Na noite de sexta-feira, 8, a escritora Conceição Evaristo conquistou um feito histórico ao se tornar a primeira mulher negra a integrar a Academia Mineira de Letras, na cerimônia que ocorreu em Belo Horizonte.
Aos 77 anos, Evaristo é a 10° mulher a ocupar uma cadeira e a primeira mulher negra a assumir o posto nos 115 anos de história da Academia Mineira de Letras. Ela recebeu o distintivo das mãos do escritor e ativista Ailton Krenack e ocupa a cadeira 40.
Ao falar sobre sua nomeação, a escritora destacou que sua nomeação não deveria ser uma exceção: “Alguma coisa há pra se arrumar na sociedade brasileira, pra que não seja mais uma exceção uma mulher negra chegar na academia mineira de letras, ou em outras academias, ou em outros espaços de poder”.
Ela também afirmou que se tornar imortal era um sonho: “Eu fiquei feliz, mas com a sensação de que a Academia tava cumprindo um papel, inclusive, de justiça”.
Krenack destacou a influência de Conceição Evaristo na literatura brasileira e na produção de saberes: “Ela já influencia a partir daqui, desses gestos da Academia Mineira de Letras, um pensamento mais amplo sobre a produção de saberes, de conhecimento no Brasil e como que ele se expressa na literatura, nas várias literaturas”.
Natural de Belo Horizonte, Conceição Evaristo se mudou para o Rio de Janeiro na década de 1970, onde estudou para se tornar professora. Em seguida ela cursou mestrado e doutorado em Literatura.
A justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia feira pelo Ministério Público e tornou réus Yonne Mattos Maia e André Luiz Mattos Maia Neumann, mãe e filho, que são acusados de manter a idosa Maria de Moura em condição análoga a escravidão. Ela trabalhava para a família há 72 anos, sem salário, e foi resgatada em maio de 2022.
A reportagem que foi ao ar na noite de domingo, 10, no Fantástico, na TV Globo, mostrou que os ex-patrões controlavam as visitas de Maria de Moura à própria família, além disso, o celular da idosa de 87 anos ficava sob domínio do patrão.
Além da acusação de trabalho análogo à escravidão, a reportagem mostrou que André Luiz Mattos Maia Neumann tambem está sendo acusado de coação e de um crime mais recente, por se apropriar de cartões magnéticos, em especial de idosos e pessoas que não tem condições de responder por si mesmas. Ele também estava de posse do cartão do INSS da idosa no dia em que foi resgatada e admitiu ter a senha.
A denuncia do MPT também revela que no dia do resgate, André segurou Maria pelo braço e disse: “você não diga que trabalhou para a minha mãe, senão você vai…”, soltando um palavrão.
Maria de Moura foi resgatada da família de Yonne e André pelo Ministério Público em 2022, quando tinha 85 anos, após uma denúncia anônima. O caso da idosa é o mais longevo já registrado no país.
O fato de a idosa dormir em um sofá sem lençol que ficava ao lado de Yonne, sem lençol, coberta ou travesseiro, chamou a atenção da promotora do MPT, Juliane Mombelli. A defesa alega que Maria era ‘considerada da família ‘.
Maria de Moura estava com a saúde debilitada. Ela vivia com a família desde os 12 anos, época em que seu pai trabalhava para o pai de Yonne Matos Maia na fazenda dele.
O que dizem os familiares de Maria de Moura
De acordo com a matéria do Fantástico, a família de Maria de Moura contou que só viam a idosa no máximo dias vezes por ano e por pouco tempo. Ela também não tinha plano de saúde e só passou a receber uma aposentadoria como autônoma depois de receber apoio da irmã.
A idosa está praticamente cega e não sai de casa. Ela recebe a aposentadoria e um salário mínimo pago pela família de Yonne Mattos Maia depois de uma liminar da justiça.
A defesa da família quer que Maria seja ouvida pela justiça, mas o pedido não foi atendido porque a idosa apresenta sinais de demência. Corre atualmente na justiça um processo de interdição da idosa.
Nas palavras de Marcos Vecchi, advogado da família Mattos Maia, a idosa “frequentava samba e desfiles”: “Ela conviveu nessa família a vida toda. Ela frequentava samba, desfiles, viajava com a família. Estão tratando a Maria de Moura como se ela fosse um objeto. Estão subtraindo dela a humanidade dela. De ouvi-la. Você quer ficar com quem? “, afirmou.
O Oscar 2024 aconteceu neste domingo (10). Os destaques negros da premiação ficaram com a atriz Da’Vine Joy Randolph, que venceu o prêmio de ‘Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel no filme ‘Os Rejeitados’ e o longa-metragem ‘Ficção Americana’, protagonizado por artistas negros, e que venceu o troféu de ‘Melhor Roteiro Adaptado’.
Foto: Reprodução / Universal Pictures.
Durante o discurso de vitória, Da’Vine Joy se emocionou e lembrou sua trajetória como atriz. “Não pensei que deveria seguir isso como carreira. Comecei como cantora, e minha mãe me disse, atravesse aquela rua até aquele departamento de teatro, há algo para você lá. Mãe, muito obrigada por fazer isso“, destacou a atriz.
Nesta edição do Oscar, pessoas brancas representaramm impressionantes 80% de todos os 200 indicados ao troféu. Os outros 20% são divididos entre pessoas de grupos sub-representados, como negros, asiáticos e indígenas. A informação foi publicada pelo USC Annemberg, que apresentou um extenso relatório sobre o histórico de diversidade na maior premiação do mundo.
Ludmilla chamou atenção do Brasil com a primeira edição do Navio Numanice. Com mais de 4 mil passageiros distribuídos em 1700 cabines, os pacotes adquiridos pelo público incluíam hospedagem, alimentação, shows, festas, serviços e muito mais.Prometendo uma experiência de luxo, os preços de cada cabine variavam de R$ 7 mil a R$ 45 mil.
O navio MSC Preciosa partiu de Santos, no litoral paulista, seguiu até Búzios e voltou para a cidade da Baixada Santista.
O MUNDO NEGRO participou do Navio Numanice e realizou uma cobertura com o influenciador Maycon Cabral. Em entrevista, ele relatou alguns detalhes importantes que fizeram toda a diferença dentro do cruzeiro, como por exemplo, o pagamento em dólar americano para todos os serviços a bordo, que é uma prática comum em todos os cruzeiros, e a necessidade de se comprar pacotes de internet.
“Eu já sabia que a maioria dos cruzeiros não são baratos, porque é um cruzeiro, e que tudo lá dentro que você for comprar, que você consumir, beber, comer, caso você não tenha adquirido o pacote, inclusive o pacote de bebidas, vai ser em dólar”, relatou Cabral. “O valor vai estar em dólar e na hora do pagamento vai ser feita uma conversão para real e você vai pagar o valor convertido com seu cartão de crédito ou com a sua cédula, caso você tenha levado. Na verdade, o cartão que você tem do quarto que você ganha, você vai passando as coisas que você está comprando e no final você faz o pagamento na hora do checkout. E aí as compras eram em dólar e eu sabia disso antes do embarque”.
Público majoritariamente preto
Nas redes sociais, os vídeos compartilhados pelos usuários mostravam a predominância de um público negro no Navio Numanice. Cabral acredita que a chave desse feito é a presença da própria Ludmilla.
“Foi muito lindo de ver, porque a gente estava dentro de um navio. O navio é algo muito luxuoso, por isso que as coisas são caras também, e ver pessoas pretas lá dentro num lugar de diversão e não em um lugar apenas de trabalho, foi muito lindo. Nesse momento nós estávamos lá num lugar de lazer, de consumo, de diversão, de festa. Então isso foi muito legal também”, diz o influenciador.
Curiosidade de muitas pessoas, as bebidas dentro do Navio Numanice também eram cobradas em dólar. “São os preços normais de qualquer cruzeiro. Falando de bebida, os shops eram 6 dólares e tinham diversos drinks de 8, 9, 10 dólares. Mas tinha pacote de bebida a partir de 70 dólares que você poderia pegar drinks”, diz Maycon. “Tinha outras coisas que eram mais caras, sim, como o pacote de internet, mas isso é um preço que não é nada envolvendo o projeto no Numanice. Isso é um valor da MSC Preciosa. Qualquer cruzeiro que forem realizar, vão ser esses valores”.
Apenas 3% de mulheres negras ocupam cargos de liderança, de acordo com o estudo ‘Representatividade, Diversidade e Percepção – Censo Multissetorial da Gestão Kairós 2022′.
Frequentemente se diz que estar à frente em posições de liderança pode ser uma experiência isolada, especialmente quando se trata de liderar enquanto se navega pelas complexidades de raça e gênero. Falando abertamente, e como a única mulher negra em muitos dos espaços que ocupei e ocupo, vejo essa afirmação como verdadeira.
Costumamos idealizar um líder perfeito, à frente de uma equipe diversificada e empoderada, crescendo sob a orientação de uma líder quase mítica, capaz de manter tudo em equilíbrio. Mas será que essa visão corresponde à realidade?
Para nós, mulheres negras, a solidão se manifesta de maneira sutil no cotidiano, pois raramente encontramos outros líderes com experiências semelhantes às nossas e que estejam disponíveis para troca. Claro, aprender com os colegas é valioso, mas muitas vezes precisamos adaptar esses aprendizados à nossa própria realidade e essência.
Considerando que muitas líderes também são mães, essa responsabilidade se intensifica. Cresci em uma época que afirmava que a maternidade era um obstáculo para a carreira de uma executiva, mas hoje percebo que ser mãe me tornou uma líder melhor e é um impulsionador para nossa carreira.
Frequentemente, questionamos as escolhas que fizemos, sabendo que o caminho para a liderança, para uma pessoa negra, é marcado por muito esforço, insegurança e pela responsabilidade de inspirar e apoiar aqueles que ainda estão chegando.
No Brasil, atualmente, nosso quadro funcional é composto por 32% de mulheres e 33% de negros. No entanto, ao analisarmos a interseccionalidade, observamos que apenas 8,9% são mulheres negras. Em posições de liderança, como gerentes e cargos superiores, temos 25% de mulheres e 17% de negros. A interseção dessas categorias revela que apenas 3% são mulheres negras.
De maneira estruturada, tenho me dedicado a desenvolver ações, tanto interna quanto externamente, com o objetivo de promover as carreiras de mulheres negras e outros grupos minorizados, através de situações práticas, exposição da realidade e a necessidade de combater o machismo e racismo estrutural, integrando vida pessoal e profissional, entre outros desafios que enfrentamos diretamente.
Como virar o jogo?
É crucial fortalecer e acolher aqueles que vêm de situações de vulnerabilidade, garantindo que as oportunidades sejam justas e criando uma rede de apoio.
Para aumentar a presença de mulheres negras em cargos de alta liderança, as organizações precisam adotar ações efetivas como:
Mentoria e Patrocínio: Estabelecer programas de mentoria e patrocínio para mulheres negras, conectando-as com líderes experientes que possam oferecer orientação, apoio e exposição a oportunidades de crescimento.
Desenvolvimento de Liderança: Oferecer programas de desenvolvimento de liderança específicos para mulheres negras, incluindo treinamentos, workshops e cursos que abordem tanto habilidades técnicas quanto competências de liderança.
Cultura Organizacional Inclusiva: Trabalhar ativamente para criar uma cultura organizacional que valorize a diversidade e a inclusão, promovendo um ambiente de trabalho onde todos se sintam valorizados e capazes de contribuir plenamente.
Redes de Apoio: Fomentar a criação de redes de apoio internas para mulheres negras, proporcionando espaços seguros para compartilhamento de experiências, apoio mútuo e desenvolvimento profissional.
Implementando essas e outras medidas, as organizações podem não apenas aumentar a representatividade de mulheres negras em cargos de alta liderança, mas também criar um ambiente de trabalho mais justo, inclusivo e produtivo.
Trabalhar pela transformação social e na cultura das empresas é uma missão diária e muitas vezes cansativa, mas é nosso dever como líderes negros influenciar, inspirar e cuidar dos que virão depois de nós, pois quando um de nós vence, todos vencemos.
*Kelly Baptista, Mãe, Diretora executiva da Fundação 1Bi, Gestora Pública, membro da Rede de Líderes Fundação Lemann e Linkedin Top Voice.
Apresentadora e fundadora da Rádio Novelo, Branca Vianna decidiu investigar o passado elitista da própria família. Através do podcast ‘Rádio Novelo Apresenta’, com os episódios ‘Mexer no Vespeiro’ e ‘O Visconde’, que foram disponibilizadas em outubro de 2023, a jornalista revelou o passado escravocrata da família.
O tataravô da apresentadora, Domingos Custódio Guimarães, o Visconde do Rio Preto, chegou a ter mais de dez fazendas de café movidas a mão-de-obra escrava no interior de Minas Gerais. Ele deixou como herança cerca de 1280 pessoas escravizadas.
Em entrevista para o site Reset, Branca Vianna contou detalhes sobre os motivos que a levaram a expor o passado escravocrata de sua família. “Existe uma linha que conecta a escravidão e as atitudes das pessoas brancas hoje em dia no Brasil. Especialmente as pessoas brancas de elite. É nossa responsabilidade lidar com essa questão“, contou ela. “Começamos a questionar o que sabíamos do nosso passado, o que o resto da família pensava. Será que alguém já tinha parado para pensar que viemos dessa origem escravocrata horrorosa, de um homem que escravizou tantas pessoas, que possivelmente foi traficante de escravos?Nunca tínhamos visto uma família vinda dessa herança escravocrata falando publicamente sobre isso. E, mais importante, o que a gente pode fazer para trazer esse assunto à tona“.
Branca contou ainda que não sente culpa pelas atitudes do tataravô, mas que entende a responsabilidade e a necessidade de lidar com a questão. “Nossa responsabilidade, como pessoas brancas no Brasil, sejam pessoas que vêm de uma herança escravocrata, sejam pessoas de imigração mais recente que tenham se beneficiado dos programas de governo que não foram estendidos aos escravizados quando a escravidão foi abolida, é lidar com essa questão“, disse ela para o Reset.
“Gostaria muito de ver outras pessoas como nós falando sobre isso, mas é importante que as pessoas entendam que não é uma tentativa de culpabilizar ninguém. Não se trata de dizer ‘Olha, você é culpado pela escravidão e você é culpado por todo o racismo no Brasil e você vai ser culpado por reparar todo o problema do racismo no Brasil, porque o seu antepassado teve escravos em 1830’“.
Idealizado pelo diretor Daniel Lieff (“Últimas Férias”), o longa-metragem será roteirizado pela Patrícia Andrade (“Nise: O Coração da Loucura”) e contará com a produtora Kromaki (série inédita “Candelária”).
Nascida na favela do Vidigal, no Rio de Janeiro, e criada pelos avós no interior de Minas Gerais, Alessandra Montagne também é proprietária dos restaurantes Nosso e Tempero, na capital francesa.
Com uma trajetória de muitas superações, Alessandra foi abandonada pelos pais quando era um bebê e com os avós aprendeu a cozinhar. Aos 11 anos, sua mãe reapareceu para reatar os laços, e em 1999, aos 22 anos, ela resolveu passar alguns meses com ela em Paris. O que deveria ser um curto período, acabou transformando sua vida completamente, garantindo muitos desafios e uma carreira de sucesso na gastronomia.
Incentivada pelos amigos, ela estudou gastronomia e ganhou bolsa para estudar confeitaria. Após se formar, foi trabalhar para Adeline Grattard, chef francesa que acabava de receber sua primeira estrela Michelin com o restaurante franco-chinês Yam’Tcha.
Depois de um período, ela decidiu seguir carreira solo e abriu os dois restaurantes, se tornando uma grande referência por sua comida francesa com toques de brasilidade, além de garantir bem-estar, ao trazer plantas e ervas medicinais para a mesa, com elementos que coroam suas criações com pitadas de saudabilidade.
Agora, a chef se prepara para abraçar mais uma missão, junto com outros profissionais que também estarão à frente das operações, para comandar um dos restaurantes do Museu do Louvre, pelos próximos 10 anos.
De acordo com um levantamento feito pelo Guia Negro, com base nos dados oficiais doCenso 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), Salvador (BA) é a capital com o maior percentual de pessoas negras no Brasil (83%), enquanto Florianópolis (SC) tem o menor percentual (23%).
O portal pesquisou o número quantitativo e percentual da população negra das 27 capitais brasileiras, que apontou outra curiosidade: todas as capitais da região Norte têm 70% ou mais de população negra, sendo o Macapá com maior destaque (76,1%).
Já na região Sudeste, São Paulo (SP) é a única capital com menos da metade de habitantes negros (43%), porém, ainda é a cidade com a maior população negra do país, com cerca de 4,9 milhões de negros. Belo Horizonte (MG) possui o maior percentual da região com 56% de pessoas negras.
No Nordeste todas as capitais têm 56% ou mais da população negra. A capital com menor percentual da região é Natal (RN). Quanto ao Centro-Oeste, todas as capitais têm mais da metade dos habitantes negros, com maior destaque para Cuiabá (MT), com 68,5%.
Assim como Florianópolis, as outras capitais da região Sul, se mantém com cerca de 25% da população negra. No caso de Porto Alegre (RS), com 26%, o número de pessoas pardas (178 mil) e pretas (168 mil) são bem parecidos, enquanto na maior parte das capitais brasileiras, o número de pardos são bem maiores e o de pretos.
Mike Tyson deve voltar ao ringue em 2024, depois de 15 anos do anúncio de sua aposentadoria dos ringues. Agora, Tyson deve enfrentar o youtuber Jake Paul, em Arlington, no Texas (EUA), no dia 20 de julho deste ano. A notícia foi divulgada pelo pugilista em suas redes sociais, com a legenda: “assinamos o contrato”.
A notícia sobre a luta, que será transmitida pela Netflix, e é consirada um “megaevento de boxe”, pegou o mundo dos esportes de surpresa. No ano passado, Mike Tyson já havia feito comentários positivos sobre seu agora oponente no ringue durante um depoimento concedido para o documentário “Untold: Jake Paul and The Problem Child”: “Jake fez mais pelo boxe que alguns campeões. Eu sou fã de pessoas que sabem como colocar bundas no sofá. Esses são os caras que eu admiro. Eu gosto de vê-lo falando m***. Isso é lindo! Vende jornais, está nos divertindo. Você é o campeão, você é o meu herói! Temos que manter esse cara em evidência porque ele vai salvar o boxe enquanto continuar lutando. Ele é iluminado”.
Em 2020, Mike Tyson participou de uma luta contra Roy Jones Jr. que terminou em empate. Durante seus 20 anos de carreira, Tyson ganhou 50 duelos (44 por nocaute) e foi derrotado em seis deles. Ele também foi campeão mundial peso-pesado entre os anos de 1986 e 1990.
Já Jake Paul, que tem integrado um movimento de youtuber que estão subindo no ringue para disputar duelos contra celebridades e grandes nomes do boxe, tem nove vitórias em sua lista de disputas e perdeu uma vez.
Nas redes sociais, Paul falou sobre a luta contra Tyson, programada para acontecer no mês de julho: “Não poderia estar mais animado para enfrentar a mão mais pesada de todos os tempos. Meu objetivo é me tornar campeão do mundo, agora tenho a chance de provar meu valor contra o maior campeão dos pesos-pesados do mundo, o homem mais malvado do planeta e o pugilista mais perigoso de todos os tempos. É hora de colocar Iron Mike para dormir”.
O único artigo científico brasileiro de dermatologia para pele negra, publicado em 2008, foi atualizado e reescrito pela Dra. Katleen Conceição, junto a outros especialistas. O artigo ajudará na formação de futuros médicos e médicos dermatologistas, principalmente negros.
“Me convidaram para publicar com eles, devido ao meu trabalho e referência. Agora estou junto aos autores e com a atualização da minha experiência em pele negra no Brasil nesses 20 anos. É um marco na dermatologia brasileira”, celebra a Dra. Ketleen, em entrevista ao Mundo Negro, com a Editora-Chefe Silvia Nascimento.
Entre as atualizações do novo artigo, foi feita uma abordagem sobre a importância de estudar o câncer de pele melanoma, doença que ocasionou a morte do cantor Bob Marley. “Isso até é comentado no filme [Bob Marley: One Love]. Ele achava que estava machucado. Vivia com dor ao jogar futebol. Quando descobriu já estava em estágio avançado de metástase e morreu”, relata a médica.
Outra abordagem importante neste artigo é a patologia líquen plano pigmentoso, que causa lesões hiperpigmentadas na pele. Apesar de ser uma doença rara, acomete mais a pele negra. Em 2022, a atriz Isabel Fillardis, diagnosticada com a doença, revelou a cura após tratamento com a Dra. Ketleen. “É importante esse tipo de diagnóstico para que outras pessoas se atentem a essa patologia e tratem mais precocemente para evitar principalmente Alopecia, que é uma Alopecia Cicatricial, onde não volta mais o cabelo”, disse a médica na época ao Mundo Negro.
Outros destaques no artigo relacionados às pessoas negras é a patologia do cabelo, que os deixam frágeis e quebradiços, como a Alopecia de Tração, comum em quem usa muitos penteados como tranças ou laces. “Muitas vezes realizamos a trança na gorra para colocar a lace, e aí a alopecia de tração acaba ocorrendo”, explica.
A atualização do artigo após 16 anos da publicação é um marco, pois ele reconhece as diferenças, entre os aspectos estruturais, biológicos e funcionais das peles negra e clara, além das alterações fisiológicas que precisam ser reconhecidas para se evitar intervenções desnecessárias.
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