Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, celebrou a formatura da Luyara Franco pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), neste sábado (10), nas redes sociais. “Hoje céu e terra estão em festa! A gente sabe o quanto ela tá orgulhosa de você. Você sabe o quanto nós estamos orgulhosos de você. Parabéns por mais essa conquista! Voa!!! O mundo é nosso. Te amamos!”.
Luyara, filha de Marielle Franco, recém-formada em Educação Física e cofundadora do Instituto Marielle Franco, agradeceu à família pelo apoio nos comentários. “Obrigada por sempre me apoiarem e serem a minha base! Tudo por ela e por vocês! Amo vocês”.
Diversas personalidades negras também parabenizaram Luyara pela conquista. “Que orgulho!!! Viva!!! Que a profissão que te dê alegrias e prosperidade”, disse a jornalista Flávia Oliveira. “Que maravilhoso tudo isso! parabéns Luy!”, celebrou a escritora Winnie Bueno.
Nas redes do Instituto, a equipe também deixou as felicitações para Luyara. “Filha da Mari é a nossa semente mais preciosa! Parabéns por essa conquista e que venham muitas outras! Sua mãe está em festa hoje e cheia de orgulho vendo tudo lá de cima!. Como você sempre brinca com a equipe, foguete não tem ré”.
Eleita em 2021 como vereadora distrital de Hannover, na Baixa-Saxônia, Alemanha, a advogada brasileira Delaine Kühn, 41, defende os imigrantes no país europeu por meio da política e com o seu próprio escritório de advocacia. “Sei que aqui os estrangeiros sofrem preconceito, coisas que às vezes brasileiros brancos jamais sofreriam no Brasil. Mas aqui, se eu entrar em algum lugar, ninguém fica olhando torto, me questionando o que eu faço ”, diz em entrevista à DW nesta semana.
Filiada ao Partido Social-Democrata (SPD), Kühn celebra a sua trajetória profissional na Alemanha, mas destaca como teria sido mais difícil se estivesse no Brasil, por ser uma mulher negra. “Me sinto bem à vontade aqui – tirando o idioma, que não é perfeito –, de ir nos lugares e aparecer. No Brasil eu me fechava. Tentei ser vereadora lá e não tive a menor chance de alguém investir em mim, e aqui foi tudo mais fácil. É mais difícil ser respeitada no Brasil, nossa luta não é muito gratificada”, completa.
Kühn nasceu no bairro Colégio, periferia do Rio de Janeiro, e decidiu se mudar quando se apaixonou pelo alemão Robert Kühn, com quem está casada há 19 anos e tem uma filha. Influenciada pelo pai que também sempre gostou de política, a advogada diz que exerce o cargo de vereadora por amor. “Sinto que posso mostrar para outras pessoas, principalmente imigrantes, que a gente também faz parte; que eles também têm condições de se posicionar na política e serem representados lá dentro. É uma carga praticamente voluntária. Não é como no Brasil, que tem salário bom e vários avaliadores. Aqui tem que ser feito mesmo por amor”.
Foto: Bilal Ahmad
Pelo diploma ser do Brasil, muitos julgavam ser impossível ela obter licença para atuar livremente como advogada. “Eu não vou esperar eu falar o alemão perfeito para poder começar a advogar. Quando atender brasileiros, entenda-os melhor do que qualquer advogado alemão”, conta. “Os brasileiros atuavam com uma licença que só permitia o exercício em casos do Brasil, mas não relacionada ao direito alemão. Fiz a inscrição em Portugal e, depois, na Alemanha, registrei-me primeiro como advogada portuguesa, e depois de alguns anos obtive o título alemão. Nosso nicho inicialmente era brasileiro, mas agora trabalha muito com outros estrangeiros, africanos, latinos em geral, alemães também”, explica Kühn.
A advogada relembrou a dificuldade que teve para conseguir um emprego como advogada no Brasil devido ao racismo. “Quando voltei ao Brasil da primeira temporada na Alemanha, em 2009, eu era jovem e tentei entrar nos grandes escritórios de advocacia, que trabalham com o direito internacional. Mandava meu currículo com foto e nunca era chamada; quando mandava sem foto, era chamada para a entrevista, mas nunca ficava com a vaga. Ficava triste, questionava minha competência. Mas na realidade aquilo era justamente o racismo velado. Não era possível fazer parte desse meio, sabe?”, conta.
“Não gosto de ficar falando mal do Brasil, porque posso ser mal interpretada. Por mais que tenha sofrido essas coisas desde criança, sempre vou amar o meu país. É uma crítica construtiva. Tenho amigas negras no Brasil que têm condições e passam às vezes perrengues que eu aqui não passaria”, ressalta a vereadora.
Coco Gauff, tenista prodígio de apenas 19 anos, é a grande campeã do US Open! A tenista conquistou o primeiro título de Grand Slam neste sábado (9), ao vencer Aryna Sabalenka de virada por 2 sets a 1, parciais de 2/6, 6/3 e 6/2.
A atleta é a primeira adolescente norte-americana a disputar uma final de US Open desdeSerena Williams em 2001. Gauff entrou nesta edição do torneio na 6ª colocação do ranking mundial e a partir de segunda, subirá para o 3º lugar. Em 2022, ela havia chegado às quartas de final.
Foto: Angela Weiss/AFP
“Obrigado às pessoas que não acreditaram em mim… Aos que pensaram que estavam colocando água no meu fogo, na verdade estavam colocando gás nele”, disse Coco após o jogo.
Gauff venceu o torneio em casa, no Arthur Ashe Stadium, o maior estádio de tênis do mundo, com a presença de mais de 22 mil torcedores, incluindo famosos como o cineasta Spike Lee e o atleta Kevin Durant.
“Thank you to the people who didn’t believe in me … To those who thought they were putting water on my fire, you were really adding gas to it.” – Coco Gauff pic.twitter.com/XApgRrQBPQ
Popó (Mestre Ivamar) e Celeste (Cyda Moreno) são coroados na Congada de São Jacinto.
Globo/Manoella Mello
Por Ivair Augusto Alves dos Santos
Escrever sobre amor é uma tarefa difícil. Mexe com o nosso subconsciente, com nossas histórias de vida, com as paixões na adolescência, juventude, maturidade e na terceira idade.
A memória do amor que nós não esquecemos está no primeiro olhar correspondido, o primeiro beijo, o segurar na mão, o primeiro abraço, e o primeiro ato de amor. E na terceira idade?
Há dias, fiquei impactado pela representação na novela das 6 horas, “Amor Perfeito”, em que dois idosos negros fazem amor. Popó, representado pelo ator Mestre Ivamar e a professora Celeste, interpretada pela atriz Cyda Moreno. Um ato libertário, revolucionário e de profunda felicidade na dramaturgia da televisão brasileira.
No dia seguinte, procurei se o fato havia sido registrado pela mídia, infelizmente não. Não perceberam que aquele gesto de amor tantas vezes repetido nas novelas brasileiras, continha algo novo, deslumbrante e de muita beleza. O amor entre duas pessoas negras da terceira idade.
Um casal apaixonado que aprende a viver e não se imagina um instante sequer um sem o outro, ou sem pensar um no outro, e amar cada vez mais à medida que recrudesce a velhice. Não há tempo a perder.
Descobrem aos poucos as manias de cada um, seus transtornos de humor, as fissuras de sua memória e uma volta feliz à infância, onde trocam as lembranças juvenis.
Poder se ver na tela de uma televisão, enxergar que o amor existe em todas as idades, que não foi esquecido, renova as nossas esperanças e o desejo de viver amando.
A cena de duas pessoas negras belíssimas na terceira idade se amando, trocando carícias na cama é um fato esperado por muitas décadas. A gente só imaginava isso nos filmes americanos, mas ver na TV nos leva para um campo novo, do possível. As professoras negras, as mulheres negras com padrões de beleza brasileiros, ao se verem na maior rede de TV do país é algo explosivo.
Popó (Mestre Ivamar) e Celeste (Cyda Moreno). *** Local Caption *** Cap105 –
Parece que estou exagerando, mas passamos gerações inteiras, nos últimos setenta anos da televisão brasileira, sem assistir uma cena sequer de amor entre negros. Cenas que mostrassem afeto, delicadeza e que não fossem estereotipadas na violência. Quanta história reprimida e censurada de amor! Isso deve ter impactado negativamente na vida de milhões de pessoas.
As mulheres negras, ao se referirem à telenovela destacam: as fantásticas cenas de amor, a forma carinhosa, o afeto, a delicadeza e o jeito respeitoso com que a atriz Cyda Moreno as representou.
Uma emoção de alegria, de orgulho de ser negro, de poder ser retratado com cenas de amor. A vida nos reserva belos momentos e poder fazer isso em uma rede de TV é sublime, revolucionário e subversivo.
#*Ivair Augusto Alves dos Santos Mestre em Ciências Políticas pela Unicamp Doutor em Sociologia pela UnB Ex-diretor do Departamento de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos da Presidência da República.
O rapper, produtor musical e empresário Sean “Diddy” Combs receberá uma das mais prestigiadas honrarias da indústria musical, o prêmio Global Icon, durante a próxima edição do VMA, que será transmitido ao vivo no dia 12 de setembro, diretamente do Prudential Center, em Newark, Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A novidade foi anunciada pelo VMA no Twitter, que se referiu ao músico como ‘lenda do hip hop’:
⭐ IT’S OFFICIAL ⭐
The hip-hop legend @Diddy is your 2023 #VMA Global Icon Award Recipient!!!
A carreira de Sean Combs, que se estende por mais de três décadas, é repleta de sucessos, incluindo dois álbuns que alcançaram o primeiro lugar na cobiçada parada Billboard 200, além de cinco singles que conquistaram o topo da Billboard Hot 100. A sua participação no VMA deste ano será um momento histórico, marcando seu retorno ao palco do prêmio após um intervalo de mais de 15 anos, desde sua última apresentação completa em 2005.
O reconhecimento não para por aí, já que Diddy também está no páreo para quatro outras categorias importantes este ano, graças ao seu trabalho nas faixas “Creepin” (Remix) e “Gotta Move On”. Suas nomeações incluem duas na categoria “Melhor Colaboração”, bem como nas categorias “Melhor Rap” e “Melhor R&B”. Parece que este ano promete ser um marco na carreira do artista.
O Global Icon, originário do MTV Europe Music Awards (EMAs), é destinado a celebrar artistas ou bandas cujas carreiras extraordinárias e influência contínua transcenderam as fronteiras da música, alcançando um nível excepcional de sucesso global, impactando não apenas a indústria musical, mas também a cultura popular em geral. Vale lembrar que Diddy também teve a honra de apresentar o MTV Europe Music Awards em 2002, na deslumbrante locação do Palazzo Sant Jordi, em Barcelona, Espanha.
O público e os fãs de Diddy também têm motivo para comemorar, já que o aguardado novo álbum de R&B do artista, intitulado “The Love Album: Off the Grid”, está programado para ser lançado em 15 de setembro. Este lançamento marca o retorno triunfante de Diddy à música, após o aclamado álbum solo “Last Train to Paris”, lançado em 2010.
A atriz Erika Januza, 38, e o fundador do AfroReggae, José Junior, 55, estão noivos. Vestidos de branco, o casal reuniu amigos e familiares para uma festa de noivado similar a um casamento, na quinta-feira (7), na praia Camboinhas, em Niterói (RJ). “Quando as almas se encontram não há explicação”, escreveu Erika nas redes sociais.
Com a presença de diferentes sacerdotes, o casal realizou uma cerimônia ecumênica para marcar a união “com os pedidos de bençãos de várias religiões. Pois acreditamos em Deus, no respeito, na diversidade. Somos de fé!”, explicou a atriz.
“Éramos amigos, nós gostávamos como pessoa, como profissionais nos admirávamos e só. Mas algo mudou. Tudo mudou. E hoje a amizade se uniu ao amor e nós descobrimos amores da vida um do outro. E não há tempo, nem forma para explicar a intensidade astral deste encontro. Apenas viver e sentir”, contou a artista sobre como começou o relacionamento com o também criador do AfroGames.
“É um cara amado, admirável, preocupado em ajudar, fazer o bem. Olha para todos com igualdade, tem um jeito único de ser que me desafia e me ensina muito. Mas sei que também ensino muito a ele. E assim estamos construindo nossa história”, completa.
Neste sábado (09), às 15h, na Ocupação Manuel Congo – Tuia Café Cultural, no centro do Rio de Janeiro, acontece o evento de lançamento do livro “Galeria de Racistas: Reparação, Agência e Resistência”, escrito e organizado por Camilla Fogaça, Jorge Santana e Debora Simões.
O dossiê reúne diversos autores e diferentes análises e apontamentos sobre a escravidão e como ela ainda impacta a vida da população negra, seja na desigulade ou na representação pública de simbolos escravagistas, como nomes de ruas e monumentos. A obra é uma parceria em caráter transnacional entre o Coletivo Negro de Historiadores Tereza de Benguela, a Toppled Monuments Archive ( Arquivo de Monumentos Tombados) e a New York University.
“Os capítulos propõe reflexões entorno da ocupação do espaço público, a construção dos lugares de memória no Brasil e políticas de reparação para indígenas e negros vitimados pelo sistema colonial e pela colonialidade. O livro insere-se no corolário de uma agenda de pesquisa que inspira os movimentos sociais e políticos contemporâneos que lutam por políticas de reparação”, escreveu os autores em nota.
O lançamento vai contar com a presença dos autores e dos colaboradores que vão contar brevemente sobre seus trabalhos. São eles: a museóloga Ariane Corrêa, a historiadora Nathalia Oliveira, a pedagoga Cristiane Soares, a professora da UERJ, Patrícia Elaine, a professora do Pedro II, Suelen Julio, e a geógrafa Simone Antunes.
O evento será mediado por Thais Bernardes, diretora do portal Notícia Preta, e terá uma apresentação da companhia de dança “Arte e Saber de Ouro”, que homenageará a ancestralidade negra. O livro vai estar disponível para vendas e os autores para autógrafos.
Promovendo debates sobre narrativas negras no audiovisual, o Festival Negritudes Globo chega a sua segunda edição com um elenco de estrelas confirmadas, incluindo Lázaro Ramos, Taís Araújo, Kenya Sade, Larissa Luz e outros talentos renomados, o evento está marcado para o dia 3 de outubro na Cinemateca de São Paulo e é gratuito e aberto ao público.
Imagem: Globo
O festival tem como objetivo central trazer as narrativas negras para o centro da conversa, promovendo trocas culturais e fomentando conexões profissionais no mundo do audiovisual. Com uma programação diversificada, o evento contará com mais de 10 mesas de discussão em três palcos simultâneos, pocket shows, stand ups, exibições de documentários e estreias de filmes.
Entre os temas a serem discutidos, destacam-se o processo criativo, a presença negra nas telas, a ancestralidade e o afrofuturismo, a música preta e o desenvolvimento de talentos. Cerca de 3 mil pessoas são esperadas para participar desse encontro.
Uma das novidades deste ano é o espaço dedicado às mentorias de roteiros em parceria com o Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas para o Audiovisual da Globo (LANANI). Essa iniciativa visa abrir as portas do mercado para roteiristas negros e indígenas, oferecendo oportunidades de desenvolvimento e crescimento profissional.
O Festival Negritudes Globo é uma evolução do Negritudes 2022, que foi realizado internamente na Globo e reuniu influenciadores, parceiros de negócios e do mercado. O evento faz parte do Negritudes, uma plataforma da Globo criada para debater novas narrativas pretas no audiovisual. Por meio de rodas de conversas, eventos e redes sociais, uma plataforma promove a produção de conteúdo cultural sob a perspectiva de pessoas negras.
As inscrições para o Festival Negritudes Globo já estão abertas e podem ser feitas através do site do evento: somos.globo/negritudes.
Movimentos negros se juntaram para colocar outdoors na Nova Délhi, Índia, pedindo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar uma ministra negra ao Supremo Tribunal Federal (STF). Lula chegou nesta sexta-feira (08) na capital indiana onde acontecerá no final de semana a reunião do G20, com os principais chefes de Estado e diplomatas do mundo.
Os outdoors estão espalhados pela principal via de saída do aeroporto de Nova Délhi como forma de pressionar o presidente e ganhar visibilidade para a causa. Neles estão escritos “em 132 anos, o Brasil nunca teve uma mulher negra no STF”, “presidente Lula, contamos com você para indicar uma mulher negra para o STF” e “os votos de mulheres e negros foram essenciais para a eleição de Lula em 2022”.
A ação faz parte da campanha “Ministra Negra no STF”, assinada pela ONG Nossas, Coalizão Negra por Direitos, Instituto de Defesa da População Negra (IDPN), Instituto Marielle Franco, movimento Mulheres Negras Decidem, entre outros, que lutam pela indicação de uma ministra negra no STF no lugar da Rosa Weber, que se aposenta em outubro.
“A gente acha importante que esse apelo chegue no contexto do G20, já que se espera que o presidente vá abordar a questão da desigualdade, da fome, do clima. Tudo isso tem a ver com um posicionamento mais consistente sobre o enfrentamento das injustiças no Brasil, e a gente sabe que o STF tem um papel decisivo nessas questões”, disse a ex-deputada Áurea Carolina, diretora-executiva do Nossas.
Além dos outdoors, foi lançado o site ministranegranostf.com.brcom objetivo da população pressionar o presidente. No site é possível enviar um e-mail diretamente para o presidente em apoio a causa.
Segundo o levantamento da campanha, em 132 apenas quatro homens negros chegaram ao STF e nenhuma mulher negra.
Nesta sexta-feira (08), estreou no Apple TV+ a série de terror “The Changeling – Sombras de Nova York”, produzida e estrelada por LaKeith Stanfield. A produção é baseada no best-seller do escritor Victor LaValle e une conto de fadas para adultos, terror e fábula sobre paternidade em uma odisséia em Nova York.
Além de produzir, LaKeith Stanfield, conhecido pelos seus papéis em ‘Atlanta’, ‘Corra!’ e ‘Judas e o Messias Negro’, também é um dos personagens principais da série. A atriz brasileira Teca Pereira também faz parte do elenco. Ela será uma feiticeira que vive em Salvador, Bahia, e vai ter um encontro místico com a protagonista Emma, interpretada por Clark Backo, em sua passagem pelo Brasil.
Serão oito episódios no total e os três primeiros já estão disponíveis no streaming da Apple e os próximos serão lançados semanalmente até o dia 13 de outubro.