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Projeto levará dez empreendedores negros para imersão tecnológica no Vale do Silício; inscrições estão abertas

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Foto: Divulgação.

Com o título de ‘Do Silêncio ao Silício’, o programa liderado pela administradora Danielle Marques, tem como objetivo conectar empreendedores da periferia com o maior polo de inovação do mundo, o Vale do Silício, localizado na Califórnia, EUA. A iniciativa é realizada em parceria com a Startse, uma das principais referências no mercado brasileiro de startups.

Ao todo, o programa selecionará dez jovens empreendedores negros que possuam um negócio já validado, ativo e com base tecnológica em qualquer segmento. Podem se candidatar moradores de qualquer cidade do Brasil, desde que tenha domínio da língua inglesa. Caso não tenha, um curso será disponibilizado, mas é importante que o participante tenha disponibilidade para estudar pelo menos 30 minutos por dia até a data da viagem.

Para efetuar a inscrição, que vai até 20 de fevereiro, basta acessar o site oficial, clicar em se inscrever e preencher o formulário. É necessário anexar um vídeo de até dois minutos no formulário, apresentando-se. Ao retornarem do Vale do Silício, os selecionados deverão ter disponibilidade para mentorear um empreendedor periférico como contrapartida da bolsa recebida.

Danielle Marques no Vale do Silício. Foto: Divulgação.

Além das 10 bolsas integrais, a imersão no Vale do Silício irá arcar com os demais custos da viagem como: auxílio com o passaporte, visto, passagem, hospedagem e alimentação. Além de certificado, os selecionados participarão de uma imersão ao longo de uma semana, cujo roteiro prevê visitas aos polos das principais empresas de tecnologia do mundo. Nessas visitas, a partir de palestras, workshops, os jovens aprenderão novas estratégias, modelos de negócio disruptivos, tendências do mercado de trabalho e formas de gestão inovadoras para o desenvolvimento das suas carreiras como empreendedores, além de terem acesso a networking com altos executivos e players americanos com potencial de negócios e parcerias internacionais.

Também é possível apoiar o projeto. As faixas de contribuição para quem deseja ser um patrocinador do programa variam entre R$ 25.000 e R$ 500.000. A depender do aporte investido, o patrocinador receberá recompensas como ações de ativação, reels e stories durante a imersão, lives e uma palestra exclusiva ministrada por Danielle Marques, líder do projeto e administradora, especialistas em D&I e seus parceiros, Lucas Henrique, Evandro de Oliveira e Joyce Moraes.

Bloco Afro Filhos de Gandhi RJ anuncia que não desfilará no carnaval 2023 por falta de apoio financeiro

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Foto: Reprodução / Instagram.

Com 71 anos de história, o tradicional bloco afro ‘Filhos de Gandhi’, do Rio de Janeiro, anunciou nesta última noite de quinta-feira (16) que não desfilará Carnaval 2023 por falta de apoio financeiro. “Com o coração partido comunicamos que apesar dos árduos esforços de toda a equipe administrativa para celebrar o Carnaval deste ano, o bloco Filhos de Gandhi Rio de Janeiro não conseguiu nenhum apoio institucional ou patrocínio financeiro e por isso não irá realizar nenhuma apresentação no carnaval de 2023”, informou a nota oficial compartilhada pela organização do bloco.

A organização informou ainda que o Filhos de Gandhi acumulava muitas dívidas ao longo dos anos e que por conta da quitação dessas despesas o desfile deste ano precisou ser cancelado. “Estivemos ao longo de muitos anos com dívidas. Hoje conseguimos quitar todas elas, o que demandou uma soma de dinheiro muito maior que o valor total arrecadado ao longo do ano de 2022”, informou a organização.

Apesar da triste notícia, o bloco espera que em 2024 consiga desfilar mais uma vez. A nota destaca uma situação de adimplência após a quitação das dívidas. “O bloco está adimplente e apto a participar de licitações e editais, o que antes não era possível. E isso é uma vitória. E para que essa vitória pudesse ser conquistada o desfile precisou ser sacrificado. Pois somente poderia ser realizado com mais investimentos pessoais. Lamentamos essa notícia. Contamos com a compreensão e união de todos para que em 2024 possamos realizar o melhor desfile de toda a história do Filhos de Gandhi Rio de Janeiro“.

Liderado por Margareth Menezes, Ministério da Cultura anuncia R$ 450 milhões para o audiovisual brasileiro

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Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Na última quarta-feira (15), a ministra da cultura, Margareth Menezes anunciou que a pasta irá destinar R$ 450 milhões para projetos de audiovisual em todo o Brasil. De acordo com comunicado realizado pela pasta, mais de 250 projetos cinematográficos das cinco regiões do Brasil devem ser contemplados.

“O Minc voltou e estará presente em todos os estados e regiões! Concluímos os resultados dos editais de cinema e podemos dar início à contratação de mais de 250 projetos cinematográficos, de todas as regiões do Brasil. Os novos filmes chegarão às telas graças aos investimentos superiores a R$ 450 milhões no audiovisual brasileiro”, celebrou a ministra durante cerimônia, em Fortaleza (CE).

A “Chamada Pública Cinema – Novos Realizadores” selecionou trabalhos de produtores independentes de obras cinematográficas brasileiras de longa-metragem de ficção, documentário e animação com destinação inicial ao mercado de salas de exibição, apresentadas por meio de produtoras brasileiras independentes. 

O anúncio do resultado fecha o ciclo de seleção dos seis editais voltados ao mercado de salas de exibição lançados pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). Com recursos provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), o edital deve contemplar, inicialmente, 64 projetos cinematográficos com investimentos de R$ 108,5 milhões. O resultado deve ser divulgado depois do Carnaval. 

Em janeiro, a ministra da cultura, havia anunciado o desbloqueio de quase R$1 bilhão da Lei Rouanet. O dinheiro foi retido no governo anterior e o desbloqueio beneficiará mais de 1,8 mil projetos.

Dona Ivone Lara, a primeira mulher a integrar uma ala de compositores

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Foto: Agência O Globo

Por: Ricardo Côrrea

No que se refere ao carnaval, Dona Ivone Lara cravou seu nome na história como a primeira mulher a integrar uma ala de compositores. A sambista carioca nasceu em 1921, e como bem sabemos a cultura machista era totalmente normalizada naqueles tempos, a maioria dos homens consideravam que “lugar de mulher era pilotando o fogão”. Também tinha o racismo seguindo a todo o vapor, pois a abolição da escravatura havia acontecido há um pouco mais de três décadas. Então, a relação entre o machismo e o racismo tornava os desafios das mulheres negras mais difíceis. Não que essa condição tenha mudado nos dias atuais, a tripla opressão (raça, gênero e classe) continua sendo determinante em suas vidas. E como Dona Ivone Lara estava consciente dessas questões, optou pela busca de estabilidade profissional/econômica, em vez de se dedicar de “corpo e alma” à música.

Depois do falecimento do pai, a mãe de Dona Ivone Lara a colocou em um  internato exclusivo para mulheres onde ficou até os dezessete anos; nesse período a sua mãe também veio a falecer. No internato estudou música erudita, e se destacou. Uma das suas professoras e admiradora foi Lucília Villa-Lobos, casada com  maestro e compositor Heitor Villa-Lobos. No entanto, em casa o clima era diferente, Dona Ivone Lara respirava samba com amigos, parentes, comunidade “O samba estava muito presente na minha vida desde cedo, na casa dos meus tios, dos meus pais, e não era uma coisa malvista por eles, pelo contrário. Era apreciado, respeitado, e até incentivado.” Certo dia, Dona Ivone Lara foi atrás do primo Fuleiro, também compositor, para que apresentasse as  suas músicas  nas rodas de samba, mas sem mencionar a sua autoria (não esqueçamos do machismo da época). Ela até ficava satisfeita vendo a receptividade do povo com relação às musicas, mesmo que ninguém soubesse que eram escritas por ela. A artista continuava determinada na busca da estabilidade “Desde cedo aprendi que quem tinha que cuidar de mim era eu mesma.”

Foto: Agência O Globo

Dona Ivone Lara entrou de cabeça na área de enfermagem, e depois de formada foi contratada na instituição psiquiátrica Colônia Juliano Moreira; tempos depois estudou para assistente social, e entrou no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II onde se aposentou. Paralelo às atividades profissionais, tocava caquinho, cantava, envolvia-se no meio dos sambistas, nas atividades das escolas de samba, especificamente, a escola Prazer da Serrinha. Para participar do Carnaval, agendava as férias do trabalho nesse período.

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano foi fundado no dia 23 de março de 1947,  nesse mesmo ano Dona Ivone Lara integrou oficialmente a ala de compositores. E, em 1965, assinou o samba enredo “Os cinco bailes da história do Rio” junto com os compositores Silas de Oliveira e Bacalhau. Um marco na história das escolas de samba. A escola de samba Império Serrano conquistou o vice-campeonato com o enredo, e dali em diante Dona Ivone Lara começou a ganhar notoriedade, entretanto, a dedicação integral no mundo da música aconteceu somente depois da aposentadoria, aos 56 anos. Após a belíssima carreira, faleceu em 2018.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BURNS, Mila. Nasci pra sonhar e cantar – Dona Ivone Lara: a mulher no samba. Rio de Janeiro: Record, 2009.

“Estão bem e em segurança”, assessoria de Péricles emite comunicado após assalto

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Foto: Reprodução

O cantor Péricles sofreu um assalto na noite da última quinta-feira (16), quando saía da casa da mãe em Santo André, região metropolitana de São Paulo. Ele estava acompanhado da esposa, Lidiane Faria e da filha, Maria Helena Faria, de 3 anos, quando a família por surpreendida por ladrões armados armado que levaram o carro do músico.

O vídeo do momento em que o cantor e a família foram rendidos pelos bandidos circulou em diversos perfis nas redes sociais.  

Nesta manhã, a assessoria de Péricles emitiu um comunicado comentando sobre o ocorrido e tranquilizando os fãs.

“Conforme noticiado pela imprensa e publicado em diversas páginas das redes sociais, confirmamos a informação de que o cantor Péricles foi assaltado na noite desta quinta-feira (16).

Ele teve seu automóvel roubado mas, graças a Deus, o incidente não teve maiores consequências. Péricles estava acompanhado de sua esposa Lidiane Faria e sua filha Maria Helena.

Informamos que eles estão bem e eme segurança. Agradecemos a preocupação e as manifestações de carinho enviadas ao cantor e sua família.”

Guia de Afroblocos no Carnaval 2023: onde ir e o que vestir

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Foto: Peça da ‘Coleção Abadá’. Foto: Mercado Livre / Divulgação.

A folia negra é genuína em diversidade e possui uma história rica e significativa, e os afroblocos são peças fundamentais para a valorização da identidade e da cultura negra no Carnaval brasileiro. Hoje, representam uma forma de resistência em meio ao processo de embranquecimento dessa celebração, que tem sido observado ao longo dos anos. 

Este ano, diversos afroblocos desfilam no carnaval, por isso, reunimos em parceria com o Mercado Livre algumas sugestões pelo país, começando pelo dia 17 de fevereiro:

Bloco Ilú Obá de Min – Akíkanjú: Pensamento e Bravura de Sueli Carneiro

Onde: São Paulo, Rua Conselheiro Broteiro, 195

Data: 17 de fevereiro, 14h

Bloco Chamego Afro Reggae

Onde: Salvador, no Circuito Contra Fluxo, Rua Chile

Data: 17 de fevereiro,17h35

Bloco Laroyê Arriba

Onde: Salvador, no Circuito Contra Fluxo, Rua Chile

Data: 17 de fevereiro,17h45

Bloco Preto Zumbiido Afropercussivo

Onde: São Paulo, no Largo do Paissandu

Data: 18 de fevereiro, 13h

Bloco QuilomboLAB

Onde: São Paulo, no Santana

Data: 18 de fevereiro, 13h

CarnaBlack: Bloco de Carnaval Black

Onde: Rio de Janeiro, na Rua 13 de Maio (centro)

Data: 18 de fevereiro, 12h

Bloco Afoxé Filhos de Gandhi

Onde: Rio de Janeiro, na Praça da Harmonia (Saúde)

Data: 18 de fevereiro, 14h

Bloco Bahianidade

Onde: São Paulo, na Rui Barbosa , 658 (Bela Vista)

Data: 19 de fevereiro, 10h

Bloco Afro Angola Janga

Onde: Belo Horizonte, na Praça Rui Barbosa

Data: 19 de fevereiro, 12h

Bloco Afoxé Bandarerê

Onde: Belo Horizonte, Praça México, Concórdia

Data: 19 de fevereiro, 14h

Bloco Afro Édisanto

Onde: São Paulo, Casa de Cultura M’Boi Mirim

Data: 20 de fevereiro, 15h30 

Bloco Afoxé Raízes Africanas

Onde: Rio de Janeiro, Copacabana

Data: 20 de fevereiro, 14h

Bloco Afoxé Ilê Oyá

Onde: Salvador, no Circuito Confra Fluxo, Rua Chile

Data: 20 de fevereiro, 16h15

Bloco Afoxé Omí Aiye

Onde: São Paulo, São Miguel Paulista

Data: 21 de fevereiro, 14h

Bloco Afro Magia Negra

Onde: Belo Horizonte, Praça Gabriel Passos (Concórdia)

Data: 22 de fevereiro, 12h

Apesar da beleza e grande riqueza cultural, a manutenção e continuidade dos afroblocos não é uma tarefa fácil. Infelizmente, muitos blocos tradicionais negros deixam de desfilar pelas ruas do Brasil devido à falta de apoio ou recursos financeiros.

Neste mês de fevereiro, o Mercado Livre, em parceria com a Feira Preta, lançou a ‘Coleção Abadá’, reunindo peças que valorizam e celebram a ancestralidade da cultura preta. Questionando o uso que foi dado ao abadá ao longo dos anos, a campanha  ajuda a contar esse lado pouco valorizado da história, trazendo ainda mais visibilidade para marcas e empreendedores negros.

Os empreendedores e criadores Nazura, Cléo Dias e Augusto Ribeiro foram responsáveis por desenvolver as peças da coleção inspiradas em afroblocos. “É muito importante participar de projetos que ampliam o que eu não conseguiria fazer sozinha”, diz Nazura, responsável por criar peças inspiradas no Afoxé Maxambomba para sua marca homônima.“A partida para a criação foram as cores do Olodumaré com essa coisa Bahia e Rio de Janeiro”, conta o design Augusto Ribeiro, que se inspirou no bloco Olodumaré para desenvolver as peças assinadas pelo Studio Aurum. Já Cléo Dias, que se inspirou no bloco Tafaraogi para criar as peças da Casa Cléo, destaca a importância da coletividade para a construção do projeto. “O encantamento veio desse coletivo, tem que ser bom pra mim e tem que ser bom pro outro”, destaca ela. “A parceria Mercado Livre, a Feira Preta, os outros empreendedores, isso tudo tem uma força imensa”. Os itens já estão disponíveis na loja oficial da Feira Preta, no Mercado Livre, e são uma ótima opção para curtir esse carnaval. 

Peça da ‘Coleção Abadá’. Foto: Mercado Livre / Divulgação.

“Há seis anos fortalecemos o afroempreendedorismo na América Latina, por meio da inclusão digital, da geração de renda e da valorização da cultura afro. Atuamos em parceria com a PretaHub para democratizar oportunidades e reduzir desigualdades sociais e geográficas, conectando saberes e pessoas por meio dos nossos programas, produtos e serviços”, destaca Laura Motta, gerente sênior de Sustentabilidade do Mercado Livre.  “A essência do carnaval está associada à ideia de democracia, de liberdade e de ocupação dos espaços pela diversidade, e é com esse propósito que o Mercado Livre abre alas para que empreendedores e afroblocos tenham seu lugar de destaque e de direito”, completa. 

O Mercado Livre vai, ainda, apoiar financeiramente esses mesmos três blocos que inspiram a coleção e deixaram de desfilar, permitindo que se reestruturem ao longo de 2023 e que voltem a sair pelas ruas do Rio de Janeiro em 2024. O Afoxé Maxambomba é um dos mais notáveis da baixada fluminense e está inativo desde 2015. Já o Tafaraogi, movimento afro pioneiro na zona oeste carioca, fez seu último desfile há oito anos. O bloco Olodumaré, que tem influência do baiano Olodum, não desfila desde 2019.

Peça da ‘Coleção Abadá’. Foto: Mercado Livre / Divulgação.

“No Rio de Janeiro, os afroblocos não têm incentivo público. Se tivéssemos trabalho direcionado para nossos blocos, poderíamos manter nossos projetos. Sendo assim, nós precisamos trabalhar o ano inteiro em várias comunidades, realizando projetos próprios, para ocupar os adolescentes, além de contar com colaboradores da própria comunidade”, diz Carlos Eduardo Oliveira, presidente e fundador do Bloco Tafaraogi. “Agora, com este incentivo do Mercado Livre, nós teremos a oportunidade de voltar ao mercado de trabalho, abrindo nossas oficinas de percussão, dança, canto, capoeira, dentre outras.”

Para Arlene Maria Camargo, presidente do bloco Afoxé Maxobamba, os afroblocos levantam a bandeira da luta contra o racismo a partir da valorização da identidade negra e da promoção de ações culturais, educativas e de formação profissional. “Esta realidade pode ser mudada a partir de ações que valorizem a cultura, por meio de oficinas para formação de profissionais, como percussionistas, dançarinos, intérpretes, modelistas, cabeleireiros, costureiras, desenhistas e outras diversas atividades que estão ligadas direta e indiretamente à cultura dos blocos afro. Precisamos de incentivo público e que os empresários voltem o olhar para os blocos afro, a exemplo desta ação de incentivo do Mercado Livre”, diz Arlene. “Precisamos também de editais específicos para blocos afro serem vistos como produtores de cultura e renda. Blocos afro é festa?  Não! Blocos Afro são tradição, cultura, economia criativa, trabalho, emprego, renda, empoderamento, valorização e autoestima.”

Walmir Dias, presidente do bloco Olodumaré, considera que o incentivo é a chave principal para a manutenção e continuidade dos afroblocos.  “O Bloco afro hoje é como as Escolas de Samba nos anos 70, que não tinham tanta valorização como têm atualmente, e ano a ano foi ganhando notoriedade, chegando aos dias de hoje como um forte gerador de emprego, renda e também como difusor da cultura afro descendente para todos os cantos do mundo. E os blocos afro podem também se tornarem um grande difusor da nossa cultura”, destaca ele.

Esse é um conteúdo pago por meio de uma parceria entre o Mercado Livre e site Mundo Negro.

Cabelo das mulheres negras têm mais chances de ser percebido como pouco profissional, revela pesquisa

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Foto: Divugação

O cabelo das mulheres negras, com base nas texturas naturais e estilos relacionados a penteados e tranças, por exemplo, é 2,5x mais provável de ser percebido como pouco profissional, revela a pesquisa realizada pela Dove em parceria com o LinkedIn, nos Estados Unidos.

Devido ao racismo, duas em cada três mulheres negras alisaram o cabelo para ir à uma entrevista de emprego, segundo o ‘Estudo de Pesquisa no Local de Trabalho – Crown 2023‘. O medo de não ser bem-sucedida nos processos seletivos acomete 54% das mulheres negras. Além disso, 25% acreditam que foram reprovadas em uma entrevista por este motivo.

Quem optou por manter os cabelos crespos ou cacheados tem 2x mais chance de sofrer microagressões no local de trabalho, do que mulheres negras com cabelos mais lisos.

O estudo ouviu 2.990 mulheres com idades entre 25 e 64 anos. Com isto, também foi revelado que quase metade das mulheres negras com menos de 34 anos são as que mais têm se sentido pressionadas a alisar o cabelo.

Os dados coletados entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 mostram que 20% das mulheres com idades entre 25 e 34 anos já foram demitidas em razão do cabelo.

A pesquisa foi conduzida em nome da Dove pela JOY Collective e Modulize, keting, data and analytics para comunidades policulturais. Clique aqui para ver mais!

‘Young Love’: série spin-off do premiado curta ‘Hair Love’ estreia na HBO Max em 2023

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Foto: Divulgação

Young Love“, série animada baseada no curta “Hair Love“, vencedor do Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação em 2020, encerrou a produção da primeira temporada e estreia na HBO Max em 2023.

“Nós encerramos oficialmente a produção da primeira temporada de Young Love. Nossa nova série animada continua de onde Hair Love parou. Mal posso esperar para compartilhar mais”, escreveu o diretor Matthew A. Cherry no Twitter, nesta quinta-feira (16).

O filme conta a história da família Young, incluindo a filha Zuri e o pai Stephen, que embarcam em uma jornada para aprender a fazer o cabelo com a ajuda de tutoriais deixados por sua mãe, Angela, que está fora de casa.

O sucesso do curta levou o diretor a assinar um novo contrato de vários anos com a Warner Bros. Television em junho de 2020. No mês seguinte, foi confirmado que a série spin-off ‘Young Love’. Segundo Cherry, com 12 episódios que abordarão elementos cotidianos como paternidade, casamento, carreiras e problemas sociais.

‘Rainhas Africanas’: Netflix lança série sobre a história da rainha guerreira Njinga

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Foto: Divulgação / Netflix.

A série ‘Rainhas Africanas: Njinga’ foi lançada na Netflix nesta última quarta-feira (15). Com produção executiva de Jada Pinkett Smith, a obra retrata a vida de importantes e icônicas rainhas do continente africano. A primeira temporada conta a história de Njinga, a cativante e destemida líder guerreira de Dongo e Matamba, hoje Angola.

No século 17, Njinga foi a primeira governante feminina do país. Ela conquistou sua reputação por misturar habilidades políticas e diplomáticas com conhecimento militar, tornando-se um símbolo de resistência. Ao contrário da maioria dos documentários ocidentais modernos, que dependem exclusivamente de historiadores americanos para recontar (ou interpretar mal) aspectos da história africana, Pinkett-Smith e a equipe garantiram a precisão histórica convocando vários historiadores africanos para construir a série.

Rainhas Africanas: Njinga. Foto: Netflix.

“Agora é um momento sábio para lançar ‘Rainhas Africanas’, pois ‘A Mulher Rei’ e ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre’ tornaram mais fácil para a Netflix contar essa história”, disse Jada. “Esperamos que isso possa inspirar a próxima geração“. A ideia da obra veio de Pinkett Smith e de sua filha, Willow Smith. Tudo surgiu com o questionamento: “Quem são as rainhas africanas e por que não sabemos sobre elas?”

Para a 2ª temporada, caso seja aprovada pela Netflix, ‘Rainhas Africanas’ abordará a história de Cleópatra, a rainha do Egito.

Com shows de Àttooxxá, Luedji Luna e Karol Conká, BATEKOO estreia no Carnaval de Salvador

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Foto: Lucas Hirai | Batekoo

Criada em Salvador, a festa BATEKOO fará sua estreia no Carnaval da capital baiana comandando os afters oficiais da cidade, na Praça Castro Alves, no centro histórico da cidade, entre os dias 17 e 21 de fevereiro com shows de Luedji Luna, Deize Tigrona, Karol Konká e Àttooxxá.

“Essa iniciativa marca o novo momento da folia no centro histórico, onde tudo começou. A praça Castro Alves vai se tornar o palco da juventude, sobretudo negra e LGBTQIA+. Um espaço de valorização de estéticas e culturas pretas que, passeando pelos mais diversos ritmos afrodiaspóricos do Brasil e do mundo, celebra a diversidade racial, sexual e de gênero a partir da música, performances e artes visuais”, comenta Mauricio Sacramento, CEO, fundador e diretor criativo da BATEKOO.

Com uma extensa programação, a festa começa na sexta-feira, dia 17/02, com a concentração às 22h na Praça Municipal, em frente ao Elevador Lacerda e seguirá até a Castro Alves. Onde o trio se estabelece com apresentações de O Maestro, Freshprincedabahia + Fall Clássico, Mirands e Neftara. No sábado, 18, Swing do T10, Deize Tigrona e DMT. No domingo, 19, Dj Cleiton Rasta, Tia Carol e Tícia são as atrações. Já na segunda-feira, 20, Luedji Luna, Mu540 e Karol Conká comandam a folia. O grupo de pagodão baiano Àttooxxá, além de Evylin que convida Vírus e Irmãs de Pau se apresentam na noite de encerramento da festa. Afrobapho e Cristiane Mascarenhas também realizam suas performances durante a agenda que acontecerá, sempre, das 0h às 3h.

“A curadoria do palco foi feita pensando em como podemos falar de negritude a partir de uma visão afrobrasileira. Ele foi pensado para ser diverso, plural e único. Muitos dos artistas nunca se apresentaram em Salvador e ao mesmo tempo damos destaque pra cena underground e periférica local que movimenta os centros durante o ano inteiro.”, ressalta Mauricio Sacramento.

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