O ator norte-americano de 79 anos compartilhou detalhes sobre o tratamento recebido desde 2023 e ressaltou a importância de manter a atividade e o convívio familiar durante o processo de gerenciamento da saúde
O ator e ativista norte-americano Danny Glover revelou publicamente, em entrevista exclusiva publicada pela revista People nesta quarta-feira, o diagnóstico de Alzheimer que recebeu em 2023. O artista de 79 anos e seu núcleo de apoio familiar compartilharam detalhes sobre a rotina de cuidados na residência da família, localizada em San Francisco, na Califórnia. A decisão de falar abertamente sobre a condição neurológica visa oferecer uma perspectiva de continuidade e conscientização sobre a doença, que afeta a memória e as funções cognitivas de milhões de pessoas globalmente.
Durante a entrevista conduzida pela jornalista Janine Rubenstein, o protagonista da franquia Máquina Mortífera alternou momentos de lucidez com reflexões poéticas sobre a própria trajetória. Glover expressou as contradições internas que envolvem a assimilação da doença ao relatar as dificuldades adaptativas. “Ainda não estou aceitando na minha mente todas as partes disso. Há momentos que você continua lembrando e que validam o fato de que você consegue lembrar das coisas. E há momentos que eu nunca esquecerei”, afirmou o ator.
A percepção dos primeiros sintomas ocorreu em 2022 por iniciativa de sua única filha, Mandisa, que notou falhas na capacidade do pai de relatar histórias detalhadas sobre o passado com a precisão habitual. O suporte diário ao artista é composto por sua filha, por cuidadores profissionais e por seu irmão mais novo, Marty, que destacou a dificuldade emocional de presenciar a deterioração provocada pela demência, ressaltando o esforço coletivo para proporcionar a melhor qualidade de vida possível ao irmão.
O reconhecimento internacional de Danny Glover consolida-se por meio de uma carreira cinematográfica de forte impacto político e social no cenário norte-americano. Após estrear na Broadway, o ator ganhou notoriedade em produções consagradas como A Cor Púrpura, dirigida por Steven Spielberg em 1985, e na franquia de ação Máquina Mortífera, iniciada em 1987 ao lado de Mel Gibson. Sua atuação profissional sempre esteve vinculada ao ativismo pelos direitos civis e ao combate ao racismo, o que lhe rendeu o Prêmio Humanitário Jean Hersholt da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em 2022.
A rotina atual de Glover concentra-se nas primeiras horas da manhã, período em que o artista mantém maior clareza mental e se dedica à leitura e ao acompanhamento de programas jornalísticos independentes. A família informou que continuará o trabalho em conjunto com a equipe médica para explorar as opções terapêuticas disponíveis e acompanhar a evolução do quadro clínico. Diante das mudanças impostas pela enfermidade, o ator demonstrou resiliência ao encerrar o depoimento de forma otimista. “Eu ainda tenho a minha filha, tenho amigos. Eu quero apenas dizer que a sua vida continua”, declarou Glover.
Conheça as dez homenageadas eleitas pelo público e pelo júri técnico que estão redefinindo os rumos da ciência, da cultura, dos negócios e de outras frentes no Brasil.
A Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Histórias 2026 anuncia suas dez vencedoras, celebrando trajetórias de excelência que representam o impacto, a criatividade e a liderança de mulheres negras em diversas áreas. A premiação registrou um total de 854 indicações e alcançou a marca histórica de 19.893 votos computados ao longo de suas fases — sendo 5.966 votos na etapa inicial e 13.927 na acirrada etapa final.
A cerimônia de premiação será realizada no dia 31 de julho, no Rio de Janeiro, na sede da L’Oréal Brasil, integrando as celebrações do Julho das Pretas, Latino-Americanas e Caribenhas. O encontro reunirá as homenageadas, executivas, artistas, lideranças e representantes de marcas parceiras comprometidas com o avanço da equidade racial e de gênero no país.
A quinta edição da premiação conta com o patrocínio do Grupo L’Oréal, e da TV Globo, que assina a parceria com a marca de sua novela das seis, A Nobreza do Amor.
Reforçando o compromisso do Mundo Negro em dar visibilidade a histórias que inspiram e transformam, a edição de 2026 reconheceu as premiadas em duas frentes complementares: o júri técnico formado por nove mulheres negras, incluindo a atriz Taís Araujo e a jornalista Flávia Oliveira, responsáveis por cinco categorias, e a votação popular, que mobilizou milhares de votos na escolha de outras cinco categorias.
Entre as homenageadas pelo júri técnico estão a consagrada escritora Conceição Evaristo (@conceicaoevaristooficial), reconhecida na categoria Trajetória Transformadora por sua imensurável contribuição à literatura e à valorização da identidade negra no Brasil, a cantora Urias (@uriasss), na categoria Cultura, Artes e Entretenimento, celebrada por sua força artística e representatividade; a Head de Comunicação na L’Oréal no Brasil Eduarda Vieira (@duda_vieiras), em Liderança Corporativa; a cientista da computação Nina da Hora (@ninadhora), na categoria Ciência, Tecnologia e Inovação; e a jornalista e empresária Val Benvindo (@valbenvindo), em Diversidade e Impacto Social.
Nas categorias decididas pelo voto popular, as vencedoras que se destacaram entre as finalistas foram Cicih Lima (@misteriosdaluz), na categoria Criadora Digital, por suas narrativas autênticas nas redes; Fany Miranda (@fanymirandaoficial), como Empreendedora do Ano, reconhecida pelo impacto econômico de seu trabalho; Letícia Maria (@leticiamaria.imbali), consagrada como Profissional da Beleza; Saint Clair Cezar (@saintclaircezar), no segmento Destaque em Gastronomia, unindo ancestralidade e inovação culinária; e Madá Negrif (@madanegrif), celebrada como Profissional da Moda pelo fortalecimento da estética e da moda afro.
“A Powerlist é mais do que uma premiação, é um movimento de reconhecimento e visibilidade que afirma o protagonismo de mulheres negras em todos os espaços”, destaca Silvia Nascimento, fundadora e Head de Conteúdo do Mundo Negro. “Cada uma dessas vencedoras representa um Brasil mais plural e comprometido com o futuro que queremos construir.”
Vencedoras da Powerlist Mundo Negro 2026
Urias | Cultura, Artes e Entretenimento (Júri Técnico)
Fany Miranda | Empreendedora do Ano (Voto Popular)
Letícia Maria | Profissional da Beleza (Voto Popular)
Saint Clair Cezar | Destaque em Gastronomia (Voto Popular)
Madá Negrif | Profissional da Moda (Voto Popular)
Sobre o Prêmio
Criada em 2022, a Powerlist Mundo Negro nasceu para reconhecer e celebrar o protagonismo de mulheres negras que transformam o Brasil com suas trajetórias. Em sua quinta edição, o prêmio se consolida como um dos eventos mais aguardados do calendário de diversidade e inovação, reunindo representantes de diferentes setores e marcas comprometidas com a equidade racial.
Serviço
Evento: Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Histórias 2026
Data da Cerimônia: 31 de julho de 2026 Local: Sede da L’Oréal Brasil – Rio de Janeiro (RJ) Patrocínio: L’Oréal e TV Globo
Após oito temporadas na franquia de Los Angeles, astro entra na free agency. Miami Heat, Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors aparecem entre os principais interessados.
A trajetória de LeBron James com o Los Angeles Lakers chegou ao fim. Nesta terça-feira (30), a franquia confirmou que o maior pontuador da história da NBA não retornará para a equipe na temporada 2026/27 e seguirá para a free agency em busca de um novo destino na liga. A informação havia sido antecipada pelo jornalista Shams Charania e posteriormente confirmada por diferentes veículos da imprensa norte-americana.
A despedida encerra um ciclo de oito temporadas iniciado em 2018. Vestindo a camisa dos Lakers, LeBron conquistou o título da NBA em 2020, tornou-se o maior cestinha da história da liga e ampliou uma trajetória que o consolidou entre os atletas mais influentes do esporte mundial.
Em publicação nas redes sociais, os Lakers agradeceram ao atleta pela contribuição ao longo dos oito anos em que vestiu a camisa da equipe. No comunicado divulgado pelo perfil oficial da franquia no Instagram, o clube escreveu:
“Lebron James é um dos maiores atletas da história. seremos sempre gratos pelos seus oito anos com os lakers — incluindo o título ao qual ele nos liderou em sob as circunstâncias mais difíceis imagináveis e os inúmeros recordes que ele quebrou em roxo e dourado. desejamos a ele tudo de melhor no futuro, tanto dentro quanto fora das quadras. ele sempre será uma parte querida da família lakers. Obrigado, Lebron!”
A Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Histórias chega à sua quinta edição reconhecendo mulheres negras de destaque em diversos setores da sociedade. Entre as premiadas deste ano, está Conceição Evaristo sendo reconhecida na categoria Trajetória Transformadora, escolhida pelo Júri Técnico da Powerlist.
Escritora de obras consagradas como ‘Olhos d’água’ e ‘Canção para Ninar Menino Grande’, Conceição Evaristo também é pesquisadora e uma das vozes mais potentes da literatura brasileira contemporânea, com uma carreira marcada pelo compromisso em dar voz à ancestralidade, às vivências e às resistências das mulheres negras por meio de sua escrevivência. Suas obras oferecem uma contribuição inestimável para a literatura, para os estudos de gênero e raça, e para a reflexão sobre a identidade negra.
O prêmio na categoria Trajetória Transformadora reconhece mulheres que, por meio de sua história, criaram impacto social consistente e inspirador. A escolha de Conceição Evaristo pelo Júri Técnico reforça o reconhecimento de sua relevância e legado, evidenciando a importância de seu trabalho.
Reforçando o compromisso do Mundo Negro em dar visibilidade a histórias que inspiram e transformam, a edição de 2026 reconheceu as premiadas em duas frentes. O Júri Técnico, responsável por cinco categorias, foi formado por nove mulheres negras de destaque — incluindo a atriz Taís Araujo e a jornalista Flávia Oliveira—, que avaliaram critérios sólidos como impacto, consistência de carreira, relevância pública e inovação. A premiação contou ainda com a votação popular, que mobilizou milhares de votos na escolha de outras cinco categorias, garantindo um processo seletivo legítimo, representativo e plural.
Em 2026, a quinta edição da premiação conta com o patrocínio do Grupo L’Oréal, e da TV Globo, que assina a parceria com a marca de sua novela das seis, A Nobreza do Amor, reforçando ainda mais a relevância cultural e o alcance do evento.
A cerimônia oficial da Powerlist 2026 está marcada para o dia 31 de julho, no Rio de Janeiro, na sede da L’Oréal Brasil, integrando as celebrações do Julho das Pretas, Latino-Americanas e Caribenhas. O encontro reunirá as homenageadas, executivas, artistas, lideranças e representantes de marcas parceiras comprometidas com o avanço da equidade racial e de gênero no país, consolidando o evento como referência nacional no reconhecimento de mulheres negras que mudam histórias.
Todas as vencedoras da Powerlist 2026 serão divulgadas amanhã, 1º de julho, nos canais oficiais do Mundo Negro.
Sobre o Prêmio
Criada em 2022, a Powerlist Mundo Negro nasceu para reconhecer e celebrar o protagonismo de mulheres negras que transformam o Brasil com suas trajetórias. Em sua quinta edição, o prêmio se consolida como um dos eventos mais aguardados do calendário de diversidade e inovação, reunindo representantes de diferentes setores e marcas em prol da equidade racial.
Projeto de interiores assinado pela arquiteta Gabriela Branco, valoriza referências afro-brasileiras e objetos que contam a trajetória dos moradores.
O apartamento de 110 m² onde vivem os criadores de conteúdo Maycon Cabral, de 27 anos, e Matheus Galdino, de 31, no Grajaú, Zona Norte do Rio de Janeiro, passou por uma transformação que priorizou identidade, funcionalidade e acolhimento sem recorrer a mudanças estruturais. Com curadoria da arquiteta Gabriela Branco, em parceria com a Westwing, o projeto apostou em mobiliário, obras de arte, plantas e uma seleção cuidadosa de objetos para construir um ambiente pensado tanto para o cotidiano quanto para a produção de conteúdo audiovisual.
A proposta concentrou esforços na ambientação, preservando a estrutura existente e criando uma nova atmosfera por meio da decoração e da organização dos espaços.
A sala, integrada em dois ambientes, tornou-se o centro da casa. É onde o casal recebe amigos e familiares, trabalha em projetos criativos e realiza gravações para as redes sociais. O desafio era fazer com que o apartamento transmitisse a sensação de permanência e conforto sem abrir mão da praticidade exigida pela rotina de quem produz conteúdo.
Segundo os moradores, a curadoria de móveis e objetos permitiu que cada espaço desempenhasse múltiplas funções sem comprometer a identidade visual do apartamento. A escolha de materiais naturais, como madeira e palhinha, reforça essa proposta ao criar uma base neutra, aconchegante e atemporal.
A paleta de cores segue a mesma lógica. Tons claros predominam nos ambientes e recebem pontos de contraste em locais estratégicos. No hall de entrada, a pintura em arco na cor Calcita Alaranjada, da Suvinil, marca a chegada ao apartamento e estabelece um elemento de personalidade logo na entrada.
Arte que dialoga com memória e cultura
A presença da arte ocupa um papel central no projeto. Em vez de funcionar apenas como elemento decorativo, as obras ajudam a contar a trajetória dos moradores por meio de viagens, experiências e referências culturais.
Entre os destaques está uma reprodução oficial de Portrait de Madeleine (1800), da artista francesa Marie-Guillemine Benoist, adquirida durante uma visita ao Museu do Louvre, em Paris. A pintura retrata Madeleine, uma mulher negra nascida em Guadalupe, e permanece como uma das obras mais conhecidas sobre representação negra na história da arte europeia.
Outra peça incorporada ao projeto é uma escultura em terracota produzida por artesãos de Japaratinga, em Alagoas. O trabalho valoriza a produção artesanal brasileira estabelecendo um diálogo com formas inspiradas na estética afro-brasileira.
No hall de entrada, um quadro do artista baiano Ray Bahia aproxima o apartamento das referências culturais de Salvador ao retratar personagens e elementos marcantes da cultura afro-baiana. Já na sala de estar, a obra Remador, de Reinaldo Giarola, complementa a composição visual com uma linguagem que enfatiza movimento e fluidez.
Plantas e materiais naturais reforçam sensação de acolhimento
A vegetação que ornamenta o local também participa da construção dessa atmosfera. Espada-de-São-Jorge, Espada de Iansã, Zamioculca, Areca-bambu e Comigo-ninguém-pode foram distribuídas pelos ambientes com o intuito de expandir a conexão com elementos naturais e contribuir para uma composição leve.
Entre os móveis, a mesa de centro Aura, produzida em madeira com palhinha sextavada, assume protagonismo na sala de estar. O restante da decoração acompanha essa linguagem com sofá em boucle, rack em madeira, luminárias, cerâmicas e peças de design que equilibram textura, funcionalidade e conforto.
Embora pensado para atender às demandas de gravação e produção de conteúdo, o apartamento preserva sua função principal como espaço de convivência acolhedor e autêntico. Cada escolha busca refletir a identidade dos moradores sem descaracterizar a simplicidade da proposta, como explicam Maycon Cabral e Matheus Galdino:
“A intenção foi criar um ambiente acolhedor, com sensação de casa mesmo dentro de um apartamento, equilibrando descanso, convivência e uma estética mais contemporânea, sem perder leveza […] Na decoração, foram incorporadas peças com valor afetivo e narrativo, vindas de viagens e do acervo pessoal dos moradores, contribuindo para um espaço mais autoral e com identidade.”
Padrões numéricos, datas e repetições históricas circulam nas redes sociais conforme a Seleção avança na Copa do Mundo de 2026
A Seleção Brasileira segue viva na Copa do Mundo de 2026 após vencer o Japão por 2 a 1, na segunda-feira (29), em Houston, resultado que garantiu a vaga nas oitavas de final pelos 32 avos de final do torneio. O time de Carlo Ancelotti havia terminado a fase de grupos na liderança do Grupo C, com sete pontos somados em dois triunfos e um empate diante de Marrocos, Haiti e Escócia, repetindo o desempenho da campanha de 1994, quando também avançou na primeira colocação de sua chave antes de erguer a taça nos Estados Unidos.
Enquanto o torneio segue para a fase eliminatória, torcedores espalham nas redes sociais uma série de coincidências numéricas e históricas que, segundo eles, apontam para a conquista do sexto título mundial.
O jejum que nunca passou de 24 anos
O Brasil acumula 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, contados desde o pentacampeonato de 2002, e essa marca chama atenção por nunca ter sido ultrapassada na história da Seleção. O mesmo intervalo separou o tricampeonato de 1970 do tetracampeonato de 1994, período em que o Brasil também enfrentou um jejum recorde até quebrá-lo justamente nos Estados Unidos. A coincidência ganha força entre os torcedores porque 2026 representa exatamente a marca do tempo limite histórico sem título.
As sedes onde o Brasil já foi campeão
A relação entre as sedes do torneio e conquistas anteriores também alimenta a expectativa popular. A Copa de 2026 é disputada em três países, Estados Unidos, México e Canadá, sendo a primeira edição da história a reunir tantas sedes simultâneas. México e Estados Unidos têm relação direta com títulos brasileiros, já que a Seleção venceu o tricampeonato em solo mexicano, em 1970, e o tetracampeonato em território americano, em 1994. A final de 2026 está marcada para o MetLife Stadium, em Nova Jersey, reforçando entre os torcedores a ideia de que o continente americano costuma favorecer o desempenho brasileiro em decisões.
O ano que carrega o número do título
Uma das coincidências mais citadas nas redes envolve a relação entre o algarismo final do ano da conquista e o número de títulos acumulados pelo Brasil naquele momento. Em 1962, ano que termina em dois, o Brasil se tornou bicampeão, e em 1994, terminado em quatro, o time conquistou o tetracampeonato. O ano de 2026 termina em seis, número que corresponderia ao hexacampeonato caso a Seleção vença o torneio.
O Grupo C como caminho de campeões
A trajetória do Brasil pelo Grupo C reacende outra simetria histórica apontada pelos torcedores, já que a Seleção também disputou essa chave na campanha do pentacampeonato, em 2002. Desde então, o Grupo C acumulou outras seleções que se sagraram campeãs a partir dele, caso da França em 2018 e da Argentina em 2022, e o fato de o Brasil ter sido novamente sorteado nessa posição em 2026 surge entre os torcedores como mais um indício favorável.
A sequência alfabética que pode ser quebrada
Nas últimas três edições da Copa do Mundo, o Brasil foi eliminado por seleções cujo nome inicia com letras sequenciais do alfabeto, sendo a Alemanha responsável por encerrar a campanha brasileira em 2014, a Bélgica em 2018, e a Croácia nos pênaltis em 2022. Como nenhuma seleção classificada para 2026 tem nome iniciado pela letra D, torcedores apontam que a sequência seria interrompida nesta edição, livrando o Brasil de um padrão que se repetiu nas três últimas tentativas.
Inovações da FIFA e os títulos brasileiros
Mudanças estruturais promovidas pela FIFA ao longo das edições também aparecem como ponto de conexão entre os torcedores mais atentos. A primeira transmissão internacional via televisão, em 1958, coincidiu com o título inaugural da Seleção, assim como o novo critério de desempate por saldo de gols, em 1962, a estreia dos cartões amarelo e vermelho, em 1970, e a mudança na pontuação por vitória, em 1994, anos em que o Brasil também foi campeão. A Copa de 2026 representa a maior reformulação recente do torneio, com a expansão para 48 seleções e a primeira edição sediada por três países simultaneamente.
A pior fase nas Eliminatórias, antes e agora
A trajetória conturbada do Brasil nas Eliminatórias Sul-Americanas integra outra camada da lista de coincidências. Antes do título de 2002, a Seleção protagonizou a pior campanha classificatória de sua história até aquele momento, marcada pela saída de Vanderlei Luxemburgo e pela passagem instável de Emerson Leão, substituído por Luiz Felipe Scolari poucos meses antes da Copa. O ciclo rumo a 2026 superou aquele recorde negativo, com quatro técnicos diferentes no comando e a pior campanha eliminatória da história brasileira, mesmo com a vaga garantida ao final do processo.
A lesão que repete o mesmo clube
Um paralelo específico chamou atenção pela coincidência de clube entre dois episódios de lesão em vésperas de Copa. Em 2002, o capitão e titular Emerson sofreu uma luxação no ombro durante um treino recreativo antes do torneio e precisou ser substituído por Ricardinho, e em 2026, o lateral Wesley sofreu uma lesão muscular na coxa em amistoso pré-Copa e também foi cortado da convocação, repetindo a situação de Emerson justamente atuando pelo mesmo clube em que o ex-jogador defendia à época, a Roma, da Itália.
Os 32 anos que separam os títulos
Outra simetria numérica reforça o argumento dos torcedores mais atentos às datas, já que entre o bicampeonato de 1962 e o tetracampeonato de 1994 transcorreram exatamente 32 anos, intervalo idêntico ao que separa o tetra de 1994 do ano de 2026.
Ancelotti repete a cena de 1994, agora do outro lado
A trajetória pessoal do técnico italiano Carlo Ancelotti também entra na lista de coincidências citadas nas redes. Ele integrava a comissão técnica da Itália na final de 1994, justamente a partida em que o Brasil encerrou um jejum de 24 anos e conquistou o tetracampeonato, e agora, no comando da Seleção Brasileira, volta a estar associado a uma campanha que busca repetir o mesmo intervalo histórico sem título, ainda que dessa vez do lado oposto.
Remo voltou à elite depois de 31 anos
O futebol de clubes também entrou na lista de coincidências, já que o Remo, do Pará, retornou à Série A do Campeonato Brasileiro em 2026 após 31 anos de ausência, e sua última participação na elite havia ocorrido justamente em 1994, ano da conquista do tetracampeonato pela Seleção.
A foto que intrigou os torcedores
Um registro fotográfico também circulou entre os torcedores como suposto indício da data da final. A imagem de Endrick, Vinícius Júnior e Rayan comemorando após o jogo contra a Escócia foi associada por internautas a uma leitura numérica que apontaria, segundo a interpretação popular, para o dia da decisão da Copa de 2026.
A fase eliminatória do torneio segue com o Brasil entre os favoritos ao título, e a expectativa entre os torcedores brasileiros é que as treze coincidências reunidas nas redes sociais se confirmem dentro de campo nas próximas semanas.
Capela dos Aflitos, marco da presença negra na Liberdade, em São Paulo, reabre após reforma e antecede exposição sobre o bairro no Museu do Ipiranga.
A capela Nossa Senhora das Almas dos Aflitos, erguida em 1779 no bairro da Liberdade, em São Paulo, foi reinaugurada no sábado (27) após reforma, reunindo representantes de diferentes religiões e etnias no entorno do templo. A capela está ao lado do cemitério de mesmo nome e é considerada um dos marcos mais antigos da presença negra na região, anterior à chegada das comunidades japonesa, chinesa, italiana e alemã que também se fixaram no bairro ao longo de mais de dois séculos.
A presença negra na Liberdade remonta a um período anterior aos ciclos migratórios do século XX que hoje definem a identidade visual do bairro. Durante a escravidão, a região concentrava espaços associados à punição e à morte, entre eles a Casa de Pólvora, que armazenava o arsenal da cidade, além da forca e do pelourinho, o que afastou as elites paulistanas de construir residências na área, segundo o diretor do Museu do Ipiranga, Paulo Garcez. “Era um lugar de tortura, morte e risco”, afirma Garcez, acrescentando que mesmo a proximidade com o centro da cidade não atraiu investimentos das classes mais altas.
A capela dos Aflitos integra um conjunto de referências da presença negra na Liberdade que inclui também a Frente Negra Brasileira, organização fundada no bairro em 1931 e transformada em partido político em 1936, antes de ser extinta no ano seguinte, durante o Estado Novo. A entidade reuniu lideranças negras em torno de pautas de educação, trabalho e cidadania, em um dos episódios centrais da organização política da população negra no país na primeira metade do século XX.
A reabertura do templo acontece dias antes da estreia da exposição “Liberdade: Bairro Plural”, que o Museu do Ipiranga inaugura em 7 de julho com documentos, objetos e fotografias emprestados por 15 instituições. A mostra propõe um olhar sobre os diferentes grupos étnicos que formaram o bairro e busca romper com a leitura da Liberdade como território exclusivamente japonês, segundo a curadoria.
A associação do bairro à cultura japonesa se consolidou a partir de 1974, quando a prefeitura de São Paulo instalou lanternas decorativas na rua Galvão Bueno com o objetivo de transformar a região em destino turístico. As primeiras famílias japonesas haviam se instalado na rua Conde de Sarzedas em 1912, mas o visual nipônico que hoje identifica o bairro só foi adotado décadas depois, por iniciativa da prefeitura. Chineses e taiwaneses já formavam parte expressiva da população local na época, comunidades que acabaram ofuscadas pela estética japonesa escolhida como marca visual da região.
Garcez avalia que a Liberdade concentra, como poucos bairros de São Paulo, a pluralidade dos grupos que formaram a cidade, processo que segue em curso com a chegada recente de imigrantes andinos, caribenhos e africanos atraídos pelo custo de moradia mais baixo da região em relação a outras áreas próximas ao centro.
A exposição “Liberdade: Bairro Plural” fica em cartaz no Museu do Ipiranga a partir de 7 de julho, com entrada sujeita aos valores e horários de funcionamento do museu.
Em uma decisão que pode criar um precedente histórico no Judiciário brasileiro, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o juiz Cesar Augusto Borges de Andrade. O magistrado é acusado de racismo religioso, e esta é a primeira vez no país que um membro da magistratura corre o risco real de perder o cargo devido a práticas racistas.
A denúncia que originou o processo foi apresentada pelo Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (IDAFRO) e pelachef Solange Borges. O caso aconteceu em fevereiro deste ano, no Fórum de Camaçari (BA), quando o juiz ordenou a retirada da fotografia da sacerdotisa do Candomblé que fazia parte de uma exposição. Para justificar o ato violento contra a memória e a fé de matriz africana, o magistrado alegou a “preservação da laicidade do Estado”. No entanto, uma imagem de um santo católico foi mantida no mesmo espaço, evidenciando o caráter seletivo e discriminatório da decisão.
Ao abrir o PAD, o próprio tribunal baiano reconheceu que há indícios suficientes de que o princípio da laicidade foi instrumentalizado para atingir e invisibilizar as religiões de matriz africana.
Para o Dr. Hédio Silva, advogado de Solange Borges e presidente do IDAFRO, a abertura do processo é um divisor de águas, mas também escancara a urgência de uma reforma estrutural na formação dos juízes brasileiros. “Pela primeira vez na história um juiz poderá perder o cargo por prática de racismo. Enquanto o Judiciário não investir nas provas dos concursos públicos, nos processos seletivos de juízes e no aprimoramento da formação dos magistrados, vamos continuar recorrendo às sanções. Ninguém comemora ver um juiz perder o cargo por qualquer razão que seja. Mas, enquanto não houver um trabalho preventivo, sobretudo de qualificação e formação dos magistrados, continuaremos utilizando o PAD, as representações criminais e o direito penal para combater as práticas racistas.”
O advogado destaca, ainda, que a relevância do processo ultrapassa a responsabilização individual do magistrado e alcança a própria atuação institucional do Poder Judiciário. “Este processo afirma que o princípio da laicidade não pode ser manipulado para invisibilizar religiões de matriz africana enquanto símbolos de outras tradições permanecem naturalizados nos espaços públicos. Quando a seletividade recai justamente sobre expressões religiosas afro-brasileiras, não estamos diante de um debate abstrato sobre neutralidade do Estado, mas de um caso concreto de racismo. A abertura do PAD demonstra que o Judiciário também precisa responder aos parâmetros constitucionais de igualdade.”
Historicamente, magistrados que cometiam faltas graves eram “punidos” com a aposentadoria compulsória — mantendo seus vencimentos intactos. Mas com as recentes alterações nas sanções disciplinares da magistratura, a perda definitiva do cargo tornou-se uma realidade palpável para casos de extrema gravidade, como o crime de racismo.
Evento gratuito ocupa a Pequena África entre 3 e 5 de julho com gastronomia, quadrilhas, brincadeiras juninas e estreia do documentário Pretonomia
A Pequena África, no centro do Rio de Janeiro, será palco de três dias de celebração da cultura afro-brasileira durante o Arraiá Gastronomia Preta 2026. Idealizado pelo pesquisador Breno Cruz como parte das ações do Festival Gastronomia Preta, o evento acontece entre os dias 3 e 5 de julho, no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), reunindo gastronomia, manifestações da cultura popular, atividades para crianças e adultos e o lançamento do documentário Pretonomia.
Com entrada gratuita, mediante retirada antecipada de ingressos, a programação reforça o papel da gastronomia como patrimônio cultural e espaço de preservação de saberes ancestrais presentes na formação da culinária brasileira.
Pequena África recebe celebração das tradições afro-brasileiras
Segundo Breno Cruz, a escolha do Muhcab ocupa um lugar simbólico na história da iniciativa por ter sediado a primeira edição do Prêmio Gastronomia Preta.
Localizado na Pequena África, território que reúne importantes marcos da presença negra na cidade do Rio de Janeiro, o espaço fortalece a relação entre memória, cultura, identidade e produção de conhecimento. A realização do evento nesse contexto expande o diálogo entre as festas juninas e as contribuições afro-brasileiras para a construção dessas manifestações culturais.
Documentário apresenta trajetória do projeto Pretonomia
A abertura do Arraiá acontece na sexta-feira (3), às 16h, com uma sessão especial de lançamento do documentário “Pretonomia”. A produção reúne relatos de participantes do projeto de extensão desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), iniciativa voltada à formação de profissionais para os setores de alimentação, bebidas e hospitalidade.
O filme registra experiências de estudantes e participantes ao longo dos últimos três anos e apresenta os impactos da formação em suas carreiras, evidenciando o acesso à qualificação e ao fortalecimento de redes no setor gastronômico.
Após a exibição, o público poderá participar do início oficial da programação junina, que segue até as 22h, com apresentações de quadrilhas e atividades culturais.
Gastronomia com heranças afro-brasileiras
Durante o sábado (4) e o domingo (5), a programação começa ao meio-dia, apresentando feira gastronômica, quadrilhas, bingo e brincadeiras tradicionais.
O cardápio busca valorizar práticas alimentares transmitidas entre gerações, destacando receitas presentes nas festas juninas e pratos ligados à cozinha de terreiro. Entre eles estão xinxim de frango, canjiquinha com costela, cuscuz recheado, vaca atolada, milho cozido, chica doida, cachorro-quente, além de doces como canjica, curau com cocada, bolo de milho com queijo e goiabada, brigadeiro de milho, pé-de-moça e gumbe, sobremesa de origem africana.
Cultura, memória e território
Realizado em um equipamento cultural dedicado à preservação da história e da cultura afro-brasileira, o Arraiá Gastronomia Preta reafirma a conexão entre gastronomia, educação e patrimônio cultural.
Ao ocupar a Pequena África, território historicamente marcado pela presença e produção cultural negra, o Arraiá Gastronomia Preta busca conectar gastronomia, educação e patrimônio cultural, promovendo atividades abertas ao público e contribuindo para ampliar o reconhecimento dos saberes afro-brasileiros em diversos setores.
O evento é realizado pelo Festival Gastronomia Preta, Pretonomia e SAV Social, com apoio do Muhcab, da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), da TV Globo e da plataforma O Que Fazer no Rio. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados antecipadamente pela plataforma Sympla.
Encontre mais informações no perfil oficial do evento @festivalgastronomiapreta.
Com foco nas vivências da juventude negra e periférica, a série ficcional dramática “Noiz por Noiz” entra em fase de desenvolvimento trazendo um time de peso do audiovisual negro brasileiro. Dirigida por Luh Maza(“Da Ponte Pra Lá”) e escrita por Akin e Alessandro Pereira, a produção acompanha a trajetória de Marcos, Imani e Samanta, três amigos inseparáveis que vivem na Favela do Adeus. Unidos pelos sonhos e pelos desafios cotidianos, os protagonistas buscam se estabelecer em profissões autônomas, numa tentativa de romper com a CLT e construir novas perspectivas de futuro por meio do próprio trabalho.
A produção, que se conecta diretamente com a cultura urbana e o SLAM (batalha de poesia falada), reúne nomes fundamentais do setor. A preparação de elenco fica sob a responsabilidade de Matriarcak e Eduardo Silva, que também integra o elenco da obra ao lado de Inara Santos.
Inara já demonstrou seu talento integrando produções de grande alcance como as séries “Manhãs de Setembro” e “Pico da Neblina”, além do aclamado longa “7 Prisioneiros”. Já Eduardo Silva carrega no currículo mais de quatro décadas de uma trajetória no audiovisual, com passagens por obras como “Quilombo”, “Castelo Rá-Tim-Bum”, “Carcereiros” e “3%”, tendo como trabalho mais recente a nova temporada de “Sessão de Terapia”.
A criação de “Noiz por Noiz” é fruto do talento de Akin, artista PCD, ator, roteirista e diretor natural de Diadema, no ABC Paulista. Crescido na periferia, Akin iniciou sua caminhada no audiovisual como figurante e, a partir desse espaço, pavimentou sua carreira como ator e desenvolvedor de projetos autorais. Seu primeiro papel de destaque na atuação foi na série “Quando Ela Desaparecer”, produção original do Globoplay que aguarda estreia.
Atualmente em fase de desenvolvimento, a equipe de “Noiz por Noiz” está em busca de patrocinadores, investidores e de uma produtora audiovisual que queira somar forças ao projeto, com o objetivo de viabilizar a produção e ampliar o alcance de narrativas urgentes sobre a juventude negra, a cultura urbana e a potência da arte independente.
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