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MOVER completa 4 anos com quase 800 mil oportunidades criadas para pessoas negras

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Foto: Divulgação

O Movimento pela Equidade Racial (MOVER) acaba de completar quatro anos com resultados que mostram o impacto real de uma atuação coletiva pela inclusão racial. Desde sua criação, o movimento já gerou quase 800 mil oportunidades para pessoas negras, por meio de ações voltadas à empregabilidade, formação profissional e desenvolvimento de lideranças.

Criado a partir da união de grandes companhias, o MOVER se consolidou como uma das principais coalizões empresariais dedicadas a transformar as relações de trabalho e a cultura corporativa no Brasil. Hoje, o movimento reúne 60 empresas associadas, entre elas Natura, Amazon, Assaí, Eli Lilly, Mastercard, Vibra e Vila Nova Partners, que se somaram recentemente à iniciativa.

Para celebrar o aniversário, o MOVER reuniu jornalistas e influenciadores engajados na pauta de diversidade, equidade e inclusão, na academia L’Oréal, em São Paulo. O encontro teve como propósito compartilhar aprendizados, experiências e reforçar o papel estratégico das empresas na construção de uma sociedade mais justa.

Segundo dados do movimento, 66% das oportunidades promovidas estão ligadas à empregabilidade, com contratações de pessoas negras pelas companhias associadas. Já os outros 34% envolvem bolsas de estudo, formação de lideranças e cursos de idiomas, tecnologia e empreendedorismo. As ações atendem diferentes etapas da jornada profissional de pessoas negras — do ingresso no mercado de trabalho à ocupação de cargos de liderança.

Para Natália Paiva, diretora-executiva do MOVER, o crescimento da rede mostra que a diversidade é um pilar essencial para o futuro dos negócios e da sociedade. “O MOVER simboliza um compromisso coletivo e contínuo com a construção de um país mais justo e igualitário. Acreditamos que promover oportunidades é a base para transformar realidades e inspirar mudanças que ultrapassam os muros das empresas”, afirma.

Fique por dentro das oportunidades do MOVER no site https://somosmover.org/

Jhonata Kaique, um dos melhores padeiros do Brasil, conquista público com panificação artesanal

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Foto: Arquivo pessoal

Especialista em viennoiseries e pães rústicos de fermentação natural, Jhonata Kaique de Oliveira Ramos, 26, transforma a panificação em arte na Galpão Padaria Natural, em Osasco, na Grande São Paulo. Reconhecido em 2022 como um dos melhores padeiros do país pela Revista Panificação Brasileira, ele também vem conquistando o público nas redes sociais da padaria com vídeos que mostram seu trabalho.

“Minha mãe faleceu quando eu tinha 14 anos e tive que iniciar minha vida profissional muito cedo. Meu irmão Bruno era padeiro e me direcionou para a área. Conheci Diego Santana, um amigo falecido que abriu portas para mim no mercado”, conta Jhonata sobre o início da sua trajetória em entrevista ao Mundo Negro e Guia Black Chefs.

Foto: Arquivo pessoal

Antes dele ter o prestígio nacional, também aprendeu com outros nomes de peso. “Me desenvolvi na área e passei a trabalhar com nomes de referência no ramo da panificação, como o chef Rodolfo Nunes, eleito o melhor padeiro do Brasil. Tudo o que aprendi foi graças a ele.”

Apesar do reconhecimento, a trajetória de Jhonata não é diferente de muitos de outros chefs negros. “Geralmente, as pessoas dizem que não tenho perfil de padeiro ou duvidam que atuo nessa profissão. Não costumo dar ouvidos, pois sei que o meu trabalho — e a qualidade dele — falam por si só”, afirma.

Foto: Arquivo pessoal

Para ele, sua trajetória e sua identidade estão conectadas à profissão. “Sempre tive oportunidades na área por meu trabalho ser diferenciado. Fui inserido no ramo muito jovem, e isso me tirou das ruas, trazendo oportunidades e esperanças de crescer cada vez mais”, conta.

Para o futuro, Jhonata relata o desejo de abrir a sua própria padaria em Carapicuíba (SP), cidade onde mora. “Quero oferecer oportunidades para jovens pretos aprenderem panificação”, conclui.

Denis Tassitano lança ‘Powerhub – O Livro do Networking’, sobre conexões e pertencimento corporativo

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Foto: reprodução

No dia 1º de novembro, o Bourbon Street Jazz Café, em Moema (Rua dos Chanés, 127, São Paulo), recebe o lançamento do livro Powerhub – O Livro do Networking. O evento promete uma tarde de jazz ao vivo, sessão de autógrafos e conexões reais — a essência do que o autor defende como prática genuína e transformadora.

Denis Tassitano é Chief Revenue Officer da SAP Concur para a América Latina e Caribe e atua há anos na intersecção entre tecnologia, liderança e representatividade. Com uma carreira sólida nos setores de software e marketing esportivo, ele se destaca pela capacidade de unir estratégia, inovação e propósito, conectando pessoas e negócios de forma ética e sustentável.

Em Powerhub, Tassitano redefine o conceito de networking como ferramenta de troca genuína e crescimento coletivo. Ele mostra que o verdadeiro valor das conexões está na entrega, na escuta e na colaboração — e não apenas na busca por oportunidades individuais. “Muitos ainda enxergam o networking como algo pesado. Eu sempre acreditei em retribuir o que recebi de forma orgânica”, afirma.

Mais do que um livro sobre carreira, Powerhub é um convite à reflexão sobre pertencimento e representatividade dentro do ambiente corporativo. Tassitano, também cofundador do Best in Black, hub que conecta e desenvolve lideranças negras — construiu uma trajetória pautada por ética, transparência e impacto social.

Empreendedor e líder, ele acredita que crescimento profissional e humano caminham juntos, e que criar pontes é o caminho mais sólido para o sucesso sustentável. O lançamento de Powerhub celebra exatamente isso: uma jornada em que conexões viram legado.

Data: 1º de novembro, a partir das 13h
Local: Bourbon Street Jazz Café – Rua dos Chanés, 127 – Moema, São Paulo
Entrada gratuita com jazz ao vivo e almoço opcional a partir das 12h30
Inscrições: Sympla

Dia do Livro. Dia do Luto!

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Abdias Nascimento e Rio de Janeiro após megaoperação em 28 de outubro de 2025. (Fotos: Senado Federal e Raull Santiago)

Hoje, 29 de outubro, é comemorado o Dia Nacional do Livro. A data refere-se à fundação da Biblioteca Nacional do Brasil em 1810, no Rio de Janeiro. E, em diálogo com a celebração, não podemos perder de vista as famílias que choram as dezenas de mortes ocorridas ontem na operação militar no Complexo do Alemão e na Penha. Nesse contexto, indicamos dois livros importantes para quem pretende compreender a situação das pessoas negras nesta sociedade. Estas são a maioria das vítimas da recente tragédia.

O primeiro livro é o Quarto de Despejo: Diário de uma favelada. Escrito por Carolina de Jesus, mulher negra, e publicado em 1960, o material é considerado uma obra-prima. Nesse diário, Carolina de Jesus conta o cotidiano da favela do Canindé. Com uma linguagem simples, mas carregada de enorme profundidade e sensibilidade, ela aborda temas como a fome, habitação, racismo e política, violência doméstica, educação infantil, maternidade, capitalismo, alcoolismo, etc.


Outro livro que recomendamos é O Genocídio do Negro Brasileiro: Processo de um Racismo Mascarado, lançado em 1978. Esse livro foi escrito por um dos mais importantes nomes do Movimento Negro, Abdias do Nascimento. Ele faz críticas contundentes e indiscutíveis sobre o mito da democracia racial, que consolidou o racismo na sociedade brasileira. Discute a escravidão desconstruindo a ideia do “senhor benevolente”, o genocídio, a religião, o embranquecimento cultural, a exploração sexual da mulher africana, e fala sobre o Teatro Experimental do Negro (TEN) como reação ao racismo.


Precisamos ter em mente que a resistência ao racismo depende de uma educação teorizada pelos intelectuais negros, algo que a escola tradicional não nos ofertará. É por meio do conhecimento da realidade contemporânea e histórica que mobilizaremos instrumentos práticos para a sobrevivência coletiva do povo negro. Incentivar a leitura na comunidade é um ato antirracista. Lutemos para que o quarto de despejo não continue  sendo um campo de extermínio.

“O mercado financeiro quer o dinheiro do crime sem se sujar”, Silvio Almeida sobre como a necropolítica expõe jovens negros à morte

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Foto: reprodução

Silvio Almeida publicou em suas redes na noite de ontem (28), um vídeo onde afirma que: “O mercado financeiro quer o dinheiro do crime sem se sujar.” A fala ressoa com plena urgência diante do massacre ocorrido nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, onde mais de 120 pessoas foram mortas, incluindo ao menos 72 corpos encontrados por moradores em áreas de mata e levados à Praça São Lucas. Enquanto o governo do estado classificou a ação como “sucesso”, os relatos das comunidades mostram o oposto: uma operação de extermínio conduzida sob a narrativa da segurança pública.

Ao afirmar que “o mercado financeiro quer o dinheiro do crime”, Almeida desloca o foco do discurso policial tradicional para a infraestrutura oculta: não é apenas “o bandido” quem está em cena, mas os circuitos que transformam violência em lucro e invisibilidade. Ele aponta para os mecanismos de infiltração de capitais ilícitos em empresas, bancos e fintechs, uma síntese entre economia legal e ilegal que sustenta o funcionamento da máquina.

Quando acrescenta “sem sujar suas mãos”, o ministro evidencia o arranjo maquiado: os agentes formais não precisam empunhar armas, basta oferecer canais. O sistema se retroalimenta, de um lado, o Estado usa força letal sobre territórios periféricos; do outro, o capital formal lucra com a circulação dos mesmos recursos que nascem da violência. Nesse processo, corpos negros e periféricos tornam-se o principal combustível de uma engrenagem que decide quem vive e quem morre.

O massacre no Rio mostra essa articulação em tempo real. O Estado mobiliza tanques e helicópteros; o governador Cláudio Castro celebra resultados; e a sociedade assiste, mais uma vez, à gestão da morte como política. As comunidades golpeadas são as mesmas que geram o crime e, por extensão, alimentam os lucros que Almeida denuncia.

Esse é o ponto essencial: não se trata de erro operacional nem de falha isolada, mas de um modelo de poder que usa a violência seletiva como ferramenta política e econômica. Silvio Almeida não apenas protesta; ele decodifica o funcionamento da necropolítica brasileira, uma engrenagem onde genocídio periférico e economia formal se entrelaçam.

Interromper esse ciclo exige uma agenda mínima e concreta: rastreamento de beneficiários finais de lavagem de dinheiro, plano nacional de prevenção de homicídios que vá além da repressão, e uma reforma profunda das práticas estatais de segurança, voltada à proteção das comunidades, não à sua patrulha.

O desafio da formação docente diante da diversidade escolar

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Dra. Sandra Atayde (Foto: Arquivo pessoal)

Por: Rachel Maia

A construção social da educação inclusiva não depende apenas de boas ideias ou intenções nobres — exige políticas públicas e o compromisso de todos os envolvidos no processo educativo: professores, gestores, famílias e profissionais de apoio.

A formação docente inclusiva é o elo entre o ideal das políticas públicas e a valorização da sala de aula. É o professor, no cotidiano escolar, quem transforma princípios legais em experiências concretas de aprendizagem e pertencimento. No entanto, sem o suporte adequado das instituições e do poder público, essa missão se torna sobrecarregada — e, muitas vezes, inviável.

No caso dos estudantes com deficiência e neurodivergentes, esse compromisso se amplia, envolvendo também especialistas como intérpretes, cuidadores, psicopedagogos, terapeutas e fisioterapeutas que, em parceria com a escola, podem garantir condições reais de aprendizagem e participação.

A professora Sandra Aparecida Atayde, doutora em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com residência em Ortopedia pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), é também fisioterapeuta docente do curso de Fisioterapia da Universidade Paulista (UNIP) desde 2001 — e contribui com essa pauta tão necessária: a inclusão de alunos com deficiência.

“Como professora e fisioterapeuta, tenho vivenciado de perto os desafios da inclusão escolar, que exige sensibilidade, empatia e conhecimento técnico — aspectos que só se fortalecem com investimento e valorização da formação docente”, afirma Sandra.

Professores, alunos e, consequentemente, seus pais enfrentam desafios em suas múltiplas dimensões — étnica, racial, cultural e socioeconômica. Vale destacar que o capacitismo é agravado quando o aluno também se depara com o racismo, como mostra a matéria no Jornal da USP sobre a pesquisa de mestrado realizada por Georgton Anderson da Silva, na Faculdade de Educação (FE) da USP, que apresenta a trajetória escolar de pessoas negras com deficiência. 

A pesquisa aponta que alunos negros com deficiência têm maior chance de evasão escolar — apenas 23,8% dos que têm 25 anos ou mais concluem o ensino básico. A falta de acessibilidade em escolas públicas e a abordagem pedagógica e didática são fatores determinantes. Isso evidencia que o que cada criança ou adolescente precisa para aprender e pertencer deve ser analisado com mais empatia, pois a singularidade é o primeiro passo para uma educação verdadeiramente inclusiva e transformadora.

Inclusão não é favor, é direito

Apesar de ser um direito garantido, as políticas públicas de inclusão ainda são falhas. Falta estrutura, acompanhamento e continuidade para que sejam, de fato, funcionais. É a instituição escolar que traduz o que as políticas públicas determinam em lei — e, muitas vezes, é também onde se revelam as lacunas entre a norma e a realidade.

“A inclusão não se limita a oferecer uma vaga e colocar o aluno na sala de aula; trata-se de garantir condições reais de ensino e aprendizagem, respeitando o ritmo e as necessidades de cada indivíduo. Só assim teremos uma inclusão verdadeira e transformadora”, diz a especialista.

Nas salas de aula, a diversidade se manifesta de múltiplas formas: estudantes com deficiência — física, sensorial, intelectual ou com Transtorno do Espectro Autista (TEA) — demandam práticas pedagógicas diferenciadas, professores preparados e recursos de acessibilidade que garantam uma aprendizagem efetiva e equitativa.

“Em fevereiro deste ano, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) realizou uma audiência pública sobre a inclusão de pessoas com deficiência na educação. Nessa ocasião, muitos desses aspectos foram discutidos com o objetivo de tornar os direitos dessa população mais plenos e viáveis. Estamos no caminho, mas a trajetória ainda é longa — e olhar com atenção para o processo já representa um grande passo”, ressalta a professora.

Educação inclusiva é possível e urgente

Políticas como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei n.º 13.146/2015) e a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) representam avanços importantes, mas sua efetividade depende diretamente da formação e valorização dos professores, do investimento e da infraestrutura acessível que dialogue com as necessidades dos alunos e com as demandas efetivas da escola.

“A inclusão só se torna efetiva quando há uma parceria real entre escola, família e profissionais especializados. O planejamento conjunto e o acompanhamento multidisciplinar são fundamentais para o desenvolvimento dos alunos”, pontua Atayde.

A formação continuada é frequentemente apontada como imprescindível para que o professor responda, de forma qualificada, às necessidades emergentes que correspondem ao guarda-chuva da diversidade. Porém, segundo dados do Censo Escolar da Educação Básica 2023, divulgado pelo Inep, apenas 41,3% dos professores participaram de alguma ação formativa voltada à inclusão.

“Na minha atuação como fisioterapeuta, observo o quanto o estímulo motor, cognitivo e sensorial pode potencializar o aprendizado — desde que haja integração entre saúde e educação”, destaca a doutora.

Em um país em que a inclusão ainda é um desafio cotidiano, investir na formação docente é o caminho mais sólido para transformar a matrícula em pertencimento. A escola deve ser um espaço onde todas as crianças — com ou sem deficiência, de diferentes origens, culturas e realidades — sejam reconhecidas, respeitadas e valorizadas em suas singularidades rumo ao aprendizado.

Promover uma educação verdadeiramente inclusiva e humanizada significa garantir que cada estudante encontre condições reais para aprender, conviver e se desenvolver plenamente.

Marina Duarte, presidenta da Unegro Bahia, é cotada para assumir Ministério da Igualdade Racial

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Anielle Franco e Marina Laís Duarte (Foto: Reprodução/Instagram)

Com a possível saída antecipada de Anielle Franco do Ministério da Igualdade Racial (MIR) para disputar as eleições de 2026, o nome da baiana Marina Laís Duarte começa a ganhar força entre lideranças do movimento negro e organizações da sociedade civil como uma das principais apostas para comandar a pasta.

Vice-presidenta do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) e presidenta da Unegro Bahia, Marina tem uma trajetória marcada pela militância de base, pela defesa da participação popular e pela articulação de políticas públicas voltadas à igualdade racial.

Reconhecida pela capacidade de diálogo entre governo e sociedade civil, ela foi uma das principais articuladoras da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CONAPIR), que consolidou a convergência entre entidades do movimento negro e os estados nas etapas preparatórias.

Com trânsito respeitado no Parlamento e no governo federal, Marina é considerada uma referência na luta pela reparação histórica, transversalidade das políticas de igualdade racial e combate ao racismo institucional. Sua atuação tem contribuído para ampliar o controle social e o alcance das políticas públicas voltadas à população negra, aos povos tradicionais e à juventude periférica.

Entre os movimentos e entidades que manifestam apoio ao nome de Marina estão o Coletivo de Entidades Negras, Convergência Negra, Movimento Negro Unificado (MNU), Enegrecer, Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), Rede Amazônia Negra, Centro de Estudos e Defesa dos Negros do Pará (Cedenpa), Malungu, Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro), Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana e o Alma Preta Jornalismo.

Após racismo e desacato a policiais, Esquerdogata perde seguidores e diz que precisa tratar alcoolismo

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A influenciadora Aline Bardy Dutra, conhecida como Esquerdogata, perdeu milhares de seguidores após ser detida no último sábado (27) em Ribeirão Preto (SP) por desacato, resistência e injúria racial contra policiais militares. A prisão ocorreu durante uma abordagem policial a um suspeito na Rua Florêncio de Abreu, quando Aline filmava os agentes sem autorização e questionava a atuação deles. Antes do episódio, ela tinha 873 mil seguidores; desde então, perdeu seguidores, ficando com 821 mil, o que levou à decisão de fechar os comentários das postagens mais recentes.

Os vídeos que viralizaram mostram Aline direcionando palavras racistas a um dos policiais: “Um preto fudendo outro preto, você é sem consciência de classe e prende outros da sua cor”. Ela também chamou os agentes de “fascistinhas” e “nazistinhas”, em críticas que desdenham do poder econômico e da origem deles.

Em outro momento, a influenciadora afirmou, em tom de provocação: “Vocês acham que vocês têm cacife para me mandar para algum lugar? Olha para mim e olha para vocês. Minha sandália vale o carro de vocês. Faz até a nona série, presta para a Polícia Federal, ganha R$ 2,5 mil de salário e tem a síndrome do pequeno poder. Já foi para Londres, power, Tower Bridge? Nunca, né, você não tem dinheiro para isso”.

Segundo o boletim de ocorrência, Aline foi algemada pelos policiais após xingamentos e resistência. O celular da influenciadora foi apreendido, e a Polícia Civil solicitou a quebra de sigilo do aparelho à Justiça para apuração das falas consideradas racistas. Durante a audiência de custódia, ela obteve liberdade provisória, com recolhimento domiciliar noturno das 20h às 6h e comprovação periódica de adesão a tratamento psicológico.

A defesa de Aline afirmou que ela estava sob efeito de álcool e medicamentos controlados, e que não se recorda do episódio. O advogado Roberto Bertholdo destacou que a prisão fez com que Aline “entendesse que precisa se tratar do alcoolismo” e ressaltou que o surto foi resultado da combinação de álcool, remédios controlados e medo da atuação policial. Em nota, a equipe jurídica declarou que ela ficou “devastada” ao ver os vídeos e que seu comportamento não representa a trajetória de luta por igualdade e respeito construída ao longo dos anos, além de confirmar que Aline pretende se desculpar pessoalmente com os policiais envolvidos.

A Polícia Civil abriu investigação sobre as ofensas raciais e a conduta da influenciadora, que segue respondendo em liberdade provisória, com medidas cautelares definidas pela Justiça.

“John Stewart, pra mim, é pura força e coragem”, diz Aaron Pierre sobre seu personagem Lanterna Verde

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Foto: Men’s Health

Aaron Pierre estampa a capa da Men’s Health e, em entrevista à revista, falou sobre seu personagem John Stewart em Lanterns: “Para mim, o personagem simplesmente irradia força e coragem.” Sobre os heróis do Corpo dos Lanternas Verdes, ele acrescenta: “Eles são celebrados como heróis, mas o que mais amo é que abraçam suas falhas de um jeito bonito, isso os torna reais.”

O ator britânico, nascido e criado em West Croydon, Londres, construiu sua carreira a partir de desafios pessoais e disciplina. Ainda adolescente, trabalhou como concierge em um salão de beleza, aprendendo desde cedo a importância de se esforçar e valorizar seus sentimentos, influência das mulheres de sua família: “Elas me ensinaram a força de sentir o que você sentia, sentir visivelmente e assumir isso o suficiente para falar sobre isso.”

Pierre descobriu a atuação pouco depois e investiu na formação profissional, estudando em Toronto e na Academia de Música e Arte Dramática de Londres. Construiu experiência no teatro e na televisão britânica, destacando-se em produções como Otelo no Shakespeare’s Globe, papel que chamou a atenção do diretor Barry Jenkins, responsável pela série The Underground Railroad.

Em sua trajetória, o ator enfrentou dificuldades financeiras e desafios emocionais, refletindo: “Aprender que você não precisa carregar tudo nas costas, aprendi isso mais tarde do que a maioria. Que, na verdade, o que é fundamentalmente humano é que compartilhamos o fardo.”

Desde então, Pierre participou de filmes e séries de grande visibilidade, incluindo Brother, Rebel Ridge, Old de M. Night Shyamalan e a peça King Hedley II. Ele também foi escalado para projetos como Blade, do MCU, e a prequela de O Rei Leão, interpretando Mufasa.

Em Lanterns, Pierre interpreta John Stewart, refletindo sobre a responsabilidade de representar um personagem icônico: “Essa fome de ser a melhor versão de si mesmo, que também te responsabiliza quando você não é.”

Além do trabalho na atuação, Pierre valoriza a vida pessoal e a paternidade, mantendo seu filho protegido do olhar público. O ator também investe em treinamentos físicos intensivos, incluindo boxe e jiu-jitsu, que considera essenciais para seu desempenho profissional e equilíbrio pessoal.

A trajetória de Aaron Pierre evidencia talento, resiliência e compromisso. Ele se consolida como um ator capaz de unir grandes papéis de ação a personagens com profundidade e humanidade, expandindo seu impacto na indústria e na representação de heróis negros.

Anielle Franco deve deixar Ministério da Igualdade Racial para se dedicar à campanha eleitoral de 2026

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Foto: Vinícius Schmidt /Metrópoles/@vinicius.foto

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, deve deixar o governo Lula até dezembro para se dedicar à campanha eleitoral de 2026. A informação, divulgada inicialmente pela coluna de Paulo Cappelli do Metrópoles e confirmada por fontes ouvidas pelo Mundo Negro, indica que a ministra pretende disputar uma vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro.

Segundo aliados próximos, a decisão de antecipar a saída tem relação direta com a necessidade de construir sua base política no estado, uma vez que Anielle nunca foi testada nas urnas. Apesar do apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que considera essencial garantir representatividade no Rio, o cenário é visto como adverso.

A movimentação também ocorre em meio a críticas à gestão do Ministério da Igualdade Racial (MIR). A percepção interna é de que “O MIR não está agregando votos, não está conseguindo entregar produtos reconhecidos para a população negra brasileira. Não há um só símbolo, lembrança de ação do governo que se ligue a atuação do MIR”, aponta a fonte.

A recente Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, organizada pelo MIR, reforçou o clima de insatisfação. O evento recebeu críticas por problemas de organização, falhas logísticas e falta de acolhimento aos participantes, o que deixou “uma impressão muito ruim” entre representantes de movimentos sociais e ativistas negros.

Outro ponto sensível são as acusações de assédio contra o ex-Ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. “A história não está resolvida. Paira uma sombra de dúvidas e problemas. Um debate que ninguém do governo quer ressuscitar ou fazer no ano das eleições”, afirma.

Anielle Franco está à frente do ministério desde janeiro de 2023 e ainda não há definição sobre quem deve assumir o cargo após sua saída.

O Mundo Negro entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Igualdade Racial, mas não teve retorno até o fechamento da reportagem.

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