Cada vez mais distante das imagens que traziam mulheres seminuas, na edição de 2024, o Calendário Pirelli vai celebrar a cultura negra trazendo um ensaio atemporal para as páginas de sua próxima edição. Sob o tema “Timeless, Atemporal”, o calendário apresentará retratos exclusivos de personalidades negras, capturadas pela lente visionária do renomado fotógrafo ganês, Prince Gyasi.
Pela primeira vez na história do calendário, as imagens foram imortalizadas por um artista nascido em África. Além disso, uma seleção de personalidades negras de diferentes lugares do mundo foram convidadas para as fotos, como a modelo Naomi Campbell, o ator Idris Elba, Angela Bassett e o cantor e produtor musical Jeymes Samuel, também conhecido como The Bullits.
Prince Gyasi é reconhecido pelo uso de cores vibrantes, criando um contraste que destaca a beleza da pele negra em cada imagem retratada. “Cores para mim significam vida. É o que os olhos veem, o que o seu cérebro entende como mensagem”, afirmou ele.
As fotos do Calendário Pirelli foram realizadas em dois cenários distintos: Gana, terra natal do fotógrafo, e Londres.
Deslumbrante e apaixonante, o maior projeto afro-cultural do Nordeste, o “Vamos Subir a Serra”, com muito trabalho e organização chegou a 7ª Edição. Com ações em 9 dias de atividades, sendo de 10 a 15 de novembro em Maceió e de 16 a 18 na Serra da Barriga, em União dos Palmares, contou com atos bem planejados e executados com muito amor e respeito ao solo sagrado da Liberdade, valorizando a história e a cultura negra.
Uma celebração que passa pela emoção de pisar em solo onde Aqualtune, Akotirene, Dandara, Ganga Zumba e Zumbi viveram, lutaram e resistiram.
A história da escravização no Brasil é uma história longeva e violenta. Ela é também a história da resistência a essa escravidão. Palmares tem um lugar especial e de representatividade, é um lugar de beleza única, mas sobretudo de uma ação negra.
Entre os séculos XVII e XVIII, negros, brancos e indígenas organizaram a República dos Palmares, que começou a se constituir em 1630, durante o período de lutas contra os holandeses. No século XVIII, estabeleceu-se na Serra da Barriga o Mocambo dos Macacos, sede dos Quilombos dos Palmares. A população chegou a ter 30000 pessoas que resistiram por mais de um século.
O projeto alagoano “Vamos Subir a Serra” é realizado pelo Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, vinculado aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), uma entidade do movimento negro alagoano com 17 anos de história. A palavra ”Anajô” é de origem africana e significa liberdade. O Anajô é constituído por educadores, artistas, jornalistas, produtores culturais, sindicalistas e estudantes. Trabalha de forma séria na formação e conscientização sobre a importância histórica e cultural do Quilombo dos Palmares e da Serra da Barriga. A sétima edição do projeto Vamos subir a Serra foi coroada de sucesso de público, com milhares de participantes e mobilização da comunidade negra alagoana.
O projeto foi pensado para ser um espaço de afro-empreendedorismo que mobilizasse artistas, artesões, donas de casa, homens e mulheres que tivessem algo para comercializar. No início, encontrar pessoas que se definissem como empreendedores era uma raridade. Este ano mais de 200 iniciativas foram contempladas.
Outro eixo do Projeto é o “Tambor falante”: debates, mesas de apresentação com temas que vão de educação antirracista à medicina tradicional, trazendo figuras locais e nacionais como por exemplo: o jornalista Manoel Soares, Barbara Carine a intelectual diferentona e o juremeiro Alex Gomes. Temas que agradam, mobilizam públicos de diferentes gerações.
O evento faz parte do calendário da Prefeitura de Maceió há nove anos e, neste ano, além de promover a igualdade racial e o combate ao preconceito, a campanha Maceió sem Racismo destaca artistas e afro empreendedores da capital.
Há que se destacar que a Fundação Cultural Palmares voltou a referenciar a Serra da Barriga como um dos marcos da história do Brasil.
O momento especial ocorreu no município União dos Palmares na subida na Serra da Barriga e pode estar no local onde foi o Quilombo dos Palmares, o maior quilombo das Américas, um lugar sagrado a ser visitado por todos os brasileiros, pois nos enche de orgulho pensar que nossos antepassados lutaram por liberdade.
Confira as fotosdas ações realizadas na Serra da Barriga:
No próximo mês de janeiro, os leitores terão acesso ao mais recente trabalho da intelectual baiana Carla Akotirene, intitulado “É fragrante fojado dôtor sua excelência” e publicado pela Ed. Civilização Brasileira. O livro aborda os procedimentos jurídicos realizados nas audiências de custódia no Brasil, oferecendo uma análise crítica que expõe a institucionalização do racismo e a perseguição punitivista direcionada à população negra.
Akotirene concentra sua análise nas audiências de custódia, um espaço legalmente designado para que pessoas detidas em flagrante delito possam manifestar suas versões dos acontecimentos e detalhar as condições de seu tratamento pela polícia e sistema judicial. Teoricamente, esse processo deveria salvaguardar o direito à autodefesa dos acusados de crimes.
Ao descrever as audiências, que a doutora em estudos de gênero, mulheres feminismos pela Universidade Federal da Bahia chama no livro de “cenas coloniais”, ela afirma que os participantes do sistema judiciário – juízes, defensores públicos, procuradores e policiais – encenam um ritual predefinido. E argumenta que essa estrutura reflete uma dinâmica ancestral, na qual os senhores brancos exerceram controle sobre vidas negras durante uma era escravocrata, agora transposta para a suposta “democracia” contemporânea.
O livro revela como essas audiências de custódia são fundamentais para entender os números alarmantes de encarceramento da população negra no Brasil. Muitos indivíduos, muitas vezes mal informados sobre seus direitos legais e com oportunidades limitadas de autodefesa, são marcados pelo sistema prisional por meio de provas plantadas ou flagrantes forjados – práticas que não são desprotegidas, conforme indicam entrevistas conduzidas por Akotirene com os detidos.
Com anos de experiência no sistema penitenciário baiano, a autora invoca uma epistemologia de Xangô para propor uma revisão crítica do pensamento social, desafiando o estigma punitivista arraigado no Judiciário. Ela recorre a ferramentas interseccionais negro-feministas, à cosmovisão filosófica banto e iorubá, bem como aos princípios de justiça do Antigo Egito pela filosofia de Maat. Esses exemplos africanos de Justiça permitem a Akotirene lançar um olhar crítico sobre o Judiciário brasileiro e sugerir que a atuação nas audiências de custódia é uma rota crucial para desencarcerar a população negra, oferecendo-lhes o caminho para a liberdade.
“É fragrante fojado dôtor vossa excelência” destaca a prisão como uma manifestação do racismo estrutural, evidenciando a interconexão entre racismo e colonialismo.
Dona Dirce e Luana Andrade (Fotos: Divulgação e Kellen Pavão)
O Circuito Gastronômico de Favelas chega à sua sétima edição em Belo Horizonte, na Comunidade da Serra, neste final de semana, dias 2 e 3 dezembro, com entrada gratuita, a partir das 12h, revelando talentos e sabores de diversas comunidades da capital mineira, incluindo diversos shows na programação e sessão de cinema.
O menu é composto apenas por receitas autorais e tem a proposta de empoderar os cozinheiros periféricos, além promover arte e cultura na cidade. Entre os convidados estão: a cozinheira Lia, da Barragem Santa Lúcia, que irá preparar a sua famosa Língua Recheada com Arroz do Campo e Banana Chips.
No Instagram, o Circuito divulgou mais informações sobre a programação. “A Feijoada da Dona Dirce tá de volta, ao lado de outros pratos deliciosos preparados pelos cozinheiros”, diz um post sobre a chef do Alto Vera Cruz. Enquanto Marlene, do Taquaril, “participa de mais uma edição trazendo o seu Embolado Berrante! Ela que sabe tudo sobre as PANC’s – Plantas Não Convencionais”, celebra.
O evento também aproveitará a ocasião para homenagear Rudney Carvalho, cavaquinista que faleceu em outubro de 2023 e se apresentou em todas as edições anteriores do circuito.
No sábado, 2 de dezembro, quando também é celebrado o Dia Nacional do Samba, haverá uma roda de samba da banda Delegas Samba Clube, comandada por Thiago Delegado e convidados, além de exibição do filme “Marte Um”, cuja trama acompanha uma família negra, residente da cidade de Contagem (MG). No domingo, Manu Dias e Dé Lucas, morador da comunidade da Serra e pai do ator Cícero Lucas, protagonista de “Marte Um”, realizam uma roda de samba. Os Djs Zubreu e Joca se revezam na discotecagem nos dois dias de evento.
Segundo divulgado pela CNN Brasil, nesta edição, o evento contará com a participação de 12 cozinheiros, sendo quatro da Comunidade da Serra. Os pratos e cozinheiros participantes são:
“Feijoada Senzala”, prato elaborado pela Dirce, do Alto Vera Cruz
“Lanceta”, feito pela Lora, do Barreiro
“Língua Recheada com Arroz e Banana Chips”, da Lia, da Barragem Santa Lúcia
“Pastel Trem de Minas”, criação do Diones, do Barreiro
“Trio da Lua”, receita da Luana Andrade, da Vila Estrela
“Suado Ancestral”, prato da Vanessa, do Beco
“Torta de Frango”, elaborado por Romney Batista, do Morro das Pedras
“Frango com pó de quiabo”, elaborado pela Wanusa, do Morro do Papagaio
“Peixe frito” do Isaías, da Vila Conceição
“Paella” preparada pela Dri, da Vila Conceição
“Bombons e tortas diversas ”, da Alê Lucia, da Vila Aparecida
“Embolado Berrante”, da Marlene, do Taquari
Serviço
Circuito Gastronômico das Favelas
Dias: 2 e 3 de dezembro
Horário: 12h às 20h (sábado) e 12h às 18h (domingo)
Na manhã desta quinta-feira, 30, a jovem Sara Silva, de 18 anos, que estava grávida de quíntuplos, anunciou que sofreu um aborto espontâneo e perdeu os bebês. A informação foi publicada pela jovem em sua conta no Instagram: “Peço encarecidamente a compreensão de todos”, dizia a nota.
Com uma foto de Sara e do namorado Renan Alves de Oliveira, 20 anos, a publicação pediu a compreensão das pessoas e afirma que a jovem está em um momento delicado: “Nesse momento delicado, viemos por meio desta nota informar que infelizmente a Sara perdeu os quíntuplos. Peço encarecidamente a compreensão de todos, e que não veiculem fake news. Sara está em um momento delicado, então, por gentileza, pedimos a compreensão de todos”.
No dia 22 de novembro, a história de Sara, que mora em Nilópolis, no Rio de Janeiro, ganhou destaque depois que o vídeo que mostrava a jovem descobrindo que estava grávida de quíntuplo viralizou nas redes sociais. “Quando o médico falou que era um, depois dois, no terceiro eu já estava passando mal. No quinto, não o ouvi falar”, disse ela na reportagem gravada pela TV Globo.
De acordo com o jornal O Globo, por ser uma gravidez raríssima, Sara estava recebendo acompanhamento de uma equipe médica. Há uma semana, ela e o namorado chegaram a compartilhar a informação de que poderiam ser seis bebês.
Uma jovem de 18 anos, moradora de Nilópolis, no Rio de Janeiro, teve uma surpresa durante um exame de ultrassom. Sara Campos da Silva precisou fazer o exame para acompanhar a gravidez e passou mal ao descobrir que está esperando cinco filhos.
O vídeo que mostra a reação de Sara quando o médico identifica as cinco crianças foi compartilhado em uma reportagem da TV Globo. No áudio, é possível ouvir o diálogo entre o médico, a paciente e a mãe da garota:
Médico: Está vendo aqui? É outro coração.
Mãe de Sara: É mesmo? Meu Deus, dois….
Médico: Sério. Isso se não forem três, estou achando que são três.
Sara: Não moço, não.
Médico: Três, quatro
Sara: Está me dando falta de ar, mãe.
🚨VEJA! Jovem descobre que está grávida de quíntuplos e passa mal durante a ultrassom. pic.twitter.com/45byNQNQIt
Surpresa, a jovem afirma que passou mal durante o exame: “Quando o médico falou que era um, depois dois, no terceiro eu já estava passando mal. No quinto, não o ouvi falar”, contou em entrevista. Ela contou estar preocupada com o parto dos bebês: “Minha maior preocupação é o parto. Não sei como vai ser. Geralmente é uma gestação menor, mas eu estou preocupada”, disse.
O soldado da aeronáutica, Renan Alves de Oliveira, pai dos bebês, contou que também passou mal ao se surpreender com a novidade: “Quando o médico falou que eram dois corações batendo, eu saí da sala. Quando voltei, o médico disse que tinha cinco. Aí que saí da sala mesmo e comecei a chorar, passar mal, minha pressão foi lá em cima”.
O obstetra Rogério Gama afirmou que uma gestação como esta é extremamente rara, considerando que “em média um parto a cada 60 milhões são de quíntuplos em um saco gestacional só”. A jovem precisará de acompanhamento especializado durante o processo.
De acordo com a reportagem da TV Globo, a genética familiar de Renan pode explicar a gravidez de quíntuplos acontecer de forma natural. Duas de suas irmãs são mães de gêmeos, uma prima e um tio dele também.
“Na hora que eu estava gravando, eu estava feliz sim, mas meu sorriso foi de nervoso. Vocês não têm noção do quanto eu estava nervosa naquela hora”, disse Claudia Maria Campos da Silva, mãe de Sara, em entrevista. Ela acompanhava a filha durante o exame.
Para compartilhar a rotina da gravidez, a família criou um perfil nas redes sociais. Sara também afirmou ser sortuda: “Sou sortuda por ter cinco crianças dentro de mim”, disse.
Como Sara, que é estudante do ensino médio, ainda mora com a família, eles estão pensando em se mudar para um espaço maior para caber todos e fizeram uma vaquinha para receber ajuda financeira.
Em sentença emitida na segunda-feira, 26, o médico Márcio Antônio Souza Júnior, responsável por filmar um homem negro que trabalhava em sua fazenda como caseiro acorrentado pelas pernas, com grilhões nos braços e no pescoço foi condenado a prisão em regime aberto por racismo e terá que pagar R$ 300 mil de indenização. Marco Antônio alega que fez uma “brincadeira errada” e que é “amigo” do caseiro.
O caso aconteceu no dia 15 de fevereiro, quando o médico Márcio Antônio Souza Júnior gravou e publicou em seu Instagram um vídeo em que mostrava um homem negro, que trabalhava como caseiro na Fazenda Jatobá, na cidade de Goiás, acorrentado pelos pés, pescoço e pelas mãos. No vídeo, é possível ouvir o medico dizer “Falei para estudar, mas não quer. Então vai ficar na minha senzala”.
Márcio Antônio negou as acusações e afirmou que fez uma “brincadeira errada”. De acordo com informações contidas na sentença escrita pela juíza Erika Barbosa Gomes Cavalcante, da Vara Criminal da comarca de Goiás, o homem: “Disse que não teve a intenção de praticar racismo, mas afirma que pegou erroneamente os apetrechos na casa do pai dele e que fez uma brincadeira errada”.
Ainda de acordo com as informações contidas na sentença, o funcionário afirmou “que não teve nenhuma vontade de gravar os vídeos e não vê a situação como uma brincadeira, pois se fosse, estariam todos iguais no vídeo, esclarecendo, por fim, que não são amigos”.
O médico foi condenado por racismo e, além de ter que cumprir três anos de prisão em regime aberto, terá que pagar uma indenização de R$ 300 mil que será dividida entre a Associação Quilombo Alto Santana, que atua no combate ao racismo, e a Associação Mulheres Coralinas, que luta pela inserção da mulher do campo no mercado de trabalho.
A juíza afirmou na decisão que “Trata-se de um vídeo absolutamente criminoso, evidenciando o crime de racismo contra uma pessoa negra, com apetrechos utilizados na época da escravidão, motivo porque não há que se falar que foi uma brincadeira, em razão de ser crime o racismo recreativo”.
A defesa do médico alega que ele é inocente. Em nota para o g1, os advogados de Márcio Antônio disseram que ele: “Reitera ser inocente e que não teve qualquer intenção de ofender, menosprezar, discriminar qualquer pessoa ou promover esse tipo de atitude, inaceitável em nossa sociedade. Recorrerá contra essa injusta condenação ao Tribunal de Justiça”. A defesa afirma que vai recorrer.
Em um anúncio emocionante, a cantora e atriz, Larissa Luz contou que deixará o programa ‘Saia Justa’ do GNT em 2024. Em seu discurso de despedida, que aconteceu durante a transmissão do programa na última quarta-feira, 29, ela afirmou que não fará mais parte do quadro de apresentadoras e que deve seguir “para ser mais cantora, mais atriz e apresentadora em outras pistas. Navegar em outras praias”. Astrid Fontenelle também deixará o programa no ano que vem.
Larissa Luz, que estreou no ‘Saia Justa’ em março de 2022, deixará o time formado por Astrid Fontenelle, Bela Gil e Gabriela Prioli. Depois de se emocionar com o discurso de Astrid, a cantora destacou que levará o aprendizado que recebeu no período em que esteve no programa: “Mas a gente vai se ver por aí. Abrimos as portas para o futuro e suas surpresas mil. Levo aprendizado, gratidão. Tendo a certeza de que fui inteira e entreguei o melhor de mim. Eu abro espaço para quem for de vir e traçarei novos destinos. Levo comigo tudo o que aprendi e estarei assistindo, lembrando que um dia já fiz parte desse importante portal em forma de sofá”, disse.
“Me senti honrada e amada. E tudo que posso dizer a vocês que estiveram comigo é muito obrigada”, completou. A artista deve gravar um novo álbum e sair em turnê para lançar o novo trabalho. Ela e Astrid Fontenelle, que apresentou o programa durante 11 anos, ficarão na atração até o dia 13 de dezembro.
O GNT anunciou a saída das apresentadoras em nota oficial: “Astrid estreia amanhã a nova temporada do Chegadas e Partidas às quintas no canal e aos domingos no Fantástico e se prepara para um projeto autoral no GNT em 2024. Larissa focará neste momento na carreira musical, com dedicação à gravação de seu novo álbum e turnê de lançamento, e também seguirá explorando ainda mais a vertente atriz”
Recentemente, o GNT transmitiu um programa especial sobre moda a afrodiaspórica no festival Afropunk, o maior festival de cultura negra do mundo. O especial foi apresentado por Larissa e as gravações aconteceram durante a terceira edição do Afropunk Bahia, realizado nos dias 18 e 19 de novembro, em Salvador.
Vitória do movimento negro. Nesta noite de quarta-feira, 29, o Congresso Nacional aprovou a lei que torna o Dia da Consciência Negra feriado nacional. O projeto de lei é de autoria do Senador Randolfe, com relatoria do senador Paulo Paim e da deputada Reginete Bispo em articulação com o Ministério da Igualdade Racial.
Foram 286 votos a favor, 121 contra e duas abstenções. Atualmente, a data é feriado em seis estados – Mato Grosso, Rio de Janeiro, Alagoas, Amazonas, Amapá e São Paulo – e em mais de 1.000 cidades por meio de leis municipais e estaduais.
O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro foi instituído por Dilma Rousseff em 2011. A data homenageia Zumbi dos Palmares e destaca a história da população negra no Brasil, resgatando as raízes africanas e suas contribuições culturais e sociais. A aprovação recente no Congresso preenche uma lacuna deixada pela lei de 2011, permitindo que a data seja agora celebrada em todo o país.
A deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) , celebra: “Esse é o reconhecimento tardio da força e da resistência afro-brasileiras pelo direito de existir em liberdade. Hoje temos um Brasil que se reconcilia com a sua própria história e avança no direito à memória, à justiça e à reparação para o povo negro.”
A ministra da Igualdade Racial Anielle Franco também se manifestou: “Vitória! Acaba de ser aprovada no Congresso a lei que torna o Dia da Consciência Negra feriado nacional. Momento importante para o orgulho e memória negra!”
“Zumbi dos Palmares foi um homem que conseguiu manter a chama viva, ardente em nossos corações, nas nossas veias, nas nossas almas, que fez com que esse Brasil pudesse reconhecê-lo como herói da pátria brasileira. Não herói dos negros, é herói da pátria brasileira. Não é apenas um feriado qualquer, é uma história do Brasil”, disse a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que falou em nome da bancada governista.
A relatora Reginete Bispo (PT-RS) disse que a data servirá para aumentar os esforços de combate ao racismo e de promoção da igualdade racial. “Talvez pareça a muitos uma iniciativa menor, meramente simbólica. Mas não o é. Porque símbolos são importantes. São datas alusivas ao que o país considera mais relevante em sua história”, disse.
O texto já tinha sido aprovado pelo Senado e, agora, vai à sanção presidencial. A data será chamada Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.
O ex-chefe de segurança deSean ‘Diddy’ Combs, citado em um processo de agressão física e abuso sexual movido pela ex-namorada Cassie, confirmou que já presenciou e até impediu as agressões do rapper contra a cantora. De acordo com a reportagem publicada hoje (29) pelo TMZ, Roger Bonds ainda afirmou que estas acusações são “a ponta do iceberg” quando se trata dos supostos crimes do produtor musical.
No último sábado (25), dias após Cassie e Diddy fecharem um acordo milionário para arquivar o processo, Bonds fez uma publicação polêmica no Instagram. “Isto não pretende ser uma ameaça, delação ou qualquer coisa assim contra Cassie, Diddy ou qualquer outra pessoa. Este sou eu dizendo a minha verdade como realmente me lembro dela por duas razões. Primeiro porque eu tenho quatro filhas. Então, essa é a minha verdade. Como eu vi e estive envolvido com isso por anos”. E concluiu com a legenda: “Estou disposto a dizer porque por muitos anos estava quieto, nada importa agora, exceto a família”.
Bonds trabalhou com Diddy há mais de 10 anos, e no processo, Cassie alega que o ex-segurança interveio para impedir que Diddy batesse em seu carro e a atacasse em 2009, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Segundo o TMZ, Bonds confirmou essa história e ainda revelou que houve outros incidentes envolvendo outras pessoas durante seu período trabalhando para o rapper.
Cassie e Roger Bonds (Foto: Getty Images)
Após a repercussão do processo de Cassie, na semana passada, Diddy foi acusado de agressão sexual por outras duas mulheres e desta vez, o crime teria ocorrido nos anos de 1990 e 1991.
No vídeo do Instagram, Bonds ainda havia relatado as desculpas que encontrava para sair do emprego, incluindo a diabete. “Minha desculpa foi que não posso ficar com você todos os dias… estou perdendo peso, mas na verdade eu estava doente, estava cansado de você e estava cansado de tudo que estava acontecendo perto de você, eu estava cansado de ter que encobrir tudo o que você fazia”, disse.
Procurada pela reportagem do TMZ, a equipe de Diddy não comentou sobre as publicações. Mas negou todas as acusações e afirma que as duas novas acusações são “simplesmente para ganhar dinheiro”. Após repercussão da reportagem do TMZ, Roger Bonds desativou o perfil do Instagram nesta noite.
Entenda o caso
No dia 16 de novembro, o New York Times noticiou que uma ação movida por Cassandra Ventura, o nome verdadeiro da cantora Cassie, revelava que Sean Diddy Combs, iniciou um padrão de controle e abuso contra ela, quando ainda tinha 19 anos, logo depois do início da relação, que incluía “forçá-la a usar drogas, agredi-la e forçá-la fazer sexo enquanto a filmava na presença de prostitutas”. O processo estava sendo conduzido no Tribunal Distrital Federal de Manhattan, nos EUA.
Entretanto, no dia seguinte a cantora emitiu um comunicado publicado pelo Daily Star com a seguinte mensagem: “Decidi resolver este assunto amigavelmente, nos termos em que tenho algum nível de controle”. Ela ainda agradeceu aos fãs, à família e seus advogados “pelo apoio inabalável” que recebeu.
Se ainda não comprou a sua caixa de lencinhos, corra: nesta quinta-feira (30), o drama que faz todo mundo chorar, ‘This is Us’, está de volta à Globo, logo após ‘The Voice Brasil’. A segunda temporada da série ganhadora de quatro Emmys, tem dezoito episódios e se aprofunda ainda mais nas histórias da família Pearson, revelando, inclusive, a razão da morte do seu patriarca, Jack (Milo Ventimiglia), fato que reverbera na vida de todos até hoje.
Desenvolvida em quatro tramas principais e duas fases que se apresentam alternadamente – nascimento, infância e adolescência dos irmãos Pearson e os núcleos dos já adultos Randall (Sterling K. Brown), Kevin (Justin Hartley) e Kate (Chrissy Metz) –, a narrativa ganha novos personagens, que trazem diferentes traços à já conhecida rotina da família.
Foto: Maarten De Boer/ NBC
Na trama ligada ao passado, Rebecca (Mandy Moore), que, no fim da temporada anterior, tem uma grande briga com Jack e descobre seu alcoolismo, faz as pazes com o marido e tenta dar conta de três filhos com dificuldades peculiares.
Depois de pedir demissão após uma crise emocional ao final da primeira temporada, Randall, agora, cuida dos afazeres da casa, enquanto a sua esposa, Beth (Susan Kelechi Watson), fica responsável pelos proventos da família. O casal decide adotar um bebê, e a série, que sempre toca em assuntos atuais, foca em adoção tardia.
Foto: Maarten De Boer/ NBC
Kate, agora morando com Toby (Chris Sulivan), começa a abrir com ele os seus traumas em relação à morte do pai. Ela também decide perseguir o seu abandonado sonho de ser cantora, e confessa à mãe, Rebecca, como se sente em relação a ela, estreitando laços.
Já Kevin, gravando um filme em Los Angeles, passa por um arco dramático mais maduro do que na primeira temporada, após se lesionar no set de filmagens. Além de precisar lidar com seu relacionamento à distância com Sophie (Alexandra Breckenridge), ele passa a encarar suas dificuldades e a responsabilidade de seus atos com quem o rodeia, e entende melhor o sofrimento silencioso após a morte de seu pai.
‘This is Us’ é exibido às quintas-feiras, logo após o ‘The Voice Brasil’.