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Hiphop Workout Collective chega à 14ª edição unindo treino funcional e hip-hop na consciência negra

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O Hiphop Workout Collective (@hhwc.br) realiza no dia 16 de novembro, das 8h30 às 11h30, no Quintal do Espeto Santana (SP), a 14ª edição do evento, celebrando o Mês da Consciência Negra com uma proposta que ultrapassa o exercício físico. O coletivo transforma o treino funcional em um espaço de afirmação, autocuidado e pertencimento, conectando corpo, ritmo e ancestralidade por meio do hip-hop.

Criado para fortalecer a presença da cultura negra nos espaços urbanos, o Hiphop Workout Collective é mais do que um evento esportivo — é um encontro de expressões corporais e narrativas pretas, onde o movimento se torna linguagem e o treino vira resistência. Nesta edição, o público vivencia três horas de treino ritmado, com DJ, sorteios, mimos e espaço para networking, em uma celebração que reflete sobre saúde, comunidade e representatividade.

Pensando na coletividade como eixo central, o evento também contará com espaço kids, garantindo que crianças e jovens participem de forma segura e divertida, reforçando a importância de vivenciar a cultura negra desde cedo. O HHWC tem se consolidado como um movimento de bem-estar e empoderamento que inspira novas formas de ocupar o corpo e a cidade — ao som e na vibração do hip-hop.

HHWC – 14ª edição: Consciência Negra by Avon
16 de novembro, das 8h30 às 11h30
Quintal do Espeto Santana – São Paulo (SP)
Inscrições limitadas: sympla.com.br/evento/hhwc-14-edicao-consciencia-negra-by-avon/3180325

Executiva de Gana é eleita a pessoa negra mais influente do Reino Unido; um grito da excelência global e o espelho para o Brasil

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Foto: Sane Seven

A recente consagração da ganense Afua Kyei, CFO do Bank of England, como a pessoa negra mais influente do Reino Unido em 2026, sinaliza um marco de redefinição de poder na alta finança mundial. A profissional comanda a responsabilidade pela governança financeira de um balanço de £1 trilhão, refletindo o alto nível de impacto e a confiança depositada em sua expertise.

Esses cases de sucesso não são isolados, mas parte de uma constelação de mulheres negras africanas que atuam em posições C-Level e de alto impacto global.

O comando exercido por essas líderes transcende fronteiras e setores, comprovando a excelência e a capacidade de gerir grandes organizações:

  • Ngozi Okonjo-Iweala: Primeira mulher e primeira africana a ser Diretora-Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Sua carreira inclui ter sido Ministra das Finanças da Nigéria e Diretora-Geral de Operações no Banco Mundial.
  • Maryam Abisola: CFO da Microsoft África, liderando a estratégia financeira em um dos mercados de tecnologia de crescimento mais rápido do mundo, após passagens por Coca-Cola e Pernod Ricard.
  • Lillian Barnard: Profissional de destaque na Microsoft, presidiu a unidade da África do Sul e atuou como Presidente da Microsoft África, e atualmente lidera a área de Enterprise Partner Solutions para o Oriente Médio e África.
  • Nunu Ntshingila: Por sete anos, atuou como Managing Director da Meta (antiga Facebook) para a África, sendo pioneira na construção da presença comercial da gigante de tecnologia no continente.
  • Aida Diarra: Liderou as operações regionais da Western Union e, mais recentemente, tem sido fundamental na expansão de pagamentos digitais na África como Vice-Presidente da Visa.
  • Ireti Samuel-Ogbu: Comandou as operações do Citibank Nigéria e Gana por quatro anos como Managing Director, uma carreira de destaque em um dos maiores bancos de investimento do mundo.

Seus nomes nestas posições simbolizam algo óbvio: mulheres negras estão prontas para assumir o comando das rédeas financeiras de sistemas de alto impacto, assim como outras cadeiras de alta liderança, competindo e vencendo em escala global.

Diante destes cases, o Brasil é convidado a confrontar a sua própria realidade, revelada por levantamentos recentes no Valor Econômico:

  • 80% dos Chief Financial Officers (CFOs) são homens.
  • 88% dos CFOs são brancos.
  • A presença de mulheres negras nessas posições é inferior a 1%, apesar de serem o maior grupo demográfico do Brasil, representando 28,5% da população.

Esta discrepância é um grito de alarme estrutural. Não se trata apenas de estatísticas; trata-se de um “teto de vidro” espesso, que barra a visibilidade e o crucial merecido acesso para carreiras de mulheres negras. A mulher negra brasileira possui uma expertise intrínseca em resiliência, adaptabilidade e gestão de crise, competências que são citadas como essenciais para a liderança corporativa moderna. No entanto, ela segue enfrentando um sistema que, por inércia ou intencional recusa, não enxerga, aceita ou investe em seu potencial.

O que Afua Kyei e o rol de líderes africanas demonstram é que o talento existe em abundância; o que falta no Brasil são as pontes estruturadas. É nesse contexto que iniciativas como o Instituto Conselheira 101 (C101) se tornam fundamentais e transformadoras, atuando como um catalisador para que mulheres negras e indígenas alcancem cadeiras em comitês e conselhos de administração.

A cada executiva negra que ocupa uma cadeira estratégica, não apenas se estabelece um precedente; reorganizam-se as possibilidades para as novas gerações. A presença delas legitima a ambição e prova que competência e pluralidade são forças complementares que geram inovação e governança mais robusta.

O desafio brasileiro, hoje, não é mais de provar competência, ela já está dada e constatada em trajetórias internacionais e nacionais. É de construir redes de influência e abrir as portas dos conselhos e das cadeiras de alta liderança para refletir a verdadeira potência do maior grupo demográfico do país.

MORTE: uma lógica de continuidade, gratidão e saudade

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Texto: Rodrigo França

Na tessitura de histórias que atravessam mares e continentes, encontro-me confortável em dizer que a morte não significa “fim” — pelo menos não no universo de sentido de quem caminha sob a luz de Candomblé e do Ifá, via das tradições de Yorubá. Aqui, a partida reverbera como passagem, como traço contínuo entre quem parte e quem permanece, entre o visível e o invisível, entre o alimento servido à mesa e o sussurro ancestral que se faz memória.

Na lógica ocidental-colonial, frequentemente a morte é enredo de medo, de vazio, de ausência absoluta. Há separação radical, término irreversível. A saudade, quando aparece, muitas vezes carrega amor misturado a desamparo. Quero propor outra narrativa: a morte vista como mobilização de socialidade, como gratidão expandida, como círculo que se fecha e reabre em outro plano — sem hierarquia entre “viver” e “morrer”, mas com deslocamento de forma e presença. E não é sobre religiosidade e sim cultura.

As tradições Yorubá ensinam que a trajetória humana é marcada pela vida, a morte e o renascimento habitam em uma trama contínua. Quando alguém parte em paz — no sentido de “cumpriu sua missão”, de “voltou para a origem”, de “torna-se ancestral” — celebra-se a passagem, honra-se o nome e abre-se o espaço de conexão entre vivos e mortos.

Na prática de meu encontro pessoal com essa tradição, descubro que a saudade amadurece no alimento. Toda vez que preparo, sirvo e como o prato predileto de meu pai ou de minha avó, sinto que estamos juntos novamente. A comida se torna ponte. O calor do azeite, o cheiro da folha, o fogo que cozinha, tudo isso não só rememora, mas comunica. Ele está ali em mim, nela em mim, no tempo que não é mais cronológico, mas existencial. A saudade não pesa; ela celebra. A morte não anula; ela transforma e convida ao ciclo.

Essa lógica de continuidade rejeita o silenciamento da morte. Não é sobre esconder o que se foi, mas sobre integrar o que se foi. Sobre saber que o desaparecimento físico não encerra o laço social. Os ancestrais, nas práticas Yorubá, continuam atuantes, protetores, conselheiros. A morte torna-se uma outra presença.

E num mundo que insiste em adotar a finitude como derrota, a gratidão emerge como ferramenta política e espiritual. Ser grato àquele que partiu, pela lição, pelo afeto, pela semente deixada, é reconhecer que a tradição não está morta, que a herança vive, que somos redes. Tenho aprendido que agradecer à ancestralidade, ao chão de onde viemos, é também declarar que nosso projeto de futuro se sustenta nessa continuidade.

Quando digo “gratidão à vida do que se foi”, recuso o esquecimento, a repressão da dor, o lamento como estagnação. Em vez disso, acolho a saudade como reverência, e dessa reverência brota uma potência: a certeza de que não estamos sozinhos, que somos compostos, que somos filhos e filhas de múltiplas partidas e chegadas.

Talvez seja preciso ressignificar o termo “luto”. No nosso contexto, abraçar o luto como se fosse somente dor pode limitar o sentido amplo que a passagem revela. O que vivencio e desejo compartilhar é um luto que dança com a celebração; que se curva à memória e ao alimento; que não fecha em tristeza, mas abraça o mistério da transformação.

Assim, na lógica que nos habita, não ocidental, não colonial, a morte revela-se como elo. Como devolução ao grande fluir, como reentrada no concerto dos ancestrais, como convite para olhar a vida com outra lente: a da continuidade, da reverência, do alimento, da saudade que nutre.

Quando eu cozinhar e comer o prato de meu pai, ele estará lá. Quando eu cantar e tocar a “nossa música”, minha avó caminhará à beira do som. Não porque regresse no corpo, mas porque permanece no sentido. E eu agradeço. Agradeço todos os dias. Agradeço o que foi, o que é e o que virá.

E que essa gratidão ressoe como novo paradigma de convivência; entre vivos, entre os que se foram, entre as gerações que insistem em existir para além da lógica da dor isolada. Pois, como diz uma das sabedorias Yorubá: “A pessoa que tem bom nome vive mais do que as montanhas.”

Museu do Ipiranga exibe ‘Todos os Mortos’ com debate sobre racismo e história; sessão gratuita

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Foto: divulgação

No mês da Consciência Negra, o Museu do Ipiranga promove a segunda edição do Cinema no Museu com a exibição do filme Todos os Mortos (2020), seguida de um bate-papo com o diretor Caetano Gotardo, o músico e etnomusicólogo Salloma Salomão, responsável pela trilha sonora, e David Ribeiro, docente do Museu, que mediará o debate. A sessão acontece em 8 de novembro, às 15h, com entrada gratuita; os ingressos devem ser retirados na bilheteria a partir das 14h. Recursos de acessibilidade como Libras e audiodescrição estarão disponíveis conforme demanda.

Premiado no Festival de Gramado e lançado no Festival de Berlim de 2020, Todos os Mortos reúne no elenco nomes como Thomas Aquino, Teca Pereira, Gilda Nomacce e Alaíde Costa. O filme narra as tensões entre duas famílias — uma branca e rica, outra formada por ex-escravizados, e propõe uma reflexão sobre as marcas da escravidão e a transformação social no Brasil, com foco na história da cidade de São Paulo.

Inaugurado em abril deste ano, o Cinema no Museu utiliza o cinema como ferramenta de reflexão sobre a sociedade brasileira, ampliando o diálogo com o público e estimulando novas leituras sobre o passado. Segundo David Ribeiro, “a escolha de Todos os Mortos reforça o compromisso do Museu em discutir, de forma sensível e crítica, as permanências e rupturas na sociedade brasileira”.

O diretor Caetano Gotardo, formado pela USP e com trabalhos premiados em Cannes, Berlim e Rotterdam, dirige longas como O que se move, Seus ossos e seus olhos e Todos os Mortos, além de séries para Canal Brasil e Globoplay. Salloma Salomão, mestre e doutor em História pela PUC-SP, tem trajetória dedicada à pesquisa e produção artística afro-brasileira e da diáspora africana, transitando entre música, artes cênicas e audiovisual, com atuação relevante em movimentos negros.

O evento reforça a missão do Museu do Ipiranga de promover encontros entre arte e história, oferecendo ao público oportunidade de reflexão crítica sobre questões centrais da sociedade brasileira por meio do cinema.

Serviço:
Cinema no Museu — 2ª edição
Exibição do filme Todos os Mortos e bate-papo com Caetano Gotardo e Salloma Salomão
Mediação de David Ribeiro
8 de novembro, às 15h
Auditório do Museu do Ipiranga — Rua dos Patriotas, 100
Classificação indicativa: 14 anos
Entrada gratuita; retirada de ingressos na bilheteria a partir das 14h
Recursos de acessibilidade: Libras e audiodescrição, mediante disponibilidade
Mais informações: museudoipiranga.org.br

Idris Elba vive o presidente dos Estados Unidos em ‘A Casa de Dinamite’, filme top 1 global da Netflix

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Foto: © Red94

O ator britânico Idris Elba vive o presidente dos Estados Unidos, no novo filme da Netflix, que mergulha em uma crise global que se desenrola em Washington, D.C., quando um míssil não identificado é lançado contra o país. O longa, estreado há uma semana, rapidamente chamou a atenção do público, alcançou o Top 1 global e já ultrapassou 22 milhões de visualizações.

Dirigido pela vencedora do Oscar, Kathryn Bigelow e roterizado por Noah Oppenheim, a trama acompanha os 18 minutos entre o lançamento do míssil e sua possível detonação — contados sob diferentes perspectivas, de soldados de base até o presidente. Segundo a diretora, o longa é “um retrato do caos e da impotência dentro dos corredores do poder”, em uma narrativa que mistura política, tensão e humanidade.

A responsabilidade sobre a decisão em uma disputa nuclear recai sobre o presidente. “São os momentos humanos neste filme”, contou Idris Elba à Netflix. “Para o presidente, é um dia normal. Seus sapatos estão um pouco apertados. Sua esposa está viajando pelo Quênia. A primeira coisa na agenda é encontrar essas crianças jogando basquete em uma quadra”, completou sobre o inesperado da trama.

Se juntam ao elenco, os atores Gbenga Akinnagbe, Greta Lee, Rebecca Ferguson, Anthony Ramos, Jason Clarke, Malachi Beasley, Moses Ingram, entre outros.

Mesa São Paulo 2025: confira os chefs que estarão na maior edição gastronômica da América Latina

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De 30 de outubro a 1º de novembro, o Memorial da América Latina recebe o Mesa São Paulo 2025, o maior evento gastronômico da América Latina. Com o tema “Cozinha de amor sem fronteiras: a gastronomia necessária”, o encontro reúne chefs do Brasil e do mundo em uma programação que inclui aulas ao vivo, jantares exclusivos, debates, o congresso internacional Mesa Tendências e o festival Farofa do Brasil, com entrada gratuita.

Segundo Mariella Lazaretti, publisher da Prazeres da Mesa e diretora do Mundo Mesa, o evento reforça o papel da gastronomia como ponto de união em um mundo marcado por conflitos e deslocamentos. “Nada melhor do que a mesa para reunir as pessoas. Os chefs alimentam esse intercâmbio constante, que não faz distinção de etnia, religião ou ideologia”, afirma.

A edição de 2025 valoriza a presença de chefs negros que levam às cozinhas do evento saberes, memórias e ancestralidade.

A baiana Ieda de Matos apresenta a aula “Arroz de Hauçá: sabores da ancestralidade, ecos dos Malês e pontes para o amanhã”, no dia 31/10, às 17h05, com receita de bolinho de arroz nigeriano. No mesmo dia, Benê Souza ensina a preparar um arroz caldoso de frango na aula “Arrozes: a complexa arte de ser simples”, às 13h30.

A chef e empreendedora Elaine Moura, fundadora da Popcorn Gourmet, participa no dia 1º de novembro, às 15h, com o tema “Receita de Sucesso: Empreendedorismo feminino na gastronomia”, que inclui a degustação da pipoca sabor pamonha doce.

Também no dia 1º, Katia Barbosa ministra a aula “Maria Isabel, o arroz que fala do amor e da terra”, às 12h30, e a chef Danni Camilo participa de um debate sobre hospitalidade e diversidade ao lado de Katherina Cordás, Fabiana Horta e Marcia Cavalieri, às 16h20, no Mesa Tendências.

Entre os convidados internacionais estão o dinamarquês Rasmus Munk (Alchemist), eleito o melhor chef do mundo pelo The Best Chef Awards 2024; o colombiano Jeferson Smit (Afluente), destaque no 50 Best Discovery; o equatoriano Luis Maldonado (Tributo); a espanhola Vicky Sevilla (Arrels), a mulher mais jovem da Espanha a receber uma estrela Michelin; o italiano Dario Cecchini, e o português Miguel Peres, ativista da World Central Kitchen.

Entre os brasileiros confirmados, estão Manu Buffara, Onildo Rocha, Luana Sabino e Eduardo Ortiz, Tássia Magalhães, Renata Vanzetto, Telma Shimizu, Lucas Corazza, Morena Leite, Yasmin Yonashiro, Carole Crema e Elaine Moura, entre outros.

Mais que um evento, uma plataforma de conexões

Organizado por Mariella Lazaretti e Georges Schnyder, o núcleo Mundo Mesa realiza cerca de 20 eventos anuais e se tornou referência na promoção da gastronomia brasileira dentro e fora do país. O Mesa São Paulo reúne iniciativas como o Mesa Tendências, o Mesa Ao Vivo, os Jantares Magnos e o Farofa do Brasil, consolidando-se como um dos principais encontros culinários da América Latina.

Serviço – Mesa São Paulo 2025

Local: Memorial da América Latina — Av. Mario de Andrade, 664 (portão 13)
Estacionamento: portão 15
Quando: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro de 2025, das 9h às 20h
Ingressos: www.mesasp.com.br

Mesa Ao Vivo (público geral)

  • 1 dia: R$ 230 (R$ 184 com 20% até 15/10)
  • 3 dias: R$ 690 (R$ 552 com 20% até 15/10)

Mesa Ao Vivo Especial* (estudantes, assinantes Prazeres da Mesa, Slow Food, Abrasel)

  • 1 dia: R$ 161 (R$ 128,80 com desconto)
  • 3 dias: R$ 483 (R$ 386,40 com desconto)

Mesa Tendências (público geral)

  • 1 dia: R$ 460 (R$ 368 com desconto)
  • 3 dias: R$ 1.380 (R$ 1.104 com desconto)

Mesa Tendências Especial*

  • 1 dia: R$ 322 (R$ 257,60 com desconto)
  • 3 dias: R$ 966 (R$ 772,80 com desconto)

Festival Farofa do Brasil: entrada franca.

“Ser RP preto é entender que, ao entrar numa sala, muitas vozes entram comigo” Anderson Oliveira, à frente dos maiores projetos e eventos para o público negro

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Foto: reprodução

Nascido em Recife, Pernambuco, Anderson Oliveira é um profissional de Relações Públicas que, há mais de 15 anos, atua na interseção entre cultura, propósito e negócios. Com oito desses anos dedicados especificamente às relações públicas, Anderson se consolidou como um dos principais nomes na curadoria e gestão de eventos que promovem diversidade, negritude e representatividade, transformando projetos em plataformas de conexão verdadeira.

“Um RP, na essência, é alguém que cria conexões humanas com propósito. No meu caso, em eventos e projetos culturais, eu trabalho para que marcas e pessoas se encontrem em torno de uma ideia viva, que tenha sentido, que reverbere. Não se trata só de patrocínio ou divulgação. É sobre alinhar valores, histórias e afetos para que uma ação não seja apenas bonita, mas verdadeira. Eu desenho pontes: entre quem produz e quem acredita, entre o que o público sente e o que a marca quer comunicar”, explica Anderson.

Ao longo de sua trajetória, Anderson esteve à frente de projetos de grande relevância nacional, como Negritudes Globo, AFROPUNK Brasil, Prêmio Potências, Tim Music Rio, Le Défilé (L’Oréal Paris), Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, Carandai 25, Camarote Folia Tropical e o Open Air Brasil, onde atua há mais de uma década como Head de Relacionamento e Marcas. Mais do que executar parcerias, ele acredita em construir relações de longo prazo que gerem impacto cultural e resultados concretos para o mercado.

Para Anderson, a atuação em grandes eventos vai além do glamour ou da visibilidade. “Uma das experiências mais significativas da minha trajetória foi atuar como RP de um camarote na Marquês de Sapucaí. O Carnaval, para mim, é a expressão mais complexa e potente da pluralidade brasileira. É um território de afeto, de identidade e de criação coletiva. Mas, paradoxalmente, é também um espaço onde a exclusão ainda se manifesta muitas vezes disfarçada de curadoria ou de ‘padrão estético’.”

Trabalhar naquele ambiente, segundo ele, foi uma escolha política. “Minha intenção era reafirmar o Carnaval como um lugar de negritude viva, diversa e potente, onde pessoas pretas possam estar não apenas como atrações ou símbolos, mas como protagonistas, como convidadas, como parte legítima da festa. Foi essencial abrir espaço para que pessoas pares, iguais, estivessem ali, não por concessão, mas por direito.”

Ser um RP preto, em um país que ainda associa credibilidade à branquitude, não é tarefa simples. “Muitas vezes precisei provar o dobro para ser ouvido metade. Mas entendi que não se trata de pedir lugar, e sim de construí-lo coletivamente. Representatividade não é um fim, é um começo. É sobre criar novas referências para quem vem depois. É fazer com que o público se veja nas narrativas, não como exceção, mas como parte essencial da história. Pertencer é isso: deixar de ser convidado e começar a ser coautor.”

Formado em Publicidade e Propaganda, Anderson construiu uma carreira marcada pelo compromisso com diversidade, representatividade e ética. Filho de Ana Elizabeth de Oliveira e Edinaldo Batista Marculino, cresceu cercado pelo afeto familiar e pelos ensinamentos de sua avó, Maria de Lourdes, que lhe transmitiu no dia a dia o valor da ancestralidade, do pertencimento e da coletividade, princípios que hoje orientam seu trabalho e sua visão de mundo.

Em cada projeto, Anderson busca garantir que presenças negras não sejam exceções, mas parte de uma nova regra, onde diversidade e autenticidade caminham lado a lado com excelência e propósito. Como ele mesmo define: “O que um RP não faz é vestir qualquer discurso. Não cabe a mim romantizar relações desiguais nem transformar diversidade em pauta de ocasião. Relações Públicas, para mim, são relações com ética, com escuta e com consequência.”

Com seu olhar estratégico e sensível, Anderson Oliveira segue conectando pessoas, marcas e histórias que importam, reafirmando que sucesso não é um caminho solitário, é uma construção coletiva. Em um país que precisa urgentemente de representatividade real, ele mostra que é possível transformar espaços, criar oportunidades e fortalecer narrativas negras com profissionalismo, ética e afeto.

Pacto de Equidade Racial promove 4ª Conferência ESG Racial em formato inédito

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O Pacto de Promoção da Equidade Racial, associação voltada à promoção da equidade racial no mercado de trabalho brasileiro, realizará a 4ª Conferência Empresarial ESG Racial em formato inédito e descentralizado. Além do evento principal em São Paulo (26/11) e no Rio de Janeiro (24/11), haverá uma agenda itinerante pré-COP30 em parceria com instituições como Caixa Seguridade, Febraban, IBGC, ANBIMA e B3, levando debates sobre diversidade, inclusão e sustentabilidade para diferentes cidades do país.

Nesta edição, serão apresentados os primeiros resultados da pesquisa “Juventudes Negras e Empregabilidade”, realizada com a Fundação Itaú, que mapeia os desafios enfrentados por jovens negros no ambiente educacional e corporativo. Com o tema “Estratégias para a Promoção da Equidade e Sustentabilidade Corporativa”, a Conferência reunirá painéis empresariais, apresentações culturais e palestras de destaque, incluindo a jornalista Míriam Leitão, no Rio de Janeiro, e o CEO do iFood, Diego Barreto, em São Paulo.

A agenda pré-COP30 acontece em cidades como Belém/PA e abordará temas como justiça climática, sustentabilidade, indicadores raciais, educação financeira e equidade racial. Entre os parceiros estão Firjan, Azzas, FenaCap e Aegea. Segundo Guibson Torres, gerente do Pacto, o objetivo é ampliar a discussão sobre ESG racial, valorizar boas práticas do mercado e inspirar soluções de diversidade e inclusão.

A expectativa é reunir mais de mil participantes nos dois dias de conferência, incluindo líderes empresariais, acadêmicos, investidores, empreendedores e representantes da sociedade civil. A 4ª edição integra a Black Hub, plataforma digital de produção e disseminação da cultura afro-brasileira, viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura.

Serviço | 4ª Conferência Empresarial ESG Racial

Rio de Janeiro
Data: 24 de novembro de 2025
Horário: 09h às 18h
Local: Museu do Amanhã – Praça Mauá, 1, Centro, RJ
Inscrições: Sympla

São Paulo
Data: 26 de novembro de 2025
Horário: 09h às 18h
Local: Teatro Sérgio Cardoso – Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, SP
Inscrições: Sympla

Agenda de eventos paralelos à 4ª Conferência ESG Racial

Seminário IBGC – Governança para a Equidade
23/10/2025 | 09h às 11h | São Paulo/SP
Inscrições: IBGC

Encontro ANBIMA – Indicadores de diversidade no mercado de capitais
23/10/2025 | 14h às 17h | São Paulo/SP
Restrito para empresas signatárias

Encontro FIRJAN – Educação antirracista
06/11/2025 | 14h às 17h | Rio de Janeiro/RJ
Inscrições abertas nas redes do Pacto a partir de 20/10

Pré-COP30 – Belém/PA

  • Indicadores ESG Racial: da Sustentabilidade à Justiça Climática – 06/11, 10h-12h
  • Diversidade como Estratégia de Sustentabilidade – 06/11, 14h-16h
  • Inclusão e Sustentabilidade: Investindo em Educação e Desenvolvimento – 07/11, 10h-12h
  • Bate-papo Indicadores Raciais: da Sustentabilidade à Justiça Climática – 07/11, 14h-16h
    Local: Avenida Presidente Vargas, 121, Campina, Belém/PA (transmissão online)
    Inscrições: confirme presença pelo e-mail gespe01@caixa.gov.br

Show: Isabel Fillardis Canta Pretas Brasil
20/11/2025 | 20h | Teatro Sérgio Cardoso, SP
Entrada gratuita, retirada de ingressos 1h antes

Projeto Crioulos estreia ‘Mitologia Tropikal’, montagem que atravessa mitos afro-indígenas e brasileiros

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Foto: Felipe Gabriel

O Projeto Crioulos celebra quatro anos de trajetória com “Mitologia Tropikal”, último espetáculo da trilogia sobre mitos contemporâneos, em cartaz no Teatro Alfredo Mesquita de 30 de outubro a 16 de novembro, com entrada gratuita. A montagem mistura folclore, crítica social e rock indígena, construindo um ritual cênico que atravessa o Brasil Colônia até o presente.

Com dramaturgia e direção de Caio D’aguilar, a peça atualiza lendas afro-indígena-cristãs — Saci, Curupira, Negrinho do Pastoreio e Mula sem Cabeça, transformando-as em sátiras de terror político que denunciam desigualdades e novas formas de exploração contemporânea. Dividida em três atos, Filhos, Mães e Pais, a encenação sobrepõe tempos históricos e espaços urbanos, mostrando como os fantasmas coloniais ainda assombram o país.

O espetáculo conta com consultoria histórica de Joaci Pereira e provocações de Kenan Bernardes, enquanto a banda URUKUM e a DJ Saskia Peter combinam rock Tupinikore e sonoridade eletrônica, criando uma ópera-rock indígena contemporânea. Momentos marcantes cruzam o testamento de Xica da Silva com o discurso de posse de Barack Obama, conectando experiências compartilhadas da negritude.

Com oito atores e cinco músicos em cena, “Mitologia Tropikal” reafirma o Projeto Crioulos como coletivo de pesquisa estética e política, consolidado desde “Crioulos” (2020) e “Vida Bandida” (2021), obras que exploram racismo estrutural e a vida de pessoas negras em situação de rua. O grupo também realiza ações formativas gratuitas em canto, percussão, interpretação e dança afro, fortalecendo sua presença em espaços culturais e CEUs de São Paulo.

Serviço: Teatro Alfredo Mesquita, Av. Santos Dumont, 1770, São Paulo (Metrô Portuguesa–Tietê). Temporada: 30/10 a 16/11. Sessões: quinta a sábado, às 20h; domingo, às 19h. Entrada gratuita (ingressos distribuídos 1 hora antes).

Ficha Técnica

  • Direção e Texto: Caio D’aguilar
  • Consultor Histórico: Joaci Pereira
  • Provocador de Dramaturgia: Kenan Bernardes
  • Provocadora Corporal: Julia Brandão
  • Elenco: Ilunga Malanda, Diogo Cintra, Taynã Marquezone, Caio Daguilar, André Rosa, Priscila Rosa, Julia Brandão, Leandro Flores
  • Banda URUKUM: Brew Kambiwá, Vits Iglesias, Panda
  • DJ/Sonoplasta: Saskia Peter
  • Criação e Operação de Luz: Renato Banti
  • Operação de Projeção: Renato Banti
  • Concepção Sonora: Banda URUKUM, Caio D’aguilar, Saskia Peter
  • Técnico de Som: Arthur Maia
  • Figurinos: Mariana Paes
  • Cenografia e Cenotécnico: Edelsioela Denecir
  • Direção de Produção: Taynã Marquezone
  • Designer de Artes e Projeção: Genilson Junior
  • Fotografia e Vídeo: Felipe Gabriel
  • Assessoria de Imprensa: Rafael Ferro e Pedro Madeira

Em Salvador, Quarta Pink retorna com edição especial “Papo de Agonia— o puro molho baiano”

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Foto: Divulgação/Asminas

A festa Quarta Pink está de volta e promete movimentar Salvador com sua sexta edição especial, “Papo de Agonia — o puro molho baiano”. O evento acontece no dia 9 de novembro (domingo), no Bombar, reunindo cultura, moda e muita música sob o comando da DJ TH4YS e do grupo Samba de Oyá. Os ingressos já estão disponíveis em pré-venda pelo Musa Ticket, por R$ 20.

Realizada pela agência Asminas, a Quarta Pink já se tornou um dos eventos mais aguardados do calendário cultural da cidade. “A Quarta é nosso xodó, tem essa alma inquieta, de querer estar onde as coisas pulsam. O Bombar é um lugar que respira o mesmo que a gente: diversidade, arte e muita música boa. É mistura, é rebolado, é samba com funk, é uma experiência que começa nas conexões e fica na memória. A gente quer que o público sinta essa agonia boa, de não querer ir embora”, afirma Dayane Oliveira, diretora e cofundadora da Asminas.

Com uma lista de convidados assinada pela relações-públicas Maihana Cazuquel, o “Papo de Agonia” espera reunir pessoas de diferentes regiões do Brasil que estarão em Salvador no fim de semana.

“É um convite para se soltar, dançar, rir, paquerar e viver o agora. Essa edição traz novas conexões, novas sonoridades e o mesmo propósito de sempre, que é celebrar quem somos, do nosso jeito, com muito brilho, diversidade e o puro molho baiano”, completa Letícia Sotero, também diretora e cofundadora da Asminas.

Serviço 

“Quarta Pink”
Quando: 9 de novembro (domingo)
Horário: 21h
Onde: Bombar, Largo de Santana, 80 – Rio Vermelho
Ingressos: disponíveis no Musa Ticket por R$20,00 (pré-venda)

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