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Mulheres que amam na maturidade

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Foto: Reprodução

Namorar depois na maturidade é um tabu entre casais negros. É como se estivessem realizando algo estranho. Na publicidade, raramente você vê casais negros maduros. Imagine um casal de namorados! Na novela “Dona de mim”, Yara (Cyda Moreno) e Jussara (Vilma Melo) rompem com o preconceito e se permitem namorar na maturidade.

Um acontecimento considerado corriqueiro entre os jovens, mas desafiador depois de determinada idade. A paixão se renova, o cuidado com o corpo ganha outro significado, o olhar para o parceiro ou parceira ganha momento de entusiasmo, pela redescoberta de como é gostoso sonhar e amar. Os filhos ficam desconfiados e muitos duvidam que os mais velhos possam ter desejos de namoro, de ficar juntos; é como se o amor tivesse prazo de validade, algo inexequível, impossível e improvável para pessoas com mais idade! Como estão enganados!

A vida nos traz surpresas e aventuras inesperadas, independente da idade. Os olhares de Yara e Jussara são exemplos de poesia. São imagens alegres e divertidas. Reconhecem o desafio de retomar a vida a dois, mas retomam com alegria e disposição, e muita beleza, o destino de suas vidas.

Como são bonitas! A interpretação das duas mulheres negras da periferia tem um ar natural de elegância e beleza. Há uma desmitificação do fato que pontua que, após determinada idade, não existiria vida amorosa ou sexual. Cenas simples, como se preparar para ir a uma festa, se transformam em verdadeiros acontecimentos, com ida ao cabeleireiro do bairro ou a confecção de um vestido pela costureira. Toda uma economia é movida para atender às expectativas daquelas mulheres que ousam amar.

A luta destas mulheres negras pela sobrevivência e os cuidados com os filhos e os netos não deixam de ser um alerta de que a vida não é fácil. Exige trabalho duro, disciplina, fé ,apoio da comunidade e uma luta permanente para que elas se mantenham como referência de dignidade. A vida na periferia exige solidariedade e o maior desafio que é acreditar nos seus sonhos.

A interpretação das atrizes Cyda Moreno, como Yara, e Vilma Melo, como Jussara, possibilitam um debate que envolve homens e mulheres negras, questão muito bem registrada pela escritora bell hooks, que escreveu algo profundo quando disse: “Muitas mulheres negras sentem que em suas vidas existe pouco ou nenhum amor. Essa é uma de nossas verdades privadas que raramente é discutida em público. Essa realidade é tão dolorosa que as mulheres negras raramente falam abertamente sobre isso”. Eu acrescentaria que raramente os homens negros se permitem conversar sobre o assunto. Exige coragem e desprendimento. Em uma reunião só de homens, pouco se conversa sobre esse ponto que mexe com valores e lugares escondidos na alma masculina. Poucos têm a coragem de admitir. Mas quando o coração relaxa, alguns confidenciam e admitem que sentem que em suas vidas existe pouco ou nenhum espaço para o amor.

Jason Weaver recusou US$ 2 milhões e hoje recebe royalties vitalícios por dar voz a Simba no filme clássico “O Rei Leão”

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Foto: reprodução

Jason Weaver, o ator e cantor que deu voz ao jovem Simba no clássico animado O Rei Leão, lançado em 1994, revelou em entrevista ao canal do YouTube, VladTV,  que continua recebendo royalties pelo filme, graças à visão estratégica de sua mãe. Segundo ele, os ganhos acumulados ultrapassam US$ 1,9 milhão (cerca de R$ 10 milhões na cotação atual). 

Na entrevista concedida em 2019, Weaver contou que recebeu uma oferta inicial de US$ 2 milhões para cantar as músicas do filme, incluindo sucessos como “I Just Can’t Wait to Be King” e “Hakuna Matata”. Na época, sua mãe insistiu em negociar um acordo que incluísse royalties futuros, prevendo o potencial de relançamentos da Disney. 

“Ela conseguiu enxergar o cenário e pensar: ‘Isso vai render muito dinheiro com o tempo. E o que acontece quando meu filho fizer 40 anos? Ele ainda vai receber um cheque?’”, disse Jason Weaver. “Com certeza, ela estava absolutamente certa”, afirmou. 

O filme, que completou 30 anos em 2024, foi relançado ao menos sete vezes em formatos como VHS, DVD e Blu-ray. O remake em CGI (2019) também impulsionou a procura pela versão original, aumentando os ganhos do ator. Além disso, o “live-action” do filme que conta a história de Mufasa, pai de Simba, foi lançado nos cinemas em 2024.

Curiosamente, O Rei Leão não era considerado prioridade pela Disney durante a produção. O estúdio via Pocahontas (1995) como seu carro-chefe, enquanto o musical africano era tratado como um projeto secundário. O filme chegou a ser chamado internamente de “Bambi na África”, segundo o produtor Don Hahn. 

Weaver afirmou que os royalties serão herdados por seus filhos e netos. “Se ela não tivesse feito isso, teria sido um dos maiores erros da minha carreira”, concluiu. 

Afeto, carreira e poder: a roda de mulheres negras que está mudando o jogo em Salvador

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Fotos: Andreza Mona

Na última semana, Salvador testemunhou mais do que um encontro profissional, presenciou um movimento. A segunda edição da Ciranda Preta, realizada no charmoso restaurante Solar Gastronomia, no Rio Vermelho, reuniu cerca de 80 mulheres negras de diferentes áreas de atuação como comunicação, direito, economia, eventos, saúde e poder público.

Criada por Danielle Pires e Najara Black, a Ciranda Preta nasceu do desejo de unir mulheres negras em espaços de prestígio, muitas vezes pouco ocupados por elas, e transformar jantares em pontes para o futuro. Mais que networking, trata-se de reivindicar presença e ocupar mesas que antes pareciam reservadas a poucos.

Se a proposta inicial era criar conexões estratégicas para impulsionar carreiras e gerar negócios, o que se viu foi um mergulho coletivo em afeto, autoconfiança e pertencimento. Entre taças erguendo brindes e sorrisos soltos, a alegria,  tão característica da cultura baiana, costurou novas histórias e aproximou profissionais que, até então, nunca haviam se encontrado.

“Foi um espaço seguro para ser quem somos e dizer sem medo: ‘eu quero crescer e quero levar outras comigo’”, resumiu Josi Querino, sócia-diretora da Pau Viola Entretenimento. E os resultados falam por si: segundo a organização, 85,7% das presentes vislumbram novas oportunidades de negócios, saíram mais confiantes e acreditam que a rede seguirá rendendo parcerias concretas.

Essa movimentação não é isolada. Segundo o Sebrae, empreendedoras negras já representam mais de 35% das donas de negócios no Brasil, mas ainda enfrentam barreiras para acessar crédito, clientes e redes de influência. Iniciativas como a Ciranda Preta atuam exatamente nesse gargalo: conectar talento e oportunidade.

Além disso, estudos do McKinsey & Company mostram que empresas com diversidade étnico-racial em cargos de liderança têm 36% mais chances de alcançar desempenho financeiro acima da média. Quando se cria um ecossistema onde mulheres negras se fortalecem mutuamente, o ganho não é só individual, é econômico, social e cultural.

Esta iniciativa ser em Salvador é simbólica. A cidade, marcada pela força da ancestralidade negra, oferece o cenário perfeito para um movimento que une identidade, excelência e leveza. A alegria, presente do primeiro ao último brinde, foi catalisadora da sensação de pertencimento. Mesmo para quem chegou sozinha, era impossível não sair com novos contatos e novas amigas.

A Ciranda Preta prova que, quando mulheres negras se encontram com intenção, o impacto ultrapassa as paredes de um restaurante. É sobre carreira, mas também sobre saúde emocional. É sobre negócios, mas também sobre afeto. É sobre agora, mas sobretudo sobre o futuro.

E para Salvador, a mensagem é clara: a cidade não será a mesma depois dessas rodas de conversa e afeto. Porque, no fundo, cada gargalhada ecoada no Solar Gastronomia era também um ato político.

Vida longa à Ciranda Preta!

Feira Afro do Valonguinho destaca gastronomia ancestral em evento no Centro do Rio

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Foto: Divulgação

A gastronomia afro-brasileira será um dos destaques da Feira Afro do Valonguinho, que ocupa o Jardim Suspenso do Valongo neste sábado (16), no Centro do Rio. Com entrada gratuita, o evento promove saberes ancestrais por meio de pratos como acarajé, feijoada da Tia Célia e o famoso mate da Casa.

Organizada pelo Instituto Cena Portuária e pelo casarão, reconhecido como Ponto de Cultura e Casa Ancestral pela Prefeitura do Rio, a feira reforça a conexão entre culinária, história e identidade negra na Pequena África, região central na diáspora africana no Brasil.

Além dos quitutes tradicionais, os visitantes poderão experimentar cervejas artesanais e outras iguarias em meio a apresentações culturais. O acarajé, símbolo da culinária de raiz afro-baiana, e a feijoada da Tia Célia, preparada há décadas no Morro do Valongo. Já o mate da Casa, bebida típica do casarão, é uma herança de preparos ancestrais, combinando erva-mate, gengibre e limão em uma receita que reflete a fusão de influências africanas e indígenas.

O evento também oferece visita ao Casarão Cultural João de Alabá, espaço que homenageia o babalorixá João de Alabá, fundador de um dos primeiros terreiros de candomblé do Rio. No local, a exposição “12 Orixás Adesivados”, da artista Jussara Di Medeiros, dialoga com a proposta de valorização da cultura afro-brasileira.

Para quem quiser estender o passeio, o casarão promove ainda visitas guiadas, sessões de cinema e passeios pela Vila do Iguassú, reforçando o turismo de base comunitária na região portuária.

Serviço
📅 Data: 16 de agosto de 2025 (sábado)
🕘 Horário: a partir das 9h
📍 Local: Jardim Suspenso do Valongo – Rua Camerino (Pequena África), Centro, Rio de Janeiro
🎟 Entrada: gratuita
📱 Informações: @casaraoalaba

Vitrine e vulnerabilidade: adultização e desigualdade deixam crianças negras mais desprotegidas nas redes

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A discussão sobre adultização de crianças nas redes sociais voltou à tona no Brasil. Não é só sobre look do dia, dancinhas e mini-influenciadores. É sobre como plataformas, marcas e adultos transformam meninas e meninos em produtos de entretenimento e consumo, empurrando limites de aparência, sexualidade e privacidade.

Fora das telas, os números oficiais mostram um país em que a violência sexual contra crianças e adolescentes segue alta e subnotificada, atingindo de forma desproporcional a população negra. Diante desse quadro, grupos criminosos miram crianças em maior vulnerabilidade, muitas vezes com convites falsos de fama e visibilidade on-line. A falta de letramento digital, a baixa escolaridade e a pobreza formam um combo que abre portas para aliciadores, enquanto as grandes plataformas demoram a agir com a proteção devida.

Entre 2021 e 2023, mais da metade das vítimas de violência sexual de 0 a 19 anos registradas no sistema de saúde eram crianças e adolescentes negros, pretos e pardos. No mesmo recorte, 48,3 por cento tinham entre 10 e 14 anos e 87,3 por cento eram meninas. Em 2021, as notificações do Ministério da Saúde já indicavam maior proporção de vítimas pretas e pardas tanto na infância, de 0 a 9 anos, quanto na adolescência, de 10 a 19.

A lógica do turismo sexual, que por décadas atraiu ao país homens interessados em exotizar corpos negros, migrou para o digital. Plataformas transformam crianças em vitrines permanentes, algoritmos ampliam o alcance e a distância geográfica deixa de ser barreira para que aliciadores acessem meninas negras.

No ambiente digital, a exposição é massiva. A TIC Kids Online mostra que 88 por cento dos usuários de internet de 9 a 17 anos possuem perfil em redes sociais. Entre 15 e 17 anos, são 99 por cento. Instagram, YouTube, TikTok e WhatsApp dominam o cotidiano desses jovens.

Adultização não é só “estilo”

Quando perfis tratam crianças, sobretudo meninas negras, como miniadultas, a mensagem normalizada é a de que a infância negra pode ser sexualizada e comercializada. Não por acaso, os registros apontam que a violência acontece majoritariamente em casa e com agressores conhecidos. A lógica que naturaliza a adultização enfraquece barreiras de proteção.

Há também um viés cultural documentado. Estudo do Georgetown Law Center on Poverty and Inequality, nos Estados Unidos, demonstrou o adultification bias. Em todas as faixas da infância, a partir dos 5 anos e de forma acentuada entre 10 e 14, adultos tendem a ver meninas negras como menos inocentes e mais maduras do que meninas brancas da mesma idade. Embora a pesquisa seja norte-americana, o Brasil compartilha estruturas raciais que produzem percepções semelhantes.

O papel das plataformas e das marcas

Plataformas precisam aprimorar verificação etária, reduzir recomendação e monetização de conteúdo que adultiza crianças e reforçar moderação e canais de denúncia. Marcas e agências devem revisar contratos com creators mirins, desestimular figurinos e roteiros sexualizantes e não impulsionar conteúdos que transformem a infância em ativo comercial. Há marco legal suficiente para responsabilização, falta cumprimento e fiscalização efetivos.

O que famílias e escolas podem fazer agora

• Adiar o smartphone próprio e acompanhar o uso na adolescência

• Não liberar telas para menores de 2 anos, observar a classificação indicativa de apps e redes

• Estabelecer regras de privacidade e evitar a postagem de imagens íntimas de crianças

• Conversar sobre consentimento e aliciamento on-line, inclusive com meninos

• Em caso de exposição indevida ou conteúdo abusivo, documentar, denunciar e não compartilhar

Serviço: como denunciar

• SaferNet, canal anônimo para denunciar conteúdos ilegais envolvendo violações de direitos de crianças na internet

• Disque 100, Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, recebe denúncias on-line e off-line

• Polícia Civil e delegacias especializadas no seu estado

Museu Bispo do Rosário celebra cultura popular com Arraiá da Vizinhança neste sábado na Zona Oeste do Rio

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Fotos: Institucional Museu Bispo do Rosario | Alex Motta/Divulgação Museu Bispo do Rosario

O Museu Bispo do Rosário celebra neste sábado, 16 de agosto, a última edição do Festival Mostra+ 2025, com o tema Arraiá da Vizinhança. A festa acontece no Núcleo Histórico Juliano Moreira, na Colônia, Zona Oeste do Rio, das 14h às 20h, e promete um verdadeiro “último grito” dos festejos juninos, com entrada gratuita e programação voltada para toda a família.

O evento resgata e valoriza a cultura popular brasileira com uma programação diversa. No palco a céu aberto, o público poderá curtir shows de forró e música do Norte e Nordeste. Entre as atrações estão o grupo Malungo Dengo, que revive clássicos de João do Vale, Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Gilberto Gil e Cátia de França; Jackson dos Teclados, com repertório de forró eletrônico, seresta, piseiro e arrocha; e a DJ Tha Redig, amazônida, que mistura ritmos tradicionais como samba, carimbó, forró e brega com beats contemporâneos.

A Quadrilha de Gigantes promete animar o público com pernaltas, coreografias coletivas e personagens típicos dos festejos juninos, como espantalhos, noivos e São João. Quem também participa é a Roda de Forró do CECCO Pedra Branca, formada por alunos das oficinas de música do centro cultural, garantindo um encontro cheio de aprendizado e celebração para todas as idades. Crianças terão atividades lúdicas conduzidas pelos arte-educadores do museu e do CAPSi Eliza Santa Roza.

Para a curadora geral, Carolina Rodrigues, o festival é mais do que festa:
“O Arraiá da Vizinhança se constitui como um importante movimento de integração do Museu Bispo do Rosário com a comunidade da Colônia Juliano Moreira e agentes culturais da Zona Oeste. É um momento de construção coletiva, celebração e fortalecimento de vínculos com o território.”

O festival também carrega a memória e o legado de Arthur Bispo do Rosário, artista negro, nordestino, que passou 49 anos internado na Colônia Juliano Moreira. Sua obra valoriza a resistência, a criatividade e a vida comunitária em um espaço marcado por isolamento e exclusão social. O museu, que leva seu nome, vai além dos muros de exposição, atuando como território pedagógico e cultural aberto à comunidade.

O Arraiá da Vizinhança conta com comidas típicas, feira de economia criativa, apresentações culturais e diversas atrações interativas, reforçando a importância da cultura popular como ferramenta de integração social.

Serviço:
Data: 16 de agosto (sábado)
Horário: 14h às 20h
Local: Núcleo Histórico Juliano Moreira – Estrada Rodrigues Caldas, 3428, Taquara, Rio de Janeiro
Entrada: gratuita e classificação livre

‘Diamantes na Cozinha’ abre curso gratuito de Assistente de Bartender no Rio

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Foto: reprodução

O Diamantes na Cozinha abriu inscrições para uma nova turma do curso gratuito de Assistente de Bartender, com aulas presenciais no Hotel Rio Othon Palace, em Copacabana, Rio de Janeiro (RJ). A iniciativa é resultado de uma parceria com o hotel, a escola de coquetelaria Bar Skull, referência no ensino de bar, e o Carta Black, plataforma que valoriza e conecta bartenders e profissionais da gastronomia, com atenção especial a nomes negros de destaque no setor.

A realização desta edição foi possível graças ao reconhecimento do fundador e presidente do projeto, João Diamante, que em 2024 recebeu o prêmio “Campeões da Mudança” do prestigiado 50 Best Restaurants, como melhor projeto social de gastronomia do mundo.

Segundo João Diamante:
“Lançar um novo curso pelo Diamantes na Cozinha é sempre muito especial — representa oportunidade, educação, cultura e arte em forma de conhecimento. Realizar isso com parceiros que acreditam nas pessoas, como o Hotel Rio Othon Palace e o 50 Best Restaurants, é algo que não tem preço.”

O curso, 100% gratuito, oferece 30 vagas e visa preparar participantes que desejam iniciar suas carreiras na coquetelaria com uma base técnica e comportamental sólida. As aulas acontecerão dentro do Hotel Rio Othon Palace, que oferece toda a infraestrutura necessária para a formação.

O chef Rubens Gonçalo, do hotel, destaca:
“Apoiar essa iniciativa é acreditar no poder da gastronomia como ferramenta de transformação social. Este projeto é um diamante que brilha na vida de quem mais precisa.”

A primeira edição, realizada em 2023, já comprovou o impacto: mais de 80% dos alunos conseguiram oportunidades reais de emprego ou encaminhamento profissional.

Para Zurriê, idealizador do Carta Black:
“A parceria celebra ancestralidade, inclusão e oportunidades. Quando coquetelaria e gastronomia se encontram, fortalecemos nossa cultura e abrimos portas para as próximas gerações.”

Sobre o curso:
Com 40 horas de carga horária, o curso oferece conteúdos técnicos e comportamentais essenciais para quem deseja se inserir no setor de hospitalidade. O programa inclui:

  • Diversidade e sustentabilidade
  • Segurança alimentar
  • Introdução à coquetelaria
  • Utensílios e equipamentos de bar
  • Bebidas e história dos drinks
  • Coquetelaria clássica e moderna
  • Hospitalidade
  • Inglês básico para atendimento
  • Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)

Cronograma:

  • Inscrições online: 17 a 24 de agosto
  • Processo seletivo: 17 a 25 de agosto
  • Dinâmicas presenciais: 1 e 2 de setembro
  • Resultado final: a partir de 5 de setembro
  • Início das aulas: 8 de setembro
  • Encerramento e formatura: 23 de setembro

Local das aulas: Hotel Rio Othon Palace – Avenida Atlântica, 3264 – Copacabana, Rio de Janeiro (RJ)

Requisitos:

  • Idade mínima: 18 anos
  • Escolaridade mínima: 9º ano do Ensino Fundamental completo
  • Prioridade para pessoas em situação de vulnerabilidade social

Inscrições online:
Link na bio do Instagram: @diamantesnacozinha
Formulário: https://forms.gle/5Garemg7qRuZDxv16

Crítica na Folha de S. Paulo acusa bell hooks de homofobia por autora questionar padrão eurocêntrico em performances drag

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O jornal Folha de S. Paulo publicou nesta semana um artigo da jornalista Thaís Regina em que a intelectual e escritora negra bell hooks é acusada de homofobia em trechos de seu livro “Partindo o Pão – Vida Intelectual Negra Insurgente”, publicado originalmente em 1992, escrito em diálogo com o filósofo Cornel West.

A matéria critica posicionamentos de hooks sobre a sexualidade de Malcolm X, retratada no livro biográfico “Malcolm X: Uma Vida de Reinvenções” escrito por Manning Marable, que sugere que Malcolm X teve relações com homens. Além disso, o artigo também faz críticas à sua análise do documentário “Paris is Burning” (1990), que retrata a cultura drag ballroom em Nova York e afirma que drag queens negras estariam “venerando o trono da brancura”.

O trecho escrito por bell hooks não se parece com uma crítica à comunidade LGBTQIAPN+, mas a padrões eurocêntricos adotados por drag queens ao performar feminilidade: “Porque, de muitas formas, o filme era um documentário gráfico e retrato da maneira como os negros colonizados (neste caso, irmãos negros gays, alguns dos quais eram drag queens) veneram o trono da brancura, mesmo quando essa adoração exige que vivamos em eterno ódio a nós mesmos, roubemos, mintamos, passemos fome e até morramos em sua busca. O ‘nós’ evocado aqui somos todos nós, negros/pessoas de cor, que somos bombardeados diariamente por uma brancura colonizadora poderosa que nos seduz a abandonar a nós mesmos, que nega que haja beleza em qualquer forma de negritude que não seja imitação da brancura”.

Além disso, a obra “Partindo o Pão” continua sendo uma referência nos estudos sobre pensamento negro.

Em Presença de Anita, Taiguara Nazareth relembra cena com Vera Holtz e fala sobre racismo e hiperssexualização

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O ator Taiguara Nazareth relembrou cenas impactantes de seu personagem, André, na minissérie, “Presença de Anita”, incluída no catálogo do Globoplay no último dia 21 de julho. O artista compartilhou uma cena com a personagem Marta, vivida por Vera Holtz, e reforçou como as questões raciais, assédio e a hiperssexualização do homem negro estão refletidas na interação entre os personagens.

“Assim começou minha participação em ‘Presença de Anita’|”, disse. “A minissérie foi incrível. E falando do meu personagem, da minha participação, trata muito com a Vera Holtz, a Marta, a personagem que ela deu vida, sobre questões raciais, assédio e hipersexualização. As taras reprimidas, vontades, os desejos. Coisas muito atuais”, pontuou ao mostrar em seguida a chegada de seu personagem à trama.

O ator chamou atenção para o racismo explícito da viúva Marta, que, em meio a uma trama de atração e poder, humilhava pessoas negras em diálogos cortantes, em que questiona se o personagem recém-chegado costuma beber e pede para olhar suas mãos, afirmando em seguida que ele tem mãos de trabalhador. Antes disso, a personagem também afirma que empregados negros são mais baratos.

Estreia na TV com cena marcante

Taiguara, que na época era um estreante na televisão, viveu André, funcionário da fazenda de Marta. O relacionamento abusivo e erotizado entre os personagens gerou polêmica em 2001, com cenas que misturavam desejo e opressão racial.

Halle Berry lança plataforma para romper tabus da menopausa e promover saúde feminina

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Em maio de 2024, no Capitólio dos EUA, cercada por um grupo bipartidário de senadoras, Halle Berry fez uma declaração que contribuiu para que ela fosse vista como “o novo rosto da menopausa”. Ao dizer: “estou na menopausa!”, a atriz que sempre foi vista como sexy simbol também defendeu que era necessário mudar o modo como as mulheres nesta fase da vida são vistas. Engajada no tema e após um diagnóstico médico errado, ela anunciou o lançamento de uma plataforma que ajuda a romper tabus da menopausa e promover saúde feminina.

“Por muito tempo me colocaram na caixinha de símbolo sexual”, disse a atriz em entrevista para a Forbes, que a incluiu na lista 50 Over 50, destacando mulheres com impacto profissional após os 50 anos. “Se eu puder dizer: ‘É sexy chegar a essa fase, é um privilégio envelhecer’… Espero dar coragem a outras mulheres para aceitarem que não precisamos ficar eternamente com 30 anos”, disse.

A atriz que completa 59 anos nesta quinta-feira (14), Halle Berry dedica-se à saúde feminina, missão que surgiu após um diagnóstico errado de perimenopausa (confundida com herpes). Em 2020, lançou o Respin, inicialmente um site de bem-estar, relançado em fevereiro como empresa focada em menopausa. Com menos de US$ 5 milhões em investimentos, a startup oferece telemedicina, produtos como lubrificantes e um dispositivo vaginal com luz vermelha, além de comunidades pagas.

“É meu maior ato”, diz a atriz. “Como mulheres, temos medo de envelhecer, mas a idade é um trunfo”, afirmou. “Queremos ser o ponto de encontro para tudo na menopausa”, afirma Halle Berry, que reitera: “Cada mulher vive isso de um jeito diferente.”

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