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Chef Sam inaugura nova unidade do restaurante Mama Africa Labonne Bouffe na Vila Madalena 

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Foto: Reprodução/Instagram

Sempre foi meu sonho levar minha cultura e minha gastronomia para o povo brasileiro”! Os clientes do restaurante Mama Africa Labonne Bouffe podem comemorar, porque o chef Sam inaugurou recentemente a nova unidade na Vila Madalena, em São Paulo. 

O chef camaronês celebra a conquista de ganhar mais espaço para popularizar ainda mais a culinária africana. “O cardápio é o mesmo até agora [da primeira unidade], mas teremos mais variedade com comidas de buteco e porções”, detalha em entrevista ao Mundo Negro e Guia Black Chefs. 

Chef Sams (Foto: Reprodução/Instagram)

Ele relembra quando chegou ao Brasil e montou o seu primeiro restaurante no bairro Tatuapé, zona leste de São Paulo. “No começo não era aceito por todo mundo, mas hoje as pessoas vêm porque vêem na rede social. Sem isso, não era todo mundo que entrava. Hoje as pessoas vêm porque ouviram o comentário, leram outras pessoas, é por isso que todo mundo vem aqui hoje sem medo. Mas antes, foi difícil. Estamos lutando para que as pessoas aceitem”, relata. 

O cardápio é tão variado, que o chef garante que não tem um que sai mais que o outro. “Eu faço comida com peixe, eu faço comida com cana, eu faço comida com frango, faço comida vegetariana. Então cada pessoa já vêm com uma ideia na cabeça dela”, conta.

Mama Africa Labonne Bouffe (Foto: Reprodução/Instagram)

“Os pratos fortes da casa são, por exemplo, Nelson Mandela, tem Iguci, tem Nolet, tem Zumba Dade, tem espaguete, vários. Daqui um mês vai aumentar o cardápio, vou criando pratos novos. Aí o cliente não fica viciado em uma comida. Meus pratos são diversificados. Tem comida nigeriana, tem comida angolana, tem comida de Cabo Verde”, explica Sam.

Ambicioso, o camaronês pretende expandir ainda mais o seu negócio. “Meu sonho é ganhar mais espaço. Montar mais restaurantes, se Deus quiser”. 

Chico César no restaurante da Vila Madalena (Foto: Reprodução/Instagram)

Serviço:

Restaurante Mama Africa Labonne Bouffe

Endereço 1: Rua Cantagalo, 230 – Tatuapé

Endereço 2: Rua Mourato Coelho, 1004 – Vida Madalena

Os desgastes de Lula e os impactos nas políticas de equidade racial 

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Texto: Luciano Ramos

Há meses Lula vem enfrentando crises, sem precedentes na história, se comparadas aos seus governos anteriores, e os dados apontam isso. Lula governa sob adversidades desde a sua posse. Todavia, a pesquisa publicada hoje pelo Datafolha revela a maior queda na aprovação do governo, historicamente, se comparada, também, aos mandatos entre 2002 e 2010 de Lula da Silva. 41% das pessoas pesquisadas desaprovam o governo, enquanto 24% aprovam.

É interessante como as contradições se apresentam o tempo todo. Ao mesmo tempo que o Brasil fechou o ano de 2024 com um saldo positivo em empregabilidade com empregos formais com carteira assinada, o dólar cresce, constantemente, o famoso mercado (que eu chamo de entidade) intranquiliza-se o tempo todo, o que impacta no cotidiano da população brasileira (falaremos disso mais abaixo). 

Vamos olhar a história e entender um pouco mais 

Não é desconhecido que o parlamento brasileiro que, desde o impeachment de Dilma Rousseff, enfraquece cotidianamente o executivo. Durante o governo de Temer e o posterior governo de Jair Bolsonaro, este mesmo parlamento, ganhou robustez. Em governos fracos, o parlamento se fortalece. O governo Temer passou por toda a sua gestão fugindo do impedimento e num “toma lá dá cá” intenso com o parlamento brasileiro. O governo Bolsonaro que, por sua vez, começou com um discurso onde o então presidente dizia que acabaria com a “velha política”, apresentando-se como um outsider da política brasileira, pouco tempo depois fez o mesmo movimento de Temer, entregando o seu governo ao famoso centrão. Na lógica estabelecida no país, quanto mais frágil um governo, mais o parlamento ganha (leia-se aqui centrão). Lula foi eleito em 2022 sabendo que encontraria um parlamento muito diferente de seus governos anteriores: mais conservador. Até os mais críticos de Luís Inácio o elogiam pela arte de fazer política e dialogar. Mas é sabido que não tem sido tão fácil quanto se imaginava. O que faz a relação com o congresso ser difícil, morosa (muitas vezes) e desafiadora.  

A crise na comunicação do governo que levou a troca de ministro da referida pasta. Nasce ali uma questão crucial a ser entendida: Até que ponto o Lula de 2002 consegue dialogar com o Brasil de 2025? Essa é uma pergunta feita, constantemente, pelos aliados do presidente, inclusive. 

O governo não consegue comunicar os feitos políticos aos brasileiros. Isso, aliado à crise econômica, cria um cenário caótico. Os alimentos e demais produtos nos supermercados chegaram a valores exorbitantes, criando insatisfações dos consumidores. E o governo que não consegue se comunicar bem com o povo se torna refém dos improvisos de Lula, que já não fazem mais sucesso. Nas últimas semanas, os memes das redes sociais, os vídeos fazendo críticas às falas de Lula sobre os valores do café e outros produtos alimentícios são frequentes nas redes sociais. Tem sido constante a reclamação de que o governo não consegue dialogar com as bases. A queda do governo, segundo a pesquisa, perpassa por todas as classes sociais. Mesmo o povo mais pobre, historicamente o povo negro, que sempre foi o mais próximo de Lula se mostra descontente com o governo Lula. 

Os ministérios identitários como da Igualdade Racial, dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e das Mulheres parecem não conseguir avançar em suas pautas ou com suas agendas mais lentas e que não correspondem às necessidades populares. Estes são os ministérios que precisam dialogar com o público que o PT desde a sua origem busca representar e atuar em conjunto. 

Fala-se em refundação do governo, repactuação, criação de novas políticas sociais. Fato é que este governo Lula não tem uma grande marca estabelecida. Não é possível ficar preso ao 08 de janeiro, que sim é um golpe, mas que agora cabe ao judiciário (que está fazendo a sua parte). O governo Lula precisa governar e apresentar os resultados necessários para os brasileiros. Sobretudo, para os que mais precisam. 

Seo Carlão do Peruche, símbolo do Carnaval paulistano, morre aos 94 anos

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Foto: Felipe Araújo/Liga-SP

Símbolo do Carnaval paulistano, Carlos Alberto Caetano, mais conhecido como Seo Carlão do Peruche, morreu hoje (17), em São Paulo, aos 94 anos. Ele era o último dos “cardeais do samba” da capital paulista. Nos anos 1960, o grupo de líderes batalhou pela oficialização e reconhecimento das escolas de samba junto ao poder público. A informação de sua morte foi confirmada por Chico Angelo, carnavalesco da Unidos do Peruche.

“Quis o destino que, na semana do desfile em sua homenagem, o senhor partisse para o céu. A dor é imensa, mas o orgulho de ter construído esse Carnaval em seu nome é ainda maior. Seu legado está vivo em cada detalhe, em cada canto do nosso pavilhão. No sábado entraremos na avenida com garra, emoção e respeito, fazendo por merecer tudo o que o senhor representou”, escreveu Chico Angelo em sua rede social.

Neste ano, Seo Carlão será homenageado pela escola de samba Unidos do Peruche, que ajudou a fundar, com o enredo Axé Griô! Carlão do Peruche, o cardeal preto do samba. A escola vai desfilar no grupo de acesso e entrará no Sambódromo no próximo sábado (22), a partir das 21h40.

Nos versos da escola, surge a homenagem deste ano: “Eu era menino, e sonhe/Que a Peruchada fez de mim um grande Rei/ Um Cardeal da Rua Zilda ao infinito/ E arquibancada hoje vem cantar comigo!”.

Nascido em 1930, Seo Carlão foi figura emblemática do samba paulistano e um dos fundadores da Unidos do Peruche, em 1956. Ele se tornou uma das personalidades mais expressivas de organização do carnaval paulistano, ao lado de Alberto Alves da Silva (Seu Nenê da Vila Matilde, da escola de samba Nenê de Vila Matilde), Deolinda Madre (Madrinha Eunice, da Lavapés), Sebastião do Amaral (Pé Rachado, da Vai-Vai) e Inocêncio Tobias (O Mulata, da Camisa Verde e Branco), que eram chamados respeitosamente de “Os cinco cardeais do samba”. Juntos, eles lutaram pela oficialização e reconhecimento das escolas de samba junto ao poder público.

Seo Carlão sempre lutou pela promoção e preservação da cultura do samba em São Paulo, tendo participado ativamente da transição dos desfiles carnavelescos para o Sambódromo do Anhembi.

“É com imensa tristeza e profundo pesar que comunicamos o falecimento de Seo Carlão do Peruche, aos 94 anos, o eterno cardeal do samba. Sua partida deixa um vazio imensurável nos corações de todos que se deixaram contagiar pela sua paixão, pela sua arte e pelo seu inabalável amor ao samba. Carlão não foi apenas um ícone: foi um verdadeiro mestre, cuja dedicação e entrega transformaram o mundo do samba e inspiraram gerações de perucheanos e amantes da nossa cultura”, escreveu a Unidos do Peruche, em suas redes sociais.

Também por meio de nota, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP) disse lamentar profundamente a perda de Seo Carlão e se solidarizar “com familiares, amigos e toda a comunidade do samba neste momento de luto, sem nos esquecermos de seus pares da Embaixada do Samba Paulistano. O legado de Seo Carlão permanecerá vivo nos corações de todos que amam e respeitam o samba. Paulistano”, escreveu.

Fontes: Agência Brasil e MinC

Kofi Siriboe revela que se identifica com a Não Monogamia Ética: “Monogamia parece uma encenação”

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Foto: Forbes

Kofi Siriboe está abrindo o coração sobre sua visão de relacionamentos! O ator e modelo ganês-americano revelou que se identifica com a Não Monogamia Ética. Em uma recente entrevista ao LEVEL Man, ele compartilhou como essa escolha se encaixa em sua vida e experiências amorosas. ENM se refere a relacionamentos nos quais há comunicação aberta e consentimento entre todos os envolvidos, diferenciando-se de infidelidade.

Siriboe, que interpreta Seth, um personagem não monogâmico na terceira e última temporada de ‘Harlem’, contou que suas duas primeiras relações duraram quase cinco anos cada. Mas, após esses términos, ele começou a questionar a estrutura tradicional dos relacionamentos.

“Comecei a trabalhar todos os dias. Depois, há o elemento da fama e a abundância de pessoas e exposição. Eu apenas tive diferentes turnos e diferentes estações em que parece que, às vezes, a monogamia parece uma encenação. E às vezes parece restritiva. Então, há um elemento disso que parece performático e eu entendo a tradição disso. Mas então há uma parte de mim que simplesmente tinha perguntas”, disse.

Ao refletir sobre as dinâmicas que observava ao seu redor, incluindo o casamento de seus pais, o ator percebeu que, apesar de respeitar a monogamia, ela pode ter pontos cegos. “Eu honro a tradição e amo a simplicidade da monogamia e como ainda podemos permanecer inteiros e fiéis a nós mesmos como indivíduos, como pensadores independentes vivendo esta vida”, acrescentou.

No fim das contas, para Siriboe, o mais importante é que cada pessoa encontre o que funciona melhor para si. “Seja qual for sua escolha, faça de coração”, aconselhou.

Já sobre seu personagem em ‘Harlem’, ele revelou que Seth sempre soube o que queria e precisava quando começou a namorar Quinn Joseph (Grace Byers). Mas, conforme a história se desenrola, Quinn percebe que a não monogamia não atendia às suas necessidades – levando a uma grande reviravolta no final da série!

O ator também fez outros papéis de sucesso como no filme ‘Viagem de Garotas’ e na série ‘Insecure’.

Dendezeiro inaugura primeira flagship no Rio Vermelho e consolida trajetória na moda brasileira

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Foto: Divulgação

Salvador ganhou no último sábado (15) um novo marco no cenário da moda nacional: a primeira flagship da Dendezeiro, localizada no bairro do Rio Vermelho. A inauguração do espaço simboliza a consolidação da marca, fundada em 2019 por Hisan Silva e Pedro Batalha, e materializa uma identidade construída ao longo dos últimos anos, baseada em referências culturais brasileiras apresentadas de forma sofisticada e contemporânea.

O evento de abertura reuniu uma comunidade que acompanha a marca desde seu início, além de nomes como Lucas Pizane, Yan Cloud e Neyzona, que reforçam o diálogo da Dendezeiro com a arte, a moda e a cultura. Para os fundadores, a flagship representa um avanço significativo na trajetória da marca: “A Dendezeiro sempre teve o propósito de contar histórias por meio da moda. Ter um espaço físico nos permite ampliar esse diálogo e criar uma relação ainda mais próxima com quem se identifica com o que fazemos”, afirmaram Hisan Silva e Pedro Batalha.

Mais do que uma loja, o espaço foi concebido como um ponto de conexão entre moda, arte e identidade. O ambiente apresenta uma curadoria especial com coleções que marcaram a história da marca, além de peças exclusivas e a linha Dendezeiro Essentials. A proposta é oferecer uma experiência sensorial que aproxime o público do universo criativo da Dendezeiro.

Cacau Protásio não desfilará pela União da Ilha após escola de samba ignorar ajustes sobre fantasia

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Foto: Divulgação/Léo Cordeiro/Palmer Assessoria de Comunicação

A atriz e humorista Cacau Protásio anunciou que não desfilará como destaque na União da Ilha no Carnaval de 2025, escola de samba da Série Ouro do Rio de Janeiro. A decisão foi divulgada por meio de um comunicado oficial de sua assessoria de imprensa, emitido nesta segunda-feira (17), que atribuiu o desligamento à falta de alinhamento entre a agremiação e a artista em relação à fantasia que ela usaria no desfile. A artista afirma que não recebeu croqui da fantasia e que não teve retorno da escola.

De acordo com o comunicado, a União da Ilha não enviou o croqui da fantasia à atriz, apesar de inúmeras tentativas de contato feitas por ela e sua equipe. “A decisão deve-se à falta de alinhamento por parte da escola em relação à sua fantasia, cujo croqui jamais lhe foi enviado. Apesar de inúmeras tentativas de contato, tanto pessoalmente quanto por meio de sua equipe de comunicação, não houve
qualquer retorno efetivo para solucionar a questão”, diz o texto.

Cacau Protásio, que sempre custeou integralmente sua indumentária, desde a aquisição dos materiais até a confecção, afirmou que, sem a orientação da escola e diante do curto prazo disponível, tornou-se inviável sua participação no desfile. “Este não é um adeus, mas um até breve”, ressaltou a humorista no comunicado, que declarou seguir torcendo pelo sucesso da agremiação.

A União da Ilha, que integra a Série Ouro do Carnaval carioca, fará uma homenagem à bailarina Marietta Baderna, figura notória do século 19 conhecida por unir a cultura erudita às danças populares do Rio de Janeiro. Enquanto isso, Cacau Protásio segue como musa da escola de samba Salgueiro, do Grupo Especial.

União da Ilha ainda não se pronunciou sobre o caso.

Confira a nota na íntegra:

“É com pesar que a atriz e humorista Cacau Protásio, por meio de sua assessoria de imprensa, vem a público informar que não participará do desfile da União da Ilha neste Carnaval de 2025. A decisão deve-se à falta de alinhamento por parte da escola em relação à sua fantasia, cujo croqui jamais lhe foi enviado. Apesar de inúmeras tentativas de contato, tanto pessoalmente quanto por meio de sua equipe de comunicação, não houve qualquer retorno efetivo para solucionar a questão. Importante destacar que Cacau Protásio sempre custeou
integralmente sua indumentária, desde a aquisição dos materiais até a confecção. No entanto, sem a devida orientação da agremiação e diante do curto prazo disponível, tornou-se inviável viabilizar sua participação no desfile.

Ainda assim, este não é um adeus, mas um até breve. Cacau Protásio leva a União da Ilha no coração e segue na torcida pelo sucesso da agremiação e de toda a comunidade, desejando que a escola faça um belíssimo desfile e conquiste o lugar de destaque que merece no Grupo Especial.

Preta Gil fala sobre recuperação após cirurgia de 21 horas e preparativos para tratamento nos EUA: “Estou atrás da cura”

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Foto: Reprodução/Instagram

Após passar 55 dias internada e uma cirurgia de 21 horas para a retirada de tumores, a cantora Preta Gil recebeu alta hospitalar na última terça-feira (11) e concedeu uma entrevista à jornalista Maju Coutinho, do Fantástico, em sua casa em São Paulo. Durante o encontro, a artista detalhou os desafios da recuperação e revelou os preparativos para uma nova etapa do tratamento contra o câncer, que inclui uma viagem aos Estados Unidos.

Preta Gil passou por uma cirurgia complexa em dezembro de 2023, quando médicos removeram seis novos focos de tumores: quatro no peritônio (membrana que reveste o aparelho digestivo) e dois no sistema linfático. Ela teve parte do aparelho digestivo e do sistema linfático foi retirada, e houve a reconstrução de um ureter e de parte da bexiga. A artista revelou que, após a cirurgia, ficou três dias em coma induzido e precisou de transfusões de sangue para combater uma anemia e agora utiliza uma bolsa de colostomia de forma definitiva: “Eu sou grata à bolsa, a essa tecnologia, a essa maravilha que é essa bolsa de colostomia. Se ela não existisse, talvez eu não estivesse aqui. Eu não ia conseguir operar”, afirmou.

A cantora revelou ainda que no mês de abril, viajará para Nova York para iniciar um tratamento experimental com medicamentos que estão em fase final de estudo. A decisão partiu de uma recomendação médica, e a Preta Gil se mostrou confiante nos resultados. “Lá eles estudam muito e tem muita verba para pesquisa. Por indicação dos meus médicos no Brasil, eu fui indicada para uma médica que é muito estudiosa e trabalha com drogas que estão em fase final de aprovação, de pesquisas, já foram testadas e estão prestes a serem aprovadas e são drogas que a médica americana acredita muito que possa me ajudar a me curar. Estou atrás da cura, de várias maneiras”, disse.

A médica oncologista Fernanda Capareli, do Hospital Sírio-Libanês, explicou que os tumores removidos em dezembro são do mesmo tipo identificado em janeiro de 2023, quando Preta foi diagnosticada com câncer no reto. Na época, ela passou por uma cirurgia e tratamentos de quimioterapia, mas a doença retornou no segundo semestre de 2023.

Recuperação e planos futuros
Atualmente, Preta Gil segue em recuperação em casa, acompanhada por uma equipe médica que inclui enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas. Apesar de ainda se sentir fragilizada e com o corpo debilitado, a cantora mantém a determinação. “Eu tenho mil privilégios, eu sei que tenho, isso faz toda a diferença. Então eu não reclamo, não tenho como reclamar: ‘ah, mas você não sofre?’. Sofro, sofro muito”, refletiu.

Entre os planos para o futuro, Preta espera receber autorização médica para viajar a Salvador, onde pretende mergulhar no mar e comer acarajé, prato típico da região que já pediu por delivery durante a internação. “Eu comi acarajé no hospital. Pedi acarajé no delivery. Não chegou igual, mas matei um pouquinho da minha vontade”, brincou.

A cantora também destacou a importância do apoio familiar durante o processo. “Foi um período duro, muito duro, mas muito bonito. A nossa família se fortaleceu, se juntou ainda mais. O meu pai passou o Ano Novo comigo. Dormiu na caminha do hospital. Ele e a Flora, os dois apertadinhos”, relembrou.

Preta Gil segue firme na luta contra o câncer, com planos de retomar a rotina e celebrar a vida. “Tenho 50 anos. Ainda tenho muito que viver. Ainda tenho muito que amar”, finalizou.

Musical sobre Djavan encerra hoje inscrições para protagonista e abre seleção para elenco

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Foto: Gabriela Schmidt/Divulgação

O espetáculo biográfico “Djavan, O Musical: Vidas pra Contar”, que celebra a trajetória de um dos mestres da música brasileira e que tem estreia agendada para o dia 5 junho no Teatro Multiplan do VillageMall, no Rio de Janeiro, e para 9 de agosto no Teatro Sabesp Frei Caneca, em São Paulo, encerra nesta segunda-feira (17) as inscrições para atores que se interessam em interpretar o artista. A produção também abriu as inscrições para o restante do elenco, que podem ser feitas até 5 de março.

De acordo com informações divulgadas pelo perfil oficial do espetáculo no Instagram, a produção busca profissionais com registro DRT e habilidades em canto, interpretação e dança. Interessados no papel de protagonista devem enviar um vídeo cantando uma música de Djavan, com timbre de tenor ou barítono, e habilidade para tocar violão. O material deve ser enviado por meio de um formulário online disponível na bio do perfil oficial do musical no Instagram (@djavanomusical).

A produção, que conta com texto de Patrícia Andrade e Rodrigo França, também está recebendo até o dia 05 de março, inscrições de atores e atrizes que desejam integrar o elenco do musical. Os perfis procurados incluem: Atrizes negras e brancas, com aparência entre 25 e 45 anos e atores negros e brancos, com aparência entre 25 e 45 anos. O formulário para as inscrições também estão disponíveis no perfil da produção.

Os ingressos já estão à venda e a produção é uma realização da Turbilhão de Ideias, com idealização de Gustavo Nunes, texto de Patrícia Andrade e Rodrigo França, direção artística de João Fonseca, direção musical de Fernando Nunes e João Viana, e coreografias de Márcia Rubin.

Próximos passos
As audições para o elenco serão realizadas no Rio de Janeiro, em datas ainda a serem divulgadas. A produção reforça a importância de os candidatos seguirem as instruções do edital e enviarem seus materiais dentro do prazo estabelecido. Para mais informações, os interessados podem acompanhar as atualizações no perfil oficial do musical no Instagram: @djavanomusical.

Ator Pedro Caetano celebra representação do jongo com seu personagem na novela ‘Volta Por Cima’: ‘Nossa cultura merece’

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Foto: Nanda Seixas/divulgação

A novela ‘Volta Por Cima’, protagonizada pela atriz Jéssica Ellen e pelo ator Fabrício Boliveira, recentemente ganhou um novo personagem. O ator Pedro Caetano chega à trama na pele de Matias para balançar o coração da mocinha Madá e também levará um importante elemento da cultura afro-brasileira para as telas, o jongo. Na novela, Caetano, que vai interpretar um diretor de documentários, que mostrará suas habilidades nas rodas de jongo, dança de roda afro-brasileira que combina percussão, canto e dança e que é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

O ator destacou a importância de representar o jongo na televisão. “Ter o jongo representado de uma forma tão bonita, tão poética, e ter meu personagem como um veículo para tudo isso é uma conquista. É o que nossas tradições, nossa cultura e nossos ancestrais merecem”, afirmou o ator em entrevista ao site Mundo Negro.

Madá e Matias na roda de jongo – Foto: Globo/ Manoella Mello

Para Pedro, a experiência de incorporar o jongo ao seu personagem foi especialmente significativa. “Em minha carreira, eu sempre tento trazer algum elemento da minha cultura para compor o personagem. Sempre tento trazer alguma referência, seja da capoeira, do candomblé. E agora, com o jongo, é uma honra poder contribuir para que essa tradição seja conhecida e valorizada por mais pessoas”, compartilhou.

O ator também falou sobre a importância de estar em uma produção como Volta por Cima, que tem sido elogiada por seu elenco diverso e por retratar um cotidiano próximo da realidade brasileira. “Acredito que o público hoje quer se ver representado nas histórias, sentir que sua existência é válida, é digna e interessante. Para mim, é sempre significativo fazer parte de produtos que trazem essa possibilidade”, disse Pedro.

Ele ainda reforçou a responsabilidade que sente como artista ao participar de projetos que buscam quebrar estereótipos e promover a representatividade. “Ao mesmo tempo que aumenta a nossa responsabilidade como artista de apresentar um trabalho cuidadoso, verdadeiro e que não reforce estereótipos. E isso está presente em cada parte do trabalho, dentro e fora das telas”, destacou.

Pedro Caetano, que recentemente dublou o icônico Mufasa no filme ‘Mufasa – O Rei Leão’, segue consolidando sua carreira como um ator engajado e consciente de seu papel na luta por representatividade. O artista, que já havia atuado na versão brasileira de ‘O Rei Leão’ no teatro, falou sobre a importância de viver esse momento no cinema: “Só entendi que estava dublando o personagem mais icônico da Disney na estreia quando ouvi a voz marcante do James Earl Jones abrindo o filme. Naquele momento eu paralisei: pensei em minha filha, e que estava ajudando a contar a história do maior pai da animação mundial. Foi uma sensação incrível”.

Mochileira lança mapa interativo para resgatar a história afro-brasileira no Brasil

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Foto: Jones Ferreira/Divulgação

Desde a infância, viajar era mais do que um deslocamento – era um convite para descobrir histórias, conectar-se com suas raízes e transformar percepções. Foi assim que a pesquisadora independente, Talita Azevedo, decidiu criar o projeto “Presente Histórico”, com o objetivo de mapear lugares no Brasil com a história afro-brasileira apagada, resgatando memórias e conectando passado e presente. Acesse: presentehistorico.com.br)

Com um olhar sensível, Talita percorreu diferentes regiões do país, guiada por intuições e conexões pessoais. “Eu comecei a sonhar com os lugares que viajaria. Foi uma viagem interna muito forte. À medida que um lugar era descoberto, eu tinha alguma intuição de quais seriam as próximas regiões. Foram dezenas de espaços conhecidos, mas priorizei 13 em regiões de maior familiaridade pensando nos desdobramentos deste trabalho e fluxo de informações a serem apresentadas ao público em um funil de aprofundamento a cada novo produto”, disse em entrevista ao Mundo Negro. 

Durante nove meses de expedição, ela documentou histórias, fotografou paisagens e estruturou um acervo digital acessível ao público. O impacto do apagamento histórico, especialmente em locais como Campinas, no interior de São Paulo, reforçou sua missão.

Porto Seguro (BA) Foto: Talita Azevedo

“Campinas foi um grande marco. Para além de ser a minha cidade de nascimento, o fato de não conseguir encontrar informações suficientes para atestar com todos os fatos o processo de último local do mundo a abolir a escravização de pessoas sem dúvidas me desanimou um pouco. Afinal, eu estava de frente com a realidade do apagamento. A partir disso, decidi que meu trabalho teria foco em criar acervos do agora à frente. Fomentando os próximos passos das gerações subsequentes”, contou. 

Em paralelo, ela desenvolveu a oná, uma metodologia que une criatividade e tecnologia, voltada para programadores e entusiastas da inovação. Agora, em 2025, Talita se dedica à publicação de um livro de bordo sobre suas viagens, a oferta de cursos em instituições e coworkings e a criação de colaborações com marcas para popularizar sua pesquisa.

Leia a entrevista completa abaixo:

Foto: Rafael Berezinski

Como começou seu interesse por resgatar lugares historicamente apagados no Brasil e registrar isso no desenvolvimento do oná?

Eu sempre tive uma relação muito próxima com o processo de movimento pela minha construção enquanto indivíduo. Sou neta de um avô materno de Jequié, filha de uma mãe de Ilha Solteira e um pai de São José do Rio Pardo. Aos oito anos, com a autorização e direcionamento dos meus pais, pude fazer minha primeira viagem sozinha e me apaixonar pelo processo de descoberta que a vida na estrada poderia contribuir à mim. 

Essa viagem seguiu a rota entre Campinas, interior Paulista a Guaxupé, cidade de Minas Gerais. Na época meu avô paterno morava na cidade e eu tinha a vontade de vê-lo nas férias. E assim o fiz. Me lembro de ter sido minha experiência de conciliar viagens com contato à raízes.

Desde então a rotina entre diferentes cidades sempre se fez presente aos meus interesses, entendendo como várias perspectivas somariam ao meu olhar enquanto criativa e estratégica. 

A busca e a decisão da expedição em si veio por duas frentes: eu me sentia incomodada com o cenário artístico representar muitas figuras de mulheres revolucionárias já falecidas e o contato com a demência do meu avô, que me despertou a urgência de entender como diferentes habilidades que tinha construído até aqui poderiam contribuir a um acervo histórico à memória para minha árvore genealógica – que, posteriormente a isso, entendi como somaria à vivência de outros milhões de Brasileiros. 

E, com essa relação entre tempo-espaço, me veio a escolha do site ser “presente histórico”, um recurso linguístico que consiste em utilizar o tempo presente para narrar acontecimentos do passado.

Em paralelo a isso, comecei de maneira tímida novas perspectivas com a oná, uma metodologia que tem como foco levar criatividade a profissionais e entusiastas de novas tecnologias. 

Salvador (BA) Foto: Talita Azevedo

Quais os critérios que você usou para escolher os lugares que contou a histórias no oná?

Eu comecei a sonhar com os lugares que viajaria. Foi uma viagem interna muito forte. À medida que um lugar era descoberto, eu tinha alguma intuição de quais seriam as próximas regiões. Foram dezenas de espaços conhecidos, mas priorizei 13 em regiões de maior familiaridade pensando nos desdobramentos deste trabalho e fluxo de informações a serem apresentadas ao público em um funil de aprofundamento a cada novo produto. O livro, por exemplo, tem fotos e anotações das experiências – como um produto um pouco mais aprofundado (nível 2) do mapeamento (nível 1).

Foto: Rafael Berezinski

Alguma história ou local te surpreendeu ou te marcou mais durante o processo?

Acredito que o maior aprendizado com este trabalho foi a necessidade que eu teria de fazer as pazes com o passado. Para além das lições que aprendi sobre as memórias de pessoas queridas à minha volta, tive algumas vezes que olhar ao espelho e entender que não seria capaz de criar recursos capazes de ir contra uma lei natural da vida: o tempo. 

Esse insight aconteceu principalmente em Lagoa das Lontras, lugar próximo à Isabelópolis e que foi tomado pela vegetação e impacto de agentes naturais, como as chuvas, ventos e a ação cronológica do espaço. 

Campinas também foi um grande marco. Para além de ser a minha cidade de nascimento, o fato de não conseguir encontrar informações suficientes para atestar com todos os fatos o processo de último local do mundo a abolir a escravização de pessoas sem dúvidas me desanimou um pouco. Afinal, eu estava de frente com a realidade do apagamento. A partir disso, decidi que meu trabalho teria foco em criar acervos do agora à frente. Fomentando os próximos passos das gerações subsequentes. 

Próx. a Lagoa das Lontras (RJ) Foto: Talita Azevedo

Quanto tempo você levou para finalizar essa primeira etapa de viagens até o lançamento do projeto?

Para a expedição dedicada ao desenvolvimento do mapa (que até então era uma busca pela minha árvore genealógica), foram aproximadamente 9 meses – mas com o processo de estruturação e primeira versão ao todo são praticamente 1 ano. 

O trabalho de mapeamento e o livro levam o nome de Presente Histórico, como um outro produto paralelo a essa movimentação. Minha forma mais artística e regionalizada de falar sobre pontos que formam meu olhar pessoal e profissional em tecnologia, uso de dados, criatividade e protagonismo Brasileiro.

Quanto ao oná, é uma metodologia que tem foco levar criatividade a programadores e entusiastas de novas tecnologias, é a minha vertente pensada para dar aulas de temas como:

– Análise de dados no marketing de influência

– Varejo com foco em expertises de startup

– História Brasileira e storytelling geolocalizado para Publicidade e Propaganda

– Desenvolvimento de Plano de Carreira

– Conceito de persona e formatos de conteúdo

– Novas tecnologias e ecossistema de inovação 

– Inteligência regional Brasileira: cultura, História e tecnologia

Foto: Jones Ferreira

Você tem planejado fazer novas viagens em breve?

Por agora só pra divulgar o trabalho (risos). São muitos anos em diferentes coordenadas geográficas e acredito que para este momento é preciso criar colunas sólidas em regiões estratégicas. Em outras palavras, pretendo me fixar em Campinas e ampliar as metodologias deste trabalho para que seja cada vez mais colaborativo – abrindo o código para contribuição de programadores, sugestões de lugares vindas do público geral e, principalmente, a ampliação de diferentes layers de visualização – evidenciando o uso de dados como um grande trabalho em conjunto mesmo. 

Quero que a temática da história seja relacionada não somente à inovação e tecnologia, mas também ao nosso poder de protagonismo em inteligência regional.

Petrópolis (RJ) Foto: Talita Azevedo

Como tem sido essa nova etapa para 2025, com o objetivo de escrever um livro sobre as suas experiências, dar aulas e dialogar com marcas nacionais?

Desafiadora! E divertida! Me sinto muito abençoada com o privilégio de, a partir deste trabalho, conhecer pessoas a partir de suas histórias e motivações. Para além destes próximos passos que previamente desenhei, estou animada com a oportunidade de aprender e vivenciar outras possibilidades que o uso de dados podem somar à minha construção – e de tantos outros jovens para essa nova fase.

De modo geral acredito que este trabalho pode ser uma oportunidade de reescrever outros significados a palavras que já conhecemos anteriormente e, a partir dessa linguagem, seja no mercado corporativo-acadêmico-intelectual ou em uma cor de esmalte, todos nós sejamos protagonistas e conhecedores da nossa própria História.

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