Shonda Rhimes renova com Netflix por mais cinco anos/Foto: Divulgação/Netflix
Responsável por sucessos mundiais como Bridgerton, Rainha Charlotte e Inventando Anna, a Shonda Rhimes, produtora, empresária e fundadora da Shondaland, assinou mais cinco anos de contrato de exclusividade com a Netflix. A informação foi confirmada pela diretora de conteúdo da plataforma, Bela Bajaria.
A renovação vem após cinco anos de contrato, em uma parceria que se iniciou há quase 10 anos, em 2017. A Shondaland continuará responsável por produções exclusivas no streaming, além de jogos, produtos licenciados e eventos relacionados aos projetos.
Bridgerton é o carro-chefe e a produção que mais sustenta essa parceria entre Rhimes e Netflix. Segundo a plataforma, a franquia de Bridgerton acumulou 610 milhões de visualizações em 2023. A série também mantém três temporadas entre as séries de língua inglesa mais populares da companhia, incluindo a primeira e terceira temporadas. As produções baseadas nos livros de Julia Quinn também renderam um spin-off de sucesso, Rainha Charlotte, que se aprofunda na história da rainha na juventude, antes de se tornar monarca do universo que se passa na Londres do século XIX.
Com mais cinco anos de parceria, a quinta temporada de Bridgerton já está em produção, prevista para lançar em 2027, e a sexta também já foi confirmada.
Além de Bridgerton e Rainha Charlotte, a Shondaland ainda possui outras produções de sucesso mundial no catálogo da Netflix, como Inventando Anna e Assassinato na Casa Branca. Já passaram pelo streaming os sucessos How to Get Away With Murder, que emplacou Viola Davis na história da televisão e Grey’s Anatomy.
Shonda Rhimes tem uma longa trajetória como uma mulher negra de sucesso, que coleciona prêmios e indicações por suas produções, além de desempenhar um importante papel na representatividade e diversidade no ambiente de entretenimento e televisivo.
Celebração organizada pela Sony Music acontece em 8 de setembro e terá cerca de 40 fãs selecionados; cidade já recebeu Beyoncé em passagem surpresa em 2023
Salvador foi escolhida para sediar uma celebração oficial pelos 20 anos de B’Day, segundo álbum solo de Beyoncé. Organizada pela Sony Music Brasil, a festa “HAPPY B-DAY” acontece no dia 8 de setembro e reunirá cerca de 40 fãs da cantora na capital baiana.
Para participar, os fãs precisam responder a um questionário disponibilizado pela organização. As respostas consideradas mais criativas serão selecionadas para a celebração. Cada participante escolhido poderá levar um acompanhante.
A organização também informou que haverá transporte para os convidados, com saída do Salvador Shopping até o local do evento.
Lançado originalmente em 4 de setembro de 2006, B’Day marcou uma fase importante da carreira solo de Beyoncé e chegou ao público com faixas como “Déjà Vu”, “Irreplaceable”, “Ring the Alarm”, “Freakum Dress” e “Beautiful Liar”, parceria com Shakira.
A comemoração acontece poucos dias depois do aniversário de lançamento do álbum e integra uma série de ações relacionadas às duas décadas do projeto. Para marcar a data, Beyoncé prepara uma edição comemorativa de B’Day com 27 faixas, incluindo músicas inéditas, versões em espanhol e “Morning Dew (Donk)”, lançada em julho deste ano.
‘B’Day’ ganha novas faixas 20 anos depois
A celebração do álbum também chega acompanhada de material inédito. “Morning Dew (Donk)” foi lançada por Beyoncé em julho, marcando seu primeiro lançamento de uma música inédita em dois anos. A faixa ganhou posteriormente um pacote de remixes que inclui uma nova versão com JAY-Z.
A edição comemorativa de B’Day terá 27 faixas e amplia o repertório originalmente lançado em 2006 com músicas que não integravam a edição original do álbum, além de versões alternativas e novas gravações.
A história de Beyoncé com Salvador
A escolha de Salvador para a celebração também retoma a relação construída entre Beyoncé e a capital baiana.
Em dezembro de 2023, a cantora surpreendeu fãs brasileiros ao desembarcar na cidade para participar do evento Club Renaissance, realizado durante a divulgação de Renaissance: A Film by Beyoncé.
Na ocasião, Beyoncé apareceu no palco do Centro de Convenções de Salvador, segurou uma bandeira da Bahia e agradeceu ao público que acompanhou sua passagem pela cidade.
A visita aconteceu anos depois de a cantora já ter estabelecido uma relação significativa com o público brasileiro, mas teve um impacto particular em Salvador por ocorrer de forma inesperada e em meio às celebrações relacionadas à era Renaissance.
Agora, quase três anos depois, a capital baiana volta a receber uma celebração oficial ligada à carreira da artista. A festa de 8 de setembro será restrita aos convidados selecionados pela organização, que terão direito a levar um acompanhante.
A cena em que um pretendente se apresenta para outro e, caso não agrade, um balão é estourado, é comum nas redes sociais. Trata-se de um reality show de relacionamento norte-americano, criado por Arlette Amuli e Bolia Matundo, o “Pop the Balloon or Find Love”(em tradução: Estoure o balão ou encontre o amor), em que a intenção é formar casais negros. A série é exibida pela Netflix dos Estados Unidos ou pelo próprio canal do YouTube.
Amuli e Matundo falaram recentemente à CNN African Voices sobre uma pauta importante que permeia a narrativa do reality: o reforço a estereótipos já enraizados e tão presentes na comunidade negra.
Como se trata de um programa de amor, que busca formar casais e cria uma dinâmica divertida para que eles se conheçam e se gostem, talvez o assunto não fique tão evidente. Porém, segundo os criadores, há também um grande cuidado a ser tomado: expectativas irreais.
“As pessoas vivem com expectativas irrealistas. Elas têm que parar de buscar pelo par perfeito”, diz Matundo na entrevista.
“As pessoas realmente não tentem olhar para as outras internamente, elas só olham para você e dizem assim: ‘ah, não, as calças deles’ ou ‘os sapatos deles’”, relata Amuli. “Eu só queria que as pessoas tentassem olhar um pouco mais para o interior”.
Os criadores do reality relatam que receberam uma mensagem de uma espectadora que acusou o programa de reforçar “os piores estereótipos sobre pessoas negras”. Os episódios exibem participantes com grande diversidade de características físicas e emocionais e promovem o discurso da auto aceitação. Também, são mostradas questões como racismo, maternidade, independências das mulheres, autoestima e entre outros.
Quando perguntado sobre os estereótipos, Matundo foi sucinto: “Somos todos humanos”, disse ele na entrevista. “Mesmo que eu não mostrasse outras nacionalidades ou outras raças, seria a mesma coisa. É assim que funciona o cenário dos relacionamentos, é assim que somos”.
Ao mesmo tempo, Matundo defendeu que o reality nada mais é do que um espelho da sociedade real e que o principal objetivo do programa é resolver esses problemas que permeiam a sociedade, como as manias das pessoas em relacionamentos, exigências irreais e preconceitos.
“Estamos mostrando às pessoas: ‘Este é o problema’. Como você vai resolver um problema se não consegue enxergá-lo? Nós trazemos pessoas de todas as áreas, temos médicos, estudantes, atendentes, advogados, e não podemos determinar que tipo de pessoa ou que tipo de personalidade elas vão apresentar no programa. É isso que, na minha opinião, faz nosso programa se destacar: deixamos as pessoas serem elas mesmas”, concluiu Matundo.
Mãe de Miguel Otávio, Mirtes concluiu a graduação em Direito e celebrou a conquista ao lado da família e de amigas, mantendo a memória do filho presente durante a solenidade.
Mirtes Renata Santana concluiu a graduação em Direito e participou, no sábado (29), da cerimônia de formatura realizada no Recife (PE). Ao subir ao palco para receber o diploma, ela levou consigo a fotografia do filho, Miguel Otávio, e foi acompanhada pela música “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant.
Durante a solenidade, imagens de Miguel foram exibidas no telão. Mirtes entrou no salão acompanhada da mãe, Marta, da irmã, Fabiana Patrícia, e de duas amigas. O momento foi marcado pela homenagem ao menino e pela celebração da conquista acadêmica da mãe.
“Foi uma caminhada muito difícil, marcada por muita dor, muitos desafios. Muitas vezes pensei que não ia conseguir chegar até essa data, mas Miguel sempre foi o meu propósito para continuar. Cada passo dessa caminhada é sobre ele, é para honrar ele”, afirmou Mirtes ao portal g1.
A formação em Direito encerra uma etapa importante de sua trajetória acadêmica. Em dezembro, ela havia sido aprovada com nota 10 no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que abordou a chamada escravização moderna e as violações de direitos enfrentadas por trabalhadoras domésticas.
Na época, Mirtes contou que a produção do trabalho foi atravessada pelo contato com relatos de mulheres que vivenciaram violações no trabalho doméstico. Ela também destacou como a pesquisa dialogava com sua própria trajetória.
“Foi bem difícil escrever esse TCC, porque eu trago a vivência de outras mulheres. Foi muito pesado ouvir as vivências delas, as narrativas com relação ao que elas viveram no trabalho doméstico, as inúmeras violações de direitos. […] Eu me vi muito nesse trabalho”, disse ao g1.
Memória de Miguel
Miguel Otávio Santana da Silva morreu em 2 de junho de 2020, aos 5 anos, após cair do nono andar de um edifício no Centro do Recife. Na ocasião, Mirtes trabalhava como empregada doméstica e havia saído para passear com o cachorro da família para a qual trabalhava.
O menino entrou sozinho em um elevador e chegou ao nono andar, de onde caiu. O episódio resultou em um processo criminal contra Sari Corte Real, então patroa de Mirtes.
Em maio de 2022, Sari foi condenada em primeira instância a oito anos e seis meses de reclusão por abandono de incapaz com resultado morte. Posteriormente, a pena foi reduzida para sete anos. Conforme as informações apresentadas no caso, ela responde ao processo em liberdade enquanto aguarda novos desdobramentos judiciais.
Desde a morte do filho, Mirtes tem transformado sua trajetória pública e acadêmica também em um espaço de preservação da memória de Miguel e de discussão sobre direitos humanos.
Agora bacharel em Direito, ela celebrou a conclusão da graduação carregando a imagem do filho consigo. A homenagem durante a formatura simboliza a presença de Miguel em uma conquista que Mirtes afirma ter sido também uma forma de honrar sua memória.
Maria Gal, Vera Eunice e Conceição Evaristo participam de mesa e exibição de teaser inédito do longa Carolina de Jesus no dia 5 de setembro.
O filme Carolina de Jesus, inspirado na obra e na trajetória da escritora, terá uma apresentação especial na Bienal do Livro de São Paulo no dia 5 de setembro, das 15h15 às 16h, na Arena da Bienal. O encontro reunirá parte do elenco e da equipe do longa para discutir a memória, o legado e a importância de Carolina Maria de Jesus, além dos desafios de adaptar sua história para o cinema, com exibição inédita do teaser da produção.
A mesa terá a participação de Maria Gal, que interpreta Carolina e também é uma das produtoras do filme, de Vera Eunice, filha da escritora e atriz na produção, de Clayton Nascimento, ator e preparador de elenco do longa, e de Conceição Evaristo, escritora e um dos nomes centrais da literatura afro-brasileira, que também integra o elenco. A mediação é da jornalista e apresentadora Adriana Couto.
Dirigido por Jeferson De, com roteiro de Maíra Oliveira, o longa é uma adaptação do livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, de Carolina Maria de Jesus. A produção é assinada por Clélia Bessa e Maria Gal, com produção associada de Cris Arenas, Rosane Svartman e Sara Silveira. A trama parte de trechos dos diários da escritora e acompanha o período entre a escrita do livro e sua publicação, com foco em aspectos pouco explorados de sua vida, como afetos, desejos, maternidade e consciência política.
O elenco reúne ainda Raphael Logam, Liza Del Dala, Carla Cristina Cardoso, Ju Colombo, Caio Manhente, Jack Berraquero, Fabio Assunção, Alan Rocha e Thawan Lucas. As filmagens aconteceram no Rio de Janeiro, com locações na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no Recreio dos Bandeirantes e nos Estúdios Quanta, onde a equipe de arte liderada por Billy Castilho reconstituiu a Favela do Canindé dos anos 1950 em um cenário de mais de 400 metros quadrados, complementado por painéis de LED que ampliaram a profundidade da cenografia.
Carolina de Jesus é uma produção da Move Maria, da Raccord Produções e da Buda Filmes, com coprodução da Globo Filmes, produção associada da Dezenove Som e Imagem e distribuição da Elo Studios. Ainda em pós-produção, o longa tem lançamento previsto para 2027 e já recebeu reconhecimento internacional no Goes to Cannes, iniciativa do Marché du Film, mercado oficial do Festival de Cannes, entre apenas três produções de diferentes países premiadas na edição deste ano.
Atriz de 20 anos que interpreta Kênia em A Nobreza do Amor foi oficializada musa da Mangueira neste sábado (29) e desfila em 2027 no enredo sobre Iansã.
A atriz Nikolly Fernandes, de 20 anos, foi oficializada musa da Estação Primeira de Mangueira neste sábado (29). Ela interpreta a personagem Kênia na novela A Nobreza do Amor, exibida no horário das seis pela TV Globo desde 16 de março deste ano.
A Nobreza do Amor acompanha a trajetória do reino fictício de Batanga, na costa africana, após a deposição da rainha Niara e a fuga da família real para o Brasil. Na trama, Kênia é filha de Jendal, personagem interpretado por Lázaro Ramos, e vive inicialmente cercada pelo poder do pai antes de se aproximar dos grupos que resistem a ele. Para construir a personagem, Nikolly pesquisou a própria ascendência africana e estudou orixás durante o período de preparação, processo que a aproximou de referências culturais também presentes no universo do samba.
A atriz classifica Kênia como uma anti-heroína e descreve a personagem como intensa e explosiva. A mudança de postura da jovem acontece quando ela passa a perceber os efeitos das decisões do pai sobre a população de Batanga. A novela ainda anunciou a chegada de Taís Araújo ao elenco, o que deve provocar uma virada na trama.
A relação de Nikolly com a Mangueira é anterior ao trabalho na novela. Ainda criança, ela integrou a Mangueira do Amanhã, ala mirim da escola, e seguiu depois como passista até ser convidada a assumir o novo posto. Em entrevista à revista Quem, a atriz descreveu a oficialização como a realização de um sonho e afirmou que sempre teve amor pela escola. O posto de musa, tradicional nas escolas de samba cariocas, costuma ser ocupado por figuras públicas ligadas à agremiação, com papel de representação da escola em eventos e na divulgação do enredo ao longo da temporada.
A oficialização de Nikolly amplia a presença de mulheres negras em funções centrais nos desfiles do Grupo Especial, ao lado de rainhas e madrinhas de bateria de outras agremiações, postos que combinam representação institucional e projeção artística ao longo da temporada de carnaval.
Fundada em 28 de abril de 1928 pelos sambistas Carlos Cachaça, Cartola e Zé Espinguela, entre outros, a Estação Primeira de Mangueira é uma das agremiações mais tradicionais do carnaval carioca e reúne, ao longo de sua história, nomes como Jamelão, Beth Carvalho e Nelson Sargento. A escola completa cem anos em 2028 e chega à próxima temporada de desfiles em meio às comemorações que antecedem a data.
Para o Carnaval de 2027, a Mangueira apresentará o enredo Oyá Por Nós, homenagem à orixá Oyá, também reconhecida como Iansã nas tradições do Candomblé. É a primeira vez que a escola constrói um enredo integralmente dedicado a um orixá, com abordagem centrada nas narrativas orais, nos itãs e nos orikis do Candomblé. O trabalho é assinado pelo carnavalesco Sidnei França, em seu terceiro desfile na escola, em parceria com os enredistas Felipe Tinoco e Sthefanye Paz.
A escolha do tema retoma uma relação antiga entre a escola e a orixá. Em 2016, a Mangueira já havia se aproximado do universo de Oyá com o enredo “Maria Bethânia: A Menina dos Olhos de Oyá”, um dos desfiles mais lembrados da agremiação na década passada.
Brunna Gonçalves fala sobre cuidados com cabelo natural/Reprodução/Redes sociais
“Existe uma cobrança muito contraditória sobre a mulher negra e qualquer escolha parece precisar provar alguma coisa, mas a mulher negra não precisa usar o cabelo de uma única maneira para provar que se ama”, diz Brunna Gonçalves ao Mundo Negro, ao compartilhar aspectos de sua vida e cuidados capilares. Recentemente, a bailarina divulgou seu novo visual por meio do Instagram, com cachos naturais volumosos, fios loiros e compridos. A publicação acumulou mais de 2 milhões de visualizações e milhares de comentários. Bruna trouxe à tona uma narrativa rotineira sobre sua aparência: “‘Ela tem vergonha do cabelo natural, por isso só usa lace’. Eu com vergonha do meu cabelo natural”, escreveu no vídeo, parafraseando questionamentos que recebe sobre seu cabelo durante toda a sua carreira.
Conhecida por utilizar e compartilhar abertamente conhecimento sobre laces, Brunna Gonçalves relata que essa nova fase retrata um momento “muito bonito” de sua vida. “Me reconhecer, brincar com a minha imagem, mostrar outras versões de mim. Meu cabelo natural é lindo, saudável e faz parte de quem eu sou, mas minha liberdade também está em poder transformá-lo”, diz.
A bailarina mostrou o novo penteado e enfatizou que complementou-o com a técnica do megahair, respondendo ainda à comentários que duvidaram da legitimidade e da naturalidade de seus fios. “Não é lace, gente”, frisou.
Brunna relata que as críticas são rotineiras e elucida para uma cobrança desproporcional que recebe diante do uso de seus fios naturais ou não. Enquanto mulher negra, bailarina, esposa de uma das cantoras negras mais bem-sucedidas do país e uma imagem muito forte nas redes, a carreira de Brunna é marcada pelo racismo e acusações sobre como utilizar o seu cabelo.
“Durante muito tempo as pessoas interpretaram o fato de eu usar lace como se eu tivesse vergonha do meu cabelo natural, e obviamente isso nunca foi verdade”, afirma.
Bailarina profissional desde os 21 anos de idade, ela afirma que seu cabelo também faz parte de sua expressão corporal. Brunna diz que gosta de experimentar comprimentos, cores, texturas diferentes, usar lace, trança, cabelo natural ou megahair; essas mudanças fazem parte de sua forma de “se apresentar ao mundo” e que nunca foram uma tentativa de esconder quem é.
Rotina de cuidados com os fios
Mãe de Zuri, de 1 ano, com a cantora Ludmilla, com quem é casada há sete anos, Brunna diz que, após a gestação, ficou mais atenta aos cuidados que seu corpo e cabelo requerem. “A gravidez e o pós-parto trazem muitas mudanças, então eu passei a observar mais as quedas, a força e o crescimento dos fios, o que eles estavam pedindo em cada momento, sem querer apressar nenhum processo”.
Brunna revela que mantém uma rotina de hidratação, nutrição e reconstrução dos fios. Ela faz um cronograma visando o cuidado do couro cabeludo e respeita os intervalos entre uma transformação e outra, para não agredir a saúde dos fios. “Tudo com acompanhamento de profissionais de minha confiança. Sou muito chata com isso”.
A bailarina ainda afirma que a mulher negra não precisa usar o cabelo de uma única maneira para provar que mantém os devidos cuidados e seguir uma rotina regrada de atenção aos fios.
Tamares Nascimento é dona do Cozinhando em Família/Foto: Divulgação
A história de Tamares Nascimento com o buffet Cozinhando em Família começou em 2016, após momentos difíceis em sua vida. Moradora de Itaquera, na zona leste de São Paulo, ela enfrentou abandono, a morte do pai, rejeição familiar, dependência química e chegou a viver nas ruas e também passou por presídios após ser acusada por um crime que afirma não ter cometido. Hoje ela está à frente do seu próprio negócio.
Quando conseguiu deixar as ruas e decidiu reconstruir a própria vida, buscou emprego, mas se deparou novamente com as portas fechadas. Mesmo tendo conseguido uma oportunidade na cozinha de um famoso restaurante, foi demitida por causa dos antecedentes criminais. Diante da dificuldade de encontrar espaço no mercado de trabalho, decidiu criar a própria oportunidade.
O primeiro passo foi a venda de coxinhas de porta em porta. Tamares descobriu que poderia transformar os conhecimentos adquiridos na cozinha em um negócio próprio e, posteriormente, fez um curso de gastronomia para se aperfeiçoar.
Foi nesse processo que nasceu o Cozinhando em Família, um buffet à domicílio. A iniciativa cresceu e passou a atuar também na produção de eventos. Hoje, o principal serviço oferecido pela empresa é o buffet de churrasco, feijoada, salgados e massas.
Mais do que uma fonte de renda, o negócio se tornou uma extensão da própria história da empreendedora. A equipe é formada por familiares e por pessoas que, segundo ela, também enfrentam dificuldades para conseguir espaço no mercado de trabalho, entre elas ex-presidiários, dependentes químicos em recuperação, pessoas LGBTQIA+ e mulheres com mais de 45 anos.
A proposta é transformar o negócio em uma porta de entrada para quem costuma ser rejeitado profissionalmente. “Uma oportunidade pode mudar uma vida. Uma coxinha mudou a minha”, afirma a empreendedora ao Mundo Negro.
A trajetória até aqui foi marcada por desafios. Ela conta que passou 12 anos como dependente química, viveu nas ruas e enfrentou o sistema prisional. Hoje, vê no empreendedorismo uma forma de reconstruir não apenas a própria vida, mas também criar oportunidades para outras pessoas.
A história do Cozinhando em Família também ganhou espaço na televisão. Atualmente, a empreendedora participa do programa Elevator Pitch Brasil, da Record News, experiência que representa mais uma etapa de sua jornada no empreendedorismo.
O Brasil entra em um novo período de atenção climática. O El Niño, confirmado em junho de 2026, tem previsão de permanência até março de 2027, com maior impacto no Norte, Nordeste e no Sul. Como apontam as atualizações de agosto do portal do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), com base nas projeções do NOAA, há probabilidade igual ou superior a 90% de ocorrência de um El Niño extremo no próximo trimestre e 69% de chance de que seja um dos mais intensos desde o início dos registros, em 1950.
Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e pela alteração dos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do mundo, o El Niño nos preocupa, principalmente por tornar ainda mais difícil a vida da população negra, periférica, ribeirinha, quilombola e indígena, historicamente submetida a diferentes formas de vulnerabilidade territorial e social.
De acordo com o Censo 2022 do IBGE, 56,8% da população residente em favelas e comunidades urbanas era parda e 16,1%, preta. Pessoas negras, portanto, representavam 72,9% dos moradores desses territórios. Quando essa realidade se combina a déficits de infraestrutura, saneamento e habitação, além da maior exposição a áreas de risco, a capacidade de resposta aos eventos extremos também se torna desigual.
Racismo ambiental: da previsão à prevenção
Formulado a partir de estudos realizados nos Estados Unidos e posteriormente incorporado ao debate global sobre justiça climática, o conceito de racismo ambiental surgiu na década de 1980 para analisar como critérios sociais e raciais influenciam a distribuição desigual dos impactos ambientais.
No Brasil, esse fenômeno se manifesta em um cenário resultante de décadas de ocupação desigual do território, ausência de políticas públicas e racismo estrutural, que condicionam grande parte da população negra à vida em regiões sem planejamento urbano.
Os estudos sobre justiça climática já nos sinalizam que essas regiões são negligenciadas, o que torna seus moradores mais suscetíveis ao agravamento do colapso socioambiental. Isso aponta para a necessidade de que, nas cidades, as periferias brasileiras recebam maior atenção por concentrarem menor cobertura vegetal, maior impermeabilização do solo e infraestrutura de drenagem insuficiente.
As projeções científicas indicam que eventos extremos deverão se tornar mais frequentes e intensos em decorrência das mudanças climáticas e do aquecimento global. Se a tecnologia já permite melhorar a previsão de onde e quando determinados eventos podem acontecer, o próximo passo é utilizar esses dados para identificar quem estará mais vulnerável e direcionar investimentos preventivos para quem mais precisa.
Pesquisadores brasileiros unem IA e ciência para prever eventos hidrológicos
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), coordenado pelo físico e pesquisador Leonardo Santos, por meio do projeto IFAST, faz uso da inteligência artificial (IA), para aprimorar a previsão de enxurradas e inundações. Assim como, a doutoranda em Ciências da Computação Gislaine Freitas está à frente de uma pesquisa voltada à mobilidade segura, com o desenvolvimento de uma ferramenta de alerta capaz de ajudar a evitar trechos alagados durante períodos de chuva intensa.
Com mais de 50 pesquisadores nacionais e internacionais e 15 instituições envolvidas, a plataforma FloodcastingXAI, em operação desde 2025, está transformando grandes volumes de dados em alertas mais precisos e localizados, possibilitando a antecipação de riscos e a mitigação de impactos em tempo recorde.
Temos um desafio coletivo pela frente: construir políticas de prevenção que culminem na inclusão da população diretamente afetada, tanto na formulação das políticas públicas de prevenção quanto na construção de soluções que combinem ciência, inteligência artificial, planejamento urbano, saneamento e habitação.
No enfrentamento do racismo ambiental, antecipar riscos, ampliar o acesso à informação e direcionar investimentos para os territórios mais afetados não são apenas estratégias de gestão: são escolhas de justiça e responsabilidade social. Pois todo o ecossistema perde quando um de nós não volta para casa ou perde seu lar.
A tecnologia pode ser uma aliada importante na prevenção de eventos climáticos. Quanto antes percebermos que a mitigação dos impactos ambientais deve priorizar quem mais precisa, mais próximos estaremos da civilidade.
O chef David Cruz, criador do sistema, “o Nexo Alimentar - Foto Divulgação
David Cruz, o chef paulista, com sangue nordestino e alma carioca em sua passagem pela cidade maravilhosa, usou seu conhecimento de 18 anos na Gastronomia para inovar e criar um sistema de gestão de resíduos a partir de inteligência artificial. O sistema Nexo Alimentar oferece uma ótica de “olhar para o lixo” a partir de uma foto tirada pelo operador (ASG) e essa imagem capta os itens mais encontrados na lixeira; sobe essas informações para um banco de dados e analisa o padrão de desperdício.
“o Nexo Alimentar oferece algumas possibilidades estratégicas de analisar aquele resíduo. Uma delas, por exemplo, é identificar o consumo médio do produto por pessoa; bem como, a redução de custos a partir dos desperdícios”, explica Cruz.
Outros pontos que podem ajudar na tomada de decisão dos gestores e chefs estão relacionados à qualidade dos insumos ou aceitabilidade de um prato pelo cliente.
De acordo com o criador do Nexo Alimentar, quando é encontrado um padrão de resíduos no lixo isso pode ser reflexo da falta de qualidade dos insumos; apresentação do prato ou tamanho da porção. Olhar para o lixo é essencial para compreender os desperdícios e alterar processos na gestão de um empreendimento gastronômico. Na operação que o chef está se despedindo no momento houve desde o início de sua gestão 42,5% de redução de resíduos de alimentos. Isso, em outras palavras, é diminuição de custos; e, automaticamente, aumento de lucros.
A gastronomia como área que permite a criação há um gargalo em pratos e sua aceitabilidade. O chef destaca algo muito simples e que o ajudou a diminuir o desperdício de frutas no empreendimento hoteleiro que atua: “apenas mudar o corte e apresentação das frutas diminuiu seu retorno para a lixeira. O chef brinca em relação a uma experiência corriqueira na área: criar um prato com tamanho de porção mau definida. O Nexo Alimentar foi essencial para rever o porcionamento dos pratos. O sistema promete contribuir para o impacto financeiro de empreendimentos gastronômicos, bem como na ecoeficiência – essencial para a implementação da orientação gerencial para sustentabilidade.
O setor já está de olho no perfil com foco em gestão e sustentabilidade do chef David Cruz. Nos próximos dias ele assume uma operação hoteleira no Brasil com 41 hotéis na posição de chef corporativo de Alimentos e Bebidas (A&B) da rede.
É muito bom ver os nossos se destacando e sendo reconhecidos pela excelência em uma das maiores redes hoteleiras do país.
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