O pequeno grupo de atrizes negras a conquistar o cobiçado título de EGOT — honraria destinada a quem vence Emmy, Grammy, Oscar e Tony — pode ganhar um novo nome. No papel de Elphaba, a Bruxa Má do Oeste, no filme musical Wicked, Cynthia Erivo está a um Oscar de completar a coleção, unindo-se às referências Whoopi Goldberg e Viola Davis.
Whoopi foi pioneira, alcançando o título em 2002, com destaques como o Oscar por Ghost e o Grammy pelo álbum de comédia Whoopi Goldberg: Direct from Broadway. Viola, por sua vez, ingressou na lista em 2023, após vencer o Grammy pelo audiobook de sua autobiografia Finding Me, somado a prêmios por suas atuações em How to Get Away with Murder (Emmy), Fences (Oscar) e dois Tonys no teatro.
Agora, as atenções estão voltadas para Erivo, cuja performance como Elphaba, a Bruxa Má do Oeste, no musical Wicked, dirigido por Jon M. Chu, a coloca como uma das principais apostas ao Oscar 2025. O filme, lançado em novembro, já bateu recordes de bilheteria e se tornou o musical da Broadway mais visto em sua adaptação para o cinema.
Erivo acumula um histórico premiado: o Tony como Melhor Atriz por A Cor Púrpura (2016), o Grammy pelo álbum do musical (2017) e um Daytime Emmy pela apresentação no programa Today Show no mesmo ano. Em 2020, foi indicada ao Oscar por sua atuação como Harriet Tubman no longa Harriet e pela canção original do filme, figurando no restrito grupo de artistas reconhecidos por atuação e música na história da premiação.
Nascida em Londres, filha de nigerianos, Cynthia trilhou uma trajetória que inclui desafios e conquistas. Queer e bissexual, ela abandonou a psicologia musical para estudar interpretação na prestigiada Royal Academy of Dramatic Art. Agora, ao protagonizar uma das maiores produções de Hollywood, caminha para consolidar seu lugar na história como uma artista multifacetada e símbolo de representatividade.
A Justiça Militar decretou nesta quinta-feira (5) a prisão do policial militar que arremessou um homem de uma ponte em uma ocorrência na Cidade Ademar, zona Sul de São Paulo, no último domingo (1°). O soldado Luan Felipe Alves Pereira já foi ouvido e será levado ao Presídio Romão Gomes.
O pedido de prisão foi feito pela Corregedoria da Polícia Militar na quarta-feira (4). A Polícia Civil também está investigando o caso e tentando localizar e ouvir a vítima.
Segundo informações da Secretaria estadual de Segurança Pública (SSP-SP), desde que tomou conhecimento do caso, a Polícia Militar afastou os 13 policiais envolvidos na ocorrência e instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a ação. “O procedimento passou pela Corregedoria, que colheu o depoimento dos policiais e prosseguiu com as investigações para individualizar a conduta dos agentes”, explicou em nota.
A ação do soldado foi flagrada por um vídeo no qual se observa o policial segurando o homem pela camiseta, se aproximando da beirada e jogando o homem no rio.
Luan Felipe já havia sido indiciado por homicídio depois de uma ocorrência em que um homem foi morto com 12 tiros, em Diadema, Grande São Paulo, no ano passado. O caso foi arquivado em janeiro deste ano após o Ministério Público se mostrar favorável ao arquivamento alegando que houve legítima defesa.
Demissão de agentes
Outro caso também repercutiu nos últimos dias nos noticiários e o ocasionou na demissão de seis agentes de segurança da ViaMobilidade depois da abordagem que resultou na morte de um passageiro na estação Carapicuíba, da Linha 8 – Diamante, no último dia 11 de novembro. O caso veio à tona na segunda-feira (2) com a exibição de um vídeo no qual Jadson Vitor de Souza Pires, de 31 anos, é contido pelos agentes e um deles prensa o homem contra o chão, causando sua asfixia.
Segundo a ViaMobilidade, o desligamento dos agentes foi realizado após sindicância interna e análise do Laudo Pericial do IML (Instituto Médico Legal), e após a conclusão de que os funcionários descumpriu o código de conduta, os protocolos de atendimento e treinamentos recebidos da companhia.
Após o caso ganhar repercussão nacional, a concessionária diz que iniciou um processo de reciclagem de 100% do seu quadro de agentes e reforçará a capacitação voltada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade ou sob o efeito de substâncias entorpecentes. “Adicionalmente, aumentamos o rigor das medidas disciplinares e instauramos a obrigatoriedade de justificativa formal sempre que houver a necessidade de uso da força no exercício das atividades”.
Mulher agredida
Em um outro vídeo divulgado nesta semana, uma idosa de 63 anos aparece sendo agredida por policiais militares em Barueri. No vídeo, é possível vê-la sendo empurrada e chutada pelo policial. Ela chora, com o rosto sangrando. O filho da idosa, Juarez Higino Lima Junior, de 39 anos, que recebeu um golpe chamado de mata-leão, e o neto da mulher, Matheus Higino Lima Silva, de 18 anos, também foram agredidos.
A abordagem violenta ocorreu porque pai e filho estavam com uma moto com documentação atrasada e os policiais iriam apreender o veículo. Os dois teriam resistido, corrido para a garagem de sua casa e assim começou a confusão que terminou nas agressões que aconteceram depois de os policiais buscarem reforços.
Por meio de nota, a SSP-SP disse que a Polícia Militar não compactua com desvios de conduta e assegura que qualquer ocorrência envolvendo excessos será investigada e os agentes devidamente punidos. “A Polícia Civil analisa as imagens da ocorrência e investiga todas as circunstâncias dos fatos. O caso foi encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar para apuração e as devidas medidas cabíveis”, informou.
Mortes inadmissíveis
A diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, ressaltou que as mortes causadas por policiais militares vistas nos últimos dias são inadmissíveis e mostram que a polícia está descontrolada e se sente legitimada a usar a força. Para ela, a gestão estadual não se posiciona publicamente com relação a esses casos.
“O posicionamento é sempre de legitimar o policial. E é claro que muitas dessas mortes podem ter sido legítimas, mas vemos um aumento significativo da letalidade policial no estado de São Paulo entre 2022, 2023 e 2024 em comparação com uma polícia que tinha o uso da força controlado e que conseguiu reduzir o uso da força letal de 2020 até 2022”.
Carolina destacou que as manifestações do governo estadual contra as ações excessivas da polícia só vieram após o homem ser arremessado da ponte.
“Parece uma situação muito grave e que beira realmente a falta de controle sob a Policia Militar de São Paulo. Houve mudança no começo deste ano na cúpula da Polícia Militar, com a troca de policiais legalistas por policiais mais ligados a uma visão operacional e ligados ao secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite. Houve mudança no programa de câmeras corporais que está sendo enfraquecido e um discurso do governador e do secretário que acaba autorizando, na ponta da linha, o uso da força”.
Raphaella Martins e Nohoa Arcanjo foram os grandes destaques da noite no Caboré 2024, a maior premiação da publicidade brasileira. Em um setor que ainda enfrenta desafios para promover a diversidade, as duas mulheres negras brilharam ao conquistar a cobiçada coruja em categorias diferentes, reafirmando seu impacto transformador na indústria de comunicação.
Rapha Martins, Program Manager do Creative X da Meta, foi premiada como Profissional de Atendimento e Negócios, coroando uma carreira marcada por inovações e projetos que colocam a equidade racial no centro da comunicação. Com quase duas décadas de atuação no mercado publicitário, Rapha tem em seu currículo passagens por grandes empresas como a AVON, onde desenvolveu estratégias para toda a América Latina, e pela TV Globo, onde liderou conteúdos para os maiores anunciantes do país. Ela também é uma das idealizadoras do 20/20, o primeiro programa de equidade racial na comunicação brasileira, e foi reconhecida em iniciativas como o Women to Watch Brasil 2021.
Na categoria Profissional de Inovação, Nohoa Arcanjo, cofundadora da Creators LLC, destacou-se por sua liderança em uma das plataformas mais relevantes de marketing de influência no Brasil. Sob sua gestão, a Creators LLC conecta criadores de conteúdo a grandes marcas, como Google, Nubank e Amazon, promovendo diversidade e tecnologia por meio de soluções como pagamentos integrados e contratos inteligentes. Antes de empreender, Nohoa teve uma sólida trajetória como executiva de marketing, liderando projetos na Coca-Cola Clothes e na joalheria dinamarquesa Pandora. Sua formação internacional inclui certificação em Growth pela Growth Academy, no Vale do Silício, além de sua participação em programas de aceleração do Google for Startups e Endeavor.
A cerimônia, realizada no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo, reuniu os maiores nomes da publicidade para celebrar profissionais e empresas que transformam a indústria. As conquistas de Rapha e Nohoa são um marco importante para a representatividade negra em um evento que, há 45 anos, reconhece os talentos mais inovadores do setor.
Além de celebrar os destaques do ano, o Caboré 2024 prestou homenagens a figuras históricas da comunicação, como Silvio Santos e Octávio Florisbal, reafirmando seu compromisso com a valorização do passado e do futuro da indústria.
As vitórias de Raphaella Martins e Nohoa Arcanjo vão além do reconhecimento individual: representam a força da diversidade e a importância de construir novos caminhos em um mercado que busca refletir a pluralidade brasileira. Suas trajetórias inspiradoras são um lembrete de que o talento, aliado à inovação, é capaz de transformar as estruturas da comunicação no país.
Intitulada “Racionais MC’s: O Quinto Elemento”, exposição inédita dedicada ao legado de um dos maiores nomes do rap nacional, inaugura nesta sexta-feira, 6 de dezembro, no Museu das Favelas, em São Paulo, com entrada gratuita. Formado por Mano Brown, Ice Blue, KL Jay e Edi Rock, o grupo musical tem alcançado um impacto global, recebido homenagens de universidades e instituições oficiais. Os ingressos devem ser retirados pelo site https://www.museudasfavelas.org.br/.
A mostra é uma curadoria da empresária Eliane Dias e celebra os 35 anos de trajetória do grupo com uma experiência imersiva. A exposição explora as origens, a evolução e o universo criativo dos membros do Racionais, cuja influência continua a ecoar nas ruas, nas juventudes e na cultura nacional.
Foto: Igor Miranda
“Essa exposição é sobre ocupar novos espaços, atravessando territórios que também nos pertencem. Queremos movimento, aproximação, trocas de saberes e acolhimento. Vamos mergulhar nas memórias, nos desafios e no orgulho de celebrar esses 35 anos de história”, afirma Eliane Dias.
Dividida em eixos temáticos, a exposição destaca tanto a trajetória coletiva quanto as experiências individuais de cada membro. O projeto conceitual e expográfico foi desenvolvido pelo Atelier Marko Brajovic.
Foto: Igor Miranda
O título “Quinto Elemento” alude ao papel do Racionais como pilar do hip hop no Brasil, somando-se aos quatro elementos tradicionais do movimento – MC, DJ, dança (B-Boys/B-Girls) e grafite – como disseminadores de conhecimento e resistência cultural. “Racionais MC’s sempre foi vanguarda. Representamos São Paulo, as favelas do Brasil e uma história que se entrelaça com o movimento negro. Essa exposição é uma oportunidade para os jovens conhecerem nossas raízes e valorizarem ainda mais nossa trajetória,” diz Mano Brown.
Essa celebração não se limita à exposição. Em novembro, a Boogie Naipe promoveu a Boogie Week, com palestras, mentorias para jovens, feiras e dois shows do Racionais no Espaço Unimed.
Foto: Igor Miranda
A exposição é uma realização do Museu das Favelas, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, em parceria com a Boogie Naipe, produtora responsável pela gestão do Racionais MC’s e de Mano Brown, além de outros artistas.
O último mês de novembro trouxe momentos importantes para reflexão sobre as desigualdades raciais no Brasil. Em contrapartida, também foi um período de celebração ao impacto positivo que o Mover, Movimento pela Equidade Racial, vem fazendo com o impulsionamento na carreira de profissionais negros.
Sabemos que a luta pela equidade racial deve durar o ano inteiro e por isso, disponibilizamos ao longo de todo o ano oportunidades como os cursos livres gratuitos em parceria com universidades, com exclusividade para pessoas negras. Entre os destaques está o curso de Marketing 4.0 da Estácio. A formação discute as novas tendências do marketing digital e Planejamento Estratégico, para formular e implementar estratégias eficazes.
Outros cursos nas áreas de Gestão, Negócios, Tecnologia e RH, também estão disponíveis para os interessados. As inscrições se encerram nesta semana, dia 8, no site oficial do Mover.
No total, serão oferecidas mais de 18 mil bolsas de estudo em cursos livres e de pós-graduação, em parceria com a Descomplica, com a Yduqs através da marca Estácio, e com a Cogna Educação – por meio de sua marca Anhanguera.
As bolsas para pós-graduação e MBA estarão disponíveis apenas para colaboradores das empresas associadas ao Mover. Os interessados devem procurar o seu RH para se informar sobre as inscrições.
3 anos de Mover
Recentemente, em uma live especial no Dia de Mover, a entidade celebrou três anos de atuação, junto a líderes empresariais, colaboradores e beneficiários, para apresentar os resultados para alcançar suas metas ambiciosas: a geração de 10 mil posições de liderança e três milhões de oportunidades para pessoas negras até 2030.
“É muito gratificante ver a evolução de um movimento que nasceu de um sonho e que hoje mobiliza mais de 50 empresas. Só em 2024, impactamos 100 mil pessoas com bolsas de estudo e capacitação, e criamos 2.016 novas posições de liderança para profissionais negros,” explicou Natalia Paiva, diretora executiva do MOVER.
Para acessar todas as iniciativas e oportunidades oferecidas pelo MOVER, incluindo programas de capacitação, bolsas de estudo, formação de lideranças e suporte a empreendedores, visitesomos mover.org.
Esse é um conteúdo pago por meio de uma parceria entre o MOVER e o site Mundo Negro.
Paapa Essiedu, indicado ao Emmy por seu papel em ‘I May Destroy You’, é o favorito dos executivos dos estúdios Warner Bros. para viver o icônico personagem Severus Snape, na nova adaptação da franquia ‘Harry Potter’, revelou a Variety nesta quarta-feira (4). Fontes da revista afirmam que os empresários estão conversando com o ator, mas ele ainda não aceitou o convite.
Para o The Hollywood Reporter, a HBO deu uma nota sobre a possível escalação na série. “Entendemos que uma série de grande destaque como esta atrairá muitos rumores e especulações. Enquanto avançamos na pré-produção, confirmaremos os detalhes apenas quando os acordos forem finalizados”, disse.
Nos filmes, o personagem Severus Snape foi vivido pelo ator Alan Rickman, que faleceu em 2016, aos 69 anos, após luta contra um câncer.
Alan Rickman como Severus Snape nos filmes ‘Harry Potter’ (Foto: Reprodução)
O talentoso Paapa Essiedu também é conhecido por seus papéis em ‘Gangs of London’, ‘Men: Faces do Medo’ e pelo episódio Demon 79, de ‘Black Mirror’.
A previsão é que a série comece as gravações em 2025 e seja lançada em 2026. A expectativa é que a série ganhe sete temporadas, uma para cada um dos livros.
A Justiça condenou a professora Lucélia Aparecida Angelotti e a Escola Quarup, localizada em Sertãozinho (SP), a indenizarem em R$ 30 mil uma estudante negra de 10 anos, vítima de racismo em sala de aula. O episódio ocorreu em junho de 2023, quando a docente, após cheirar os cabelos da criança diante da classe, afirmou que ela estava “cheirando mal”. A fala gerou constrangimento e fez com que os colegas zombassem da menina.
O caso começou quando a professora se queixou de um cheiro ruim na sala de aula e, ao passar pela estudante, perguntou se ela usava algum produto químico, já que o odor lhe causava alergia. A criança explicou que havia passado creme no cabelo, mas a professora não se limitou a isso: chamou três funcionárias para cheirar os cabelos da aluna, que não relataram nenhum cheiro. O episódio resultou em humilhação pública, com os colegas fazendo piadas sobre a situação.
Após o incidente, a mãe da estudante informou à polícia que a escola não havia comunicado o ocorrido. Ela soube do caso por meio da mãe de uma colega, que a avisou ao dar carona para a filha após a aula. A família moveu uma ação por dano moral, alegando que o episódio afetou emocionalmente a criança, prejudicando sua autoestima e desempenho escolar. A estudante pediu, inclusive, para ser transferida para outra escola.
Em sua defesa, a professora e a escola alegaram que não houve qualquer intenção discriminatória e que o procedimento foi realizado com a intenção de verificar um possível problema de saúde, sem intenção de constranger a aluna. A escola também afirmou que a situação foi um mal-entendido.
No entanto, ao julgar o caso no fim de novembro, a juíza Daniele Regina de Souza Duarte, da 1ª Vara Cível, considerou que as testemunhas confirmaram o relato da vítima e apontou falhas nas justificativas apresentadas pela defesa. A magistrada destacou que a professora liberou a turma para o recreio sem comunicar os responsáveis ou a direção sobre o possível risco, além de questionar a alegação de que a motivação era o zelo pela saúde dos alunos. Ela ainda afirmou que o comportamento da professora indicava evidências de preconceito racial, considerando o fato de a aluna ter cabelo afro e ter usado creme, o que, segundo a juíza, pode ter sido a verdadeira razão para o incidente.
A Escola Quarup, em nota, lamentou o episódio, mas afirmou que recorrerá da decisão. A instituição negou que a atitude da professora tenha sido discriminatória e ressaltou que o inquérito policial foi arquivado pelo Ministério Público. A escola também enfatizou que investe em programas sobre diversidade e igualdade racial para promover um ambiente seguro e acolhedor para todos os alunos.
A$AP Rocky foi um dos grandes destaques da 38ª edição do FNAA Achievement Awards, premiação considerada o ‘Oscar dos Calçados’, realizada nesta terça-feira, 4, em Nova York, nos Estados Unidos. O rapper recebeu o prêmio de “Colaboração do Ano” por sua parceria com a Puma, celebrando o marco ao lado da companheira Rihanna, em uma noite que uniu estilo e conexão.
Rihanna acompanhou o parceiro em grande estilo, usando um vestido branco de gola alta, com uma fenda frontal. Complementando o look com joias brilhantes e maquiagem impecável, a cantora reafirmou sua posição como ícone da moda global. Já Rocky apostou em uma jaqueta oversized de couro e um cinto com a inscrição “LOVE”.
A noite foi marcada por momentos de carinho entre o casal, que compartilhou risadas e demonstrações de afeto no tapete vermelho. A cumplicidade chamou atenção tanto dos fotógrafos quanto dos fãs nas redes sociais, que elogiaram a química entre os dois.
O FNAA Achievement Awards, conhecido como o “Oscar do Calçado”, reconheceu os maiores nomes da indústria em 2024, celebrando talentos, inovação e impacto global. A parceria entre A$AP Rocky e a Puma é marcada por lançamentos como o modelo Mostro, que incorporou tecnologia de impressão 3D, refletindo o espírito inovador da colaboração.
Festival Afrofuturismo se consolidou unindo ancestralidade, resistência e a construção do futuro negro
Sigo reverberando toda a experiência que fui exposta no Festival Afrofuturismo – Ano VI, que, agora em 2024, se ergueu como um marco de resistência e celebração da cultura negra. Nos dias 29 e 30 de novembro, Salvador testemunhou a sexta edição do festival, que trouxe como tema central “Adinkras – O Código Fonte da Liberdade”, uma homenagem aos símbolos originários do povo Asante, em Gana.
Em um ano marcado por desafios para a realização de eventos afrocentrados por falta de patrocínio, fez acender um alerta para quem trabalha na área, e com a pauta racial, mas o FAF reafirmou sua relevância ao promover uma celebração transformadora da cultura negra, como um espaço essencial para a valorização da ancestralidade africana, discutindo caminhos para um futuro mais inclusivo e representativo.
Com uma programação diversificada, o festival ocupou o coração da capital baiana, distribuindo suas atividades por locais emblemáticos como a Casa Vale do Dendê, o Museu Eugênio Teixeira, o Teatro Sesc Pelourinho e a Casa do Olodum. Cada espaço simbolizava a fusão entre o passado e o futuro, entre tradição e inovação.
O tema escolhido, “Adinkras – O Código Fonte da Liberdade”, trouxe à tona a profundidade filosófica dos símbolos africanos, que carregam significados ligados à espiritualidade, ética e governança. Essa reflexão permeou todas as atividades, conectando a ancestralidade africana às inovações contemporâneas em tecnologia, arte e educação.
Os debates foram o ponto alto do festival, reunindo especialistas, ativistas e lideranças negras em mesas de conversa que abordaram questões como racismo estrutural, representatividade e inovação. Destaques incluíram:
“Ancestrais do Futuro: Construindo uma Nova Cosmovisão para o Amanhã”, com Grazi Mendes, reconhecida como uma das 100 futuristas negras mais influentes do mundo.
“A Influência Digital no Combate ao Racismo”, explorando a tecnologia como ferramenta de transformação social.
“Construindo uma Escola de Marketing Antirracista – Unilever Brasil”, que apresentou estratégias corporativas para transformar práticas de comunicação sob uma ótica inclusiva e diversa.
Esse último debate, promovido pela Unilever, contou com a presença de Vinícius Araújo e Ana Carolina Valentim, destacando iniciativas práticas para a promoção da equidade racial no setor corporativo. Ainda temos muito o que falar sobre isso.
Ainda sobre marcas, novidades deste ano foi a Casa Dove, um espaço que uniu cuidado pessoal, representatividade e autoestima. Localizada no coração do festival, a Casa Dove promoveu oficinas de autocuidado, workshops sobre padrões de beleza e discussões sobre como a estética pode ser um ato de resistência. Mas isso é pauta para um outro artigo.
Foto: Divulgação
Arte e cultura afrocentradas
O festival não apenas educou, mas também encantou com uma programação artística e musical diversa. Performances como o espetáculo “Koanza no Futuro”, de Sulivã Bispo, e apresentações de dança do Projeto Marias trouxeram ao público o impacto visceral da cultura afro-brasileira. Cada performance foi uma celebração da história negra, mas também um grito de resistência e orgulho.
O sucesso do Festival Afrofuturismo, por outro lado, evidenciou que, com o apoio adequado, iniciativas afrocentradas podem não apenas sobreviver, mas prosperar. A parceria com instituições como a Unilever, a Prefeitura de Salvador e o SEBRAE foi fundamental para viabilizar o evento, mas também ressaltou a urgência de mais empresas e órgãos públicos apoiarem essas iniciativas.
O evento não é apenas um acontecimento cultural – é um movimento que une inovação, ancestralidade e resistência. Sob o tema “Adinkras”, o festival propôs reflexões profundas sobre liberdade e identidade, usando os símbolos do povo Asante como fio condutor.
Prêmio AYA: Uma noite de celebração e homenagens
O Prêmio AYA, realizado na cerimônia de abertura, simbolizou o ponto de partida do Festival Afrofuturismo 2024. Inspirado no símbolo Adinkra que representa independência, resiliência e perseverança, o prêmio destacou personalidades que preservam e fortalecem o legado cultural afro-brasileiro.
A cerimônia, realizada na Casa das Histórias de Salvador, contou com a presença de autoridades, artistas e lideranças culturais. Paulo Rogério Nunes, cofundador da Vale do Dendê e do festival, abriu o evento enfatizando seu crescimento e impacto ao longo dos anos.
Os homenageados da noite foram:
Categoria Griô
Abena Busia: Embaixadora de Gana no Brasil por sete anos, ovacionada por sua contribuição às relações culturais e diplomáticas.
Tamoase Dantas (Sr. Escurinho): Líder cultural do Centro Histórico de Salvador.
Mário Nelson: Pioneiro no afroempreendedorismo.
Categoria Artística
Regina Casé: Atriz e apresentadora, reconhecida por sua contribuição à valorização da cultura negra no audiovisual.
Categoria Executivo Destaque
Grazi Mendes: Futurista e autora do livro Ancestrais do Futuro, lançado durante o festival.
Samantha Almeida: Executiva da Rede Globo, reconhecida por sua liderança no setor criativo.
Regina Casé emocionou o público ao destacar a importância de integrar passado e futuro, afirmando que Salvador é um exemplo vivo dessa conexão. Já Abena Busia, em sua despedida como embaixadora, reforçou o papel de iniciativas que conectam o legado africano às diásporas.
O legado do Festival Afrofuturismo
O Festival Afrofuturismo 2024 não foi apenas um espaço de celebração, mas também um grito de resistência e um chamado à ação. Em tempos de retrocessos e desafios, ele reafirmou a importância de preservar e promover a cultura negra como um motor de inovação e transformação social.
Como disse Pedro Tourinho, Secretário de Cultura de Salvador:
“Para a cidade, é obrigação apoiar, mas é uma inspiração também. O Festival Afrofuturismo e a Vale do Dendê inspiram muito a nossa cidade.”
Que o sucesso desta edição seja um lembrete da força da cultura negra e da necessidade de mais apoio a eventos que, como o Festival Afrofuturismo, têm o poder de transformar o presente e projetar um futuro onde a liberdade e a ancestralidade negra sejam celebradas em toda sua plenitude.
Em suas palavras e ações, o Festival Afrofuturismo encarnou o espírito de seus ancestrais: resistência, resiliência e criatividade. Que essa celebração seja também um chamado para que a sociedade brasileira invista mais no presente e no futuro da sua maior riqueza – a cultura negra.
Em um breve desabafo nas redes sociais, na noite desta quarta-feira (4), o rapper Rael relatou que seu filho de 12 anos foi alvo de racismo no mercado Pão de Açúcar, na unidade do bairro Aclimação, em São Paulo.
O artista disse que o filho foi sozinho ao mercado fazer uma compra para ele, mas como não coube tudo na mão, colocou no bolso da mochila, em seguida foi até o caixa e pagou tudo. Mesmo assim, o adolescente depois foi parado pelos seguranças.
“Pediu para ele abrir a mochila e coagiu o moleque. Ele ligou pra nós. Se você acha que alguém roubou por lei, você chama a polícia ou chama os pais, já que é de menor, não pode pedir forçar ela abrir”, critica Rael. “Eu quero uma posição do Pão de Açúcar”, reforça.
Essa não é a primeira situação de racismo que o filho do cantor sofre. No vídeo, ele também relata rapidamente que a criança foi discriminada na antiga escola. “Meu filho estudava na escola Viva, sofreu racismo. Os moleques começaram a zoar ele. Ele falou que estavam zoando porque era preto. Tirei ele de lá, coloquei em outra escola”, disse.