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Bárbara Brito e Bella Campos celebram o Julho das Pretas com edição especial do ‘Jantar Preto’

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Foto: divulgação

Bárbara Brito e Bella Campos falam à Mundo Negro sobre afrolatinidade, luxo e redes de apoio antes de edição do Jantar Preto dedicada a mulheres pretas.

Bárbara Brito e Bella Campos convidam mulheres negras para uma edição especial do Jantar Preto batizada de “Só para as Pretinhas”, marcada para a próxima segunda-feira, dia 6 de julho, às 19h, em São Paulo. Bárbara preside o Jantar Preto desde 2024 e Bella integra o time de convidadas fixas das últimas edições do evento, que já reuniu nomes como Jorge Aragão, Regina Casé, Juliana Alves e Ângela Bassett. A dupla concedeu entrevista exclusiva à Mundo Negro em que fala sobre afrolatinidade, ocupação de espaços de luxo, redes de apoio entre mulheres pretas e o legado que pretende deixar para meninas negras, temas que atravessam a programação do Julho das Pretas neste mês.

Criado em 2023 pelos publicitários Kevin David e Levis Novaes, o Jantar Preto nasceu como um encontro intimista entre profissionais negros do mercado criativo e cresceu até se tornar um dos principais circuitos de celebração da cultura negra em espaços de alto padrão, com edições já realizadas no Rio de Janeiro, em Salvador e em Brasília. Bárbara Brito assumiu a presidência do projeto em 2024, ao lado dos cofundadores, mantendo o propósito original de transformar o luxo em território de protagonismo negro. Comunicóloga formada em Dublin, colunista das revistas Glamour e ForbesLife e autora do livro Caixa Preta, lançado pela Globo Livros em 2022, Bárbara também comanda a Mequelab, empresa de comunicação que assina projetos para marcas como Arezzo e Anitta. Bella Campos, natural de Cuiabá, ganhou notoriedade nacional ao interpretar Muda no remake de Pantanal, em 2022, prêmio de melhor atriz coadjuvante no Melhores do Ano daquele ano, e seguiu a carreira nas novelas Vai na Fé e Vale Tudo, na qual viveu a personagem Maria de Fátima.

Momentos de afrolatinidade

Para Bárbara Brito, a afrolatinidade não pede grandes cenários, ela mora nos gestos do dia a dia, na escolha de um penteado, no jeito de receber gente em casa. “A gente se sente afro-latina em detalhes que parecem pequenos, mas não são. No cabelo black que a gente decide usar solto num evento chique. Na forma como recebe as pessoas em casa, com comida, com afeto, com barulho”, disse à Mundo Negro, acrescentando que os anos vividos fora do Brasil aprofundaram essa percepção. “Viajar também é um gatilho forte, morar fora do Brasil durante tanto tempo e ver como a diáspora se organiza em outros países, como preserva memória, estética, ritmo, me fez voltar mais inteira ao meu país.”

Foto: reprodução/@sadcoxa

Bella Campos chegou a um sentimento parecido por outro caminho, o das viagens pelo continente africano, que considera um divisor na própria formação de identidade. “Acho que esse sentimento aparece quando eu me reconheço nas minhas raízes…” afirmou a atriz, somando a essa vivência o contato com a música e com outras mulheres negras. “Também sinto isso na música, na nossa forma de ocupar os espaços, na troca com outras mulheres negras. São momentos que me lembram que eu faço parte de uma história muito maior do que a minha.”

Ocupação de espaços de luxo

O luxo brasileiro reservou por décadas seus espaços mais visados a corpos brancos, e é dentro dessa disputa histórica que Bárbara Brito situa a própria presença em ambientes como o Baretto. “Não é sobre estar num lugar bonito. É sobre reescrever quem se apossou da permissão de estar ali…” declarou, associando essa naturalidade a um exercício coletivo de abertura de caminho para as próximas gerações.

Bella Campos caminha na mesma direção, mas amplia o argumento para o efeito que essa presença produz em quem observa de fora. Para a atriz, ocupar esses espaços sem precisar alterar a própria identidade já é uma forma de ampliar o imaginário social. “Durante muito tempo, a gente quase não via mulheres negras sendo associadas ao luxo…” disse.

Redes de apoio entre mulheres negras

Entre Bárbara Brito e Bella Campos, a amizade funciona como um refúgio que dispensa explicações, e é essa a base que Bárbara resgata ao falar da própria saúde mental. “Amiga preta é saúde mental sim. Mas antes disso é espelho…” afirmou, acrescentando que o apoio mútuo altera a escala das próprias ambições. “Sozinha, a gente sobrevive. Juntas, a gente expande.”

Foto: reprodução/@sadcoxa

Bella Campos reconhece o mesmo efeito na própria trajetória, mas amplia a rede para além da amizade direta, incluindo mulheres mais velhas que serviram de referência e a comunidade formada nas redes sociais. “Existem experiências que a gente não precisa explicar…” disse, destacando o papel de seguidoras e meninas mais jovens nesse fortalecimento.

Mensagem para a nova geração

Nas rodas onde meninas negras hoje crescem observando essa naturalidade toda, Bárbara Brito enxerga o efeito mais concreto do próprio trabalho. “Que elas cresçam sabendo que merecimento não é discurso, é ocupação…” declarou, ao afirmar que aproximar luxo, sucesso e beleza da imagem dessas meninas já representa o cumprimento de parte essencial do trabalho.

Bella Campos chega a uma conclusão semelhante, mas concentra o recado numa palavra específica, a de permissão, que ela mesma buscou por anos ao longo da carreira. “Eu espero que elas cresçam acreditando que não existe espaço onde elas precisem pedir permissão para estar…” disse, completando que espera que a geração seguinte alcance patamares além dos que ela própria conquistou.

A edição “Só para as Pretinhas” integra a programação do Julho das Pretas e reúne mulheres negras num dos endereços mais tradicionais da hotelaria paulistana, como resposta prática às reflexões levantadas pela dupla na entrevista.

Thelma Assis retorna às redes após temporada na Colômbia: “energia renovada e mais forte”

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Foto: Reprodução/Instagram @thelminha

Médica publicou fotos e vídeos de férias em Cartagena nesta quinta (2), dias após período afastada das redes sociais.

Thelma Assis retomou nesta quinta-feira (2) as publicações nas redes sociais com um relato sobre os dias que passou em Cartagena, na Colômbia. A médica e vencedora do BBB 20 publicou fotos e vídeos da viagem, feita durante um período de semanas em que ficou afastada das redes, e descreveu o momento como uma pausa necessária depois de uma fase de maior exposição pública.

Nas imagens, Thelma aparece caminhando pelas ruas históricas da cidade colombiana, provando pratos típicos da culinária local e mergulhando no mar próximo à orla, sempre em momentos de descanso, sem compromissos profissionais aparentes nos registros. A sequência de fotos e vídeos mostra também passeios por pontos turísticos do centro histórico da cidade.

Na legenda da publicação, Thelma escreveu o texto na íntegra. “A vida pede pausas, solitude, reflexões, reciprocidade e registros de bons momentos. Foi isso que vivi nos últimos dias, de férias, viajando pela Colômbia. Mesmo estando fora das redes sociais, recebi o carinho de vocês. Agora estou de volta, com energia renovada e mais forte que a muralha de Cartagena. Seguimos.”

O agradecimento pelo carinho recebido durante o período afastada das redes ocorre semanas depois da repercussão de um processo por racismo que Thelma venceu contra o empresário Rodrigo Branco, condenado pela Justiça de São Paulo a indenizá-la em R$ 40 mil. O caso teve origem em comentários feitos por ele durante a participação da médica no BBB 20, em 2020.

Cartagena, cidade murada às margens do mar do Caribe, é um dos destinos turísticos mais procurados da Colômbia e reúne arquitetura colonial preservada, praias urbanas e ampla oferta gastronômica no centro histórico. A muralha citada por Thelma na legenda da publicação é uma das principais referências da cidade, erguida pelos colonizadores espanhóis entre os séculos XVI e XVIII para proteger o porto de ataques.

A publicação desta quinta-feira marca o retorno de Thelma à rotina de posts diários, interrompida durante as semanas de maior exposição pública do caso contra Rodrigo Branco.

Aos 40 anos, única mulher negra entre recrutas brasileiros do grupo se torna veterana da Marinha dos EUA

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Foto: arquivo pessoal

Grasy Andrade encarou três reprovações na avaliação médica e dois meses de treinamento em regime de alta pressão antes de ingressar na força naval americana, trajetória que integra a série Julho das Pretas, do Mundo Negro

A carioca Grasy Andrade se tornou veterana da Marinha dos Estados Unidos aos 40 anos, depois de enfrentar três reprovações na avaliação médica de ingresso, um intervalo de 31 anos entre a promessa de vestir a farda branca e a realização dela, e dois meses de treinamento em regime de alta pressão ao lado de recrutas mais jovens. A trajetória integra a série Julho das Pretas, do Mundo Negro, que reúne histórias de mulheres negras brasileiras em áreas onde a presença delas ainda enfrenta barreiras concretas de idade, peso e origem.

Da profecia à farda branca

Grasy recebeu, aos 9 anos, uma profecia feita por um pastor sobre vestir a farda branca da Marinha americana, promessa que só se cumpriu três décadas depois. “No meu caso, esse sonho nasceu de Deus. Mas entre a promessa e a realização houve muito preparo, muitas lutas e até momentos em que pensei em desistir”, contou a veterana em entrevista ao Mundo Negro.

Grasy relata que chegou a desistir do processo depois de ser reprovada três vezes seguidas na avaliação médica, etapa que barra candidatos fora do padrão de peso exigido pela corporação. “Já estava acima do peso e tinha decidido voltar para o Brasil, quando meu recrutador me ligou pedindo que eu retornasse aos Estados Unidos porque, dessa vez, eu havia sido aprovada na avaliação médica”, relatou.

O treinamento posterior à aprovação no exame físico cobrou tanto do corpo quanto da mente, em um ritmo que Grasy não esperava enfrentar naquela fase da vida. “Como eu não estava fisicamente preparada, o treinamento foi extremamente desafiador. Mas o maior teste foi mental. Passei dois meses em um ambiente de alta pressão, convivendo com pessoas muito mais jovens do que eu, longe da família e sendo constantemente desafiada. Foi ali que aprendi que a força da mente pode ser ainda mais importante do que a força do corpo”, afirmou.

Ser mulher negra dentro de um navio militar

Grasy identifica um fator que separou sua experiência da de outros recrutas brasileiros no mesmo processo de alistamento. Entre os brasileiros que ingressaram na Marinha americana com ela, era a única mulher negra, condição que atribuiu um peso extra à própria presença na corporação. “Isso me fez entender que eu carregava uma responsabilidade ainda maior, mostrar que nós também podemos ocupar espaços que muitos acreditam não serem para nós”, disse.

A rotina a bordo de um navio militar somou a essa responsabilidade um cotidiano de cobrança constante, agravado pela diferença de idade em relação à maioria dos colegas de farda. Grasy resume o resultado desse período como uma conquista que já considera consolidada, independentemente do que ainda está por vir na carreira militar. “A experiência dentro de um navio militar não é fácil. A rotina é intensa, existe muita cobrança e, no meu caso, a diferença de idade em relação à maioria dos militares também tornou o desafio ainda maior. Mas, só de ter chegado até aqui, eu já me sinto uma guerreira e uma vencedora. Essa caminhada exigiu coragem, perseverança e muita fé, e tenho orgulho de cada etapa que vivi”, declarou.

Bagagem de vida como base emocional

Grasy credita à formação recebida no Brasil parte da resistência que sustentou a adaptação à rotina militar nos Estados Unidos. Os pais priorizaram a educação dela desde cedo, o que incluiu aulas de inglês a partir dos 11 anos e passagem por escolas que ela descreve como decisivas para lidar com desafios posteriores. “Meus pais sempre priorizaram a minha educação. Comecei a estudar inglês aos 11 anos e tive o privilégio de estudar em boas escolas, o que me deu uma base sólida para enfrentar novos desafios”, afirmou.

A migração para os Estados Unidos, país onde vive há dez anos, funciona na narrativa de Grasy como uma segunda camada de preparo, construída fora do ambiente familiar e escolar. “A experiência como imigrante também fortaleceu muito a minha resiliência. Recomeçar a vida em outro país, aprender uma nova cultura e superar tantos desafios me deram a força emocional necessária para enfrentar a rotina e as exigências da Marinha dos Estados Unidos”, relatou. Para ela, cada etapa da vida, da infância no Rio de Janeiro até a adaptação como imigrante, funcionou como preparação direta para o momento em que passou a integrar a força naval.

Mensagem para mulheres negras 40+

Grasy define como objetivo pessoal mostrar a outras mulheres negras que a idade não encerra possibilidades de carreira, mensagem que direciona especialmente ao público acima dos 40 anos. “Meu objetivo é que todas as mulheres negras saibam que nós podemos chegar onde quisermos. Com perseverança, força de vontade e fé, a idade se torna apenas um número. Quando temos um alvo claro, fica mais fácil não desistir até chegarmos lá”, afirmou.

Ao longo do processo de imigração, Grasy ouviu de várias pessoas a sugestão de desistir e voltar para o Brasil, mas manteve a decisão de seguir até o ingresso na Marinha, apoiada na convicção que carregava desde a infância. “Muitas pessoas disseram para eu voltar para o Brasil, mas desde os 9 anos eu já sabia que Deus tinha algo preparado para mim nesta terra americana. Passei por muitas dificuldades como imigrante, mas o que não me deixou desistir foi o meu propósito”, disse. A mensagem final que deixa para outras mulheres resume o percurso descrito ao longo da entrevista. “A mensagem que eu deixo é: agarre-se ao seu sonho, mantenha os olhos no seu objetivo e jamais esqueça que a idade é apenas um número. Nunca é tarde para viver aquilo que Deus preparou para você”, declarou.

Hoje casada e radicada na Flórida, Grasy Andrade mantém no Instagram, no perfil @andrade_grasy, o registro da rotina como veterana da Marinha americana e conteúdos voltados à comunidade de brasileiros que vivem nos Estados Unidos. O relato dela integra o conjunto de histórias reunidas pelo Mundo Negro na série Julho das Pretas, que ao longo do mês apresenta trajetórias de mulheres negras brasileiras que romperam barreiras em suas áreas de atuação.

“Lei Vini Jr.” já expulsou dois jogadores na Copa do Mundo 2026

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Foto: REUTERS/Albert Gea/AFP/ Getty Images

Almirón e Hincapié foram punidos por cobrir a boca durante discussões em campo, regra que a Ifab aprovou após episódio de racismo contra Vinícius Júnior na Champions League

O zagueiro equatoriano Piero Hincapié foi expulso nos acréscimos do segundo tempo da derrota por 2 a 0 para o México, na terça-feira (30), no Estádio Azteca, depois de cobrir a boca durante uma discussão com o atacante Santiago Giménez. O lance, revisado pelo VAR, resultou no segundo cartão vermelho aplicado nesta Copa do Mundo pela chamada “Lei Vini Jr.”, protocolo que pune jogadores que escondem a fala do rosto durante confrontos em campo.

Giménez e outros atletas mexicanos perceberam o gesto e reclamaram imediatamente à arbitragem. O esloveno Slavko Vincic interrompeu a partida, revisou as imagens no monitor lateral e decidiu pela expulsão de Hincapié ainda nos minutos finais do jogo. O México confirmou a vitória por 2 a 0 e avançou às oitavas de final da competição.

O paraguaio Miguel Almirón havia sido o primeiro jogador expulso pela mesma regra nesta edição do torneio, durante a fase de grupos, em partida contra a Turquia. Os dois casos consolidam a aplicação do protocolo logo na estreia da medida em um Mundial.

Origem da regra

A “Lei Vini Jr.” nasceu de um episódio de racismo ocorrido na Liga dos Campeões da temporada 2025/26, durante um jogo entre Real Madrid e Benfica. Na ocasião, o argentino Gianluca Prestianni cobriu a boca com a própria camisa para dirigir falas racistas a Vinícius Júnior, que denunciou o caso à arbitragem e à Fifa. Prestianni foi punido disciplinarmente pelo episódio, que impulsionou o debate sobre esse tipo de conduta dentro de campo.

Foto:Valter Gouveia/Sports Press Photo/Getty Images

A International Football Association Board, a Ifab, entidade responsável pelas regras oficiais do futebol, aprovou o novo protocolo em reunião especial realizada em Vancouver, no Canadá, em abril. A partir dali, qualquer jogador que cobrir a boca durante uma discussão com um adversário passou a estar sujeito à expulsão direta.

Pierluigi Collina, presidente do Comitê de Arbitragem da Fifa, defendeu tolerância zero para esse comportamento em declarações à imprensa após a aprovação da regra. Segundo o dirigente italiano, o gesto de cobrir a boca é interpretado como intencional, já que busca impedir que árbitros e câmeras identifiquem o conteúdo da fala, o que justifica o enquadramento como infração passível de cartão vermelho.

O protocolo surge em um momento de repetidos episódios de racismo enfrentados por Vinícius Júnior ao longo da carreira no futebol espanhol, que já haviam motivado sanções a clubes e campanhas de entidades esportivas em defesa do atacante brasileiro. A medida da Fifa transforma um caso individual em mudança estrutural nas regras do jogo, com efeito direto sobre a proteção de atletas negros em campo.

A aprovação pela Ifab, entidade que regula as leis oficiais do futebol e reúne representantes da Fifa e das quatro federações britânicas, deu ao protocolo o mesmo peso normativo de outras infrações clássicas do esporte. Qualquer seleção de qualquer confederação passa a estar sujeita à mesma punição caso um atleta seja flagrado cobrindo a boca durante uma discussão em campo, o que uniformiza a aplicação da regra em todos os jogos do Mundial.

Repercussão internacional

A expulsão de Hincapié ganhou destaque em jornais de diferentes países horas depois do apito final. O espanhol As classificou a aplicação da regra como implacável e descreveu como o lance foi identificado pelos jogadores mexicanos antes da revisão do VAR. O Marca, também da Espanha, deu ênfase ao fato de o zagueiro ter descumprido diretamente o novo protocolo.

Foto: Reprodução/Instagram @vinijr

O Mundo Deportivo recordou que Almirón havia sido o primeiro expulso pela regra e classificou Hincapié como mais um nome na lista. Na Argentina, o Olé detalhou a sequência do lance, da discussão entre os dois jogadores até a decisão de Vincic após a análise no monitor. Já o americano The Athletic associou diretamente a expulsão à nova norma da Fifa criada após o caso envolvendo Vinícius Júnior.

O caso de Hincapié deve reabrir a discussão sobre a efetividade do protocolo nas oitavas de final, fase em que o volume de jogos decisivos tende a aumentar a pressão emocional entre os atletas em campo. A Ifab ainda não indicou se fará ajustes na regra após o Mundial, mas o histórico das duas primeiras aplicações deve compor a avaliação da entidade sobre a permanência do protocolo em competições futuras.

2 de Julho: mulheres negras que fizeram a Independência da Bahia acontecer 

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2 de Julho em Salvador, Bahia.
Foto: Amanda Oliveira.

Para celebrar o Julho das Pretas, conheça mulheres negras que atuaram no combate, na logística, na espionagem e na organização popular da Independência da Bahia.

Julho começa na Bahia com uma celebração que atravessa gerações. No dia 2, ruas, largos e avenidas são ocupados pelos cortejos da Independência da Bahia, marco da expulsão definitiva das tropas portuguesas em 1823. No mesmo mês, o Brasil também celebra o Julho das Pretas, agenda política construída por mulheres negras para fortalecer debates sobre direitos, memória e justiça social.

Embora separadas por mais de dois séculos, as duas datas se encontram em uma mesma pergunta: quem são as mulheres que ajudaram a construir a liberdade e ainda permanecem fora das narrativas oficiais?

A história da Independência da Bahia costuma destacar figuras como Maria Quitéria, Joana Angélica, Maria Felipa e Catarina Paraguaçu. Cada uma ocupou um lugar distinto nesse processo e deixou contribuições fundamentais para a história baiana. Mas a guerra pela independência foi sustentada por uma extensa rede de mulheres que participaram dos combates, organizaram estratégias militares, transportaram armas e alimentos, circularam informações entre diferentes localidades, cuidaram dos feridos e mantiveram a resistência popular em funcionamento.

Em entrevista concedida ao portal baiano Farol da Bahia, a historiadora e professora Marianna Freitas lembra que essas personagens conhecidas representam apenas parte dessa história:

“Essas quatro mulheres tiveram muita importância, como tantas outras que a gente não conhece os nomes.”

Baianas na frente da guerra

Se Maria Quitéria rompeu barreiras ao vestir uma farda e integrar o Exército, a atuação das mulheres negras aconteceu em diferentes frentes da luta, muitas vezes fora dos registros oficiais em regiões costeiras do estado baiano.

No Recôncavo, em cidades como Cachoeira, Santo Amaro, Maragogipe, Nazaré, São Francisco do Conde e Saubara, elas participaram da organização da resistência, esconderam armamentos, transportaram mantimentos, atuaram como mensageiras, espionaram tropas portuguesas e garantiram o abastecimento das forças baianas.

Em Saubara, uma estratégia coletiva criada durante a guerra permanece viva até hoje como tradição popular em celebração à memória de mulheres que resistiram às tropas portuguesas. A Festa das Caretas do Mingau surgiu de mulheres que caminhavam pelas ruas cobertas por lençois brancos durante os confrontos, carregando tabuleiros sobre a cabeça para esconder armas e alimentos destinados aos combatentes, ao mesmo tempo que produziam sons para confundir soldados portugueses e dificultar seus deslocamentos.

Maria Felipa não lutou sozinha

Entre essas lideranças, Maria Felipa ocupa um lugar singular na história da Independência da Bahia. Marisqueira, trabalhadora da Ilha de Itaparica e liderança comunitária, ela organizou uma rede de mulheres negras que participou diretamente das batalhas contra as tropas portuguesas.

Maria Felipa tornou-se um símbolo dessa resistência, mas ela nunca esteve sozinha. Pesquisas sobre sua trajetória mostram que Maria Felipa articulou grupos responsáveis pelo monitoramento da costa, pela vigilância das praias e pela proteção dos caminhos utilizados pelas forças baianas. Essas mulheres ficaram conhecidas como “Vedetas”, patrulhando manguezais, matas e áreas próximas aos campos de batalha para impedir ataques e identificar movimentações inimigas.

As estratégias também envolviam conhecimentos sobre o território, plantas da região e técnicas de combate desenvolvidas coletivamente. Relatos históricos apontam que o grupo participou do incêndio de embarcações portuguesas utilizando tochas produzidas com palha de coco e chumbo, além de enfrentar soldados com peixeiras e galhos de cansanção.

Estudiosos e historiadores recuperam os nomes de mulheres como Joana Soaleira, Brígida do Vale e Marcolina, integrantes do grupo liderado por Maria Felipa em Itaparica. Embora suas trajetórias permaneçam pouco documentadas, os registros disponíveis mostram que elas participaram da organização da resistência e continuaram mobilizadas mesmo após a Independência da Bahia.

A presença dessas mulheres demonstra que a emancipação baiana não foi resultado da atuação isolada de figuras heroicas, mas de uma construção coletiva protagonizada também por mulheres negras cujos nomes foram pouco preservados pela historiografia.

A história que ficou fora dos livros

Durante décadas, a narrativa oficial privilegiou líderes militares e personagens masculinos, enquanto experiências vividas por mulheres, trabalhadores, indígenas e pela população negra permaneceram em segundo plano.

Segundo a historiadora Marianna Freitas, esse apagamento reflete a forma como a história foi escrita durante muito tempo.

“A história foi durante séculos protagonizada por homens, figuras que nem sempre se preocupavam em colocar o lado real dos acontecimentos. Isso deixou de lado a grande massa populacional.”

Na última década, pesquisas dedicadas à história social, memória e cultura têm se dedicado a recuperar personagens antes invisibilizados e aproximar a população de sua própria história, reconhecendo mulheres negras como sujeitas históricas que participaram da construção do país.

O 2 de Julho encontra o Julho das Pretas

Celebrar a Independência da Bahia também significa reconhecer e celebrar as trajetórias de quem ocupa esse lugar de memória.

Enquanto o Julho das Pretas propõe reflexões sobre direitos, reconhecimento e reparação histórica, ele nos convida a revisitar mulheres como Maria Felipa e tantas outras que permaneceram anônimas apesar de sua atuação decisiva na guerra por liberdade.

A luta delas segue viva e permanece em curso nos cortejos do 2 de Julho, nas festas populares, nos terreiros, nas comunidades do Recôncavo e nas pesquisas que mesmo após duzentos e três anos de independência, continuam recuperando histórias esquecidas pelos registros oficiais.

Fontes:
SANTOS, Lucas Borges dos. Maria Felipa de Oliveira. Resgate da Memória.  n.2. jul. 2014.

SANTOS, Viviane Carla Bandeira Santos & Moreira, Andrea de Carvalho. Narrativas Femininas na Independência da Bahia: um caminho para educação antirracista e decolonial. Estudos IAT, Salvador, v.5, Edição Especial Prêmio Luís Henrique Dias Tavares, 2020.

PRATA, Lívia. Maria Felipa: uma heroína baiana. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Visual) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018. 

SANTOS, Viviane Carla Bandeira; MOREIRA, Andréa de Carvalho. Vozes da independência: experiências de mulheres negras na Independência da Bahia. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), 2023. 

Romário devolverá salário de senador referente à Copa

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Romário participa de sessão do Senado
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Romário (PL-RJ) anunciou que devolverá o salário referente ao período em que acompanha a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos. A decisão foi comunicada nesta terça-feira (1º), após o parlamentar ser alvo de críticas nas redes sociais por conciliar o mandato no Senado com o trabalho como comentarista esportivo durante o torneio.

Em ofício encaminhado à Presidência do Senado, Romário solicitou a suspensão do pagamento de sua remuneração entre 11 de junho e 19 de julho, período correspondente à realização da competição. Atualmente, a remuneração bruta de um senador é de R$ 46.366,19 por mês.

Segundo a Agência Senado, caso algum valor seja creditado nesse intervalo, o montante será devolvido aos cofres públicos.

A declaração foi feita durante sessão plenária por videoconferência. Na ocasião, Romário afirmou que decidiu não solicitar licença do mandato para manter a possibilidade de participar das votações no Senado enquanto acompanha a Copa do Mundo.

O parlamentar também declarou apoio à PEC 221/2019, proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Romário afirmou que votará favoravelmente ao texto caso ele seja pautado no Plenário e disse que a participação remota permitirá registrar seu voto.

“Votarei pelo fim da escala 6×1. O dia da votação ainda não foi marcado. Pelo compromisso que assumi de votar favoravelmente a essa matéria é que decidi não tirar licença no Senado no período em que estou acompanhando a Copa. A tecnologia moderna permite que eu me conecte por vídeo, como estou fazendo agora, e dê o meu voto”, afirmou o senador, segundo a Agência Senado.

Viih Tube cria reality com funcionários da casa e inclui provas com busca de moedas em vaso sanitário e lixeira

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Foto: reprodução redes sociais Viih Tube

Viih Tube e Eliezer lançam reality com 11 funcionários da casa, que disputam prêmios em dinheiro nas provas dentro da própria residência do casal.

A influenciadora e ex-BBB Viih Tube lançou, na terça-feira (30), o reality show “As Patroas”, produção em que 11 funcionários da residência dela e do marido, Eliezer, disputam prêmios em dinheiro e benefícios ligados à própria rotina de trabalho. Na prova de estreia, os empregados precisaram procurar moedas escondidas pela casa, incluindo dentro de um vaso sanitário e em uma lixeira de banheiro.

O elenco de participantes é formado por babás, governanta, motorista, cozinheira, lavadeira e auxiliar geral, colaboradores que atuam na rotina doméstica do casal, incluindo o cuidado dos filhos, Lua e Ravi. Segundo apuração do g1, todos os funcionários foram obrigados a participar das gravações, sob risco de eliminação imediata em caso de recusa. Essa é a única forma de exclusão prevista no formato, já que o programa não elimina participantes pelo desempenho nas provas semanais, vencidas por acúmulo de pontos.

Na dinâmica de estreia, os participantes tiveram dez minutos para encontrar o maior número possível de moedas escondidas em móveis, no lago artificial da propriedade, em vasos sanitários e em lixeiras de banheiro. O motorista da família, identificado como Anderson, reagiu ao localizar os objetos dentro do vaso durante as gravações e, em seguida, revirou uma lixeira em busca de mais peças. A vencedora da prova foi a babá Vilma, premiada com R$ 1 mil, 10 pontos e o direito de escolher entre uma massagem, um jantar em restaurante ou entrada uma hora mais tarde no trabalho durante a semana.

O primeiro colocado da disputa geral receberá R$ 20 mil somados ao valor acumulado nas provas semanais, enquanto o segundo colocado ficará apenas com a quantia obtida nos desafios. O terceiro lugar será contemplado com uma motocicleta. A soma dos prêmios distribuídos ao longo do programa chega a R$ 60 mil. O formato semanal é dividido em duas dinâmicas: às terças-feiras, os participantes disputam o “desafio do CLT”, que rende R$ 1 mil e 10 pontos ao vencedor, além do título de “patroa da semana”, acompanhado de uma regalia escolhida pelo público; aos sábados, ocorre a dinâmica “lavando roupa suja”, cujo funcionamento ainda não foi detalhado pelo casal.

O lançamento do reality provocou reações críticas entre usuários de redes sociais, que questionaram a exposição dos funcionários em provas associadas a tarefas consideradas degradantes. Um internauta descreveu a iniciativa como desumana diante da exigência de que os empregados colocassem a mão dentro do vaso sanitário durante a disputa. Outros comentários citados pelo mesmo veículo levantaram a distinção entre a ausência de obrigatoriedade formal na participação e a posição hierárquica que caracteriza a relação entre patrões e funcionários dentro de uma competição televisiva.

Em depoimento reproduzido pelo g1 e pela CNN Brasil, Viih Tube afirmou que a concepção do reality partiu dela. Sobre o impacto da gravação na rotina de trabalho da equipe, a influenciadora declarou que a produção atrapalharia parcialmente o expediente, mas que nem tudo se resume ao trabalho.

Victor Willis, vocalista e cofundador do Village People, morre aos 74 anos

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Foto: Getty Imagens/reprodução

Cantor faleceu na segunda-feira, 30 de junho, um dia antes de completar 75 anos, vítima de doença descrita pela banda como curta e agressiva

Victor Willis, vocalista original e cofundador do Village People, morreu na segunda-feira, 30 de junho, aos 74 anos, um dia antes de completar 75. A informação foi confirmada pela família do músico, que atribuiu a morte a uma doença curta e agressiva. O anúncio foi feito por meio de comunicado publicado nas redes sociais oficiais da banda, sem detalhamento sobre a causa exata do óbito.

Willis foi o intérprete original de sucessos que projetaram o Village People como um dos grupos mais populares da disco music nos anos 1970, incluindo “Y.M.C.A.”, “In the Navy” e “Go West”, todos co-escritos por ele. Nascido em São Francisco, filho de um pregador batista, desenvolveu a voz cantando na igreja do pai. Formado em atuação e dança, mudou-se para Nova York e integrou o Negro Ensemble Company, companhia que o levou a atuar em produções da Broadway, incluindo a montagem original de “The Wiz”, em 1976.

A carreira do cantor tomou novo rumo após o encontro com o produtor francês de discos Jacques Morali, que o convidou para liderar um projeto musical com potencial de sucesso comercial. O primeiro álbum do Village People foi lançado em julho de 1977, e Willis assinou a composição dos maiores hits do grupo. “Y.M.C.A.”, lançada em 1978, tornou-se a canção definidora da banda e foi seguida pelos sucessos “In the Navy” e “Go West”.

Em março de 2020, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos incluiu “Y.M.C.A.” no National Recording Registry, definindo a faixa como um fenômeno cultural americano. No ano seguinte, a canção entrou para o Grammy Hall of Fame.

Willis deixou o Village People em 1980, período em que o grupo se preparava para o filme “Can’t Stop the Music”, ao qual ainda contribuiu com letras para duas faixas. Retornou brevemente à formação e saiu novamente em 1983. Nos anos seguintes, enfrentou dependência química e ingressou na clínica Betty Ford em 2007 para tratamento. Em maio de 2012, venceu uma disputa judicial considerada um marco na aplicação do Copyright Act de 1976, legislação que permite a artistas reivindicar os direitos autorais sobre obras próprias após determinado período.

Em 2017, Willis fechou acordo extrajudicial com Henri Belolo, sócio de Morali, e retomou o posto de vocalista principal do grupo, à frente de um novo capítulo que incluiu o lançamento do álbum “A Village People Christmas”, em 2018.

O Village People voltou ao centro do debate cultural nos últimos anos após o uso recorrente de “Y.M.C.A.” em comícios do presidente americano Donald Trump, que prestou homenagem ao cantor após a confirmação da morte. Em publicação na rede Truth Social, Trump classificou Willis como “a great and happy guy” e afirmou que pensará no músico sempre que a canção for tocada. Willis chegou a se apresentar pessoalmente em um evento pré-posse do republicano, em janeiro de 2025.

Ao longo da carreira, o cantor também se posicionou publicamente contra a interpretação de “Y.M.C.A.” como hino da comunidade LGBTQ+, afirmando em entrevistas que a leitura partia de suposições equivocadas sobre a letra da música, composta a partir de referências à sede da associação cristã em áreas urbanas de São Francisco.

Victor Willis deixa a esposa, Karen Huff Willis, que também confirmou a morte do marido em publicação nas redes sociais. A banda não informou até o momento se haverá cerimônia pública em homenagem ao cantor.

Danny Glover revela diagnóstico de Alzheimer aos 79 anos: “Quero dizer que A vida continua”

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Foto: Getty Imagens

O ator norte-americano de 79 anos compartilhou detalhes sobre o tratamento recebido desde 2023 e ressaltou a importância de manter a atividade e o convívio familiar durante o processo de gerenciamento da saúde

O ator e ativista norte-americano Danny Glover revelou publicamente, em entrevista exclusiva publicada pela revista People nesta quarta-feira, o diagnóstico de Alzheimer que recebeu em 2023. O artista de 79 anos e seu núcleo de apoio familiar compartilharam detalhes sobre a rotina de cuidados na residência da família, localizada em San Francisco, na Califórnia. A decisão de falar abertamente sobre a condição neurológica visa oferecer uma perspectiva de continuidade e conscientização sobre a doença, que afeta a memória e as funções cognitivas de milhões de pessoas globalmente.

Durante a entrevista conduzida pela jornalista Janine Rubenstein, o protagonista da franquia Máquina Mortífera alternou momentos de lucidez com reflexões poéticas sobre a própria trajetória. Glover expressou as contradições internas que envolvem a assimilação da doença ao relatar as dificuldades adaptativas. “Ainda não estou aceitando na minha mente todas as partes disso. Há momentos que você continua lembrando e que validam o fato de que você consegue lembrar das coisas. E há momentos que eu nunca esquecerei”, afirmou o ator.

A percepção dos primeiros sintomas ocorreu em 2022 por iniciativa de sua única filha, Mandisa, que notou falhas na capacidade do pai de relatar histórias detalhadas sobre o passado com a precisão habitual. O suporte diário ao artista é composto por sua filha, por cuidadores profissionais e por seu irmão mais novo, Marty, que destacou a dificuldade emocional de presenciar a deterioração provocada pela demência, ressaltando o esforço coletivo para proporcionar a melhor qualidade de vida possível ao irmão.

O reconhecimento internacional de Danny Glover consolida-se por meio de uma carreira cinematográfica de forte impacto político e social no cenário norte-americano. Após estrear na Broadway, o ator ganhou notoriedade em produções consagradas como A Cor Púrpura, dirigida por Steven Spielberg em 1985, e na franquia de ação Máquina Mortífera, iniciada em 1987 ao lado de Mel Gibson. Sua atuação profissional sempre esteve vinculada ao ativismo pelos direitos civis e ao combate ao racismo, o que lhe rendeu o Prêmio Humanitário Jean Hersholt da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em 2022.

A rotina atual de Glover concentra-se nas primeiras horas da manhã, período em que o artista mantém maior clareza mental e se dedica à leitura e ao acompanhamento de programas jornalísticos independentes. A família informou que continuará o trabalho em conjunto com a equipe médica para explorar as opções terapêuticas disponíveis e acompanhar a evolução do quadro clínico. Diante das mudanças impostas pela enfermidade, o ator demonstrou resiliência ao encerrar o depoimento de forma otimista. “Eu ainda tenho a minha filha, tenho amigos. Eu quero apenas dizer que a sua vida continua”, declarou Glover.

Powerlist Mundo Negro 2026: Com quase 20 mil votos, prêmio anuncia vencedoras da quinta edição

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Retrato da cantora Urias com o cabelo crespo volumoso.
Foto: Divulgação

Conheça as dez homenageadas eleitas pelo público e pelo júri técnico que estão redefinindo os rumos da ciência, da cultura, dos negócios e de outras frentes no Brasil.

A Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Histórias 2026 anuncia suas dez vencedoras, celebrando trajetórias de excelência que representam o impacto, a criatividade e a liderança de mulheres negras em diversas áreas. A premiação registrou um total de 854 indicações e alcançou a marca histórica de 19.893 votos computados ao longo de suas fases — sendo 5.966 votos na etapa inicial e 13.927 na acirrada etapa final.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 31 de julho, no Rio de Janeiro, na sede da L’Oréal Brasil, integrando as celebrações do Julho das Pretas, Latino-Americanas e Caribenhas. O encontro reunirá as homenageadas, executivas, artistas, lideranças e representantes de marcas parceiras comprometidas com o avanço da equidade racial e de gênero no país.

A quinta edição da premiação conta com o patrocínio do Grupo L’Oréal, e da TV Globo, que assina a parceria com a marca de sua novela das seis, A Nobreza do Amor.

Reforçando o compromisso do Mundo Negro em dar visibilidade a histórias que inspiram e transformam, a edição de 2026 reconheceu as premiadas em duas frentes complementares: o júri técnico formado por nove mulheres negras, incluindo a atriz Taís Araujo e a jornalista Flávia Oliveira, responsáveis por cinco categorias, e a votação popular, que mobilizou milhares de votos na escolha de outras cinco categorias.

Entre as homenageadas pelo júri técnico estão a consagrada escritora Conceição Evaristo (@conceicaoevaristooficial), reconhecida na categoria Trajetória Transformadora por sua imensurável contribuição à literatura e à valorização da identidade negra no Brasil, a cantora Urias (@uriasss), na categoria Cultura, Artes e Entretenimento, celebrada por sua força artística e representatividade; a Head de Comunicação na L’Oréal no Brasil Eduarda Vieira (@duda_vieiras), em Liderança Corporativa; a cientista da computação Nina da Hora (@ninadhora), na categoria Ciência, Tecnologia e Inovação; e a jornalista e empresária Val Benvindo (@valbenvindo), em Diversidade e Impacto Social.

Nas categorias decididas pelo voto popular, as vencedoras que se destacaram entre as finalistas foram Cicih Lima (@misteriosdaluz), na categoria Criadora Digital, por suas narrativas autênticas nas redes; Fany Miranda (@fanymirandaoficial), como Empreendedora do Ano, reconhecida pelo impacto econômico de seu trabalho; Letícia Maria (@leticiamaria.imbali), consagrada como Profissional da Beleza; Saint Clair Cezar (@saintclaircezar), no segmento Destaque em Gastronomia, unindo ancestralidade e inovação culinária; e Madá Negrif (@madanegrif), celebrada como Profissional da Moda pelo fortalecimento da estética e da moda afro.

“A Powerlist é mais do que uma premiação, é um movimento de reconhecimento e visibilidade que afirma o protagonismo de mulheres negras em todos os espaços”, destaca Silvia Nascimento, fundadora e Head de Conteúdo do Mundo Negro. “Cada uma dessas vencedoras representa um Brasil mais plural e comprometido com o futuro que queremos construir.”  

Vencedoras da Powerlist Mundo Negro 2026

Urias | Cultura, Artes e Entretenimento (Júri Técnico)

Eduarda Vieira | Liderança Corporativa (Júri Técnico)

Nina da Hora | Ciência, Tecnologia e Inovação (Júri Técnico)

Val Benvindo | Diversidade e Impacto Social (Júri Técnico)

Conceição Evaristo | Trajetória Transformadora (Júri Técnico)

Cicih Lima | Criadora Digital (Voto Popular)

Fany Miranda | Empreendedora do Ano (Voto Popular)

Letícia Maria | Profissional da Beleza (Voto Popular)

Saint Clair Cezar | Destaque em Gastronomia (Voto Popular)

Madá Negrif | Profissional da Moda (Voto Popular)

Sobre o Prêmio

Criada em 2022, a Powerlist Mundo Negro nasceu para reconhecer e celebrar o protagonismo de mulheres negras que transformam o Brasil com suas trajetórias. Em sua quinta edição, o prêmio se consolida como um dos eventos mais aguardados do calendário de diversidade e inovação, reunindo representantes de diferentes setores e marcas comprometidas com a equidade racial.

Serviço

Evento: Powerlist Mundo Negro – Mulheres Negras Mudam Histórias 2026

Data da Cerimônia: 31 de julho de 2026
Local: Sede da L’Oréal Brasil – Rio de Janeiro (RJ)
Patrocínio: L’Oréal e TV Globo

Site oficial: https://powerlist.mundonegro.inf.br

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