Venus Williams acaba de lançar um novo negócio. A estrela do tênis agora é co-fundadora de uma startup de design de interiores com base em Inteligência Artificial chamada Palazzo. A novidade foi compartilhada pela tenista na semana passada em suas redes sociais: “O Palazzo capacita todos a criar um espaço que conte a sua história única, tornando o design fácil e acessível”, escreveu na legenda.
A plataforma foi lançada por Williams em parceria com os especialistas em tecnologia e inovação, Raffi Holzer e Edward Lando, e ainda está em fase de aprimoramento, mas tem como um de seus principais objetivos revoluciar a abordagem do design doméstico.
Para utilizar a Palazzo, os usuários devem tirar uma foto do espaço e conversam com o chatbot de IA. A partir daí, é apresentada aos usuários versões redesenhadas do espaço. Além de projetos, a plataforma permite que os usuários interajam, compartilhando seus designs e comentando os designs de amigos. O recurso colaborativo também contribui para processos mais colaborativos.
“Com a ajuda do nosso assistente de IA, você pode transformar a inspiração numa realidade impressionante”, escreveu ela ao destacar a usabilidade da plataforma de design.
Empreendimentos diversificados
Esse não é o primeiro contato de Venus Williams com o design de interiores. Ela é fundadora da V Starr, empresa do ramo, que em 2021 projetou a casa da irmã Serena Williams e do marido Alexis Ohanian, localizada no Sul da Flórida.
Ela também possui investimentos em diferentes negócios. No final do ano passado, ela arrecado US$ 2 milhões para investir na Happy Viking, sua marca plant-based, que comercializa superalimentos em pó para preparação de shakes veganos.
Venus se juntou à empresa de private equity Topspin Consumer Partners que investe em produtos de saúde e bem-estar. Ela também é Embaixadora Global da Lacoste, onde lançou uma colaboração. A atleta também investe em um clube de golfe e em um tima da NFL.
Na última quinta-feira (7), a atlética de farmácia da Universidade de São Paulo (USP) foi acusada de racismo depois de compartilhar uma publicação no Instagram para divulgar uma playlist do Spotify que continha uma frase que fazia referência à escravidão: “Dê play nos sucessos da Sinhá”, para apresentar a nova direção.
A publicação do Instagram apresentava a nova diretoria da atlética e trazia um print da playlist no Soptify que continha a descrição: “Para dar ordens e chicotadas. Dê play nos sucessos da Sinhá”. O termo ‘Sinhá’ era utilizado pelos escravizados para se referir às mulheres brancas para quem eram obrigados a trabalhar. Além disso, as ‘chicotadas’ eram uma forma de punição por meio da violência sofrida pelas pessoas escravizadas.
Após críticas, a atlética emitiu um pedido de desculpas no dia 8 de março, no Instagram, afirmando que “o que foi dito tem uma interpretação errada”: “A AAAFB vem por meio deste post se desculpar pelo que foi postado. Entendemos agora que o que foi dito tem uma interpretação errada e sentimos muito por todos e qualquer um que se sentiram ofendidos. Erramos e estamos nos retratando publicamente. Estamos abertos a conversar e, inicialmente, estamos apenas muito arrependidos pela má comunicação da gestão. Nunca brincaríamos com algo desse tipo, e assim que percebemos nosso erro, corrigimos”.
Nos comentários, o público fez críticas aos termos racistas utilizados na publicação e ao pedido de desculpas que mencionava uma ‘interpretação errada’. “Interpretação errada? Qual outra interpretação possível para chicotadas? Sucessos da Sinhá? Quais ações serão tomadas pela atlética para evitar que situações assim ocorram? Racismo é crime, isso é inadmissível! Como vocês esperam que atletas negres se sintam confortáveis numa atlética que brinca com uma coisa tão séria?”, comentou o perfil do ‘Coletivos Negros da Usp’
Em outra publicação, a atlética de farmácia da USP voltou a pedir desculpas e ‘pelo ato racista cometido’, afirmando que ‘as expressões utilizadas não deveriam ser vistas como brincadeira’.
Entre os dias 14 e 17 de março, Salvador irá sediar a terceira edição do Origem Week Bahia, no Centro de Convenções, no bairro da Boca do Rio. O evento retorna à capital baiana com a proposta de imersão nas tradições e riquezas da alimentação regional, com a valorização dos produtos e produtores do estado, apresentações culturais, artesanato, palestras, oportunidades de negócio e showcooking com chefs nacionais e internacionais. A entrada é gratuita, mediante a entrega de 1kg de alimento não perecível, que será doado para a campanha Bahia Sem Fome.
Entre as atrações negras confirmadas estão a chef angolana radicada na Bahia, Dona Dolores, que vai preparar uma receita valorizando a origem da gastronomia baiana e suas raízes. Outro destaque é a chef baiana Solange Borges, que vai homenagear a influência africana em sua cozinha utilizando plantas alimentícias não convencionais (PANCs). O público também poderá contar a presença do chef Marcus Amaral com o tradicional Acarajé da Bahia e dos chefs Dani Façanha, Cida Pescadora e Francisco Sant’anna.
Elevando a experiência e aguçando os sentidos dos participantes, o evento traz a dinâmica da cozinha ao vivo com o showcooking (aula + degustação) com grandes chefs nacionais e internacionais. Os profissionais vão preparar pratos autorais e compartilhar suas técnicas e vivências na grade do Origem Week e da 35ª edição do Chocolat Festival dentro da feira.
Foto: Alberto Monteiro
Para a criançada terá o espaço Kids Cooking, com aulas para os pequenos aspirantes à cozinha com técnicas simples e divertidas de como preparar receitas deliciosas. As aulas serão comandadas pela chef Tia Pri.
O festival, que se firmou como uma das maiores feiras gastronômicas da Bahia, traz nesta edição mais de 300 marcas de produtos – do gourmet ao artesanal –, como queijos, vinhos, chocolates, doces, cafés e charutos. Essa variedade de sabores será representada por 200 expositores, que disponibilizarão suas mercadorias nos stands para vendas e degustação.
O evento prioriza fomentar a agricultura familiar, que é responsável por produzir 70% dos alimentos consumidos pelos baianos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Os produtores rurais estarão imersos numa troca de conhecimento constante com a sociedade civil e representantes do poder público e privado, divulgando as melhores práticas para a entrega de produtos cada vez mais sustentáveis e rentáveis, promovendo as comunidades que dependem diretamente dessas atividades.
A terceira edição do Origem Week também realizará palestras, uma feira de artesanato local, além de espaço para outras atividades que estimulem a aproximação de empresários e pequenos produtores.
SERVIÇO
3ª edição do Origem Week Bahia
Quando: 14 a 17 de março
Horário: 14/03 das 19h às 22h e 15 a 17/03 das 14h às 22h
Onde: Centro de Convenções Salvador
Endereço: Av. Octávio Mangabeira, 5490 – Boca do Rio, Salvador – BA
Questionado sobre denúncias de violência e tortura praticadas pela Polícia Militar na Baixada Santista (litoral de São Paulo) o governador Tarcísio de Freitas respondeu de forma irônica e arrogante. “Temos muita tranquilidade com relação ao que está sendo feito. A pessoa pode ir para a ONU, para a Liga da Justiça, para o raio que o parta, eu não tô nem aí”, disse na última sexta-feira (8).
A ação é a mais letal das forças de segurança desde o massacre do Carandiru. Segundo as denúncias encaminhadas ao Ministério Público, foram registrados casos de tortura, assassinatos e mudanças em cenas de crime durante as ações da Polícia Militar. Ao menos 27 das 39 pessoas mortas pela PM na Baixada Santista em fevereiro eram negras. A TV Globo ainda revelou que recebeu denúncias dizendo que corpos de mortos são levados como vivos para hospitais para evitar perícia.
Os negros de São Paulo não são respeitados como cidadãos. Vivem como seres colonizados. “Nas colônias, o interlocutor legítimo e institucional do colonizado, o porta-voz do colono e do regime de opressão, é o policial ou o soldado. Nas regiões coloniais, o policial e o soldado, por sua presença imediata, suas intervenções diretas e frequentes, mantêm o contato com o colonizado e lhe aconselham, com coronhadas, que fique quieto. Como vemos, o intermediário do poder utiliza uma linguagem de pura violência. O intermediário não alivia a opressão, não disfarça a dominação”, diz o pensador filósofo Frantz Fanon.
Há uma mistificação de que todos dividimos uma condição universal de humanidade. No entanto, o racismo estrutura o laço social, pois o mito da democracia racial funda o Estado brasileiro. A concepção de democracia racial é uma tentativa de mistificação da universalidade dos direitos, quando, de fato, institucionalizou-se uma hierarquia baseada na invenção das noções de diferença racial e de gênero, afirma o Dr. Kwame Yonatan Poli dos Santos em seu livro “Por um fio: uma escuta das diásporas pulsionais”, que recomendo com uma das leituras mais instigantes que tenho realizado.
Para o filósofo camaronês Joseph-Achille Mbembe, matar ou morrer ou deixar viver constituem os limites da soberania, seus atributos fundamentais. Para Mbembe, ser soberano é exercer controle sobre a mortalidade e definir a vida como a implantação e manifestação de poder, ou seja, é a capacidade de definir quais vidas importam e quais não. Nesse sentido, necropolítica não é sobre governar a vida, mas sim sobre produzir a morte. No caso do Brasil, a gestão da coesão nacional se dá pela produção da morte do inimigo interno, de que tenho medo: do negro.
Passado um ano de governo, nenhuma iniciativa que vá ao encontro dos anseios da população negra. Na educação ignora-se a lei 10639/03, que garante o ensino da história do negro e da África; nenhum aceno para melhoria de qualidade do ensino e sobre a situação dos docentes.
Na saúde pública , ignora-se a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Continuaremos a morrer de doenças evitáveis. Não houve até agora nenhuma iniciativa que combata a desigualdade racial no Estado de S. Paulo, sequer houve qualquer diálogo respeitoso com as lideranças da comunidade negra.
Tarcísio de Freitas, governador eleito de São Paulo, nas próximas eleições, com sua ironia, arrogância e desprezo pela população negra, deverá ser lembrado na hora do voto.
Teremos mais protagonismo negro na televisão. A atriz Jéssica Ellen foi escolhida para ser a protagonista da nova novela das 19h na TV Globo. Ainda sem título, a obra escrita por Claudia Souto irá ao ar em setembro, substituindo “Família É Tudo”.
De acordo com a colunista Anna Luiza Santiago, do jornal O GLOBO, a história terá como um dos principais cenários uma empresa de ônibus e se passará no Rio de Janeiro. A personagem de Jéssica será a filha de um motorista.
Dentro da TV Globo, Jéssica Ellen vem construindo uma carreira de grandes destaques. Em 2023, ela interpretou Adele na novela “Vai na Fé”. Outro trabalho de sucesso foi a personagem Camila, da novela “Amor de Mãe”, que conquistou o público com seu carisma e seu desejo de transformar o mundo através da educação.
O elenco divertido e maravilhoso da série ‘Encantado’s’ está de volta! A segunda temporada estreia nesta terça-feira (12) na plataforma da Globoplay com muitas novidades para se livrar dos sufocos no supermercado que se transforma em quadra de escola de samba à noite, mantendo a leveza no humor para assistir junto com a família, garantindo diversas piadas e referências relacionadas à comunidade negra.
Após o final com muitas reviravoltas para a realização do desfile inesquecível da Joia do Encantado na avenida, os irmãos Eraldo (Luis Miranda) e Olímpia (Vilma Melo), estão mais unidos do que nunca. Mas eles terão que lidar com Maria Augusta (Evelyn Castro), que se autoproclamou como gerente após salvar o Encantado’s da falência. Com o seu jeito divertido e peculiar, a influenciadora vai fazer novas mudanças que devem mais atrapalhar do que ajudar a rotina de todos.
FlashBlack (Digão Ribeiro), Pandora (Dandara Mariana), Crystal (Ludmillah Anjos), Ana Shaula (Luellem de Castro), Melissa (Ramille), Pedro (Dhonata Augusto) e Celso (João Côrtes)/ Foto: Globo/Manoella Mello
No entanto, eles terão que tomar cuidado mesmo é com a nova vilã do bairro: Dalva (Eliane Giardini), uma antiga conhecida da família, não quer apenas comprar o terreno da família, mas causar muitas intrigas entre eles. A chegada dela, substituindo o Madurão (Tony Ramos), desperta muita curiosidade sobre o passado de Marlene, a matriarca da família Ponza (Dhu Moraes), já que elas têm uma rivalidade antiga, aparentemente motivada por um concurso de Musa do Carnaval na década 80.
Depois da trama com o casal FlashBlack (Digão Ribeiro) e Pandora (Dandara Mariana), os dois conseguiram se entender no final da primeira temporada e estão cada vez mais apaixonados. Namorando, eles ficam tão grudentos, que chegam a incomodar, especialmente a Ana (Luellem de Castro), que continua sem paciência para conversa mole, mas sempre muito engraçada.
Os próximos episódios geram a expectativa para que o Flash possa enfim chegar nos “finalmentes” com a sua amada. Até lá, vamos continuar dando boas risadas com suas trapalhadas, já que ele continua um homem muito meigo e tímido, pegando as dicas hilárias do Pedro (Dhonata Augusto) e sendo envergonhado pela avó Ambrósia (Neusa Borges), que continua toda coruja e cheia de graça.
Já Crystal (Ludmillah Anjos) e Celso (João Côrtes), seguem sendo a melhor dupla de colegas de trabalho, com as fofocas e piadas que só pessoas negras fazem ou entendem.
Eraldo (Luis Miranda) e Olímpia (Vilma Melo)/ Foto: Globo/Manoella Mello
A série também vai contar com novas participações especiais, incluindo a Kate (Clara Moneke), mesma personagem da novela ‘Vai na Fé’, logo no primeiro episódio, amiga da Melissa (Ramille), que continua agindo como uma garota que não precisa de responsabilidades no dia a dia do supermercado e sempre garantindo muito humor quando tirando um onda com a sua mãe.
Os roteiristas Renata Andrade, Thais Pontes, Antonio Prata, Chico Mattoso e Hela Santana, acertaram novamente com a nova temporada, atualizando as brincadeiras que ocorrem entre a comunidade negra, mantendo um jeito leve e divertido que nos ajudam a se identificar com os personagens. Vale muito a pena acompanhar e já oficializar como uma nova série legal para assistir no horário das refeições das famílias brasileiras.
Madurão (Tony Ramos) e Ponza (Dhu Moraes)/ Foto: Globo/Manoella Mello
A atriz Léa Garcia foi homenageada no Oscar 2024. O nome da artista carioca, que faleceu em agosto do ano passado, apareceu numa lista no telão da premiação durante o tradicional tributo ‘in memorian’. Léa participou do filme francês ‘Orfeu Negro’, que ganhou o Oscar de ‘Melhor Filme Estrangeiro’, em 1960.
Foi através do filme ‘Orfeu Negro‘, que Léa se tornou a primeira atriz negra brasileira indicada ao prêmio de Melhor Interpretação Feminina no Festival de Cannes.
Com uma carreira extensa, Léa, que é considerada a “Dama do teatro Negro” possui trabalhos marcantes no teatro, na TV e no cinema. A atriz estreou nos palcos em 1952, na peça “Rapsódia Negra”, de Abdias do Nascimento. Quatro anos depois, fez parte do elenco da montagem de “Orfeu da Conceição”, espetáculo que estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com cenários de Oscar Niemeyer.
Na TV, participou de sucessos como “Selva de Pedra” e “Escrava Isaura”, obra em que viveu a marcante vilã Rosa.
Apaixonado pela história do samba, o cantor Emicida lança o seu mais novo projeto: “Sambas Contados”, podcast Original Globoplay em parceria com a Laboratório Fantasma (LAB), que chega ao streaming da Globo e às plataformas de áudio nesta segunda (11).
Em 10 episódios, o cantor e compositor percorrerá pela história do gênero, abordando temas de tamanha pluralidade e questões nem sempre exploradas em sua contextualização. Envolvido diretamente na construção dos roteiros, Emicida mergulha na trajetória dos precursores, ao mesmo tempo em que faz conexão com outras manifestações artísticas, como os quadrinhos chineses de Lianhuanhua e de Will Eisner.
“No podcast, apresentamos esse universo imenso. Os quadrinhos chineses seculares e os quadrinhos em geral são usados como uma analogia para comparar a importância da cultura popular em diferentes ambientes”, conta.
A trilha sonora é assinada pela dupla ‘Os Prettos’, que a cada episódio homenageia um artista. “O samba sempre esteve conectado a grandes ideias de emancipação, criatividade e futuro, e é isso que apontamos no projeto”, finaliza. O podcast “Sambas Contados” é gratuito e tem novas publicações de segunda a sexta-feira.
O Mundo Negro recebeu fotos exclusivas do Emicida para o lançamento do novo projeto. Confira abaixo:
Foto: Bruno TrindadeFoto: Bruno TrindadeFoto: Bruno TrindadeFoto: Bruno Trindade
Com apenas 10 anos de idade, North West revelou que está trabalhando em seu primeiro álbum de estúdio. A filha de Kanye West e Kim Kardashian também informou que o projeto se chamará ‘Elementary School Drop Out’. Ao longo dos últimos meses, North se mostrou muito próxima da carreira musical do pai e até participou da música ‘Talking / Once Again’.
O futuro álbum ‘Elementary School Drop Out’ ainda não possui data de lançamento. A informação do projeto foi revelada pela própria North durante um evento musical organizado por Kanye West. Nas redes sociais, fãs celebraram o desejo da jovem em seguir carreira musical.
Essa não é a primeira vez que North revela ao público seu amor pela músicas. Em suas redes sociais, frequentemente ela está produzindo conteúdos musicas ou referenciando as obras de seu pai. Em vídeos que já acumulam milhões de visualizações, é possível ver North dançando e cantando.
O Brasil fará parte do maior evento global sobre equidade de gênero do mundo, o CSW, 68ª Sessão da Comissão da ONU sobre a Situação das Mulheres, que acontece entre os dias 11 e 22 de março. A participação brasileira, composta de uma delegação de cerca de 150 pessoas, acontece por meio de eventos paralelos nos dias 13 e 14 de março. O Mundo Negro foi um dos veículos de comunicação convidados para participar do evento.
Em um mundo onde os cortes de orçamento nas pastas de diversidade crescem a cada dia, é fundamental se reunir para apresentar dados e discutir propostas visando o fortalecimento e permanência de mulheres em espaços de poder. E o foco do Pacto Global é justamente o meio corporativo.
“Todas as nossas iniciativas, debates e premiações em Nova York abrangem diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, mas, principalmente, o ODS 5, de igualdade de gênero. A desigualdade que atinge mulheres e meninas é uma pauta urgente e até tardia, sobretudo em países como o Brasil. Precisamos avançar nessa agenda e é missão do Pacto Global trazer as lideranças das empresas à ação e ajudar as organizações”, explica Camila Valverde, diretora da Frente de Impacto e COO do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.
A série de eventos acontecem em Yale e na própria sede da Organização das Nações Unidas, e reunirão nomes como Rachel Maia, Presidente do Conselho Administrativo do Pacto Global da ONU no Brasil, a primeira dama do Brasil, Janja da Silva, a deputada federal Benedita da Silva; Cida Gonçalves, ministra das Mulheres do Brasil; Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; entre outras lideranças empresariais, representantes da sociedade civil, membros da imprensa, autoridades da ONU e autoridades governamentais. Também fazem parte da delegação brasileira personalidades e influenciadoras como Rafa Brites, Cris Guterres, Leticia Vidica e Monique Evelle. A programação paralela do Pacto Global da ONU – Rede Brasil à CSW tem Instituto Avon e YouTube como apoiadores e 1MiO e Global Citizen como parceiros institucionais.
No dia 13, quarta-feira, um café da manhã no The Yale Club of New York City abre a programação paralela à CSW promovida pelo Pacto Global e contará com a presença da queniana Sanda Ojiambo, assistente do Secretário-Geral e CEO do Pacto Global; Ana Fontes, delegada líder do Brasil no W20, vice- presidente do Conselho de Administrativo do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, fundadora e presidente da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME; Camila Valverde, COO do Pacto Global da ONU – Rede Brasil; e Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil; entre outros nomes. Também neste dia o Datafolha anuncia os dados preliminares do Censo de Inclusão Produtiva LGBTQIAPN+, realizado em uma parceria inédita do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, Almap BBDO e Nhaí, é primeiro estudo aprofundado que visa coletar dados qualificados sobre a inclusão dessa população no ambiente de trabalho
Ainda no dia 14, o Pacto Global da ONU – Rede Brasil vai anunciar as práticas vencedoras das empresas em uma premiação promovida pelos Movimentos da Ambição 2030 na área de Direitos Humanos e Trabalho da instituição. Maite Schneider, fundadora da Transempregos, e a jornalista Cris Guterres serão as mestres de cerimônia do evento, que contará com uma performance musical da cantora Raquel.
“Por meio do Elas Lideram 2030, Raça é Prioridade, Salário Digno e Mente em Foco, Movimentos do Pacto Global, iremos premiar as melhores práticas adotadas por empresas participantes no último ano. Esse reconhecimento é um dos eixos da nossa estratégia de alavancagem da Ambição 2030, iniciativa criada para acelerar a jornada das empresas no cumprimento dos ODS”, diz Tayná Leite, Head de Direitos Humanos e Trabalho do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.
Segundo informações fornecidas pela ONU Mulheres e pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (ONU DESA), caso as tendências atuais persistam, estima-se que cerca de 8% da população feminina global, o equivalente a 342,4 milhões de mulheres, viverá com menos de 2,15 dólares por dia até o ano de 2030.
No contexto brasileiro, de acordo com dados do IBGE, as taxas de pobreza diminuíram de 36,7% para 31,6% até o ano de 2022. No entanto, ao analisarmos os dados relativos à população negra, observa-se que 40% dela estava em situação de pobreza em 2022, o dobro da taxa registrada entre a população branca, que foi de 21%. É importante ressaltar que os lares chefiados por mulheres pretas ou pardas, sem parceiro e com filhos menores de 14 anos, apresentaram a maior incidência de pobreza, com 72,2% dos residentes nesses arranjos vivendo abaixo da linha da pobreza.