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Netflix divulga teaser de “The Residence”, série de mistério de Shondaland, estrelada por Uzo Aduba

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Jessica Brooks/Netflix

A Netflix lançou o primeiro teaser de The Residence, série de mistério e assassinato produzida pela Shondaland. A produção estreia na plataforma em 20 de março e será estrelada por Uzo Aduba no papel da detetive Cordelia Cupp, responsável por investigar um homicídio na Casa Branca.

Inspirada no livro homônimo da jornalista Kate Andersen Brower, a série terá oito episódios. Segundo a sinopse oficial, a trama se desenrola em meio a um jantar de Estado caótico, onde há “132 quartos, 157 suspeitos, um cadáver e uma detetive excêntrica”. A história se passa tanto nos bastidores quanto nos salões da residência presidencial dos Estados Unidos.

Além de Aduba, o elenco inclui Giancarlo Esposito, sucesso como o icônico vilão Gus Fring em Braking Bad, Edwina Findley, Molly Griggs, Jason Lee, Ken Marino, Randall Park, Susan Kelechi Watson, que viveu Beth Pearson na série This is Us, e Isiah Whitlock Jr., entre outros nomes.

Paul William Davies assina a produção como showrunner e produtor executivo. A série marca uma nova parceria entre ele e Shonda Rhimes, criadora de sucessos como Scandal e Bridgerton. Davies já trabalhou com Rhimes no drama jurídico For the People, exibido pela ABC.

The Residence faz parte do acordo geral da Shondaland com a Netflix, reforçando a parceria que já rendeu títulos como Inventando Anna e Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton.

Trump assina ordens executivas para limitar ensino sobre racismo e cortar financiamento educacional

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Foto: Reprodução/Freepik

O presidente Donald Trump assinou, na quarta-feira (29), duas ordens executivas que impactam diretamente a forma como questões raciais são abordadas nas escolas dos Estados Unidos. As medidas incluem o bloqueio do financiamento federal para currículos que ele classifica como “doutrinação” de estudantes em ideologias que chamou de “antiamericanas” sobre raça e gênero, além da promoção da escolha dos pais na seleção de escolas privadas ou de ensino religioso com uso de verba federal.

As diretrizes foram assinadas uma semana após sua posse no segundo mandato e fazem parte da agenda conservadora de reforma educacional defendida pelo presidente. A segunda ordem de Trump tem como objetivo impedir que escolas utilizem recursos federais para currículos e certificação de professores que abordem “ideologia de equidade discriminatória”. No documento, o governo federal acusa escolas de doutrinar alunos com conceitos como “privilégio branco” e “preconceito inconsciente”, o que, segundo a administração, fomenta divisões raciais.

Democratas e organizações de direitos civis alertam que as medidas podem comprometer a inclusão de narrativas negras e indígenas no ensino público. A decisão foi criticada por educadores e ativistas dos direitos civis, que afirmam que a ordem pode silenciar debates essenciais sobre o racismo e a história dos negros nos Estados Unidos. “O ensino da história afro-americana e das desigualdades raciais não é doutrinação, mas sim uma parte fundamental da compreensão do nosso país”, afirmou Christina Greer, professora de ciência política da Universidade Fordham, à agência Reuters.

A ordem não menciona explicitamente a teoria crítica da raça (TRC), mas utiliza linguagem frequentemente associada a críticas contra o ensino do racismo institucional. A TRC, conceito acadêmico estudado principalmente em faculdades de direito, tem sido amplamente atacada por conservadores que alegam que seu ensino fomenta divisões raciais.

Críticos argumentam que a medida pode restringir o acesso a materiais que abordam a história dos afro-americanos e outros grupos racializados. Líderes comunitários alertam que o corte de financiamento pode resultar na remoção de programas que destacam a contribuição da população negra para a sociedade americana.

Mudanças no financiamento e impacto federal

Além das restrições ao ensino sobre raça, a primeira ordem assinada por Trump prioriza o financiamento de programas de escolha escolar, permitindo que famílias optem por escolas privadas ou religiosas com recursos federais. A medida é vista como uma forma de desvio de recursos das escolas públicas, que atendem majoritariamente estudantes negros e latinos.

Atualmente, a educação nos EUA é financiada principalmente por impostos estaduais e locais, sendo que apenas 14% dos recursos das escolas públicas vêm do governo federal. Estimativas apontam que as ordens de Trump podem afetar entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões em subsídios federais.

Os estados republicanos têm adotado, nos últimos anos, políticas de escolha escolar universal ou quase universal, abrindo caminho para vouchers que permitem o uso de recursos públicos para o financiamento da educação domiciliar e mensalidades em escolas privadas.

Em menos de 24h, BK’ alcança 7 milhões de plays com novo álbum ‘Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer’

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Foto: Bruna Sussekind

Com participações especiais e samples de grandes veteranos da música brasileira, o aguardado quinto álbum do rapper BK’ estreou nas plataformas digitais na última terça-feira, 28. Em menos de 24 horas, ‘Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer’ alcançou mais de 7 milhões de plays, sendo 5,6 milhões apenas no Spotify, se consagrando o 8º maior lançamento nacional da história do Spotify Brasil.

Com 16 faixas inéditas, o DLRE reúne samples de Djavan, Milton Nascimento, Fat Family, Pretinho da Serrinha, além de convidados especiais, como Luedji Luna, Evinha, Luciana Mello, Melly, Borges, Maui, MC Maneirinho e Jenni Rocha. Assim, BK’ embala composições que atiçam o surgimento de um novo movimento.

Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer é um retrato da riqueza da música brasileira. Este disco celebra as conexões que construímos ao longo do caminho, dando espaço para toda a nossa pluralidade. Cada colaboração é uma extensão da minha visão, um diálogo musical e cultural sobre o que somos enquanto movimento. Eu quis homenagear todos esses grandes artistas de diversas gerações”, afirma BK’. 

Só Eu Sei” traz o sample da canção “Esquinas” (1984) de Djavan, um dos maiores ídolos de BK’, que celebra: “Ter minha obra revisitada por artistas de gerações mais jovens reafirma a diversidade da minha música e me deixa muito feliz. BK’ é um cronista da realidade brasileira e conecta ‘Esquinas’ a sua escrita sempre precisa e autêntica. Gostei do resultado”. Tesouro nacional atemporal, o artista atribui a BK’ esta tarefa de historiador, narrando os fatos da época em que se vive.

O R&B melódico de Fat Family embala o rap de BK’ em “Da Madrugada”, e elas afirmam: “Nossa música sempre teve conexões com a cultura hip-hop, unindo o soul e R&B brasileiro às mensagens e influências do gênero. A homenagem do BK’ reafirma o impacto intergeracional do nosso som, celebrando nossas raízes e a força da música negra brasileira”. 

Presente em dois samples no DLRE, o cantor e compositor Milton Nascimento, o Bituca, destaca que “é uma alegria enorme saber que parte da minha obra está presente em duas faixas de um artista tão incrível, quanto o BK’. Acompanho e admiro o trabalho dele há um tempo, e me sinto honrado por estar, de alguma forma, junto nesse novo álbum”.

O rapper contou com as produções do duo de DJs Deekapz, Kolo, Paulo DK, Kizzy e Ruxn, Sango e Aidan Carroll, Theo Zagrae, JXNV$ e Nansy Silvvz. FYE, principal aposta do selo de BK’, também assinou uma das produções.

Lançado pelo selo Gigantes, o projeto ainda tem toda sua carga criativa condensada no curta-metragem homônimo ao álbum, filmado na Etiópia e desenvolvido em parceria com o estúdio criativo AKQA Coala.Lab. Veja aqui!

“‘Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer’ não é apenas um título, é um lembrete de que acreditar no impossível é o que nos move. E estar na Etiópia foi também um marco pessoal e criativo, como voltar para casa de um jeito que nunca tinha imaginado. Esse projeto é sobre resistência, ancestralidade e a força que vem de quem somos”, finaliza o artista.  

TRACKLIST

 1.⁠ ⁠Você Pode Ir Além part. FYE (prod. Deekapz)

 2.⁠ ⁠Só Eu Sei part. Djavan (prod. Nansy Silvvz) 

 3.⁠ ⁠Não Adianta Chorar part. Pretinho da Serrinha (prod. JXNV$) 

 4.⁠ ⁠Medo De Mim part. Jenni Rocha (prod. Nansy Silvvz)

 5.⁠ ⁠Só Quero Ver part. Evinha (prod. Deekapz) 

 6.⁠ ⁠Da Madrugada part. Fat Family (prod. JXNV$)

 7.⁠ ⁠Quem Não Volta part. Luciana Mello (prod. Theo Zagrae) 

 8.⁠ ⁠Monstro (interlúdio) (prod. Sango e Aidan Carroll) 

 9.⁠ ⁠Te Devo Nada part. FYE (prod. Nansy Silvvz e JXNV$)

10.⁠ ⁠Eu Consegui (prod. JXNV$, Kizzy e Ruxn) 

11.⁠ ⁠Real part. Maui (prod. JXNV$)

12.⁠ ⁠Amém, Amém (prod. Paulo DK) 

13.⁠ ⁠Abaixo Das Nuvens part. Borges e Luedji Luna (prod. Nansy Silvvz)

14.⁠ ⁠Cacos De Vidro part. Evinha (prod. Kolo) 

15.⁠ ⁠Ninguém Vai Tirar Minha Paz part. Milton Nascimento e Melly (prod. JXNV$)

16.⁠ ⁠Mandamentos part. MC Maneirinho (prod. FYE e Luskin)

Protagonizado por Jonathan Majors, ‘Magazine Dreams’ ganha primeiro trailer

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Foto: Briarcliff Entertainment

Dois anos após sua estreia no Sundance, onde foi visto como uma possível indicação ao Oscar para Jonathan Majors, ‘Magazine Dreams’ finalmente revelou seu primeiro trailer, nesta quarta-feira (29).

O longa, que foi adiado várias vezes, traz Majors no papel de um aspirante a fisiculturista obcecado pela fama no esporte. Segundo a sinopse oficial, o filme explora “até onde um homem pode ir em sua busca obsessiva por reconhecimento em um mundo que muitas vezes o ignora”.

“Você tem que fazer algo grande e importante, ou ninguém vai se lembrar de você quando você morrer”, diz Killion Maddox, personagem de Majors, no trailer.

A Searchlight Pictures venceu uma batalha de lances pelo projeto, mas poucos meses depois, Majors foi preso em Nova York e, posteriormente, condenado por agressão e assédio contra a sua ex-namorada, Grace Jabbari. Como resultado, a distribuidora abandonou o filme.

‘Magazine Dreams’ ficou em um limbo por quase um ano até que a distribuidora Briarcliff assumiu o projeto em outubro, agendando o lançamento para 21 de março. A Briarcliff é conhecida por abraçar filmes controversos e já foi premiada com duas indicações ao Oscar por seu documentário ‘The Apprentice’, sobre Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Dirigido e roteirizado por Elijah Bynum, ‘Magazine Dreams’ foi filmado em Los Angeles ao longo de 24 dias, com Majors dedicando 18 meses de treinamento intenso para se preparar para o papel.

Veja o trailer:

‘Paradise’: nova série estrelada por Sterling K. Brown estreia no Disney+

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Foto: Disney/Brian Roedel

‘Paradise’, nova série estrelada por Sterling K. Brown (Ficção Americana), estreou os primeiros episódios semanais no Disney+ nesta segunda-feira (27). O quarto capítulo chega já na próxima terça-feira, 4 de fevereiro, às 5h da manhã (horário de Brasília).

Ambientada em uma comunidade aparentemente perfeita, habitada por pessoas influentes e poderosas, a série explora como um brutal assassinato coloca tudo em xeque. A paz desse paraíso artificial é rompida, e a trama se desenrola em meio a uma investigação cheia de segredos e perigos.

Além de Sterling K. Brown, a série ainda traz James Marsden, Julianne Nicholson, Krys Marshall, Sarah Shahi, Nicole Brydon Bloom, Rafael Cabrera e Richard Robichaux.

A série ainda marca o reencontro de Sterling com Dan Fogelman, criador de ‘Paradise’ e também do grande sucesso ‘This Is Us’, que rendeu ao ator um Emmy pelo papel de Randall Pearson.

Veja o trailer:

Inspirados na DeepSeek, ministra afirma que Brasil busca desenvolver modelos próprios de inteligência artificial

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Créditos: Luara Baggi e REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, afirmou em entrevista à CNN nesta quarta-feira (29), que o Brasil pretende criar modelos próprios de inteligência artificial, se inspirando na tecnologia avançada da chinesa DeepSeek. “A gente quer desenvolver nossos próprios modelos. Mas é óbvio que a gente bebe na fonte daquilo que é mais avançado, até para ter agilidade no desenvolvimento”, afirmou.

Dentro do governo, há consenso de que a experiência da DeepSeek é uma prova de que países emergentes, mesmo com menos recursos, podem competir no setor de inteligência artificial. “O aspecto que considero mais importante é: há um debate de que o volume de investimentos necessário para competir em IA seria inalcançável para emergentes. A DeepSeek conseguiu, com menos recurso, ter a mesma resposta que ChatGPT e outras. Isso reforça a viabilidade do que planejamos”, explicou Luciana.

A ministra também destacou que o Brasil possui vantagens comparativas relevantes para a área de inteligência artificial, como a abundância de energia limpa e água, considerados recursos cruciais para o avanço tecnológico. Além disso, o governo acredita que as capacidades já instaladas no país, aliadas a incentivos adequados, tornam possível disputar espaço no setor.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação lançou, no ano passado, um plano que prevê R$ 23 bilhões em investimentos em inteligência artificial entre 2024 e 2028. Deste total, R$ 14 bilhões serão destinados a projetos de inovação empresarial, enquanto mais de R$ 5 bilhões irão para infraestrutura e desenvolvimento de IA.

O volume de investimentos, segundo o governo, aproximaria o Brasil dos patamares planejados por países europeus, embora ainda distante das cifras aplicadas pelos Estados Unidos e pela China.“Quando concebemos o plano, reforçamos que não havia razão para estar atrás nesta corrida tecnológica”, concluiu a ministra.

Na semana passada, uma startup de tecnologia com sede em Hangzhou apresentou a DeepSeek, um assistente digital gratuito que, de acordo com a empresa, opera com menor consumo de dados e a uma fração do custo dos modelos de gigantes do setor. A iniciativa pode representar um marco na redução do nível de investimento necessário para o desenvolvimento de inteligência artificial.

Fonte: CNN Brasil

“Eu não tinha nome, era chamado de negão“, relembra garçom do TRT mantido em regime de escravidão por 14 anos

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Foto: TRT/RS

O Brasil registrou, em 2024, o maior número de denúncias de trabalho escravo e análogo à escravidão da história do país, apontam dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Dados divulgados pelo MDHC contabilizam mais de 3,4 mil registros. Na comparação com 2022, o aumento foi de 61%. Entretanto, esse número foi superado em 2024, com quase 4 mil denúncias realizadas (3.959), um aumento de 13% na comparação com 2023. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram o ranking de denúncias, seguidos por Rio Grande do Sul e Bahia.

    Um dos casos emblemáticos é de Maurício de Jesus Luz, 44, contado pela primeira vez em uma reportagem da Folha de S. Paulo, em 2024. Enquanto estava servindo café e água no Tribunal Superior do Trabalho (TST), o garçom teve sua consciência despertada para um passado que até então considerava normal. Entre uma audiência e outra, escutou, pela caixa de som da copa do tribunal, o relato da empresária Simone André Diniz, que denunciou ter sido vítima de racismo ao ser rejeitada para uma vaga de empregada doméstica. O caso, arquivado por falta de provas, levou à responsabilização do Brasil por violação de direitos humanos.

    Para Luz, foi o estopim para compreender sua própria infância e juventude foram. Natural de Tucuruí (PA), após ser abandonado pela mãe foi entregue à avó, que trabalhava sem remuneração em uma fazenda em Imperatriz (MA). Morando em um estábulo, sem acesso a banheiro ou higiene adequada, ele começou a trabalhar aos 4 anos e relata que recebia chibatadas, chutes e xingamentos racistas: “Nunca me chamaram pelo nome. Era ‘neguinho escravo’, ‘filhote de urubu'”, recorda. Com a morte da avó, aos 9 anos, sua carga de trabalho aumentou. Passava o dia inteiro a serviço, muitas vezes sem descanso, vestindo a mesma roupa e comendo o que lhe era dado pela janela.

    “Era como se fosse o filho da mucama que ficou. E aí o dono acha que é teu dono também. Eu nunca fui a uma festa, nunca brinquei, era só trabalhar. Você recebe a vida como a vida lhe é oferecida”, relatou ele.

    Sem acesso à educação, Luz cresceu acreditando que aquela era a ordem natural da vida. Quando tentou fugir para outra fazenda, esperava encontrar um ambiente menos hostil, mas a exploração persistiu. “Lá, jogava óleo diesel em cupins com a boca, e o patrão ficava com a vara na mão”, conta.

    Seu primeiro documento só veio aos 18 anos, concedido por um casal de idosos que o registrou como filho. Com isso, escolheu mudar seu nome de Francisco para Maurício, inspirado em um locutor de rádio.

    Casos como o de Luz ainda são comuns no Brasil. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam um recorde de 3.959 denúncias de trabalho escravo e análogo à escravidão em 2024, um aumento de 13% em relação ao ano anterior. Os estados com maior incidência são São Paulo (928), Minas Gerais (523) e Rio de Janeiro (371).

    Segundo o ministro Augusto César Leite de Carvalho, do TST, a escravidão rural tradicional ainda resiste no país, e há um longo caminho até que o Poder Judiciário assuma uma postura mais rigorosa na punição desses crimes. Ele defende que a exploração do trabalhador seja tratada como crime imprescritível de lesa-humanidade.

    Defensoria pede exclusão de homenagens a escravocratas e eugenistas de espaços públicos do Brasil

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    Imagem: Reprodução

    A Defensoria Pública da União (DPU) divulgou, na última semana, uma nota técnica que propõe a retirada de nomes de pessoas associadas ao escravismo, racismo e eugenia de espaços públicos no Brasil. A medida, elaborada pelo Grupo de Trabalho de Políticas Etnorraciais da DPU, é apresentada como uma forma de reparação histórica em favor da população negra e de combate às desigualdades estruturais decorrentes do período escravocrata.

    A iniciativa surgiu após a participação da DPU em uma audiência pública relacionada a uma ação popular em São Luís, Maranhão, que questiona a homenagem ao psiquiatra Raimundo Nina Rodrigues (1862-1906). Conhecido por defender teorias racialistas e eugenistas, Nina Rodrigues sugeriu, no final do século XIX, a criação de um código penal diferenciado para brancos e negros, baseando-se em concepções de inferioridade racial.

    A nota técnica da DPU está estruturada em quatro eixos principais, que incluem: aplicação da justiça de transição aos direitos da população negra no Brasil; Dimensões dessa justiça no combate ao racismo; Pertinência da remoção de nomes associados à escravidão e ao racismo de espaços públicos como medida de reparação histórica; Compromisso do Estado no combate ao racismo.

    O documento argumenta que retirar o nome de locais públicos de indivíduos que contribuíram para a construção de uma ciência eugenista e racista é essencial para o enfrentamento do racismo. “Não se pode aceitar que praças, ruas, pontes e prédios públicos, ou seja, espaços construídos ou mantidos pelo Estado, sejam lugares de celebração de quem outrora legitimou hierarquias raciais até hoje presentes em nossa sociedade”, afirma a nota.

    A DPU defende que essa ação não busca apagar a história, mas sim recompor a verdade e lembrar o que de fato ocorreu, promovendo uma revisão da narrativa nacional que integra diferentes perspectivas sobre o passado e denuncia as desigualdades persistentes. A medida é vista como uma forma de o Estado brasileiro, em sua atual conformação democrática, demonstrar que não compactua com homenagens carregadas de violência contra grupos vulnerabilizados, especialmente a população negra.

    A nota técnica foi assinada pelo defensor público federal Yuri Costa, coordenador do Grupo de Trabalho de Políticas Etnorraciais da DPU, e por outros membros do grupo.

    Dia Nacional da Visibilidade Trans: 10 comunicadores trans para seguir e apoiar

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    Foto: Reprodução/Instagram

    Celebrado nesta quarta-feira (29), o Dia Nacional da Visibilidade Trans é um marco fundamental na luta pela igualdade e pelo respeito aos direitos da população trans no Brasil. Instituída em 2004, a data serve como um lembrete da importância de reconhecer e valorizar a diversidade humana, combatendo a transfobia e a discriminação.

    Ao longo dos anos, o Dia Nacional da Visibilidade Trans tem sido um espaço para celebrar as conquistas alcançadas, como a permissão do uso do nome social em documentos e a garantia do direito à cirurgia de redesignação sexual no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a luta continua, pois a população trans ainda enfrenta inúmeros desafios, como a violência, o preconceito e a falta de oportunidades.

    Para celebrar o trabalho de comunicadores da comunidade trans, compartilhamos 10 perfis, selecionados pelo Transmídia Jornalismo em parceria com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) para você conhecer e acompanhar.

    Alana Rocha


    @alanarochareporter
    Jornalista, repórter, apresentadora e pós-graduada em comunicação organizacional com ênfase em assessoria de imprensa.

    Ma


    @eumaleri
    Jornalista, analista de imprensa, social media, repórter de política no Valor Econômico com passagem na Anistia Internacional Brasil e Estadão

    Arthur Bugre


    @arthurbugre
    Jornalista, palestrante e professor, idealizador e administrador do perfil @homenstransnegros e colunista no @estadodeminas.

    Sanara Santos


    @sanara.ara_
    Jornalista e cofundadora da Transmídia, foi a primeira mulher trans e negra a liderar uma organização de jornalismo no Brasil na @enoisconteudo, onde é diretora do Laboratório Énois.

    Stefan Costa


    @ostefancosta
    Influencer, criador de conteúdo e colunista na @vozdascomunidades

    Giovanna Heliodoro


    @transpreta
    Historiadora, criadora de conteúdo, apresentadora na @diatv e cofundadora do @transbaile.

    DaCota Monteiro


    @dacotamonteiro
    Atriz, comediante, performer, criadora de conteúdo e drag queen.

    Kairos Castro


    @kaosdekairos
    Escritor, poeta, apresentador, organizador do @transsarau e coordenador cultural do @ibratsp.

    Leonardo Peçanha


    @leonardombpecanha
    Doutorando em saúde coletiva, pesquisador, escritor, ativista e organizador do livro “Transmasculinidades negras – Narrativas plurais em primeiro pessoa”.

    Formigão


    @formigao.real
    Escritor, poeta, ativista, criador de conteúdo e pesquisador

    Rodrigo França: 4 trabalhos para prestigiar o multiartista que está impactando a cultura afro-brasileira

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    Foto: Marcio Farias

    Hoje é dia de celebrar Rodrigo França, um dos grandes nomes da cultura afro-brasileira, conhecido por sua atuação, direção e dramaturgia. Colunista do Mundo Negro e do Metrópoles, o multiartista também faz excelentes reflexões que nos fazem enxergar o mundo sob uma nova perspectiva e provoca diálogos fundamentais sobre identidade e representatividade negra.

    Em homenagem ao seu aniversário, nesta terça-feira, 28 de janeiro, que tal mergulhar em alguns de seus trabalhos disponíveis para o público? Aqui vai um guia para celebrar esta data de forma especial.

    Confira abaixo:

    “Eu Sou Um Hamlet”

    Nesta premiada releitura de William Shakespeare, Rodrigo França reflete sobre o impacto da segregação e da violência social, inserindo o dilema da identidade racial em um contexto universal. A peça está em cartaz no Sesc Pinheiros, em São Paulo, até 22 de fevereiro de 2025. Os ingressos online já estão esgotados, mas é possível comprar presencialmente em qualquer bilheteria nas unidades Sesc SP.

    Foto: Marcio Farias

    “O Pequeno Príncipe Preto”

    Inspirado no clássico ‘Pequeno Príncipe’, o escritor Rodrigo França conta a história do Pequeno Príncipe Preto, que vive em um minúsculo planeta com a sua única companheira, a árvore Baobá; Quando chegam as ventanias, o menino viaja por diferentes planetas, espalhando o amor e a empatia. Este livro é o mais vendido na categoria Pré-escola e Jardim de Infância na Amazon

    Foto: Divulgação

    “Barba, Cabelo & Bigode” 

    A comédia dirigida por Rodrigo França e Letícia Prisco, acompanha Richardsson (Lucas Koka Penteado), um jovem recém-formado no ensino médio que se sente perdido em relação ao seu futuro. Embora tenha planos de ingressar na faculdade, seu verdadeiro desejo é trabalhar como cabeleireiro no  salão de beleza de sua mãe, Cristina (Solange Couto), no Rio de Janeiro. No entanto, Cristina tem outras expectativas para o filho. Determinado a seguir sua paixão, Richardsson enfrenta diversos desafios e se envolve em confusões enquanto demonstra seu talento com cortes de cabelo estilosos, atraindo uma clientela diversificada do subúrbio carioca. Disponível na Netflix

    Foto: Netflix

    “Contos Negreiros do Brasil”

    Apresentada por Rodrigo França, a peça é uma adaptação que mistura teatro-documentário com relatos reais para abordar a condição atual da população negra no país. O vídeo está disponível no canal Sesc São Paulo no YouTube. 

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