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‘Nossa cultura em primeiro lugar’: BaianaSystem leva espetáculo inovador enraizado na cultura brasileira para SP

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Foto: Bob Wolfenson

Celebrando seus 15 anos de trajetória musical em 2024, o BaianaSystem deve surpreender o público com um experimento musical. Nos dias 3 e 4 de maio, o grupo apresentará na Audio, em São Paulo, um espetáculo único e experimental intitulado “Nossa cultura em primeiro lugar”, que mescla elementos de afro rock com outras influências, criando uma experiência musical única e autêntica, sem se prender a rótulos convencionais.

Além da inovação sonora, o espetáculo também promete uma abordagem inspirada em personagens e lendas do folclore brasileiro, promovendo uma conexão com as raízes da cultura nacional. Em “Nossa cultura em primeiro lugar” o público também será supreendido por uma experiência visual envolvente, com a participação de artistas como Filipe Cartaxo, responsável por toda a estética visual do Baiana, que estará ao lado de Core, baiano, e Fluxo Marginal, vindos do Ceará. “São artistas que têm na sua linguagem essa ideia do local global, que é o mesmo mote de ‘Nossa cultura em primeiro lugar’. Artistas que de alguma forma estão enraizados nos seus locais de origem mas com simbologias que conectam universalmente do local para o global”, afirma Cartaxo.

A ideia carrega ainda uma reverência ao disco “Além das Lendas Brasileiras”, do grupo Terreno Baldio, lançado em 1977 com versões de temas do folclore nacional. “Este álbum foi relançado e se conecta com ‘Nossa cultura em primeiro lugar’. Queremos dar continuidade a essa ideia, assim como ‘Cantata para Alagamar’ foi o disco que pesquisamos para formatar o Sulamericano Show”, afirma Russo Passapusso, vocalista.

Roberto Barreto, guitarrista do grupo, destaca a importância de São Paulo como palco para suas experimentações: “São Paulo é e sempre foi esse lugar onde a gente consegue experimentar, onde a gente tem um público muito diverso. Fora de Salvador foi o local onde a gente conseguiu se comunicar com o público de uma maneira mais frequente”.

SERVIÇO

BaianaSystem Apresenta “Nossa Cultura em Primeiro Lugar”

Local: Audio

Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca – SP

Datas: 3 e 4 de maio (sexta-feira e sábado)

Abertura da casa: 21h

Classificação: 18 anos

Acesso para deficientes: sim

Área PNE: sim

Local para alimentação: sim

Wifi: sim

Ingressos: 3 de maio | 4 de maio

Horário de funcionamento bilheteria: segunda a sábado (exceto feriados) das 10h às 17h | Fechada das 13h às 14h

Os templos monolíticos esculpidos na rocha de Lalibela na Etiópia

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Foto: Divulgação e iStock

Texto: Peres R. Songbe

Embora seja pouco divulgado, o continente africano possui uma das maiores diversidades de arquitetura antigas sofisticadas. Se não, a maior diversidade do mundo. Esses templos e palácios foram esculpidos na rocha e com muita precisão. Essa arquitetura africana é única e fascinante. A cidade de Lalibela na Etiópia, é onde se encontram essas maravilhas arquitetônicas africanas.

As construções foram realizadas por volta do século 12, durante o reinado do Rei Lalibela. Em total, são 11 templos monolíticos, ou seja, cada um esculpido em um bloco único de pedra e independente. Os edifícios desse conjunto subterrâneo são ligados entre si por longos túneis. 

O maior deles chamado “BETE MEDHANE ALEM”, é considerado também como o maior templo monolítico do mundo, medindo 34 metros por 24 metros de largura, 11m de altura, 05 naves, 34 pilares retangulares sobres os quais assenta uma cobertura. E isso, sem contar a riqueza dos detalhes, a estética, os capitéis, os arcos, as janelas decoradas e muito mais.

Mas o mais conhecido, é esse que vocês já devem ter visto pela internet.

Para finalizar, que você seja da área da Arquitetura ou não, todo africano do continente e da diáspora precisa conhecer essas obras, ter conhecimento da grandeza e da potência do nosso povo para poder se inspirar disso.

Sobre Peres R. Songbe

Arquiteto, Urbanista e Pesquisador Africano natural do Benin, Pérès Songbe, traz diversas abordagens sobre as Arquiteturas Africanas nas suas redes sociais, nós presenteando com uma riqueza de conhecimentos poucos divulgados sobre o Continente Africano. Atualmente, desenvolve uma pesquisa de mestrado relacionada às influências de Arquiteturas Africanas na Arquitetura Brasileira pela FAU USP.

“Sua preocupação número um é a sua saúde”, reflete Oprah Winfrey sobre preocupações relacionadas ao envelhecimento

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Foto: Getty Images

A apresentadora Oprah Winfrey está fazendo fazendo reflexões fundamentais para quem, assim como ela, chegou aos 70 anos de idade. Em entrevista exclusiva para a edição especial do 50º aniversário da revista People, a artista que esteve no Brasil na última semana falou abertamente sobre morte, lembrou o apoio de amigos como Maya Angelou e Sidney Poitier, e revelou quais suas esperanças e medos em relação à idade.

“Para todos que estão se aproximando desta fase da sua vida, sua preocupação número um é a sua saúde.”, afirmou. “Eu não vivo com medo da morte, mas vivo consciente de que é possível a qualquer momento… Eu diria que uma das razões pelas quais posso agora ter adquirido sabedoria, e literalmente tenho essa sabedoria, sem pedir desculpas por isso, é porque tenho prestado atenção e estou realmente consciente. Tenho estado atento por muito tempo”, revelou Oprah.

Ao lembrar da amizade com a escritora Maya Angelou, relação que classifica como uma das “melhores amizades que alguém poderia ter”, Oprah diz: “Quando completei 50 anos, Maya Angelou escreveu um poema para mim. Ela diz: ‘Não tenho nada para lhe dar, exceto meu coração e minhas palavras’ e escreveu um poema chamado Continue. Uma das linhas mais importantes desse poema é: ‘Meu desejo para você é que continue a surpreender um mundo cruel com seus atos de bondade’. E é isso que pretendo fazer. Ela também diz: ‘Espero que você deixe a gratidão ser o travesseiro sobre o qual você se ajoelha’ e é assim que eu governo minha vida. Pareço um disco quebrado, mas a gratidão é realmente a minha religião”, afirmou a apresentadora.

Na última quarta-feira, 10, Oprah Winfrey esteve no Brasil para participar de um evento de negócios onde foi entrevistada pela atriz Taís Araújo. Ao ser questionada sobre o ‘segredo do sucesso’, ela disse: “Houve um tempo em que eu era uma jovem repórter que precisava procurar debaixo do banco do carro moedinhas para pagar a gasolina e abastecer o carro. Eu estava vivendo além das minhas posses e não tinha condições de pagar a conta de luz e o aluguel ao mesmo tempo. Durante esse tempo, sempre mantive a fé, sabendo que o momento que estava vivendo não duraria para sempre, porque esse poder que é a fonte de todas as coisas para mim me dá a força e a fé e a coragem de saber que posso construir um caminho melhor para mim”.

Espetáculo gratuito “Bom dia, Eternidade” retorna aos palcos em São Paulo com canções de Jorge Ben Jor e Tim Maia

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Foto: Noélia Nájera

Após uma temporada de sucesso com ingressos esgotados no Sesc Consolação, o espetáculo “Bom dia, Eternidade”, do coletivo O Bonde, está de volta aos palcos paulistanos. As novas apresentações gratuitas acontecem no TUSP Butantã, localizado na Cidade Universitária, Zona Oeste de São Paulo, entre os dias 12 de abril e 5 de maio, com sessões de quinta a sábado às 19h e aos domingos às 18h e trazem interpretações musicais de grandes artistas da música brasileira, como Jorge Ben Jor, Jorge Aragão, Tim Maia, Djavan.

Sob a direção de Luiz Fernando Marques Lubi e dramaturgia de Jhonny Salaberg, o espetáculo traz à tona a história emocionante de quatro irmãos idosos que, após quase seis décadas, recebem a restituição de um terreno do qual foram despejados na infância. Com esse retorno, surge o dilema: o que fazer agora? Entre lembranças que se entrelaçam, o tempo se embaralha e histórias reais se misturam com as ficcionais.

Um dos grandes atrativos do espetáculo é a interpretação ao vivo de canções de grandes artistas, como Fernando Alabê, Djavan, Tim Maia, Jorge Aragão, Roberto Mendes Barbosa, Luiz Alfredo Xavier, Jorge Ben Jor, Lupicínio Rodrigues e Johnny Alf. Para essa performance única, jovens artistas do coletivo O Bonde se unem a músicos com mais de 60 anos de trajetória na música.

“Bom dia, Eternidade” faz parte de uma trilogia, juntamente com “Desfazenda – Me enterrem fora daqui” (2020) e o infantil “Quando eu morrer vou contar tudo a Deus” (2019), que serão apresentados em uma mostra de repertório posteriormente, entre os dias 23 de maio e 2 de junho.

Com uma proposta que visa promover a união e a reflexão sobre as experiências da vida e da morte, O Bonde reúne artistas periféricos que exploram as vivências do corpo negro, com ênfase nas heranças do período escravocrata. Cada obra da trilogia aborda uma fase específica da vida, proporcionando uma experiência única e profunda ao público.

SERVIÇO

De 12 de abril e 5 de maio de 2024, de quinta a sábado, às 19h, e, aos domingos, às 18h
Local: TUSP Butantã – Rua do Anfiteatro, 109 – acesso pela lateral direita do prédio, ao lado do bloco C – Butantã
Ingresso: Gratuito – Retirada na bilheteria 1h antes do início da sessão

Duração: 120 min
Classificação etária indicativa: 14 anos  

Djavan lança álbum ‘D Ao Vivo Maceió’, gravado em sua terra natal e com homenagem aos povos indígenas

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Foto: Hannah Carvalho

O cantor e compositor Djavan lançou o álbum ‘D Ao Vivo Maceió‘ na quinta-feira, 11 de abril, nas plataformas de música, onde reúne grandes sucessos que documentam a turnê do disco ‘D‘. O registro audiovisual será lançado ainda no primeiro semestre de 2024.

Gravado em sua terra natal, em Alagoas, e dedicado aos povos indígenas, o músico celebrou este momento especial durante conversa em seu estúdio, no Rio de Janeiro. “Eu tenho um amor profundo e uma gratidão imensa pela minha cidade, por Maceió. Porque foi ali que eu me formei, foi ali que eu conheci tudo que eu precisava pra ter uma formação diversa como a minha intuição e o meu espírito gostariam. Ali eu conheci o jazz, o R&B, a música flamenca, a música nordestina, a música do Brasil… Me formatei ali”, conta.

No palco, ao refletir o sentido de “casa” que atravessa o show, Djavan abriu a apresentação com um manifesto lido pela Sonia Guajajara, Ministra dos Povos Originários, com um texto de sua autoria, feito especialmente para a turnê. “Gritamos e ressoamos o ‘reflorestarmentes’, para que de uma vez por todas o nosso direito à vida seja conquistado, com base na natureza e na ancestralidade”, diz um trecho. Em seguida, o músico começou o show cantando a música ‘Curumim‘, em homenagem aos povos indígenas e “dedicado à todas as minorias”.

“Escrevi ‘Curumim’ depois de ter ficado muito impressionado quando vi na televisão uns meninos indígenas brincando com esses bonequinhos G.I. Joe (lançados no Brasil como Comandos em Ação)”, diz Djavan. “Você vê a infiltração de outras culturas ali, como isso pode matar a cultura indígena. E eu trago na letra, pra sedimentar essa questão, o nome de várias etnias. Nomes belíssimos, sonoros, musicais. Assim como a expressão ‘G.I. Joe’ também me pareceu, ali, extremamente musical”.

Durante a apresentação, Djavan fez um show de voz-e-violão, e depois se reuniu no palco com a banda Iluminado, além de gravar com seus filhos e netos.

Grifes negras são destaque na 57ª edição da São Paulo Fashion Week

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Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite.

A São Paulo Fashion Week começou no último dia 9 de abril e segue até o domingo, 14. A maior semana de moda do país chega em sua edição de número 57 com grandes novidades e talentos emergentes. Os desfiles são realizados nos shoppings Iguatemi, localizado na Zona Oeste, e JK Iguatemi, na Zona Sul da capital paulista. Abaixo, alguns destaques da SPFW 57:

SILVÉRIO

O fundador da SILVÉRIO, Rafael Silvério, resolveu celebrar o amor LGBTQIA+ em sua nova coleção, chamada ‘Celebration’. A ideia foi criar itens para ocasiões de celebração.  “Olhar para as relações humanas valorizando as conexões é o ponto de partida para criar a Linha Celebration. Peças cerimoniais que ajudam a contar as histórias de amor mais sublimes, entre diferentes corpos, orientações afetivas, identidades e vivências”, declarou a marca.

SilverioSPFW N57Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite
SilverioSPFW N57Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite

DENDEZEIRO

A grife baiana preparou a coleção ‘Para Aqueles Que Acreditam Na Liberdade’. “É uma grande reflexão sobre a vida, figurando o passo a passo do crescer, trabalhar, se relacionar, a morte e a pós morte“, relataram os criadores Hisan Silva e Pedro Batalha. “Nos baseamos numa pesquisa com 30 personalidades distintas sobre o que significa medo e liberdade para cada uma delas e a partir das respostas construímos a coleção. Cada roupa conta a história de um personagem, uma reflexão sobre seu passado, presente e futuro, seus desejos e objetivos em paralelo com suas dificuldades e armadilhas.

DendezeiroSPFW N57Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite
DendezeiroSPFW N57Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

AZ MARIA’S

A estilista Cíntia Felix apresentou coleção inspirada no elemento Ar, que segundo ela, representa a vida. A grife AZ Maria’s continua com sua proposta de moda sustentável e diversa.

AZ MariasSPFW N57Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

GEFFERSON VILA NOVA

‘JORNADA’ é nome da terceira coleção que a marca masculina Gefferson Vila Nova Label. Na coleção, o designer de moda baiano vai convidar o público para uma viagem – ou várias. Os destinos podem ser uma ilha paradisíaca, uma grande metrópole, o centro da Terra, uma galáxia distante ou seu próprio interior. “O que importa é liberar a mente e o corpo e transcender”, diz ele.

Gefferson VilaSPFW N57Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

Jéssica Magalhães, biomédica esteta, defende procedimentos que valorizem traços negros: “respeito à ancestralidade”

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Foto: Luciano Pacheco

Por décadas, os padrões de beleza difundidos pela mídia e pela indústria da moda privilegiaram traços eurocêntricos, deixando muitas pessoas negras à margem, sem se sentirem representadas ou valorizadas. Essa marginalização estética teve impactos significativos na autoestima e no bem-estar emocional de alguns indivíduos, contribuindo para uma percepção distorcida de si mesmos e para a internalização de ideais inatingíveis de beleza.

Nesse cenário de mudança e reconhecimento, com mais de uma década de experiência dedicada ao cuidado da pele preta, a biomédica esteta Jéssica Magalhães, especialista em Gestão pela Qualidade e Gerenciamento de Risco em Saúde, é uma voz ativa na promoção da diversidade e na valorização dos traços negróides.

Ao longo de sua carreira, a biomédica tem defendido uma abordagem inclusiva e sensível aos cuidados estéticos, reconhecendo e respeitando as especificidades do povo preto. Em suas palavras, “valorizar os nossos traços negros é resgatar a força que vem de saber quem somos, de celebrar nossa origem e dos povos grandiosos que deram origem à miscigenação brasileira”, pontua.

Jéssica destaca a importância de compreender as características únicas da pele negra e os cuidados necessários para evitar danos durante os procedimentos estéticos. Ela enfatiza também a necessidade de respeitar a identidade e individualidade de cada pessoa, reconhecendo a dor histórica de ter seus traços apontados como feios ou errados.

“Poderia citar primeiramente o respeito à ancestralidade, mas a dor mais latente é a de ter todos os seus traços apontados como feios, errados. A atuação com pessoas negras é ainda mais profunda porque nossa identidade foi roubada há séculos e ainda sofremos com a ausência de reconhecimento como pessoas capazes, inteligentes e belas. A estética então transcende o toque na pele e chega à alma, reparando cicatrizes muito antigas e que são intimamente relacionadas com a maneira como nos vemos no mundo, como indivíduo. Nunca será apenas sobre realizar procedimentos”, explica Jéssica.

A especialista acredita que os procedimentos estéticos podem ser uma ferramenta poderosa para promover a autoestima e a confiança das pessoas negras, desde que realizados de forma personalizada e respeitosa.

No entanto, reconhece os desafios enfrentados ao trabalhar com corpos negros em procedimentos estéticos. A falta de estudos específicos sobre cuidados com essa pele especificamente e a persistência de estereótipos são obstáculos que exigem uma abordagem cuidadosa e comprometida. “A prática clínica, prática de atendimento, acaba trazendo o conhecimento que falta nos artigos”.

Jéssica destaca a importância da conscientização e educação dos profissionais sobre a diversidade de corpos e a importância de valorizar a beleza natural das pessoas negras. Para a doutora, é fundamental que os especialistas compreendam que a estética não deve impor padrões, mas sim celebrar a diversidade e promover a aceitação de todas as formas de beleza. “É entender a estrutura de cada um e realizar conforme é necessário em cada situação. Assim é que temos procedimentos personalizados: feitos de uma forma única para a necessidade real de cada um. Se a atuação for desta forma, vai respeitar as características negras ao invés de transformar a todos em um rosto de mesmo formato”.

Em um mundo que muitas vezes tenta padronizar a beleza, profissionais como Jéssica Magalhães destacam-se como defensores da diversidade e da inclusão. Sua abordagem sensível e comprometida ressalta a importância de reconhecer e valorizar a estética negra em sua autenticidade, promovendo uma maior representatividade e empoderamento para indivíduos negros em todos os aspectos da vida. “Não basta ser um injetor, um reprodutor de protocolo pronto. É preciso estudar, compreender e assim ter a conduta que é correta: estética para aumentar autoestima e não para aprisionar em moldes”, conclui.

Evento da ONU, o 3º Fórum de Pessoas Afrodescendentes vai acontecer na Suíça e terá participação de Anielle Franco

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Foto: Andressa A / ASCOM

A terceira edição do Fórum de Pessoas Afrodescendentes ocorrerá entre os dias 16 e 19 de abril no Palácio das Nações, em Genebra, Suíça. Com o tema “A Segunda Década Internacional para Afrodescendentes: Abordando o Racismo Sistêmico, a Justiça Reparadora e o Desenvolvimento Sustentável”, o evento destaca a importância de questões relacionadas à raça e à justiça social, com foco para as ações antirracistas no mercado privado.

Em sua terceira sessão, o Fórum terá quatro painéis temáticos de discussão: Reparações, Desenvolvimento Sustentável e Justiça Econômica; Educação: Superando o Racismo Sistêmicos e os Danos Históricos; Cultura e Reconhecimento e A Segunda Década Internacional de Afrodescendentes: Expectativas e Desafios.

O Pacto Global da ONU – Rede Brasil, principal iniciativa de sustentabilidade corporativa da Organização das Nações Unidas, organizará eventos paralelos para abordar questões críticas e promover a visibilidade internacional dessas discussões. “Estarmos com nossa delegação no Fórum Permanente de Pessoas Afrodescendentes traz o setor privado e entidades brasileiras, diante dos olhos do mundo, à discussão de questões críticas sob um ponto de vista interseccional, com pessoas negras em posições de liderança interagindo com líderes e organizações globais com foco no papel empresarial na defesa dos direitos humanos da população negra”, defende Camila Valverde, COO e diretora de Impacto do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.

A abertura da exposição Atlântico Vermelho ocorrerá no dia 15, contando com a presença de autoridades como Anielle Franco, Tatiana Valovaya, Tovar da Silva Nunes, Rita Cristina de Oliveira, Marcelo Campos, entre outros. A exposição apresentará obras de 22 artistas afrodescendentes brasileiros, promovendo o diálogo sobre direitos humanos, arte e cultura.

Foto: Reprodução

Ainda por conta da abertura da exposição, mais dois eventos paralelos estão previstos na programação, nos dias 16 e 17, respectivamente, diferentes painéis com o tema ‘Atlântico Vermelho – A Realização dos Direitos Humanos para os Indivíduos Negros através do Poder da Arte – Discussão com Especialistas e Consulta Aberta sobre Discriminação, Arte e Cultura’, seguirão provocando diálogos entre investigadores, especialistas, figuras públicas e artistas.

O Fórum Permanente foi criado em 2021 pela Assembleia Geral da ONU, como parte das atividades da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024). Entre suas funções, o Fórum Permanente contribui para a inclusão política, econômica e social da população afrodescendentes em todo o mundo, além de identificar e analisar boas práticas, desafios, oportunidades e iniciativas para a promoção dos direitos humanos das pessoas negras. O Fórum Permanente também tem a importante tarefa de discutir a elaboração de uma Declaração das Nações Unidas sobre a promoção, proteção e respeito pleno aos direitos humanos das pessoas afrodescendentes.

Por que o #LUDCHELLA será um marco histórico para a comunidade negra e LGBTQIA+?

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Foto: Reprodução / Redes Sociais

Ludmilla realiza neste domingo (14) o primeiro show de sua sequência histórica no Coachella 2024. Para uma artista negra e brasileira, chegar no palco principal do festival que já recebeu nomes como Beyoncé e Prince é um verdadeiro marco. O espetáculo já até recebeu o nome de ‘Ludchella’, uma menção ao icônico show da Queen B em 2018.

Primeira afrolatina da história no Coachella, Ludmilla sabe da importância de sua arte. “É uma responsabilidade muito grande. Eu me sinto muito honrada por estar recebendo essa dádiva de estar lá abrindo os caminhos para mais pessoas como eu”, disse ela em entrevista para o Popline.

A apresentação da brasileira já é considerada histórica porque sabe-se que quebrar o status quo predominante na indústria da música, onde artistas negros e latinos ainda lutam por representação e reconhecimento equivalentes, ainda é um grande desafio. O festival é conhecido por ser uma vitrine global que catapulta artistas para um novo patamar de reconhecimento e influência. Ludmilla deve ampliar sua rede internacional e sua presença no mercado global. 

Além disso, o sucesso e a visibilidade da dona do ‘Numanice’ como uma artista abertamente negra e LGBTQIA+ deve oferecer uma resposta poderosa à discriminação e à marginalização frequentemente enfrentadas no mundo da música. “A gente sempre tem que fazer três vezes mais para ser visto. Temos que nos dedicar 50 vezes mais para se destacar e assim que a gente vai […] eu sempre paro para me dedicar ao que eu estou fazendo”, disse a artista.

Desde suas origens em Duque de Caxias até alcançar o palco internacional do Coachella, a trajetória de Ludmilla é inspiradora. Neste domingo, a comunidade negra, a comunidade LGBTQIA+ e o Brasil como um todo se orgulhará da artista de Duque de Caxias que levou a música nacional para o mundo.

Ludmilla vai se apresentar no palco Coachella Stage a partir das 18h50, pelo horário de Brasília. O show será transmitido pelo canal do festival no Youtube.

https://www.youtube.com/watch?v=dYTuZMRFhFY

Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba (MIMB) retorna em sua 5ª edição em Salvador, Bahia

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Foto: Reprodução

Com o tema “Cinemas em Movimento: Memória nas Telas”, Salvador recebe a 5ª edição da Mostra Itinerante de Cinemas Negros Mahomed Bamba (MIMB) entre os dias 8 e 27 de abril. O evento promete uma experiência híbrida, combinando exibições online e presenciais, além de oferecer acesso gratuito a mais de 60 obras cinematográficas produzidas por realizadores negros da diáspora Africana.

Uma das novidades desta edição é o MERCAMIMB, que ocorrerá entre os dias 22 e 24 de abril. Este será o primeiro ambiente de negócios audiovisuais promovido em Salvador pela MIMB, visando aproximar produtores independentes e criadores de conteúdo negro de diversos players e plataformas do setor, tanto nacional quanto internacional.

Além das exibições de filmes, a MIMB oferecerá uma variedade de atividades, incluindo oficinas, masterclasses e espaços de debate sobre a produção negra no cinema. Com uma programação diversificada, o festival visa não apenas entreter, mas também educar e promover a reflexão sobre a importância do cinema como ferramenta de transformação social.

A MIMB, conhecida por sua missão de democratizar o acesso à cultura e à informação, continua a ser um farol de inclusão e diversidade no cenário cinematográfico. Sob a coordenação e protagonismo de Daiane Rosário, Kinda Rodrigues, Julia Morais e Tais Amordivino, mulheres negras influentes em diversas áreas da produção cinematográfica, a MIMB se estabeleceu como uma plataforma essencial para a promoção do cinema negro e suas narrativas.

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