A atriz e cantora Zezé Motta lidera a quarta edição do Especial Mulher Negra, que estreia em 25 de julho, às 23h, no E! Entertainment. A celebração marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, que também homenageia a líder quilombola Tereza de Banguela.
Nesta edição, o programa que mistura música, bate-papo, depoimentos e convidadas especiais abordará temas como maternidade, saúde, autoestima e os sonhos das mulheres negras. Convidada do programa, Preta Gil afirmou: “O Especial Mulher Negra é o sinal de uma geração que resistiu, lutou e que venceu. É representatividade para uma série de mulheres e homens que vão assistir à gente e entender como vale a pena lutar, se arriscar, se expor. A Zezé é um símbolo disso, e todas nós também. É um especial de representatividade e inspiração para muita gente”.
A atriz Sheron Menezzes e a cantora Aline Wirley também apresentam o especial em homenagem às mulheres negras. O programa traz ainda depoimentos de Fernanda Garay, Gaby Amarantos, Erika Januza e Liniker. Gravado no Copacabana Palace, o cenário histórico reforça a grandiosidade do evento. O Especial Mulher Negra também tem impacto social, com apoio do Movimento Surfistas Negras, que promove a visibilidade de mulheres negras e nordestinas no surfe.
A direção e o roteiro são de Clara Anastácia, cineasta premiada, que enfatiza a importância de abordar questões da negritude com sensibilidade e profundidade. A idealização do projeto é de Anderson Clayton e Vinicius Belo, com produção executiva de Enzo Bitarães.
Mirtes Santana, roteirista de grandes sucessos como ‘O Menino Maluquinho’ (Netflix), ‘Turma da Mônica: a Série’ (Globoplay) e ‘Escola de Gênios’ (Gloob), agora se aventura no lançamento oficial do seu primeiro HQ, ‘Superpunk’, programa para o próximo final de semana, 27 e 28 de julho, durante a PerifaCon, a primeira convenção nerd das favelas, na Fábrica de Cultura de Diadema, com sessão de autógrafos.
O quadrinho foi lançado em pré-venda no dia 14 de junho, e a resposta do público foi imediata e positiva, com mais de 500 exemplares vendidos até agora.
Misturando uma aventura sobrenatural, diálogos engraçados e muito punk rock, o quadrinho conta a história de Violeta, uma pré-adolescente de 13 anos que vive por aí com o toca-fitas do seu avô plugado nos ouvidos. Mas, após tocar uma fita cassete ao contrário, ela libera monstros assustadores e também ganha poderes para assumir uma nova identidade secreta: a Superpunk, uma heroína de máscara-touca, cheia de atitude!
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Ao lado de seu fiel escudeiro, o podcaster e investigador sobrenatural Alan, ela enfrenta diariamente as criaturas sombrias que somente os dois são capazes de enxergar. Entre sua rotina de péssima aluna e skatista fajuta e sua agenda de combate a ameaças sobrenaturais, Violeta ainda terá de lidar com o retorno de uma velha amiga, que vai obrigá-la a reviver seu passado, e com a invasão de uma horda de monstros em sua escola.
Em entrevista ao Mundo Negro, Mirtes Santana destaca o quão ficou surpresa com o sucesso da pré-venda e enxerga tudo com muito otimismo. “Com a aproximação do Perifacon, o frio na barriga só aumenta. É a minha primeira publicação impressa e espero poder ter feito o meu papel de contadora de histórias de forma eficaz”, diz.
“Fui muito fiel a mim mesma ao representar a periferia de onde vim, e tem um pedacinho de mim em cada parte desse quadrinho. Espero também, a partir desse primeiro sucesso, poder escrever novos volumes contando mais aventuras desta personagem tão inspiradora e rebelde”, completa.
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Publicado inicialmente como um zine em 2017 pelo multipremiado quadrinista Guilherme Petreca, responsável por “Ye“, “Shamisen” e “Ogiva“, a história de Superpunk chega para compor a mesma trilha de sucesso, contando com a parceria criativa da roteirista de TV, Mirtes Santana.
Superpunk se propõe como uma história para toda a família, trazendo uma linguagem reconfortante que trás memórias afetivas dos anos 2000, contanto personagens carismáticos, trilha sonora marcante, que visa acender uma faísca de conforto e esperança, além de frescor no mercado disputado de super-heróis.
Leia a entrevista completa abaixo:
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Como essa experiência com séries infantis influenciou na criação do roteiro de Superpunk e na construção dos personagens?
Como meu início na carreira como roteirista de TV já começa escrevendo para o público infanto-juvenil, foi fácil entender os códigos e signos envolvidos na construção desse tipo de história. É claro que todo projeto tem as suas particularidades: tanto em Escola de Gênios (Gloob) como em Turma da Mônica: a Série (Globoplay), por exemplo, a audiência demandou uma construção de universo bem precisa e de muito estudo. Pode parecer um pouco clichê, mas olhar para dentro de nossas infâncias, e também para as crianças em nosso convívio familiar, nos ajuda a compreender e representá-las melhor nas telas e nos quadrinhos.
Além disso, é sempre um desafio pensar numa história em que apresentaremos personagens originais aos leitores. Afinal, a concorrência no nicho dos quadrinhos de super-heróis é bem acirrada hoje. Por outro lado, Superpunk já conta com diferenciais que o fazem se destacar nessa multidão: Violeta é uma garota punk, vegana, péssima em matemática e bastante cabeça dura. Acho que a sua personalidade impulsiva e de quem pensa um pouco fora da caixinha, criam uma identificação muito forte com as novas gerações de leitores.
Um outro fato importante que contribuiu para a escrita do projeto, é o fato de que a HQ surgiu a partir de uma série de animação que estamos desenvolvendo em parceria com a produtora Chatrone. Assim, na medida em que transito na minha zona de conforto de escrever para TV e streaming, também tenho a oportunidade de trazer elementos da série para o universo de uma mídia impressa, e vice-versa, testando recursos narrativos nesses dois formatos.
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Como foi o processo de integrar referências culturais e musicais na narrativa da HQ, para atrair diferentes gerações?
Guilherme Petreca, criador e parceiro criativo nessa jornada da escrita da HQ e da série, tem uma infância e adolescência permeadas pela música. Assim, ficou a cargo dele me apresentar o universo punk em suas minúcias – e são muitas, viu? Descobri bandas undergrounds, músicas diferentes, além de passar a frequentar shows e espaços para fazer a boa e velha “pesquisa de campo” – e também para curtir, porque não? Nessa jornada, eu me reconectei com a música. Sou bem eclética e transito bem entre vários gêneros diferentes, desde ao pagode ao heavy metal. Eu tive a minha fase rock n roll e rebelde na adolescência e até voltei a tocar bateria, incentivada pela escrita da HQ. Por isso, eu acredito que a música gera conexões tão fortes, que podem permear as nossas memórias coletivas e afetivas, agregando esse potencial de se conectar com gerações diferentes. Hoje, a nostalgia dentro da cultura pop, como o retorno de remakes de filmes, séries e quadrinhos antigos, criou uma forte demanda de conteúdos que proporcionem conforto e familiaridade para todos – e acho que fomos bem efetivos em construir isso dentro da nossa história. Afinal, a Violeta combate os monstros da sua cidade com músicas que escuta de sua fita cassete!
Além disso, os cenários periféricos nos ajudaram a dar uma cara única e especial para a HQ. Eu e o Petreca somos de periferias distintas, mas conseguimos encontrar características semelhantes, dando uma iconografia muito especial para o quadrinho e refletindo essa “parada” no tempo, que bairros à margem apresentam: Uma escola pública cheia de grafites e artes duvidosas sobrepostas, o escadão isolado bairro, o a loja de discos onde se vende de tudo. Esses exemplos compõem um mosaico interessante e único, que vemos pouco por aí representado. Afinal de contas, esses bairros são microcosmos como qualquer outra cidade e merecem sim ter a sua própria super-heroína.
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Após o sucesso da venda de 500 exemplares na pré-venda, quais reações do público que mais te surpreendeu e quais as expectativas para o lançamento oficial no PerifaCon?
Eu realmente não esperava vender os 500 exemplares limitados de HQs com bookplate autografados em menos de um dia! Foi uma grande surpresa, principalmente dentro do nicho de quadrinhos para o público infanto-juvenil. Eu encaro esse primeiro sucesso como um bom sinal, de que estamos correspondendo a uma demanda por histórias originais, inovadoras e cheias de nostalgia.
Com a aproximação do Perifacon, o frio na barriga só aumenta. É a minha primeira publicação impressa e espero poder ter feito o meu papel de contadora de histórias de forma eficaz. Fui muito fiel a mim mesma ao representar a periferia de onde vim, e tem um pedacinho de mim em cada parte desse quadrinho. Espero também, a partir desse primeiro sucesso, poder escrever novos volumes contando mais aventuras desta personagem tão inspiradora e rebelde. Acredito que todos precisamos de um pouco disso para refrescar e inspirar nossas vidas.
O cantor Sean Kingston e sua mãe, Janice Turner, foram indiciados por acusações de fraude eletrônica. Se condenados, os dois podem pegar 20 anos de prisão devido ao seu envolvimento em um esquema que envolveu US$ 1 milhão em produtos de luxo. Ambos compareceram ao tribunal federal de Miami para responder às acusações.
De acordo com a acusação, Kingston e Turner supostamente usaram informações falsas para adquirir bens de alto valor, incluindo veículos de luxo, joias, roupas e acessórios de grife. As autoridades alegam que os dois participaram de uma série de transações fraudulentas que permitiram obter os itens sem pagamento adequado.
O advogado Robert Rosenblatt, que representa o Sean Kingston, afirmou que espera o julgamento no tribunal. “Estamos cientes das alegações feitas contra ambos. Esperamos abordar essas questões no tribunal e estamos confiantes em uma resolução bem-sucedida para Sean e sua mãe”, declarou o profissional.
Kingston ganhou fama mundial em 2007 com seu hit “Beautiful Girls”. Nascido em Miami e criado na Jamaica, Kingston se destacou por seu estilo que mistura reggae, pop e hip-hop. Seu álbum de estreia autointitulado, lançado em 2007, foi um sucesso comercial, impulsionado por singles como “Me Love” e “Take You There”.
Para celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho, Salvador vai receber o evento “Julho das Pretas: Celebrando a Ancestralidade, Construindo Futuros”, que acontece no dia 21 de julho no Largo Tereza Batista, no Pelourinho. O evento gratuito, organizado pelo Fundo Agbara, contará com oficinas de formação, seminários voltados para o empreendedorismo de mulheres negras e apresentação de samba.
A programação inclui seminários com temas variados como “Mulheres Negras e Participação Política”, “Mulheres Negras: Trabalho e Renda” e “Criação de Conteúdo para o Empreendedorismo”. Além disso, haverá uma feira criativa e apresentações de artistas locais. A abertura do evento será marcada por um cortejo protagonizado pela Banda Didá e a Negra Jhô, começando às 13h.
O público poderá também visitar a feira de economia criativa, onde 20 expositoras, incluindo mulheres quilombolas, comercializarão seus artesanatos. A celebração será encerrada com uma apresentação do grupo Samba Ohana.
Como parte da programação, no dia 19 de julho, foram realizadas oficinas formativas, culturais e de apoio ao afroempreendedorismo, nos bairros Cajazeiras, Uruguai e Cabula. As oficinas, focadas no fortalecimento da sociedade civil, empregabilidade e empreendedorismo, foram oferecidas para cerca de 140 pessoas.
“Chegar a Salvador com o ‘Julho das Pretas’ é um marco significativo em nossa trajetória. A Bahia é um estado que sempre acolheu e acreditou em nosso trabalho e temos aqui uma importante parte da nossa rede. Estar presente nesse território fortalece ainda mais nosso objetivo de promover justiça social e direitos econômicos para as mulheres negras”, afirmou Aline Odara, fundadora do Fundo Agbara.
SERVIÇO
Confira a programação:
13h: Saída do Cortejo com Banda Didá e Negra Jhô do Terreiro de Jesus até o Largo Tereza Batista
14h: Início do Seminário e Feira
14h15: Mesa 1 – Mulheres negras, participação política e a Marcha das Mulheres Negras | Com Valcedir Nascimento e Carolina Pinho
15h15: Mesa 2 – Trabalho e Geração de Renda para Mulheres Negras | Com Najara Black, Mônica Anjos, Gisele Cunha e Danielle Pires
16h30: Mesa 3 – Criação de conteúdo para empreendedoras | Com Val Benvindo e equipe do Tik Tok
17h30: Competição de Pitch com mediação do Clube Dazminas (9 premiações de R$500,00 para as vencedoras)
O Dida Bar e Restaurante, reconhecido por sua culinária afro-brasileira autêntica, está organizando um evento especial em celebração ao Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. Este encontro único acontecerá no dia 26 de julho no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos locais mais emblemáticos da cidade.
Com o objetivo de destacar a diversidade cultural e homenagear mulheres negras de destaque, o evento contará com a presença ilustre de Sueli Carneiro, figura central no movimento negro brasileiro e referência internacional em estudos sobre racismo e feminismo. Evelyn Bastos, rainha de bateria da Mangueira, também estará presente, juntamente com as parlamentares Tainá de Paula, Monica Cunha e Thais Ferreira, que têm se destacado por suas contribuições na luta por justiça social e igualdade de gênero.
Além delas, Marinete da Silva, mãe de Anielle Franco e Marielle Franco, símbolos de resistência e luta contra a violência e a desigualdade, será honrada pela sua incansável defesa dos direitos humanos. A jornalista Bel Clavelin, conhecida por seu trabalho na valorização da cultura afro-brasileira e na promoção de narrativas negras na mídia, também será uma das homenageadas no evento. Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta, um dos maiores eventos de cultura negra da América Latina, também receberá reconhecimento por seu papel crucial na promoção de artistas e empreendedores negros.
Durante o encontro, os participantes poderão desfrutar de uma experiência gastronômica que inclui pratos como Mini Acarajé, Mini Bolinho de Feijoada em suas versões normal e vegana, Mini African Burger, Cuscuz Marroquino vegano, Pãozinho Aberto Africano, além de uma mesa de frios e uma seleção de doces como Tartelette, Mousse de Chocolate e Brownie.
Dida, a matriarca e fundadora do restaurante homônimo, cuja trajetória é marcada pela dedicação à preservação e valorização da culinária afro-brasileira, será uma das anfitriãs do evento. “Estamos muito felizes em poder proporcionar este espaço de celebração e reconhecimento à contribuição das mulheres negras para nossa sociedade”, afirmou Dida.
O evento é aberto ao público e visa não apenas celebrar, mas também promover a troca de experiências e fortalecer vínculos comunitários. Os interessados podem garantir sua participação através do Sympla, acessando o link disponível na bio oficial do evento, ou realizando o pagamento via PIX para casaraoinstituto@gmail.com, com isenção de taxa do Sympla mediante envio do comprovante para o mesmo e-mail ou para o WhatsApp da organização.
Uma mulher negra, vendedora de balas, estava com duas crianças quando sofreu uma abordagem truculenta no Centro do Rio de Janeiro, na quarta-feira, 17 de julho. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que ela é jogada no chão por um policial dentro de um comércio na Rua São José, em frente ao Edifício Garagem, e causou indignação.
Nesta quinta-feira, 18, os agentes envolvidos, do Segurança Presente, foram afastados do programa após avaliação das imagens das câmeras corporais.
Nas imagens, é possível ver a vendedora já imobilizada no chão, quando as crianças começam a chorar e ela pede que os agentes a soltem. “Isso é covardia com uma mulher. Eu estou trabalhando. Você me bateu e me jogou no chão. Eu não fiz nada, só estou trabalhando, não tem necessidade. Me solta, moço, eu tenho direito de andar na rua. É por que eu sou preta? Eu só quero trabalhar”, reclama. “Eu tô aqui com meus filhos e você está me batendo”, diz em outro momento.
De acordo com uma testemunha, a violência aconteceu porque a mulher estava vendendo balas no local. Outras pessoas tentaram intervir na ação e proteger as crianças.
Em nota para o g1, na tarde de quinta-feira, A Superintendência do Segurança Presente informou que avaliou as imagens das câmeras corporais dos agentes e eles foram afastados. Leia na íntegra:
“A Superintendência do Segurança Presente determinou o envio à Corregedoria da Polícia Militar do processo aberto para apurar a conduta dos dois policiais durante uma abordagem, na tarde de quarta-feira, no Centro do Rio. No documento, é pedido a abertura de processo para determinar as transgressões disciplinares e, ainda, que os policiais sejam bloqueados de tirar novos serviços no programa Segurança Presente.
Os dois policiais que se envolveram no episódio não são do quadro fixo do programa. Eles trabalhavam no sistema de folga no Centro Presente. A apuração sumária, feita pela Corregedoria da Secretaria de Estado de Governo, analisou as imagens das câmaras corporais e dos vídeos feitos pelos moradores.
A Superintendência do Segurança Presente informa que todos os policiais de serviço no programa passam por cursos de capacitação e têm o compromisso de seguir os protocolos de abordagem de proximidade e com atenção aos Direitos Humanos”.
Donald Gloverlançou o seu último álbum com o pseudônimo ChildishGambino, nesta sexta-feira, 19 de julho. Intitulado ‘Bando Stone and The New World’, o sexto álbum de estúdio está disponível em todas as plataformas de música.
Antes do lançamento, o artista divulgou o novo single “In The Night”, em colaboração com Jorja Smith e Amaarae. Com 17 faixas ao todo, o disco ainda conta com parcerias de Chlöe, Flo Milli, Legend, Yeat, Foushée e Khruangbin.
Glover começou a dar pistas sobre o projeto em junho, quando estreou o trailer do filme ‘Bando Stone and The New World’, com o mesmo nome do álbum. Dirigido por ele, o longa-metragem ainda não teve a data de estreia revelada.
Desde o lançamento de seu primeiro álbum em 2011, Glover conquistou uma legião de fãs e inúmeros prêmios sob o pseudônimo de Childish Gambino. Seu trabalho variou de álbuns introspectivos a músicas de grande impacto social, como “This Is America”, que recebeu elogios por sua crítica poderosa à sociedade americana.
“Sucesso para mim é, honestamente, ser capaz de lançar um álbum de grande escala que eu ouviria”, disse ele durante uma entrevista recente. “Para este álbum, eu realmente queria ser capaz de tocar em locais grandes e ter grandes canções antológicas que enchessem esses espaços, para que as pessoas sentissem uma sensação de união”, declarou.
“Quem não dorme quando é sentinela na espera elabora arrisca enfrenta o vazio inventa estrela passo e caminho mesmo que seja por um fio sobre redemoinho” – Cuti
Numa tarde de inverno paulistano, acompanhei o ator e músico Mestre Ivamar numa visita ao artista No Martins, no bairro tradicional da Barra Funda. Conheci o espaço divino do ateliê de No Martins, artista que impressiona pela fala mansa, sem pressa, fluente e com o cuidado com as palavras.
Entrar naquele lugar mágico com telas gigantes, herança do passado grafiteiro, onde cada tela nos remetia a cenas do quotidiano de mulheres e homens negros, nos emocionava e nos prendia nos detalhes. Não pude deixar de pensar nos mestres Lizar, Emanoel Araújo, Didi, Rubens Valentin e tantos outros que construíram um olhar negro sobre as artes plásticas brasileiras e tanto batalharam para impor seu trabalho na academia e no mercado elitista das artes.
Mestre Ivamar, No Martins e Ivair (Foto: Arquivo pessoal)
Ex-aluno da consagrada artista Rosana Paulino que é muito reverenciada pelo jovem artista. O tempo que estive lá no ateliê, me identifiquei com as suas origens de ser um morador da Zona Leste de São Paulo e na importância que foi o apoio da família negra.
Imagine um jovem que decide sair do emprego com carteira assinada no Museu de Imagem e Som- MIS e dizer à família que pretende viver de sua arte. Precisa ter coragem, muita determinação e apoio familiar. Não deve ter sido fácil a tomada de decisão daquele jovem negro.
Com as lições aprendidas na vida, na prática de grafiteiro, nos cursos da faculdade e, principalmente, nos ensinamentos sobre a arte da paciência, do saber esperar e do cuidado com o tempo de espera. No trabalha e faz acontecer os seus lindos projetos.
Crédito: Obra de No Martins
As pinturas e instalações artísticas de No Martins têm o mesmo impacto das poesias de Cuti, Oswaldo de Camargo, Jamu Minka, Arnaldo Xavier, Miriam Alves, Esmeralda Ribeiro, Kwame Yonatan, Solano Trindade e Eduardo de Oliveira. São imagens fortes do nosso quotidiano, que provocam nossa imaginação e mobilizam para luta contra o racismo.
Ouso dizer que estava diante de um “Miles Davis” da pintura negra brasileira. Durante aquelas horas de convívio, ouvindo Jorge Ben Jor, Gilberto Gil e muitos sambistas, só pensava que estava diante de um gigante que me inspirava a pensar e a me orgulhar de ser negro. Eu me reconhecia naquelas figuras retratadas com tanta beleza.
Nas conversas que tive com o mestre Lizar, artista que inspirou muita gente, ele sempre relatava a dificuldade de conseguir espaços para expor seu trabalho. A branquitude cria obstáculos difíceis de serem ultrapassados, mas na arte elitista, as exigências são enormes.
Crédito: Obra de No Martins
No Martins fala sobre a necessidade de estudar, praticar, conhecer novas técnicas, conhecer novas realidades pra além do Brasil e seguir as orientações de Rosana Paulino: paciência. Expôs seus trabalhos nos EUA, na França, na Alemanha e em galerias brasileiras com muito sucesso.
Ele trabalha para sua nova exposição na Galeria Millan, agendada para o mês de novembro, e esperada com muita alegria por todos nós. Esperamos com muita esperança por este especial momento.
Crédito: Obra de No MartinsCrédito: Obra de No Martins
A Polícia Federal (PF) prendeu dois suspeitos do assassinato de Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, também conhecido como Binho do Quilombo. Ele era representante da comunidade quilombola de Pitanga dos Palmares, na Bahia, junto com sua mãe, Maria Bernadete Pacífico Moreira, também vítima de homicídio no ano passado. A operação ocorreu nos dias 17 e 18 de julho.
“Os elementos de informação produzidos no curso dos autos demonstram que os suspeitos utilizaram na empreitada criminosa um veículo fraudulentamente adquirido em nome de terceiro, financiado mediante utilização de documentos falsificados. Restou consignado, ainda, que o número de celular utilizado por um dos investigados à época do crime foi cadastrado em nome desta mesma pessoa”, explicou a PF, em nota.
“Essas foram circunstâncias que, no início, fizeram as investigações tomar um rumo que se distanciava da correta elucidação do fato criminoso. Identificado o verdadeiro usuário do terminal telefônico de interesse, foram deferidos os dois mandados de prisão em desfavor dos indiciados, cumpridos durante a deflagração da operação”, acrescentou.
A morte de Binho do Quilombo era investigada desde setembro de 2017, quando ocorreu o crime. Ele foi assassinato a tiros dentro do carro, perto de casa, na comunidade remanescente do quilombo Pitanga dos Palmares, no município de Simões Filho, na Bahia. A motivação do crime ainda não foi divulgada. Outros oito mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no estado. Armas e relógios de luxo foram recolhidos pelos agentes da PF.
A prisão dos suspeitos de matar Binho do Quilombo acontece quase um ano depois da morte de Mãe Bernadete, que lutou por anos por uma resposta para o assassinato do filho. Ela foi executada a tiros dentro de casa em agosto de 2023. Ela atuava como coordenadora nacional de articulação de quilombos e líder do quilombo Pitanga dos Palmares. Ela tinha denunciado a atuação de madeireiros em áreas de proteção ambiental.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a se manifestar pedindo uma investigação rigorosa. O caso também foi acompanhado pelo Ministério de Direitos Humanos e da Igualdade Racial.
O maior festival de gastronomia criativa do mundo, Smorgasburg, chega à sua quarta edição em São Paulo nos dias 20 e 21 de julho, no entorno do Obelisco do Ibirapuera. Entre as centenas de inovações gastronômicas, um destaque especial vai para a presença marcante de chefs negros, que trazem uma diversidade de sabores e tradições à capital paulista.
Gastronomia de destaque
Este ano, o festival contará com a participação de vários chefs negros de renome:
Blackssoba (@blackssoba), comandado por Karen e Diego, oferece uma fusão de sabores asiáticos e brasileiros.
CHOCO’S 013 (@chocos013), do chef Laercio Junior (CHOCO), promete delícias irresistíveis.
Griô Comedoria (@griocomedoria), liderado por Geronimo Vinicius Vieira de Souza, celebra a culinária afro-brasileira.
Kzeiro Burguer (@kzeiroburguer), de Leonardo e Bruna, traz hambúrgueres gourmet únicos.
Le Porquet (@leporquetbr), de José Carlos Arcanjo, é especialista em pratos com porco.
Organicamente Rango (@organicamenterango), de Thiago Vinicius e Tia Jane, oferece uma cozinha saudável e sustentável.
SmorgasBar Experience
Uma das principais novidades desta edição é o SmorgasBar Experience, onde os participantes podem aprender a preparar seus próprios drinks. Vitor Marino mixologista da Pipoca e Head de Operações do SmorgasBar, ressalta a importância deste espaço que será “um bar só de profissionais negros, ensinando, sendo vistos do outro lado do balcão”.
“Este ano, o que eu vou trazer de coquetelaria para o Smorgas são quatro drinks, inspirados nas quatro cidades onde o festival acontece. É um festival para a gente, da gente mesmo, um evento aberto e democrático, gratuito, que celebra a igualdade racial e social. É um projeto que me encanta muito e também tem uma pegada super sustentável e ESG, algo com que me identifico muito”, afirmou Marino.
Programação cultural
Além das atrações gastronômicas, o Smorgasburg oferece uma programação cultural variada, com shows de jazz, soul, folk e reggae. O tributo Amy Reggaehouse, que celebra o legado de Amy Winehouse, é um dos destaques musicais.
Serviço
• Data: 20 e 21 de julho
• Horário: das 11:00 às 19:30
• Local: Obelisco do Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, S/N – Parque do Ibirapuera, São Paulo – SP)
• Ingressos: Entrada gratuita mediante apresentação dos ingressos, que podem ser retirados neste link ( clique aqui) (4 por CPF).