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Usher sobre polêmica com Keke Palmer: “Não posso ser responsável por como as pessoas escolhem reagir”

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Keke Palmer e Usher finalmente comentaram sobre a polêmica que tomou conta das redes sociais após a apresentação do cantor em Las Vegas. Durante o show, Usher chamou a atriz e cantora para um momento especial no palco, e a interação entre os dois gerou uma reação pública de Darius Jackson, então namorado de Keke e pai de seu filho, que criticou a roupa usada por ela. O episódio desencadeou um intenso debate sobre controle nos relacionamentos, liberdade feminina e masculinidade frágil.

Em uma conversa recente no podcast #BabyThisisKekePalmer, Usher esclareceu que nunca teve a intenção de interferir na vida pessoal de ninguém. “Eu não posso ser responsável por como as pessoas escolhem reagir à minha experiência como artista. Eu não estou deliberadamente tentando fazer nada que vá abalar a casa de ninguém”, afirmou o cantor. Ele explicou que suas interações no palco fazem parte do show e que não entende a reação desproporcional. “Isso é o que chamamos de Usher-ushering. Eu faço isso há anos. O que aconteceu ali foi apenas entretenimento.”

Keke, que posteriormente estrelou o videoclipe da música Boyfriend, inspirado na situação, reforçou que sua intenção nunca foi provocar. “Vegas era para ser um momento íntimo e especial. A gente só queria curtir e aproveitar”, disse a atriz. Ela também falou sobre o impacto do episódio na forma como o público encara sua vida pessoal. “Eu sou uma artista, uma performer. Isso faz parte do que eu faço, mas também tenho uma vida fora dos palcos. E nem tudo que acontece comigo precisa ser um grande escândalo.”

Ainda na conversa, Keke brincou com a fama de Usher de “causar problemas” nos relacionamentos. “Você já foi acusado disso antes, né? Eu assisti o episódio de The Boondocks, disse ela, mencionando a animação que satirizou o cantor anos atrás. Rindo, Usher rebateu: “Eu não mandei você usar aquele vestido! Isso foi escolha sua.”

O caso reacendeu discussões sobre como mulheres são constantemente policiadas por suas escolhas, até mesmo quando estão apenas se divertindo. Keke recebeu apoio massivo do público e mostrou que não se abala fácil. “As pessoas vão falar, sempre. O que importa é como você escolhe reagir. No fim das contas, eu me diverti, e é isso que vale.”

Para Usher, a melhor forma de lidar com toda a repercussão foi transformar o momento em arte. “Se a vida te dá limões, faça uma limonada”, disse o cantor, explicando sua decisão de convidar Keke para o videoclipe de Boyfriend. “A gente fez algo divertido, virou a página e seguiu em frente.”

A entrevista completa pode ser conferida no podcast #BabyThisisKekePalmer, disponível nas plataformas de áudio, e no canal do programa no YouTube.

Denzel Washington fala sobre sua jornada espiritual: “Foi profetizado que eu pregaria para milhões de pessoas”

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Foto: Doug Peters

Em uma entrevista recente ao The New York Times, Denzel Washington falou sobre como encontrou o seu propósito durante a sua jornada espiritual e a decisão de ser batizado no final do ano passado que foi apenas acontecendo.

“Eu fui dar uma volta um dia. Decidi entrar no meu carro e dirigir até o Harlem. Parei em frente à igreja onde minha mãe cresceu. A porta estava entreaberta, então entrei. Eles estavam celebrando jovens estudantes, membros da igreja, que estavam indo para a faculdade. E eu me envolvi nisso, e uma coisa levou à outra, e semanas depois, meses depois, fui batizado”, relembrou.

A conexão do ator com a religião é profunda e de longa data. Seu pai era um pregador, mas agora, aos 70 anos, ele está assumindo esse chamado de uma forma mais deliberada. “Foi profetizado na minha juventude que eu viajaria pelo mundo e pregaria ou falaria para milhões de pessoas. Eu costumava pensar que estava fazendo isso por meio do meu trabalho. Agora estou tentando ser um pouco mais específico, falando sobre minha fé”, contou.

Essa profecia foi revelada em 1975 por uma mulher, quando ele estava no salão de beleza da mãe. “A razão pela qual eu estava lá era que eu tinha sido reprovada na faculdade — me disseram para tirar um semestre de folga para pensar sobre o que eu queria fazer. E toda vez que eu olhava para cima, eu via essa mulher olhando para mim, e ela dizia que estava tendo uma profecia. Ela não disse nada sobre eu ser um ator, mas eu viajei pelo mundo, e estou falando cada vez mais”, disse.

Washington foi batizado no dia 21 de dezembro de 2024. A cerimônia foi transmitida nas redes sociais da Temple Church of God in Christ, e agora, deverá fazer cursos para obter uma licença de ministro.

Ye abandona X após unfollow de Elon Musk

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Foto: Frazer Harrison/Getty Images

O rapper e empresário Ye teve abandonar a plataforma X (antigo Twitter) após Elon Musk, dono da rede social, deixar de segui-lo. O artista, também conhecido como Kanye West, afirmou que sairia da rede social após publicar uma série de posts com conteúdo antissemita, nazista e misógino no último domingo (9) e receber o unfollow do bilionário. Antes de desativar a conta, Ye agradeceu a Musk por ter permitido que ele ‘desabafasse’.

Em uma das mensagens, West afirmou: “Elon parou de me seguir, então não estou certo de quanto tempo seguirei aqui no Twitter (X)”. Ele também agradeceu ao bilionário, dono da plataforma, por permitir que ele “desabafasse” publicamente. Musk restabeleceu a conta de ‘Ye’ no ‘X’ em 2023, oito meses após o rapper ter elogiado Hitler e postado uma imagem de uma suástica misturada com uma estrela de Davi.

“Estou deslogando do Twitter. Agradeço ao Elon por me permitir desabafar. Tem sido muito catártico usar o mundo como uma caixa de ressonância. Foi como uma viagem de Ayahuasca. Amo todos vocês que me deram sua energia e atenção. Até nos conectarmos novamente. Boa tarde e boa noite”, escreveu West antes de desativar a conta após receber unfollow de Elon Musk.

As declarações do rapper, que já havia sido suspenso da plataforma em 2022 por comentários antissemitas, geraram revolta entre usuários e organizações que combatem o discurso de ódio. A Liga Antidifamação (ADL, na sigla em inglês), grupo que monitora casos de antissemitismo, classificou as postagens como “perigosas e repugnantes”.

No final de semana anterior, Kanye West chamou atenção ao aparecer no tapete vermelho do Grammy ao lado da esposa, Bianca Censori, que estava praticamente nua. O casal foi amplamente criticado pela aparição, considerada por muitos como inadequada para o evento.

Horas depois, o rapper usou as redes sociais da marca de roupas Ye, de sua propriedade, para enaltecer o fato de a esposa ter se tornado “a pessoa mais buscada no Google no planeta inteiro” após o episódio. “Ela é a pessoa mais buscada no Google no planeta inteiro vestindo uma roupa da marca YZY”, escreveu ele nos Stories do Instagram, referindo-se à grife que ele mesmo criou.

As atitudes de Kanye West têm gerado reações negativas tanto do público quanto de marcas e parceiros comerciais. Em 2022, após uma série de declarações polêmicas, o rapper perdeu contratos com empresas como Adidas e Gap, que cortaram relações com ele.

A saída de West da plataforma X ocorre em um momento em que Elon Musk, dono da rede, enfrenta críticas por supostamente permitir a proliferação de discursos de ódio no site. Desde que adquiriu o Twitter, em outubro de 2022, Musk tem sido acusado de flexibilizar as regras de moderação de conteúdo, o que, segundo especialistas, pode incentivar a disseminação de mensagens ofensivas.

Até o momento, Kanye West não se pronunciou publicamente sobre a decisão de deixar a plataforma. Seu futuro nas redes sociais e no mundo da música permanece incerto, enquanto o impacto de suas declarações continua a reverberar.

Isa Black Woman no streaming e TV: atriz estreia em ‘Confia: Sonho de Cria’ e prepara nova atuação em ‘Fábrica de Sonhos’

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Foto: Divulgação

A a atriz e influenciadora Isa Black Woman está conquistando novos espaços na carreira. A mãe de três filhos, que nasceu em São Gonçalo, município do Rio de Janeiro, estreou o filme “Confia: Sonho de Cria”, no Globoplay, no último sábado (8), longa protagonizado por Mc Cabelinho e dirigido por Fábio Rodrigo. Além disso, Isa também se prepara para a estreia de “Fábrica de Sonhos”.

A dona do bordão “Respeita meu close”, que viralizou nas redes sociais com seus vídeos bem humorados sobre moda na periferia, interpreta Cibele em “Confia: Sonho de Cria”, uma gerente de loja de grife que se depara com situações delicadas em sua rotina profissional ao ter que lidar com o público de classe alta. Isa , que trabalhou por 10 anos no varejo de luxo falou sobre a experiência: “Amei fazer a Cibele, pois me lembrei da minha vivência. Fui vendedora de loja de varejo de luxo por 10 anos e, quando falamos de moda, não tem como não observar a falta de representatividade de pessoas negras nesses espaços. Foi uma delícia gravar e fazer parte desse projeto realizado através de muitas mãos de pessoas negras, e isso, no audiovisual, é um acontecimento que aquece o coração”, declara Isa.

Já em “Fábrica de Sonhos”, que celebra os 60 anos da TV Globo, a atriz vai interpretar uma irreverente recepcionista dos Estúdios Globo que vive em duas épocas diferentes, desde a construção da emissora até os dias atuais, e se sente a dona da portaria.

Os primeiros passos de Isa como atriz foi no curso de teatro “Coletivo Preto – Nova visão”. A partir daí, algumas oportunidades surgiram na sequência, entre elas o espetáculo online “Pelada”, sob direção de Orlando Caldeira; o longa-metragem “A Vilã das Nove”, de Teo Poppovic; e a série “Vizinhos”, do Canal Brasil, sob direção de José Eduardo Belmonte e Letícia Prisco.

Mãe de Dandara, Ícaro e Zuri, a atriz não mede esforços para realizar seus ‘sonhos de cria’, e está sempre disposta e motivada a continuar indo atrás de novos projetos. E as perspectivas profissionais para 2025 são as melhores possíveis. Sem abandonar as redes sociais, onde tudo começou, este ano Isa ainda pretende retornar aos palcos com o seu monólogo de humor “De Repente Mãe de 3”, em que retrata as delícias e desafios em ter três filhos e conciliar suas diversas jornadas de trabalho. E também está finalizando o seu primeiro livro infantil dedicado ao seu filho Ícaro e todas as crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Justiça para Kathlen e seu bebê: ato marca última audiência que definirá se PMs vão a júri por morte de jovem grávida

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Foto: Rogério Jorge

Nesta segunda-feira (10), a família de Kathlen Romeu, jovem grávida de quatro meses morta por um tiro de fuzil no Complexo do Lins, zona norte do Rio de Janeiro, em 8 de junho de 2021, realizará um ato em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (Av. Erasmo Braga, 115) às 14h30. O objetivo é pressionar por justiça no caso, que terá sua última audiência no mesmo dia, às 16h45, para definir se os dois policiais militares acusados pelo crime serão levados a júri popular.

O ato, que pede justiça para Kathlen e seu bebê, contará com a presença de parentes, amigos e apoiadores e busca chamar a atenção para a violência policial e cobrar celeridade no processo, que se arrasta há quase três anos. A audiência, aberta ao público, permitirá que mais pessoas acompanhem o desfecho desta etapa judicial ao lado da família de Kathlen.

Kathlen foi atingida por um tiro de fuzil no peito enquanto visitava a avó no Complexo do Lins, comunidade onde morou, mas da qual havia se mudado um mês antes para viver uma gravidez “tranquila e longe da violência”, segundo relatos da família. O laudo pericial confirmou que o disparo foi efetuado por policiais militares que atuavam no local, os cabos Marcos Felipe da Silva Salviano e Rodrigo Correia de Frias, únicos que efetuaram tiros no chamado “Beco do 14”, onde Kathlen foi atingida.

A jovem, que trabalhava como designer de interiores, não resistiu ao ferimento e morreu em decorrência de uma hemorragia interna causada pelo tiro transfixante — que atravessou seu corpo. Seu bebê, que seria chamado de Zyon ou Maya (o sexo ainda não havia sido revelado), também não sobreviveu. A criança teria hoje cerca de dois anos.

Na época, a Polícia Militar negou envolvimento no caso, mas testemunhas e moradores da comunidade relataram que os disparos partiram dos policiais. Desde então, a família de Kathlen luta por justiça, em um processo que tem sido marcado por adiamentos e pela busca por respostas sobre as circunstâncias da morte da jovem.

Kendrick Lamar leva a rivalidade com Drake ao Super Bowl e solidifica vitória na batalha do hip-hop

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A apresentação de Kendrick Lamar no intervalo do Super Bowl deste domingo (9) não foi apenas um show, mas um marco cultural e um capítulo decisivo na intensa rivalidade entre ele e Drake. Ao performar “Not Like Us”, música que acusa o rapper canadense de pedofilia e já havia conquistado cinco Grammys, Lamar transformou o maior palco do mundo em um campo de batalha simbólico, consolidando-se como o vencedor incontestável de uma das disputas mais acirradas da história do hip-hop.

A escolha de “Not Like Us” para o setlist foi um movimento estratégico e ousado de Kendrick Lamar, que leva a rivalidade com Drake ao Super Bowl. A música, que já dominava as paradas e os debates culturais desde seu lançamento, foi executada com maestria por Lamar, que ainda provocou Drake ao mencionar o processo judicial que o canadense moveu contra a Universal Music Group, gravadora responsável pelo lançamento da faixa. “Quero tocar a música favorita deles, mas você sabe que eles adoram processar”, disse Lamar, em uma clara referência à ação legal de Drake, que alega difamação e manipulação de narrativas pela gravadora.

A performance teve a presença icônica de Serena Williams, cuja participação foi interpretada como uma indireta adicional, já que rumores sugerem que ela teria tido um relacionamento com Drake no passado. A multidão foi ao delírio quando Lamar permitiu que o público gritasse “A menor”, uma das frases mais polêmicas da música, enquanto a mensagem “Game Over” iluminava o estádio ao fundo, sugerindo o fim simbólico da disputa.

Kendrick Lamar leva rivalidade com Drake ao Super Bowl

A rivalidade entre Kendrick Lamar e Drake se intensificou em março de 2024 e rapidamente ganhou destaque midiático, com ambos os artistas lançando músicas de diss um contra o outro. Enquanto Drake apostou em ataques pessoais e subliminares, Lamar respondeu com “Not Like Us”, uma faixa que não apenas criticou Drake, mas também questionou sua autenticidade e posição no hip-hop. A música foi descrita como um “golpe devastador” na reputação do rapper canadense, expondo-o como um “impostor autoconsciente” que construiu uma imagem fria e calculista, mas que agora enfrenta o risco de ver sua persona desmoronar.

Um artigo do New York Magazine analisa a trajetória de Drake, desde seus primeiros dias como um rapper introspectivo e vulnerável até sua transformação em uma figura dominante e controversa no hip-hop. O texto sugere que, apesar de sua habilidade em se reinventar e se adaptar, Drake pode estar perdendo o controle da narrativa em torno de sua persona. Sua estratégia de provocação e confronto, que funcionou no passado, parece estar falhando diante da força e da precisão dos ataques de Lamar.

Enquanto Lamar celebra sua vitória simbólica no Super Bowl, Drake enfrenta um momento delicado em sua carreira. O processo contra a Universal Music Group é visto por muitos como um movimento desesperado, que tenta retirar “Not Like Us” do contexto cultural em que existe. No entanto, a música já se estabeleceu como um marco na história do hip-hop, e sua execução no Super Bowl só reforçou seu impacto.

FOTO 3X4: ANDERSON OLIVEIRA, RP

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Foto: Thais Monteiro

Nesta coluna, pessoas que inspiram pela coragem de existir e transformam passos comuns em revoluções

Texto: Rodrigo França

Nascido em Recife, Pernambuco, Anderson Oliveira carrega no nome e na trajetória a força de sua história. Filho de Ana Elizabeth de Oliveira e Edinaldo Batista Marculino, cresceu entre os abraços da família e o olhar atento de sua avó, Maria de Lourdes, que moldou suas primeiras referências de afeto e pertencimento. Foi na infância, grudado nela, que aprendeu sobre ancestralidade sem precisar ouvir essa palavra, entendendo que o amor se traduz em gestos diários: o café passado de manhã, o conselho sussurrado na hora certa, o cheiro de casa que nunca se esquece.

O sentimento de pertencimento é o que ele busca construir ao longo de sua trajetória, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Formado em publicidade e propaganda, encontrou na comunicação e nas relações públicas um espaço para ser ponte, para conectar talentos e potencializar histórias. Seu trabalho passa por grandes projetos como Tim Music Rio, Afropunk, Prêmio Potências, Negritudes Globo, Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, Carandaí 25, Open Air Brasil e Camarote Folia Tropical. Cada um deles reflete sua missão de trazer visibilidade para pessoas negras, garantindo que diversidade não seja apenas um discurso, mas uma prática real e contínua.

Com oito anos de carreira, Anderson compreende que um dos maiores desafios de um RP preto é romper com a lógica do “preto único” nos espaços de poder. Mais do que abrir portas para si, ele luta para que elas permaneçam abertas para muitos. Sucesso de verdade, ele defende, não se constrói na solidão. Seu trabalho é sobre coletividade, sobre fazer com que presenças negras sejam constantes, legítimas e respeitadas. Ele não quer ser exceção, mas parte de uma regra que ainda precisa ser escrita.

Para Anderson, inspiração não se mede apenas por conquistas, mas pelo caminho percorrido. Ele sabe que sua jornada foi construída com trabalho, dedicação e sem precisar derrubar ninguém. Acredita que crescer é sinônimo de abrir caminhos para outros crescerem também. Porque quando um sobe, todos sobem juntos (ou deveriam). Esse é o legado que ele constrói: um presente onde mais pessoas pretas possam existir sem precisar justificar sua presença, e um futuro onde os sonhos sejam tão altos quanto o voo que ele sempre soube que era possível.

As músicas que podemos esperar de Kendrick Lamar no show do intervalo do Super Bowl

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Foto: Divulgação

O aguardado show do intervalo do Super Bowl LIX, que será realizado neste domingo, 9 de fevereiro, no Caesars Superdome, em Nova Orleans, terá como atração principal o renomado rapper Kendrick Lamar, além da apresentação da SZA como participação especial. 

Esta será a segunda vez que Lamar se apresenta no evento, após sua participação em 2022, liderado por Dr. Dre e Snoop Dogg, que também contou com a apresentação da Mary J. Blige, 50 Cent e Eminem.

Com uma carreira marcada por sucessos que conquistaram tanto o público quanto a crítica, a expectativa é de que o rapper tenha preparado uma setlist que destaque os momentos mais marcantes de sua trajetória. 

Confira as músicas que os fãs esperam ouvir:

“HUMBLE”

Um dos maiores sucessos de Kendrick Lamar, lançado em 2017 como o primeiro single do álbum DAMN. ‘HUMBLE’ tem mais de 1 bilhão de visualizações no YouTube, venceu o Grammy de Melhor Videoclipe e diversos outros prêmios. Essa é uma das faixas mais esperadas para sua apresentação no Super Bowl LIX.

“Alright”

Considerada um hino de resistência, a música foi frequentemente tocada nos movimentos do Black Lives Matter. “Alright” também recebeu diversos prêmios, incluindo Melhor Performance de Rap e Melhor Música de Rap no Grammy de 2016. A música continua sendo uma das canções mais importantes do rap contemporâneo.

“DNA”

“DNA” se tornou uma das músicas mais populares e impactantes da carreira de Kendrick Lamar, sendo frequentemente usada em eventos esportivos e performances ao vivo devido à sua energia explosiva. Além disso, a faixa ajudou a consolidar “DAMN” como um dos álbuns mais importantes do hip-hop moderno, levando Kendrick a se tornar o primeiro rapper a ganhar o Prêmio Pulitzer de Música.

“Swimming Pools (Drank)”

Lançado em 2012, “Swimming Pools” é um dos primeiros grandes sucessos de Kendrick Lamar, a música alcançou o Top 20 da Billboard Hot 100 e foi uma peça fundamental no sucesso de “good kid, m.A.A.d city”. A canção é como uma crítica aos excessos e à pressão social para o consumo de substâncias.

“LOYALTY”

Já imaginou se Rihanna aparecesse de surpresa para cantar essa música no Super Bowl? Custa nada sonhar! “LOYALTY” venceu o Grammy de Melhor Performance de Rap/Cantada em 2018. A colaboração entre Lamar e Riri gerou grande expectativa, e a química entre os dois artistas no videoclipe tornou a faixa ainda mais memorável.

“N95”

“N95” se destacou como uma das faixas mais populares de “Mr. Morale & The Big Steppers”, tornando-se presença frequente nos shows de Kendrick Lamar. A música rapidamente viralizou, sendo usada em vídeos e discussões sobre a era pós-pandemia e o impacto da tecnologia na identidade humana.

“Money Trees”

Clássico que mantém uma conexão nostálgica com os fãs, “Money Trees” é mencionada como uma das melhores do álbum “good kid, m.A.A.d city”. A participação de Jay Rock também foi muito elogiada.

“All the Stars”

Uma colaboração entre Kendrick Lamar e SZA, lançada em 2018 como o single principal da trilha sonora do filme Pantera Negra. A música se tornou um grande sucesso comercial e crítico, sendo indicada ao Oscar de Melhor Canção Original e ao Grammy de Melhor Performance de Rap/Cantada.

“Not Like Us”

O hit do momento, a diss contra o Drake, deu fim a uma batalha musical entre os rappers em 2024, que já durava há alguns anos, e agitou os fãs em todo o mundo. Recentemente, ele levou o Grammy de “Canção e Gravação do Ano”.

“Luther”

A nova colaboração entre Kendrick Lamar e SZA atrai o público pelo talento de ambos os artistas. Essa parceria, esperada por muitos, é uma fusão perfeita de gêneros, oferecendo uma reflexão sobre o legado de Luther Vandross enquanto traz a marca inconfundível dos dois artistas.

Administradores do espólio de Prince barram lançamento de documentário de nove horas na Netflix

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Foto: Reprodução

O espólio de Prince conseguiu impedir o lançamento de um documentário de nove horas produzido pela Netflix, dirigido por Ezra Edelman, vencedor do Oscar por OJ: Made in America. O filme, já finalizado, mas sem título, foi cancelado após um acordo entre a plataforma de streaming e o espólio do artista. A Netflix confirmou a decisão em comunicado ao Minnesota Star Tribune: “O Prince Estate e a Netflix chegaram a um acordo mútuo que permitirá que o espólio desenvolva e produza um novo documentário apresentando conteúdo exclusivo do arquivo do Prince. Como resultado, o documentário da Netflix não será lançado.”

Edelman, que dedicou cinco anos ao projeto, havia recebido acesso sem precedentes ao arquivo pessoal de Prince, conhecido como The Vault, após um acordo financeiro não divulgado com o espólio, então administrado por um banco. Na época, foi garantido ao cineasta que não haveria interferência editorial no filme, conforme relatado pelo New York Times em setembro de 2024. O documentário contava com depoimentos de pessoas próximas ao músico, como ex-companheiros de banda, empresários, namoradas e uma de suas irmãs.

No entanto, em 2022, a gestão do espólio foi transferida para alguns herdeiros de Prince, associados e a empresa Primary Wave. Os novos administradores bloquearam o acesso de Edelman a The Vault e exigiram cortes e refilmagens após assistirem ao material. Fontes próximas ao processo afirmaram à Variety que o espólio considerou o documentário “sensacionalista” e com imprecisões factuais. Charles Spicer, produtor musical e membro do espólio, escreveu no X em 2024: “Temos o dever de honrar e proteger seu legado com uma história que mostre de forma justa suas complexidades, bem como sua grandeza. #no9hourhitjob”.

Com o cancelamento do filme, o espólio adotou um tom triunfante nas redes sociais, compartilhando a declaração da Netflix e um vídeo com a legenda “O cofre foi liberado”, que exibe imagens de Prince acompanhadas de duas de suas frases: “Apesar de tudo, ninguém pode ditar quem você é para outras pessoas” e “A verdade é que você está aqui para esclarecer ou desencorajar”.

Londell McMillan, advogado e membro do espólio que negociou o acordo, classificou a decisão como “uma grande, grande vitória para o legado de Prince”. Ele afirmou que o novo documentário, produzido pelo espólio, será “uma peça aprofundada que explora as complexidades do brilhante gênio musical”.

Apesar da controvérsia, o filme de Edelman foi elogiado por quem o assistiu. Sasha Weiss, autora do artigo do New York Times, descreveu a obra como uma “obra-prima amaldiçoada” e destacou cenas impactantes, como o relato da ex-namorada de Prince, Jill Jones, sobre uma suposta agressão física. O documentário também aborda a dependência do músico em analgésicos e críticas a letras consideradas antissemitas.

Questlove, músico e cineasta vencedor do Oscar que participa do filme, comentou após assistir: “Foi uma pílula pesada de engolir quando alguém que você coloca em um pedestal é normal. Tudo está aqui: ele é um gênio, ele é majestoso, ele é sexual, ele é falho, ele é lixo, ele é divino, ele é todas essas coisas… Eu vi isso como uma chance rara, rara, rara para [homens negros] parecerem humanos para o mundo.”

Com informações do The Guardian

Trump congela ajuda à África do Sul e menciona “discriminação contra minoria branca”

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Foto: Reprodução/White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a suspensão da assistência financeira à África do Sul, alegando que o país africano discrimina a população branca em suas políticas de reforma agrária. A decisão foi formalizada por ordem executiva na sexta-feira (7) e inclui a criação de um programa para reassentar fazendeiros brancos sul-africanos nos Estados Unidos.

A medida é uma reação à Lei de Expropriação, sancionada no mês passado pelo presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, que permite ao governo tomar posse de terras não utilizadas ou redistribuí-las quando for considerado de interesse público. A legislação faz parte de um processo de reparação histórica, diante do impacto do apartheid, período em que milhões de sul-africanos negros foram retirados de suas terras.

A Casa Branca argumenta que a lei penaliza os africânderes, grupo étnico branco descendente de colonizadores europeus. “Enquanto a África do Sul continuar a apoiar atores malignos no cenário mundial e permitir ataques violentos contra fazendeiros inocentes de uma minoria desfavorecida, os Estados Unidos suspenderão a ajuda e a assistência ao país”, diz o comunicado oficial do governo norte-americano.

O empresário Elon Musk, natural da África do Sul e aliado próximo de Trump, tem reforçado a crítica à lei em suas redes sociais, classificando a política de reforma agrária como uma ameaça aos brancos sul-africanos. Ele também tem acusado o governo Ramaphosa de promover “racismo antibranco”.

A suspensão dos repasses ocorre em meio a um movimento mais amplo de redução da assistência internacional por parte dos EUA. A ordem executiva também menciona o papel da África do Sul no processo que acusa Israel de genocídio na Corte Internacional de Justiça, o que ampliou as tensões diplomáticas entre os países.

O governo sul-africano defende que a redistribuição de terras é um “imperativo moral, social e econômico” para corrigir as desigualdades deixadas pelo apartheid. Uma auditoria de 2017 mostrou que 72% das terras agrícolas individuais pertenciam à população branca, que representa cerca de 9% dos habitantes do país.

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