Webinário nesta terça (8), às 19h, discute a incidência política institucionalizada de mulheres negras nas eleições de 2026.
A Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) e o Instituto Pretas promovem nesta terça-feira (8), às 19h, o webinário “Política institucionalizada e mulheres negras: como incidir em épocas de eleição”, com transmissão ao vivo pelo canal da AMNB no YouTube. O encontro abre uma jornada de debates voltada às eleições de 2026 e discute o descompasso entre a participação eleitoral de mulheres negras e o espaço real que ocupam depois que as urnas fecham.
Participam da mesa a psicóloga Cida Bento, a historiadora Valdecir Nascimento e a historiadora Janira Sodré, com mediação da jornalista Rosane Borges. Cida Bento é doutora pela Universidade de São Paulo, cofundadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) e autora do livro “O Pacto da Branquitude”, lançado em 2022, referência nos estudos sobre branquitude e racismo institucional no Brasil. Em 2015, a revista The Economist a incluiu entre as cinquenta pessoas mais influentes do mundo no campo da diversidade.
Valdecir Nascimento é formada em História pela Universidade Federal da Bahia e mestre em Educação pela Universidade do Estado da Bahia. Coordena o Odara, Instituto da Mulher Negra, e ocupa a coordenação executiva da AMNB, além de representar o Brasil na Rede de Mulheres Afrolatinoamericanas, Afrocaribenhas e da Diáspora. Janira Sodré, também historiadora, é fundadora do Instituto Pretas e integra a coordenação executiva da AMNB, com atuação recente no Comitê Impulsor Nacional da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver. Rosane Borges, jornalista e pesquisadora, assina o livro “Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível”.
A AMNB reúne organizações de mulheres negras distribuídas pelas cinco regiões do país e atua há mais de duas décadas no enfrentamento ao racismo, ao sexismo e à violência política contra mulheres negras. O tema da incidência institucional ganha peso no calendário eleitoral de 2026, quando o movimento de mulheres negras pretende ampliar a cobrança por representação efetiva, e não apenas simbólica, dentro dos mandatos eletivos.
Serviço 📌 Data: hoje, 8 de setembro 🕖 Horário: 19h 📍 Transmissão: canal da AMNB no YouTube
Série animada Olhos de Wakanda e o ator Ernest Harden Jr., de The Pitt, venceram na segunda noite do Creative Arts Emmy, em Los Angeles, no domingo.
A segunda noite do Creative Arts Emmy, realizada no domingo (6) no Peacock Theater, em Los Angeles, entregou dois prêmios que colocam a experiência negra em evidência dentro da premiação. “Olhos de Wakanda”, série animada da Marvel ambientada no universo de Pantera Negra, venceu na categoria de Melhor Realização Individual em Animação, Design de Personagens, com o profissional Uzoma Dunkwu, pelo episódio “Into the Lion’s Den”. Já Ernest Harden Jr. levou o Emmy de Melhor Ator Convidado em Série Dramática por sua atuação em “The Pitt”, aos 73 anos e após cinco décadas de carreira.
“Olhos de Wakanda” é uma minissérie de quatro episódios criada por Todd Harris, storyboard artist que trabalhou nos dois filmes de “Pantera Negra” dirigidos por Ryan Coogler, que também assina a produção executiva da série animada. A trama acompanha os Hatut Zeraze, um grupo de guerreiros wakandanos que atravessam diferentes períodos da história em missões para recuperar artefatos de vibranium roubados por inimigos da nação. Cada episódio se passa em uma época e local distintos, da Idade do Bronze à China antiga, e a animação foi produzida com uma técnica pintada à mão inspirada em artistas afro-americanos como Ernie Barnes.
O elenco de vozes reúne nomes como Winnie Harlow, Cress Williams, Lynn Whitfield, Anika Noni Rose e Steve Toussaint. A série estreou em agosto de 2025 no Disney+ e integra a linha do tempo oficial do Universo Cinematográfico Marvel, sendo a primeira produção da Fase Seis do franchise.
Ernest Harden Jr. construiu a carreira como ator coadjuvante desde 1974, quando estreou no cinema em “Três Dias do Condor”, ao lado de Robert Redford. Passou por séries clássicas como “The Jeffersons”, entre 1977 e 1979, e acumulou participações em produções como “ER” e “Hill Street Blues” ao longo das décadas seguintes. Em “The Pitt”, drama médico da HBO Max, Harden interpretou Louie Cloverfield, paciente recorrente do pronto-socorro cuja história terminou com a morte do personagem, por hemorragia pulmonar, na segunda temporada.
Ao subir ao palco para receber o prêmio, o ator dedicou a estatueta à atriz Bette Davis, com quem contracenou no telefilme “White Mama”, de 1980, e que na época concorreu ao Emmy sem vencer. “A gente não conseguiu daquela vez, mas esse aqui é para nós dois”, disse Harden. Ele também agradeceu aos produtores executivos de “The Pitt”, incluindo John Wells e o astro Noah Wyle, e descreveu o momento como surreal após décadas de papéis menores.
A cerimônia principal do Emmy, com as categorias de maior visibilidade como melhor série e melhor atuação principal, acontece no dia 14 de setembro, também no Peacock Theater, com apresentação de Mariska Hargitay.
Levantamento com mais de 2 mil inscritos na Vitrine de Creators Negros, base gratuita do Mundo Negro, mapeia 24 unidades federativas e mostra que 78% deles não atuam com pauta racial.
Em um único dia chegaram 53% das inscrições. Na primeira semana, o cadastro já reunia mais de 90% do total registrado até agora.
As respostas ao formulário permitem traçar um perfil consolidado desse grupo: em que estados vivem, em quantas frentes produzem, em que redes atuam e sobre o que falam.
O dado central contraria a leitura mais frequente do mercado publicitário. Entre os inscritos, 78% não marcaram ativismo e negritude entre os seus nichos.
O que é a Vitrine de Creators Negros
A Vitrine é uma base gratuita de criadores negros mantida pelo Mundo Negro. O cadastro tem dez perguntas e reúne nome, cidade, rede principal, nichos de atuação e uma frase de descrição do conteúdo.
Quem se inscreve autoriza a inclusão desses dados em uma lista distribuída a marcas e agências parceiras, que usam o material para propor parcerias. A consulta pode ser filtrada por cidade, nicho e rede.
O projeto responde a uma queixa recorrente de áreas de marketing e de agências, a de que não haveria oferta suficiente de criadores negros no mercado. As inscrições seguem abertas e sem custo.
Os territórios: onde estão os creators negros no Brasil
A base cobre 24 unidades federativas e as cinco regiões do país. Foram declaradas mais de 300 cidades.
São Paulo concentra 33% das inscrições e o Rio de Janeiro, 27%. Somados, os dois estados respondem por 60% do total. Os outros 40% se distribuem pelo restante do país.
A Bahia aparece em terceiro lugar, com 11% da base, à frente de Minas Gerais. Na sequência vêm Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo.
O recorte por cidade mostra uma dispersão maior que a do recorte por estado. Fora das capitais estão 28% dos inscritos, em municípios como Niterói, Guarulhos, Campinas, Juiz de Fora, Feira de Santana, Nova Iguaçu, Osasco, Uberlândia, Contagem e Campos dos Goytacazes.
Há ainda registros de criadores que vivem em oito países além do Brasil, entre eles Portugal, Estados Unidos, Angola, Itália, Espanha e Inglaterra, e que produzem em português para o público brasileiro.
Os temas: do que falam os creators negros
O formulário oferecia 21 opções de nicho e permitia marcar mais de uma. A média ficou em quase cinco nichos por pessoa, e cerca de 80% dos inscritos marcaram três ou mais.
Beleza e cabelo lidera, presente em 55% dos perfis. Lifestyle aparece em 50%, moda em 43%, cultura e arte em 39% e diversidade em 32%. Em seguida vêm saúde e bem-estar, fitness, humor, música, viagem, educação, gastronomia e games.
Ativismo e negritude foi marcado por 22% dos inscritos. Os outros 78% não incluíram esse nicho entre suas frentes de atuação.
A descrição livre reforça o dado. Cada inscrito escreveu uma frase sobre o próprio conteúdo, e em 87% delas não há menção a raça. As palavras mais recorrentes são beleza, real, rotina, autoestima, autocuidado e autenticidade.
Entre os que marcaram ativismo e negritude, apenas um inscrito escolheu esse nicho isoladamente. A média do grupo é de mais de sete nichos por pessoa, acima da média geral da base.
Os números indicam que o repertório desses criadores é comercial e diversificado, e que a associação automática entre creator negro e pauta racial não se sustenta na amostra.
Os nichos com menor oferta
Alguns segmentos aparecem em volume reduzido, o que os torna relevantes para quem planeja mídia.
Espiritualidades de matriz africana foi marcado por 7% dos inscritos. Maternidade e família aparece em 13% dos perfis e LGBTQIAPN+ em 12%. Finanças e empreendedorismo somam 7%, tecnologia 6% e games 3%.
São territórios com pouca oferta de patrocínio e audiência de alta fidelidade, em contraste com beleza, onde a concorrência por creators é maior.
50% dos inscritos atuam em mais de uma rede
Metade dos cadastrados, 50% do total, usou o campo opcional para informar outras redes além da principal. Entre esses, 60% indicaram o TikTok e quase 10% apontaram o YouTube.
O dado sugere que boa parte da base já opera fora do Instagram, o que amplia as possibilidades de formato e de distribuição em campanhas.
Brand safety e casas de aposta
Uma das perguntas do formulário tratava de parcerias com casas de aposta nos últimos seis meses, item que costuma ser barreira em aprovações jurídicas de anunciantes.
Do total de inscritos, 99% responderam que não firmaram esse tipo de parceria no período. O restante se divide entre quem já fez e quem afirmou avaliar caso a caso.
Como acessar a base
A Vitrine segue com inscrições abertas para criadores negros de qualquer cidade e qualquer nicho, sem custo.
A lista é distribuída a marcas e agências parceiras com nome, contato, cidade, rede principal e nichos de cada creator que autorizou o compartilhamento dos dados.
Dados apurados em 4 de setembro de 2026, com base nas inscrições recebidas desde 14 de agosto de 2026. A Vitrine de Creators Negros é uma iniciativa do Mundo Negro.
Setembro Amarelo raramente fala de raça. Mas o sofrimento psíquico da população negra tem causa nomeada, e o cuidado que funciona para nós passa por escuta racializada e aquilombamento
Todo setembro o país se pinta de amarelo e repete que falar é a melhor solução. Mas há uma pergunta que a campanha raramente faz: falar com quem? E sobre o quê, quando a dor tem cor e história?
Existe um tipo de sofrimento que não cabe no vocabulário padrão da saúde mental. Ele não começa numa perda, num acidente ou num desequilíbrio químico. Começa na rua, no mercado, no trabalho, no olhar atravessado, na bolsa que se aperta quando você passa. E não termina.
Essa é a diferença que a psicologia brasileira demorou a nomear. Um luto se elabora e, em algum momento, a pessoa vive uma nova relação. Um trauma de acidente se trata até que os sintomas cedam e ela volte a dirigir sem crise de ansiedade. Existe prognóstico. Com o racismo, não existe.
Quem formula assim é o psicólogo Lucas Veiga, mestre em Psicologia Clínica pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que atende pessoas negras há treze anos. Em entrevista ao Mundo Negro, ele contou que o que há de comum entre pacientes muito diferentes entre si é justamente a repetição. Mesmo pessoas com identidade negra afirmada, fortalecidas, com repertório político, seguem chegando à sessão com um episódio novo.
“Mesmo quando os pacientes conquistam uma identidade afirmada e não submetida à discursividade racista, os episódios de racismo não param de acontecer.”
É por isso que o cuidado em saúde mental para pessoas negras não pode ser pensado como reparo de um evento passado. Ele precisa sustentar alguém que continua sendo exposto.
O corpo como primeira casa
O efeito mais conhecido do racismo sobre a subjetividade é a introjeção do discurso racista. A pessoa negra passa a acreditar que vale menos, que é inferior, que é feia. Frantz Fanon nomeou isso como complexo de inferioridade, ou auto-ódio: o ódio racial que se instala por dentro e faz alguém odiar os próprios traços.
Mas há uma camada mais funda, e é ela que explica por que estamos falando disso em setembro.
“O nosso corpo, que é a nossa primeira casa e o nosso primeiro território, pode ser experimentado como uma ameaça a nós mesmos, porque é exatamente por termos a cor da pele e os traços que temos que sofremos violência. Se a pessoa sofre violência pelo corpo que tem, no limite ela só se livraria disso livrando-se do próprio corpo através da morte.”
Daí, segundo Veiga, o índice considerável de suicídio entre a população negra jovem. Um número que não pode ser lido sem levar em conta o que o racismo faz com a relação de uma pessoa negra com o próprio corpo.
E não adianta apostar que a próxima geração resolve. Uma geração com mais acesso à informação, mais representatividade na mídia e uma relação mais amorosa com os próprios cabelos segue sendo atravessada pela violência racial.
A vida é maior do que o racismo
Aqui está a virada, e ela é o oposto do fatalismo.
Se é impossível o fim imediato do racismo, também é impossível sermos inteiramente capturados por ele. Pessoas negras seguem produzindo modos de vida que esse cenário não previa. Existir plenamente, no meio disso, já é uma criação improvável. E é essa criação que o cuidado precisa proteger.
“Por isso é muito importante sustentar a afirmação de que a vida é maior do que o racismo. Dizer isso é um convite para manter a conexão com a vida e com a ancestralidade, no sentido de que os princípios e tecnologias ancestrais que nos possibilitaram chegar até aqui são os que nos possibilitarão seguir adiante.”
Viver bem, segundo uma ética do bem viver, é descrito pelo psicólogo como nossa principal resposta, e também nossa maior vingança, ao contexto de opressão racial.
Aquilombar é cuidar
A saída não é individual, e é aí que a campanha tradicional erra o alvo. Não basta dizer “procure ajuda” para quem adoece por causa de algo estrutural.
Veiga pensa os quilombos como tecnologia ancestral. Eles foram erguidos no meio da colonização: enquanto a escravização acontecia, africanos em condição escrava criaram, pela fuga, um território existencial livre das engrenagens da opressão colonial. Fundar um espaço onde é possível respirar não é passado. É ferramenta.
No cotidiano, aquilombar é ter um lugar onde não é preciso explicar o racismo antes de falar da própria dor. O terreiro, a roda de amigas, o coletivo no trabalho, o grupo de mulheres negras, a terapia com profissional negro. É rede que sustenta a vida entre uma sessão e outra, e antes de qualquer sessão existir.
Uma clínica que sabe o que é racismo
Esse debate não é novo, ele só demorou a chegar aqui. A Psicologia Preta surgiu nos Estados Unidos no fim dos anos 1960, no calor da luta por direitos civis, e teve larga produção de artigos e livros ao longo dos anos 1970. Enquanto o movimento negro reivindicava direitos, intelectuais negros e negras da saúde mental construíam uma black psychology, depois chamada de African Psychology.
O ponto de partida foi um diagnóstico duro sobre o próprio campo: a psicologia disponível não tinha considerado a especificidade da experiência negra.
“A importação direta de saberes da psicologia ocidental, produzidos por pessoas brancas para pessoas brancas, seria insuficiente para uma escuta e um trabalho clínico qualificado com pessoas negras, por mais que trouxessem alguns insights importantes.”
A Psicologia Preta nasce com dois objetivos. Entender os impactos do racismo na saúde mental da população negra, para pensar a escuta e o cuidado. E, esse é o ponto menos comentado, compreender o que seria uma subjetividade negra saudável, definindo índices de saúde para a nossa população a partir das filosofias e cosmogonias africanas.
Ou seja: não é só medir o adoecimento. É nomear o florescimento. Saber como é uma vida negra que vai bem, e não apenas catalogar o que nos quebra.
O que nos conecta
Homens e mulheres negros são afetados de formas distintas, e orientação sexual, identidade de gênero e classe também atravessam a população negra. Olhar para a especificidade desses marcadores é exercício necessário.
Mas há algo que alcança toda e qualquer pessoa negra, e reconhecer isso tem função política: fortalece a coesão, a articulação e o vínculo enquanto comunidade. É a síntese mais precisa do que este Setembro Amarelo poderia aprender. Cuidado em saúde mental para pessoas negras não se faz no isolamento. Se faz em rede.
Se você está passando por um momento difícil, o CVV atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia, e também por chat no site cvv.org.br. Em situação de emergência, procure o SAMU (192) ou a UPA mais próxima.
Aaron Pierre interpreta John Stewart na série 'Lanternas', da DC Comics, distribuída pela HBO Max/Foto: IMDb
A série “Lanternas”, produção da DC Studios para a HBO Max, vem mantendo o crescimento de audiência desde a estreia. O terceiro episódio, exibido na plataforma no último domingo (30), alcançou 10 milhões de espectadores em todo o mundo e 7 milhões nos Estados Unidos nos três primeiros dias de disponibilidade, segundo dados divulgados pela Warner Bros. Discovery e apurados pelo The Wrap.
O resultado representa o maior índice de audiência da série até o momento e confirma uma trajetória de crescimento semana a semana. O terceiro episódio apresenta a história de origem de John Stewart, personagem interpretado pelo ator Aaron Pierre.
Na estreia, “Lanterns” havia registrado 9,3 milhões de espectadores globalmente, dos quais 6,6 milhões estavam nos Estados Unidos. O desempenho colocou a produção entre as cinco maiores estreias de séries da história da HBO Max. A plataforma, no entanto, não divulgou os números referentes ao segundo episódio.
Desde a estreia, em 16 de agosto, o episódio piloto já acumulou mais de 20 milhões de espectadores em todo o mundo, segundo a HBO Max. A empresa afirma que o número continua crescendo.
O terceiro episódio também teve forte repercussão nas redes sociais. Na noite de estreia, a hashtag #Lanterns permaneceu entre os dez assuntos mais comentados do X nos Estados Unidos por 11 horas consecutivas, oito delas ocupando a primeira posição.
Maior estreia da DC Studios na HBO Max
O lançamento de “Lanternas” também se tornou a maior estreia de uma série da DC Studios na HBO Max, superando os desempenhos iniciais de produções como “It: Bem-Vindos a Derry”, “The Penguin” e “True Detective: Night Country”.
Apesar do desempenho inicial, outras produções tiveram médias globais maiores ao longo de suas temporadas. “It: Bem-Vindos a Derry”, por exemplo, alcançou média de 27,1 milhões de espectadores, enquanto “Pinguim” e “True Detective” registraram médias de 19,8 milhões e 17,5 milhões, respectivamente.
Sobre ‘Lanternas’
A trama acompanha Hal Jordan, interpretado por Kyle Chandler, e John Stewart, vivido por Aaron Pierre. Os dois são integrantes da Tropa dos Lanternas Verdes e acabam envolvidos na investigação de um assassinato no interior dos Estados Unidos. O caso, inicialmente terrestre, leva os personagens a uma trama com conexões cósmicas.
A série é uma das primeiras produções do novo universo audiovisual da DC Studios sob o comando de James Gunn e Peter Safran.
Ana Paula Fernandes assina styling e direção criativa de editorial que reúne looks para diferentes ambientes profissionais sem abrir mão do estilo.
Escolher o que vestir para trabalhar vai além de seguir um dress code. A roupa pode ajudar a transmitir cuidado, confiança e personalidade, especialmente em momentos como uma entrevista, uma reunião importante ou o início de uma nova trajetória profissional. Encontrar esse equilíbrio entre o ambiente e a própria identidade é o ponto de partida deste editorial, que reúne diferentes inspirações para quem quer construir um visual profissional sem abrir mão do estilo.
Entre alfaiataria, peças clássicas, cores, sobreposições e acessórios, as produções mostram que não existe um único jeito de se vestir bem para o mercado de trabalho. Um look mais sóbrio pode ganhar personalidade nos detalhes, enquanto cores e modelagens diferentes ajudam a atualizar referências tradicionais. Mais do que copiar uma fórmula, a ideia é entender o que faz sentido para cada ambiente e para quem está vestindo.
Para Ana Paula Fernandes (@anapauladks), responsável pelo styling e pela direção criativa do editorial, a imagem também faz parte da forma como nos apresentamos profissionalmente. “A roupa não define a competência de ninguém, mas pode contribuir para a maneira como a pessoa se sente e se posiciona. Quando você está confortável e se reconhece no que veste, isso pode trazer mais confiança para chegar a uma entrevista, participar de uma reunião ou simplesmente enfrentar a rotina de trabalho.”
Para pessoas negras, essa relação também pode dialogar com autoestima e pertencimento. “Durante muito tempo, determinados espaços profissionais foram associados a uma imagem muito específica de como alguém deveria se vestir para ser considerado adequado. É importante ampliar esse olhar e entender que profissionalismo não precisa significar apagar a identidade. Você pode conhecer o ambiente, fazer escolhas adequadas para aquela ocasião e, ainda assim, deixar sua personalidade aparecer”, afirma Ana Paula.
Na prática, alguns elementos ajudam a construir essa versatilidade: investir em peças que conversem entre si, apostar em uma boa modelagem, usar cores de acordo com o efeito que se quer criar e escolher acessórios capazes de transformar uma produção são alguns caminhos. Alfaiataria, por exemplo, não precisa ficar restrita ao visual tradicional e pode ganhar novas combinações, assim como uma peça mais casual pode funcionar em determinados ambientes quando equilibrada com outros elementos.
No fim, estar bem vestido para trabalhar não é seguir um uniforme ou vestir um personagem para se encaixar. É compreender o contexto, cuidar da própria apresentação e encontrar formas de fazer com que estilo e profissionalismo caminhem juntos. Porque a melhor escolha é aquela que permite chegar aos espaços com confiança, reconhecendo a própria imagem e entendendo que também há lugar para a sua identidade.
Beyoncé relançou nesta quinta-feira (3), no Brasil, a edição comemorativa de 20 anos do álbum “B’Day”, incluindo a faixa inédita “Cuerpo Tumbao (Get Me Bodied)”, primeira parceria musical entre a cantora e o colombiano Maluma. A canção retoma o refrão de “La Negra Tiene Tumbao”, clássico associado à cantora cubana Celia Cruz, e termina com uma frase de Beyoncé em espanhol que ecoa um comentário histórico da artista cubana sobre seu domínio do inglês.
Celia Cruz costumava se dirigir ao público de premiações internacionais nos Estados Unidos afirmando que seu inglês não soava tão bem quanto seu espanhol. A frase, repetida por ela em diferentes ocasiões ao longo da carreira, tornou-se conhecida como “my English is not very good looking”. Beyoncé recria a construção na própria língua de Celia Cruz ao cantar “my Spanish is not very good looking” no encerramento de “Cuerpo Tumbao”, em um gesto que transforma a fala da cantora cubana em citação direta dentro da faixa.
A edição comemorativa reúne, segundo o portal Infobae, 31 faixas entre versões originais, remixes e colaborações inéditas. Entre as novidades também está “Irreplaceable (Como La Flor)”, regravação que utiliza a voz da cantora mexicano-americana Selena Quintanilla, morta em 1995. O álbum original, lançado em 4 de setembro de 2006, chega às plataformas na mesma data em que Beyoncé completa 45 anos, celebrados nesta sexta-feira (4) com uma festa em Londres.
Salvador recebe, no dia 8 de setembro, uma comemoração exclusiva pelos 20 anos do álbum, organizada pela Sony Music Brasil, com cerca de 40 convidados selecionados por meio de questionário.
Fotos: Acervo Museu Paulista/ Domínio Público/ Arquivo público do Estado da Bahia/TV Globo
Pesquisas mostram que gente negra sustentou a guerra que garantiu a independência do Brasil na Bahia, com Maria Felipa e Antônio Rebouças na linha de frente
A independência do Brasil é apresentada nos livros didáticos como um gesto solitário do príncipe regente Pedro, que teria anunciado às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, a separação em relação a Portugal. Pesquisas de historiadores como Hélio Franchini Neto, diplomata e doutor em História pela Universidade de Brasília, mostram um processo bem mais longo e sangrento, que mobilizou mais de 50 mil soldados entre 1821 e 1823 em confrontos armados espalhados do norte ao sul do país. A tese de Franchini Neto, publicada em livro pela Topbooks sob o título “Independência e Morte”, reconstitui esse período de instabilidade política que só se encerrou de fato no primeiro semestre de 1823.
A imagem mais conhecida da independência é a pintura “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, concluída em 1888 por encomenda da comissão responsável pela construção do Museu do Ipiranga, atual Museu Paulista da Universidade de São Paulo. A obra retrata o príncipe montado a cavalo, cercado por uma comitiva vestida com trajes formais. Pesquisas de historiadores da própria USP apontam que a comitiva viajava, na verdade, em mulas, mais adequadas ao trajeto acidentado entre o litoral paulista e a capital, e usava roupas comuns de viagem, sem o brilho de corte europeia reproduzido na tela.
A decisão de proclamar a independência também não partiu apenas do príncipe. Em 2 de setembro de 1822, enquanto Pedro estava em São Paulo tentando apaziguar uma disputa política local, chegou ao Rio de Janeiro um decreto das Cortes portuguesas que exigia seu retorno imediato e anulava atos de seu governo. A princesa Maria Leopoldina, que assumira a regência interina do Brasil em 13 de agosto daquele ano, reuniu o Conselho de Estado, que recomendou por unanimidade a ruptura com Portugal. A recomendação chegou ao príncipe em 7 de setembro, data que se tornou o marco oficial da independência.
Na Bahia, a separação em relação a Portugal levou mais tempo e custou mais vidas. As tropas portuguesas resistiram à independência até 2 de julho de 1823, em batalhas que mobilizaram a população negra de Salvador e da região do Recôncavo. Uma das lideranças desse combate foi Maria Felipa de Oliveira, mulher negra nascida na Ilha de Itaparica e descendente de africanos sudaneses escravizados. Marisqueira e capoeirista, Felipa liderou um grupo de cerca de 40 mulheres que atraiu marinheiros portugueses para uma emboscada, agrediu-os com folhas de cansanção, planta que provoca queimaduras, e incendiou embarcações inimigas na Baía de Todos os Santos. A ação foi decisiva para impedir o avanço português sobre Salvador e é lembrada anualmente no desfile cívico do 2 de julho na capital baiana.
Também fez nome nessa guerra o advogado Antônio Pereira Rebouças, filho de pai português e da negra liberta Rita Brasília dos Santos. Autodidata, sem diploma em direito, Rebouças manteve diários em que relatava sua participação nas batalhas decisivas da Bahia e se descrevia como um herói da independência. A historiadora Keila Grinberg, autora da biografia “O Fiador dos Brasileiros”, confirma que foi ali, na guerra baiana, que ele começou a construir o nome que o levaria à política. Em 1824, ao assumir a secretaria de governo da província de Sergipe, Rebouças enfrentou forte resistência de proprietários locais incomodados com um homem negro à frente dos negócios públicos. Mesmo assim, seguiu carreira política longa, como deputado em diversas legislaturas e conselheiro do Império.
A permanência da escravidão foi a condição que sustentou o acordo entre as elites políticas e econômicas responsáveis pela criação do novo país. A historiadora Ynaê Lopes dos Santos, professora da Universidade Federal Fluminense e consultora do podcast “Projeto Querino”, explica que a unidade nacional buscada pela elite brasileira dependia diretamente da manutenção do trabalho escravo, instituição que organizava a sociedade não apenas economicamente, mas também política e socialmente. Dois anos após a separação de Portugal, a primeira Constituição do Império, outorgada por Pedro I em 1824, manteve intacto o sistema escravista.
O jornalista Tiago Rogero reuniu essas histórias no podcast “Projeto Querino”, produzido pela Rádio Novelo, e depois em livro publicado pela editora Fósforo. O nome do projeto homenageia Manuel Raimundo Querino, jornalista, professor e abolicionista baiano autor de “O Colono Preto Como Fator da Civilização Brasileira”, de 1918. Uma frase do fotógrafo e ativista do movimento negro Januário Garcia abre o trabalho de Rogero: “existe uma história do negro sem o Brasil, o que não existe é uma história do Brasil sem o negro”.
Ao reunir episódios como a resistência de Maria Felipa e Antônio Pereira Rebouças na Bahia e o pacto que manteve a escravidão após 1822, pesquisadores como Franchini Neto, Ynaê Lopes dos Santos e Tiago Rogero convidam o leitor a revisitar o 7 de setembro com outra pergunta em mente, a de quem, além do príncipe a cavalo, também lutou para que o Brasil deixasse de ser colônia.
Iléa Ferraz tem 41 anos de carreira e ainda responde sobre o futuro com uma frase que desmonta qualquer tentativa de transformá-la em passado: “O melhor da minha arte ainda está por vir”. É preciso escutá-la com atenção. Estamos diante de uma artista que atravessou quatro décadas de teatro, televisão, audiovisual e artes visuais sem aceitar que a escassez de oportunidades destinada às mulheres negras determinasse a dimensão de sua criação.
Chamar Iléa de uma das grandes atrizes negras brasileiras é verdadeiro, mas insuficiente. Ela é uma das grandes atrizes brasileiras. O adjetivo “negra” importa porque conta uma história que o país tentou tornar invisível. Já o seu talento não precisa de qualquer delimitação. Atriz, dramaturga, roteirista, diretora, produtora, artista visual, cenógrafa, ilustradora e preparadora de elenco, Iléa construiu uma trajetória que atravessa linguagens com uma inquietação rara. Formada pela Escola de Teatro Martins Penna, fundou a Black e Preto Produções Artísticas e criou a Mimunegra, Mostra Internacional de Arte da Mulher Negra.
Há uma reparação necessária em escrever sobre Iléa Ferraz. Não a reparação que transforma uma artista em vítima permanente da história, mas aquela que reorganiza o enquadramento. Durante muito tempo, o Brasil se acostumou a reconhecer artistas negros depois que envelheceram, morreram ou já não podiam usufruir plenamente do reconhecimento. Iléa conheceu de perto Ruth de Souza, Léa Garcia e Jacira Silva. Viu a grandeza dessas mulheres convivendo com a escassez de trabalho, dinheiro e reconhecimento. Quando afirma ter testemunhado o apagamento de atrizes negras ainda em vida, ela não fala de uma abstração sociológica. Fala de colegas, amigas, referências. Fala do que seus próprios olhos registraram.
Sua resposta sobre representatividade deveria ser lida por quem ainda acredita que presença ocasional significa transformação: “Representatividade só existe se tiver quantidade, visibilidade e dignidade financeira”. A frase desloca o debate da fotografia para a estrutura. Uma atriz negra em cena pode produzir uma imagem poderosa enquanto dezenas permanecem sem trabalho. A diversidade que não chega ao contrato, à remuneração, à autoria, à direção e aos lugares de decisão corre o risco de funcionar como decoração institucional.
Iléa aprendeu cedo a procurar quem estava ao redor quando entrava em um espaço criativo. “Praticamente não estávamos em lugar nenhum”, recorda. Sua geração precisou criar enquanto procurava frestas. E, em determinados momentos, precisou fabricar a própria porta.
Nos anos 1990, participou da fundação da Cia. de Teatro Black e Preto. Foi nesse ambiente que encontrou A Botija de Ouro, de Joel Rufino dos Santos, trabalho que considera fundamental para compreender o caminho que desejava seguir como artista negra independente. A relação com a obra atravessou os anos. Em 2011, uma adaptação cênico musical protagonizada por Iléa integrou o lançamento da segunda edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afrobrasileiras, promovido pela Fundação Cultural Palmares.
Sua independência nunca significou isolamento. Iléa construiu instituições, projetos e possibilidades para que outras pessoas também fossem vistas. A Mimunegra nasceu com o propósito de evidenciar a participação das mulheres negras nas artes e ampliar sua presença na produção, direção, roteiro e interpretação. Em 2014, quando a mostra homenageou Zezé Motta pelos 70 anos de vida e 50 de carreira, Iléa já compreendia algo que hoje parece evidente: celebrar uma artista negra em vida também é uma ação política contra o esquecimento.
Seu currículo ajuda a dimensionar essa travessia. No teatro, esteve em montagens como A Partilha, Os Negros, Dorotéia, Hamlet é Negro e Besouro Cordão de Ouro. Em 2003, recebeu indicação ao Prêmio Shell de melhor atriz por Nunca Pensei Que Ia Ver Esse Dia. Na televisão, passou por produções como Xica da Silva, Tenda dos Milagres, A Padroeira, Mãe de Santo, Escrava Anastácia e, mais recentemente, O Som e a Sílaba.
Mas uma carreira como a de Iléa não cabe numa relação de títulos. Há algo mais profundo em sua permanência. Ela recusou a ideia de esperar que o mercado descobrisse tudo aquilo que sabia fazer. Dirigiu, escreveu, produziu, desenhou cenários, ilustrou livros. Suas imagens chegaram às capas de obras de Conceição Evaristo e Wole Soyinka. Trabalhou como preparadora de elenco em produções como O Coro, Manhãs de Setembro e O Som e a Sílaba. Atualmente, também dirige, atua e circula pelo Brasil com trabalhos que reafirmam essa multiplicidade criativa.
Existe ainda uma menina acompanhando essa mulher. Iléa escreveu para A Botija de Ouro: “A menina que fui ainda sou”. É uma imagem bonita porque sua infância não aparece como lembrança adormecida. Filha única, criada entre pais, primas, primos, tias, tios e vizinhos, ela se recorda de uma comunidade organizada pelo cuidado, pelo abraço e pela delicadeza. A família, porém, temia seu desejo de ser artista. Diziam que aquilo passaria quando crescesse. A menina escutava, entristecia e continuava querendo.
Quarenta e um anos depois, ela continua.
E há algo de profundamente brasileiro nessa história. O país celebra com facilidade a resistência de artistas negras, quando deveria perguntar por que exigiu tanta resistência delas. A palavra “guerreira”, tantas vezes oferecida como elogio às mulheres negras, pode esconder uma violência: naturalizar que determinadas pessoas precisem suportar o dobro para receber uma fração. Iléa não romantiza esse percurso. Quando perguntada sobre quais estratégias criou para se proteger do preconceito, responde que estratégia alguma blinda alguém do racismo, do etarismo e da misoginia. O que ela exercita é a percepção. Olhar ao redor. Entender o que está acontecendo. Não permitir que a violência desvie sua atenção dos próprios objetivos.
Sua obra mais recente também carrega essa capacidade de se observar. Em Deixa Comigo, monólogo que escreveu com Luciano Cachimbo e no qual assina direção e cenografia, interpreta Lina. Diz que a personagem tem muito dela, das mulheres de sua família e das pessoas que admira. Lina lhe ensina sobre amizade, humanidade, escolhas e contradições. Depois de quatro décadas interpretando outras existências, Iléa afirma que a profissão grifou suas próprias qualidades e defeitos. E acrescenta uma frase preciosa: gosta cada vez mais de quem vem se tornando.
Existe uma serenidade conquistada aí. Não a serenidade de quem encontrou um lugar confortável, mas a de quem sabe exatamente o preço do próprio caminho. Iléa não trata fama e reconhecimento como pecados. Considera vaidade, reconhecimento e sucesso ingredientes importantes de uma carreira. A maturidade estaria em encontrar a medida capaz de fazer com que permaneçam sem engolir a artista.
Quando aconselha jovens atrizes negras, não oferece uma fórmula de sucesso. Pede que olhem para trás. Essa orientação carrega uma genealogia inteira. Olhar para trás significa saber que o palco onde alguém pisa hoje guarda marcas de Ruth, Léa, Jacira, Zezé e de tantas mulheres cujos nomes receberam menos luz do que suas obras mereciam. Significa compreender que nenhuma conquista começou no instante em que passamos a enxergá-la.
A menina que ouviu que esqueceria o sonho cresceu e não esqueceu. Atravessou 41 anos criando personagens, imagens, espetáculos e espaços para que outras artistas também pudessem existir. Quando perguntada sobre o que gostaria que dissessem a seu respeito daqui a muitas décadas, Iléa não escreve o próprio epitáfio. Olha adiante: quer que outras pessoas se espelhem em sua história e continuem perpetuando a arte negra brasileira.
Colocar Iléa Ferraz no lugar que lhe pertence não exige inventar grandeza. Exige enxergar a que já está diante de nós. E fazer isso agora, enquanto ela cria, dirige, escreve, atua, desenha, ensina, inquieta e continua desejando o próximo trabalho.
Aos 41 anos de carreira, Iléa ainda leva consigo a menina que decidiu ser atriz. Se pudesse encontrá-la no início de tudo, diria para manter a coragem, a determinação, a humildade e a audácia. E acrescentaria um conselho doméstico, quase banal, que acaba dizendo muito sobre uma vida inteira:
“Não esqueça o casaco, porque às vezes vai fazer frio.”
Itaú Cultural realiza mais uma edição do Menu Cultural no dia 6 de setembro/Foto: Divulgação
O Itaú Cultural realiza no próximo domingo (6) mais uma edição do Menu Cultural, feira mensal dedicada à gastronomia, à cultura alimentar e ao artesanato. Das 11h às 17h, o evento ocupa o Bulevar do Rádio, espaço ao ar livre localizado entre o Itaú Cultural e o Sesc Avenida Paulista, em São Paulo. A entrada é gratuita e o consumo dos produtos comercializados no local é pago.
A partir desta edição, o evento passa a contar com curadoria gastronômica e cultural da Gastronomia Periférica, organização criada por Edson Leite e Adélia Rodrigues. Com o tema “O Que É Gastronomia Periférica? Identidade Cultural e Transversalidade”, a programação reúne 12 estandes de pequenos negócios, produtores, cozinheiros e ex-alunos da organização.
A proposta é apresentar diferentes formas de produção gastronômica desenvolvidas nas periferias, relacionando alimentação a temas como memória, identidade cultural, transmissão de saberes e geração de renda. O público poderá encontrar desde pratos preparados na hora até produtos artesanais e bebidas.
Entre os participantes está o Restaurante Da Quebrada, que leva ao evento caldeirada de pirarucu e sanduíche de cordeiro. A Joias Culinárias & Açucaradas apresenta baião de dois e arroz carreteiro com carnes defumadas e temperos típicos.
A YBrasa terá como destaque o Culovis, sanduíche de copa-lombo suíno defumado servido no pão brioche, com opção de acompanhamento de batata frita com creme de queijo ou tradicional. Já o Sítio Nossa Vida aposta em preparos como o Yakis Obaa, feito com macarrão, carne e legumes ao molho oriental, além de chips de banana-verde, pesto de azedinha e ganache de biomassa de banana-verde.
Também participam da feira a Delícias da Tia Laine, com opções doces e salgadas, como bala baiana, escondidinhos, tortas e mini empadões; a Maria Terra Produtos Artesanais, que leva produtos como patê de alho com cambuci, jiló em escabeche, cebola caramelizada, quiabo salteado e geleias de frutas brasileiras; e a Barraca da Ziza, especializada em lanches e sanduíches de pernil e calabresa suína.
Na parte de sobremesas, a Borboleta Doce oferece brigadeiros de queijo com goiabada e de limão-siciliano com morango e pimenta-rosa, além de brownie recheado, mousse de maracujá e copos da felicidade.
As bebidas ficam por conta da Cervejaria TRIA, que terá chope Pilsen e Session IPA, e da Beba Bem em Casa, com espumantes, vinhos brancos, rosés, laranjas e tintos, além de suco de uva.
Artesanato
Além da gastronomia, o Menu Cultural terá expositores dedicados à produção artesanal. Entre eles está a Cerâmica Baluarte, que desenvolve peças utilitárias moldadas com folhas nativas e tem a geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade entre suas iniciativas. O Projeto Viela também participa da programação com peças de moda e acessórios relacionados à identidade cultural.
Serviço
Menu Cultural – O Que É Gastronomia Periférica? Data: 6 de setembro (domingo) Horário: das 11h às 17h Local: Bulevar do Rádio, entre o Itaú Cultural e o Sesc Avenida Paulista Entrada: gratuita; produtos e alimentos são pagos
Em caso de chuva, a equipe do evento avaliará a realização da programação no espaço externo.
Itaú Cultural Avenida Paulista, 149, próximo à estação Brigadeiro do metrô. Funcionamento: de terça a sábado, das 11h às 20h; domingos e feriados, das 11h às 19h. Informações: (11) 2168-1777 ou WhatsApp (11) 9 6383-1663. E-mail: atendimento@itaucultural.org.br. O espaço possui acesso para pessoas com deficiência física. O estacionamento tem entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108.
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