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Renatta Prado critica artistas do funk por discurso antipolítica e apoio a candidatos à prefeitura de SP

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Foto: Reprodução/Instagram

A idealizadora e articuladora política da Frente Nacional de Mulheres no Funk, Renatta Prado, manifestou publicamente sua indignação com empresários e artistas de funk que possuem grande influência midiática e têm incentivado seus seguidores a não se envolverem com questões políticas. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Renatta destacou a contradição dessas personalidades de grande sucesso financeiro que criticam a política, mas posam ao lado de candidatos, especialmente os ligados à direita paulistana, durante a campanha para as eleições municipais, iniciada na última sexta-feira, 16.

“Agora eu vou dar um papo de visão não menos importante, principalmente para os MCs de funk rico, que tá montado no dinheiro e que sai por aí falando que política é zoado, que não apoia nenhum político porque todo político é corrupto, todo político é bandido. Tem corrupção na política, sim. A gente sabe disso. Mas eu acho maior hipocrisia os caras ficarem julgando coisa errada da política, sendo que eles é tudo enfiado nessas produtoras que os caras fazem um monte de m***”, afirmou Renatta. 

Ela também chamou a atenção para o privilégio dos artistas que têm acesso a boas escolas e serviços privados, e que incentivam seu público a não se engajar politicamente: “Vocês MCs ricos que estão sentados no placo [sic], vocês realmente não tem que se importar com política, sabe por quê? Porque vocês pagam a melhor escola pro filho de vocês, seus filhos não estudam em escola pública, seus filhos não andam de transporte público. É muito fácil se excluir da responsabilidade de formar os seus quando você está sentado em um monte de dinheiro no alto do seu privilégio. E eu acho a maior hipocrisia esses artistas de funk falarem que se preocupam com a quebrada, sendo que eles mesmos incentivam o jogo de tigrinho. O mano que está jogando o tigrinho, sabe por que ele está jogando o tigrinho? Porque a política pública não chegou para ele. E sabe como a gente faz a política pública chegar nele? Votando direito. E sabe como a gente faz para votar direito? Se conscientizando politicamente”, reforçou.

A polêmica ganhou força após empresários donos de produtoras de funk conhecidas declararem apoio a candidatos ligados a partidos de direita, que costumam criticar o movimento funk. Tal apoio gerou um debate acalorado dentro e fora da cena do funk, já que muitos consideram que esses políticos não representam os interesses das periferias, onde o movimento surgiu e se consolidou.

Outro nome conhecido do funk paulista, MC Hariel, reforçou as críticas questionando o uso político do funk durante as eleições: “Sou funkeiro com muito orgulho. Amo esse movimento que mudou a minha vida, mas não compactuo e fico triste em ver esse tipo de pessoa tendo abertura tão fácil no nosso movimento”, escreveu nas redes sociais.

“CAJU” de Liniker alcança 6 milhões de plays em menos de 24 horas com 13 músicas no top 100 do Brasil

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Foto: Rony Hernandes

Liniker comemorou nesta terça-feira, 20, a marca de 6 milhões de plays alcançados por seu novo álbum “CAJU” em menos de 24 horas após o lançamento. Em um vídeo publicado no Instagram, a artista agradeceu o apoio do público e destacou a repercussão orgânica de seu trabalho, que também colocou 13 das 14 faixas do disco no top 100 das músicas mais tocadas no Brasil.

“Eu estou muito feliz pelo alcance estratosférico orgânico que esse disco está tendo. (…) Em menos de 24 horas, a gente tem mais de 6 milhões de plays em todas as plataformas de streaming”, afirmou Liniker. Ela celebrou a conquista como um marco importante em sua trajetória como artista independente.

O lançamento, que aconteceu na segunda-feira, 19, marca uma nova fase na carreira da artista, que celebra o sucesso de seu segundo álbum solo: “Eu estou muito emocionada por como vocês estão acolhendo esse trabalho. Todos os vídeos, todos os memes, todos os reposts, todos os covers, todas as pessoas que quiseram entrar comigo nessa jornada de fazer essa pergunta “Quem é Caju?”. E entrarem divulgando comigo. A todos os meus amigos, toda minha família”.

Foto: Caroline Lima

“CAJU” reúne influências de pop, samba, jazz, house e reggae, e traz participações especiais de artistas como Lulu Santos, BaianaSystem, ANAVITÓRIA e Pabllo Vittar. Liniker também destacou a produção analógica do disco, que confere uma textura única às faixas.

O sucesso inicial de “CAJU” reflete o crescimento da carreira da artista, que já conquistou o Grammy Latino com seu álbum anterior, “Indigo Borboleta Anil” (2021). Com esse novo trabalho, Liniker reafirma sua posição como uma das vozes mais influentes da música brasileira.

“Trump queria que as pessoas tivessem medo de mim e de Barack”, diz Michelle Obama

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No segundo dia da Convenção do Partido Democrata, realizado em Chicago, Michelle Obama fez um discurso impactante, onde não apenas exaltou a candidatura de Kamala Harris, mas também abordou de forma crítica e contundente as atitudes de Donald Trump em relação a ela e Barack Obama. Michelle começou seu discurso relembrando os desafios enfrentados por ela e seu marido durante a presidência, especialmente no que diz respeito aos ataques racistas promovidos por Trump, que durante anos questionou a legitimidade de Barack como presidente e tentou incitar o medo em relação à família Obama. “Por anos, Donald Trump fez tudo que pôde para que as pessoas tivessem medo de nós”, afirmou Michelle, ressaltando como a visão limitada do ex-presidente era movida por uma ameaça pessoal diante da ascensão de pessoas negras ao poder.

Michelle não deixou de destacar que Kamala Harris, como candidata à presidência, provavelmente enfrentará ataques semelhantes, especialmente daqueles que, como Trump, veem a ascensão de mulheres e pessoas de cor como uma ameaça. Ela enfatizou que essas táticas são familiares para ela e Barack, que, durante os oito anos de presidência, foram constantemente alvos de insinuações racistas. “Infelizmente, sabemos o que vem a seguir. Pessoas vão fazer tudo que puderem para distorcer a verdade da Kamala”, alertou Michelle, destacando a persistência desses ataques.

Um dos momentos mais memoráveis de sua fala foi quando Michelle ironizou as declarações de Trump sobre os “trabalhos negros”, sugerindo que o cargo que ele tanto deseja ocupar pode ser considerado um desses empregos. “Quem vai dizer a Trump que o trabalho que ele quer ganhar será o trabalho para uma pessoa negra?”, questionou Michelle, provocando uma reação entusiástica da plateia, que respondeu com aplausos e risos.

Michelle aproveitou o discurso para reforçar sua confiança em Kamala Harris, descrevendo-a como uma líder preparada, honesta e resiliente. Ela destacou a trajetória de Harris, que, segundo ela, sempre lutou pelos valores fundamentais que tornam os Estados Unidos um país forte e diversificado. Além disso, Michelle elogiou a alegria e a luz que Harris traz ao seu trabalho, características que, para a ex-primeira-dama, são essenciais para um líder que representa verdadeiramente os ideais americanos.

Gabriel Tiburcio: a cara do atletismo da nova geração e atual campeão paulista sub-18

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Foto: Reprodução

Texto e entrevista: Janaína Bernardino

As Olimpíadas de Paris 2024, que se encerraram no dia 11 de agosto, provaram que o Brasil não é apenas o país do futebol – e isso já há muito tempo. Outras modalidades, como o atletismo, a ginástica e o surfe, também mostraram a que vieram, junto de grandes atletas que estão fazendo história, não só mundialmente, mas também bem pertinho de nós.

Enquanto o mundo estava vidrado na Cidade Luz, outra competição, a nível estadual – o Campeonato Paulista de Atletismo Sub-18 – acontecia nos bastidores, revelando novas promessas do esporte. Como o caso do jovem de 17 anos, Gabriel Tiburcio (@iam__tiburcio), que, há poucas semanas, conquistou em dose dupla o título de campeão paulista de atletismo nas provas de 100 e 200 metros rasos.

Velocista há dois anos, Tiburcio representa a cidade de Ribeirão Preto pelo projeto Atletismo e Cidadania, da Associação dos Amigos do Atletismo (AAARP – @atletismoaaarp). Em uma entrevista exclusiva ao Mundo Negro, o atleta em ascensão revela seus próximos passos, sonhos, a importância do apoio da família e como é carregar o título de campeão.

Foto: Reprodução

Mundo Negro: Como você se descobriu velocista?

Gabriel Tiburcio: “Fui fazer um teste pela minha escola na Cava do Bosque, complexo esportivo de Ribeirão Preto. Era minha primeira vez correndo, e o intuito era ver quem iria para a JASP, uma competição escolar. Corri os 100 metros, minha prova hoje, e fiquei encantado. Naquele momento, senti felicidade; descobri o meu esporte. Na pandemia, em 2021, conheci o projeto Atletismo e Cidadania, e decidi fazer parte. Mas, só em agosto de 2022 comecei a treinar. Quando minha mãe me deu a notícia que tinha dado certo minha vaga, no outro dia cedo estava na Cava, conheci o professor Marcão, construí uma segunda família e sigo até hoje.”

Mundo Negro: Como é a sua relação com o atletismo?

Gabriel Tiburcio: “Minha relação com o atletismo chega a ser engraçada e, às vezes, até um pouco estranha. Sempre gostei de ver o Bolt correndo (e quem não gosta, não é mesmo?), mas meu foco era no futebol. Foi só durante a pandemia que comecei a estudar mais sobre o atletismo e a nutrir esse amor, hoje platônico. Estar na pista e treinar é o meu momento de paz; sei que ali, tudo vai passar, e eu vou embora melhor do que cheguei. Costumamos dizer, eu e os outros garotos da equipe, que praticar atletismo cansa o corpo, mas descansa a mente”. 

Mundo Negro: Como você se sentiu ao ganhar a competição? 

Gabriel Tiburcio: “Foi um mix de emoções; um filme passou na minha cabeça. No ano passado, nessa mesma competição, eu havia ficado em terceiro nos 100 metros e em segundo nos 200. Prometi que este ano seria meu, que treinaria o quanto fosse necessário para me tornar campeão estadual. Não tem como não pensar nas dores e em tudo que passei para chegar até aqui. Fiz uma promessa para mim mesmo, me dediquei e deu certo. Foi muito gratificante!”

Mundo Negro: Qual foi o seu maior desafio durante o estadual?

Gabriel Tiburcio: “Um dos meus maiores desafios foi o clima e a dor que eu estava sentindo na panturrilha. Cheguei a pensar em não correr os 200 metros, mas, assim que entrei na pista, a adrenalina foi ainda maior, e, graças a Deus, não me machuquei nem me lesionei”.

Mundo Negro: Como você enxerga sua evolução até o título estadual? 

Gabriel Tiburcio: “O atletismo trouxe uma evolução significativa para minha relação com o esporte e para minha vida pessoal. Passei a ter mais paciência e a entender que as coisas não acontecem no momento ou na velocidade que desejamos; isso foi essencial para eu chegar a ser campeão estadual. Além disso, teve muito trabalho, treinos intensivos, as dores que todo atleta enfrenta e a necessidade de abdicar de saídas noturnas para descansar, pois sabia que no dia seguinte teria treino”.

Mundo Negro: Quais são os próximos objetivos após essa vitória?

Gabriel Tiburcio: “O foco é continuar treinando para minha próxima competição, o Brasileiro sub-18, em Recife. A ideia é se tornar também campeão brasileiro”.

Foto: Reprodução

Mundo Negro: Como é o apoio da sua família?

Gabriel Tiburcio: “Minha família é a base de tudo. Eles sempre fizeram e fazem de tudo para me ajudar e dar suporte: me levar às competições, comprar sapatilhas novas quando preciso, ou suplementos, e até organizam rifas. Me sinto feliz e privilegiado, pois sei que muitos não têm o mesmo apoio, que faz toda a diferença”.

Mundo Negro: O que te inspira a continuar dedicado ao atletismo?

Gabriel Tiburcio: “O que mais me inspira a continuar dedicado ao atletismo é o apoio que recebo da minha família, da minha escola e do meu relacionamento. Ver minhas conquistas, melhorias nos meus tempos, estar em uma boa colocação no ranking brasileiro e saber que sou inspiração para alguém da minha cidade, ou até mesmo do país, é o que me motiva a cada dia.”

Mundo Negro: Quem são suas referências no esporte? 

Gabriel Tiburcio: “Uma das minhas inspirações é o Paulo André, alguém que pensei: “um dia quero correr igual a ele”. O Bolt também, né? Referência para todo velocista e o Noah Lyles”.

Mundo Negro: Como você se vê daqui a alguns anos? 

Gabriel Tiburcio: “Me vejo com uma boa situação financeira e, quem sabe, daqui a alguns anos, indo para a minha primeira Olimpíada e até mesmo me tornando recordista olímpico ou mundial.”

Mundo Negro: Durante as Olimpíadas, o bolsa atleta foi um dos temas levantados. Qual a importância desse investimento e o que ainda precisa melhorar?

Gabriel Tiburcio: “Eu sou bolsista e sei a importância desse investimento, ficamos mais motivados a treinar e a ter melhores resultados. Além de suprir uma demanda que às vezes a família não consegue atender, como comprar equipamentos, sapatilha ou suplementos, digo isso não apenas em relação ao Atletismo, mas o esporte no geral. Temos alguns exemplos que mostram o quando a bolsa deve ser valorizada, o Mauricio, indo para a final do Dardo com uma classificação muito boa, o Caio Bonfim, que veio também de um projeto social e conquistou a medalha de prata; faz a diferença!”

Organização lança agenda antirracista para candidaturas das eleições municipais 2024

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Pensando nas eleições municipais de 2024, o Instituto de Referência Negra Peregum apresentou uma agenda antirracista abrangente, focada em educação, clima e desenvolvimento urbano, para as cidades cumprirem em sua próxima legislatura. A agenda completa pode ser acessada em programas.peregum.org.br/agenda-peregum.

O lançamento ocorre em um momento estratégico, em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou dados sobre as candidaturas de mulheres e pessoas negras para a distribuição dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Segundo o TSE, 52,73% das candidaturas registradas nas eleições municipais deste ano são de pessoas negras, o maior percentual das últimas três campanhas. Em 2020, esse número foi de 50,02%, e em 2016, 47,75%.

Além da agenda, o Instituto lançará duas cartilhas simultaneamente: uma para orientar o eleitorado a identificar candidaturas que priorizem a população negra e outra, direcionada aos candidatos, como um manual de orientação jurídica.

Vanessa Nascimento, diretora-executiva do Instituto Peregum, ressalta a importância da iniciativa: “Nossa ideia é consolidar este compromisso antes mesmo da eleição. Pretendemos inserir as propostas no debate político, centralizando as demandas relacionadas à vida da população negra na disputa política. Trata-se de parâmetros bem definidos para o engajamento antirracista pelas candidaturas, sejam elas negras ou não. Se nossa sociedade quer cidades antirracistas, é necessário que todos se responsabilizem”, afirmou.

As agendas, direcionadas à promoção da equidade racial e ao fortalecimento das capacidades institucionais, são especialmente voltadas para candidaturas antirracistas que disputarão as eleições municipais de 2024, além de organizações e redes do movimento negro.

Beatriz Lourenço, diretora de Incidência Política do Instituto de Referência Negra Peregum, destacou a seriedade das propostas: “Essas agendas não são apenas propostas, mas compromissos que exigem seriedade e ação por parte de todos aqueles que se dispõem a governar nossas cidades. Queremos dialogar com candidatas e candidatos para avançar em pautas urgentes para a população negra. Essa é uma responsabilidade que não pode ser ignorada”.

A primeira agenda focada na educação, com o objetivo de garantir o direito à educação de qualidade para crianças, adolescentes e jovens negros e quilombolas, propondo a adesão à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), ao Programa Escola das Adolescências e a criação de um Observatório Permanente para o Sistema de Ensino Municipal Antirracista.

No campo do Desenvolvimento Urbano, a agenda destaca o quanto as cidades são caracterizadas pela segregação racial e propõe medidas para combater os impactos raciais. Sendo elas: a mensuração dos impactos raciais de investimentos públicos e privados; investimentos em grandes obras de desenvolvimento, como urbanização de favelas, duplicação de avenidas e novas infraestruturas de transporte; a imposição legal de medidas de mitigação dos impactos raciais de investimentos públicos e privados mensurados para obtenção de licença; e de dispositivos de manutenção e aumento da população negra nas áreas de intervenção urbana planejadas e em implantação.

Já na área do clima, o Instituto defende que a adaptação às mudanças climáticas deve enfrentar as desigualdades raciais, propondo indicadores para medir os impactos raciais e critérios de reparação para áreas vulneráveis ocupadas por população negra.

“Nosso compromisso é garantir que as questões cruciais para a população negra sejam amplamente debatidas e integradas nas políticas municipais, promovendo um futuro mais justo e equitativo. Se quisermos pensar, realmente, em uma sociedade antirracista, precisamos pensar na educação, na justiça climática e no desenvolvimento que queremos. Sem esse debate, nossas autoridades continuarão a tratar deste tema apenas quando lhe convém, sem a devida atenção e responsabilidade”, conclui Vanessa.

Ex-policial condenado pela morte de George Floyd é libertado da prisão

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Fotos: Reprodução

Um dos ex-policiais de Minneapolis envolvidos no assassinato de George Floyd foi libertado da prisão, informou o Federal Bureau of Prisons (BOP), agência federal de aplicação da lei dos Estados Unidos, nesta terça-feira, 20.

Thomas Lane foi condenado em 2022 por violar os direitos civis de Floyd, quando o então colega Derek Chauvin cometeu o homicídio em 25 de maio de 2020. Lane recebeu uma sentença de 2 anos e meio em uma prisão federal no Colorado.

Antes disso, Lane também havia sido condenado por acusações estaduais de auxílio e cumplicidade em homicídio culposo, recebendo uma pena de três anos. Dois desses anos foram cumpridos simultaneamente à sentença federal, que terminou em 26 de fevereiro deste ano, segundo o BOP. Após sua libertação, ele passará a ser supervisionado pelas autoridades.

Lane foi um dos quatro ex-policiais envolvidos no caso George Floyd, cuja morte desencadeou protestos em todo o mundo.

Derek Chauvin, o principal responsável pelo crime, foi condenado por assassinato e homicídio culposo, recebendo uma pena de 22 anos e meio. Em 2023, a Suprema Corte dos EUA rejeitou o recurso de Chauvin contra essa condenação. Ele também admitiu culpa em acusações federais por violação dos direitos de Floyd e recebeu uma sentença de 21 anos.

Outros dois ex-policiais, J. Alexander Kueng e Tou Thao, também foram condenados. Kueng se declarou culpado, sendo sentenciado a 3 anos e meio de prisão. Thao, por sua vez, foi condenado por auxílio e cumplicidade em homicídio culposo de segundo grau e recebeu quase cinco anos de prisão. Todas sentenças foram simultâneas.

‘O Agente Secreto’, filme estrelado por Alice Carvalho e Thomás Aquino, encerra filmagens

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Fotos: Jorge Bispo e Vans Bumbeers/Netflix

Estrelado por Alice Carvalho (“Cangaço Novo”) e Thomás Aquino (“Bacurau”), as filmagens de “O Agente Secreto“, o mais novo projeto do diretor Kleber Mendonça Filho, foram finalizadas. O longa, que teve locações em Recife e São Paulo, foi rodado ao longo de 10 semanas e estreia nos cinemas em 2025.

Segundo a sinopse oficial, a trama se passa em 1977. Fugindo de um passado misterioso, Marcelo, um especialista em tecnologia, na casa dos quarenta, volta ao Recife em busca de um pouco de paz, mas percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.

O elenco também conta outros grandes nomes como Wagner Moura (“Tropa de Elite”), Isabél Zuaa (“Doutor Gama”), Maria Fernanda Cândido (“Terra Nostra”), Gabriel Leone (“Dom”), entre outros talentos.

Com essa combinação de uma trama envolvente e um elenco de peso, “O Agente Secreto” promete ser um dos grandes lançamentos nacionais do próximo ano.

PJ Morton, tecladista do Maroon 5, lança álbum inspirado no continente africano

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Foto: Patrick Melon

O músico norte-americano PJ Morton, vencedor de cinco prêmios GRAMMY e tecladista do Maroon 5, lançou seu novo álbum “Cape Town to Cairo”. A obra foi inteiramente concebida durante uma viagem de 30 dias pelo continente africano, passando por cidades como Cidade do Cabo, Joanesburgo, Lagos, Acra e Cairo. O álbum, que mistura jazz, R&B, gospel e pop, é descrito pelo artista como uma experiência de imersão nas culturas africanas.

Morton, que é membro da banda Maroon 5 desde 2012, decidiu não compor nada antes de chegar em África, nem após sua partida, criando as canções no calor do momento. “Eu queria capturar as emoções que senti enquanto estava no continente, então prometi que não escreveria nada antes de chegar à África e não escreveria nada depois de sair – acabei gravando todos os meus vocais antes de partir também. Foi realmente um experimento em confiar nos meus instintos. Tenho a tendência de pensar demais, como muitos de nós, então queria provocar algo que tivesse reais implicações. O que acabou acontecendo foi que todos os meus pensamentos e influências cruas vieram à tona de uma vez. Há, claro, R&B e soul, mas também há gospel em canções como ‘Simunye’, pop em ‘Count On Me’, jazz em ‘All The Dreamers’, tudo combinado com a inspiração da África. Não tínhamos o luxo do tempo para controlar quais gêneros se encaixariam onde, e as origens de toda essa música começaram na África de qualquer forma. ‘Cape Town to Cairo’ é a diáspora em forma de música, feita do meu jeito”, explicou o músico.

Destaque para a faixa “Count On Me”, uma colaboração com o astro dos afrobeats Fireboy DML. Outros artistas africanos também participam do projeto, como Mádé Kuti e Asa, além de músicos locais. Morton integrou ainda sua própria banda ao vivo e contou com a produção de P.Priime e The Cavemen.

Além do novo álbum, PJ Morton está envolvido em outros projetos importantes. Ele é o compositor da trilha sonora de “Tiana’s Bayou Adventure”, uma atração do parque Disney World, fazendo dele o primeiro compositor negro a criar música para uma atração da Disney. A estreia está marcada para 28 de junho. Morton também prepara o lançamento de suas memórias em forma de livro, intitulado “Saturday Night, Sunday Morning”.

Após se apresentar no Brasil no ano passado durante a turnê do Maroon 5, Morton se prepara para uma nova turnê solo pelos Estados Unidos e uma residência em Las Vegas com sua banda.

Beyoncé amplia a era ‘Cowboy Carter’ com lançamento de whisky próprio, o SIRDAVIS

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Foto: Reprodução/Instagram

A icônica cantora Beyoncé surpreendeu mais uma vez ao expandir seu investimento pelo universo country com o lançamento do seu próprio whisky, o “SIRDAVIS”. A novidade foi divulgada na manhã desta terça-feira, 20, através do site oficial da artista, que também anunciou o lançamento da marca da bebida.

O SIRDAVIS é um whisky de centeio, destilado com pelo menos 51% de grãos de centeio, conforme registros do rótulo pela Gulf Coast Distillers, de Houston, Texas. Com slogans como “Call Me Sir” (“Chame-me de Senhor”) e “The Future of Whisky Is Here” (“O futuro do whisky está aqui”), a marca promete inovar o mercado da bebida. No site oficial, a descrição do whisky destaca seu aroma diferenciado, que combina notas de laranja de sevilha, passas douradas e especiarias como cravo, canela e gengibre, equilibradas por toques de açúcar demerara e caramelo.

Beyoncé também revela em seu site que o whisky tem um significado pessoal. A inspiração para o SIRDAVIS veio da história de seu bisavô paterno, Davis Hogue, um moonshiner de sucesso durante a Lei Seca nos Estados Unidos. Ele escondia suas garrafas em árvores para que amigos e familiares pudessem encontrá-las.

O projeto é resultado de uma parceria com a Moët Hennessy e o renomado Master Distiller, Dr. Bill Lumsden, que descreveu o resultado como “algo que vai impressionar tanto os conhecedores quanto os novos entusiastas do whisky”.

Michael Oher fala pela primeira vez sobre processo contra seus tutores e critica o filme ‘Um Sonho Possível’: “Parecia uma comédia”

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Fotos: Matthew Sharpe/Getty Images e Divulgação

O ex-jogador de futebol americano Michael Oher se pronunciou publicamente pela primeira vez após abrir um processo contra seus ex-tutores e questionar a veracidade da história retratada no filme “Um Sonho Possível“. O longa, inspirado na vida de Oher e na relação com a família Tuohy, rendeu um Oscar de melhor atriz em 2010 para Sandra Bullock, que interpretou sua mãe adotiva. 

Em entrevista recente ao New York Times, Oher revelou seu desconforto com o filme e detalhou as razões que o levaram a processar a família Tuohy na corte do Condado de Shelby, no Tennessee. Segundo ele, Sean e Leigh Anne Tuohy nunca o adotaram formalmente, tendo apenas sido nomeados seus tutores legais. Ele alega ainda que a família obteve US$ 8 milhões em ganhos nos últimos 20 anos explorando sua imagem e história.

A família Tuohy negou as acusações, alegando que a decisão de não formalizar a adoção visava preservar a elegibilidade de Oher para uma bolsa de estudos como jogador de futebol americano na Universidade do Mississippi. Segundo eles, a adoção poderia comprometer esse benefício. Eles ainda afirmam que não acumularam fortuna com o filme e acusam Oher de tentar extorquir-lhes nos últimos anos com textos “ameaçadores”.

Durante a entrevista, Oher recordou o impacto emocional de sua relação com a família Tuohy e que ouviu um ‘eu te amo’ pela primeira vez aos 18 anos. “Foi o Sean e a Leigh Anne que disseram. Quando só acontece aos 18 anos, você se torna vulnerável. Você abaixa a sua guarda e aí tiram tudo de você. Acaba se tornando uma dor”.

Oher também criticou a forma como foi retratado no filme, especialmente ao lembrar da primeira vez que assistiu à obra: “É difícil descrever a minha reação. Pareceu engraçado para mim, sendo sincero, parecia uma comédia sobre outra pessoa. Eu não registrei”.

O ex-jogador lamentou as consequências da representação em sua carreira e vida pessoal: “As pessoas da NFL começaram a se perguntar se eu sabia ler. Se os meus filhos não conseguem fazer um exercício, os professores vão pensar, ‘o pai deles é um idiota, é por isso que eles não entendem?’”.

A controvérsia em torno do filme já gerou protestos nas redes sociais, com alguns internautas pedindo que Sandra Bullock devolva o Oscar que ganhou por seu papel em “Um Sonho Possível”. Até o momento, a atriz não se manifestou sobre as tensões envolvendo Oher e a família Tuohy.

Leia a entrevista completa aqui!

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