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Prêmio Mundo Negro 2022 anuncia vencedores; confira a lista completa e assista a premiação na íntegra

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Stella Yeshua e Sheyla Cristina, apresentadoras do Prêmio Mundo Negro 2022.

O Prêmio Mundo Negro 2022 revelou, nesta noite de segunda-feira (28), os vencedores que fizeram história na 3ª edição do evento. A cerimônia foi apresentada por Stella Yeshua e Sheyla Cristina, personagem de Fábio Marx, e contou com apresentações de Tássia Reis, Fat Family, DJ Kingdom, além de uma super apresentação de dança feita por Raquel Cabaneco.

Tássia Reis para o Prêmio Mundo Negro 2022.

Este ano, Ludmilla liderou a premiação, vencendo as categorias de ‘Música do Ano’, pelo sucesso ‘Maldivas’, além de vencer também a categoria de ‘Voz do Ano’. Os indicados em cada categoria foram escolhidos por um júri, composto por profissionais especializados em diferentes áreas que são colaboradores do Mundo Negro.

Ao todo, foram mais de 700 mil votos espalhados em sete categorias. Abaixo, você confere os vencedores:

PACTO DA PROMOÇÃO DA EQUIDADE RACIAL – Projeto de Impacto

ALINE BORGES – Atuação do Ano

ANDRESSAH CATTY – Creator Tiktok do Ano

BIELO PEREIRA – À frente das câmeras

GABI OLIVEIRA – Pessoa Influenciadora do Ano

MALDIVAS, LUDMILLA– Música do Ano

IZA – Voz do ano

“O Mundo Negro foi uma das primeiras marcas negras que nasceram no digital. E esse é um local confortável para gente, porque só a Internet tornou possível saber que somos muitos e somos diversos também. O digital possibilitou ainda uma conexão com nossa ancestralidade e por isso a nossa terceira edição do Prêmio Mundo Negro tem esse tema”, explica Silvia Nascimento, editora-chefe do Site Mundo Negro e idealizadora do Prêmio.

Racionais MC’s realizará aula aberta na Unicamp nesta quarta-feira (30); acompanhe online

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Foto: Bob Wolfenson

Como já dizia o poeta Sérgio Vaz: “Vida Loka É Quem Estuda”! O grupo Racionais MC’s realizará uma aula aberta e gratuita na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), no interior de São Paulo, amanhã (30), na disciplina “Tópicos Especiais em Antropologia IV: Racionais MC’s no Pensamento Social Brasileiro”.

Os ingressos para assistir a aula presencial já esgotaram, mas será possível acompanhar ao vivo no canal do Youtube do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas), a partir das 19h. O evento faz parte da programação do Unicamp Afro.

Em 2018, o grupo foi incluído entre as obras de leituras obrigatórias para o vestibular 2020 da universidade com o álbum “Sobrevivendo no Inferno“, clássico dos Racionais MC’s. A obra lançada em 1997, faz alusão à religião e citações bíblicas, para falar da violência contra jovens negros e de periferia.

Os integrantes Mano Brown, Edi Rock, KL Jay e Ice Blue, fazem história desde a fundação do grupo em 1988 e se tornaram o grupo de rap mais importante do Brasil. Há duas semanas, a Netflix lançou o documentário “Racionais: Das Ruas de São Paulo Pro Mundo“, exibindo a influência dos músicos na cena hip-hop. 

Prêmio Gastronomia Preta divulga a lista de vencedores

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O primeiro Prêmio Gastronomia Preta, realizado hoje (28), divulgou a lista com 26 vencedores. A celebração da culinária afro-brasileira reconhece a contribuição das pessoas negras para o ecossistema da gastronomia nacional. O evento foi realizado na noite desta segunda-feira (28), no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, o MUHCAB, no RJ.

A cerimônia de entrega dos prêmios revelou o que o povo negro tem de melhor: os sentimentos de pertencimento, acolhimento e coletividade. Foram 22 categorias, além de 16 menções honrosas cedidas para quem faz um trabalho exemplar fora da cidade e do estado do Rio de Janeiro.

Entre os ganhadores, estão destacados Thales Alves na categoria Chef na Mídia, o primeiro homem transexual e negro do mundo a participar de um programa de elite gastronômica, o MasterChef Brasil. E Aline Guedes na categoria Pesquisadora, que realiza pesquisas relacionadas à ancestralidade na gastronomia.

Veja a lista de vencedores abaixo em cada categoria:

Chef – Vladimir Reis Lopes

O Chef Vlad vem propondo algo singular na cidade do Rio de Janeiro com o Dim Sum Rio – que oferece dumplings (bolinhos asiáticos). Com formação em Gastronomia, o chef se destaca pela técnica e pelo cuidado com a cadeia produtiva: ele planta o próprio arroz orgânico que é utilizado no seu restaurante no Largo do Machado. Antes de empreender, participou de feiras e vendeu dumplings congelados durante a pandemia. Enquanto vários restaurantes demitiam, Vlad contratava – preferencialmente pessoas pretas.

Sub Chef – Gisele Pontes

Já Gisele Pontes é sub chef do Rappanui Gastronomia. Ela atua há mais de 15 anos gerenciando pessoas na cozinha em um tipo de trabalho que exige muito cuidado e planejamento: os buffets de grandes eventos e festividades. Dona de um sorriso encantador, mãe e avó, Gi comanda uma equipe de mulheres e é a segurança do buffet há anos no que diz respeito à gestão e preparo de alimentos. Ágil, eficiente e sorridente se destaca pela dedicação e amor ao trabalho. Estudou Gastronomia, mas começou como auxiliar de cozinha há mais de 15 anos.

Pesquisadora – Aline Guedes

A Chef Aline Guedes possui graduação em Gastronomia e pós-graduação em Administração e Organização de Eventos. É mestre em Hospitalidade com a dissertação intitulada ‘Sociabilidade e Comensalidade de um Quilombo Remanescente em São Paulo: Cafundó (1999 a 2016)’; seus temas de pesquisa estão relacionados à ancestralidade na gastronomia. A chefe participou do programa de TV Mestre do Sabor e se apresentou como pesquisadora – se diferenciando dos demais concorrentes. Uma importante contribuição para a pesquisa em gastronomia à luz da ancestralidade é o seu artigo científico “A hospitalidade sob a perspectiva de Jacques Derrida e a resistência quilombola” publicado no Journal of Tourism and Development em 2017.

Melhor Criação – Bolinho de Costela Defumada

Os irmãos Rodrigo Rosa e Rafael Rosa em 2015 compraram um Food Truck e começaram a vender hamburgueres em Del Castilho na porta de casa. Com a veia empreendedora dos irmãos, abriram o primeiro estabelecimento em 2017; e em 2018 já mudaram para uma loja maior; em 2019, expandiram suas ações para a atual casa na Rua Volta Grande (também em Del Castilho). Para não desperdiçarem as sobras das costelas defumadas e usarem integralmente o insumo, criaram o bolinho de costela defumada. Com um sabor marcante, a original receita do Bolinho de Costela Defumada.

Personalidade – Kátia Barbosa

Kátia Barbosa é a criadora do famoso Bolinho de Feijoada – que se tornou Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Rio; chefe de cozinha que valoriza a ancestralidade; militante da valorização comida popular brasileira na alta gastronomia; empreendedora gastronômica com restaurantes na cidade do Rio de Janeiro; esteve na vanguarda, com a abertura do Restaurante Aconchego Carioca, do Polo Gastronômico da Praça da Bandeira. E é indiscutível que sua performance como cozinheira e celebridade é ímpar. Essa categoria estava com o resultado definido antes mesmo dela ganhar o mesmo prêmio na Veja Comer & Beber Rio (2022).

Merendeira – Dona Lau

Educação é algo muito importante na vida do Preto Gourmet – foi a educação que ajudou a mudar sua vida. Por isso, ele quis premiar Merendeiras no Prêmio Gastronomia Preta. Muitas vezes, a criança pobre tem sua primeira experiência com alimentação fora do lar em escolas públicas. A categoria merendeira foi aberta e não houve uma indicação sequer na cidade ou estado do Rio de Janeiro – mas vieram indicações de uma querida merendeira do Sul da Bahia e mesmo o prêmio sendo local, a equipe foi conhecer a história de Dona Lau de Itagimirim (Bahia). Lindaura é vó de 5 netos e merendeira no Colégio Othoniel Ferreira há mais de 20 anos e é amada por alunos e ex-alunos (não é a toa que recebeu mais de 50 indicações).

Garçom – Caioço Paulo

Caioço Paulo, do Zagga Bar em Copacabana é o vencedor desta categoria. O angolano e agora brasileiro-carioca é um show de simpatia como garçom no Zagga Pizzaria em Copacabana. Com uma história de vida ímpar de superação e resiliência em Angola e no Rio de Janeiro, seu sorriso sempre está estampado no rosto e sua proatividade em acolher os clientes faz parte de sua marca no setor de hospitalidade.

Garçonete – Taciana Alves

A história da vida real parece de filme. A pernambucana Taciana Alves da Silva chegou ao Rio aos 3 anos com sua mãe e mais três irmãos. Acabou morando em orfanato por um tempo até sua mãe (dona Albaniza) conseguir emprego e cuidar dela e de seus irmãos. Começou no Rio Othon Palace como auxiliar de serviços gerais e foi desacreditada por muitas pessoas quando foi convidada a ser garçonete no mesmo hotel. Ela não duvidou de sua capacidade e aceitou o desafio há 9 anos. Hoje, é a baiana oficial da famosa feijoada do Skylab.

Maitre – Evandro Moraes

O serviço de maitre não implica somente em cuidar dos clientes – este profissional tem também a função de cuidar da sua equipe e prepara-la com assertividade para o atendimento ao cliente. Com mais de 10 anos como maitre, os últimos 5 deles na Casa Camolese, Evandro Moraes se destaca pela sua elegância e proatividade na resolução de problemas do dia a dia de uma grande operação; e, por ter sua equipe nas mãos em função de tanto carinho e cuidado.

Hostess – Ticiane Oliveira

Filha da dona Sheyla (quem é sua grande inspiração de vida), moradora da Rocinha e mãe do Rafael – essa é Ticiane Oliveira em alguns dos papéis que assume em sua vida. Quando você chega nas alturas é de Tici o sorriso que te recebe no Skylab – restaurante no 30º andar do Rio Othon Palace em Copacabana. Com tanto cuidado, gentileza e proatividade como hostess, a menina da Rocinha muitas vezes teve que defender sua mãe e irmãos de racismo (e nem por isso deixou de lado seu sorriso encantador).

Chef na Mídia – Thales Alves

Thales Alves é parte da história da TV no mundo: foi o primeiro homem transexual e negro do mundo a participar de um programa de elite gastronômica (o MasterChef Brasil). Goiano de Formosa, o chef viralizou com o programa “Quanto custa, Thales?” – que traz a realidade das receitas da internet que não são tão acessíveis ao público das classes C, D e E. Thales ainda é colunista do Site Mundo Negro. E a questão racial é uma das suas pautas relevantes na Gastronomia.

Auxiliar de Cozinha – Luis Felipe Vitorino

Desde muito jovem Luís Felipe Vitorino, cidadão de Rio Bonito (RJ), decidiu que Gastronomia seria a área que ele gostaria de trabalhar. Foi desacredito diversas vezes que nunca seria cozinheiro ou chef; e, que seria eternamente auxiliar de cozinha. Preconceito é algo que Luís sempre sofreu na vida – seja de raça ou de gênero. Quase desistindo de atuar na Gastronomia, conheceu o Grupo Arpoador e foi contratado para o Hotel Arp Inn. Luís retomou os estudos e se matriculou no curso de Gastronomia do Instituto de Gastronomia (IGA).

Confeiteira – Diva Oliveira

Nascida e criada no bairro de Jardim Catarina/São Gonçalo, Diva Oliveira veio de família humilde cujo pai mecânico e mãe empregada doméstica. Seu primeiro contato com a cozinha foi aos 6 anos de idade ao lado de minha mãe fazendo biscoitos. Se formou em Biologia pelo programa FIES, com passagem como pesquisadora no Museu Nacional/UFRJ, com especialização na COOPE/UFRJ e lecionou na FAETEC. Transformei seu hobby em profissão atual – ser confeiteira.

Chef na Mídia – Paulo Rocha

O Chef confeiteiro Paulo Rocha é formado em Gastronomia e hoje é responsável pelos doces e sobremesas de seis casas do grupo President. Paulo foi um dos primeiros entusiastas do Prêmio Gastronomia Preta e logo cedeu seu espaço na agenda para apresentar a primeira edição do prêmio. Com seu sorriso encantador, o chef Paulo é apresentador do programa Esse Doce tem História (GNT) e fez história no reality show Iron Chef Brasil ao ser o primeiro chef desafiante a desbancar um Iron Chef. 

Futuro Chef – Jorge Mayconn 

Jorge Mayconn Machado ​é estudante do Instituto de Gastronomia (IGA) de Campos dos Goytacazes (RJ), o fluminense de Cordeiro (Região Serrana do Rio de Janeiro) trancou o curso para trabalhar e ao conhecer o Prêmio Gastronomia Preta resolveu retornar aos estudos com ajuda de sua esposa e irmã. É uma daquelas pessoas que tem talento, disposição e muita força de vontade para crescer na vida profissionalmente. Como autodidata, na pandemia, aprendeu técnicas e preparos e trancar o curso foi apenas uma decisão pontual de ordem financeira. Se destacou na prova com preparações complexas em sabor e técnica. Por isso, foi eleito o vencedor da categoria Futuro Chef no Prêmio Gastronomia Preta.

Sommelier – Renato Neves

O Gastrônomo de formação se apaixonou pelos vinhos ainda durante sua formação superior e já tem alguns títulos em sua carreira profissional como Melhor Sommelier do Brasil (2021), Melhor Sommelier do Ano (2019) e o Certificado Profissional pela Associação Brasileira de Sommeliers (2017). Renato Neves também é o representante do Brasil nos concursos Melhor Sommelier dos Vinhos do Alentejo no Brasil (2022) e Melhor Sommelier do Mundo (2023). Com um currículo respeitado dentro e fora do Brasil.

Chef na Mídia – Cidinha Santiago

Maria Aparecida de Oliveira é também conhecida como Cidinha Santiago – seu nome artístico. A mineira de Belmiro Braga publicou seu primeiro livro de receitas em 1984 – depois de muito esforço trabalhando como empregada doméstica desde os seus 10 anos de idade. Depois de ter seu talento reconhecido, foi ajudante de cozinha junto à Ofélia (TV Bandeirantes) e também de Edu Guedes. Foi pioneira na TV como mulher preta na cozinha e hoje é referência para várias outras chefs pretas.

Fotógrafo – Berg Silva

Muitos(as) chefs que no passado ainda eram desconhecidos e que hoje fazem a cena carioca acontecer tiveram suas preparações fotografadas por Berg Silva; e, por isso, são gratos porque além de fotógrafo ele também foi formador de opinião na cena gastronômica carioca. O carioca tinha em seu DNA a vontade de ajudar – um de seus últimos trabalhos foi para empreendedoras do Morro do Macacos em Março de 2022 ao fotografar seus bolos e doces. Teve trabalhos em diferentes veículos e um dos seus prêmios foi o Orilaxé – do Grupo Cultural Afro-Reggae. Tinha o dom de deixar as comidas e bebidas ainda mais bonitas – era um gênio nessa arte. Por isso, mesmo in memoriam, foi eleito o vencedor da categoria Fotógrafo no Prêmio Gastronomia Preta. Ele faleceu em outubro deste ano.

Minha História é Food-se – Willian Barao

O apelido “Barão” que hoje quase é um sobrenome veio com a profissão de Bartender em seu primeiro estágio profissional. Guerreiro, batalhador, sonhador e um profissional singular. A capacitação profissional esbarrou no dinheiro da passagem de ônibus – mas o menino da Pavuna não se desmotivou (ele ia a pé pela linha de trem numa caminhada de mais de duas horas apenas para ir e outras duas horas para voltar). Willian Barão assinou cartas de vários bares e restaurantes e ainda sofre com os padrões de preconceitos na Mixologia: “as empresas querem sempre o príncipe encantado nos bares e não um preto gordo” – como ele mesmo aponta.

Empreendedora – Kananda Soares

Empreender faz parte do DNA de Kananda Soares. Sua primeira criação foi a famosa marca Favela Hype. Recentemente, se enveredou para o lado da Gastronomia com o Agô Bar da Encruza – um gastrobar que valoriza a ancestralidade e a comida e insumos que compõem a cultura afro-brasileira de diáspora. Suas constantes capacitações e estudos sobre gestão, o Agô Bar da Encruza tem uma trajetória diferente de muitos empreendimentos: gerar lucro desde o primeiro mês.

Gestora – Danni Camilo

Tem em seu currículo a gestão de importantes restaurantes no Rio de Janeiro – inclusive com indicação do Guia Michelin; e é diretora do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro. Hoje encabeça a Nômade – uma empresa de consultoria que busca soluções para negócios no ramo de Alimentos e Bebidas. Como consultora nos serviços de gestão de restaurantes e atendimento ao cliente, Danni Camilo já abriu e reabriu relevantes restaurantes da cena gastronômica carioca, como o Miam Miam, Casa Camolese e Slow Bakery. E nessa luta com recorte de raça, Danni Camilo sempre empregou o povo preto e outras minorias.

Melhor Restaurante – Afro Gourmet

O restaurante Afro Gourmet surgiu em 2015 de maneira itinerante e em 2018 teve seu espaço estruturado em Vila Isabel. Desde o início foi comandado pela empreendedora e chef Dandara Batista. O Afro Gourmet é sinônimo de resistência ao modelo gastronômico eurocentrado e resgata insumos e preparos tipicamente africanos. Com uma proposta ímpar que valoriza a ancestralidade, o restaurante se destacou no atendimento e nos preparos oferecidos ao júri do prêmio.

Chef na Mídia – Andressa Cabral

Andressa Cabral é apresentadora de TV (Iron Chef Brasil, Drinks e Petiscos – GNT), jurada do Sabor em Jogo (GNT), empresária, professora universitária e criadora do termo pretopolita – um neologismo que se refere às características de se considerar a importância dos referenciais das pessoas pretas no Brasil sob uma perspectiva afrocentrada e cosmopolita. Com tanta representatividade e abrindo portas para que o povo preto seja visto na Gastronomia, é um dos destaques na categoria.

Bartender – Flavia Di

Por anos o lugar na Mixologia foi de homens – geralmente homens brancos de Classe Média Alta que tinham inicialmente a profissão de bartender como hobby. Flávia Di é empreendedora, mãe, irmã e amiga de vários profissionais da coquetelaria no Rio de Janeiro. Como mulher, sofreu vários preconceitos. Como mulher preta de Duque de Caxias teve que lidar com preconceitos de se vestir bem e trabalhar a noite. Entrou para a Mixologia como autodidata – inicialmente para pagar seu curso de Cinema. Criou o Moulin Rouge – um drink autoral que remete à sua trajetória no Cinema. Nas suas equipes de bar contrata pessoas pretas – principalmente mulheres para continuar a propor a ruptura de que a Mixologia é também feita por mulheres.

Chef na Mídia – Bianca Barbosa

A chef Bianca Barbosa vem de uma família de cozinheiros e desde os 14 anos trabalha no setor de alimentos e bebidas. Carioca da Gema, se formou em Jornalismo, se mudou para a Bolívia e voltou ao Brasil para voltar de corpo e alma para a Gastronomia. A chef valoriza o Slow Food (uma proposta de uma cozinha mais sustentável). Em 2022 participou do reality show Iron Chef Brasil (Netflix) e ajudou a popularizar a ideia do Slow Food para os telespectadores. Sua participação no programa foi icônica.

Inclusão Social – Diamantes na Cozinha

O chef João Diamante tem o dendê baiano e a experiência carioca da zona norte e com sua experiência de homem preto da favela criou o projeto Diamantes na Cozinha que ajuda a qualificar profisionalmente jovens em situação de vulnerabilidade econômica para atuarem no ramo da Gastronomia. Estudou Gastronomia, se destacou e ganhou uma bolsa para ir estudar na França. Por meio da ONG Diamantes na Cozinha, o empreendedor social faz um lindo trabalho na cidade do Rio de Janeiro e na região metropolitana com mais de 300 alunos já formados.

Emancipation: Will Smith diz que respeita quem não estiver pronto para vê-lo no filme que estreia em dezembro

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Cena de "Emancipation"- Divulgação

Sempre se criam grandes expectativas quando Will Smith, 54, lança um filme. Afinal ele é uma lenda viva do cinema. No entanto, após o polêmico tapa que Smith deu no comediante Chris Rock, no Oscar deste ano, outros componentes foram adicionados às tensões típicas de grandes estreias. O ator deu início as entrevistas promocionais do seu novo filme, “Emancipation”, que estreia em dezembro.

No longa, que tem a escravidão nos EUA como fundo, Smith interpreta Whipper Peter, um fugitivo que se torna conhecido depois que fotografias de cicatrizes de queloide nas costas são distribuídas para mostrar a brutalidade da escravidão.

Em entrevista ao canal americano Fox 5 DC, Will foi questionado sobre que tipo de mensagem que ele mandaria para pessoas que estão hesitando em vê-lo na telona depois do escândalo. 

“Entendo perfeitamente. Se alguém não estiver pronto, eu certamente respeitaria e daria esse espaço para quem ainda não se sente pronto”, explicou.

O diretor Antony Fuqua – Foto: Divulgação

Smith destaca o time do longa, em especial o trabalho do diretor, Antoine Fuqua. “A minha maior preocupação é a minha equipe.  Ele [Fuqua] fez o que considero o maior trabalho de toda a sua carreira”. O ator então, acrescenta uma preocupação. “Minha esperança é que minhas ações não penalizem esse time”.

“Emancipation” estreia nos cinemas americanos em 2 de dezembro, e a partir de 9 de dezembro, ele fica disponível para os assinantes da AppleTV+ .  

Prêmio Gastronomia preta, traz “pretagonismo para cozinhas e salões”

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Hoje é um dia muito importante para a gastronomia brasileira. Com direção do Professor de Gastronomia Breno Cruz, acontece nesta segunda, 28, o primeiro Prêmio Gastronomia Preta, no  Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, o MUHCAB, no RJ. O evento é fechado para convidados.

“O prêmio é uma forma de refletirmos sobre o papel das pessoas pretas na gastronomia e a necessidade de evidenciá-las, principalmente na alta gastronomia. Quando sentei à mesa de um restaurante com estrela Michelin em um evento para jornalistas e formadores de opinião e só tinha eu de preto, percebi que havia algo estranho. Daí, criei o @pretogourmet como uma forma de mostrar que nós podemos também acessar esse espaço como consumidores e não somente como trabalhadores”, explica Breno.

Foto: Divulgação.

Se engana quem pensa que, como as premiações tradicionais, só Chefs e restaurantes serão reconhecidos.  “São 21 categorias e 25 pessoas que receberão o troféu. E não é apenas chef. Uma das categorias é merendeira – eu como professor do ensino superior não poderia deixar de lado a educação. E a gente vê como é importante o afeto emanado das merendeiras para muitas crianças pobres (assim como eu fui). Elas também fazem parte da Gastronomia; o(a) empreendedor(a) do carrinho de cachorro quente também atua na construção da gastronomia como área. Gastronomia é sobre pessoas e não somente sobre alimento”, detalha o idealizador.

“Precisamos sim do nosso Pretagonismo nas cozinhas e salões. O que eu faço no meu perfil é mostrar para as pessoas: “Sabia que o sub-chef desta casa é preto? Sabia que a ajudante de cozinha é preta? Sabia que esse lindo e delicioso prato foi pensado e feito por um chef preto que você não conhece?” Minha ideia é provocar a reflexão de quantas pessoas estão à frente de cozinhas, mas mesmo assim estão invisibilizadas, finaliza Breno. 

O Mundo Negro, parceiro de mídia do evento, fará uma cobertura especial nos stories do nosso Instagram.

Confira os indicados:



“Neymar faz falta, não adianta”, diz Ludmilla após jogo do Brasil contra a Suíça

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Foto: Reprodução / Redes Sociais.

A seleção brasileira realizou hoje (28) sua segunda partida dentro da Copa do Mundo no Catar. Dessa vez, contra a Suíça, a equipe de Tite venceu o jogo por 1 a 0. Sem Neymar e Danilo, que ficaram de fora após lesões no tornozelo, os demais jogadores brilharam e lutaram pela vitória, garantindo também a classificação para as oitavas de final do campeonato mundial.

Através das redes sociais, a cantora Ludmilla comentou suas impressões sobre a partida. “O Neymar faz muita falta no jogo gente, não adianta. Quando ele tá, todo mundo do outro time fica em cima dele e o resto do time fica mais livre pra jogar”, publicou ela.

Em outra postagem, Lud também celebrou a presença dos jogadores da seleção. “Não adianta, essa copa já é nossa. Os meninos da seleção arrasam muito“, disse. Anteriormente, a artista já tinha comentado sobre a presença dos atletas como convidados VIP’s de seu show ‘Numanice’. “A lista de convidados do próximo Numanice vai ser feita com base em quem fizer mais gols nessa copa. 0 gols: numacasa, 1 gol ou mais: pista, 5 gols: open bar, 10 gols: vip, 15 gols: vip para subir no palco e after“, brincou ela.

The Weeknd realizará shows no Brasil em outubro de 2023, afirma jornalista

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

Na manhã desta segunda-feira (28), José Norberto Flesch, famoso por dar furos de shows internacionais, afirmou a vinda de The Weeknd ao Brasil. “Shows do The Weeknd no Brasil serão em outubro de 2023”, postou no Twitter.

Segundo a página de fã clube ‘The Weeknd Brasil’, hoje será anunciado a segunda turnê “After Hours Til Dawn”, e a expectativa dos fãs é que seja divulgado as datas dos shows no Brasil.

A primeira turnê foi realizada entre julho e setembro deste ano pela América do Norte. The Weeknd se tornou o artista negro com a maior arrecadação em um único show na história, com todos os ingressos esgotados. Ele acumulou US$ 11.132 milhões após apresentação no SoFi Stadium, em Los Angeles.

Na semana passada, houve rumores de que o cantor viria para o Festival The Town em São Paulo, em setembro de 2023, após o site oficial publicou páginas com o nome dele e apagar algumas horas depois. Segundo as imagens divulgadas da possível line-up, ele cantaria no dia 3, mesma data que SZA e Criolo.

Baco convida bolsonaristas que ameaçaram Gil a saírem na mão com ele; um deles é sócio da Spoleto e Domino’s

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Fotos: Reprodução/Twitter

Indignado com os homens que xingaram Gilberto Gil na Copa do Mundo do Catar, Baco Exu do Blues fez um convite aos agressores pelo Twitter. “Convido os torcedores que xingaram o Gil no Catar a saírem na mão comigo quando voltarem pro Brasil. Também votei no Lula”, postou. 

No sábado (26), viralizou o vídeo em que aparece o cantor Gilberto Gil de 80 anos, sendo agredido verbalmente. Ele estava com a esposa Flora Gil para assistir a estreia da Seleção Brasileira contra a Sérvia, na Copa do Mundo, quando um grupo de homens bolsonaristas começaram a persegui-lo e gritar “filho da puta”, “Vamo, Bolsonaro. Vamo, Lei Rouanet”. Gil não respondeu ao ataque e ainda tirou foto com um fã durante as ofensas.

Um dos agressores foi reconhecido. Segundo a Tribuna Sul Fluminense, Renier Felipe dos Santos, um empresário de Volta Redonda (RJ), é sócio das franquias Spoleto e Domino’s na região. Morando nos Estados Unidos anualmente, ele é acusado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede) de receber Auxílio Brasil ilegalmente.

Ranieri se posicionou no Twitter, após encontrarem o perfil dele. “Gostaria de me solidarizar com o Sr. Gilberto Gil e sua família em virtude da ofensa que a ele fora proferida, uma vez que eu também não gostaria de ouvi-la. No entanto, estão veiculando a minha imagem essa ofensa o que não é verdade. Inobstante a minha divergência aos ideais políticos do Sr. Gilberto Gil, reitero o mais absoluto respeito que tenho ao nobre artista, porém, deixo claro novamente que a ofensa/xingamento não foi por mim proferido”.

O empresário também afirma que ao gritar o nome do Jair Bolsonaro (PL), “foi uma ironia”: “Em virtude da polarização política existente hoje no Brasil, uma outra pessoa que estava atrás de mim extrapolou e desferiu um xingamento ao Sr. Gilberto Gil. Entretanto, repita-se, NÃO FOI EU!!! (sic)”, completou.

Gil agradeceu todo o apoio recebido pelas redes sociais. “Nossos agradecimentos, meus, da Flora, por essa solidariedade, essa corrente solidária, diante dessa agressão, essa coisa estúpida. É o terceiro turno na verdade, né, os inconformados querendo manter essa coisa do ódio, da agressividade, e amanhã Brasil de novo”, disse. 

A Domino’s Brasil se pronunciou sobre o caso. “A Domino´s Pizza Brasil repudia toda forma de violência e esclarece que atitudes individuais de seus franqueados não refletem o posicionamento da marca, por isso, apura o caso com toda seriedade”, a empresa publicou a nota.

Até o fechamento da matéria, a Spoleto não se havia se pronunciado sobre o caso. Gilberto Gil e família contam com uma equipe de advogados para identificar os outros agressores.

Bianca Barclay, a sereia que está chamando atenção da internet na série ‘Wandinha’

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Foto: Netflix.

Novo sucesso da plataforma Netflix, a série ‘Wandinha’ está em destaque no mundo todo. No Brasil, a obra segue como a mais assistida do país. Baseada nos personagens clássicos de ‘A Família Addams’, a obra acompanha a adolescência da personagem Wandinha, enquanto ela investiga uma série de assassinatos sobrenaturais pela cidade.

A trama explora diferentes adolescentes sobrenaturais dentro da ‘Escola Nunca Mais’. Dentre personagens, a sereia Bianca Barclay, interpretada pela atriz Joy Sunday, está chamando atenção da internet. Tida como uma possível antagonista da trama, Bianca é uma das personagens mais emblemáticas da série e a estudante mais popular da escola. Sua presença, beleza, força, perseverança e inteligência se misturam com os mistérios sombrios de seu passado.

“Ela é uma sereia, o que significa que ela pode persuadir as pessoas com suas palavras”, disse Joy em entrevista à Teen Vogue. “Eu acho que ela é naturalmente charmosa e aspiracional, mas ela também tem esse poder que faz com que as pessoas sejam atraídas por ela. Ela domina isso, mas também quer se conectar organicamente com as pessoas e quer que as pessoas a vejam tão suave quanto ela. Ela passa muito tempo tentando mostrar às pessoas seu verdadeiro eu, mas eu queria que isso diminuísse”.

Joy Sunday como Bianca em ‘Wandinha’. Foto: Netflix.

Assim como Bianca, a jovem Joy diz que mantém muita energia em si. Ela espera que sua personagem possa inspirar outras pessoas e enxergarem o melhor da vida, mesmo em meio aos problemas e angústias. “Devo dizer que, para um conjunto cheio de nomes familiares e veteranos versus recém-chegados e pessoas que tiveram isso como seu primeiro emprego, todos se encaixaram muito bem. Todos foram muito receptivos e calorosos, dispostos a ensinar e a aconselhar”, disse Joy ao comentar sobre seu primeiro papel numa série tão grande como ‘Wandinha’.

NEM trabalha, NEM estuda: quase 40% dos jovens brasileiros continuam sem oportunidades

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Foto: Raw Pixel.

Quase 40% dos jovens brasileiros de 18 a 24 anos não  trabalham e  nem estudam. A dificuldade para arrumar emprego ou concluir os estudos no Brasil, pode afastar estas pessoas cada vez mais, do mercado de trabalho.

Nos últimos anos a economia desandou. O preço da gasolina subiu, tudo ficou mais caro nos mercados e o desemprego chegou a bater recordes históricos, com isso parte da população jovem foi atingida diretamente. 

Segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado neste mês, os brasileiros com idades entre 18 e 24 anos correspondem a 35,9% daqueles que nem trabalham e nem estudam (ou os que não conseguiram concluir a graduação). A proporção brasileira é o dobro da média dos países membros da OCDE, que é de 16,6% de pessoas dessa faixa etária sem trabalhar e estudar. O relatório avaliou a situação do ensino superior e emprego dos 38 países membros da OCDE e dados da Argentina, China, Índia, Indonésia, Arábia Saudita e África do Sul — o único país com maior proporção que o Brasil, com 46,2%. A Holanda é a que tem menos jovens nessa situação, apenas 4,6%.

Segundo os analistas, há uma tendência no crescimento dos “nem-nem” (os termos “jovens na condição de nem-nem” e “jovens inativos” referem-se aos jovens que não participam do mercado de trabalho e não estudam). Em agosto, por exemplo, o Brasil tinha 23% da população de 15 a 24 anos sem trabalhar e estudar,  a média mundial do desemprego juvenil é de 16,9%. 

Recortando este perfil, o cenário é ainda mais desafiador para jovens pretos, pardos e indígenas, estes foram os mais atingidos pelo coronavírus por residirem em áreas vulneráveis com menor cobertura de serviços de saúde, com menos acesso a computadores e internet, deixando assim de acompanhar  as aulas remotas e consequentemente não se tornando competitivos para o mercado de trabalho. Estes obstáculos devem agravar uma realidade que é anterior à pandemia: ao final da trajetória escolar, quando conseguem concluir o ensino médio, jovens pretos, pardos e indígenas, por diversas variáveis aprendem menos e se sentem menos motivados a ingressar no ensino superior.

A maioria deste percentual é formado por mulheres pretas, pardas e indígenas. Diferentes motivos explicam o abandono da educação formal e do mercado de trabalho por esse público. Entre elas, o casamento e a necessidade de começar a trabalhar cedo para sustentar a família,  a gravidez precoce é o principal motivo do abandono, uma vez que mais da metade das jovens nessa situação têm filhos.

Observando esses fatos, podemos fazer alguns questionamentos: o quanto o ensino e o emprego “tradicional” está frustrando os jovens nessa faixa? Que perspectiva eles têm? Ser avaliado por provas, abafando sua criatividade, sua autenticidade na escola é atrativo? 

É preciso criar condições para que os jovens tenham oportunidades de emprego e para, quando acessarem o ensino superior, consigam terminar a graduação, com êxito. Ou criamos políticas que abarque esses jovens em especial pretos, pardos e indígenas, ou os teremos cada vez mais distantes do mercado de trabalho.

Texto: Kelly Baptista.

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