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Velório da Léa Garcia será aberto ao público no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

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Foto: Reprodução/Instagram

O velório da Léa Garcia será aberto ao público no Foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no próximo sábado (19), das 10h às 13h. Outra cerimônia será realizada às 14h, apenas para familiares e amigos na capela do Cemitério São João Batista. O sepultamento será às 15h30. A equipe revelou todos os detalhes no Instagram da atriz.

Léa Garcia faleceu na madrugada de terça-feira (15), aos 90 anos, devido a complicações cardiológicas, durante a sua viagem no Festival de Cinema de Gramado, no Rio Grande do Sul, onde seria homenageada pela sua carreira artística. O filho Marcelo Garcia recebeu o troféu Oscarito em nome da mãe.

A atriz estava na cidade desde sábado, curtindo desde o primeiro dia do festival e chegou a postar fotos em frente ao troféu Kikito e com amigos do cinema. 

Com mais de 70 anos de carreira, Léa é considerada a “Dama do teatro Negro”, com trabalhos marcantes no teatro, na TV e no cinema. A atriz estreou nos palcos em 1952, na peça “Rapsódia Negra”, de Abdias do Nascimento. Quatro anos depois, fez parte do elenco da montagem de “Orfeu da Conceição”, espetáculo que estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com cenários de Oscar Niemeyer. A partir da peça, foi feito o filme “Orfeu Negro” (1959), de Marcel Camus, que marcou a estreia de Léa no cinema. O longa venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pela França, e a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

A atriz também foi indicada ao prêmio de melhor atriz no festival francês. Na TV, participou de sucessos como “Selva de Pedra” e Escrava Isaura, obra em que viveu a marcante vilã Rosa.

Criadores da Dendezeiro, Hisan Silva e Pedro Batalha, se encontrarão com Naomi Capmbell em Salvador

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Foto: Elias Dantas/Alô Alô Bahia ; Vianney Cair/AP.

Os criadores da grife baiana Dendezeiro, Hisan Silva e Pedro Batalha, possuem um grande compromisso na agenda. Eles realizarão um bate papo com a super modelo Naomi Capmbell no Liberatum Brasil, evento global e multicultural que acontecerá entre os dias 3 a 5 de novembro em Salvador, Bahia. O trabalho da Dendezeiro também será exibido no evento.

Nas redes sociais, Hisan celebrou a novidade. “Estou muito feliz com isso, não só por fazer parte, mas por ser celebrado pelo festival da Liberatum aqui em Salvador por nossas criações“, publicou ele nas redes sociais.

A Liberatum, renomada empresa global especializada na concepção de conteúdos para festivais, está trazendo seu evento para o Brasil com foco na moda, cinema, fotografia e entretenimento. Além de destacar os talentos criativos negros do país, os organizadores têm o objetivo de lançar luz sobre a alarmante taxa de crimes que afeta de maneira desproporcional os membros da comunidade negra.

Dentre os participantes, a Alcione também será homenageada com o Prêmio Liberatum Cultural Honor durante a cerimônia de gala de abertura. Além dela, grandes nomes como a artista performática Debbie Harry, o consagrado vencedor do Oscar Lee Daniels, a atriz brasileira Taís Araújo e ator e cineasta brasileiro Lázaro Ramos também são aguardados n o Liberatum Brasil.

Em entrevista para a WWD, Pablo Ganguli, um dos criadores da Liberatum, celebrou a chegada do evento no Brasil. “Nos últimos anos sob um determinado chefe de estado, as coisas simplesmente se deterioraram. Portanto, sediar um evento como este fortalece ainda mais a identidade afro-brasileira, aumenta a confiança e o moral e dá esperança às pessoas. É um evento que permite que eles falem com suas vozes e que saibam que suas contribuições são valorizadas, respeitadas e admiradas”, destacou ele.

Estado de Oklahoma se recusa a discutir acordo com sobreviventes do Massacre de Tulsa, maior ataque racista dos EUA

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Foto: Polly Irungu / Reuters

O estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, se posicionou contra um acordo com os sobreviventes que buscam reparações pelo violento Massacre de Tulsa, que aconteceu em 1921. A decisão foi tomada após uma apelação realizada pelos sobreviventes depois que um juiz do condado de Tulsa rejeitou o caso no mês de julho. A Suprema Corte de Oklahoma concordou em considerar o recurso apresentado pelos sobreviventes, e a divisão de litígios do procurador-geral estadual emitiu sua resposta na última segunda-feira, 14.

O massacre de Tulsa, também conhecido como o Massacre de Greenwood, foi um dos episódios mais violentos e perturbadores da história dos Estados Unidos. O distrito negro próspero de Greenwood que também é chamado de “Wall Street Negra” foi destruído por grupos racistas, resultando em centenas de mortes e na destruição completa da comunidade, que teve casas e comércios queimados, além de ter sido bombardeada por aviões. Atualmente, apenas três sobreviventes conhecidos desse terrível ataque estão vivos, todos com mais de 100 anos de idade: Lessie Benningfield Randle, Viola Fletcher e Hughes Van Ellis.

Esses sobreviventes entraram com um processo buscando reparação por parte da cidade, do estado e de outros responsáveis pela destruição de Greenwood. No entanto, vários outros demandantes originais, que são descendentes de sobreviventes, foram excluídos do caso pelo juiz do tribunal no ano passado.

O advogado dos sobreviventes, Damario Solomon-Simmons, lamentou a recusa do estado em negociar um acordo e afirmou: “Não é nenhuma surpresa que o estado, que participou de um massacre sem lei de cidadãos americanos, tenha se recusado a fazer um acordo”. Ele destacou que os sobreviventes do massacre são heróis e que Oklahoma teve mais de 100 anos para agir em benefício deles. “Os esforços do estado para confundir os sobreviventes vivos, encobrir a história e mudar as metas para todos que buscam justiça em Oklahoma nos colocam em perigo, e é por isso que precisamos que a Suprema Corte de Oklahoma aplique o estado de direito.”, disse.

A ação judicial foi movida com base na lei de incômodo público de Oklahoma, alegando que as consequências do massacre continuam a afetar a comunidade negra de Tulsa. Argumenta-se que a história de divisão e tensão racial da cidade é em parte resultado do massacre. No entanto, o estado contesta essa visão, afirmando que o pedido de alívio dos queixosos não foi devidamente delineado e que a maioria das alegações se baseia em fatos históricos conflitantes de mais de 100 anos atrás.

Na resposta ao recurso, o procurador-geral adjunto Kevin McClure afirma que a Guarda Nacional do estado foi ativada apenas para reprimir o distúrbio e deixou Tulsa depois que a missão foi cumprida. Já o processo movido pelos sobreviventes alega que membros da Guarda Nacional participaram do massacre, reunindo sistematicamente afro-americanos e “chegando ao ponto de matar aqueles que não deixaram suas casas”.

Os defensores das vítimas argumentam que a necessidade de justiça restaurativa permanece válida, especialmente considerando a presença dos sobreviventes e dos responsáveis até hoje.

Com Tyler Perry e Diddy em disputa bilionária, Paramount desiste de vender participação majoritária na BET

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Fotos: AB-DM e Axelle/Bauer-Griffin/FilmMagic

A Paramount Global desistiu de vender uma participação majoritária em seu BET Media Group, conjunto de plataformas de televisão dos Estados Unidos voltado para o público afro-americano, revelou o Wall Street Journal.

Foram cerca de meses de deliberações que atraiu magnatas como Diddy, Tyler Perry, 50 Cent, Kenya Barris, Shaquille O’Neal e Byron Allen na disputa pela marca.

O processo para encerrar a licitação para a unidade foi anunciado nesta quarta-feira (16), – incluindo o canal BET, streamer BET+, VH1 e BET Studios, porque “uma venda não resultaria em nenhuma desalavancagem significativa de sua balanço patrimonial”, disseram as fontes ao WSJ. As ofertas oferecidas variam de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões.

Perry mantém uma parceria firmada com a Paramount em 2019 e possui uma participação minoritária na Black Entertainment Television, além de produzir grande parte da programação disponível no canal e streamer.

Em 7 de agosto, o CEO da Paramount, Bob Bakish, falou durante a última teleconferência sobre a venda da BET. “Estamos sempre procurando maneiras de maximizar o valor para o acionista. E, como dissemos antes, isso pode envolver o desinvestimento, aquisição ou possível parceria em ativos, tudo o que fizemos. Mas fora isso, não vou comentar nada especificamente”. A empresa comprou a BET em 2000, por US$ 2,3 bilhões em ações e US$ 570 milhões em dívidas. 

O empresário e rapper Diddy, chegou a comentar a importância da disputa pela BET em março deste ano. “A mídia é a indústria mais poderosa do mundo, mas é a indústria em que nós [negros] temos menos propriedade, influência e controle. É hora da BET ser propriedade de negros novamente, para que tenhamos o poder de contar nossas próprias histórias, controlar nossa própria narrativa! Isso não é sobre mim, é sobre nós!”.

STF retoma hoje julgamento sobre descriminalização do porte de drogas no Brasil

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Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a se debruçar sobre um tema de grande relevância para a sociedade brasileira: a descriminalização do porte de drogas para consumo próprio. Nesta quinta-feira, 17 de agosto, a Corte retomará o julgamento da ação que discute se essa prática deve ser considerada crime ou não. A ação é o segundo item da pauta do dia, após a votação sobre a criação do juiz de garantias. O processo havia sido reiniciado em 2 de agosto de 2023, após uma pausa de oito anos.

O cenário atual do julgamento revela uma divisão entre os ministros. Até o momento, quatro ministros – Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes – se posicionaram a favor de algum tipo de descriminalização da posse de drogas. No entanto, a maioria divergiu da proposta de Gilmar Mendes, que sugeriu a descriminalização de todas as drogas, e propôs que a medida fosse limitada à maconha.

O último voto registrado foi do ministro Alexandre de Moraes. Ele acompanhou o relator do caso, o ministro Gilmar Mendes, e propôs a fixação de uma quantidade permitida para porte, situando-se entre 25 e 60 gramas. Entretanto, após esse voto, o próprio relator solicitou o adiamento da ação. A expectativa é que o julgamento continue com a exposição dos argumentos do relator.

A discussão em torno desse tema teve início em 2015, mas foi interrompida devido a um pedido de vista do então ministro Teori Zavascki. Após o trágico falecimento de Zavascki em um acidente aéreo em 2017, o ministro Alexandre de Moraes o sucedeu, retomando o pedido de vista e devolvendo-o ao plenário em 2018.

O cerne da ação se baseia em um recurso de repercussão geral da Defensoria Pública de São Paulo. Esse recurso questiona a punição prevista na legislação brasileira para quem possuir, guardar, transportar ou portar drogas para consumo pessoal, sem autorização ou em desacordo com a legislação. A ação foi movida após a condenação de um homem que portava 3 gramas de maconha.

A Defensoria argumenta que a atual lei de drogas é inconstitucional, pois viola o direito à liberdade individual. Alega-se que a conduta do réu não coloca em risco a saúde pública, mas apenas a do próprio usuário.

Além dos aspectos legais e individuais, o debate em torno da descriminalização do porte de drogas também aborda questões sociais e raciais. Dados demonstram disparidades nas condenações entre brancos e negros no combate às drogas, evidenciando uma problemática de racismo sistêmico. Um estudo da Universidade de São Paulo revelou que pessoas negras são mais condenadas por tráfico mesmo portando quantidades menores de drogas.

“Então a descriminalização do uso e do porte é fundamental como um pressuposto para a mudança da política de segurança pública, que é historicamente fruto de um programa, de um projeto de genocídio da população negra. É um passo muito importante no sentido da construção de outra política de segurança pública no Brasil”, afirmou o historiador Douglas Belchior para o site Mundo Negro

A eventual aprovação da descriminalização pelo STF implicaria em importantes mudanças. Pessoas flagradas com entorpecentes para uso próprio não seriam mais sujeitas a punições como prestação de serviços à comunidade ou programas educativos, e esse crime não seria registrado em sua ficha criminal.

CNS sugere reconhecimento de religiões de matriz africana como cura complementar do SUS

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Foto: Reprodução

O Conselho Nacional de Saúde, publicou no mês passado uma resolução com 59 propostas para a melhoria da saúde no Brasil. Uma delas é o reconhecimento de manifestações culturais de religiões de matriz africana como espaço promotor de saúde e cura complementar do Sistema único de Saúde (SUS).

A resolução começou a ganhar os holofotes na última semana, que gerou algumas dúvidas e também fake news sobre. Em um vídeo tendencioso, um homem diz que o Candomblé foi aprovado como cura complementar do SUS e que os médicos e tratamentos do SUS seriam substituídos. O que não é verdade.

No termo 46 da resolução 715, divulgada no mês passado, o CNS sugere reconhecer “manifestações da cultura popular dos povos tradicionais de matriz africana”, o que inclui terreiros, terreiras, barracões, casas de religião, como “promotores de saúde e cura complementares do SUS”. Isso significa que o Candomblé e a Umbanda seriam práticas que ajudariam na saúde como complementares, não como recomendação principal para cura de doenças.

Caso seja aprovado pelo Ministério da Saúde, o indicado é que as manifestações de religiões de matrizes africanas sejam incluídas nas Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), que incluem Reiki, Acupuntura, Yoga e Meditação entre outras.

No texto, o CNS também vê o reconhecimento como uma forma de respeitar a cultura e os povos afro-brasileiros e também um instrumento para o combate ao racismo e a intolerância religiosa.

“(Re)conhecer as manifestações da cultura popular dos povos tradicionais de matriz africana e as Unidades Territoriais Tradicionais de Matriz Africana (terreiros, terreiras, barracões, casas de religião, etc.) como equipamentos promotores de saúde e cura complementares do SUS, no processo de promoção da saúde e 1ª porta de entrada para os que mais precisavam e de espaço de cura para o desequilíbrio mental, psíquico, social, alimentar e com isso respeitar as complexidades inerentes às culturas e povos tradicionais de matriz africana, na busca da preservação, instrumentos esses previstos na política de saúde pública, combate ao racismo, à violação de direitos, à discriminação religiosa, dentre outras”, escreveu a organização.

Além dessa proposta, também foi incluída na resolução a descriminalização da maconha, a liberação do aborto e também a terapia hormonal para menores de 14 anos.

Jamie Foxx fala sobre recuperação de saúde: “Finalmente me sentindo como eu mesmo”

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Foto: Reprodução/Instagram

Com novas fotos publicadas nas redes sociais, o ator Jamie Foxx, 55, escreveu um texto sobre a recuperação da sua saúde. “Você está olhando para um homem que está agradecido. Finalmente começando a me sentir como eu mesmo”.

O astro de Hollywood ficou internado durante semanas por “complicações médicas” entre abril deste ano, mas nunca revelou o que aconteceu. “Tem sido uma jornada sombria inesperada, mas posso ver a luz”, descreveu.

“Sou grato a todos que estenderam a mão e enviaram votos de melhoras e orações. Eu tenho muita gente para agradecer. Vocês não sabem o quanto isso significou. Estarei agradecendo a todos vocês pessoalmente”, diz o ator. “DEUS É BOM. O dia todo, todos os dias”, destaca.

Em 12 de abril, o astro passou mal quando estava gravando um filme para a Netflix, em Atlanta, e precisou ser levado ao hospital. Muitas especulações foram repercutidas durante a internação.

Jamie Foxx voltou a aparecer nas redes sociais só em 22 de julho, quando falou pela primeira vez sobre o seu estado de saúde e deu fim aos boatos. “Como vocês podem ver, os olhos estão funcionando muito bem. Não estou paralisado, mas fui para o inferno e voltei, e meu caminho para a recuperação também tinha alguns buracos. Mas estou voltando e estou podendo trabalhar”.

PretaHub leva 5 empreendedores brasileiros negros ao 27° Festival Petronio Álvarez na Colômbia

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Foto: Venancio

Com o intuito de promover um intercâmbio entre cultura e afroempreendedorismo, além do estímulo do turismo afro, a PretaHub, por meio do Festival Feira Preta, participará da 27ª Edição do Festival Petronio Álvarez. Na ocasião, 5 empreendedores brasileiros negros, que já participaram do Afrolab – projeto de apoio e aceleração para negros e indígenas – irão para Cali, na Colômbia.

Este é o terceiro ano que a Feira Preta vai à Colômbia. Em 2022, a delegação contou com a participação de cinco empreendedores que comercializam produtos de moda, acessórios e cosméticos, e venderam cerca de 100 mil reais. Além disso, estes participaram de atividades como desfile de modas, palestras e lançamento de livros. O evento também contou com a apresentação da Banda Ilê Ayê.

O intercâmbio permaneceu com a vinda da comitiva colombiana para o Brasil e mais de 30 integrantes participaram do Festival Feira Preta, evento de cultura negra, que aconteceu entre os dias 04 e 05 de dezembro, em São Paulo.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva e pela Feira Preta, praticamente nove em cada dez pessoas negras no Brasil demonstram interesse no tema empreendedorismo. O levantamento também mostra que esse é o maior sonho dessa parcela da população – um em cada quatro entrevistados afirmaram que seu maior sonho é ter ou até mesmo ampliar o próprio negócio.

Foto: Isabella Lyra

Segundo Adriana Barbosa, idealizadora da Feira Preta e CEO da PretaHub, essa oportunidade  expande o afroturismo e o afroempreendedorismo internacional. “O Festival Feira Preta é uma ponte para que esses profissionais ampliem seus negócios. Esse é um dos principais fatores na mudança estrutural do mercado. O Brasil é um dos países da América Latina que mais atua em questões raciais. Daí a importância da promoção desse intercâmbio que promove criações, avanços e modelos de negócios além de criar um ambiente favorável para a população negra sair do empreendedorismo por necessidade”, afirma Adriana.

Os empreendedores selecionados que participarão do festival na Colômbia são: Pretapretin Ubuntu, Chinua Acessórios e Moda Casa, Atelier Camila Loren, Santa Thereza Design e  Woolmay Mayden Brand.  Esse ano, além do estande com os empreendimentos brasileiros, também haverá a promoção de um desfile de modas e um painel chamado Festivales de Cultura negra: identidad, creatividad y empoderamiento económico com Daniel Manjarrés, Assessor de Relações Institucionais da PretaHub/Festival Feira Preta, Flip Couto, Diretor Criativo da Festa Amem, Jaqueline Fernandes, Diretora do Festival Latinidades, e Ana Copete, Diretora do Festival Petronio Álvarez.

Durante a programação, também haverá o lançamento da Plataforma Global de Festivais  Afro Culturais, idealizado pelo Festivais Feira Preta e Petronio Álvarez, com o intuito de conectar eventos e festivais de cultura negra do mundo, proporcionando aos seus gestores uma comunidade segura para troca de conhecimentos, experiências e melhores práticas de gestão de festivais, conceito, programação, governança, modelos de negócios, públicos, comunicações, uso de tecnologias, empreendedorismo e muito mais.

Assim como a Feira Preta, o Petronio Álvarez promove encontros e contribui com o resgate da cultura tradicional de toda uma comunidade.

‘Um sonho possível’: casal Tuohy afirma que abrirá mão da tutela de Michael Oher

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Foto: Reprodução

Na quarta-feira, 16, em uma coletiva de imprensa realizada em Memphis, nos Estados Unidos, os advogados da família Tuohy, Leigh Anne Tuohy e Sean Tuohy, responderam à recente petição legal de Michael Oher, ex-jogador aposentado da NFL, declarando que o trataram como um filho e estão dispostos a liberá-lo da tutela que ele busca encerrar.

Oher, cuja história de vida foi retratada no filme “Um sonho possível” de 2009, entrou com a petição legal na segunda-feira, 14, alegando que a família Tuohy mentiu para ele sobre sua adoção. Os Tuohys, por meio de seus advogados Randall Fishman e Steven Farese, refutaram essas alegações durante a entrevista coletiva.

O advogado Randall Fishman afirmou que em declaração a família disse que rescindirá a tutela: “Se é isso que ele quer fazer é rescindi-lo, ficaremos felizes em fazê-lo. Na verdade, é nossa intenção oferecer a entrada em um pedido de consentimento no que se refere à tutela e, se eles tiverem outros problemas, lidaremos com eles.”

Uma das questões levantadas foi por que Oher não foi adotado durante os procedimentos legais iniciais. Fishman explicou que a adoção formal não era o foco principal para os Tuohys na época. O importante era torná-lo parte da família para satisfazer os requisitos da NCAA (Associação Atlética Universitária Nacional), já que Sean Tuohy era um incentivador da universidade.

A relação entre Oher e os Tuohys foi notória graças ao filme que retratou sua vida e como ele foi ‘acolhido’ pela família. No entanto, Oher alega que a família ganhou muito dinheiro com o filme, ao passo que ele não recebeu uma parte justa dos lucros. Os advogados afirmam que cada membro da família recebeu a mesma quantia em dinheiro, aproximadamente US$ 100.000 por pessoa, e que os lucros foram divididos entre os membros da família, incluindo Oher.

Os advogados também enfatizaram que os Tuohys não controlavam os contratos de Oher nem dividiam o dinheiro dele. Eles afirmaram que a família proporcionou amor, carinho e apoio financeiro durante seus anos de faculdade.

Sobre a petição para encerrar a tutela, os advogados mencionaram que não tinham pensado nisso antes e afirmaram que Oher era autônomo em suas finanças e negociações contratuais. Eles também alegam que, nos últimos 10 anos, Oher e os Tuohys estiveram separados, e Oher teria se tornado mais vocal e ameaçador.

Em resposta às declarações da família Tuohy, o representante de Michael Oher reafirmou seu apoio a ele e acredita que a justiça será feita com base nos fatos apresentados em tribunal.

BK’, Djonga, MV Bill, Tasha & Tracie e Negra Li se apresentam gratuitamente neste final de semana em São Paulo

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Foto: Reprodução

Nos dias 19 e 20 de agosto, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, vai promover shows gratuitos de grandes nomes do rap nacional no Vale do Anhangabaú, em comemoração aos 50 anos do Hip-Hop. Entre os artistas, estão BK, Djonga, MV Bill e Dexter, Thaíde, Negra Li, Kyan, Tasha & Tracie e Gregory e o rapper estadunidense Pharoahe Monch.

Serão três palcos com diversas atrações durante todo o final de semana. No sábado, se apresentam BK’, Trilha Sonora do Gueto, Afro-X e Pharoahe Monch, dos EUA. Essa é sua primeira vez se apresentando no Brasil.

Já no domingo, Kyan, Tasha & Tracie, Gregory abrem o Palco Viaduto do Chá. Também se apresentam  no dia Thaíde, Fat Family, Major RD, MV Bill e Dexter, Djonga, Rappin’ Hood, Yunk Vino e Negra Li.

Além dos shows, também terão diversas apresentações de breaking, no Palco Referência Breaking, e DJ sets, no Palco Vale Anhangabaú, durante os dois dias.

O evento faz parte da comemoração dos 50 anos da criação do movimento Hip-Hop. Até agosto de 2024, a prefeitura vai promover diversas programações dedicadas ao Hip Hop durante todo o ano.

“A Prefeitura entende a importância e a relevância do Hip-Hop para a cultura da periferia, e estamos orgulhosos dessa mega comemoração de meio século do Hip Hop”, comenta Aline Torres, secretária de cultura. “Vamos ocupar o Vale do Anhangabaú e a cidade inteira, com programação descentralizada até o fim do ano”, finaliza.

Confira a programação completa:

Sábado 19/08

Palco Viaduto do Chá

12h – BK’

14h – Trilha Sonora do Gueto

16h – Afro-X

18h – Eduardo Taddeo

20h – Pharoahe Monch (EUA)

Palco Vale Anhangabaú

Mestre de Cerimônia – Rafael Teixeira

11h – Mr. Grande-E Show Ícones do Rap

13h – Yzalú

15h – Cris SNJ

17h – MC Souto

19h – DJ Zeme e Helião RZO

19h – A Força 

Palco Referência Breaking

11h – Stylo Urbano

13h – Jabaquara Breakers

15h – Marcelinho Backspin

17H – IDM CREW 

Domingo 20/08

Palco Viaduto do Chá

12h – Tasha e Tracie, Kyan e Gregory

14h – Rose MC

14h – Thaíde

16h – Major RD

18h – MV Bill e Dexter

20h – Djonga

Palco Vale Anhangabaú

Mestre de Cerimônia – Nayara de Deus

11h – DJ SET KALAMIDADE

13h – DJ Lobato e MC Darua

15h – Conexão do Morro e Ndee Naldinho

17h – Rappin’ Hood

17h – Chris Lady Rap

19h – Yunk Vino

21h – Negra Li 

Palco Referência Breaking

13h – Street Warriors

15h – Detroit Break

17h – Nelson Triunfo – Baile Black 

Pátio São Bento – DJs

13h – DJ Simmone Lasdenas

14h – DJ Dri – Os Metralhas

15h – DJ Ninja

16h – DJ Kalfani

17h – DJ HUM & EXPRESSO DO GROOVE

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