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Você é mais do que a pauta racial: como construir presença digital sem se limitar

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Foto: freepik

Já reparou que, mesmo quando você não fala sobre raça, o algoritmo empurra seu conteúdo para a “gaveta da diversidade”?

Pois é. Você foi categorizado antes mesmo de se apresentar.

E não tem nada de errado em resistir, em manter uma linha editorial baseada em suas crenças e posicionamentos políticos. Muito pelo contrário esse tipo de conteúdo educa, democratiza saberes que não aprendemos na escola e amplifica vozes que precisam ser ouvidas.

Mas aqui vai a pergunta que não quer calar: para além de ser negro, quem você é?

Quais são suas paixões? Seus hobbies? O que você estuda? Como passa seu tempo livre?

Pessoas negras são múltiplas. E sempre temos algo a dizer para além da nossa cor, que, de qualquer forma, estará presente pela maneira única como vemos o mundo.

O algoritmo não é seu inimigo. A falta de clareza narrativa, sim.

Tentar entender o algoritmo é batalha perdida. Mas respeitar quem você é, o que te faz feliz e produtivo, e fazer disso parte do que você mostra online? Isso é estratégia.

Em tempos em que estamos cansados dos mesmos conteúdos repetitivos, você pode ser o agente de mudança. Começando por você mesmo.

Aqui vão três formas de começar agora:

1. Mostre sua rotina (o que você se sentir à vontade em compartilhar)
Não precisa ser produção hollywoodiana. Uma foto do seu café, o livro que está lendo, algo lindo que viu na rua. Isso humaniza e cria conexão.

2. Use IA como aliada, não como substituta
Ferramentas como Notion e Gemini ajudam a organizar ideias, fazer brainstorming e salvar insights. Não para criar no seu lugar, mas para amplificar sua voz.

3. Crie lembretes afirmativos
Frases ou mantras que te lembrem quem você é, especialmente quando o cansaço bater. Porque ele vai bater.

E se você quer ir além?

Se esse assunto de posicionamento estratégico, autonarrativa e branding com foco na sua identidade te interessa, estarei dando uma Masterclass ONLINE sobre o tema no dia 25 de novembro, às 19h.

Antes de ir direto para ferramentas e técnicas, quero trazer reflexões sobre nossa identidade e cases reais de pessoas da nossa comunidade que estão construindo narrativas poderosas  e você pode se ver nelas.

É a última masterclass oficial do Mundo Negro em 2025, com vagas limitadas para garantir uma experiência de qualidade e interação real.

Se você quer fechar o ano com clareza narrativa e entrar em 2026 nas conversas certas, esse é o momento.

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Dívida histórica: Jovens Negros só alcançarão o ritmo dos brancos no ensino médio em 15 anos

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Foto: freepik

Novo levantamento do Todos Pela Educação analisa a conclusão de estudantes no Ensino Fundamental e Ensino Médio e mostra ritmo lento de avanços em equidade ao longo da última década

Por Kelly Baptista

O Brasil celebra alguns avanços na educação básica, mas carrega uma dívida social histórica que continua a se manifestar com força: a persistente desigualdade racial. Um novo e alarmante estudo do Todos Pela Educação, com base em dados do IBGE, revela que, no ritmo atual de progresso, o país levará mais de 15 anos para que jovens negros (pretos, pardos e indígenas) e jovens brancos e amarelos tenham as mesmas chances de concluir o Ensino Médio.

A taxa de conclusão do ensino médio para jovens de até 19 anos tem avançado no geral, saindo de 54,5% em 2015 para 74,3% em 2025. Contudo, essa melhora não tem sido distribuída de forma equânime. Essa lacuna é um espelho do racismo estrutural que se aprofunda na escola, e os dados são categóricos.

O abismo racial em números (2025)

As taxas de conclusão do ensino médio evidenciam a disparidade racial e socioeconômica, que é mais intensa nessa etapa da educação básica. Em 2025, o abismo entre os grupos é claro:

Apenas 69,5% dos jovens Pretos, Pardos e Indígenas de até 19 anos têm o Ensino Médio completo.

Este índice é significativamente mais alto para jovens brancos e amarelos, chegando a 81,7%.

A diferença de crescimento médio entre os dois grupos, observada na última década, projeta que essa lacuna só seria eliminada em 16 anos

O Peso do Acúmulo de Desvantagens

O estudo reforça que as desigualdades tendem a se acumular. Quando a análise cruza raça, nível socioeconômico e sexo, o resultado é a concentração da vulnerabilidade:

1. Renda: A desigualdade mais brutal

Ao considerar o nível socioeconômico, as diferenças são ainda mais alarmantes. Apenas 60,4% dos jovens na parcela mais pobre concluíram o Ensino Médio até os 19 anos.Essa taxa salta para 94,2% entre os mais ricos.

A análise aponta que, se nada mudar, os jovens mais pobres só terão as mesmas chances de conclusão que os mais ricos daqui a cerca de duas décadas.

2. O perfil de maior vulnerabilidade

O grupo que apresenta as menores taxas de conclusão é o de homens mais pobres, que se autodeclaram pretos, pardos e indígenas.

Em 2025, a taxa de conclusão é de apenas 50,8% para homens pretos, pardos e indígenas no grupo dos 20% mais pobres. Em contraste, a taxa mais alta está entre mulheres brancas e amarelas: no grupo dos 20% mais ricos, chegando a 98,9%.

3. Gênero: homens fora da escola

No recorte por gênero, os homens apresentam uma taxa de conclusão inferior (70,2%) à das mulheres (78,5%). Eles são maioria entre os jovens que abandonaram os estudos:

Para trabalhar: 10,7% dos homens, frente a 3,4% das mulheres.

Por falta de interesse: 9,2% dos homens, contra 5,2% das mulheres.

Apesar dos índices mais altos de conclusão, as mulheres enfrentam obstáculos específicos, como a sobrecarga com o trabalho doméstico e a maternidade precoce, que somam 4,5% dos casos de não conclusão.

É Preciso Acelerar Agora

Os dados são um chamado urgente à ação. Conforme avalia Manoela Miranda, gerente de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, “O Brasil avançou, mas ainda em ritmo insuficiente para garantir o direito à conclusão da Educação Básica a todos”.

O novo Plano Nacional de Educação e a implementação das mudanças do Ensino Médio a partir de 2026 são oportunidades estratégicas para reverter essa lógica. É hora de reafirmar o compromisso do país com políticas que assegurem acesso, permanência, aprendizagem e equidade, para que todos, especialmente os jovens mais vulneráveis e negros, tenham as condições para concluir as etapas da Educação Básica na idade certa.

Estudo na íntegra: https://todospelaeducacao.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2025/11/estudo-conclusao-na-educacao-basica-todos-pela-educacao.pdf

Negros e negras são minoria no serviço público federal, com presença reduzida em cargos estratégicos

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Foto: freepik

Apesar de avanços nos últimos anos, pessoas negras continuam sub-representadas no serviço público brasileiro, principalmente nos níveis estadual e federal. Entre 2013 e 2025, a presença de pretos e pardos entre os servidores passou de 46,1% para 52,9%, ainda abaixo da proporção de 56,7% na população nacional.

O levantamento do Instituto República.org mostra que municípios já refletem o perfil racial do país, com 56,9% de servidores negros, enquanto Estados e União mantêm números menores, 49,6% e 42,6% respectivamente. Os cargos mais estáveis e melhor remunerados permanecem concentrados em grupos historicamente privilegiados.

O estudo destaca o aumento da participação de mulheres negras, que agora representam 30,2% dos servidores e avançam nos cargos de liderança, mas continuam entre os mais mal remunerados. A mediana salarial desse grupo é de 2800 reais, enquanto homens brancos ganham 5000 reais e mulheres brancas 3800 reais.

O crescimento da presença negra no funcionalismo está ligado à ampliação do ensino superior via políticas de ação afirmativa e sistemas de cotas em concursos públicos. Entre os servidores negros, 59,3% possuem diploma universitário, frente a 41,8% em 2013.

Apesar dos avanços, a desigualdade persiste, especialmente nos cargos mais altos e estratégicos. Especialistas destacam que aumentar a representação é essencial para fortalecer instituições, incluir diferentes perspectivas nas decisões e reduzir vieses no serviço público.

O desafio agora é fazer com que os ganhos observados nos municípios se reflitam também nos Estados e na União, garantindo que a administração pública corresponda ao perfil da sociedade que representa.

Após derrubar o perfil oficial, Meta desativa a conta reserva de Chavoso da USP, com quase 500 mil seguidores

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Foto: Alesp

A Meta, empresa responsável pelo Instagram, desativou a conta reserva do comunicador e educador popular Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, que somava quase 500 mil seguidores. A exclusão ocorreu após a derrubada do perfil principal do ativista, que contava com mais de 1 milhão de seguidores, no último domingo (17). Com a desativação das duas contas, o influenciador perdeu o acesso a uma plataforma que alcançava mais de 1,5 milhão de pessoas.

Thiago Torres utiliza suas redes sociais para a produção de conteúdo relacionado a questões raciais e sociais, com foco em educação popular e na denúncia de violências que atingem a população negra, periférica e indígena. O bloqueio da conta principal ocorreu, segundo o próprio Chavoso da USP, após a publicação de um vídeo em que ele e lideranças indígenas denunciavam violações de direitos e o avanço de privatizações de rios no Brasil.

Em declaração nas redes sociais, o ativista lamentou a exclusão: “Mais uma conta excluída pelo Instagram, do nada, sem mais nem menos. É muito frustrante. Anos de trabalho pra chegar a um milhão de seguidores, pra tudo ser descartado assim por essa rede”.

O caso tem gerado forte mobilização nas redes sociais e entre organizações progressistas, que questionam a falta de transparência da Meta em suas decisões de moderação. O episódio reacende o debate sobre o poder das Big Techs em silenciar vozes engajadas em pautas sociais e políticas, enquanto conteúdos de ódio e desinformação continuam a circular amplamente nas plataformas.

O ativista segue buscando reverter a decisão e utiliza outros canais para manter a comunicação com seu público. Para continuar o contato com seus seguidores, Thiago Torres abriu sua conta pessoal, @thiagotorres_011, para o público.

Festival ‘Ocupa MAB’ leva música e gastronomia ao Ibirapuera no Dia da Consciência Negra

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Foto: divulgação

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo realiza, no dia 20 de novembro, a quarta edição do Ocupa MAB – Festival de Música e Gastronomia, uma das principais atividades do Mês da Consciência Negra. O evento ocupa a marquise do museu, no Parque Ibirapuera, com programação gratuita que celebra a força cultural afro-brasileira e africana por meio da música, da comida e de experiências coletivas que reforçam o museu como território de memória e criação.

Criado em 2022, o Ocupa MAB se consolidou como um espaço de encontro entre artistas, educadores, chefs e coletivos que ressignificam o parque com ritmo, saberes culinários e partilhas. Em 2025, o festival amplia esse diálogo, reforçando o papel do museu como ambiente vivo de convivência, resistência e imaginação negra. A proposta é transformar o dia 20 em uma celebração aberta, diversa e afetiva, alinhada com a missão do museu de promover consciência, liberdade e futuro.

A programação começa às 10h30, com a oficina “RAP: Retomando a Memória e Construindo Imaginários”, conduzida por Gabrelú e Killa Bi, integrantes do Núcleo de Educação do museu. A atividade provoca reflexões sobre identidade, ancestralidade e expressão a partir do rap e da poesia falada, convidando o público para uma experiência de criação coletiva. Ao meio-dia, os artistas realizam uma intervenção que transforma o espaço em encontro de voz, ritmo e palavra.

A partir das 11h, a gastronomia toma a marquise com chefs afro-brasileiros e africanos que apresentam sabores da diáspora. Entre os participantes estão Chef Sebastian Januário, Tabuleiro do Alcides e Cozinha Ocupação 9 de Julho (Brasil); Salsabil Matouk (Sudão); Elga de Assunção (Angola); Sylvie Mutiene (República Democrática do Congo); Jessica Ebaku (Camarões); e Mohammed Taha (Sudão). A feira reúne comidas que carregam história, afeto e memória — ressaltando o papel da cozinha negra como arquivo vivo e elo entre continentes.

A trilha sonora do festival acompanha o público durante toda a tarde, destacando a pluralidade da música negra contemporânea. Sobem ao palco Sista Mari + DJ Pepe, DJ Nicolas Bahia, os tambores potentes de Nega Duda, a energia de DJ Carol Selecta + Sista Chilli e o encerramento com Preta Batuque, que transforma o festival em uma grande roda de samba e convivência. Para os produtores culturais Aline Santos e Maurício Monteiro, o IV Ocupa MAB representa “celebração, resistência e compromisso com a arte como instrumento de liberdade”.

Com entrada gratuita e programação acessível, o festival reafirma o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo como um dos mais importantes espaços de preservação e difusão das culturas negras no país — um lugar onde memória e futuro caminham juntos.

SERVIÇO — IV OCUPA MAB

Data: 20 de novembro de 2025 (quinta-feira)
Horário: Das 11h às 19h
Local: Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega — Parque Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n — Portão 10 — São Paulo/SP
Entrada: Gratuita e aberta ao público

PROGRAMAÇÃO

10h30 — Oficina de RAP Retomando a Memória e Construindo Imaginários, com Gabrelú e Killa Bi (inscrições no site)
12h — Intervenção artística coletiva (resultado da oficina)
11h às 19h — Feira Gastronômica + programação musical

Atrações musicais:

11h — Sista Mari + DJ Pepe
13h30 — DJ Nicolas Bahia
15h — Nega Duda
16h — DJ Carol Selecta + Sista Chilli
17h30 — Preta Batuque

Mais informações:

@museuafrobrasil | www.museuafrobrasil.org.br

Pai aciona a polícia após filha desenhar orixá em atividade escolar

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Foto: reprodução

Moradores dos bairros Caxingui e Instituto de Previdência, na zona oeste de São Paulo, se mobilizam após a entrada de quatro policiais militares armados na EMEI Antônio Bento. A ação ocorreu depois que um pai acionou a PM ao ver que sua filha havia desenhado uma orixá durante uma atividade pedagógica sobre culturas afro-brasileiras. O caso provocou reação imediata da comunidade e abriu debate sobre abuso policial, intolerância religiosa e o cumprimento do currículo antirracista nas escolas municipais.

Segundo testemunhas, os policiais chegaram à unidade na quarta-feira (12/11) e abordaram a equipe escolar de maneira hostil. Um dos agentes portava uma metralhadora enquanto questionava professores e funcionários, afirmando que a atividade configuraria “aula de religião africana”. O pai que chamou a polícia teria rasgado o mural onde o desenho estava exposto, mas não foi tratado como autor de uma agressão, e sim como denunciante. Os policiais permaneceram cerca de uma hora dentro da escola.

A atividade que originou o conflito fazia parte da leitura do livro infantil “Ciranda em Aruanda”, de Liu Olivina, integrante do acervo oficial da rede municipal. O material apresenta ilustrações e textos sobre orixás e recebeu selo de recomendação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Após a leitura, as crianças produziram desenhos sobre a história, entre eles o da menina, que representou Iansã, orixá ligada aos ventos e às tempestades. A proposta é plenamente alinhada ao currículo que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.

Diante da ação policial, moradores organizaram um abaixo-assinado pedindo que a Corregedoria da PM investigue a atuação dos agentes por possível abuso de autoridade e violação dos direitos das crianças. O documento reúne reivindicações por responsabilização do pai, formação sobre diversidade cultural e combate ao racismo religioso, além da defesa pública do trabalho da escola, considerada referência na região. O abaixo-assinado ultrapassou 800 assinaturas em poucas horas.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou que os policiais orientaram pai e direção a registrar boletim de ocorrência caso entendessem necessário e que o uso da metralhadora faz parte do equipamento padrão. Já a Secretaria Municipal de Educação esclareceu que a atividade integra o currículo previsto em lei e que o pai recebeu todas as explicações sobre o caráter pedagógico do trabalho. A Corregedoria da PM ainda não informou se abriu investigação sobre a conduta dos agentes.

Rihanna se torna a primeira mulher negra a liderar duas empresas bilionárias

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Foto: @badgalriri

Rihanna acaba de alcançar mais um marco histórico e reforçar sua posição como uma das figuras mais influentes da cultura global. Segundo veículos internacionais como Parade e Fashion Sizzle, a artista se tornou a primeira mulher negra a comandar duas empresas avaliadas na casa do bilhão: a Fenty Beauty e a Savage X Fenty. O feito coloca sua trajetória empresarial em um patamar raramente ocupado por mulheres negras no mercado de consumo e beleza.

A Fenty Beauty, lançada em 2017, rapidamente ultrapassou a marca de 550 milhões de dólares em seu primeiro ano e se tornou um símbolo global de disrupção. Com uma linha de bases inicialmente criada com 40 tons, a marca forçou o setor a rever o que chamava de “padrão”, abrindo espaço para públicos que por décadas foram ignorados pelas gigantes do mercado. Hoje, estimativas apontam a empresa com valor superior a 2,8 bilhões de dólares.

No segmento de moda íntima, a Savage X Fenty repetiu o impacto cultural e financeiro. A marca se consolidou ao unir tecnologia, diversidade e comunicação ousada, atraindo investimentos que a colocaram também na categoria de empresas bilionárias. Seus desfiles e campanhas romperam com a estética homogênea do setor e estabeleceram uma nova referência para o mercado.

O feito de Rihanna ganha ainda mais peso quando lembramos de sua origem. Vinda de Barbados, de uma infância longe dos círculos de poder da indústria global, ela transformou carreira, cultura e negócios em uma trajetória que atravessa continentes.

Na corrida pelo Oscar, documentário sobre presença africana no Renascimento europeu chega ao Brasil com sessões gratuitas

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Foto: Divulgação

O cineasta afro-italiano Fred Kudjo Kuwornu, vencedor do Prêmio Dan David, desembarca no Brasil para apresentar seu documentário ‘Nós Estávamos Lá – A História Não Contada dos Africanos Negros no Renascimento Europeu’, em sessões gratuitas nos dias 18, 19 e 21 de novembro, no Rio de Janeiro, em celebração à Semana da Consciência Negra. A produção integra a disputa por uma vaga no Oscar 2026 na categoria Melhor Documentário de Longa-Metragem.

A obra revisita capítulos ocultados da história mundial ao investigar a presença negra no Renascimento europeu, destacando personagens como Ne Vunda, embaixador do Reino do Kongo no Vaticano, e São Benedito, figura profundamente reverenciada no Brasil e símbolo de fé e resistência na diáspora africana.

Filmado na Itália, Espanha, Portugal, França, Países Baixos, Reino Unido e Brasil, o documentário traça um percurso visual que revela como pessoas negras circularam por cortes reais, ordens religiosas, ateliês artísticos e espaços intelectuais entre os séculos XV e XVII. A pesquisa evidencia que a presença africana ajudou a moldar aspectos culturais, políticos e artísticos da Europa renascentista — um capítulo frequentemente excluído dos registros tradicionais.

Durante sua passagem pelo Brasil, Kuwornu também realiza visitas de pesquisa para seu próximo filme, que será dedicado à história e à devoção a São Benedito, fortalecendo ainda mais as conexões entre África, Brasil e Europa.

Apresentado no Pavilhão Central da 60ª Bienal de Veneza, sob curadoria de Adriano Pedrosa, ‘Nós Estávamos Lá’ combina investigação histórica com linguagem cinematográfica envolvente, recolocando a África no centro das discussões globais sobre memória, arte e identidade.

Agenda de apresentações gratuitas no Rio de Janeiro:

18 de novembro de 2025 – 18h30
Museu Afrodigital Rio – R. São Francisco Xavier, 524 – Bloco F, térreo – Maracanã

19 de novembro de 2025 – 18h30
Teatro Itália – Av. Pres. Antônio Carlos, 40 – 4º andar – Centro
Em colaboração com o Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro

21 de novembro de 2025 – 20h00
CUFA Madureira – R. Francisco Batista, 1 – Madureira
Sessão integrada à programação da FLUP

Meta desativa conta do Instagram de Chavoso da USP, com mais de 1 milhão de seguidores

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Foto: Rede Câmara

A conta do Instagram do comunicador e educador popular Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, foi desativada novamente pela Meta no último domingo (17). O bloqueio ocorreu após a publicação de um vídeo em que ele, ao lado de lideranças do movimento indígena, denunciava graves violações aos direitos e territórios originários, além de alertar para o avanço das privatizações de rios no Brasil.

“Mais uma conta excluída pelo Instagram, do nada, sem mais nem menos. É muito frustrante. Anos de trabalho pra chegar a um milhão de seguidores, pra tudo ser descartado assim por essa rede”, desabafou nas redes sociais.

Atualmente, Chavoso da USP é uma das vozes mais influentes da internet, por defender a educação popular e denunciar violências que atingem a população negra, periférica e indígena, aproximando jovens de temas como política, direitos humanos e justiça social.

A remoção da conta tem gerado forte mobilização nas redes sociais, especialmente entre organizações e movimentos sociais. Para setores progressistas, o episódio reforça o debate sobre o poder das Big Techs e a falta de transparência em decisões que afetam criadores de conteúdo engajados em pautas sociais — enquanto mensagens de ódio e desinformação seguem circulando amplamente.

Enquanto busca reverter a derrubada de seu perfil principal, Thiago segue ativo por meio de sua conta reserva: @chavosodausp_reserva.

Ryan Coogler confirma ‘Pantera Negra 3’ como seu próximo filme e produção já está em desenvolvimento

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Foto: PC Ricky

Após o lançamento do filme ‘Pecadores’, o diretor Ryan Coogler confirmou oficialmente que ‘Pantera Negra 3’ já está em desenvolvimento e será seu próximo projeto. A informação foi revelada durante o evento Deadline’s Contenders Film: Los Angeles, onde o cineasta afirmou que o novo longa do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) está avançando: “Estamos trabalhando duro nisso… Sim, é o próximo filme”.

A confirmação reforça a continuidade da franquia sob o comando de Coogler, responsável por conduzir Pantera Negra a um impacto global histórico e por estabelecer uma narrativa ainda mais profunda e emocional em Wakanda Para Sempre, lançado após a morte de Chadwick Boseman, eternizado como o Rei T’Challa.

O segundo filme, marcado pela homenagem à morte do herói, apresentou Shuri, interpretada por Letitia Wright, assumindo o manto de heróina. Agora, para a próxima sequência, a expectativa é de que um novo ator ocupe o posto. As especulações apontam para Damson Idris (F1) como o principal nome cotado para assumir o papel do Pantera Negra.

Embora a Marvel não tenha anunciado oficialmente qualquer negociação, Idris foi questionado sobre o assunto em entrevistas recentes e não escondeu sua empolgação. De forma bem-humorada, o ator chegou a responder “sim-não!” quando perguntado se estaria em conversas com o estúdio, mas deixou claro que aceitaria o convite.

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