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Como preservar o comprimento dos cachos e crespos no verão

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Mulher negra com cabelo crespo longo no verão
Foto: Canva Imagens

Veja como preservar o comprimento dos fios crespos e cacheados. Crescimento capilar não depende apenas de fazer o fio crescer: cuidados com quebra, ressecamento, calor e exposição ao sol ajudam a preservar os centímetros conquistados.

Quem tem cabelo crespo ou cacheado e está em busca de mais comprimento sabe que o processo não se resume a somente esperar o cabelo crescer. Em muitos casos, os fios crescem normalmente, mas a quebra e os danos ao longo do caminho fazem com que o comprimento não seja percebido, ou fique perdido no meio do caminho.

A combinação de sol, calor, água do mar, cloro e maior frequência de lavagens pode contribuir para o ressecamento e deixar os fios mais suscetíveis à quebra. Então é hora de colocarmos a lupa para enxergarmos melhor os cuidados que podem salvar o seu crespo e cacheado no próximo verão.

Por isso, se a meta é chegar à estação com cabelos mais longos e saudáveis, a palavra-chave é retenção de comprimento. Ou seja: além de estimular um couro cabeludo saudável, é preciso preservar a fibra capilar e reduzir situações que favorecem a quebra.

Crescimento e retenção: qual é a diferença?

O crescimento do cabelo acontece a partir do folículo, no couro cabeludo. Mas ter fios que crescem não significa necessariamente conseguir perceber o aumento do comprimento.

Isso porque o cabelo pode perder parte desse comprimento por conta de quebra, ressecamento, atrito e danos à fibra.

Nos cabelos crespos e cacheados, existe ainda o fator encolhimento, característica natural dos fios com curvatura que faz com que eles aparentem ser consideravelmente mais curtos quando secos.

Por isso, um cabelo que parece ter pouco comprimento pode, na realidade, estar crescendo normalmente.

A estratégia, então, não é tentar eliminar a curvatura, mas reduzir a quebra e, quando desejado, utilizar técnicas que deixem o comprimento mais aparente.

Como proteger os cabelos crespos e cacheados no verão?

Sol, piscina e mar fazem parte da temporada, mas podem exigir uma atenção extra aos cabelos.

Antes de entrar na piscina ou no mar, uma estratégia simples é molhar os fios com água doce. Também é possível utilizar um leave-in adequado à necessidade do cabelo e apostar em penteados de baixa manipulação.

Depois da exposição, é importante enxaguar bem os fios e manter uma rotina de cuidados que ajude a combater o ressecamento.

Quanto menos danos forem acumulados ao longo do tempo, maiores são as chances de preservar o comprimento conquistado.

Com que frequência devo lavar? 

Manter o couro cabeludo limpo é importante para a rotina de cuidados. A frequência ideal de lavagem, porém, varia de acordo com as características do couro cabeludo, dos fios e dos produtos utilizados.

O recomendado é lavar o cabelo cerca de duas vezes por semana, mas não precisa ser uma regra rígida. Em períodos de maior calor, suor ou uso de produtos, por exemplo, pode ser necessário adaptar a frequência.

O mais importante é encontrar uma rotina que mantenha o couro cabeludo limpo sem ressecar excessivamente os fios.

O fator encolhimento não é inimigo do crescimento

Nos cabelos crespos e cacheados, o comprimento visual pode variar bastante entre o cabelo molhado e seco. Isso acontece por causa da própria estrutura da curvatura.

Para quem deseja visualizar mais comprimento sem alterar a estrutura dos fios, algumas técnicas podem ajudar.

Banding, twists, tranças e coques frouxos são alternativas que podem deixar os fios temporariamente mais alongados. A finalização também pode ser adaptada para favorecer um resultado com menos encolhimento.

O mais importante é evitar métodos que causem tração excessiva ou danifiquem a fibra em busca de um efeito mais alongado.

Menos manipulação também ajuda a preservar o comprimento

Desembaraçar, pentear e refazer o cabelo constantemente pode aumentar o atrito e favorecer a quebra.

Uma rotina de baixa manipulação pode ser uma aliada de quem está tentando reter comprimento. O ideal é desembaraçar os fios com cuidado, preferencialmente quando estiverem úmidos e condicionados, utilizando os dedos ou uma ferramenta adequada.

Na hora de escolher a escova, vale optar por um modelo desenvolvido para desembaraçar cabelos crespos e cacheados, com movimentos delicados e sem puxar os fios.

Também é importante observar os penteados escolhidos. Tranças muito rentes à raiz e ao couro cabeludo, além de outros estilos muito apertados, podem exercer tração excessiva e aumentar o risco de danos.

Por isso, se o objetivo é preservar o comprimento, prefira penteados confortáveis e que não deixem o couro cabeludo tensionado.

Crescer é importante, mas fazer o comprimento permanecer também faz parte do projeto cabelão.

E as fontes de calor?

Secador, difusor e outras ferramentas térmicas podem fazer parte da rotina, mas o uso excessivo de calor pode danificar a fibra e favorecer a quebra.

Para quem utiliza o secador para alongar ou finalizar os fios, algumas medidas ajudam a reduzir a exposição:

  • use protetor térmico;
  • prefira temperaturas baixas ou médias;
  • mantenha o aparelho em movimento;
  • evite concentrar o calor em uma única região;
  • mantenha uma distância segura entre o secador e os fios;
  • evite utilizar fontes de calor diariamente.

A ideia não é abolir o secador, mas fazer com que ele seja utilizado de maneira consciente.

Cuidar do couro cabeludo também faz parte da rotina

O crescimento começa no couro cabeludo, por isso a região também precisa de atenção.Manter uma rotina de higiene adequada, evitar o acúmulo excessivo de produtos e observar alterações persistentes são cuidados importantes.

O couro cabeludo também deve ser considerado na escolha da frequência de lavagem e dos produtos utilizados. Coceira persistente, descamação intensa, dor ou outras alterações que não melhoram com os cuidados habituais merecem avaliação profissional.

O crescimento capilar acontece de forma gradual. O que pode ser trabalhado na rotina é a preservação dos fios para que o comprimento conquistado não seja perdido por quebra.

Na hora de cortar, menos pode ser mais

Cortar o cabelo não faz os fios crescerem mais rápido, por isso, quem está em busca de comprimento não precisa ficar cortando as pontas constantemente.

Se a meta é deixar o cabelo crescer, vale evitar cortes frequentes sem necessidade e concentrar os cuidados na preservação da fibra e na redução da quebra.

Cuidados ao dormir

O atrito durante o sono pode contribuir para o embaraçamento e o desgaste dos fios. Uma forma simples de reduzir esse contato é utilizar touca ou fronha de cetim durante a noite.

O ideal é incorporar esse cuidado à rotina de forma consistente, principalmente para quem percebe que acorda com os fios muito embaraçados ou ressecados.

Também vale evitar dormir com o cabelo excessivamente apertado. Um penteado confortável e frouxo pode ajudar a reduzir a tensão enquanto você dorme.

Produtos para incluir no projeto cabelão

Somado aos cuidados, alguns produtos podem fazer toda a diferença na sua rotina capilar. Confira abaixo as nossas indicações:

Salon Line #todecacho Protetor Térmico pode entrar na rotina de quem utiliza ferramentas de calor, seguindo as orientações de uso da fabricante.

Para os momentos de tratamento, a Lola Cosmetics Morte Súbita Máscara é uma opção para quem busca uma máscara voltada ao cuidado e recuperação dos fios.

Já o Widi Care Juba Creme de Pentear pode ser utilizado na finalização de cabelos crespos e cacheados, ajudando na definição e no cuidado diário.

A escolha, porém, deve considerar as necessidades individuais dos fios. Nem todo produto funciona da mesma maneira para todas as pessoas, e uma rotina eficiente é aquela que respeita a curvatura, a condição da fibra e os hábitos de cada cabelo.

O segredo do cabelão é preservar o que já cresceu

Se a meta é conquistar cabelos mais longos, especialmente durante o verão, o caminho está em reduzir a quebra e preservar o comprimento.

Proteção contra os efeitos do verão, menos manipulação, uso consciente de fontes de calor, tratamento, cuidados com o couro cabeludo, proteção durante o sono e atenção à tração dos penteados fazem parte de uma rotina que pode ajudar os fios a crescerem longos e saudáveis. 

Trinta reais no chão da sala, trezentos mil na conta do hospital

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Foto: Canva

Tem uma Dona Sônia na sua família.

Setenta e dois anos, ri alto, faz bolo no domingo, cria neto, toma remédio de pressão há quinze anos e jura que está ótima. E tem um tapete solto no meio da sala dela, sem antiderrapante, com a ponta levantada perto da porta, que custou trinta reais na feira e é o objeto mais perigoso daquela casa. Pode causar uma queda da própria altura, que pode quebrar um osso.

Acompanhe o que vem depois da queda, porque é aí que está o assunto de hoje. Ela quebra o fêmur, fica quase duas semanas internada, opera, recebe alta e começa a peregrinação: ortopedista num lugar, fisioterapia em outro, cardiologista num terceiro, e em boa parte do país isso significa estrada, barco, diária de acompanhante e um dia inteiro de trabalho perdido a cada consulta. Cada profissional fica com um pedaço da história, os exames não circulam, a receita muda sem que se confira a anterior, e quem acaba coordenando o caso é a filha, que aprende a carregar pasta de exame e a remarcar consulta no WhatsApp.

Eu já quebrei o meu fêmur. Foram duas cirurgias, a primeira com fixador externo, a famosa gaiola, e outra com uma haste de metal por dentro do osso. Passei dias internado em UTI cardiológica com suspeita de embolia gordurosa, que acontece quando o osso longo fraturado libera gordura da medula na circulação e essa gordura chega ao pulmão e obstrui vaso. Um terror. A conta hospitalar passou de trezentos mil reais, e depois vieram meses de fisioterapia.

Deu tudo certo e eu fiquei ótimo, com uma vantagem que é preciso dizer em voz alta: eu era jovem e tinha reserva muscular e funcional alta, construída em esporte desde a infância. Com setenta e dois anos a história costuma ser outra, e para quem não tem recurso ela também costuma ser outra.

A peregrinação que descrevi tem nome e se chama fragmentação do cuidado. O dinheiro se perde menos no preço de cada consulta e mais nos buracos entre uma e outra, e quem trata a própria doença em pedaços separados interna mais, coisa que estudo de vários países vem mostrando na mesma direção. Aqui a conta chega dividida em três: a que o SUS ou o plano paga, a do trabalho que se perde, e a que a família banca em transporte, tempo e desgaste.

Eu opero face e faço doutorado na Faculdade de Medicina da USP pesquisando inteligência artificial. O que mais me intriga é o que a máquina vai deixar de enxergar, tendo aprendido com poucos rostos como o meu. Um exemplo do meu campo: criança com síndrome craniofacial rara costuma receber diagnóstico tarde no Brasil, e a triagem por imagem pode levantar a suspeita mais cedo, inclusive em região onde o especialista mais próximo está a horas de viagem. Isso funciona melhor com o rosto negro dentro do banco de imagens desde o começo.

Há também o risco de a conta ser feita contra nós. Até 2021, a fórmula mais usada no mundo para estimar como o rim está funcionando entregava um resultado diferente quando o paciente era negro, o que fazia o rim parecer melhor do que estava e atrasava o encaminhamento para o especialista e para a fila de transplante, prática que as sociedades médicas de nefrologia recomendaram abandonar naquele ano. Um médico revisa uma conta dessas numa consulta. Um algoritmo treinado com ela repete o mesmo atraso milhões de vezes por dia, em silêncio, e a responsabilidade se dilui pelo caminho.

Então, antes de virar o sistema de ponta-cabeça, que tal começarmos pela prevenção das quedas?

Dá para medir sua reserva hoje, de graça, em menos de um minuto. Fique de pé numa área livre, com alguém por perto, sente no chão e levante usando o mínimo de apoio que conseguir, sem pressa. São dez pontos, cinco para sentar e cinco para levantar, e você desconta um ponto a cada apoio que usar, mão, joelho, antebraço ou lateral da perna, mais meio ponto se perder o equilíbrio.

Salve o resultado com a data no bloco de notas do celular ou mande para o seu próprio e-mail, porque assim você acha na hora da consulta e consegue comparar daqui a seis meses.

O teste é brasileiro, criado no fim dos anos 1990 pelo professor Claudio Gil Araújo, e o que ele mostrou não é pouco: em mais de dois mil adultos entre 51 e 80 anos, acompanhados por cerca de seis anos, quem pontuou de 0 a 3 morreu cerca de cinco vezes mais, por todas as causas, do que quem pontuou de 8 a 10. Se você tem prótese de quadril, joelho operado, osteoporose ou dor, não force nada e leve a pergunta ao seu médico. Nota baixa hoje é endereço de treino.

Esse número sozinho não resolve o caso, porque orientação vira ação dentro de uma relação de cuidado, com alguém que conheça a história inteira. Ele serve para começar a conversa, e começar conversa é mais antigo do que parece. O Papiro Edwin Smith, escrito no norte da África há mais de três mil e seiscentos anos, descreve 48 casos cirúrgicos em ordem, um a um, e cada caso termina com o veredito do cirurgião sobre o que ele vai tratar, com o que ele vai lutar e o que está fora do alcance. Registro, ordem, plano e responsabilidade declarada. É o que o sistema de hoje se esforça para reaprender, agora com computador no meio.

A Dona Sônia da sua casa continua rindo alto na sala. O tapete continua lá.

Às vezes a gente procura solução complicada para problema de saúde, quando o que resolve é usar de um jeito novo a ferramenta que já está na mão. Isso tem nome: inovação, e é por isso que eu insisto.

Hoje, antes de dormir: tire o tapete e faça o seu teste, salvando o número com a data. Depois mande esta coluna para quem cuida de alguém em casa.

Eu sou Dr. Lucas Diniz, cirurgião plástico facial pela USP, CRM-SP 194459, RQE 111712, pesquisador de Inteligência Artificial para Cirurgias Craniofaciais da perspectiva da população negra.

Texto de caráter estritamente informativo e educativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico formal.

Feriado em casa? Confira 11 filmes com protagonismo negro para assistir nos streamings 

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Judas e o Messias Negro
Daniel Kaluuya e LaKeith Stanfield estrelam esta história sobre o partido dos Panteras Negras nos EUA/Foto: IMDb

O feriado pode ser uma boa oportunidade para colocar os filmes em dia, seja para quem prefere ação e aventura, ou quem busca uma comédia, um romance ou uma história baseada em acontecimentos reais. Entre os catálogos dos principais serviços de streaming, há produções de diferentes épocas e gêneros que têm atores negros em papéis de destaque ou apresentam histórias centradas em personagens negros.

De grandes franquias de Hollywood a dramas inspirados em histórias reais, a seleção reúne filmes para diferentes gostos. Entre as opções estão produções como Pantera Negra, Bad Boys: Até o Fim, A Cor Púrpura e King Richard: Criando Campeãs. Confira a lista e escolha o que assistir durante o feriado.

1. Clonaram Tyrone! — Netflix

Gênero: comédia, ficção científica e suspense

John Boyega, Teyonah Parris e Jamie Foxx estrelam a história de três moradores de um bairro de Atlanta que se veem envolvidos em uma série de acontecimentos estranhos. Um traficante, uma prostituta e um cafetão acabam formando uma aliança improvável depois que percebem que há algo muito maior por trás dos acontecimentos que estão presenciando. A investigação leva o trio a uma conspiração que envolve experimentos secretos, clonagem e um misterioso plano de controle da população.

2. Bad Boys: Até o Fim — Prime Video

Gênero: ação, comédia e policial

Will Smith e Martin Lawrence retornam como os detetives Mike Lowrey e Marcus Burnett. Desta vez, os dois precisam investigar uma conspiração depois que seu antigo capitão, já morto, é acusado de envolvimento com o tráfico de drogas. Enquanto tentam provar a inocência do ex-chefe, Mike e Marcus acabam sendo considerados criminosos e entram na lista dos mais procurados. Perseguidos pela própria polícia, eles precisam fugir e descobrir quem está por trás da armação, enquanto enfrentam tiroteios, perseguições e situações que colocam a amizade da dupla à prova.

3. A Cor Púrpura — HBO Max

Gênero: drama e musical

Fantasia Barrino, Taraji P. Henson e Danielle Brooks estrelam a adaptação musical do romance de Alice Walker. A história acompanha Celie, uma mulher que passa por anos de violência e abusos enquanto tenta encontrar seu lugar no mundo. Ao longo da vida, ela estabelece relações que transformam sua trajetória e encontra em outras mulheres força para reconstruir a própria história. Ambientado na Geórgia do início do século XX, o filme combina drama, música e uma narrativa de superação.

4. O Sol Também é uma Estrela — Prime Video

Gênero: romance e drama

Yara Shahidi e Charles Melton interpretam Natasha e Daniel, dois jovens que se conhecem por acaso em Nova York e passam a maior parte do dia juntos. Enquanto Daniel tenta convencê-la de que os dois estão destinados a se apaixonar, Natasha enfrenta uma situação que pode mudar completamente seu futuro: ela e a família estão prestes a ser deportados para a Jamaica. Entre passeios pela cidade, conversas e encontros inesperados, os dois começam a questionar se aquela aproximação é apenas uma coincidência ou se existe algo maior por trás dela.

5. Um Príncipe em Nova York 2 — Prime Video

Gênero: comédia e romance

Eddie Murphy e Arsenio Hall voltam aos papéis de Akeem e Semmi, personagens que fizeram sucesso no filme de 1988. Agora rei de Zamunda, Akeem descobre que tem um filho que nunca conheceu, fruto de um relacionamento que teve durante uma viagem aos Estados Unidos. Diante da possibilidade de o jovem ser seu herdeiro, ele retorna ao Queens acompanhado de Semmi para encontrar o rapaz e levá-lo para seu reino. A chegada do novo integrante da família, no entanto, provoca confusões e disputas pela sucessão do trono.

6. Judas e o Messias Negro — HBO Max

Gênero: drama, histórico e suspense

Daniel Kaluuya e LaKeith Stanfield estrelam o filme inspirado em acontecimentos reais dos anos 1960. A trama acompanha Fred Hampton, líder do Partido dos Panteras Negras em Illinois, e William O’Neal, um jovem criminoso que é pressionado pelo FBI a se infiltrar na organização. Enquanto Hampton ganha influência como líder político e mobiliza a comunidade, O’Neal passa informações para os agentes que acompanham seus passos. A relação entre os dois se torna cada vez mais complexa até chegar a um desfecho trágico.

7. Pantera Negra — Disney+

Gênero: ação, aventura e ficção científica

Após a morte de seu pai, T’Challa retorna para Wakanda e assume o trono do país, além de herdar o posto de Pantera Negra. O novo rei, porém, precisa lidar com um adversário inesperado: Erik Killmonger, que surge com uma ligação com a família real e uma visão completamente diferente para o futuro do reino. Enquanto enfrenta uma disputa pelo poder, T’Challa precisa decidir que tipo de líder pretende ser e proteger Wakanda de ameaças externas e internas.

8. Pantera Negra: Wakanda Para Sempre — Disney+

Gênero: ação, aventura e drama

Após a morte do rei T’Challa, Wakanda precisa lidar com a perda de seu líder e com novas ameaças. A rainha Ramonda, Shuri, Okoye e as Dora Milaje se unem para proteger o país enquanto potências estrangeiras tentam obter o vibranium. A situação se complica com a chegada de Namor, líder de Talokan, uma nação submarina que também possui o poderoso metal e que passa a entrar em conflito com Wakanda. Em meio à disputa, Shuri precisa encontrar seu próprio caminho e lidar com o legado deixado pelo irmão.

9. Marte Um — Globoplay

Gênero: drama

A trama acompanha a família Martins, que vive em Contagem, Minas Gerais, e tenta seguir em frente diante das dificuldades do dia a dia. O caçula, Deivinho, sonha em estudar astrofísica e participar de uma missão para colonizar Marte, mas precisa lidar com as expectativas do pai, que aposta em uma carreira no futebol para o filho. Enquanto isso, a mãe, Tércia, passa a questionar a própria vida após um acontecimento inesperado, e a filha mais velha, Eunice, vive um novo amor e começa a pensar em deixar a casa dos pais.

10. A Mulher Rei — Prime Video

Gênero: ação, aventura e drama histórico

Viola Davis interpreta Nanisca, general das Agojie, grupo de guerreiras que protege o reino africano de Daomé no início do século XIX. Depois de uma nova ameaça colocar o território em risco, Nanisca precisa preparar um grupo de jovens recrutas para enfrentar uma guerra. Ao mesmo tempo, ela lida com conflitos dentro do próprio reino e com acontecimentos de seu passado. Inspirado na história das Agojie, o filme acompanha a preparação das guerreiras e a batalha pela sobrevivência de seu povo.

11. Pixinguinha, Um Homem Carinhoso — Globoplay

Gênero: drama e biografia

Seu Jorge interpreta Pixinguinha em uma cinebiografia que acompanha diferentes momentos da vida e da carreira do músico. A história começa ainda na juventude, quando ele se destaca como flautista, e passa por sua trajetória com o grupo Oito Batutas, a temporada em Paris, a criação de algumas de suas principais composições e os períodos de dificuldade e reconhecimento ao longo da carreira. O filme também aborda sua relação com Beti, sua esposa, interpretada por Taís Araújo, além dos últimos anos de sua vida.

“A capacidade de aprender é tão importante quanto os títulos”, diz Renato Sppozido, gerente de Tecnologia da Natura

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Renato Sppozido - Gerente de Tecnologia da Natura - Foto: Divulgação

Ele entrou no mercado aos 16 anos, como menor aprendiz numa empresa de obras públicas. Trinta anos depois, volta de quase uma década no Peru, onde liderou a integração tecnológica da Avon com a transferência de 100 mil consultoras.

“Em outra experiência, houve um gestor que me falou assim: você pode chegar a gerente, mas a diretor você não vai chegar não. Aquilo me marcou.”

Quem lembra a cena é Renato Sppozido, 45 anos, gerente de Tecnologia América Latina da Natura e, até junho de 2025, responsável pela área de tecnologia digital e dados da companhia no Peru. A frase foi dita em outra empresa, em outro momento da carreira. Ele repete hoje com a serenidade de quem já respondeu na prática: “Você pode ocupar o espaço que quiser ocupar. Claro que alinhado às competências. Mas a cor da pele não vai ser o fator que te elimina de chegar naquele lugar.”  Em tempo, o  compromisso da  Natura é ter no quadro de colaboradores administrativos a mesma proporção de grupos subrepresentados que existe na sociedade (em cada país)

Em 2016, Renato embarcou para Lima com um filho de 3 anos e uma tese silenciosa: a de que carreira internacional não precisa passar pelos Estados Unidos. Ficou nove anos. Quatro deles em uma empresa de óleo e gás, e depois cinco na Operação da Natura do Peru, onde co-liderou a integração dos sistemas da Avon e a migração de mais de 100 mil consultoras de beleza. Sob sua gestão, a operação peruana ficou em primeiro lugar no Ranking de Inovação Brinca C3 Peru 2022, como a empresa mais inovadora do país. Voltou ao Brasil com uma filha peruana, espanhol fluente e a experiência rara de ter comandado tecnologia num país que a companhia usou como campo de provas para a maior integração de sistemas de sua história.

Conversamos sobre trajetória, inovação e o que faz um profissional negro não apenas chegar, mas permanecer.

De onde você é, quantos anos tem e como a tecnologia entrou na sua vida?

Eu sou Renato, tenho 45 anos, tenho quatro filhos, sendo dois do coração. Moro no Rio e faço bate-volta semanal para São Paulo. Comecei a trabalhar bem jovem, com 16 anos, como jovem aprendiz numa empresa de obras. Depois fui para uma empresa que prestava serviços para órgão público, e ali trabalhei em um laboratório de informática, onde a gente consertava computador, na época em que ainda se consertava, porque hoje em dia se troca a peça. E fui galgando outras posições até chegar na Natura. Junto com a carreira, segui o conselho do meu pai de fazer curso técnico em eletrônica. Eu já trabalhava e fazia o curso ao mesmo tempo. O técnico foi a porta de entrada para eu ingressar na área de tecnologia.

Como você equilibra se divertir, descansar e ainda se manter atualizado sobre a sua área? O que você gosta de fazer no tempo livre?

Atividade física é inegociável. Vou à academia de cinco a seis vezes por semana com a minha parceira de vida e maior incentivadora, a Luciana, sempre que os horários batem. Foi por influência dela que passei a me olhar com mais cuidado, a me alimentar melhor e a levar a musculação a sério. No fim de semana pedalamos juntos na orla. E tem outro ritual: tiro uma hora e meia do domingo para estudar algo que eu não sei. Porque as coisas mudam numa velocidade tão rápida que o conhecimento que você adquiriu um mês atrás fica obsoleto. Faço cursos online, assisto videocasts e tenho mergulhado bastante em vibe coding. Antes eu lia 15 livros por ano; agora vão uns três, quatro, e consumo outros formatos. E o mais legal é conseguir influenciar: meu filho me viu e disse “pai, quero malhar”. Peguei o benefício que temos aqui na Natura do Wellhub, e o inscrevi , e ele está indo super feliz.

Renato Sppozido – Gerente de Tecnologia da Natura – Foto: Divulgação

O setor de tecnologia historicamente lida com a falta de diversidade em cargos de liderança. Como tem sido a sua trajetória até ocupar uma posição estratégica na Natura?

Na Natura, a diversidade é tratada como estratégia de negócio. A companhia tem um compromisso público que envolve a empresa inteira. Eu não entrei por programa de diversidade, mas a Natura criou um programa de aceleração de carreira para pessoas negras que já estão em liderança. E, no meu caso, a bagagem internacional pesou. Foram nove anos fora, cinco deles à frente da tecnologia da Natura no Peru, gerindo equipes multiculturais num cenário de altíssima complexidade. É isso que me solidificou para assumir a cadeira que eu ocupo hoje.

Na Natura, a diversidade é tratada como estratégia de negócio. A companhia tem um compromisso público que envolve a empresa inteira.

De que forma a sua atuação na Natura ajuda a desconstruir a ideia do “preto único” nos cargos de liderança em tecnologia?

Sendo honesto, é muito difícil ver profissionais negros ocupando determinados espaços.. Tenho pares negros na diretoria. Isso importa porque você vê que pode ocupar aquele espaço. Quando você olha para o lado e olha para cima e vê, você pensa “eu posso ocupar aquele lugar também”. Eu participo de mesas de tomada de decisão em que a minha opinião é validada. Ontem mesmo eu estava discutindo um orçamento relativamente grande com o diretor de finanças, e o que eu disse tinha peso. Não é só pelo fato de ser negro que você vai chegar, porque tem as competências. Mas a cor da pele não pode ser o fator que te elimina.

Qual a importância de ter outros talentos negros na transformação digital da Natura? De que forma a empresa reforça que é um lugar seguro e de alto impacto para a evolução de talentos negros em carreiras ágeis?

Transformação digital e dados não são só sobre sistema, nuvem ou código. São sobre pessoas. É entender a pluralidade das consumidoras e das consultoras, entender os perfis delas. O Brasil tem uma grande parte da população negra, então nossos produtos e serviços precisam falar com ela, e para isso precisamos de talentos negros construindo essas soluções. Na nossa diretoria temos várias pessoas negras, inclusive em dados e inteligência artificial. A gente olha em volta e vê gente parecida conosco, que é o reflexo do país. Como comunidade negra tivemos uma grande evolução, mas ainda falta uma evolução nacional de se abraçar como uma nação negra em maioria.

Foto : Divulgação

A Natura é uma referência em Tech Beauty. De que maneira as áreas de inteligência artificial, ciência de dados e biotecnologia estão transformando o modelo de negócios e a experiência do consumidor na prática?

Conectamos tecnologia, beleza e bem-estar para criar experiências únicas e inovadoras. A convergência entre tecnologia e beleza foi redefinida na nossa atuação. No Peru, num projeto conjunto com a área de Dados & IA ,entregamos ferramentas preditivas e modelos de inteligência artificial generativa para a força de vendas, para as consultoras e para os consumidores. E fizemos o letramento de dados junto, porque não adianta entregar a ferramenta e não preparar quem vai usar. O mais legal foi ver o público administrativo interagindo com aquilo. No fim do dia, é entender comportamento e traduzir em resultado real de negócio.

O debate sobre racismo algorítmico na inteligência artificial ainda é muito presente quando falamos de ética e inclusão. Quais práticas a equipe da Natura adota para combater esse tipo de viés no desenvolvimento das soluções tecnológicas?

O algoritmo tem viés, isso acontece muito. Mas o combate à ele começa na governança e na curadoria dos dados, e em quem desenvolve a tecnologia. Se o time que construiu esses modelos foi homogêneo, o algoritmo fatalmente vai herdar uma visão limitada. Aqui a gente adota diretrizes rígidas de ética em inteligência artificial, audita bases de dados e faz treinamento para evitar discriminações, com equipes multidisciplinares olhando para isso durante todo o ciclo de vida do produto. O ponto principal é que isso não é feito depois do produto pronto: faz parte da arquitetura desde a concepção.

Que mensagem ou conselho você gostaria de deixar para os novos e futuros profissionais negros da área de tecnologia que desejam construir uma carreira de impacto?

Eu sigo dois dos três conselhos que o meu pai me deu na juventude, e eles mudaram a minha história. O primeiro foi aprender inglês, que abriu a porta para a carreira internacional. O segundo foi fazer o curso técnico em eletrônica, que me colocou dentro da tecnologia. Então diria para investir numa base técnica e estar sempre aprendendo idioma. Buscar o espaço dele. Ter capacidade de resolver problemas reais, porque é disso que a gente precisa: tem um monte de dores para resolver. Construir redes de apoio. E pertencer ao lugar que ele quer estar. Eu continuo mentorando gente da minha equipe anterior do Peru até hoje, e é uma troca: você ensina e você aprende. Mas se for para guardar uma coisa só, é esta: a capacidade de aprender é tão importante quanto os títulos. As ferramentas mudam o tempo todo. Quando eu comecei, trabalhava com uma tecnologia que já ficou para trás. Mas a mentalidade e os fundamentos que construí naquela época foram o verdadeiro alicerce para quem eu me tornei.”


Você passou nove anos no Peru. Como esse capítulo entrou na sua história?

Eu tinha feito uma temporada curta na Espanha, cinco meses, num projeto. Ficou aquele bichinho dentro de mim: eu queria viver uma cultura de verdade. Ficou no meu plano de desenvolvimento até aparecer o Peru. Foram quatro anos em óleo e gás e cinco na operação da Natura no Peru, de fevereiro de 2020 a junho de 2025. Entrei bem no início da pandemia. Foi um período de transformação digital enorme. A Natura fez várias aquisições, e o Peru foi o país-laboratório para preparar os sistemas e receber a Avon. Como era uma operação menor, todo o teste e erro era feito lá antes de escalar.

Tem alguma entrega que, quando você viu funcionando, fez você pensar: aqui é um novo momento?

Teve a Maia, um modelo avançado de inteligência artificial entregue à força de vendas. O cenário no Peru era o seguinte: a maior parte dessa força de vendas não era digital, e a gente tem uma complexidade importante de sistemas. Para uma gerente de negócio saber dados financeiros da rede dela, e a força de vendas é medida por produtividade, ela precisava cruzar várias fontes. Pegava dado de um sistema, dado de outro, cruzava e chegava no número. Unificamos tudo e deixamos à disposição dela. Com um comando, e até por voz, ela pergunta: “quanto falta para eu bater a meta?”. E vem a resposta. Aquilo virou agilidade e virou resultado financeiro, porque a cobrança passou a ser feita mais perto delas. Foi disruptivo.

Os seus pais tinham formação? De onde vem esse interesse por eletrônica?

A determinação da minha mãe foi a base de tudo. Trabalhando em casa de família e criando a gente após a separação, ela traçava a meta com clareza: ‘estudar é a única saída para ser alguém na vida‘. Ela me dava o que fazer. Meu pai, que sempre acreditou na educação e aos 65 anos soma três graduações, me dava o como por já ter percorrido essa jornada. Essa combinação de valores moldou a minha vida e hoje já alcança a terceira geração, os meus filhos. 

Entrevista:
Silvia Nascimento @silvia_nascimentoo
Fotos: Arquivo pessoal


Carla Jeffery, atriz do Disney Channel, morre aos 33 anos

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Foto: Disney Channel

Agência confirmou a morte da atriz nesta quarta (2) sem revelar a causa; Jeffery viveu Bree na franquia Zombies e Keysha Black em Curb Your Enthusiasm

A atriz norte-americana Carla Jeffery morreu na terça-feira (1º), aos 33 anos, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (2) pela Alexanders Talent Management, agência que cuidava de sua carreira desde os 12 anos de idade. A causa da morte não foi divulgada.

Jeffery ficou conhecida por interpretar Bree, cheerleader e melhor amiga da protagonista Addison, na franquia “Zombies”, do Disney Channel. A atriz esteve nos três primeiros filmes da série, lançados em 2018, 2020 e 2022, e emprestou a voz à personagem na animação “Zombies: The Re-Animated Series”, de 2024. Ela não integrou o elenco de “Zombies 4: Dawn of the Vampires”, de 2025, nem foi anunciada para “Zombies 5: Secrets of the Sea”.

Antes de chegar à Disney, Jeffery construiu uma trajetória de duas décadas no audiovisual americano. A estreia aconteceu em 2006, quando tinha 12 anos, no filme “Phat Girlz”, em que interpretou a versão criança da protagonista vivida por Mo’Nique. No ano seguinte, passou a integrar o elenco de “Curb Your Enthusiasm”, de Larry David, como Keysha Black, filha de Loretta Black, personagem de Vivica A. Fox. A família Black chega à casa de Larry David após ser deslocada pelo furacão Katrina, um dos arcos mais lembrados da sexta e da sétima temporada da série. Jeffery esteve em dez episódios, entre 2007 e 2009.

A atriz também passou por produções como “Southland”, “iCarly”, “Good Luck Charlie”, “Shake It Up”, “Crazy Ex-Girlfriend”, “Scream Queens” e “American Vandal”, além de participações pontuais em “Lie to Me” e “Suburgatory”.

Seu irmão gêmeo, Carlon Jeffery, também trabalhou como ator na Disney Channel, com o papel de Cameron Parks no seriado “A.N.T. Farm”. Os dois nasceram em Houston, no Texas, em 10 de julho de 1993, e começaram nas aulas de interpretação juntos, ainda crianças, antes de a família se mudar para Los Angeles em 2005 em busca de oportunidades no mercado audiovisual.

No comunicado que confirmou a morte, a agente Carla Alexander descreveu Jeffery como uma mulher de “sorriso radiante capaz de iluminar qualquer ambiente” e afirmou que a atriz era “mais do que uma cliente, era da família”. O texto pede que a privacidade dos familiares e amigos seja respeitada durante o luto.

A Disney Entertainment Television também se manifestou sobre a morte da atriz. Em nota, a empresa afirmou que o talento e a generosidade de Jeffery “deixaram uma marca indelével em quem teve o privilégio de trabalhar com ela” e estenderam condolências à família, ao elenco e aos fãs da franquia.

Colegas de elenco publicaram homenagens nas redes sociais ao longo desta quarta-feira. Milo Manheim, que contracenou com Jeffery nos três filmes de “Zombies”, escreveu que ela era “a pessoa mais doce” que já havia conhecido. Chandler Kinney, intérprete da personagem Willa na franquia, descreveu a colega como alguém capaz de iluminar qualquer sala em que entrasse. Já a atriz e cantora Baby Ariel, que interpretou Wynter nos filmes, publicou uma mensagem breve de despedida em seu perfil.

Até o momento, nenhum familiar de Jeffery se pronunciou publicamente sobre sua morte, e a agência que a representava não indicou local nem circunstâncias do falecimento. Detalhes sobre velório ou cerimônia de despedida também não foram divulgados.

Nova York atualiza formação de cosmetologia para incluir cabelos crespos e cacheados

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Nova York atualiza formação de cosmetologia para incluir cabelos cacheados e crespos/Foto: Pexels

O Departamento de Estado de Nova York propôs uma atualização nas regras de formação de profissionais de cosmetologia e de cuidados com cabelos naturais para ampliar o ensino sobre diferentes tipos e texturas de cabelo. A mudança inclui conteúdos específicos sobre cabelos lisos, ondulados, cacheados, crespos e afro, além de aspectos como porosidade, elasticidade e densidade dos fios.

A legislação, assinada pela governadora Kathy Hochul, determina que os cursos incluam conteúdos sobre propriedades do cabelo e do couro cabeludo, cuidados, tratamentos e técnicas de penteado para cabelos texturizados

Pelas novas diretrizes, o currículo de cosmetologia passa a dedicar 10 horas à análise capilar, contemplando tipos de cabelo — fino, médio e grosso — e diferentes texturas. Os estudantes também deverão aprender a identificar características do couro cabeludo e dos fios, incluindo padrões de crescimento, porosidade, elasticidade e densidade.

A atualização também amplia o conteúdo prático. Na disciplina de xampus, enxágues, condicionadores e tratamentos, que terá 30 horas, os alunos deverão aprender procedimentos voltados a todos os tipos e texturas de cabelo, incluindo técnicas de desembaraço e tratamento específicas para cabelos cacheados e crespos.

O treinamento também passa a abordar cortes para cabelos cacheados e crespos e técnicas de estilização específicas, como difusão de cabelos cacheados e crespos, além de procedimentos como silk press (técnica de alisamento temporário para cabelos crespos ou cacheados naturais, sem utilizar calor e produtos com química agressiva ou relaxamento)  em cabelos naturais. O currículo ainda determina que questões relacionadas à integridade de fios com diferentes texturas sejam consideradas em procedimentos de transformação química e coloração.

Para profissionais de natural hair styling, a proposta estabelece um currículo de 300 horas, com 10 horas dedicadas à estrutura e às propriedades dos cabelos e 220 horas concentradas em tranças, locks, extensões e estilização. O conteúdo inclui texturas cacheadas, crespas, onduladas, wiry e lisas, além de técnicas como twist, twist out, Bantu knots, definição de cachos e prevenção de danos causados pelo calor.

A atualização faz parte de uma proposta de regulamentação do Departamento de Estado de Nova York para revisar os padrões educacionais exigidos para a obtenção das licenças de cosmetologia e natural hair styling no estado. O texto foi publicado no New York State Register em março de 2026.

Fabiana Nogueira é promovida a CIO da Danone no Brasil

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Fabiana Nogueira, nova CIO da Danone na América Latina
Foto: Reprodução/Linkedin

Executiva, que acumula mais de 20 anos de experiência em dados e tecnologia, passa a integrar o comitê diretivo da companhia no Brasil. 

A Danone Brasil promove Fabiana Nogueira Feitosa a chief information officer (CIO). Com a nova posição, a executiva passa a integrar o comitê diretivo da companhia no Brasil.

Com mais de 20 anos de experiência em dados, analytics, inteligência artificial e tecnologia, Fabiana está há sete anos na Danone. Antes da promoção, atuava nos Estados Unidos como parceira de negócios das áreas de operações, qualidade e pesquisa e inovação, onde liderava a estratégia de dados e inteligência artificial da companhia para as Américas.

Na nova função, a executiva terá entre os principais desafios a continuidade da agenda de transformação digital da Danone, com atuação voltada para dados, inteligência artificial e tecnologia no Brasil.

Lizzo tem processo por assédio e discriminação arquivado e comemora decisão nas redes sociais

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Lizzo
Lizzo comemora que processo movido contra ela foi arquivado na Justiça/Foto: Reprodução/Instagram

A cantora Lizzo teve uma vitória judicial nesta terça-feira (1º), após um juiz federal dos Estados Unidos rejeitar as acusações restantes em um processo movido pela ex-assistente de figurino Asha Daniels contra a empresa responsável pela turnê da artista, a Big Grrrl Big Touring. A ação, apresentada em 2023, acusava a equipe de assédio sexual e racial, discriminação, ambiente de trabalho hostil e condições inadequadas durante a etapa europeia da Special Tour.

Segundo a decisão do juiz Fernando L. Aenlle-Rocha, Daniels não apresentou evidências suficientes para demonstrar que os episódios relatados atingiam o nível exigido pela legislação americana para caracterizar um ambiente de trabalho hostil ou discriminação. O magistrado também rejeitou a alegação de discriminação por deficiência relacionada a uma lesão no pé que Daniels afirmou ter sofrido durante o trabalho. As acusações de uso de termos racistas também foram consideradas sem evidências suficientes.

Lizzo responde a outro processo

O processo havia sido aberto em setembro de 2023, pouco depois de três ex-bailarinas de Lizzo — Arianna Davis, Crystal Williams e Noelle Rodriguez — entrarem com uma ação contra a cantora, sua empresa e a então capitã de sua equipe de dança, Shirlene Quigley. As bailarinas acusaram a equipe de assédio sexual, racial e religioso, discriminação por deficiência, agressão, cárcere privado e criação de um ambiente de trabalho hostil. Entre os relatos, estavam acusações de que Lizzo teria pressionado uma das bailarinas a interagir com artistas nus durante uma apresentação em uma casa noturna em Amsterdã. Lizzo negou as acusações.

A ação das bailarinas é diferente do processo de Asha Daniels e continua sendo uma disputa judicial separada. Ao longo do processo, algumas alegações foram retiradas, incluindo a acusação de humilhação relacionada ao peso. Em 2026, Lizzo afirmou que não pretende fazer um acordo e que está disposta a levar o caso adiante, reiterando que considera falsas as acusações feitas contra ela.

Após a decisão desta terça-feira, Lizzo comemorou nas redes sociais. Em um vídeo publicado no Instagram, a cantora afirmou estar aliviada com o resultado e disse que “a verdade prevaleceu”. Ela também declarou que não pretende deixar de contestar as acusações feitas contra ela e seus negócios.

A decisão, portanto, representa uma vitória judicial para Lizzo no caso movido por Daniels, mas não equivale a uma absolvição geral de todas as acusações de assédio e discriminação feitas contra a cantora. O processo das três ex-bailarinas permanece como uma ação independente.

Senado aprova a PEC do fim da escala 6X1; proposta segue para o plenário

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Senado
Senado aprova a PEC do fim da escala 6x1/Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho e tem um de descanso. A proposta segue agora para análise do Plenário.

Relatada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), a PEC 221/2019 reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de repouso remunerado por semana, sem redução salarial. Um deles deverá ser, preferencialmente, aos domingos. A jornada diária poderá chegar a oito horas, com possibilidade de compensação por meio de acordos ou convenções coletivas.

O texto, que havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, recebeu 36 emendas na CCJ do Senado, todas rejeitadas pelo relator. Durante a votação, senadores contrários à proposta argumentaram que a redução da jornada pode elevar custos para empresas e pressionar a inflação. O senador Rogério Marinho (PL-RN), por exemplo, defendeu maior flexibilidade para que empregadores e trabalhadores definam diferentes escalas.

Segundo Omar Aziz, a mudança poderá beneficiar mais de 37 milhões de trabalhadores. O relator também afirmou que a redução da jornada representa uma atualização das regras diante dos avanços de produtividade, tecnologia e organização do trabalho. Parlamentares favoráveis à PEC destacaram ainda possíveis impactos positivos sobre a saúde dos trabalhadores e a produtividade.

Como será implementada a nova escala?

Caso seja aprovada pelo Plenário do Senado, a mudança será implementada de forma gradual. Dois meses após a publicação da emenda, a jornada máxima passaria para 42 horas semanais. Um ano e dois meses depois, chegaria às 40 horas. Durante a transição, acordos e convenções coletivas poderão estabelecer mecanismos de compensação, desde que sejam mantidos dois dias de repouso por semana.

Para ser aprovada no Senado, a PEC precisará passar por dois turnos de votação e receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada um deles. Antes da primeira votação, são previstas cinco sessões de discussão, embora os prazos possam ser reduzidos mediante acordo entre os senadores.

Maldosamente perfeitas: 10 vilãs negras que ganharam o público

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Fotos: divulgação

De Mallory Bellarie a Marie Laveau, atrizes negras deram vida a personagens de vilania que o público não conseguiu deixar de amar.

Toda boa trama precisa de alguém para torcer contra, e é aí que mora a graça de assistir a essas personagens em ação. Elas mentem, manipulam, armam esquemas e deixam um rastro de confusão por onde passam, mas fazem isso com tanto estilo que vira impossível não prestar atenção só para ver o próximo passo. A audiência sabe que deveria estar do lado do mocinho, só que a vilã rouba a cena, o figurino, a trilha sonora e, no fim das contas, o coração do público também.

Atrizes negras vêm construindo algumas das versões mais afiadas desse arquétipo nos últimos anos, transformando papéis que poderiam ser rasos em personagens cheias de camadas, humor ácido e frases que grudam na memória. Separamos dez delas, personagens que fazem o espectador rir, se assustar e secretamente torcer para que saiam ilesas de mais um esquema.

Mallory Bellarie

Foto: divulgação/Netflix

Interpretada por Crystle Stewart em Beauty in Black, Mallory comanda um império de beleza com a frieza de quem não deixa espaço para sentimentalismo. A personagem mistura ambição corporativa com segredos de família, e cada decisão que ela toma parece calculada para machucar alguém específico.

Mariah Dillard

Foto: divulgação

Vivida por Alfre Woodard em Luke Cage, Mariah é vereadora do Harlem por dia e figura ligada ao crime organizado por trás das câmeras. A atuação de Woodard constrói uma mulher que acredita estar corrigindo injustiças históricas, o que torna sua trajetória de queda ainda mais perturbadora.

Monet Tejada

Foto: Paul Schiraldi/Starz

Mary J. Blige assume o comando de uma organização criminosa em Power Book II: Ghost como Monet, matriarca que trata os próprios filhos como peças de um tabuleiro. A personagem foi escrita sob medida para a cantora, e o resultado é uma rainha do tráfico que impõe respeito só de entrar em cena.

Cookie Lyon

Foto: divulgação

Taraji P. Henson não interpreta exatamente uma vilã em Empire, mas Cookie transita por zonas cinzentas o suficiente para entrar nessa lista. Ex-presidiária que retoma o controle da gravadora fundada com o ex-marido, ela ameaça, grita e ainda assim conquista a simpatia do público a cada aparição.

Marie Wallace

Foto: divulgação

Interpretada por Maya Lewis em Scandal, Marie chega para desestabilizar o núcleo de personagens já acostumado a lidar com manipulação política em Washington. A personagem reforça a tradição da série de criar antagonistas que jogam tão sujo quanto os protagonistas.

Amanda Waller

Foto: divulgação

Viola Davis dá corpo a uma das figuras mais temidas do universo DC. Amanda comanda operações secretas do governo sem hesitar em sacrificar heróis ou vilões para atingir seus objetivos, e a atriz constrói a personagem com uma frieza que dispensa qualquer exagero.

Mulher-Gato

Foto: divulgação

Duas atrizes negras marcaram versões diferentes da personagem: Eartha Kitt, na série clássica de Batman dos anos 1960, e Halle Berry, no filme solo de 2004. Cada uma trouxe uma leitura própria para Selina Kyle, sempre equilibrando charme e ameaça.

May Day

Foto: divulgação

Grace Jones interpreta a capanga e parceira do vilão Max Zorin em 007: Na Mira dos Assassinos. Com força física impressionante e presença que domina qualquer cena, May Day é lembrada até hoje como uma das capangas mais icônicas da franquia Bond.

Marie Laveau

Foto: divulgação

Angela Bassett e Lance Reddick dividem a mitologia vodu de American Horror Story: Coven como a Rainha Vodu de Nova Orleans e o loa que guarda as portas entre o mundo dos vivos e dos mortos. A dupla constrói um dos arcos mais sombrios da temporada, movido por um pacto que custa caro demais.

Natasha Karina

Foto: divulgação

Garcelle Beauvais encerra a lista como a ex-supermodelo dos anos 1990 de Survival of the Thickest. Natasha distribui farpas com a naturalidade de quem já viu tudo na vida e não tem paciência para perder tempo com quem não está à sua altura.

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