e se encontrar. Fazer com que eles entendam que a escola não é tudo, não é um mundo. Se desloca 20 km em um fim de semana, para encontrar no extremo leste, algum lugar que eles possam brincar”, diz a Xan.

Já a Samara Felippo, conta que que por ser uma mulher branca, precisou furar a bolha da branquitude inserida para entender o racismo que afeta suas duas filhas. “Procuro escolas que realmente estejam empenhadas em políticas antirracistas. A mais velha mudou de escola recentemente. Num grupo de 13, 14 adolescentes, sumiu um carregador de iPhone e a única culpada foi a minha filha. Fui na escola, fiz um textão no grupo [do whatsapp] Fui na responsável, mãe da menina. Saber reconhecer a situação é muito importante”, relata.

A atriz revela que por um tempo repetiu o padrão de prender o cabelo da filha na correria e decidiu parar com essa atitude. A gente criou um canal no Youtube que chama ‘Muito Além de Cachos‘, foi uma forma que eu encontrei de empoderá-las, de trazer a pauta pra dentro da vida delas com carinho. A gente fazia desde hidratação, trazia projeto de mulheres pretas empreendedoras, livros, brinquedos, e unindo também o cuidado com o cabelo”.

No bate-papo com a CEO do Mundo Negro, Silvia Nascimento, ela também relatou sobre como lida com o enfrentamento ao racismo sendo mãe de três meninas. “Esperar acontecer uma situação de racismo para abordar a questão racial não é o ideal. É muito doloroso começar a introduzir esses assuntos quando elas são crianças”.

Ao serem matriculadas numa escola com poucas crianças negras, a jornalista já alertou as filhas sobre os possíveis casos de racismo que elas poderiam sofrer e disse que deu check em todas as situações. “Sobre o cabelo da caçula, a mais velha ser convidada para sair do espaço que não era para filhos dos funcionários lancharem”.  E completa: “A gente tem que trabalhar a autoestima para que elas não se sintam diminuídas. Muitos traumas vem desse choque de se descobrir negro com situações ruins”.

Neste mês de novembro, em que se comemora o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra no Brasil e de memória a Zumbi dos Palmares, o projeto Seta – Sistema de Educação por uma Transformação Antirracista realiza em parceria com o Site Mundo Negro, a série de entrevistas especiais “Seta em Debate Novembro Negro”. Todos os bate-papos acontecerão às 19h30, das quartas-feiras e podem ser acompanhados pelos perfis do Projeto Seta (@setaprojeto) e do Mundo Negro (@sitemundonegro) no Instagram.

Alunos de colégio de SP compartilham conteúdo racista e nazista e ameaçam colega negro; Mãe pede providências

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Foto: Rodrigo Zanotto.

Com informações do Estadão

Um grupo de alunos do Colégio Visconde de Porto Seguro, da unidade de Valinhos (SP), criou no último domingo, 30, um grupo no WhatsApp chamado “Fundação Anti Petismo”. Com cerca de 30 adolescentes, o grupo teve compartilhamento de mensagens de ódio contra petistas, negros, nordestinos e mulheres, além de apologias ao nazismo, principalmente com o envio de “stickers” de Adolf Hitler. O grupo foi criado por insatisfação com o resultado das eleições presidenciais, que elegeu Luís Inácio Lula da Silva, no último domingo.

Um dos alunos adicionados ao grupo foi um adolescente negro de 15 anos, que se indignou com o conteúdo das mensagens. Ele se manifestou chamando os integrantes de “neonazistas do Porto” e dizendo que denunciaria o grupo. Os outros estudantes negaram serem nazistas, mas somente “antipetistas”. Ao afirmar que o compartilhamento de imagens de Adolf Hitler dizia o contrário, o estudante negro foi excluído do grupo e recebeu ataques em mensagens privadas. “Espero que você morra fdp negro”, dizia a mensagem.

Mãe do estudante vítima de racismo, a advogada Thais Cremasco soube imediatamente do ocorrido e, no dia seguinte, registrou um boletim de ocorrência contra os alunos do colégio que participavam do grupo. A denúncia, junto às provas (prints dos grupos e de posts no Instagram e no Twitter), foi enviada ao Ministério Público, que tem a responsabilidade de investigar o caso.

Em sua conta no instagram, ela publicou algumas mensagens printadas do grupo e também as que foram enviadas para seu filho em particular, e avisou: “É crime! Racismo é crime! Apologia ao nazismo é crime! Xenofobia é crime!”.

A advogada questiona, ainda, a conduta da escola que suspendeu o aluno responsável pelas mensagens, o que ela considera insuficiente. “A escola suspendeu o responsável pelas mensagens, mas pergunto: como meus filhos vão frequentar uma escola que há alunos cometendo esse tipo de crime?”

Em nota, o Colégio Visconde de Porto Seguro disse que “repudia qualquer ação e ou comentários racistas contra quaisquer pessoas” e que “os atos de injúria racial não são justificados em nenhum contexto”.

A escola reforçou que considera que a construção de uma sociedade livre, justa e igualitária pressupõe o respeito à diversidade e as liberdades e disse que “o colégio não admite nenhum tipo de hostilização, perseguição, preconceito e discriminação”.

Thaís disse que não é o primeiro episódio de racismo na escola. “Os meus filhos estão lá há oito anos. Todos os racismos que haviam ocorridos na escola até então foram direcionados a minha filha, porque ela tem muito mais traços negros (…) A escola nunca tomou uma atitude. Eles dizem ‘nós vamos fazer palestra’, ‘nós vamos chamar a família’, só isso que nunca adiantou”, diz.

Na terça-feira, 1°, ex-alunos do colégio fizeram uma carta aberta cobrando providências concretas da instituição e se posicionando contra o ocorrido. “Casos de racismo continuam pipocando nos corredores do Porto Seguro – no entanto, a instituição parece ainda não ter entendido que a solução só se torna real e um caminho a ser seguido quando o problema é reconhecido e conjuntamente enfrentado”, diz o texto.

Miguel Ângelo será o protagonista em “A infância de Romeu e Julieta”, nova novela do SBT

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Foto: Jota Estevam

Miguel Ângelo, o ator e modelo de 11 anos, da Cidade de Deus (RJ), viverá o personagem Romeu, protagonista da próxima novela infantil do SBT, “A infância de Romeu e Julieta“. A estreia será em 2023. O elenco também conta com a participação da Karin Hills, ex-Rouge.

“Estou realizando o grande sonho de interpretar meu primeiro protagonista”, escreveu Miguel no Instagram. “Agora essa cidade também faz parte da minha história. Estou feliz por ser tão bem recebido”, se refere a capital Paulista em outro post.

Segundo informações do SBT, na adaptação da obra de William Shakespeare não haverá a trágica morte dos protagonistas. A novela mostrará o conflito entre os Monteiros e Campos, que moram em um mesmo bairro, Castanheiras, para o qual têm diferentes propostas.

Com uma carreira consolidada, o ator também já teve participação no longa da Netflix “Barba, Cabelo e Bigode“, dirigido pelo Rodrigo França e na série Candelária, que ainda não teve a data de estreia divulgada. 

Ele iniciou a carreira quando quando ainda era um bebê, em 2014, ao participar da série “O Caçador”, disponível na HBO Max. Em 2017, foi o aniversariante do programa “Fazendo a Festa” do Canal GNT e no ano seguinte, fez uma participação icônica no curta “O Nosso Legado”, exibido pela ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, Estados Unidos.

O ator também já integrou ao elenco da peça teatral “O Mágico de Oz”, um clássico infantil, e a peça “O Amor Como Revolução”. Além de aparições em clipes musicais, como “Dai a Cesar o Que É de Cesar”, “Mais jovem, Mais bela” e “Proteja Seus Sonhos”.

Série de lives sobre Educação Antirracista vai ser realizada pelo Site Mundo Negro e Projeto Seta

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Samara Felippo e a influencer Xan Ravelli

Projeto Seta e Site Mundo Negro realizam série de lives sobre educação antirracista, que começam nesta terça-feira (02). As primeiras convidadas serão a atriz Samara Felippo e a influencer Xan Ravelli.

Neste mês de novembro, em que se comemora o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra no Brasil e de memória a Zumbi dos Palmares, o projeto Seta – Sistema de Educação por uma Transformação Antirracista realiza em parceria com o portal de notícias Mundo Negro, a série de entrevistas especial “Seta em Debate Novembro Negro”, com personalidades, ativistas, pesquisadoras/es e profissionais da área de educação, para debater como entender as pautas raciais é importante para garantir uma sociedade livre de desigualdades e injustiças sociais no país.

Todos os bate-papos acontecerão às 19h30, das quartas-feiras deste mês de novembro e podem ser acompanhados pelos perfis do Projeto Seta (@setaprojeto) e do Mundo Negro (@sitemundonegro) no instagram.

O primeiro ocorre nesta quarta-feira, 02 de novembro, e conta com as presenças da atriz Samara Felippo e da influenciadora digital, ativista e apresentadora Xan Ravelli.

Ambas são mães e vão bater um papo sobre o tema “Como educar crianças e adolescentes para o enfrentamento ao racismo?”.

Casal vende doces na Avenida Paulista para custear o casamento: “Fazer uma cerimônia como sempre sonhei”

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Foto: Lucas Moura

“Fazer uma cerimônia de casamento como eu sempre sonhei, darmos entrada em uma casinha para morarmos”, esse é o desejo de Ericka Lima e Tadeu Martins, que há cinco finais de semana, estão vendendo doces, vestidos de noivos na Avenida Paulista, em São Paulo, para custear tudo.

O casal se conhece há quase 20 anos, quando estudaram na mesma escola do ensino médio, em Santos, litoral paulista. “Após um tempo de amizade, namoramos por sete anos, terminamos o relacionamento e tínhamos tudo para nos afastarmos, no entanto, ficamos mais unidos ainda e viramos melhores amigos”, diz a confeiteira Ericka.

O casal diz que com o tempo, ambos amadureceram, aprenderam a lidar com as diferenças um do outro e respeitar as limitações. “Em dezembro de 2021, após quatro anos sendo só amigos, juntos nos tornamos cristãos e nos reconectamos novamente”, conta Ericka.

Ericka e Tadeu se conhecem desde o ensino médio (Foto: Lucas Moura)

Ela mora na capital há 16 anos e o Tadeu continua morando na mesma cidade. “Minha pretensão é de que quando nos casarmos, moremos juntos em São Paulo”, disse o profissional de marketing.

Em junho deste ano, Tadeu pediu a Ericka em namoro novamente e começaram a fazer planos para o casamento. “Nossa auto sabotagem já apareceu para nos amedrontar mais uma vez, fazendo com que nosso sonho mais uma vez fosse deixado para trás!”, lembra a confeiteira.

“Então, em um dia de muito choro e uma conversa longa com Deus, em meu coração veio a ideia de montar o projeto [Os Limarks]”. O nome é derivado do Limark Brigourmet, seu negócio de confeitaria.

https://www.instagram.com/p/CjMJ6E9JehB/

“É magnífico ver nessas 5 semanas que o projeto começou, as pessoas vibrando e torcendo por nós! Isso nos trás ainda mais a certeza de que nossos objetivos serão alcançados”, diz emocionada.

Mesmo com os planos de casamento em andamento há alguns meses, o pedido oficial aconteceu no último sábado (29). “Depois de um longo e lindo dia de muito trabalho! Eu não saberia explicar a sensação de ter o homem da minha vida ajoelhando na praça de alimentação do shopping [Center 3] com um anel na mão”, conta emocionada.

O casamento está previsto para abril de 2024. Todos os finais de semana, o casal vende os doces em frente ao consulado Italiano, na altura do número 2001, com uma bicicleta retrô.

Finados: olhar para a morte é sempre olhar para a vida

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Finados/2022

Em algumas culturas, o funeral  é a celebração da vida de quem morreu. Esta afirmação pode soar estranha, clichê ou se aproximar de certa positividade tóxica. Mas vamos pensar acerca das múltiplas formas de viver e de morrer presentes na história da humanidade.

Vamos pensar também no tamanho do mundo e nos seus quase 8 bilhões de habitantes, com isso em mente, há muitas e diversas formas de encarar a morte. Todos os povos ritualizam a morte. As Ciências Humanas em geral e a Antropologia em particular tem se dedicado a investigar este evento para diferentes povos. 

O que chamo aqui de ritual fúnebre pode ser qualquer ato organizado, com etapas definidas, com apresentação de diferentes papéis sociais e símbolos. Ritual aqui não é sinônimo de festa, mas também a inclui. O ritual pode ser brevemente definido como um ato que se estende para além de si e possui traços simbólicos. 

O choro contido, o uso de roupas pretas, o silêncio são formas de expressar a morte. Contudo, isso que parece (só de longe) universal é muito específico, possuem limitações de tempo e espaço. É uma forma atual e ocidentalizada de representar a morte. Entretanto este texto é um convite para novos olhares de um antigo fenômeno. 

Em diferentes lugares no continente africano, mas não apenas ali, os funerais são verdadeiras festas, com muita música (bandas e corais), dança, comida e louvações. É um fenômeno coletivo. Em países como Gana, África do Sul, Congo e Angola apenas para citar alguns, o sujeito que morre torna-se um ancestral e essa transformação precisa ser marcada e celebrada com suntuosidade. Para diferentes povos, o ancestral é parte constituinte da vida da comunidade. Não é uma concepção individualista da morte e do morrer. 

Os lugares no qual há um número expressivo de descendentes de africanos também podem herdar formas parecidas de conceber a morte. A ilha fictícia localizada em algum lugar no Pacífico onde passa a história do filme Guava Island poderia ser um desses lugares. O filme de 2019, estrelado por Glover e Rihanna como atores principais conta a história de uma população negra cuja mão de obra é explorada.

A obra passa em apenas um sábado, dia marcado para o festival local. O dono da principal fábrica quer impedir a participação dos trabalhadores no evento por temer que no dia seguinte o trabalho não flua. O dono da fábrica também comanda uma espécie de milícia.

O personagem de Glover, cantor desobedeceu a ordem que o impedia de cantar no festival e por isso é assassinado pela quadrilha. A cena final é o ritual fúnebre do cantor que leva música, dança e um cortejo belíssimo pelas ruas da cidade esvaziando a fábrica e enchendo as ruas com um coro. Chama atenção na cena os trajes coloridos e refinados. O funeral é a vitória do voto contra a tirania do capital.

Olhar para a morte é sempre olhar para a vida. 

Quando pensar em tecnologia, pense em Ruanda

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Foto: Governo de Ruanda

País africano tem se tornado destaque no uso e na produção de insumos tecnológicos e tem sido ponta de lança nas discussões sobre o tema

O que vem à sua mente quando você pensa em Ruanda? 28 anos após o terrível massacre que tomou conta do país, para muitas pessoas este é o tema que sobressai quando se menciona o território africano. No entanto, já há alguns anos, o país tem se tornado referência quando o assunto é tecnologia.

Ruanda sediou o Mobile World Congress, congresso mundial sobre tecnologia móvel, que aconteceu em Kigali entre os dias 25 e 27 de outubro. Na ocasião, o país apresentou o Projeto de Aceleração Digital de Ruanda, com investimento de US$ 200 milhões, que busca aproveitar smartphones acessíveis e concentrar o acesso à Internet em escolas e hospitais.

Este passo marca uma caminhada que o país da África subsaariana tem solidificado quando o assunto é tecnologia. Em março deste ano, o Ruanda lançou o Centro para a Quarta Revolução Industrial, que promete ser um pólo de fomento para a transformação digital, com foco na governança e na segurança de dados.

Para a ministra de Ciência e Tecnologia da Informação de Ruanda, Paula Ingabire, a pandemia acelerou processos neste assunto. “A COVID-19 revelou o verdadeiro potencial da tecnologia digital. O status quo foi revisto, um processo que anteriormente pensávamos que poderia levar 30 anos e, em muitos lugares, aparentemente acontece da noite para o dia”.

E foi durante a pandemia que Ruanda se tornou um caso internacional de sucesso ao usar robôs na linha de frente do atendimento a pacientes e poupar vidas de milhares de profissionais de saúde. Os robôs conseguiam medir a temperatura de 200 pacientes em apenas um minuto e diminuíram o contato entre paciente e profissional de saúde, reduzindo a propagação do vírus dentro dos hospitais.

Além disso, uma política de testagem e vacinação em massa, tanto para ruandeses quanto para estrangeiros, fez com que o país, que foi o primeiro do continente a registrar a presença do coronavírus, conseguisse controlar a disseminação do mesmo de maneira exemplar. Bem diferente do que aconteceu no Brasil, por exemplo.

Ruanda também foi o pólo onde se desenvolveu a tentativa de uma primeira produção africana de smartphones 100% feitos no continente. Apesar de a empresa ter encerrado suas operações algum tempo depois, é um sinal importante de que o país não está brincando quando o assunto é inovação tecnológica.

Para muito além do que imagens estereotipadas e racistas que pretendem aprisionar o país e o continente africano como ambiente de guerras e conflitos civis, quem está conectado no século XXI deve pensar em Ruanda quando o assunto for tecnologia.

Conteúdo patrocinado por Boeing, trazendo informação sobre diversidade e inovação:

Empresa aeroespacial líder global, a Boeing desenvolve, fabrica e presta serviços de manutenção a aviões comerciais, produtos de defesa e sistemas espaciais para clientes em mais de 150 países. Como um dos principais exportadores dos EUA, a empresa aproveita os talentos de uma base global de fornecedores para promover oportunidades econômicas, sustentabilidade e impacto na comunidade. A equipe diversificada da Boeing está comprometida em inovar para o futuro, liderando com sustentabilidade e cultivando uma cultura baseada nos valores fundamentais da empresa de segurança, qualidade e integridade.

Espetáculo infantil inspirado no universo de Arthur Bispo do Rosário ganha data de estreia

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Foto: Museu Bispo Rosário / Divulgação.

O universo criativo de Arthur Bispo do Rosário se tornará uma peça. Homem preto, nordestino, diagnosticado com esquizofrenia, ele foi um artista contemporâneo de obra singular, precursor no modo de confeccionar suas peças, reciclando não só materiais, mas ideias, ideais e sonhos. É por esse riquíssimo universo que o espetáculo ‘Bordador de mundos’ levará a garotada a passear.

A peça fará temporada de 19 de novembro a 11 de dezembro, com sessões às 11h e às 16h, conscientizando o público sobre a importância do cuidado com a saúde mental da sociedade. “A peça ‘Bordador de Mundos’ nasce do desejo de contar histórias que precisam ser contadas e que seguem ainda lutando por um espaço de visibilidade dentro da sociedade e também nas memórias de todos“, conta Gabriel Mendes, diretor do espetáculo.

“A trajetória de Arthur Bispo do Rosário nos ensina a entender o quão cruel pode ser a vida, mas que também é preciso observar os indivíduos por suas belezas e poesias. Falar desse artista incrível é é também falar sobre a necessidade do cuidado com a saúde mental, entendendo esse conceito como algo amplo que vai desde do acompanhamento médico até o acesso à cultura e ao lazer. E trazer essas temáticas para as crianças é apostar em um futuro mais saudável para todos, em que cuidar da mente deixe de ser um tabu e passe a fazer parte de nossas vidas”, destaca Gabriel.

Foto: Divulgação.

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