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Com maquiagem artística, projeto conecta jovens de escolas públicas à cultura e à profissionalização

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Foto: Divulgação

A maquiagem artística como forma de expressão, empoderamento e ferramenta de mudança. Foi com esse propósito que a 3ª edição do projeto maquie&crie impactou cerca de 300 pessoas, entre estudantes e educadores, nas cidades de Varginha (MG) e São José dos Pinhais (PR).

Realizado pela Muda Cultural com patrocínio do Grupo Boticário, jovens de escolas públicas mergulharam no universo da maquiagem artística e cênica, ampliando seus horizontes culturais e vislumbrando novas possibilidades de futuro profissional. A formação, que aconteceu de abril a julho deste ano, foi coordenada pela maquiadora Tiça Camargo e contou com oficinas práticas, palestras, saídas culturais e bolsa-auxílio para participantes.

O projeto ainda rompeu estigmas de gênero ao incentivar a participação de meninos e promover um ambiente onde a originalidade e a diversidade foram protagonistas. Além da conexão com equipamentos públicos em momentos marcantes, como a saída pedagógica ao Teatro Caítórlio, em Varginha. Uma ação de democratização do acesso à cultura e ao direito às cidades.

A proposta vai além do espelho: a maquiagem foi apresentada como linguagem, arte e profissão. Ao abordar temas como gestão de carreira, os jovens passaram a enxergar a maquiagem não apenas como estética, mas como possibilidade real de geração de renda e autonomia. No evento makeday, por exemplo, os próprios participantes maquiaram artistas e familiares, encerrando a edição com afeto, criatividade e conexão com a comunidade. Mais de 500 pessoas participaram da celebração, que também teve distribuição de brindes do Grupo Boticário.

“O maquie&crie possibilita que os participantes desenvolvam habilidades que vão muito além da técnica, ajudando a construir uma visão mais ampla sobre possibilidades futuras. A maquiagem torna-se, assim, um meio de expressão, empoderamento e crescimento, conectando os jovens a referências artísticas e culturais que os impactarão para sempre”, afirmou Ítalo Azevedo, sócio-fundador da Muda Cultural.

Com metodologia afetiva, olhar social e respeito à diversidade, o projeto reafirma o poder da arte como caminho de transformação e protagonismo juvenil. 

Para saber mais ou levar essa transformação para sua cidade, acesse: https://maquiecrie.com.br/contato

Esse conteúdo é fruto de uma parceria entre Mundo Negro e a Muda Cultural.

Venus Williams faz história e se torna a jogadora mais velha a vencer na WTA desde 2004

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Foto: Getty Images/Scott Taetsch

Venus Williams acabou de voltar às quadras e já segue fazendo história. Aos 45 anos, a lenda norte-americana venceu, na última terça-feira (22), a compatriota Peyton Stearns por 6/3 e 6/4, na estreia do Washington Open, e se tornou a jogadora mais velha a vencer uma partida de simples na WTA desde 2004.

O feito marca o retorno de Venus em competições individuais, após 16 meses afastada. Sua última vitória havia sido em Cincinnati, em 2023. Com o resultado, se tornou a atleta com idade mais avançada a vencer uma partida de simples no circuito feminino desde Martina Navratilova, que venceu em Wimbledon aos 47 anos, há duas décadas.

“Eu ataquei o tempo todo. É uma questão de encontrar o equilíbrio certo entre forçar demais e não o suficiente. É o que eu sempre fiz, mas antes era uma necessidade. Hoje, não preciso mais fazer isso, mas ainda tenho a mesma vontade de vencer”, disse Venus após a vitória.

Dona de sete títulos de Grand Slam em simples, Venus admitiu estar em processo de readaptação: “Antes, tudo era natural. Agora, nem tanto, mas espero voltar a sentir isso”.

Na próxima fase do torneio, ela enfrenta a polonesa Magdalena Frech, quinta cabeça de chave.

Curso gratuito da B3 leva educação financeira a empreendedores da periferia

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A B3, uma das maiores bolsas de valores do mundo e principal infraestrutura do mercado financeiro no Brasil, está promovendo a capacitação de pequenos empreendedores de comunidades da periferia e do interior de São Paulo com o curso “Educação Financeira pra Empreendedores”. A iniciativa é realizada em parceria com a Boogie Naipe e a Planejar, e teve sua primeira turma formada na sede da B3, com a formatura ocorrida na última segunda-feira (21).

Ao todo, 28 empreendedores, sendo 6 homens e 22 mulheres, de setores diversos como moda, alimentação, serviços, cosméticos e beleza participaram das aulas online gratuitas. O objetivo foi aprimorar a gestão financeira dos negócios locais para fortalecer a sustentabilidade e o crescimento dessas iniciativas.

“A educação financeira é fundamental para o desenvolvimento de toda a sociedade. Ao capacitar pequenos empreendedores, a B3 contribui para a sustentabilidade de seus negócios e os transforma em multiplicadores que compartilham o conhecimento adquirido com suas redes de relacionamento. Assim, promovemos a inclusão e o fortalecimento econômico”, afirma Marina Naime, gerente de educação da B3.

Durante o curso, os participantes tiveram acesso a conteúdos sobre planejamento financeiro, controle de gastos, formação de preços, financiamentos, gestão de dívidas, comportamento financeiro e planejamento para o futuro. Além disso, cada empreendedor contou com acompanhamento individual de profissionais certificados CFP®, o que permitiu um suporte personalizado.

“Este olhar personalizado tem o potencial de transformar não apenas os números, mas o comportamento das pessoas. Neste projeto, os planejadores financeiros CFP® atuaram de forma voluntária para ampliar o alcance deste atendimento de excelência e gerar impacto”, comenta Thais Pessoa, coordenadora de conscientização financeira da Planejar.

Diante do sucesso da primeira edição, B3, Boogie Naipe e Planejar já planejam abrir uma segunda turma para empreendedores da periferia em setembro de 2025, desta vez ampliando o alcance para profissionais do estado do Rio de Janeiro.

“Os empreendedores aprendem a organizar melhor seus negócios, entender indicadores financeiros e planejar o crescimento. Educação financeira é essencial para um desenvolvimento econômico mais sustentável, precisamos falar e saber movimentar o dinheiro. Dinheiro é energia e movimento”, conclui Rachell Brasil, curadora da trilha de empreendedorismo da Boogie Naipe.

Sabores do Recôncavo: a cozinha de afeto da Chef Mannu Bombom na Feira de São Joaquim

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Após anos dedicados a levar sua culinária afetiva para eventos, a Chef Mannu Bombom finalmente inaugura um espaço fixo para receber o público na Feira de São Joaquim, em Salvador, Bahia. Durante muito tempo, ela sentiu a necessidade de um local onde pudesse receber as pessoas com calma e afeto, longe da correria dos eventos, e a oportunidade surgiu no Espaço GAM, um anexo da tradicional feira.

Mannu conta que muitos clientes sempre perguntavam onde poderiam provar sua comida quando não era possível contratar seus serviços para eventos. “As pessoas queriam um lugar para sentir o sabor da minha cozinha com mais tranquilidade”, explica. O espaço na Feira de São Joaquim permitiu que ela concretizasse esse desejo, unindo o amor pela culinária preta do Recôncavo Baiano com a vivência do mercado onde compra seus ingredientes.

O cardápio do “Sabores do Recôncavo” é construído com base em pratos do dia que remetem às tradições gastronômicas das cidades de Cachoeira, São Félix e São Tomé de Paripe. Entre as opções, estão o cozido, arrumadinho de fuleiro, e a famosa sexta-feira do dendê, que celebra os sabores baianos com caruru, vatapá e feijão fradinho. A coxinha de vatapá, petisco premiado e marca registrada da chef, está sempre presente para abrir o apetite dos visitantes.

Mais do que um espaço simples, o local oferece um acolhimento cheio de memória, afeto e dendê, resgatando a atmosfera e o aconchego do Recôncavo dentro da feira. Mannu destaca que o contato com os clientes e o retorno positivo tem sido uma fonte de motivação e reafirmação da importância de abrir esse espaço para a comunidade.

O funcionamento do “Sabores do Recôncavo” é de quinta a domingo, das 10h às 14h30, com possibilidade de abertura para grupos especiais de segunda a quarta, mediante agendamento. A chef também oferece sobremesas tradicionais, como a bala baiana e o bolo de aipim, que são muito apreciados pelos frequentadores do espaço.

Com essa iniciativa, a Chef Mannu Bombom não só amplia sua atuação, mas fortalece a valorização da culinária preta e das tradições do Recôncavo Baiano, proporcionando uma experiência gastronômica que une sabor, história e cultura no coração de Salvador.

Nem o distintivo protege: o corpo negro como alvo permanente

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Foto: Reprodução/CNN

Por Luciano Ramos

No dia 11 de julho de 2025, o policial civil Rafael Moura da Silva, um homem negro, foi executado com três tiros por um policial da ROTA durante uma operação na Zona Sul de São Paulo. As imagens que circularam são chocantes: Rafael não estava armado, não estava em fuga, e tinha o distintivo funcional visível no pescoço. Ainda assim, foi tratado como ameaça e alvejado — sem qualquer ordem de rendição, sem abordagem, sem palavra.

Esse caso escancara uma ferida profunda e conhecida: o corpo negro no Brasil é sempre um corpo sob suspeita. Um corpo que, mesmo quando ocupa um lugar institucional de autoridade, segue sendo lido como perigo, como alvo, como algo a ser abatido.

Não se trata de erro. Trata-se de um funcionamento previsível de um sistema baseado na eliminação seletiva. Um sistema em que o racismo estrutural puxa o gatilho antes mesmo que se veja o distintivo.

O racismo como protocolo não escrito

O policial da ROTA não viu um colega. Não viu um investigador da Polícia Civil. Viu um homem negro, em um beco, em uma favela. E isso bastou.

Nesse sistema, não é necessário comportamento suspeito. Basta a combinação de cor da pele, território e contexto. O resultado é quase sempre o mesmo: morte sem perguntas.

A política de segurança pública não pode continuar operando com esse tipo de “reflexo automático” — onde o que se enxerga primeiro é a cor da pele, e não a pessoa.

Quando nem o Estado reconhece seus próprios

Rafael Moura era policial. Estava em serviço. Tinha o distintivo exposto. E ainda assim, não foi reconhecido como parte do próprio Estado. Isso diz muito sobre o lugar que os corpos negros ocupam nas estruturas de poder: não basta estar dentro. O racismo estrutura até quem é reconhecido como legítimo.

A morte de Rafael não foi uma falha de comunicação. Foi o resultado de um sistema que opera cotidianamente sob a lógica da eliminação seletiva de pessoas negras, mesmo que essas pessoas estejam servindo ao próprio aparato de segurança pública.

Silêncio oficial, conivência política

Até agora, nenhuma medida efetiva foi tomada contra o PM que atirou. Não houve afastamento imediato. Não houve nota pública da Secretaria de Segurança. O governador Tarcísio de Freitas, a quem a ROTA responde, segue em silêncio.

A ausência de respostas não é surpresa. É padrão. Quando a vítima é um homem negro, mesmo com crachá do Estado pendurado no pescoço, o silêncio institucional se instala.

Mas esse silêncio grita. E o que ele grita é perigoso: que vidas negras continuam sendo tratadas como descartáveis — inclusive dentro das instituições públicas.

Conclusão: o que mais precisa acontecer?

A morte de Rafael Moura é um marco cruel. Ela desmonta, de forma incontestável, a ideia de que ocupar espaços institucionais basta para garantir dignidade, segurança ou reconhecimento para pessoas negras.

Se um policial negro, com distintivo exposto, pode ser morto sem chance de defesa, que chance têm os jovens negros sem farda, sem cargo, sem proteção estatal?

É hora de dizer com clareza: nenhum protocolo de segurança pode ser legítimo se continua matando os corpos que deveria proteger.

E nenhuma estrutura estatal é democrática enquanto naturaliza o racismo como método operacional.

Rafael era policial. Era homem negro. Era servidor do Estado. E foi executado por causa da cor da sua pele. Esse fato não pode ser ignorado. Tem que ser enfrentado. Com indignação, responsabilização e mudança.

“Homem-Aranha: Além do Aranhaverso” teve sua estreia nos cinemas adiada novamente

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Crédito: Divulgação

“Homem-Aranha: Além do Aranhaverso” teve sua estreia nos cinemas adiada novamente para 25 de junho de 2027. O filme estava originalmente agendado para março de 2024, e, depois, para 4 de junho de 2027. As informações são do The Hollywood Reporter.

Segundo fontes internas, a nova data foi escolhida estrategicamente para coincidir com as férias de verão nos Estados Unidos, quando mais crianças e adolescentes estão de folga da escola — o que deve impulsionar as vendas nas bilheterias. A mudança também seria mais vantajosa para o mercado internacional.

A expectativa em torno do novo filme é enorme. A trilogia do Aranhaverso é considerada uma das maiores conquistas da Sony. O primeiro filme, ‘Homem-Aranha: No Aranhaverso’ (2018), ganhou o Oscar de Melhor Animação e mudou o jogo com um estilo visual revolucionário. Já ‘Homem-Aranha: Através do Aranhaverso’ (2023) quase dobrou a arrecadação do antecessor, com mais de US$ 690 milhões no mundo todo.

Agora, ‘Além do Aranhaverso’ chega com a missão de encerrar a trilogia quatro anos depois do seu antecessor — e ainda com o gancho deixado no último filme. A direção é de Bob Persichetti e Justin K. Thompson, com roteiro assinado por Phil Lord, Chris Miller e David Callaham — o trio responsável por dar vida (e multiverso) a Miles Morales.

Zezé Motta celebra sua trajetória na 5ª edição do “Especial Mulher Negra” no E! Entertainment

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Foto: Sarah Wollerman

A atriz e cantora Zezé Motta é a protagonista da 5ª edição do Especial Mulher Negra, que será exibido no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, em 25 de julho, às 23h, no canal E! Entertainment. A produção estará disponível também no Universal+ a partir de 1º de agosto.

O especial conta com apresentação das artistas Aline Wirley e Karol Conká, além das participações da cantora Luedji Luna, da ex-ginasta e comentarista Daiane dos Santos, do músico Miguelzinho, de Cíntia Ébano e de Safyra Motta — filha e neta de Zezé Motta, respectivamente. Também há depoimentos de Alaíde Costa, Leci Brandão, Ludmilla, Gabriela Loran, Lais Ribeiro e Lívia Sant’Anna Vaz.

Com direção e roteiro de Clara Anastácia, o programa gravado no Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, em São Paulo, celebra a trajetória de Zezé e reuniu mulheres negras de diferentes gerações em conversas sobre temas como beleza, maternidade (com foco na adoção e na conciliação com a vida profissional), crise e legado. A proposta é refletir os desafios e contribuições das mulheres negras na sociedade brasileira.

Criado em 2020, o Especial Mulher Negra tem como objetivo dar visibilidade às mulheres negras, frequentemente invisibilizadas pelo racismo e pelo machismo, apesar de sua centralidade na história e na cultura do país.

“Apoiar Zezé Motta neste projeto é uma honra. A força de Zezé e a potência das mulheres que entram nessa conversa são essenciais para o combate ao racismo e ao machismo na nossa sociedade. E Zezé Motta é uma artista incrível, uma mulher incrível e uma voz que precisa ser ouvida”, afirmou Marcello Coltro, vice-presidente sênior da NBCUniversal Latin America.

A estreia acontece no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, também celebrado no Brasil como o Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola do século 18 e símbolo da resistência à escravidão.

A fala que adoece: quando o discurso público ameaça a saúde mental da população negra

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Foto: Reprodução

Por Luciano Ramos

Nos últimos dias, uma nova declaração de Antônia Fontenelle — conhecida mais por polêmicas do que por contribuições relevantes ao debate público — reacendeu uma velha ferida: o uso irresponsável das palavras para reforçar estigmas, violências e preconceitos estruturais. Desta vez, o alvo foi a deputada federal Erika Hilton, mulher negra, trans, uma das figuras mais potentes da política brasileira atual.

Mas não é apenas sobre Erika. É sobre o que esse tipo de fala representa e o quanto ela reverbera na saúde mental de pessoas negras em todo o país. Não se trata de exagero. É fato: discursos racistas, travestidos de opinião ou “sinceridade”, adoecem.

O racismo no Brasil não opera apenas por ações físicas ou explícitas. Ele está nas entrelinhas, nos tons, nas ironias e, sobretudo, na impunidade com que se perpetua no espaço público. Quando uma figura pública usa seus canais para deslegitimar, inferiorizar ou zombar da identidade de uma mulher negra, trans e eleita democraticamente, ela está não apenas atacando um indivíduo — mas reforçando a ideia de que corpos como o dela não merecem respeito, visibilidade ou saúde.

E isso tem consequências concretas. Pesquisas do Ministério da Saúde, da Fiocruz e de universidades brasileiras já apontaram a relação direta entre o racismo e os altos índices de sofrimento psíquico na população negra. Ansiedade, depressão, síndrome do pânico e até suicídio encontram solo fértil num cotidiano marcado por exclusões, desconfiança, hipervigilância e invalidação. Quando a cor da pele é tratada como um alvo, viver se torna um exercício diário de resistência.

No caso de Erika Hilton, estamos falando de interseccionalidades ainda mais violentas: ser mulher, negra e trans no Brasil é enfrentar, todos os dias, uma estrutura que tenta apagar, desumanizar e desqualificar a existência. E cada vez que alguém com alcance nacional reforça esse apagamento, legitima-se também a violência diária contra milhares de pessoas que se reconhecem nela.

É preciso dizer com todas as letras: liberdade de expressão não é liberdade para ofender, humilhar ou promover discurso de ódio. Há uma linha nítida entre opinião e racismo — e ela foi ultrapassada.

Mais do que indignação pontual, é necessário um movimento permanente de responsabilização. A sociedade brasileira não pode mais naturalizar o uso do discurso público como ferramenta de opressão. As plataformas digitais, o sistema judiciário, os meios de comunicação e cada pessoa que ocupa lugar de privilégio e visibilidade têm o dever de se posicionar.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade ética e histórica. Erika Hilton é alvo hoje, mas todos os dias milhares de pessoas negras, LGBTI+ e periféricas são silenciadas sem câmera, sem microfone, sem justiça.

O Brasil precisa decidir de que lado quer estar: do lado que adoece ou do lado que transforma.

Preta Gil morre aos 50 anos após batalha contra câncer no intestino

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Foto: Reprodução

A cantora, empresária e apresentadora Preta Gil faleceu neste domingo, 20 de julho, aos 50 anos, no Rio de Janeiro. Ela enfrentava um câncer no intestino desde janeiro de 2023. A informação foi confirmada por sua equipe.

Preta Maria Gadelha Gil Moreira nasceu em 8 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro. Era filha do músico Gilberto Gil com Sandra Gadelha, sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa. Desde a infância, cresceu cercada pela música e pela efervescência artística da geração Tropicália.

Após o diagnóstico de câncer, Preta passou por uma série de tratamentos, incluindo cirurgia e radioterapia. Em 2024, foi submetida a um procedimento complexo que envolveu a retirada do reto e parte do intestino. Também chegou a realizar tratamentos experimentais nos Estados Unidos em 2025. Apesar da luta intensa e do apoio público que recebeu, seu quadro se agravou nos últimos meses.

Ela deixa um filho, Francisco Gil, conhecido como Fran, músico e integrante do grupo Gilsons. Também era avó de Sol de Maria.

Uma trajetória marcada por arte, liberdade e ativismo

Preta Gil lançou seu primeiro álbum em 2003, “Prêt-à-Porter”, e desde então construiu uma carreira marcada pela autenticidade. Suas músicas transitavam entre o pop, o axé e a MPB, com destaque para faixas como “Sinais de Fogo”, “Meu Corpo Quer Você” e “Vá Se Benzer”. Era presença marcante em carnavais com seu tradicional Baile da Preta e em programas de televisão que celebravam a cultura popular brasileira.

Mais do que artista, Preta foi uma voz potente na luta contra o racismo, a gordofobia e a LGBTQIA+fobia. Sempre defendeu a liberdade dos corpos e o direito de cada pessoa ser quem é, sem pedir desculpas. Mulher preta e bissexual, fez da própria vida uma plataforma de visibilidade para pautas que ainda enfrentam resistência na sociedade brasileira.

Além da carreira artística, atuou como empresária no campo do marketing de influência e na gestão de talentos, contribuindo com o cenário cultural e midiático com uma visão inovadora e inclusiva.

Um legado que ultrapassa o palco

Preta sempre compartilhou suas experiências de forma honesta e comovente. Desde episódios de racismo e gordofobia até as alegrias da maternidade e da convivência familiar. Escolheu se chamar Preta Maria mesmo diante da resistência de um cartório, reforçando desde cedo sua afirmação como mulher negra em todos os espaços.

Sua morte representa uma grande perda para a cultura brasileira. Mas seu legado — de coragem, irreverência, amor próprio e arte — permanece vivo em sua música, em sua trajetória pública e no impacto que causou em gerações de fãs e admiradores.

Preta Gil foi mais que uma artista. Foi uma força transformadora que abriu caminhos e deixou sua marca com dignidade, afeto e potência.

Mulheres pretas periféricas são celebradas com vivência gastronômica inédita em restaurante africano

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Foto: Unplash

Ir a um restaurante pode parecer simples para alguns, mas para muitas mulheres pretas, essa ainda é uma experiência inédita. No próximo dia 26 de julho, o restaurante Biyou’Z Gastronomia Africana, em São Paulo, receberá o evento “Afeto e Ancestralidade – A força do ontem que acolhe o hoje e inspira o amanhã”, uma iniciativa independente e potente idealizada por Ana Paula Evangelista, pensada para mulheres pretas periféricas que, tantas vezes, servem — mas quase nunca são servidas.

Cerca de 30 mulheres recebidas com dignidade, beleza e afeto no Biyou’Z, serão servidas em um restaurante africano, pela primeira vez, e como protagonistas de uma celebração criada especialmente para elas. O evento é mais do que um jantar, trata-se de um gesto de reparo simbólico.

Além da vivência gastronômica africana, o evento também contará com duas atrações especiais: a rapper Cris SNJ, que lança o álbum “Cultura de Preto” em performance exclusiva, e Preta Rara, artista e historiadora.

O jantar contará com a presença da Cafeteria Ancestral, de Ana Paula, com mimos deliciosos, aromas afetivos e sabores de memória. Também será realizado um grande sorteio com marcas pretas e parceiras que fortalecem a experiência: Preta Pretinha (acessórios afrocentrados), Zarah Flor (autocuidado e beleza natural), Papoula’s Joias (joalheria autoral preta), ensaio fotográfico profissional com Yunei Rosa, entre outras.

Serviço

“Afeto e Ancestralidade – A força do ontem que acolhe o hoje e inspira o amanhã”

Data: 26 de julho de 2025

Local: Restaurante Biyou’Z Gastronomia Africana – São Paulo/SP

Instagram: @afetoeancestralidade

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