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‘Filhos de Sangue e Osso’: Filme sobre fantasia e mitologia africana reúne grandes estrelas no elenco

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Fotos: Monica Schipper / Getty Images; Divulgação/ Getty

Expectativas já foram criadas! ‘Filhos de Sangue de Osso’, novo filme dirigido por Gina Prince-Bythewood (‘A Mulher Rei’), baseado no primeiro livro do best-seller ‘Legacy of Orïsha’, de fantasia e mitologia africana, de Tomi Adeyemi, teve o elenco divulgado nesta quarta-feira (22) pela Variety, com grandes nomes do cinema e muitos em ascensão. 

Thuso Mbedu (‘A Mulher Rei’), Amandla Stenberg (‘O Ódio Que Você Semeia’), Damson Idris (‘Enxame’) e Tosin Cole (‘Supacell’) assumem os papéis principais da adaptação cinematográfica que estreia em 15 de janeiro de 2027 nos cinemas dos Estados Unidos.

A trama se passa em um reino africano fictício onde Zelie (Mbedu) embarca em uma jornada para restaurar a magia roubada de seu povo pelo tirano Rei Saran. Ao longo do caminho, ela se une ao irmão mais velho, Tzain (Cole), à Princesa Amari (Stenberg) e ao Príncipe Inan (Damson Idris) para enfrentar o regime opressor do rei.

O elenco também conta com Viola Davis (‘A Mulher Rei’) como Mama Agba, Cynthia Erivo (‘Wicked’) como Almirante Kaea, Idris Elba (‘A Fera’) como Lekan, Lashana Lynch (‘A Mulher Rei’) como Jumoke e Chiwetel Ejiofor (‘12 Anos de Escravidão’) como Rei Saran.

“Estou muito honrada e animada em dar vida a ‘Filhos de Sangue de Osso’ de Tomi e ao vibrante mundo de Orisha. Nosso incrível conjunto reflete toda a diáspora. É aqui que reside nossa mágica”, celebrou Prince-Bythewood.

O romance original de Adeyemi, publicado em 2018, foi um grande sucesso, tornando-se um dos 100 melhores livros de fantasia de todos os tempos e permanecendo na lista de best-sellers do New York Times por 175 semanas. A trilogia Legacy of Orïsha vendeu quase três milhões de cópias em todo o mundo e recebeu aclamação da crítica, consolidando Adeyemi como uma voz poderosa na literatura contemporânea.

Além dos nomes confirmados, Regina King (‘Shirley Para Presidente’) está em negociações para interpretar a Rainha Nehanda. O elenco será complementado por talentos emergentes como Diaana Babnicova (‘Uma Invenção de Natal’) como Folake e Bukky Bakray (‘Rocks’) como Binta. A produção também anunciará castings adicionais de uma chamada aberta para atores que moram na Nigéria. 

As filmagens estão programadas para começar nas próximas semanas, na África do Sul. 

Mundo Negro deixa de publicar no ‘X’ devido à desinformação nociva da plataforma de Elon Musk

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Foto: Eric Lee/NYT

O site Mundo Negro anuncia a seus leitores que está deixando de produzir e compartilhar conteúdos para a rede social ‘X’, antigo Twitter.
A decisão segue outros veículos jornalísticos de reconhecimento mundial, como Le Monde e The Guardian, que também decidiram deixar a rede social por conta da quantidade de desinformação e de conteúdos nocivos que são publicados sem qualquer tipo de moderação, favorecendo que crimes como racismo e lgbtfobia sejam cometidos, além do compartilhamento massivo de conteúdos misóginos divulgados por usuários mal intencionados da rede.

Outro fator determinante também se dá pelo resultado das eleições presidenciais dos Estados Unidos e do anúncio de que Elon Musk, dono do X, fará parte do governo de Donald Trump. Musk gerou polêmica ao fazer um gesto ligado a uma saudação nazista durante um evento que o anunciava como parte de um grupo de apoio do governo dos EUA: “Produzir conteúdo para uma rede social é contribuir para a sua relevância. Essa plataforma já foi abandonada por marcas e muitos veículos importantes. As recentes atitudes de Elon Musk me levam a crer que não é inteligente manter uma estratégia de comunicação que alimente qualquer coisa que ele possua, especialmente considerando quem somos e para quem escrevemos”, afirmou Silvia Nascimento, CEO e editora-chefe do Mundo Negro.

O veículo deve permanecer nas outras redes sociais, como TikTok e nas redes da Meta, mas manterá um olhar atento e vigilante para as próximas decisões tomadas por Mark Zuckerberg, CEO da empresa que controla Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp, que recentemente demonstrou seu apoio à Donald Trump e aos ideais do presidente dos EUA contra políticas de diversidade e inclusão.

Em uma decisão recente, a Prefeitura de Paris, liderada por Anne Hidalgo, também anunciou que deixaria de usar a rede social de Musk a partir do dia 20 de janeiro com objetivo de encontrar “espaços pacíficos de expressão”, reforçando seu “compromisso com a veracidade da informação”.

O jornal francês Le Monde também acompanhou a debandada, justificando em um editorial, escrito pelo diretor, Jérôme Fenoglio, que a atitude se dava pela “crescente toxicidade” da rede, além de escrever que: “também redobraremos a nossa vigilância em diversas outras plataformas, em particular o TikTok e as da Meta [dona do Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp], depois das preocupantes declarações de Mark Zuckerberg”, dizia o texto.

Em novembro de 2024, o jornal britânico The Guardian comunicou aos leitores que deixaria de produzir conteúdo para o X, afirmando: “Isso é algo que temos considerado por um tempo, dado o conteúdo frequentemente perturbador promovido ou encontrado na plataforma, incluindo teorias da conspiração de extrema direita e racismo. A campanha eleitoral presidencial dos EUA serviu apenas para sublinhar o que consideramos há muito tempo: que X é uma plataforma de mídia tóxica e que seu proprietário, Elon Musk, tem sido capaz de usar sua influência para moldar o discurso político”.

Aldis Hodge desponta como favorito dos fãs para ser o novo Pantera Negra

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Foto: Frazer Harrison/Getty Images

O ator Aldis Hodge, conhecido por seus trabalhos em “O Homem Invisível” e “City on a Hill”, tem ganhado destaque entre os fãs como um dos principais candidatos para assumir o papel de T’Challa no Universo Cinematográfico Marvel (MCU). A busca por um novo Pantera Negra vem gerando debates desde a morte de Chadwick Boseman, em 2020, e Hodge parece reunir características que o colocam no radar das especulações.

De acordo com o site ComicBookMovie, Hodge ainda não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade, mas registros indicam que ele já havia demonstrado interesse no papel há mais de uma década. Em entrevista de 2012, o ator revelou seu carinho pelo personagem: “Crescendo, eu era fã dos quadrinhos do Pantera Negra. Sempre me identifiquei com o herói e via nele uma força única no universo Marvel.”

Fãs têm apontado o perfil físico e o histórico de Hodge em papéis de liderança como pontos fortes para a escalação. Recentemente, ele interpretou Gavião Negro em Adão Negro, mostrando habilidade em cenas de ação e intensidade dramática, características essenciais para encarnar o rei de Wakanda.

Enquanto isso, a Marvel Studios segue cautelosa em sua abordagem. A decisão de não reescalar o T’Challa de Boseman foi amplamente elogiada como um gesto de respeito, mas agora o estúdio parece disposto a explorar novas possibilidades para manter o Pantera Negra como figura central no MCU.

Rumores indicam que o novo T’Challa seria introduzido por meio do multiverso, o que permitiria uma narrativa que honre o legado de Boseman, ao mesmo tempo em que dá continuidade à importância do herói nas próximas fases do MCU.

Com a pré-produção de “Pantera Negra 3” já em andamento e Ryan Coogler à frente do projeto, a expectativa pela escolha do novo intérprete cresce entre os fãs. Até o momento, a Marvel não se pronunciou oficialmente sobre negociações com Hodge ou outros atores cotados.

Os dois primeiros filmes da franquia continuam disponíveis no Disney+, enquanto o público aguarda por novidades sobre o futuro de Wakanda no cinema.

Aaron Pierre sobre interpretar o jovem Mufasa: “É uma honra dar voz ao que me fez sentir ‘visto, ouvido e incluído’ na infância”

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Foto: Quil Lemons

O ator britânico Aaron Pierre, conhecido por papéis marcantes em produções como The Underground Railroad e Rebel Ridge, falou sobre os desafios de interpretar o jovem Mufasa na prequela do clássico O Rei Leão, dando voz ao personagem que antes fora dublado pelo icônico James Earl Jones. Na entrevista, concedida à GQ e conduzida pelo jornalista Jake Kring-Schreifels, com fotografias de Quil Lemons, que ilustram a capa da nova edição da publicação, Pierre destacou como a representação da África Ocidental no filme original o fez sentir-se “visto, ouvido e incluído” desde criança.

O filme, dirigido por Barry Jenkins, explora a jornada de Mufasa desde a infância até a ascensão como líder. Assumir o papel exigiu que Pierre desenvolvesse novas habilidades, incluindo o canto, algo que nunca havia feito profissionalmente. Para isso, ele passou por semanas de treinamento musical intenso, sob a orientação de Lin-Manuel Miranda, compositor do filme. Durante o processo, Pierre ampliou seu alcance vocal e encarou o desafio de gravar as músicas no icônico Abbey Road Studios.

Além de Mufasa, o ator encerrou um ano de agenda cheia, com destaque para sua interpretação de Malcolm X na série Genius: MLK/X e o anúncio de seu papel como John Stewart, o Lanterna Verde, na produção Lanterns, da DC, papel para o qual começa a se preparar para interpretar: “Estou realmente animado para entrar no set porque acho que é onde você realmente começa a descobrir qual será sua versão desse personagem”, afirmou.

A presença de Pierre, marcada por sua postura imponente e voz marcante, tem atraído elogios de diretores e ampliado sua visibilidade em Hollywood.

Conta ‘@vp’ é assumida por atual vice-presidente dos EUA no Instagram e Kamala Harris ajusta perfil na rede social

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Foto: Anna Moneymaker / arquivo Getty Images

A ex-vice-presidente dos Estados Unidos Kamala Harris realizou alterações em sua conta oficial no Instagram após o término de seu mandato, marcado pela posse de Donald Trump como 47º presidente do país na última segunda-feira (20). Harris, que ocupou o cargo de vice-presidente por quatro anos, atualizou a biografia de seu perfil, removendo o link para a conta oficial do vice-presidente (@ vp), que agora é gerenciada pela nova administração republicana e foi atualizada com a foto de JD Vance.

A transição de contas de mídias sociais é uma prática padrão em trocas de governo nos Estados Unidos. Plataformas como Facebook, Instagram e X (antigo Twitter) transferem as contas oficiais de líderes como presidente, vice-presidente e primeira-dama para os novos ocupantes do cargo, mantendo os seguidores, mas reiniciando o conteúdo postado. A nova administração, composta por Trump e pelo vice-presidente JD Vance, assumiu o controle das contas oficiais, incluindo @ potus (Presidente dos Estados Unidos) e @ vp (Vice-Presidente).

A mudança das contas oficiais nas redes gerou confusão entre os usuários. Muitos se depararam com postagens da nova administração, incluindo imagens de Trump e Vance, mesmo sem terem interagido diretamente com os novos líderes. Isso ocorreu porque os seguidores das contas oficiais dos líderes anteriores são automaticamente transferidos para os sucessores.

No caso de Harris, a bio de sua conta pessoal foi ajustada para refletir sua atual posição como cidadã privada e política, com a descrição “sempre lutando pelo povo”. Anteriormente, ela incluía um vínculo direto à página oficial da vice-presidência (@vp). Durante a cerimônia de posse no Capitólio, Kamala Harris marcou presença ao lado do ex-presidente Joe Biden, que também deixou a Casa Branca após a derrota nas eleições de 2024.

Confusão entre usuários de redes sociais

Relatos indicam que alguns usuários, que afirmam nunca ter seguido as contas durante a gestão Biden-Harris, encontraram-se inscritos automaticamente nos perfis da administração Trump. Porta-vozes da Meta, empresa que controla Facebook e Instagram, negaram irregularidades, explicando que a transição é parte de um protocolo estabelecido.

Histórico do processo

A transição de contas oficiais foi formalizada pela primeira vez em 2017, na troca de governo entre Barack Obama e Donald Trump. Desde então, as publicações das gestões anteriores são arquivadas, ficando acessíveis ao público em contas específicas que preservam os registros históricos.

Especialistas apontam que o modelo adotado visa manter a continuidade e a transparência das comunicações governamentais, ao mesmo tempo que permite aos cidadãos acompanhar o trabalho da administração atual.

Reações nas redes sociais

A troca de comando gerou debates sobre o impacto de políticas da Meta e a relação da empresa com a administração Trump. No entanto, usuários que desejarem deixar de seguir as novas contas podem fazê-lo manualmente nas plataformas. Kamala Harris segue ativa em sua conta pessoal no Instagram (@kamalaharris) e no X, enquanto Joe Biden mantém suas publicações no perfil @joebiden.

21 de janeiro – Dia de Combate à Intolerância Religiosa: a resistência e o orgulho do povo negro

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Busto de Mãe Gilda, em Itapuã (BA). Foto: Secom/Governo da Bahia

Hoje, 21 de janeiro, celebra-se o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Criado em 2007, por meio da lei 11.635, o dia é um marco para conscientizar a sociedade sobre a gravidade e a urgência das agressões motivadas por crenças religiosas. Enquanto sociedade é importante lembrarmos as vulnerabilidades enfrentadas historicamente pelos adeptos das religiões de matrizes africanas. O dia 21 de janeiro é conhecido pelo combate à intolerância religiosa em homenagem à ativista social e ialorixá Mãe Gilda de Ogum, que liderava o terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, em Salvador, na Bahia. Em 2000, a família e o terreiro de Mãe Gilda foram alvos de violência e vandalismo, que ocasionaram a morte de infarto dessa mulher negra, símbolo da luta contra o racismo religioso. 

No Brasil, o candomblé e a umbanda são as religiões mais atacadas e os crimes são realizados, principalmente por fieis ligados às igrejas evangélicas neopentecostais. De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o número de violações motivadas por intolerância religiosa cresceu 80% entre 2022 e 2023 registrados pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos). Ainda segundo o órgão, as religiões de matriz africana seguem como as mais afetadas por esse tipo de violência, onde seus corpos, crenças e templos são atacados simbólica e/ou fisicamente. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia chamam atenção pelo número elevado de casos .

Dos diversos direitos constitucionais que ao povo negro é negado configura também a falta de expressão e liberdade de crenças e cultos, pois somos sistematicamente atacados. Assim, o movimento negro contemporâneo luta para garantia de direitos (à educação, à moradia, à comida, à vida, às crenças) já oficialmente conquistados na legislação, mas nem sempre atendidos pelo Estado. 

O candomblé já nasceu no século XIX, como resistência, lá na Bahia (a mesma de Mãe Gilda) e assim seguirá ocupando as ruas, como o Sabejé (ritual em celebração a Omolu) na Avenida Paulista organizado pelo babalorixá Rodney William do terreiro O Ilê Obá Ilê Oba Ketu Axé Omi Nlá que ocupa a mais importante via do centro da capital de São Paulo. Com os ojás na cabeça, fios de contas no pescoço, seguimos como existência potentes protegidas pelas forças dos orixás, celebrando livremente nos templos, casas e ruas.  

Vencedora do Emmy, ‘Abbott Elementary’ é renovada para 5ª temporada

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Foto: ABC

Enquanto a quarta temporada da série ‘Abbott Elementary’ está sendo exibida nos Estados Unidos, a ABC anunciou nesta terça-feira (21), a renovação para a quinta temporada. A produção é a primeira a ser confirmada na programação para a temporada 2025-26.

A renovação antecipada não é novidade para Abbott Elementary, que garantiu renovações antes das apresentações de maio em cada uma de suas três primeiras temporadas.

Recentemente, a comédia vencedora do Emmy Award, exibiu o episódio em crossover com ‘It’s Always Sunny in Philadelphia’, da FX, e atraiu 8,05 milhões de espectadores com uma semana de exibição multiplataforma, conquistando um recorde para a nova temporada da série.

‘Abbott Elementary’ retrata a realidade de uma escola pública da Filadélfia que sobrevive com poucos recursos financeiros e professores com baixos salários, porém empenhados em dar o seu melhor para educar as crianças.

Além da criadora Quinta Brunson estrelar a série, o elenco também inclui Tyler James Williams, Sheryl Lee Ralph, Janelle James, Chris Perfetti, Lisa Ann Walter e William Stanford Davis.

No Brasil, as três temporadas de ‘Abbott Elementary’ estão disponíveis no Disney+. A quarta temporada ainda não ganhou data de estreia.

“Nossa novela tá no mundo”, Duda Santos celebra destaque internacional de ‘Garota do Momento’ em matéria da Variety

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Foto: Globo/Léo Rosário

“Garota do Momento” está chamando a atenção no cenário internacional. Protagonizada por Duda Santos, a novela foi destaque em uma matéria da Variety, uma das mais conhecidas revistas internacionais de entretenimento, que ressaltou a abordagem de temas como racismo e sexismo no folhetim, escrito por Alessandra Poggi, com direção-geral de Jeferson De.

Interpretando Beatriz, Duda Santos celebrou em suas redes sociais o reconhecimento conquistado pela trama: “Nossa novela tá no mundo”, escreveu em seu Instagram. A novela, exibida no horário das 18h da Globo, reflete uma tradição de sucesso consolidada por novelas históricas e voltadas para a família, como “Chocolate com Pimenta” e “O Cravo e a Rosa”. Entretanto, “Garota do Momento” dá centralidade à história de uma protagonista negra e aborda questões de racismo e desigualdade, temas raramente explorados nesse horário de maneira tão marcante.

Durante o Content Américas, evento sediado em Miami voltado para os mercados latino e hispânico, com novelas, séries, documentários e formatos, a autora Alessandra Poggi contou à Variety como tem inserido temáticas sociais na novela: “Isso é algo que gosto de investigar no meu trabalho: quem na sociedade é feliz? Quem está prosperando? Quem não está? Em 1958, os homens traíam suas esposas constantemente; a sociedade era muito sexista e racista. Os filhos de mães divorciadas sofriam muito. Pessoas queer não conseguiam viver a verdade. Então, eu queria falar sobre essas questões, que infelizmente ainda são relevantes hoje. Eu não podia ignorar isso”, afirmou.

Na história, Duda Santos interpreta Beatriz, uma jovem marcada por desafios pessoais e por um contexto social de opressões. Ambientada em 1958, a novela revisita um período considerado próspero no país, mas expõe as dificuldades vividas por mulheres negras, trabalhadores e minorias marginalizadas.

“Garota do Momento” teve sua estreia no dia 4 de novembro de 2024 e no primeiro dia alcançou 21 pontos na Grande São Paulo, o melhor desempenho para uma novela das seis nos últimos dois anos. Na capital carioca, a trama chegou aos 25 pontos, superando as três produções anteriores transmitidas no mesmo horário.

Grupo de pesquisa da UFF lança novo site com mapeamento inédito sobre racismo religioso no Brasil

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Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O grupo de pesquisa GINGA, da Universidade Federal Fluminense (UFF), lançou nesta semana, em comemoração ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, um novo site que centraliza dados, relatórios e recursos educativos. A iniciativa surge como uma resposta à dificuldade de coletar dados sobre conflitos étnico-raciais-religiosos, uma vez que as denúncias institucionais muitas vezes são subnotificadas e carecem de detalhamento quanto ao fenômeno, ou ainda não são encontradas para consulta pública facilmente pela população. 

O site disponibiliza para consulta pública, um acervo de dados com notícias publicadas na imprensa sobre os povos de terreiro, com a possibilidade de o usuário filtrar as informações de acordo com seus interesses. O grande diferencial da plataforma é a possibilidade de baixar informações filtradas, permitindo que pesquisadores, ativistas, jornalistas, religiosos de matrizes africanas e o público possam acessar dados relevantes de forma rápida e eficiente. 

A coordenadora do GINGA-UFF, Ana Paula Miranda explica que o portal reúne o relatório para download, uma base de dados interativa e atualizações sobre casos de racismo religioso. Há também materiais educacionais e um espaço dedicado à divulgação da mobilização social. “Nosso site é uma ferramenta crucial para sensibilizar a sociedade e articular ações políticas. É mais um passo na luta contra o racismo religioso e pela valorização das religiões de matriz africana”, destaca. 

Miranda afirma também que, “basta um caso para que as instituições observem os conflitos de natureza étnico-racial-religiosa e tenhamos a efetivação de políticas públicas como uma resposta do poder público. A pesquisa busca oferecer uma visão ampliada e detalhada de como essas violações aparecem nas mídias de todo o país, indo além das fontes oficiais. As análises fornecem dados valiosos para políticas públicas, fortalecendo a luta contra a intolerância religiosa e o racismo”. 

O acervo digital do novo portal é resultado de uma pesquisa que iniciou em maio de 2021 com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), visando observar a abrangência e visibilidade dadas pela mídia a atos de preconceito e discriminação contra terreiros e seus adeptos. 

Em 2022, com o apoio do Congresso Nacional, em especial o Deputado David Miranda e a Deputada Taliria Petroni, o escopo da pesquisa foi ampliado para abranger todos os estados brasileiros, permitindo uma análise mais completa do panorama nacional. A pesquisa contribuiu para embasar as discussões na CPI da intolerância religiosa que aconteceram na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). 

Dados sobre violações contra povos de terreiro 

O GINGA-UFF está divulgando a realização de um estudo que abrange o período de 1996 a 2023 utilizando mais de 1.200 publicações digitais para mapear casos de intolerância e racismo religioso. Foram utilizadas mídias digitais que tivessem comprometimento com o conteúdo divulgado e respondessem por ele (autoria identificada, redação, assessoria de comunicação). A maioria das mídias selecionadas é resultante de sites e portais de notícias, 67,0%. Jornais online, (23,1%), blogs (4,6%), revistas online (3,5%) e rádios online (1,8%), complementam as fontes de busca. 

No volume das 1.242 publicações, foram observados 512 eventos relacionados a conflitos de natureza étnico-racial-religiosa, contra religiosos, terreiros e monumentos ou locais com referência às religiões de matriz africana e quanto a religiões de matriz africana de forma generalizada, como discursos de ódio e ofensas. 

O relatório aponta que as invasões e depredações de terreiros representam 25% dos casos mapeados, seguidas por agressões verbais (14,5%) e impedimentos de culto (9%). Em relação às lideranças religiosas, foram registradas 39 mortes violentas durante o período analisado, a maioria de homens. O impacto sobre as mulheres foi destacado, com 40,8% das vítimas sendo do gênero feminino, incluindo cinco mulheres trans. 

Outro ponto de atenção foram os conflitos escolares. O levantamento identificou 29 incidentes relacionados à aplicação da Lei 10.639/2003, que inclui a história e a cultura afro-brasileira no currículo escolar. Além disso, a pesquisa revelou que o Rio de Janeiro lidera em casos de disputas envolvendo o domínio armado.

Além de documentar as violações, o relatório apontou 558 iniciativas de mobilização social e respostas públicas, incluindo atos culturais, campanhas de conscientização e proposições legislativas. Os atos e manifestações públicas somadas representam 23,8% das ações descritas, e são os atos locais os mais expressivos (18,6%). As denúncias nas redes sociais também se destacam como forma de manifestação pública (14,4%). 

A professora Ana Paula Miranda, ressaltou que o estudo vai além de mapear as violações, oferecendo subsídios importantes para a formulação de políticas públicas, pois retrata também toda a rede de mobilização no país. “O trabalho do GINGA é uma tentativa de dar visibilidade às violações e, ao mesmo tempo, destacar a força e a resistência dos povos de terreiro. Queremos contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”. 

Acesse o novo site do GINGA: www.gingauff.com.br.

“Fazer a América branca de novo” este é o verdadeiro slogan do governo de Donald Trump 

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Foto: Getty Images

Desde que Donald Trump se lançou à presidência dos Estados Unidos com o slogan “Make America Great Again”, sempre me perguntei quando os EUA tinham se apequenado. Os EUA nunca deixaram de ser uma potência mundial, e de exercer grande influência sobre o resto do mundo. Então, por que o país precisa voltar a ser uma coisa que nunca deixou de ser?

Devemos lembrar que quem antecedeu Donald Trump foi Barak Obama, o primeiro presidente negro da história do país. A mim, este slogan sempre pareceu uma resposta aos dois mandatos de Obama. Muito estranha a ideia do país ter se apequenado sob a liderança do único presidente negro de sua controversa história.

Fora isso, Trump sempre apresentou um discurso pouco propositivo no que diz respeito à economia e às relações internacionais, focando na suposta “guerra cultural”. Basta lembrar que sua principal proposta em 2016 foi a construção de um muro para impedir a entrada de mexicanos no território norte-americano. Outro carro chefe de sua campanha foi a deportação em massa de imigrantes. Neste sentido, tornar a “America” grande seria deixá-la mais branca sem a presença de hispânicos, latinos e negros de outros países.

Agora, Trump retorna à Casa Branca depois de ter insuflado uma tentativa de golpe no dia 06/01/2021. Inclusive, entre os terroristas que invadiram o Capitólio havia supremacistas brancos. Sua posse, neste 2025, foi marcada por promessas de suprimir políticas de diversidade, e um gesto nazista de Elon Musk, que será integrante de seu novo governo.

Como sabemos, tanto Elon Musk quanto Mark Zuckerberg, já se posicionaram a favor da “liberdade de expressão” em suas plataformas, leia-se permitir discursos de ódio contra minorias. Não nos enganemos, o gesto de Musk é o que chamam de “apito de cachorro”, um sinal para os supremacistas brancos mundo afora de que eles estão representados no novo governo Trump. Resta a nós, aqui no Brasil, temer, pois o que acontece nos EUA, fatalmente acontece aqui também.

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