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Conheça os 6 filmes brasileiros que disputam vaga no Oscar 2027

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Lázaro Ramos e Yuri Gomes em "Feito Pipa"
Foto: Divulgação

A Academia Brasileira de Cinema divulgou, nesta quarta-feira (9), os seis filmes pré-selecionados para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar 2027, na categoria de Melhor Filme Internacional. O longa escolhido será anunciado no dia 16 de setembro.

A shortlist reúne “100 Dias”, de Carlos Saldanha; “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai; “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo; “Feito Pipa”, de Allan Deberton; “Nosso Segredo”, de Grace Passô; e “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins.

Entre os seis títulos estão duas produções assinadas por realizadores negros: “Nosso Segredo”, primeiro longa-metragem dirigido e roteirizado por Grace Passô, e “Vicentina Pede Desculpas”, novo trabalho de Gabriel Martins, diretor de “Marte Um”.

Conheça os seis filmes

“100 Dias”, de Carlos Saldanha, acompanha a trajetória do navegador Amyr Klink durante uma travessia pelo Atlântico Sul.

“A Fabulosa Máquina do Tempo”, dirigido por Eliza Capai, é um documentário ambientado no sertão do Piauí. A produção acompanha meninas que, entre brincadeiras, redes sociais e sonhos para o futuro, criam uma máquina do tempo para revisitar histórias de suas mães e avós.

“A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo, acompanha Glória, de 10 anos, que passa as férias no hospital onde a mãe trabalha e conhece Sofia. A amizade entre as duas se desenvolve durante um período de mudanças e despedidas. O longa é uma coprodução entre Brasil e Chile.

“Feito Pipa”, de Allan Deberton, acompanha a relação entre um menino e sua avó. O longa se destacou no Festival de Gramado 2026, onde recebeu prêmios, incluindo o de Melhor Filme pelo Júri Popular.

“Nosso Segredo”, de Grace Passô, acompanha uma família negra que tenta reorganizar a vida após uma perda, enquanto o filho caçula guarda um segredo. O filme venceu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Gramado 2026 e também recebeu reconhecimento nas categorias de Melhor Fotografia e Direção de Arte.

“Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins, acompanha Vicentina, uma professora aposentada de 75 anos que, após uma tragédia envolvendo seu filho, decide procurar as famílias das vítimas em busca de respostas. O filme foi selecionado para o Festival de Toronto.

Quando será escolhido o representante brasileiro?

A comissão de seleção da Academia Brasileira de Cinema se reúne no dia 16 de setembro para definir qual dos seis filmes será indicado como representante do Brasil na disputa por uma vaga no Oscar.

Ao todo, 15 longas-metragens foram inscritos e habilitados inicialmente para concorrer à seleção. Os critérios de elegibilidade para a pré-seleção foram a estreia comercial em salas de cinema entre 1º de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026 e a permanência em cartaz por pelo menos sete dias consecutivos.

De acordo com as regras da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (AMPAS), os integrantes da comissão responsável pela escolha não podem ter seus nomes divulgados antes do anúncio do filme selecionado.

A cerimônia do Oscar 2027 está marcada para 14 de março, quando serão conhecidos os vencedores das categorias da premiação.

Portal 9/9 chega diferente em 2026: entenda a mudança

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Foto: gerada por IA/Canva

Data reúne repetição do número 9 com a soma de 2026, que resulta em 1, unindo simbolicamente fechamento de ciclos e recomeço.

O dia 9 de setembro (9/9) volta a ganhar espaço entre pessoas que acompanham numerologia e práticas espirituais por reunir, no calendário, duas ocorrências do número 9, associado ao encerramento de ciclos e à preparação para novas etapas da vida. Nesta quarta-feira (9), a data chega com uma configuração diferente da observada em 2025, quando a soma dos números do ano também resultava em 9, formando a chamada tríade 9/9/9. Em 2026, a soma de 9 de setembro de 2026 chega a 28, que se reduz a 10 e depois a 1, número ligado a começos, iniciativa e autonomia dentro da leitura numerológica.

Na numerologia, o número 9 ocupa a última posição entre os algarismos de 1 a 9 e costuma ser associado à conclusão, ao desapego e ao amadurecimento de experiências. A repetição do número no dia e no mês funciona, dentro dessa tradição, como uma ênfase do próprio significado simbólico, reforçando temas ligados a fechamento, integração e revisão do que já cumpriu seu propósito.

A diferença em relação ao ano passado está na combinação de energias atribuída à data. Enquanto 2025 reforçava exclusivamente os temas de fechamento pela tríade 9/9/9, 2026 passa a somar esse encerramento à vibração de início associada ao número 1, resultado da soma completa do ano. Na prática, essa leitura costuma ser interpretada como um convite duplo: concluir aquilo que já cumpriu seu propósito e, ao mesmo tempo, abrir espaço consciente para o que vem a seguir, sem que a virada aconteça de forma abrupta.

A proposta em torno do 9/9 costuma ser usada como um momento de pausa para observar o que já foi vivido, reconhecendo o que ainda faz sentido continuar carregando e o que permanece apenas por hábito ou receio de mudança.

Como reconhecer o que precisa ser encerrado

Antes de formular novas intenções para a próxima etapa, a prática numerológica costuma indicar como primeiro passo identificar os vínculos que ainda prendem uma pessoa a situações que já perderam sentido. Um exercício recorrente consiste em escolher três acontecimentos, relações ou padrões repetitivos e questionar por que ainda existe apego a eles, reconhecendo o que aquela experiência trouxe, o que foi aprendido com ela e por que a ligação emocional ainda permanece.

Dentro dessa lógica, o encerramento nem sempre está ligado ao que de fato aconteceu, mas àquilo que ainda se espera que tivesse acontecido de forma diferente. Diferenciar essas duas coisas costuma ser apontado como parte central do processo de desapego proposto pela data.

Práticas para viver a data

Não existe um procedimento único considerado correto para o 9/9. Entre as práticas mais indicadas estão reservar alguns minutos de silêncio ou meditação, escrever situações e comportamentos que precisam ser encerrados, listar aprendizados de experiências passadas, fazer um exercício de gratidão e organizar os ambientes da casa, separando objetos sem uso para doação. Abrir portas e janelas para renovar o ar também aparece como gesto simbólico de renovação.

Para quem deseja montar um ritual mais estruturado, uma das sugestões recorrentes é escolher um local tranquilo, acender uma vela branca com segurança, colocar um copo com água ao lado e fazer uma oração de acordo com a própria crença, seguida do registro em papel daquilo que se deseja construir na etapa seguinte da vida. No campo afetivo, o exercício pode envolver refletir sobre quais comportamentos não se pretende mais repetir em uma relação. No campo financeiro, a orientação costuma ir além do pedido direto por ganhos, incluindo também uma reflexão sobre o que significa, na prática, uma vida financeira mais equilibrada.

O que evitar na data

Apesar do simbolismo, a prática numerológica recomenda cautela com decisões tomadas exclusivamente pela emoção do momento. O processo de encerramento deve respeitar o tempo de cada pessoa, sem que a data seja encarada como um prazo para resolver todas as pendências de uma vez ou romper imediatamente com o que incomoda. Alguns ciclos pedem mais tempo, e insistir em encerrar algo antes da hora tende a gerar mais frustração do que alívio.

A data também costuma ser tratada como um convite à intenção, não como garantia automática de mudança. Formular um pedido de prosperidade não substitui a organização da vida financeira, assim como pedir por uma relação mais saudável não substitui a observação dos próprios padrões afetivos. Dentro dessa leitura, o ritual ganha mais sentido quando vem acompanhado de atitudes concretas no dia a dia.

Com a mudança na composição numerológica em relação a 2025, a expectativa entre quem acompanha essas práticas é que 2026 marque menos uma ruptura definitiva e mais uma transição, na qual o fechamento de uma etapa já vem acompanhado da definição do que deve ocupar esse espaço na sequência.

Ale Santos assina audiolivro de terror inspirado em Machado de Assis

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Fotos: divulgação

Escritor assina roteiro de “Imortal: O Nome Enterrado”, produção original do Skeelo com estreia prevista para o Halloween de 2026.

O Skeelo, plataforma de leitura digital, confirmou “Imortal: O Nome Enterrado”, seu primeiro conteúdo original em áudio, em parceria com o escritor Ale Santos, uma das principais vozes do afrofuturismo brasileiro e duas vezes finalista do Prêmio Jabuti. O audiolivro parte do conto “O Imortal”, de Machado de Assis, e propõe uma releitura de terror psicológico e horror histórico, com roteiro assinado por Ale Santos. A produção terá cinco capítulos, com gravação em ritmo acelerado para que o lançamento aconteça no dia do Halloween.

Segundo o autor, o trabalho revisita temas que Machado de Assis já explorava no conto original, como imortalidade, experimento científico e identidade, mas desloca a narrativa para outra perspectiva. “Ao revisitar o conto, quis deslocar a narrativa e retomar esses temas a partir da ancestralidade, da experiência negra e indígena e das violências que estruturaram o país”, afirma Ale Santos. Segundo ele, o resultado é uma obra que dialoga com Machado de Assis a partir de outro tempo, outra experiência e outra imaginação.

O projeto marca a entrada do Skeelo em conteúdos originais, estratégia que a plataforma pretende ampliar com novas parcerias no mercado editorial, principalmente na produção de audiolivros. Tatiana Yoshizumi, coordenadora de Conteúdo do Skeelo, destaca o simbolismo de iniciar esse movimento com uma obra de Machado de Assis ao lado de Ale Santos, conectando um clássico da literatura brasileira a um formato que vem ganhando espaço entre os leitores.

A parceria foi revelada na terça-feira (8), durante o Skeelo Talks, programação da marca na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, com mediação de Ananda Andrade, do time de Conteúdo do Skeelo. A mesa reuniu Ale Santos e Luara França, da Editora Aleph, parceira do Skeelo em coproduções como os audiobooks de “Forrest Gump” e “Planeta dos Macacos”.

Morre, aos 74 anos, Zélia Amador de Deus, ativista pelos direitos da população negra

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Foto: Mídia Ninja/reprodução

Professora emérita da UFPA e fundadora do Cedenpa, Zélia articulou a política de cotas raciais e representou o Brasil na ONU, em Durban, em 2001.

A professora, pesquisadora e ativista Zélia Amador de Deus morreu nesta terça-feira (8), aos 74 anos, em Belém, após passar mal e ser levada a um hospital na tarde do mesmo dia. Segundo familiares, ela fazia tratamento contra um câncer de mama, mas a causa da morte não foi divulgada. O Governo do Pará decretou luto oficial de três dias no estado, e o velório começou às 22h no Teatro Waldemar Henrique, na capital paraense.

Professora emérita da Universidade Federal do Pará (UFPA), Zélia construiu ao longo de mais de quatro décadas uma das trajetórias mais relevantes do movimento negro brasileiro. Fundadora do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos (GEAM-UFPA), ela presidiu a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e participou diretamente das articulações que resultaram na criação do sistema de cotas raciais nas universidades públicas brasileiras. Em 2001, integrou a comissão brasileira na Conferência Mundial contra o Racismo da Organização das Nações Unidas, realizada em Durban, na África do Sul, um dos encontros que mais influenciaram a agenda de políticas afirmativas no país nos anos seguintes.

Do Marajó à universidade

Zélia nasceu em uma fazenda na Ilha do Marajó e ainda no primeiro ano de vida mudou-se para Belém, onde foi criada pelos avós. Sua mãe engravidou aos 15 anos e trabalhou a vida inteira como empregada doméstica. Em entrevista ao g1 em 2018, a professora atribuiu à educação a virada de rumo em sua história e recordou uma frase da avó que carregou como princípio: “tu és preta, mas não baixa tua cabeça”.

Aluna da rede pública em Belém, Zélia dava aulas para colegas em troca de dinheiro para pagar as passagens de ônibus. Formou-se, concluiu doutorado e tornou-se professora da UFPA, instituição à qual dedicaria o restante da carreira acadêmica. A militância começou ainda na juventude, com participação em manifestações políticas, e se consolidou no fim da década de 1970, período em que acompanhou de perto a reorganização do movimento negro no Brasil.

Em 1980, ajudou a fundar o Cedenpa, marco que, segundo ela, representou uma mudança de estratégia do movimento. A partir daquele momento, a militância deixou de se concentrar apenas na denúncia do racismo e passou a formular propostas concretas de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades raciais.

A construção das cotas e a atuação internacional

A defesa das ações afirmativas tornou-se um dos eixos centrais do trabalho de Zélia. Ela participou das articulações políticas que levaram à adoção de cotas para pessoas negras nas universidades públicas brasileiras, hoje política consolidada em instituições federais e estaduais de ensino superior em todo o país. Em 2001, esteve entre os representantes do Brasil na Conferência de Durban, experiência que descreveu como decisiva para a mobilização nacional que se seguiu.

“Éramos um grupo forte, articulado, que retorna ao Brasil para cobrar diversas políticas, entre elas o sistema de cotas nas universidades públicas”, afirmou em entrevista ao g1.

Zélia também se tornou uma das principais vozes nos debates sobre as desigualdades específicas enfrentadas pelas mulheres negras no Brasil, tema que atravessou boa parte de sua produção acadêmica e de sua atuação política. “A população negra acumula desde então desigualdades em todas as esferas: saúde, educação, perspectiva de vida, absolutamente todas”, disse.

Território quilombola e formação de novas gerações

Zélia também teve atuação decisiva na luta pelo reconhecimento e pela titulação de territórios quilombolas, pauta que se tornou um dos pilares de sua militância ao lado da defesa das ações afirmativas e da ampliação do acesso da população negra à educação. Na UFPA, sua produção acadêmica não se limitou à pesquisa: através do Cedenpa e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, formou gerações de pesquisadores e militantes que hoje seguem atuando na pauta racial em diferentes frentes, dentro e fora da universidade.

Reconhecimento em vida

O trabalho de Zélia recebeu reconhecimento formal em diferentes momentos da carreira. Em 2019, a UFPA concedeu-lhe o título de professora emérita. Em 2021, ela foi homenageada pelo Prêmio de Direitos Humanos da BrazilFoundation, organização internacional voltada ao combate à desigualdade social no Brasil, em cerimônia realizada em Nova York da qual participou de forma virtual. No mesmo ano, sua trajetória inspirou o documentário “Amador, Zélia” e virou tema de samba-enredo da escola de samba Os Colibris, de Belém.

Uma das últimas homenagens ocorreu em 18 de agosto deste ano, menos de um mês antes de sua morte, quando a UFPA plantou um baobá em sua honra no Campus Guamá, em Belém. “Esse baobá representa muito para mim, porque fala de ancestralidade, de memória e daqueles que vieram antes de nós. Estou muito emocionada e só tenho a agradecer por esta homenagem”, disse Zélia na ocasião.

Até o fim da vida, ela manteve a educação como referência central de sua luta. “Falta empatia. Se colocar no lugar do outro. Conhecer verdadeiramente a história do país. Entender nossa identidade. E isso vem através da educação, com o que trabalho pela vida inteira”, afirmou ao g1.

O Ministério da Igualdade Racial manifestou solidariedade à família, à comunidade acadêmica e ao movimento negro, destacando que a trajetória de Zélia permanece como referência para a luta por igualdade racial no país. O velório segue no Teatro Waldemar Henrique, em Belém, e o Governo do Pará mantém o luto oficial de três dias em homenagem à professora.

SuperFinanças estreia canal 24 horas na LG Channels com foco em educação financeira

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O veículo SuperFinanças foi criado por Ad Junior em 2024/Foto: Divulgação

O SuperFinanças, veículo de comunicação voltado à educação financeira, consumo e economia urbana, estreou sua operação na TV conectada com um canal linear 24 horas na LG Channels. A plataforma ocupa o canal IP 146 e tem potencial de alcançar cerca de 19 milhões de telas no Brasil, segundo informações divulgadas pela empresa.

Fundado em 2024 pelo comunicador e empresário AD Júnior, o SuperFinanças direciona sua produção principalmente às classes C, D e E. A proposta é abordar temas relacionados à economia e às finanças pessoais em uma linguagem acessível, evitando o uso de termos técnicos comuns no mercado financeiro.

A programação parte de questões presentes no orçamento doméstico, como renegociação de dívidas, uso de meios de pagamento digitais, incluindo o Pix, administração de benefícios sociais e formação de reserva de emergência. A grade também inclui conteúdos sobre planejamento financeiro, empreendedorismo e estratégias para aumento de renda.

“A proposta do SuperFinanças é conectar a economia ao dia a dia do cidadão, com foco direto no cotidiano das famílias que movimentam o consumo no Brasil”, afirma AD Júnior. Segundo o fundador, a entrada na TV conectada busca ampliar o acesso a informações sobre organização financeira e empreendedorismo.

Programação reúne jornalismo e entretenimento

Entre os programas previstos para a estreia está “SuperMercado”, jornal diário apresentado ao vivo por Edu Carvalho e Ana Beatriz Barbosa. A atração aborda os principais acontecimentos econômicos e políticos do país e explica como essas notícias podem afetar o orçamento das famílias.

A grade também inclui “Cidade do Futuro”, série documental de 12 episódios apresentada por Thalma de Freitas e Xan Ravelli. A produção trata da relação entre economia criativa, tecnologia e transformações urbanas a partir de experiências nas periferias brasileiras.

Já “Sexta Básica” aposta no humor para falar sobre economia doméstica. O programa reúne Blogueirinha Baixa Renda, Claudia Silva e Amanda Graciano em conversas sobre organização das finanças familiares e estratégias para fazer o orçamento render, especialmente nas compras de supermercado.

Outra atração é “Sem Fronteiras”, comandada pelo jornalista Nathan Farias. O programa apresenta soluções adotadas em diferentes cidades do mundo para questões econômicas e urbanas e busca relacioná-las à realidade dos municípios brasileiros.

Para Janaína Tadeu, gerente de Conteúdos e Estratégia de Negócios da LG Electronics, a chegada do canal amplia a oferta de conteúdos gratuitos na plataforma. “A democratização da educação financeira é um tema de alta relevância”, afirma.

Expansão para outras plataformas

A estreia na LG Channels faz parte de um plano de expansão do SuperFinanças para outras plataformas de TV conectada. A estratégia também prevê a ampliação da operação multiplataforma, que atualmente inclui portal de notícias, produções em áudio e redes sociais.

De acordo com a empresa, o projeto pretende ainda reunir dados sobre hábitos de consumo de mídia e comportamento das classes C, D e E. Essas informações poderão ser utilizadas na estruturação de iniciativas comerciais e parcerias com marcas.

A operação do canal conta com a parceria da OTTera, empresa de tecnologia especializada em distribuição e monetização de conteúdo para plataformas de streaming e canais FAST. A companhia atua na conexão entre produtores de conteúdo e serviços de TV conectada.

“O lançamento no LG Channels” representa, segundo Luciana Festi, Head de Distribuição e Parcerias da OTTera, uma nova etapa para a expansão do SuperFinanças no ambiente de streaming.

Stevie Wonder anuncia turnê de 50 anos de “Songs in the Key of Life”

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Stevie Wonder durante apresentação musical
Foto: Raph_PH/ Divulgação

Aos 76 anos, cantor apresentará o álbum de 1976 na íntegra em 18 shows pela Europa e pelos Estados Unidos.

Cinco décadas depois de lançar “Songs in the Key of Life”, Stevie Wonder vai voltar aos palcos cantando os sucessos do álbum que marcou sua carreira. Aos 76 anos, o cantor e compositor anunciou uma turnê comemorativa de 50 anos do disco, com 18 apresentações entre outubro e dezembro de 2026 pela Europa e pelos Estados Unidos.

A turnê começa em 13 de outubro, em Birmingham, na Inglaterra, e passará por cidades como Paris, Copenhague, Oslo, Estocolmo, Amsterdã, Londres e Manchester antes de seguir para os Estados Unidos. Na etapa norte-americana, Stevie se apresenta em Nova York, Chicago, Washington, D.C. e Detroit, encerrando a agenda em 19 de dezembro, em Los Angeles.

A proposta é apresentar “Songs in the Key of Life” na íntegra, revisitando um dos trabalhos mais importantes da trajetória de Stevie Wonder e da música negra norte-americana.

Um álbum atemporal

Lançado em 1976, “Songs in the Key of Life” reuniu diferentes referências musicais, passando por soul, funk, jazz, gospel, pop e experimentações com instrumentos eletrônicos.

O álbum também consolidou a capacidade de Stevie Wonder de transformar experiências pessoais e questões sociais em canções atemporais que marcaram toda uma geração de fãs, abordando temas como infância, amor, espiritualidade, família e desigualdade racial.

Faixas como “Sir Duke”, homenagem a Duke Ellington, “I Wish”, “Isn’t She Lovely” e “As” se tornaram alguns dos maiores sucessos do repertório do artista.

A produção também encerrou uma sequência especialmente marcante na carreira de Stevie. Entre 1972 e 1976, ele lançou cinco álbuns que se tornaram referências: “Music of My Mind”, “Talking Book”, “Innervisions”, “Fulfillingness’ First Finale” e “Songs in the Key of Life”.

Reconhecimento histórico

O impacto de “Songs in the Key of Life” também foi reconhecido pela indústria musical. Em 1977, Stevie Wonder venceu o Grammy de Álbum do Ano pelo disco, além de levar outros prêmios naquela edição.

O álbum também integra o National Recording Registry, da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, por sua relevância cultural, histórica e estética. Em 2002, foi incluído no Grammy Hall of Fame.

Uma das faixas do álbum é “Black Man”, que aborda a contribuição de diferentes povos para a construção da sociedade e da história.

Por onde Stevie Wonder vai passar?

A turnê começa em Birmingham, na Inglaterra, em 13 de outubro, e segue por diferentes cidades europeias, incluindo Paris, Copenhague, Oslo, Estocolmo, Hannover, Colônia, Amsterdã, Dublin, Londres, Manchester e Glasgow.

Na sequência, Stevie Wonder desembarca nos Estados Unidos para shows em Nova York, Chicago, Washington, D.C. e Detroit, onde fará duas apresentações.

A última parada será Los Angeles, em 19 de dezembro, encerrando a turnê de 50 anos de “Songs in the Key of Life”.

Estão em destaque na agenda como shows mais aguardados os do Madison Square Garden, em Nova York, em 19 de novembro, e a apresentação no The O2, em Londres, em 3 de novembro.

Principais datas

  • 13/10 — Birmingham, Inglaterra
  • 15/10 — Paris, França
  • 18/10 — Copenhague, Dinamarca
  • 22/10 — Estocolmo, Suécia
  • 28/10 — Amsterdã, Holanda
  • 03/11 — Londres, Inglaterra
  • 08/11 — Manchester, Inglaterra
  • 19/11 — Nova York, EUA
  • 21/11 — Chicago, EUA
  • 23/11 — Washington, D.C., EUA
  • 08 e 09/12 — Detroit, EUA
  • 19/12 — Los Angeles, EUA

Beauty Fair 2026: Selecionamos os principais lançamentos para as crespas e cacheadas da maior feira de beleza do país

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Camilla de Lucas
Camila de Luccas e Kolene se juntam para lançamento de nova linha/Foto: Divulgação

A Beauty Fair 2026 chegou ao fim nesta terça-feira (8), no Expo Center Norte, em São Paulo, depois de quatro dias reunindo marcas, profissionais, criadores de conteúdo e consumidores em torno das principais tendências do mercado de beleza. Considerada uma das principais vitrines do setor no país, a feira reuniu mais de 2 mil marcas, 500 expositores e mais de 200 mil visitantes.

Entre as novidades apresentadas, o segmento de cabelos ganhou destaque com produtos que apostam na especialização por tipo de fio, tratamentos multifuncionais e soluções para diferentes técnicas. Para o público negro, especialmente consumidores de cabelos crespos, cacheados e usuários de tranças, algumas das novidades chamaram atenção por contemplarem necessidades específicas desse universo.

Embora nem todos os produtos sejam desenvolvidos exclusivamente para pessoas negras, os lançamentos abaixo dialogam diretamente com rotinas de cuidados comuns entre consumidores de fios com curvaturas. Confira cinco novidades apresentadas na Beauty Fair 2026.

1. Widi Care — Juba Tranças

A Widi Care levou à Beauty Fair a Juba Tranças, novidade voltada aos cuidados associados às tranças, uma das técnicas mais presentes entre pessoas negras e que exige atenção específica tanto na preparação quanto na manutenção dos fios.

A novidade faz parte de uma estratégia mais ampla da marca para atender diferentes necessidades dentro do universo dos cabelos com curvaturas. Além da Juba Tranças, a Widi Care apresentou a evolução da linha PhytoBerry Ultra-Hidratação e os óleos finalizadores SALVA.

A aposta em produtos específicos para tranças acompanha uma mudança no mercado de beleza: em vez de oferecer apenas produtos genéricos para cabelos cacheados e crespos, marcas têm criado soluções direcionadas a técnicas e momentos específicos da rotina, como finalização, hidratação e manutenção de penteados.

2. African Beauty — Mousse Modelador e Spray Solta Nós

A African Beauty ampliou seu portfólio de fibras e, ao mesmo tempo, apresentou produtos destinados aos cuidados com os cabelos. Entre os destaques estão o Mousse Modelador e o Spray Solta Nós.

A estratégia aproxima dois universos que fazem parte da rotina de muitas consumidoras negras: as fibras utilizadas em tranças e extensões e os produtos necessários para cuidar dos fios naturais e das técnicas aplicadas sobre eles.

Além das novidades de tratamento, a marca apresentou novas cores de fibras durante a feira. Para a organização da Beauty Fair, o movimento representa uma ampliação das possibilidades de venda dentro de uma mesma categoria, combinando extensão do portfólio de fibras com produtos de cuidado.

3. Kolene — Nutri Bond by Camilla de Lucas

A Kolene apresentou uma expansão da linha Nutri Bond by Camilla de Lucas, criada especialmente para cabelos com curvaturas. O lançamento reúne três novidades: Hair Splash, Elixir de Óleos Africanos e Mel Africano Finalizador.

O Hair Splash combina perfumação, ação de day after, proteção térmica e controle do frizz. Já o Elixir de Óleos Africanos e o Mel Africano Finalizador ampliam as opções de finalização da linha, com foco em brilho e definição.

O desenvolvimento dos produtos contou com a participação da própria Camilla de Lucas, da equipe da marca e do Bonde Kolene, comunidade formada por mais de 150 creators com diferentes tipos de curvatura. Segundo a marca, o Nutri Bond se tornou o maior lançamento da Kolene desde o reposicionamento iniciado em 2023, superando em 60% as expectativas de vendas.

A Kolene também aproveitou a Beauty Fair para apresentar uma nova identidade visual de suas embalagens, em comemoração aos 50 anos da marca.

Os produtos serão lançados oficialmente no mercado a partir de outubro.

4. Bio Extratus — Supermáscara Cronograma

A Bio Extratus apresentou a Supermáscara Cronograma, da linha be.use Bio Extratus by Mago dos Cabelos, criada para reunir três etapas do cronograma capilar em um único produto: hidratação, nutrição e reconstrução.

Indicada para cabelos lisos, ondulados, cacheados e crespos, inclusive quimicamente tratados, a máscara tem tempo de pausa de apenas três minutos. A proposta é facilitar uma rotina que tradicionalmente exige produtos diferentes para cada etapa.

Na fórmula, a etapa de reconstrução conta com aminoácidos biomiméticos de baixo peso molecular; a hidratação é associada ao D-Pantenol; e a nutrição reúne óleos de rícino, coco e macadâmia. O produto tem 250 g e preço sugerido de R$ 68,90.

A máscara também tem fórmula vegana e não contém parabenos, petrolatos ou corantes. A proposta é oferecer uma alternativa mais prática para quem precisa alternar tratamentos de acordo com as necessidades dos fios, incluindo os cabelos crespos e cacheados.

5. TRUSS — Hydra Air e novas soluções de tratamento

A TRUSS Professional apresentou na Beauty Fair uma série de novidades para diferentes etapas do cronograma capilar. Entre os destaques está a Hydra Air, lançamento que completa a atuação da marca nas principais etapas de tratamento.

A marca também ampliou a linha Nutri Infusion, com a chegada do Night Spa e da Lipidic Hair Mask, além de apresentar a linha Color Shield e o novo condicionador Blond Revolution. As novidades têm foco principalmente no tratamento, manutenção e preparação dos cabelos.

Embora os lançamentos da TRUSS não sejam exclusivos para cabelos crespos ou para o público negro, a ampliação das possibilidades de tratamento também contempla consumidores com diferentes texturas e necessidades de fibra. A marca aposta em um portfólio cada vez mais segmentado, acompanhando uma tendência observada na Beauty Fair 2026: a substituição de soluções genéricas por produtos voltados a necessidades específicas.

6. Salon Line — Xêrosa Coleção Perfume

A Salon Line amplia a linha Xêrosa com uma coleção de fragrâncias que aproxima o body splash do universo da perfumaria. Com classificação eau de toilette, os produtos apostam em aromas mais sofisticados e marcantes, além de embalagens inspiradas em frascos de perfume. As fragrâncias podem ser aplicadas tanto no corpo quanto nos cabelos, combinando perfumação e praticidade para a rotina de beleza. A coleção reúne quatro fragrâncias: Doce Blush, Lady Rouge, Pérola Chic, Paradoxo Floral e Quartzo Rosa.

Vozinha é indicado à Bola de Ouro 2026 em lista inédita

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Vozinha, goleiro de Cabo Verde, durante partida de futebol
Reprodução: Buda Mendes/Getty Images

Destaque de Cabo Verde na Copa do Mundo, goleiro de 40 anos concorre ao Troféu Yashin ao lado de Yassine Bounou, do Marrocos, e Édouard Mendy, do Senegal. 

O goleiro Vozinha, de Cabo Verde, está entre os dez indicados ao Troféu Yashin 2026, prêmio concedido pela France Football ao melhor goleiro da temporada. A indicação reconhece o desempenho do jogador de 40 anos na Copa do Mundo de 2026, quando Cabo Verde fez sua estreia no torneio e avançou à fase eliminatória.

Ao celebrar a indicação no Instagram, Vozinha escreveu: “Lembro-me de onde vim, de tudo o que vivi, dos sacrifícios, das dificuldades e de todos aqueles que caminharam comigo. Esta nomeação não é só minha. Levo comigo São Vicente, Cabo Verde e um povo inteiro que nunca deixou de acreditar.” 

A presença de Vozinha também compõe um marco para o futebol africano: três goleiros africanos aparecem entre os dez indicados ao prêmio pela primeira vez desde a criação do Troféu Yashin, em 2019. A lista também reúne o marroquino Yassine Bounou e o senegalês Édouard Mendy.

Vozinha ganhou destaque na Copa

Na estreia, diante da Espanha, o goleiro fez sete defesas no empate por 0 a 0 e foi eleito o melhor jogador da partida pela Fifa. Ao longo do Mundial, ele terminou com 18 defesas em quatro partidas, número que o colocou entre os goleiros com mais intervenções no torneio.

A atuação ajudou Cabo Verde a avançar à fase eliminatória em sua primeira participação em uma Copa do Mundo. A seleção também se tornou o país de menor população a alcançar a fase de mata-mata da competição.

Aos 40 anos, Vozinha transformou a campanha histórica de Cabo Verde em uma indicação inédita para sua carreira no principal prêmio individual destinado a goleiros.

Três goleiros africanos na lista

O continente africano aparece pela primeira vez representado por três goleiros na disputa além de Vozinha, são eles o marroquino Yassine Bounou, e o senegalense Édouard Mendy.

Bounou teve 58 partidas na temporada 2025/26, com 30 jogos sem sofrer gols, enquanto Mendy disputou 56 partidas e terminou com 28 jogos sem ser vazado. Mendy também conquistou a Liga dos Campeões da Ásia e a Supercopa Saudita com o Al-Ahli.

A presença dos três goleiros representa um marco histórico para o Troféu Yashin, criado em 2019 para reconhecer anualmente o melhor goleiro da temporada. O brasileiro Alisson foi o primeiro vencedor.

Quem concorre ao Troféu Yashin 2026?

A lista tem dez goleiros:

  • Yassine Bounou — Marrocos
  • Thibaut Courtois — Bélgica
  • Joan García — Espanha
  • Gregor Kobel — Suíça
  • Emiliano Martínez — Argentina
  • Édouard Mendy — Senegal
  • David Raya — Espanha
  • Matvey Safonov — Rússia
  • Unai Simón — Espanha
  • Vozinha — Cabo Verde

A lista oficial foi divulgada pela organização da Bola de Ouro nesta terça-feira (8).

Brasileiros indicados à Bola de Ouro

A lista da categoria principal da Bola de Ouro 2026 também reúne nomes de destaque do futebol brasileiro. Vini Jr., Gabriel Magalhães e Marquinhos concorrem na principal categoria, além de Lorena que disputa o prêmio de melhor goleira, enquanto Lamine Yamal, da Espanha, também concorre à categoria individual da premiação.

Bola de Ouro será realizada em Londres

A cerimônia da 70ª edição da Bola de Ouro está marcada para 26 de outubro, em Londres. A premiação deixa Paris excepcionalmente neste ano para celebrar as sete décadas desde a primeira edição, vencida pelo inglês Stanley Matthews, em 1956.

A edição de 2026 considera o desempenho dos jogadores na temporada 2025/26, incluindo a Copa do Mundo disputada na América do Norte.

‘Feito Pipa’, filme premiado em Gramado, ganha trailer e disputa vaga brasileira no Oscar

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Feito Pipa
Filme estreia dia 5 de novembro nos cinemas/Foto: Divugação/Jamille Queiroz

Longa dirigido por Allan Deberton é estrelado por Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos e chega aos cinemas em novembro

O filme brasileiro “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton, acaba de ganhar seu trailer oficial. Estrelado por Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos, o longa chega aos cinemas brasileiros em 5 de novembro e está entre os seis filmes habilitados pela Academia Brasileira de Cinema para disputar a indicação do Brasil ao Oscar 2027 na categoria de Melhor Filme Internacional. O representante brasileiro será anunciado em 16 de setembro.

A produção teve destaque na 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado, onde foi o filme mais premiado. O longa recebeu quatro Kikitos — de Melhor Direção para Deberton, Melhor Atriz para Teca Pereira, Melhor Ator Coadjuvante para Lázaro Ramos e Melhor Filme pelo Júri Popular — além de uma Menção Honrosa para Yuri Gomes.

História acompanha menino criado pela avó no sertão do Ceará

No filme, Yuri Gomes interpreta Gugu, um menino de quase 12 anos apaixonado por futebol que vive em Quixadá, no sertão do Ceará, com a avó Dilma, interpretada por Teca Pereira. Professora aposentada, ela criou o neto de maneira livre e afetuosa, estimulando sua criatividade e dando a ele uma infância marcada pela autonomia.

A relação com o pai, Batista, vivido por Lázaro Ramos, é diferente. Marcada por ausências e sentimentos não expressos, a convivência entre os dois ganha novos contornos quando Gugu passa a enfrentar a possibilidade de deixar a casa da avó para morar com o pai.

A partir desse conflito, “Feito Pipa” aborda temas como amadurecimento, pertencimento, afeto e liberdade. O elenco também conta com Carlos Francisco, de “O Agente Secreto”, e Georgina Castro, de “O Céu de Suely”, além das crianças Luan Vasconcelos, Beatriz Carwile, Nathyel Martins, Manuela Paulino, Pablo Vinícios e Enzo Uejo.

Assista ao trailer:

Trajetória internacional

Antes da estreia nacional em Gramado, “Feito Pipa” percorreu festivais internacionais e conquistou cinco prêmios. A primeira exibição mundial aconteceu em fevereiro, durante a Berlinale, na Alemanha.

Na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, o longa recebeu o Urso de Cristal de Melhor Filme, concedido pelo Júri Jovem, e o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus. A produção também esteve entre os três finalistas do Teddy Award.

No Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias, na Colômbia, Yuri Gomes recebeu o prêmio de Melhor Interpretação na mostra competitiva Cine de los Barrios. Já no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México, o filme conquistou o Prêmio Maguey de Melhor Filme e o Prêmio Maguey de Melhor Interpretação para Teca Pereira e Yuri Gomes.

A produção também passou por eventos como o Giffoni Film Festival, na Itália; o Frameline, em São Francisco, nos Estados Unidos; e o Shanghai International Film Festival, na China.

Rodado em Quixadá, “Feito Pipa” é produzido pela Deberton Filmes e Biônica Filmes. A distribuição nos cinemas brasileiros será feita pela Paris Filmes, enquanto a M-Appeal é responsável pelas vendas internacionais.

Ruby Bridges: 1ª criança negra em escola branca no sul dos EUA

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Foto: Getty Images/APPaul Morigi

Em 1960, aos seis anos, ela foi escoltada por agentes federais para entrar na Escola Primária William Frantz, em Nova Orleans.

Ruby Bridges nasceu em 8 de setembro de 1954, em Tylertown, no Mississippi, filha de Abon e Lucille Bridges. A família se mudou para Nova Orleans, na Louisiana, ainda durante a infância de Ruby, em busca de melhores oportunidades de trabalho e educação. O ano de seu nascimento coincidiu com um marco jurídico decisivo nos Estados Unidos: a Suprema Corte americana declarou, no caso Brown v. Board of Education, que a segregação racial nas escolas públicas era inconstitucional, encerrando formalmente décadas de validação legal da doutrina “separados, mas iguais”, firmada em 1896 no caso Plessy v. Ferguson.

A decisão da Suprema Corte, no entanto, levou anos para se traduzir em mudanças concretas na Louisiana. Somente em 1960 um juiz federal determinou o início da dessegregação nas escolas do estado. Foi nesse contexto que a NAACP, organização histórica de defesa dos direitos civis, aplicou testes de admissão em crianças negras de Nova Orleans para avaliar quais poderiam frequentar instituições até então exclusivamente brancas. Ruby foi uma das seis aprovadas e a única designada para a Escola Primária William Frantz.

No primeiro dia de aula, Bridges precisou ser acompanhada por agentes federais em meio a protestos de pais brancos. A diretora a levou diretamente para a sala da direção, onde permaneceu o dia inteiro enquanto centenas de crianças eram retiradas da escola pelos próprios pais. Durante toda a primeira série, Ruby teve uma única professora, Barbara Henry, e foi a única aluna da turma. Ela não podia frequentar o refeitório nem o parquinho, e precisava de escolta até para usar o banheiro. A pressão também atingiu a família: os pais perderam o emprego e, anos depois, se separaram.

Foto: Getty Images/reprodução

A trajetória de Bridges se tornou símbolo do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, sobretudo depois que o pintor Norman Rockwell retratou sua caminhada até a escola na obra “O Problema com o Qual Todos Vivemos”, publicada pela revista Look em 1964. Já adulta, Bridges se tornou autora e ativista, fundou a Ruby Bridges Foundation em 1999 e atuou para preservar a Escola Primária William Frantz após danos causados pelo furacão Katrina, em 2005.

É importante uma precisão histórica: a própria biografia oficial de Ruby Bridges, publicada pelo National Women’s History Museum, define sua conquista como a de “primeira criança afro-americana no Sul a frequentar uma escola primária exclusivamente branca”, não como a primeira do país. No mesmo dia de sua matrícula, outras três meninas negras (Leona Tate, Gail Etienne e Tessie Prevost) integraram simultaneamente a escola McDonough 19, também em Nova Orleans.

Em 2024, Ruby Bridges foi incluída no Hall da Fama Nacional das Mulheres, reconhecimento que reafirma o peso histórico de sua trajetória iniciada ainda na infância.

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