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Empreendedores negros batem recorde de renda no Brasil, mas ainda ganham 35% menos que brancos

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Foto: Freepik

Os empreendedores negros no Brasil alcançaram, em 2024, o maior valor histórico de renda domiciliar per capita desde o início da série em 2012. Segundo estudo do Sebrae, com base em dados da PNAD Contínua Anual, o rendimento médio dos donos de negócios negros cresceu mais do que o dos brancos em quase todas as faixas de renda.

Mesmo com o avanço, a desigualdade ainda é evidente. A renda média total dos empreendedores negros continua 35,7% inferior à dos empresários brancos. Enquanto os negros registraram média de R$ 2.700,98, os brancos atingiram R$ 4.202,56, também o maior valor da série histórica.

O levantamento revela ainda que, à medida que a renda aumenta, a presença de empreendedores negros diminui. Eles representam 81,1% dos beneficiados pelo Bolsa Família e 72,9% entre quem ganha até meio salário mínimo. Já na faixa acima de três salários mínimos, a participação cai para 28,2%.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, é fundamental que o país intensifique os investimentos em políticas de inclusão e fortalecimento do empreendedorismo negro, reconhecendo que a população negra representa a maior parcela empreendedora do Brasil.

Atualmente, os empreendedores pretos e pardos somam mais de 16 milhões de donos de negócios no país, um crescimento de 28,3% na última década. Entre os brancos, o número é de cerca de 14 milhões, com aumento de 18,4% no mesmo período.

Após o fim de Vale Tudo, Taís Araújo estreia na série de terror ‘Reencarne’

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Foto: reprodução

Após o encerramento da série Vale Tudo, exibida recentemente pela Globo, Taís Araújo se viu diante de novas oportunidades de interpretar personagens fora dos estereótipos tradicionais. A atriz enfrentou debates públicos sobre representatividade e espaço para atrizes negras, em meio a críticas à perda de protagonismo da personagem Raquel na trama, e seu próximo projeto, Reencarne, surge como um movimento de renovação na carreira.

Taís Araújo protagoniza a série de terror Reencarne, que estreia no Globoplay em 23 de outubro. Na produção, a atriz interpreta a delegada Bárbara Lopes, responsável por investigar uma série de assassinatos misteriosos em uma cidade do interior de Goiás e que, ao longo da trama, passa a vivenciar experiências sobrenaturais. A série tem nove episódios disponíveis de uma só vez e combina suspense, drama existencial e elementos clássicos do terror em um cenário do cerrado brasileiro.

A diversidade da equipe de roteiristas é outro ponto de destaque da produção. Segundo Taís, o roteiro foi escrito por Juan Jullian, Elísio Lopes Jr., Igor Verde e Amanda Jordão: “São três homens pretos escrevendo e uma mulher. Achei que o resultado poderia ser muito original, por serem pessoas com essas origens.” A atriz ressaltou a importância da presença de roteiristas negros na criação de histórias, evidenciando a pluralidade cultural e criativa que eles trazem à trama.

Ao comentar sobre a escolha do projeto, Taís afirmou: “Não sou espectadora de terror, mas fazer foi um exercício muito interessante. Quando fui convidada, pensei: ‘Eu odeio terror, mas o que falta fazer mais? É isso. Vou passear por outros gêneros’.” Ela destacou ainda a originalidade do roteiro: “Quando peguei o roteiro, achei tão genial, porque tinha muita originalidade ali, essa coisa de passar pelo Centro-Oeste, a música sertaneja, um terror quente, suado, brasileiro.”

A personagem de Taís também apresenta protagonismo diferenciado. “Ninguém nunca me deu uma personagem que tivesse que segurar uma arma. Apesar de ter todos esses anos de carreira, ainda tem uma infinidade de coisas para fazer. Isso aqui nunca me foi oferecido.” Bárbara Lopes atua como figura central da narrativa, enfrentando dilemas complexos e quebrando estereótipos de papéis femininos em produções de suspense e terror.

Paralelamente, a série acompanha outros personagens, como o médico Feliciano (Enrique Diaz), que ultrapassa limites para salvar a esposa Cássia (Simone Spoladore), e o policial Túlio (Welket Bungué), que lida com culpa e mistérios do passado ao reencontrar Sandra (Julia Dalavia), jovem que afirma ser a reencarnação de seu parceiro falecido. Esses elementos reforçam o clima de tensão e instigam o público ao longo dos episódios.

O câncer demama é mais agressivo em mulheres negras, e falamos pouco sobre isso

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getty images

O câncer de mama é a doença oncológica mais comum entre mulheres no Brasil, mas não afeta todos da mesma forma. Embora mulheres brancas apresentem mais casos absolutos — 101,3 por 100 mil contra 59,7 por 100 mil entre negras e pardas —, o diagnóstico em estágio avançado e a mortalidade são significativamente maiores entre mulheres negras. Entre 2000 e 2020, a taxa de óbitos entre elas cresceu 3,83 vezes, refletindo desigualdades históricas, socioeconômicas e de acesso à saúde.

Um dos principais fatores biológicos é a incidência mais alta do câncer de mama triplo negativo (TNBC), considerado mais agressivo e resistente a tratamentos convencionais. Estudos mostram que 20% das mulheres negras diagnosticadas apresentam TNBC, enquanto entre brancas esse percentual é de 10%. Esse tipo de tumor não responde à terapia hormonal nem à quimioterapia convencional, o que exige atenção redobrada à detecção precoce e acompanhamento médico.

A história de Grazi Mendes, executiva de tecnologia premiada na PowerList 2024, evidencia a urgência desse cuidado. Diagnosticada com TNBC metastático aos 44 anos, ela compartilha:

“Oi, eu sou a Grazi Mendes e estou aqui para te contar que em 2024 eu fui diagnosticada com câncer de mama agressivo, triplo negativo, em estágio 3 e eu tinha apenas 44 anos. Apareceu muito cedo para um diagnóstico assim e eu tinha apenas um sintoma. Foi passando creme no corpo, eu senti uma das mamas mais rígida do que a outra e fui buscar ajuda. Hoje o câncer se espalhou, é metastático, ainda sem cura pela medicina, mas eu tô aqui porque talvez isso salve alguém. A gente prioriza tudo, menos a gente. Priorize-se, faça seus exames, não adie, não minimize sintomas. Toque-se, questione, insista. Hoje eu vivo um dia de cada vez, mas se eu puder evitar que você passe por isso, então valeu a pena contar essa história. Outubro Rosa não é sobre cor, é sobre vida, a sua, a nossa.”

Fatores sociais e históricos também aumentam a vulnerabilidade. Mulheres negras enfrentam menor escolaridade, maior carga de trabalho doméstico, menos acesso a exames de rotina, transporte mais difícil e desigualdade econômica. Essas barreiras dificultam o diagnóstico precoce, tornando a doença mais letal. Além disso, experiências de discriminação no sistema de saúde podem comprometer a confiança nos profissionais, prejudicando a adesão ao tratamento.

O cuidado com o próprio corpo, portanto, é fundamental. O autoexame das mamas, associado a consultas regulares e exames clínicos, é uma ferramenta importante de prevenção. Olhar com atenção para si mesma, priorizar exames e buscar ajuda diante de qualquer sinal é um ato de amor próprio e de resistência. Como lembra Grazi Mendes, “Toque-se, questione, insista. Outubro Rosa não é sobre cor, é sobre vida, a sua, a nossa.”

Barbara Reis celebra aniversário e 15 anos de carreira com estreia da novela ‘Três Graças’: “Muito simbólico para mim”

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Foto: Gabi Andrade/Divulgação

A atriz Barbara Reis tem muito a comemorar nesta segunda-feira, 20 de outubro. Além de completar 36 anos, ela celebra os 15 anos de carreira retornando à televisão com a estreia de ‘Três Graças’, nova novela das nove da Globo, na qual integra o elenco.

“Comemorar 15 anos de carreira e estrear ‘Três Graças’ é uma coincidência muito simbólica pra mim. São anos de aprendizado, de amadurecimento e, ao mesmo tempo, de curiosidade viva pelo novo”, afirma a atriz em entrevista ao Mundo Negro

A atriz conquistou o novo papel após o seu sucesso na novela ‘Terra e Paixão’ (2023). “Me dá a sensação de continuidade, mas também de renovação. É como se cada personagem abrisse uma nova janela dentro de mim. Estou em um momento de celebração, mas também de muito reconhecimento interno: olhar pra trás com gratidão e pra frente com entusiasmo”, destaca nesta nova fase da carreira. 

Foto: Gabi Andrade/Divulgação

Na trama, Barbara interpreta Lena, uma mulher bem-sucedida, rica e casada, mas que enfrenta a dor de não conseguir realizar o sonho da maternidade. Já na vida pessoal, a atriz optou por ainda não ter filhos, o que a faz pensar sobre como, em ambos os casos, as mulheres ainda são vistas sob as expectativas das outras pessoas.

“Interpretar a Lena é um processo muito delicado. Ela carrega o desejo profundo de ser mãe, enquanto eu, por outro lado, escolhi congelar meus óvulos justamente para ter mais liberdade nesse tempo. Essa diferença entre nós me fez refletir muito sobre as várias formas de viver a feminilidade e o cuidado. Mesmo partindo de lugares distintos, há uma conexão: ambas lidam com escolhas e expectativas da sociedade, do corpo, da vida. Foi um exercício de empatia e escuta. Viver a dor e a esperança da Lena me tocou profundamente”, compartilha.

Barbara também mudou o visual para viver Lena na novela e adotou um novo corte de cabelo, que impactou também sua relação consigo mesma. “Eu amei o pixie cut! Ele trouxe uma sensação de leveza, liberdade e autenticidade. Os cachos curtos revelaram uma parte de mim mais natural, mais prática e até mais ousada. Visualmente, o corte transformou a Lena, mas, pessoalmente, também transformou a Bárbara. No dia a dia, é muito mais fácil de cuidar e me fez olhar pro espelho com um carinho novo, entendendo que beleza também é sobre conforto e verdade.”

Foto: Gabi Andrade/Divulgação

Além da novela, Barbara estreou como produtora executiva da peça ‘Limítrofe’, atualmente em cartaz no Rio de Janeiro, no teatro Dulcina, e que tem o marido, Rapahel Najan, no elenco e como um dos idealizadores do projeto. E em novembro, ela estreia a turnê da peça ‘Ruth e Léa’ em São Paulo, onde interpreta a atriz Ruth de Souza.

Diante da rotina artística intensa, fora das câmeras e dos palcos, a atriz tem se dedicado à cerâmica que entrou na sua vida de forma intuitiva. “Eu buscava uma atividade que me trouxesse presença, um tempo diferente do ritmo intenso da televisão. Trabalhar com o barro é um exercício de paciência e de entrega ,não há controle, há convivência com o imprevisto. Essa prática tem me ajudado a equilibrar o fazer artístico: enquanto na atuação eu me expresso através da emoção e da palavra, na cerâmica eu me expresso pelo toque, pelo silêncio. É um refúgio criativo e afetivo que me faz muito bem”, explica.

Com estreia prevista para 2026 nos cinemas, Barbara ainda fará sua estreia na comédia com o filme ‘Agentes Muito Especiais’, dirigido por Pedro Antonio e desenvolvido a partir de uma ideia original de Paulo Gustavo.

Diretor da Fundação Obama participa da 3ª edição do Aquilomba e destaca importância de lideranças negras: “Inspiração é importante”

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Foto: Divulgação

A terceira edição do Aquilomba, promovida pela Rede de Líderes da Fundação Lemann, foi realizada recentemente com o objetivo de fortalecer trajetórias de impacto social e ampliar a presença de pessoas negras em espaços de decisão e poder. A iniciativa, que acontece desde 2023, busca criar conexões e fortalecer a representatividade racial na liderança no Brasil.

Durante o evento, Michael Strautmanis, diretor de Assuntos Corporativos da Obama Foundation, compartilhou experiências sobre liderança e ressaltou a afinidade entre a visão da fundação norte-americana e a da Fundação Lemann. “Quando o presidente Obama estava lançando a Fundação, ele disse que achava que teria mais impacto como ex-presidente do que naquele momento, como presidente dos Estados Unidos. Foi estranho porque ele era uma das pessoas mais poderosas do mundo”, contou Strautmanis.

Ele destacou que, para a Fundação, é essencial que líderes inspirem e conheçam as histórias das comunidades para que ninguém seja deixado para trás. “Quando vocês estão aqui, vocês inspiram. Mais gente pode decidir mandar um currículo para aquele trabalho ou montar uma nova organização. E o mundo fica um pouquinho melhor. Por isso a inspiração é muito importante”, afirmou.

Foto: Divulgação

Strautmanis também alertou sobre os riscos de não considerar visões plurais. “A polarização está sendo inflamada por aqueles que não querem ver que o futuro é algo que eles próprios podem criar. Na Fundação Obama, a gente quer contar histórias e dar ferramentas para a mudança”, disse.

Na abertura do Aquilomba, Felipe Proto, vice-presidente de Novos Negócios da Fundação Lemann, ressaltou a importância da representatividade racial na rede. Atualmente, pessoas negras e indígenas representam cerca de 33% dos mais de 780 membros, com meta de crescimento acelerado até 2031.

Cosme Bispo, gerente da Rede de Líderes, destacou a relevância das conexões entre os membros. “Conexão nasce de confiança, que é a base para tudo aquilo que a gente constrói em um ambiente de liderança e da Rede de Líderes. Confiança nasce das relações e, dentro desse espaço, se dá pelo compromisso com o Brasil. Todos e todas aqui demonstraram o seu compromisso com o país”, disse.

Durante o encontro, os participantes receberam o livro “Carreiras Negras: Estratégias Para Construir Presença, Poder e Permanência”, de Eliezer Leal, membro da Rede de Líderes, e Talita Matos.

Debates da Rede de Líderes

Antes da apresentação da Obama Foundation, foram promovidos espaços para discussões entre os membros da Rede de Líderes. A mesa “Lideranças negras na política pública” abordou os desafios e conquistas na formulação e implementação de políticas públicas, debatendo sobre representatividade, barreiras estruturais e estratégias de influência para tornar o Estado brasileiro cada vez mais inclusivo e comprometido com a equidade racial. A mediadora da conversa foi Camila Godinho, Secretária de Planejamento, Orçamento e Transformação Digital de Nossa Senhora do Socorro (SE). Participaram também Soraya Brandão, servidora pública e líder da equipe de Desenvolvimento de Altas Lideranças na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), e Giovanni Harvey, que ocupou dois cargos de liderança na Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.

O debate “Liderança e bem-viver” abordou a tensão crescente entre as exigências de ascensão profissional e militância e a necessidade urgente de autocuidado, redefinindo o conceito ancestral de bem-viver. Arthur Lima, dentista, pesquisador e fundador da AfroSaúde, e Marcio Black, diretor do Instituto Beja, conduziram a conversa. A mesa foi mediada por Denise Silva, psicóloga e consultora em desenvolvimento organizacional e equidade racial.

Também foi realizada uma conversa sobre internacionalização da liderança negra, com foco nas estratégias de acesso a experiências internacionais e na transformação de barreiras estruturais (como idioma e rede de contatos) em estratégias de fortalecimento coletivo de lideranças negras. A condução do debate foi feita por Adriana Alves, consultora em gestão de pessoas; Márcia Batista, executiva internacional de RH; e Mayra Casttro, fundadora do InvestAmazônia, com mediação de Michael Cerqueira, gerente na Fundação Lemann.

Por fim, a mesa “Captação de recursos para organizações negras” buscou discutir os desafios enfrentados pelas organizações na obtenção de financiamento e apoio institucional, explorando caminhos de autonomia e redistribuição de recursos. André Barrence, Diretor do Google for Startups na América Latina, e Selma Moreira, ex-vice-presidente de Responsabilidade Corporativa e Filantropia da J.P. Morgan e conselheira de organizações do terceiro setor como o IDIS, puxaram a discussão. A mediação foi de Geovana Borges, vice-presidente de Relações Corporativas e Institucionais da CUFA (Central Única das Favelas).

“O Brasil é mais avançado em relação ao tratamento de cabelos naturais”, diz Ludiana Braz, brasileira expert em cabelos crespos, que abriu um salão em Paris

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Foto: divulgação

 Ludiana Braz, uma hairstylist com raízes no subúrbio carioca, transformou sua paixão pela beleza em uma carreira internacional, consolidando-se como uma referência incontestável em cabelos crespos e cacheados. Sua trajetória, que a levou dos estúdios da Rede Globo a Paris, não apenas aprimorou sua técnica, mas também a posicionou como uma voz influente na valorização da beleza natural e no empoderamento de mulheres negras.

A história de Ludiana é um testemunho vibrante de resiliência e de um desejo inabalável de compreender e cuidar dos cabelos crespos. Desde a infância, quando seu próprio cabelo era alisado, ela mergulhou na busca por conhecimento para desvendar os segredos dos fios naturais. Essa jornada pessoal a conduziu à formalização como cabeleireira e, aos 20 anos, à prestigiada Rede Globo. Lá, na oficina de caracterização de personagens, ela imergiu em um ambiente técnico e grandioso, aprendendo a criar visuais completos, dominando visagismo, história da arte e antropologia capilar. Essa base sólida a preparou para lidar com a diversidade de texturas e estilos, sempre com um foco aguçado na personalização e na arte de construir narrativas através dos cabelos.

Após anos na televisão brasileira, Ludiana buscou uma dimensão mais internacional para sua carreira, mudando-se para a França. Sua chegada a Paris revelou uma lacuna surpreendente no mercado de beleza europeu: a falta de especialização em cabelos crespos e cacheados. “Eu cheguei na França sem saber se tinha ou não uma grande procura por cabeleireiros”, relata Ludiana. Ela percebeu que, enquanto o Brasil já era uma referência global em produtos e técnicas para cabelos naturais, a França ainda vivia um cenário que ela descreve como “o Brasil 20 anos atrás”, com forte incentivo ao alisamento e poucas opções para quem desejava manter a textura natural. Essa lacuna no mercado impulsionou Ludiana a dedicar seu trabalho ao atendimento de mulheres com cabelos naturais, oferecendo um serviço atento, personalizado e profundamente empático. “Eu comecei a ganhar uma grande clientela por fazer o básico, que na minha cabeça era muito natural atender as pessoas assim”, revela, sublinhando que esse nível de atenção era, surpreendentemente, uma raridade no cenário europeu.

A Relação com Taís Araújo e o Mundo da Moda

Ludiana Braz já trabalhava com grandes nomes da televisão brasileira, incluindo Taís Araújo, antes mesmo de sua mudança para a Europa. A parceria se intensificou em Paris, onde Ludiana se tornou a hairstylist de confiança de Taís em eventos de prestígio como a Fashion Week de Paris (Le Défilé de L’Oréal) e o Festival de Cannes. Ela explica que “é difícil para um artista chegar num país estranho e que ele não fala a língua e fazer com um cabeleireiro de um salão que ele acha na rua, não dá certo”, ressaltando a importância de profissionais com experiência em TV e desfiles. Essa colaboração não apenas evidencia a expertise singular de Ludiana, mas também ressalta a importância de profissionais que compreendem as nuances e a estética dos cabelos crespos em um cenário global. A escolha do visual é sempre um processo colaborativo e estratégico, alinhado às diretrizes de grandes marcas e produções, assegurando que o cabelo complemente perfeitamente a imagem e a mensagem desejada.

Tendências e a Liberdade dos Cabelos Crespos

Ludiana observa uma crescente inovação nos estilos de cabelo entre mulheres negras, com o uso de apliques e wigs deixando de ser um tabu e se tornando uma ferramenta de expressão e praticidade. Para ela, que já utilizava esses recursos extensivamente na televisão para criar personagens, essa tendência representa liberdade. Para Ludiana, o cerne da questão reside na felicidade e na autoestima da mulher, e ela é categórica: não existem regras rígidas sobre alisar ou não, ou cortar de um jeito específico. A solução, segundo a hairstylist, é sempre buscar o que faz a cliente se sentir bem, seja com seu cabelo natural, com apliques para volume ou comprimento, ou com wigs para versatilidade. “Não tem que nada, você tem que fazer o que você vai ficar feliz”, afirma Ludiana, defendendo a autonomia plena da mulher sobre seu próprio cabelo.

Brasil x Europa: Diferenças no Cuidado Capilar

Uma das observações mais marcantes de Ludiana é a diferença no tratamento e na percepção dos cabelos crespos entre Brasil e Europa. “O Brasil está muito avançado em relação ao tratamento de cabelos naturais, de realmente cuidar, hidratar, ter cremes de pentear que facilitam o seu dia a dia”, pontua Ludiana. Ela observa que as brasileiras desfrutam de uma liberdade notável para mudar, experimentar e exibir seus cabelos naturais. Na França, por outro lado, ainda persiste uma dificuldade palpável em encontrar salões especializados e produtos adequados, o que leva muitas mulheres negras a optarem por tranças ou perucas devido à escassez de opções e conhecimento sobre como cuidar de seus cabelos naturais. “Eu recebo essa queixa no salão com muita frequência”, confessa Ludiana, destacando a alegria de suas clientes brasileiras em Paris ao encontrar uma profissional que entende e celebra a beleza de seus cabelos crespos, ressaltando o papel do Brasil como referência global nesse segmento.

Outubro Rosa: Mulheres negras têm 57% mais chances de morrer de câncer de mama no Brasil

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Foto: National Cancer Institute/Unsplash

Um dado alarmante divulgado no ano passado voltou a a ser repercutido neste Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização e ao combate ao câncer de mama e do colo do útero. Um estudo do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelou que mulheres negras têm 57% mais chances de morrer de câncer de mama do que mulheres brancas no Brasil.

A pesquisa, intitulada ‘Mantus — Mulheres Negras e Câncer de Mama Triplo Negativo: Desafios e Soluções para o Sistema Único de Saúde (SUS)’, iniciada em 2022, analisou quase mil pacientes atendidas pelo INCA e confirmou a relação entre a cor da pele e os casos do tipo mais agressivo da doença, o câncer de mama triplo negativo (TNBC) — mais comum entre mulheres pretas. O estudo traçou o perfil completo das mulheres mais afetadas pela doença no país, considerando aspectos sociais, comportamentais, ambientais e biológicos.

Os dados mostram que os problemas de maior incidência de morte de mulheres negras por câncer começam na falta de rastreamento da doença. “No Brasil, destaca-se a menor proporção de exames nas mulheres autodeclaradas como pardas (54,4%), seguidas das autodeclaradas pretas (56,5%). Observa-se que, com exceção da Região Sudeste, a cobertura da mamografia em menos de dois anos, em mulheres pardas de 50 a 69 anos, foi menor em todas as Regiões do Brasil”.

A proporção de mulheres da população-alvo, que têm entre 50 a 69 anos, que nunca fizeram mamografia é mais expressiva nas Regiões Norte (42,1%) e Nordeste (33,7%). O estado do Amapá é a região com maior número de mulheres que nunca fizeram mamografia (53,2).

O estudo levanta algumas hipóteses que ajudam a entender o alto índice de mortalidade de mulheres negras por câncer de mama, entre eles, fatores modificáveis como hábitos e exposições a produtos e serviços que possuem propriedades prejudiciais para a saúde, como o consumo de alimentos ultraprocessados, dificuldade de acesso a diagnóstico e tratamento, diagnóstico com doença avançada, dificuldade de completar o tratamento e tratamentos pouco eficazes.

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, foram estimados 73.610 casos novos de câncer de mama em 2024. A estimativa de risco é de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres. Apenas cerca de 1% dos casos ocorre em homens.

Olhos cansados? Dra. Liana Tito Francisco dá dicas essenciais de saúde ocular na era das telas para um olhar bonito e saudável

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Foto: arquivo pessoal

O brilho constante das telas de celulares, computadores e televisões tornou-se uma característica inescapável da vida moderna, mas nossos olhos estão pagando o preço. A sensação de vista cansada, o ressecamento e até dores de cabeça são queixas cada vez mais comuns nos consultórios oftalmológicos. Para entender como combater esses sintomas e proteger nossa visão a longo prazo, conversamos com a Dra. Liana Tito Francisco, oftalmologista e Mestre em Neurociências e Comportamento pela USP, que compartilhou orientações valiosas.

Para quem busca alívio imediato, a Dra. Liana destaca medidas práticas que podem ser facilmente incorporadas à rotina. A primeira, e talvez a mais simples, é a hidratação. “Beber bastante água”, explica a médica, “ajuda a lubrificar os olhos, diminuindo o desconforto”. Além disso, ela recomenda a famosa “regra do 20-20-20”, uma técnica simples para aliviar a tensão ocular. “A cada 20 minutos, a pessoa deve pausar durante 20 segundos e olhar a 20 pés, ou seja, olhar para o horizonte. Essas medidas ajudam a diminuir o desconforto do tempo prolongado de telas”, detalha.

No entanto, para garantir uma saúde ocular duradoura, é preciso ir além do alívio momentâneo. A prevenção é a chave, e isso envolve uma mudança de hábitos. Uma das principais recomendações da Dra. Liana é criar uma barreira entre a tecnologia e o descanso. “Uma hora antes de dormir, nada de tela”, adverte. Ela também incentiva a busca por um equilíbrio mais saudável entre o mundo digital e o real. “Manter-se mais tempo ao ar livre, praticar atividade ao ar livre e entretenimento ao ar livre ajuda a desconectar, melhora a saúde ocular e reduz sintomas como dor de cabeça que aparecem no final do dia”, afirma.

Embora o cansaço visual seja comum, é fundamental saber quando ele pode indicar um problema mais grave. A Dra. Liana alerta para sinais que não devem ser ignorados, como “dor de cabeça intensa, turbação visual, dificuldade para enxergar” ou perceber que está “pulando a linha ou trocando letras” durante a leitura. Esses sintomas, segundo ela, indicam a necessidade de uma avaliação oftalmológica imediata.

A especialista é enfática ao afirmar que a prevenção é o melhor caminho. “Todos os pacientes, adultos e crianças, devem passar por uma consulta oftalmológica pelo menos uma vez ao ano, independente do tempo de tela”. Para aqueles que apresentam sintomas, o diagnóstico correto pode levar a tratamentos como “o uso de óculos, colírios lubrificantes e exercícios ortópticos”, que são prescritos caso a caso para restaurar o conforto e a saúde da visão.

Powerlist Mundo Negro 2025 realiza a quarta edição da premiação que celebra mulheres negras inspiradoras 

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Homenageadas na Powerlist (Foto: Divulgação)

A realização da Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Histórias 2025, nesta sexta-feira, 17 de outubro, foi marcada por muita emoção e reconhecimento. A premiação, que chegou à sua quarta edição, reuniu homenageadas como Cida Bento e Majur, além de outras personalidades que protagonizam transformações em diversas áreas da sociedade brasileira, em um evento realizado na Casa Manioca, em São Paulo, patrocinado pelo Grupo L’Oréal e pela Natura.

Silvia Nascimento, fundadora e Head de Conteúdo do Mundo Negro, apresentou o evento e destacou as dez mulheres que se tornaram referências em seus campos de atuação — da tecnologia às artes, da gastronomia à liderança corporativa.

“Eu vi a Powerlist mudando a vida de muitas pessoas, então todo ano eu me sinto tocada por esse evento, é um trabalho realmente de uma comunidade. Eu acho que é importante a gente ocupar esses espaços, acessar o espaço que a gente quiser e como estamos entre a gente fica até melhor. A gente só se acha possível, quando a gente vê outras pessoas”, celebrou a jornalista no início do evento. 

Dez trajetórias que inspiram o Brasil

O público acompanhou a cerimônia de entrega dos prêmios, conduzida por Silvia e pelo trio de apresentadoras, a advogada Fayda Belo, a Coordenadora de RH da L’Oréal Produtos Profissionais, Amyla, e fundadora do AfriHub, Sauanne Bispo. As homenageadas foram chamadas ao palco e compartilharam falas potentes sobre liderança, ancestralidade e transformação.

“Eu tenho maior respeito pelo Mundo Negro. Eles têm muito medo daquilo que nós somos e podemos ser. Tem mais de cem anos que a gente está dando outra cara para esse país. É outro cabelo, é outro conceito de estética, outro jeito de falar de tecnologia. Então, a gente tem que saber que a gente apavora quem quer manter as coisas do jeito que está. E como várias disseram, ‘não tem volta’”, afirmou Cida Bento, escritora do livro ‘O Pacto da Branquitude’ e fundadora do CEERT, ao receber o prêmio na categoria Trajetória Transformadora. 

Majur também compareceu à cerimônia para receber o seu prêmio e chamou Najara Black ao seu lado, outra vencedora da Powerlist, para contar ao público a importância da empreendedora no início da sua carreira artística. “Uma surpresa imensa, eu não sabia que ela estaria aqui. Eu cantava nos bares e eu ganhava uma pizza para poder cantar. E esta mulher que vocês estão vendo aqui, que construiu a carreira há 20 anos, ela abriu a loja no shopping principal de Salvador uma vez, e me viu. Muito obrigada pro resto da minha vida, foi um dos primeiros lugares que eu cantei fora dos bares, foi dentro de um lançamento da loja. De lá, comecei a encontrar outras pessoas e cada uma delas me levava a um outro lugar, a um novo nível. Muito obrigada”.

As premiadas deste ano pelo júri técnico são: Majur, na categoria Cultura, Artes e Entretenimento, celebrada por sua força artística e representatividade; Aline Lima, Head de Diversidade, Equidade e Inclusão da Natura para a América Latina, em Liderança Corporativa; Lívia Rodrigues, pesquisadora e cientista, em Educação e Ciência; Amanda Graciano, referência em inovação e tecnologia, em Tecnologia e Inovação; Vetusa Santos Pereira, por sua atuação social e comunitária, em Diversidade e Impacto Social; e Cida Bento, reconhecida por sua Trajetória Transformadora, referência nacional na luta por equidade racial e de gênero.

Nas categorias de voto popular, as vencedoras são: Najara Black, na categoria Moda e Beleza, pelo trabalho que valoriza a estética negra; Cricielle Muniz, em Criadora Digital, destacando-se pela construção de narrativas autênticas nas redes; Sônia Oliveira Santos, em Destaque em Gastronomia, celebrada por sua atuação que une ancestralidade e inovação culinária; e Jamile Lima, premiada como Empreendedora que Inspira, exemplo de liderança e impacto econômico no afroempreendedorismo.

Um encontro de celebração e conexão

A programação teve início com o talk “Mulheres Negras e Luxo”, mediado por Márcia Silveira, Head de Diversidade e Inclusão para Advocacy e Influence na L’Oréal Brasil, com participação de Nina Silva, CEO do Movimento Black Money e a influenciadora Natalia Lessa. O debate abordou como o conceito de luxo pode ir além do consumo, sendo também sobre pertencimento, cuidado e respeito.

Durante a conversa, as convidadas destacaram a importância de redefinir o olhar sobre o luxo a partir da experiência de pessoas negras, valorizando o atendimento, a narrativa e o pertencimento. Márcia relembrou que recentemente, a L’Oréal Brasil lançou a pesquisa ‘Racismo no Varejo de Beleza de Luxo’, que revela que 91% dos consumidores negros das classes A/B já enfrentaram algum tipo de situação racista em estabelecimentos de luxo.

“Essa pesquisa gerou um treinamento muito específico para que não só as mulheres que trabalham na L’Oréal e atendem luxo pudessem estar preparadas para nos receber, mas também pessoas de outras empresas. Estamos desdobrando isso para além de uma pesquisa, para ação. E uma das ações mais incríveis que foi anunciado esse ano foi um Código de Defesa do Consumidor Negro. Estamos ensinando de fato essas pessoas a receberem da gente exatamente um depara do código de consumidor que existe, mas com um viés fortíssimo para entender como tratar pessoas negras dentro desses ambientes de luxo”, afirmou. 

Durante o evento, as atrizes Jessica Marques e Edvana Carvalho, da novela ‘Vale Tudo’, que encerra nesta sexta-feira (17), gravaram uma mensagem especial às homenageadas. No vídeo exibido durante a cerimônia, Jessica afirmou que a trajetória de sua personagem, Daniela, “representa a força e a paixão pela justiça”, e que, assim como ela, parabenizou as premiadas por abrirem caminhos e inspirar outras mulheres negras. Já Edvana ressaltou a relevância de interpretar personagens pretas em papéis diversos, longe de estereótipos, e declarou sentir-se representada pelas premiadas da Powerlist.

Viver a pauta é transformar o cotidiano

No segundo talk do dia com o tema “Fazer a pauta, viver a pauta”,  trouxe reflexões sobre o papel das lideranças negras dentro das organizações. Mediado por Silvia Nascimento, o diálogo contou com Aline Lima e Marcele Gianmarino, Gerente de Igualdade, Diversidade e Inclusão da Sephora, que abordaram os desafios de sustentar a pauta de diversidade sem sobrecarga e a importância de criar estruturas corporativas verdadeiramente inclusivas.

Aline relembrou de como não gostava de ser negra na infância e acompanhou outras crianças em Salvador que também estavam passando por isso. Além de ouvir como as mulheres negras improvisavam para hidratar a pele. “Quando houve o lançamento de uma linha óleo em creme, eu gosto muito de dizer que pra mim essa é a potência de uma inteligência coletiva. Não foi a Natura que criou, foram essas pessoas que já faziam. A Natura apenas se adequou. E eu falo que foi uma grande co-construção. Hoje poder trabalhar numa empresa de beleza, influenciar, que o negócio seja um negócio mais diverso, é fazer as pazes com a minha criança interior e com várias outras que não vão precisar passar.”

Encerrando o evento, Silvia Nascimento agradeceu às premiadas, parceiras e patrocinadores, Natura e Grupo L’Oréal, reforçando o compromisso de continuidade da premiação.

O público ainda participou de um momento de networking, fotos e confraternização, celebrando não apenas as dez premiadas, mas também a força coletiva das mulheres negras que seguem mudando histórias todos os dias.

Sobre a Powerlist Mundo Negro

Criada em 2022, a Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Histórias reconhece e celebra o protagonismo de mulheres negras em diferentes áreas, com base em critérios de impacto, consistência, relevância social e contribuição à representatividade. Neste ano, a seleção pela primeira vez, foi feita a partir de votação popular e júri técnico composto por mulheres negras de referência em suas áreas.

Em quatro anos, a premiação se consolidou como um dos principais reconhecimentos dedicados à excelência negra no Brasil, reunindo público, marcas e lideranças comprometidas com a equidade racial e de gênero.

Kaldi: o bar de sucesso que agita a Islândia e foi fundado por um baiano

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Foto: Lilja Jons/Arquivo pessoal George Leite

O que começou como um intercâmbio se transformou em uma trajetória de sucesso no norte da Europa. George Leite, de Feira de Santana, é o fundador do Kaldi, um dos bares mais conhecidos de Reykjavik, capital da Islândia. O espaço é famoso pela produção própria de cerveja e gin, e por contar com um cardápio composto por mais de 200 opções de bebidas de diferentes países. O sucesso do Kaldi tornou o brasileiro uma referência no empreendedorismo local.

A Islândia encantou George em 1998, quando ele chegou ao país como estudante e nadador de 19 anos. O que seria uma breve experiência acabou se tornando um novo lar. A virada aconteceu por meio do polo aquático, esporte que o levou a conquistar uma bolsa de estudos na Universidade de Reykjavik, onde se formou em Administração.

Foto: Divulgação/Kaldi

Os primeiros anos foram desafiadores com o clima extremo, as longas noites de inverno e a paisagem sem árvores exigiram adaptação. Mas George rapidamente aprendeu o islandês enquanto trabalhava em um bar de alto padrão. A experiência o inspirou a abrir o próprio negócio.

Em 2013, nasceu o Kaldi Bar, nome inspirado na expressão local “fáum okkur í eina kaldi” (“vamos tomar uma gelada”). O foco sempre foi o público islandês, o que, segundo George, se tornou um diferencial. “Apesar de receber uma grande quantidade de turistas, meu foco são as pessoas daqui e de alguma forma isso se tornou o nosso diferencial”, explicou em entrevista ao g1 em 2023.

Foto: Hallur Karlson/Arquivo pessoal George Leite

O sucesso do Kaldi consolidou o baiano como um dos primeiros homens negros a empreender na Islândia. Hoje, ele também comanda uma fábrica de soda, uma distribuidora de bebidas e um escritório de audiovisual, além de oferecer consultorias para bares e restaurantes.

“Se eu falasse que nunca rolou um olhar torto, eu estaria mentindo. Sou um homem preto, estrangeiro, que abriu um negócio em um país 99% branco. Mas desde que cheguei na Islândia, fui muito bem recebido. O fato de ser negro despertou na população uma curiosidade positiva: um negro que se destacou em um esporte de brancos, que concluiu a faculdade. Aprendi a usar o fato de ser fisicamente diferente das pessoas locais ao meu favor. Então, minha estratégia sempre foi entregar simpatia e sorrisos”, afirmou na época.

Mais de duas décadas após deixar a Bahia, George Leite se tornou uma referência de sucesso fora do Brasil. Como resultado, o Kaldi ainda foi eleito “Bar com a Melhor Atmosfera de 2023” e vencedor do prêmio de “Melhor Coquetel do Ano de 2024” pelo Reykjavik Cocktail Week (RCW).

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