Fotos: TV Globo/ Fábio Rocha e Globo/Lucas Teixeira
Mesmo após o fim de ‘Vale Tudo’, a novela segue rendendo nos bastidores da TV Globo. Segundo informações do portal F5 da Folha de São Paulo, a atriz Taís Araujoprocurou o setor de compliance da emissora para registrar uma denúncia relacionada a um desentendimento com a autora Manuela Dias, após discordâncias sobre os rumos da sua personagem Raquel.
A atriz teria procurado a roteirista em agosto para expressar seu incômodo com o fato de a protagonista ser retratada em meio a muito sofrimento. Taís também relatou pressões vindas de movimentos negros dos quais participa, que manifestaram decepção com a forma como a personagem vinha sendo construída.
De acordo com fontes ouvidas pelo F5, o diálogo entre as duas acabou se tornando uma discussão. Após o episódio, Taís levou o caso ao setor de ética da emissora com o objetivo de ampliar o debate sobre a representação de pessoas negras nas produções globais. A atriz também teria apontado a diminuição da presença de sua personagem na novela, limitada a poucas cenas, muitas delas ligadas a ações de merchandising.
O conflito teria acontecido antes da entrevista de Taís à revista Quem, em que ela revelou publicamente estar insatisfeita com os rumos da protagonista. A fala gerou desconforto em Manuela Dias, que, segundo o F5, também teria registrado sua própria queixa contra a atriz no compliance, alegando quebra de conduta interna. Desde o episódio, as duas não mantêm contato.
Pessoas próximas à atriz afirmam que Taís não guarda ressentimentos, mas reforça o desejo de promover mudanças estruturais na emissora e garantir que personagens negros sejam representados com mais complexidade, diversidade e potência nas tramas brasileiras.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizará o Mutirão Racial 2025, entre os dias 17 e 21 de novembro, uma iniciativa inédita de julgamento e impulsionamento de processos com ênfase na temática racial e religiosa em todos os tribunais do país, além de aplicar o “Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial” e a Resolução CNJ sobre direitos quilombolas.
A ação promete ser um marco no enfrentamento ao racismo e no fortalecimento do acesso à Justiça para pessoas negras e vítimas de intolerância religiosa.
Para quem quer se preparar para esse momento histórico do judiciário brasileiro, as entidades JusRacial e IDAFRO realizarão uma live gratuita com o advogado e professor Dr. Hédio Silva Jr., que dará orientações no próximo sábado, 8 de novembro, às 11h, sobre como peticionar e argumentar para incluir seu processo no Mutirão Racial.
“No final do mês de novembro, o Conselho Nacional de Justiça vai promover um Mutirão racial para julgamento e impulsionamento de processos envolvendo a temática racial ou religiosa em todos os tribunais do Brasil, em todas as instâncias. No próximo sábado, para que você saiba como peticionar, como argumentar, para que o seu processo, envolvendo discriminação racial ou religiosa, seja inserido nesse mutirão racial, eu estou fazendo uma live gratuita. Se inscreva e eu te espero lá”, destacou o Dr. Hédio em um vídeo publicado nas redes sociais.
A trajetória e o legado da revolucionária Assata Shakur, um dos nomes mais emblemáticos da luta negra nos Estados Unidos, ganharão vida nas telas. Com produção executiva de Angela Davis, outra referência na luta pelos direitos civis, um documentário e uma série de ficção estão em desenvolvimento sob a direção dos irmãos Giselle e Stephen Bailey. A informação é do Deadline.
Assata Shakur, nascida Joanne Chesimard, foi integrante do Exército de Libertação Negra (BLA) e viveu exilada em Cuba após escapar de uma prisão nos Estados Unidos, em 1979. Ela morreu em 25 de setembro, aos 78 anos, em Havana, onde recebeu asilo político. Os novos projetos contam com autorização de sua filha, Kakuya Shakur.
Além de Angela Davis, o advogado Lennox Hinds, que defendeu Assata nos tribunais, concedeu aos cineastas acesso exclusivo a materiais inéditos. A parceria promete lançar um olhar potente e sensível sobre uma das mulheres mais perseguidas e admiradas da história da luta negra.
Em comunicado, os diretores afirmaram que “a história de Assata é importante para todos os americanos, pois revela os poderes que nos dividem e nossa capacidade de cura”.
Os irmãos Bailey, cineastas jamaicano-americanos, figuram entre os “40 Under 40” da DOC NYC e têm trabalhos reconhecidos pela HBO e Netflix. Giselle Bailey, além de diretora, foi bolsista da Firelight Media e da Concordia Fellowship, tornando-se uma das vozes mais promissoras do documentário contemporâneo.
O projeto conta com apoio de importantes instituições do cinema independente, como o Sundance, Firelight Media, Concordia Fellowship e Chicken & Egg Films, que concedeu uma bolsa financiada pelo Fundo de Equidade Criativa da Netflix.
Mais de 80 lideranças negras evangélicas de sete países — Estados Unidos, Brasil, Cuba, Colômbia, Congo, África do Sul e Angola — se reuniram em São Paulo para lançar o Manifesto Global da Teologia Negra, um documento histórico que denuncia as estruturas coloniais e racistas presentes na sociedade e reafirma uma fé comprometida com os povos oprimidos.
O texto foi construído coletivamente durante a IV Consulta Internacional de Teologia Negra, parte da programação da Conferência Enegrecer: Negritudes para a Igreja do Amanhã, realizada em junho deste ano. Agora disponível em português, inglês e espanhol, o manifesto pode ser acessado em mnebrasil.org/manifestoteologico.
Lançado no Novembro Negro, o documento reforça que a fé negra é também um ato de resistência e um chamado à justiça racial. Ele convoca comunidades religiosas a romperem o silêncio e se posicionarem diante das desigualdades e violências que continuam atingindo povos africanos e afrodescendentes — como a recente chacina no Rio de Janeiro, que mais uma vez escancarou as feridas do racismo estrutural no país.
Foto: Divulgação/ Conferência Enegrecer
Entre os signatários, estão nomes como a teóloga afro-americana Lisa Sharon Harper, a reverenda sul-africana René August, o pastor batista Ronilson Pacheco e o diretor da Alliance of Baptists, Elijah Zehyoue. Juntos, eles reafirmam a Teologia Negra como um espaço de denúncia e esperança, destacando pautas centrais como a justiça reparativa, a valorização da negritude como dom e resistência e o acolhimento de mulheres negras e pessoas LGBTI+ nas igrejas.
“Diante do avanço de movimentos de extrema direita com agendas que ameaçam os povos africanos e afrodescendentes, o campo negro protestante brasileiro cumpre um papel central no debate global entre a igreja evangélica e uma vasta tradição de luta pela liberdade negra, esse manifesto denuncia as grandes violações que vivemos e traz saídas para os desafios que estamos enfrentando”, afirma Jackson Augusto, coordenador nacional do Movimento Negro Evangélico.
Realizada na Igreja Batista de Água Branca, a Conferência Enegrecer é considerada o maior encontro de pessoas negras evangélicas da história. O evento reuniu cerca de 500 participantes, de 12 estados e mais de 60 igrejas, em uma programação que incluiu mesas de debate, plenárias, devocionais e apresentações musicais, com presenças como Henrique Vieira, Iza Vicente e Brian Kibuuka.
O Manifesto Global da Teologia Negra marca um novo capítulo de articulação internacional, reafirmando o papel das teologias negras na construção de uma fé engajada com os direitos humanos e com a reconstrução da dignidade dos povos. Um chamado para que a igreja do amanhã seja verdadeiramente antirracista, acolhedora e libertadora.
Um novo relatório da Oxfam revela que a crise climática não é fruto do acaso, mas o resultado direto de um modelo econômico que transforma o privilégio em licença para destruir.
“Se todos vivessem como o 0,1% mais rico, o planeta colapsaria em menos de três semanas.”
A frase poderia soar como metáfora, mas é um dado real, trazido pelo novo relatório da Oxfam intitulado Saque Climático: como poucos poderosos estão levando o planeta ao colapso. O estudo revela o que há tempos se sussurra nos corredores das conferências do clima, o aquecimento global não é um acidente da história, mas o sintoma mais cruel da desigualdade.
A crise climática não foi provocada por toda a humanidade, e tampouco será resolvida em nome dela. Foi arquitetada e acelerada por uma elite global que concentra poder, riqueza e emissão de carbono em proporções grotescas. Uma pessoa entre os 0,1% mais ricos do planeta emite, sozinha, mais carbono em um único dia do que metade da população mundial em um ano inteiro. É o retrato de um sistema que transformou o privilégio em permissão para destruir, e o consumo desenfreado em sinônimo de status.
Desde o Acordo de Paris, em 2015, o 1% mais rico da população global queimou mais do que o dobro do orçamento de carbono do planeta, comparado à metade mais pobre da humanidade somada. É como se um grupo de privilegiados tivesse recebido uma senha exclusiva para consumir o ar que todos respiram e a usasse até o limite. Enquanto a maioria da população é pressionada a “reduzir plásticos” e “reciclar embalagens”, a elite corporativa continua pilotando jatos particulares, ampliando portfólios em petróleo e expandindo impérios financeiros que lucram com o colapso ambiental.
O relatório da Oxfam dá nome ao que se naturalizou: o “saque climático”. Não se trata apenas de uma crise ambiental, mas de uma pilhagem deliberada dos bens comuns da Terra, conduzida por quem tem poder suficiente para escapar das consequências do desastre que provoca. O colapso, afinal, tem dono.
Na contramão desses acontecimentos, sabemos que os impactos da crise climática também têm endereço certo. Por isso, seguir ignorando essa equação significa também perpetuar o racismo ambiental, a engrenagem que faz com que os impactos mais devastadores da crise climática recaiam sobre quem menos contribuíram para ela: populações negras, periféricas, indígenas e comunidades tradicionais.
Enquanto uma parte da população acumula lucros e amplia sua pegada de carbono, em meio à onda anti ESG (Ambiental, Social e Governança) que está a pleno vapor no mundo, são esses grupos que enfrentam enchentes que arrastam casas construídas em encostas negligenciadas, ondas de calor que atingem bairros sem árvores ou infraestrutura, contaminação de solo e água causada por empreendimentos que burlam as legislações ambientais.
O saque climático, portanto, não apenas concentra riqueza nas mãos de poucos, como distribui sofrimento racialmente e geograficamente, transformando a desigualdade ambiental em mais um capítulo cruel de uma longa história de desigualdade social e racial no Brasil e no mundo.
Liliane Rocha é mestre de Políticas Públicas, CEO e Fundadora da Gestão Kairós consultoria de Sustentabilidade e Diversidade e Conselheira de Organizações.
Dra. Fernanda Macedo é especialista em ciências criminais pela UERJ,advogada da Gestão Kairós e professora no MBA do IBMEC.
O cinema negro brasileiro volta ao centro da tela. De 5 a 9 de novembro, o Festival Nicho Novembro realiza sua 7ª edição em São Paulo, reafirmando o compromisso de fortalecer narrativas pretas no audiovisual e celebrar o Mês da Consciência Negra. Com curadoria inspirada na publicação Cinemateca Negra — o maior mapeamento histórico de filmes dirigidos por pessoas negras no país, o festival traz 32 títulos entre curtas, médias e longas-metragens, além de debates e sessões especiais que cruzam cinco décadas de criação negra no cinema brasileiro.
Com entrada gratuita, as atividades acontecem em quatro espaços da capital: Cinemateca Brasileira, Itaú Cultural, CCSP (Centro Cultural São Paulo) e Instituto Moreira Salles — além de parte da programação disponível online, na plataforma Sala 54 (www.nicho54.com.br). A proposta desta edição é revisitar memórias, provocar novas leituras e conectar passado, presente e futuro da imagem negra.
A abertura oficial será com o premiado “Voz Zov Vzo” (2025), de Yhuri Cruz, vencedor da categoria Novos Olhares no Festival Olhar de Cinema. O drama musical performático revisita a ditadura militar sob a perspectiva da população negra e será exibido ao ar livre, na Cinemateca, seguido de debate com o diretor.
Durante cinco dias, o público poderá acompanhar uma seleção que atravessa linguagens, gerações e territórios — das animações infantis afrocentradas às obras que documentam a potência de artistas, intelectuais e ativistas negros no Brasil. “O Festival Nicho deste ano apresenta uma edição especial que convida o público de todo o país a revisitar a criação negra brasileira nos últimos 50 anos e conecta os debates de cinema com os persistentes dilemas raciais da nossa sociedade”, afirma Fernanda Lomba, fundadora do Instituto Nicho 54 e diretora artística do festival.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
Cinemateca Brasileira (Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino, São Paulo) Itaú Cultural (Av. Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo) CCSP – Sala do Circuito Spcine (Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo)
05/11 – QUARTA-FEIRA
Sessão de abertura – COM DEBATE 18h30 – Cinemateca Brasileira – retirada de ingresso com 1h de antecedência na bilheteria
“VOZ ZOV VZO”, de Yhuri Cruz 51 min. / Drama/Musical Experimental / 2025 / Rio de Janeiro / 16 anos Rio de Janeiro, 1975. Dentro de um estúdio, vários amigos se reúnem em torno de uma carta. À medida que as palavras são ditas em voz alta, seu significado se intensifica, oferecendo uma perspectiva racializada sobre memórias da ditadura militar brasileira.
06/11 – QUINTA-FEIRA
Sessão Beleza para os olhos, reflexões para a vida de nossos pequenos – INFANTIL 10h30 – Itaú Cultural – ingressos liberados no dia 4/11, às 12h, pelo site do Itaú Cultural
Ópará de Ósún: Quando tudo nasce – Dir. Pâmela Peregrino 4 min / Animação / 2018 / Brasil
Lulina e a Lua – Dir. Alois Di Leo e Marcus Vinícius Vasconcelos 13 min / Fantasia / 2023 / Brasil
Lagrimar – Dir. Paula Vanina 13’58’’ / Animação / 2024 / Natal
Meu nome é Maalum – Dir. Luísa Copetti 8’ / Animação / 2021 / Brasil
O que vi – Dir. Victor Abreu 15’ / Drama / 2023 / Brasil
Para onde vão os animais – Dir. Rogério Borges 15 min / Ficção / 2024 / Brasil
Conversa Observar para Transformar – Itaú Cultural 14h00 – ingressos liberados no dia 4/11, às 12h, pelo site do Itaú Cultural
Foto: Divulgação / Chefs Maristella Sodré e Francis Tavares
Entre os dias 7 e 9 de novembro, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro volta a ser palco do Festival Gastronomia Preta, encontro que celebra a cultura, a gastronomia e o protagonismo negro no Rio de Janeiro. Em sua terceira edição, o evento gratuito ocupará a área externa do CCBB e a Praça da Pira, reunindo 34 estandes de empreendedores, Cozinha Show com chefs nacionais e internacionais, ciclos de debates e apresentações musicais de artistas como Olodum, Arlindinho, Teresa Cristina, Grupo Arruda e a bateria da G.R.E.S Imperatriz Leopoldinense.
O festival também promove o Prêmio Gastronomia Preta, que reconhece profissionais pretos em 25 categorias, incluindo chefs, merendeiros, gestores, subchefs, sommeliers e auxiliares, reforçando o compromisso do evento com visibilidade, valorização e inclusão na cadeia gastronômica. A iniciativa integra a programação do Mês da Consciência Negra e foi destacada no Guia do Afroturismo Brasileiro, lançado em 2025, reafirmando seu protagonismo cultural e relevância para o calendário da cidade.
Com apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Banco do Brasil, o festival oferece também o Ciclo de Debates, com temas como identidade cultural, racismo, empreendedorismo, inclusão no mercado de trabalho e políticas públicas. Idealizado por Breno Cruz, professor e pesquisador da UFRJ, o evento é resultado de anos de trabalho voltados para fortalecer a gastronomia afro-brasileira e projetar a cultura preta nacional no cenário internacional, sendo atualmente uma referência de inovação, representatividade e celebração da cultura negra no Brasil.
Serviço: Datas: 7 a 9 de novembro de 2025 Horários: sexta (7) das 18h às 23h | sábado e domingo das 12h às 23h Local: CCBB Rio – Rua Primeiro de Março, 66, Centro, RJ Entrada gratuita | Classificação livre
Crianças lendo na biblioteca do Instituto Pró-Saber SP | Foto: Nego Júnior
Em sintonia com o mês da Consciência Negra, o Instituto Pró-Saber SP destaca cinco obras infantojuvenis que abordam ancestralidade, autoestima e cultura negra, oferecendo às crianças histórias que fortalecem a identidade e celebram a diversidade. Desde 2019, a biblioteca do instituto em Paraisópolis mantém mais de 27 mil livros gratuitos, incluindo obras de autores e autoras negras e indígenas, promovendo uma educação plural e respeitosa.
Entre os títulos selecionados estão:
“O Caderno sem rimas de Maria” – Lázaro Ramos: Uma viagem pelo universo imaginativo da infância, inspirada na própria filha do autor, explorando sentimentos e descobertas.
“Amoras” – Emicida: Inspirado em sua música, o livro conecta crianças à ancestralidade e autoestima, mostrando a riqueza da cultura negra de forma poética.
“A Mãe que Voava” – Caroline Carvalho: Aborda a visão de uma criança diante do esforço diário da mãe, mostrando amor, cuidado e heroísmo no cotidiano.
“Omo-Oba: Histórias de Princesas” – Kiusam de Oliveira: Reúne narrativas de orixás femininas e princesas, ensinando ancestralidade e religiosidade de matrizes africanas de forma lúdica.
“De passinho em passinho: Um livro para dançar e sonhar” – Otávio Junior: Celebra a cultura do passinho e da dança urbana, conectando movimentos como funk, capoeira e samba à identidade e representatividade.
Segundo Angela Bueno, coordenadora do Comitê de Educação das Relações Étnico-Raciais do Pró-Saber SP, garantir o acesso a narrativas que valorizem a identidade e a ancestralidade negra é um ato de cuidado e de reparação histórica. A iniciativa reforça o papel da literatura como ferramenta de formação e empoderamento das crianças, mostrando que ler histórias diversas não é apenas educativo, mas também transformador, moldando o imaginário coletivo e inspirando uma sociedade mais justa e plural.
O Museu da Imagem e do Som (MIS-SP) será palco da segunda edição da Conferência Internacional 6G Briefing, nos dias 4 e 5 de novembro de 2025, reunindo líderes globais para debater tecnologias que moldarão a sociedade além de 2030. O cientista e engenheiro Paulo Rufino preside o evento, que terá como tema central “Sustentando o Planeta por meio das Tecnologias da Próxima Geração”.
Com mais de 30 palestrantes nacionais e internacionais, a conferência abordará sustentabilidade digital, o futuro da conectividade celular com foco na 6G, cibersegurança, inteligência artificial, computação quântica e outras inovações. Entre os participantes estão Ellen de Lima, Pró-Reitora da Unifesp, que discutirá diversidade e inclusão na educação em STEM; Sergio All, CEO da Conta Black; e Thiago Lima Nicodemo, diretor do Arquivo do Estado de São Paulo, com a palestra “Aplicando IA para a Justiça Histórica: Luiz Gama, Manuscritos e a Reconstrução da Memória Afro-Brasileira”.
O evento também contará com tradução simultânea para painelistas estrangeiros e será apoiado por organizações como ONU/UIT, CTIF Global Capsule Foundation, ABINC, ABES, BRASSCOM, ONE6G, WWRF e SET. Voltado para executivos, cientistas, formuladores de políticas e pesquisadores, o 6G Briefing oferece palestras, mesas-redondas, rodadas de negócios e uma sessão especial em comemoração aos 100 anos da Mecânica Quântica, consolidando-se como um espaço de inovação e oportunidades para a integração entre pesquisa científica, tecnologia e políticas públicas.
Serviço: Conferência Internacional 6G Briefing Tema: “Sustentando o Planeta por meio das Tecnologias da Próxima Geração” Data: 4 e 5 de novembro de 2025 Local: Museu da Imagem e do Som (MIS-SP), Jardins – São Paulo Ingressos: ticket.pedido.one Site oficial: www.6gbriefing.com Descontos especiais para estudantes e pacotes corporativos disponíveis
Após consolidar o sucesso do Ó, Paí, Ó no Pelourinho, o ator Érico Brás expande seu projeto gastronômico para a nova Orla de Pituaçu, entre a Boca do Rio e Patamares. A inauguração do quiosque moderno, marcada para o dia 15 de novembro, traz uma proposta que une gastronomia, arte e música ao vivo, mantendo o mesmo espírito que transformou o restaurante original em referência cultural e culinária em Salvador.
Em entrevista ao Alô Alô Bahia, Érico comenta sobre a expansão: “Acho que tudo que a gente faz que é sucesso tem a necessidade de expandir”. Ele ressalta que o restaurante preserva a culinária afro-brasileira de terreiro, com pratos como vatapá, caruru, xinxim e moquecas de todos os estilos. “A nossa culinária é coisa de cinema. É sofisticada, mas não pesada. É comida de dendê que você sente, que junta família e amigos”, acrescenta.
Inspirado por uma viagem a Nova York, onde visitou um espaço no Harlem que mesclava música, arte e gastronomia, Érico incorporou essa visão ao Ó, Paí, Ó: um ambiente coletivo e cultural. O novo quiosque contará com palco em homenagem a Nelson Rufino, reforçando a experiência musical e artística. Segundo o ator, “Tudo aquilo que vi em Nova York está ligado à arte: música, artes plásticas, teatro. A culinária é um pilar, mas não o único. Aqui todo mundo come e aprecia a música baiana, sente a energia do lugar”.