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Saúde mental: A ciência comprova que ter hobbies faz bem para mente; descubra os o que alguns famosos praticam para relaxar

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Pesquisas científicas apontam que hobbies podem contribuir para a saúde mental/Foto: Unsplash

Manter uma atividade prazerosa fora das obrigações do trabalho e da rotina pode ser mais do que uma forma de passar o tempo. Pesquisas científicas apontam que hobbies podem contribuir para a saúde mental, especialmente quando proporcionam prazer, relaxamento, atividade física ou interação social.

Uma revisão publicada em 2025 na revista Issues in Mental Health Nursing analisou estudos sobre a relação entre hobbies e saúde mental. Os pesquisadores identificaram três principais áreas de benefício: redução de sintomas de depressão, ansiedade e estresse; melhora da qualidade de vida e do bem-estar; e aumento da interação e do suporte social. 

Os autores, no entanto, ressaltam que ainda são necessárias mais pesquisas para compreender a relação entre os hobbies e a saúde mental em diferentes grupos da população.

Entre as atividades que podem fazer parte da rotina estão:

1. Caminhada e outras atividades físicas ao ar livre 

Caminhar, correr, pedalar, nadar ou dançar podem ser opções para quem quer aliar lazer e movimento. A American Psychological Association (APA) também recomenda incorporar atividades físicas à rotina para lidar com o estresse e cita desde uma caminhada rápida até uma sessão de dança como alternativas acessíveis.

A atriz Camila Pitanga já afirmou que a conexão com a natureza é fundamental na sua rotina e que sempre faz alguma prática ao ar livre: bicicleta ou nadar no mar. Pitanga também disse que faz terapia duas vezes por semana.

2. Jardinagem e cuidado com plantas

O rapper Emicida já falou sobre seus passatempos fora dos palcos. Além de fazer queijos caseiros, praticar meditação e ioga, ele também demonstrou interesse pela jardinagem doméstica.

Cultivar uma horta, cuidar de vasos, plantar flores ou simplesmente manter plantas em casa também pode ser uma atividade de lazer associada ao bem-estar.

Uma revisão publicada em 2025 na BMC Public Health analisou 23 estudos, com 4.535 participantes, e encontrou efeitos pequenos a moderados das atividades de jardinagem sobre a saúde mental em pessoas com condições crônicas.

3. Artesanato e atividades manuais

A cantora Iza já compartilhou nas redes sociais um hobby pouco conhecido: fazer miniaturas de casa manualmente. A ex-primeira-dama Michelle Obama já contou que se viciou em tricô durante a pandemia. Em entrevista, contou que costuma tricotar peças para o marido, Barack Obama, e que se juntou secretamente a comunidades de tricô on-line. 

Crochê, tricô, bordado, cerâmica, marcenaria, origami e outras atividades manuais podem ser incorporados à rotina como hobbies. Uma revisão sistemática publicada em 2025 no Australian Occupational Therapy Journal reuniu 19 estudos sobre intervenções baseadas em artesanato e seus efeitos sobre saúde mental e bem-estar. Os trabalhos analisados envolveram diferentes tipos de artesanato e intervenções conduzidas ou supervisionadas por profissionais como terapeutas ocupacionais, enfermeiros e arteterapeutas.

4. Atividades artísticas e criativas

Beyoncé, além da música, também tem a pintura como um de seus hobbies. A cantora já contou que começou a experimentar a atividade ainda nos anos 2000, usando tintas a óleo e um cavalete. Para ela, pintar funciona como uma forma de relaxamento e escapismo da rotina profissional. O interesse pelas artes também foi incentivado por sua mãe, Tina Knowles, que é colecionadora de arte. Em entrevista à GQ em 2024, Beyoncé voltou a citar a pintura entre as atividades que pratica em seus momentos de autocuidado. Além disso, a cantora também tem como hobby a apicultura e já revelou cultivar abelhas e produzir mel que ajuda na alergia das filhas.

Pintura, desenho, fotografia, escrita, dança, canto e outras formas de expressão artística também aparecem entre as atividades estudadas pela ciência.

Uma revisão sistemática publicada em 2025 na revista SSM – Population Health analisou 28 estudos sobre o envolvimento regular de adolescentes em atividades artísticas e criativas. A maior parte das pesquisas apontou associação positiva entre essas atividades e indicadores de saúde mental e bem-estar, embora os autores ressaltem que ainda há limitações para estabelecer uma relação de causa e efeito definitiva.

5. Música

O ator Idris Elba tem uma relação intrínseca com a música. O ator fala e compartilha abertamente dua paixão por ser DJ. Ele combina sua agenda na atuação com sets em shows e festas. Ele também diz ser fã de kickboxing e futebol.

Ouvir música, cantar, aprender um instrumento ou participar de um coral são outras possibilidades de hobby.

A APA recomenda manter atividades prazerosas em períodos de estresse. A entidade também destaca que momentos de lazer podem ser importantes para preservar o bem-estar quando a rotina fica sobrecarregada.

6. Leitura por prazer e escrita

Taís Araújo fala constantemente sobre ser “obcecada por livros”. Ela, inclusive, já disse ler dois livros ao mesmo tempo — um físico e um no Kindle. Em entrevista, ela também diz que seu passatempo favorito é passear com sua família pelo Rio de Janeiro e ter contato com a natureza. Lázaro Ramos também fala com frequência sobre escrever como parte de sua rotina e prazer pessoal. 

Ler um romance, histórias em quadrinhos, poesia ou qualquer outro gênero de interesse pode funcionar como uma atividade de lazer, principalmente quando não está associada a uma obrigação acadêmica ou profissional.

A APA inclui a leitura entre as atividades prazerosas que podem ser preservadas mesmo em períodos de maior estresse. A recomendação é reservar momentos para atividades que proporcionem prazer, em vez de eliminar completamente o lazer quando a rotina fica mais pesada.

7. Atividades sociais

A rapper Duquesa colocou em sua lista de hobbies passar um tempo e tomar café com suas amigas. Viola Davis disse que faz passeios em família, que incluem ir à igreja, grandes viagens e passeios frequentes em lojas com a filha.

Clubes de leitura, grupos de caminhada, dança, coral, esportes coletivos, jogos de tabuleiro e outras atividades realizadas em grupo podem acrescentar um componente importante ao hobby: a convivência com outras pessoas.

A revisão de 2025 sobre hobbies identificou a interação social e o suporte comunitário como um dos três principais temas associados aos benefícios dessas atividades. Segundo os pesquisadores, hobbies podem ajudar a criar relações, fortalecer vínculos e promover um senso de comunidade.

Apartheid de gênero e raça: onde estão negros e mulheres na disputa pelo poder?

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Imagem gerada a partir de inteligência artificial

Por Liliane Rocha

Ao assistir ao primeiro debate presidencial da Band TV e da TV Cultura, uma constatação se impôs de forma incontornável: a democracia brasileira continua sendo disputada, majoritariamente, por homens brancos. Distante da diversidade racial e de gênero que caracteriza a população brasileira. Podemos chamar de apartheid de gênero e raça, ou seja, uma estrutura política que, eleição após eleição, naturaliza a presença masculina e branca no centro da disputa pelo poder, enquanto mantém mulheres, especialmente mulheres negras, distantes dos espaços de maior decisão. Em um país de maioria negra e no qual as mulheres representam mais da metade da população, quem disputa o poder máximo da República continua longe de refletir quem é o Brasil. Essa tônica inclusiva se repete ao longo de toda a Campanha.

A palavra apartheid, de origem africâner, significa literalmente “separação” ou “estado de estar separado” e ficou historicamente associada ao regime institucional de segregação racial imposto pela minoria branca na África do Sul entre 1948 e o início da década de 1990. Evidentemente, não se trata aqui de equiparar a sub-representação política dos negros e das mulheres brasileiras à violência e às características específicas daquele regime. O termo é utilizado como uma analogia deliberadamente provocativa para evidenciar uma separação persistente entre quem compõe a sociedade e quem efetivamente ocupa os espaços de poder. E essa lente se torna ainda mais pertinente quando gênero e raça se cruzam: se as mulheres já enfrentam barreiras para chegar ao centro das decisões políticas, para as mulheres negras essa distância é ainda maior. O poder brasileiro continua tendo gênero e raça.

Entre os candidatos presentes no primeiro debate estavam Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Entre os ausentes, Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. Diferentes partidos, trajetórias e posições políticas, mas algo salta aos olhos antes mesmo de qualquer proposta ser apresentada. São todos homens brancos. E talvez seja justamente essa imagem, tão familiar que quase já não nos causa estranhamento, que deveria nos incomodar. A única candidata negra a presidência, Samara Martins, não chega a 1% das intenções de voto e, portanto, não podem compor os debates eleitorais.

A filósofa política Carole Pateman nos ajuda a compreender que essa ausência não é apenas uma fotografia circunstancial das eleições de 2026. Em O Contrato Sexual, ela expõe uma contradição fundadora das democracias modernas: a promessa de liberdade e igualdade conviveu historicamente com estruturas que subordinavam as mulheres e restringiam sua cidadania. Mais de três décadas depois, sua reflexão permanece desconfortavelmente atual. Se as mulheres, e ressalto, as mulheres negras que são 29% da população brasileira, podem votar, mas quase não aparecem entre aquelas consideradas aptas a governar, precisamos perguntar até que ponto realizamos, de fato, a promessa democrática de igualdade.

Mas o problema é ainda maior do que a ausência das negros, mulheres, mulheres negras, entre os homens presentes a falta de profundidade nas questões referentes a raça e gênero é notável.  Não há profundidade alguma no debate de raça e gênero em nenhumas das conversas, desde a debates a entrevistas individuais.

É justamente diante desse cenário que iniciativas de educação política ganham ainda mais relevância. Em 2026, a Gestão Kairós lançou a terceira edição da Cartilha Voto Inclusivo, uma ferramenta criada para estimular uma escolha eleitoral mais consciente e ampliar o olhar sobre representatividade, diversidade e inclusão na política

Democracia não se resume ao direito de votar, mas também à possibilidade real de diferentes pessoas participarem da construção do poder e influenciarem as decisões que moldam o país. Quando negros, mulheres, e na intersecção mulheres negras, são maioria do eleitorado, mas seguem sub-representados nos principais espaços de decisão política, não estamos diante apenas de um problema de representatividade, mas de um déficit democrático. Uma democracia em que negros e mulheres votam, mas raramente são vistos como opção para ocupar os postos mais altos de poder, ainda precisa percorrer um longo caminho para que igualdade política deixe de ser princípio e se torne prática.

Jeniffer Nascimento e Kenya Sade entre as mais influentes de 2026

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Fotos: @vitormanon/reprodução redes sociais

Jeniffer Nascimento e Kenya Sade aparecem entre as celebridades mais influentes do Brasil em 2026, segundo levantamento da Ipsos divulgado nesta semana.

A Ipsos divulgou nesta semana duas edições do estudo Most Influential Celebrities & Creators, o MIC², que mede a influência de celebridades e criadores de conteúdo no Brasil, e o MIC Favela, primeira edição do levantamento voltada exclusivamente a creators de comunidades periféricas, feita em parceria com Data Favela e Digital Favela. Nas duas pesquisas, nomes negros ocupam posições de liderança em boa parte das oito dimensões que compõem o ranking geral de influência.

No MIC², 8ª edição do estudo, Jeniffer Nascimento ocupa a segunda posição entre as celebridades, com 136 pontos, atrás de Grazi Massafera. Kenya Sade aparece empatada na quarta colocação, com 131 pontos, ao lado de Rita Lobo. Entre os creators, Bia Ben soma 143 pontos e fica em segundo lugar do ranking geral, atrás de Iberê Thenório, do canal Manual do Mundo.

Por driver, a Diversidade concentra o maior número de nomes negros entre as celebridades: os cinco primeiros lugares da categoria são de Liniker, que lidera, seguida por Gil do Vigor, Thelma Assis, Emicida e Gilberto Gil. Emicida também lidera o driver Politicamente Engajado, à frente de Gilberto Gil, que aparece ainda entre os cinco primeiros do driver de Sucesso. Bela Gil lidera Hábitos Saudáveis, seguida por Rayssa Leal, que também figura entre os primeiros colocados de Conexão Jovem. Em Carisma, Zeca Pagodinho, Paulo Vieira e Gil do Vigor aparecem entre os cinco nomes mais bem posicionados.

Entre os creators do MIC², Bia Ben lidera o driver de Beleza e Lifestyle e figura entre os cinco primeiros também em Confiança e Inspiração, Sucesso e Diversidade. Nath Finanças lidera o driver de Diversidade e aparece entre os primeiros colocados em Confiança e Inspiração e Politicamente Engajado. A dupla Podpah, formada por Igão e Mítico, integra os cinco primeiros nos drivers de Conexão Jovem e Politicamente Engajado, categoria em que Kenya Sade também figura no driver de Conexão Jovem. Camila de Lucas completa a lista de Diversidade entre os creators.

O MIC Favela chega como o primeiro estudo do tipo a mapear o poder de influência de criadores de conteúdo das favelas brasileiras. O ranking geral é liderado por Livia Rafaelle (@rafaellelivia), com 118 pontos, seguida por Nicolly Martins (@ellanicolz), com 109, Matheus Mosca (@moscachapada), com 108, Bruno Thierry (@rockycria), com 107, e Wesley Alemão (@wesleyalemao), com 104.

A pesquisa organiza os creators de favela pelas mesmas oito dimensões do MIC², com pesos recalculados para o recorte. Moda e Beleza responde por 32% do índice nessa edição, seguida por Sucesso, com 21%, e Confiança e Inspiração, com 16%. Nicolly Martins aparece entre os cinco primeiros em quatro drivers diferentes, Confiança e Inspiração, Conexão Jovem, Diversidade e Hábitos Saudáveis, enquanto Clayver figura entre os líderes de Diversidade e Politicamente Engajado nessa mesma edição.

Os dois levantamentos usam a mesma metodologia, que combina análise de correlação, análise fatorial e um modelo de regressão para calcular o peso de cada driver na percepção de influência do público. Segundo a Ipsos, o MIC Favela nasce como um recorte complementar ao MIC² e passa a acompanhar, de forma inédita, o crescimento de creators que constroem audiência a partir de suas comunidades de origem.

Dan Mendes lança 2ª temporada de ‘Só Até Aqui’ em SP

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Foto: Studio Barra

Dan Mendes estreia a segunda temporada do ‘Só Até Aqui’, programa de entrevistas em formato carpool, agora gravado pelas ruas de São Paulo, no YouTube.

O ator e apresentador Dan Mendes estreou nesta terça-feira (8) a segunda temporada do programa “Só Até Aqui”, desta vez gravado pelas ruas de São Paulo. O primeiro episódio da nova fase recebe a atriz Claudia Raia e já está disponível no canal de Dan no YouTube.

No formato carpool, Dan conduz o carro e conversa com os convidados durante o trajeto, misturando bastidores de carreira, histórias pessoais e humor. A primeira temporada, gravada no Rio de Janeiro, reuniu nomes como Ludmilla, Pocah, Hugo Gloss, Mumuzinho, Camilla de Lucas e Patrícia Ramos.

“O ‘Só Até Aqui’ nasceu dessa vontade de ter uma conversa que parecesse menos uma entrevista e mais um encontro. Poder trazê-lo para São Paulo depois de uma temporada maravilhosa no Rio, encontrando novos amigos em um cenário diferente, traz essa novidade e espontaneidade que o formato carpool pede”, afirma Dan Mendes.

Além de Claudia Raia, a nova temporada já tem as cantoras Duquesa, PRISCILLA e Pepita confirmadas como próximas convidadas. Os episódios seguem o mesmo formato leve e espontâneo que marcou a primeira temporada, agora ambientado na capital paulista.

Natural de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Dan Mendes construiu sua trajetória retratando o cotidiano da própria cidade com humor e autenticidade, abordando em seus conteúdos a linguagem popular, as relações familiares e os aspectos culturais da periferia. Ele já atuou como repórter correspondente do Rock in Rio para o Multishow, integrou o elenco do humorístico “Volte Sempre” e participou da sitcom “Tô Nessa”, idealizada por Regina Casé para a TV Globo. Atualmente, também é embaixador criativo da Netflix no Brasil.

Os novos episódios de “Só Até Aqui” vão ao ar sempre às 19h, às terças-feiras, no canal de Dan Mendes no YouTube.

Dez anos do lançamento de moonlight; confira dez curiosidades sobre o filme

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Moonlight
O filme completa dez anos em 2026/Foto: IMDb

O filme “Moonlight: Sob a Luz do Luar” completa dez anos desde seu lançamento neste ano. O longa escrito e dirigido por Barry Jenkins estrela Ashton Sanders, Mahershala Ali, Trevante Rhodes, Naomie Harris, Alex R. Hibbert e grande elenco e está disponível no catálogo da Prime Video.

Lançado em setembro de 2016 e exibido nos cinemas dos Estados Unidos em outubro do mesmo ano, Moonlight é marcado por sua fotografia inovadora, um elenco totalmente negro e temática LGBTQIA+, considerada rara na indústria cinematográfica norte-americana. 

Por sua genialidade e originalidade, o título fez história ao levar, em 2017, o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme – após uma grande confusão e a estatueta ter sido erroneamente entregue ao filme La La Land. Jenkins foi o quarto diretor negro a ser indicado na premiação, Mahershala Ali ganhou o prêmio por Melhor Ator Coadjuvante e Joi McMillon foi a primeira mulher negra indicada a Melhor Edição.

Em comemoração aos dez anos desta obra, separamos dez curiosidades sobre sua produção. Veja abaixo.

1.Criação

O diretor Barry Jenkins começou a escrever o roteiro em em um bar em Bruxelas.

2. Oscar

Barry Jenkins se tornou o quarto cineasta negro nomeado à categoria de Melhor Diretor. O longa levou o Oscar de Melhor Filme, em 2017.

3. Curto período de filmagem

O longa foi filmado durante 25 dias, de outubro a novembro de 2015, no sul da Flórida.

4. Ficção e realidade

Assim como o personagem principal Chiron, Barry Jenkins também teve uma mãe que sofria com vício em drogas.

5. Técnica, talento e atuação

Barry Jenkins disse em uma entrevista que os três atores que interpretam Chiron não se conheceram durante a produção. A ideia era que cada um interpretasse seu personagem sem serem influenciados pelas atuações dos outros. A mesma técnica foi utilizada com os atores que interpretaram Kevin.

6. Experiências reais

No filme, Juan ensina Little a nadar. Antes das filmagens, Alex R. Hibbert, que interpreta o personagem, não sabia nadar. Por isso, Mahershala Ali, que vive Juan, acabou ensinando o jovem ator a nadar na vida real.

7. Ineditismo

A vitória no Oscar fez história: Moonlight foi o primeiro longa LGBTQIA+ e com elenco totalmente negro a vencer a principal categoria. Mahershala Ali também se tornou o primeiro ator muçulmano a ganhar um Oscar de atuação, enquanto Joi McMillon foi a primeira mulher negra indicada a Melhor Edição.

8. Baixo orçamento

Moonlight teve um orçamento de US$1,5 milhão, o menor de todos os vencedores de Melhor Filme no Oscar até agora.

9. Localização real

O longa foi filmado em Liberty City (Miami), bairro de infância do co-roteirista Tarell Alvin McCraney e do diretor Barry Jenkins.

10. Reexibição nos cinemas

Em comemoração ao aniversário de dez anos, Moonlight será reexibido nos cinemas dos Estados Unidos, em versão remasterizada em 4K, a partir de 2 de outubro.

Emmy 2026: veja quem ainda disputa a estatueta

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Eddy Chen/Divulgação

Cerimônia principal do Emmy acontece em 14 de setembro e definirá categorias como Série, Ator, Atriz, Direção e Roteiro de drama e comédia.

O Emmy Awards é a principal premiação da televisão norte-americana, entregue anualmente pela Television Academy desde 1949. A edição de 2026, a 78ª da história do prêmio, cobre o período de elegibilidade entre junho de 2025 e maio de 2026 e se divide em dois momentos.

O primeiro já aconteceu: o Creative Arts Emmys, realizado em 5 e 6 de setembro, no Peacock Theater, em Los Angeles, decidiu mais de 100 categorias técnicas e de bastidor. O segundo é a cerimônia principal, marcada para 14 de setembro, no mesmo teatro, com apresentação de Mariska Hargitay. É nela que saem os resultados das categorias mais aguardadas, como Melhor Série, Melhor Ator e Atriz, Direção e Roteiro de drama e comédia.

Zendaya e Keke Palmer estão entre os nomes já confirmados para entregar prêmios na noite, ao lado de Florence Pugh, David Harbour e Amy Poehler, com a lista de apresentadores ainda em atualização pela Television Academy. A transmissão nos Estados Unidos fica com a CBS e o Paramount+, e no Brasil a cobertura deve seguir com a HBO Max.


A lista de indicados foi divulgada em 8 de julho, com The Pitt liderando com 25 indicações, seguida por Hacks, com 24, Widow’s Bay, com 19, e Pluribus, com 18.

Categorias que ainda faltam ser decididas em 14 de setembro

Melhor série dramática
  • A Diplomata
  • A Idade Dourada
  • O Cavaleiro dos Sete Reinos
  • Paradise
  • The Pitt
  • Pluribus
  • Slow Horses
  • Seus Amigos e Vizinhos
Melhor série cômica
  • Abbott Elementary
  • O Urso
  • Hacks
  • Margô Está em Apuros
  • Ninguém Quer
  • Only Murders in the Building
  • Falando a Real
  • O Segredo de Widow’s Bay
Melhor série limitada ou antológica
  • All Her Fault
  • O Monstro em Mim
  • Treta
  • DTF St. Louis
  • História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette
Melhor ator em série dramática
  • Sterling K. Brown — Paradise
  • Gary Oldman — Slow Horses
  • Mark Ruffalo — Task: Unidade Especial
  • Rufus Sewell — A Diplomata
  • Noah Wyle — The Pitt
Melhor atriz em série dramática
  • Carrie Coon — A Idade Dourada
  • Chase Infiniti — Os Testamentos: Das Filhas de Gilead
  • Keri Russell — A Diplomata
  • Rhea Seehorn — Pluribus
  • Zendaya — Euphoria
Melhor ator coadjuvante em série dramática
  • Patrick Ball — The Pitt
  • Billy Crudup — The Morning Show
  • Shawn Hatosy — The Pitt
  • Gerran Howell — The Pitt
  • Jack Lowden — Slow Horses
  • Tom Pelphrey — Task: Unidade Especial
  • Carlos-Manuel Vesga — Pluribus
Melhor atriz coadjuvante em série dramática
  • Taylor Dearden — The Pitt
  • Fiona Dourif — The Pitt
  • Allison Janney — A Diplomata
  • Katherine LaNasa — The Pitt
  • Sepideh Moafi — The Pitt
  • Julianne Nicholson — Paradise
  • Karolina Wydra — Pluribus
Melhor ator em série cômica
  • Yahya Abdul-Mateen II — Magnum
  • Steve Carell — Rooster
  • Matthew Rhys — Widow’s Bay
  • Jason Segel — Falando a Real
  • Martin Short — Only Murders in the Building
Melhor atriz em série cômica
  • Quinta Brunson — Abbott Elementary
  • Ayo Edebiri — O Urso
  • Elle Fanning — Margô Está em Apuros
  • Lisa Kudrow — The Comeback
  • Jean Smart — Hacks
Melhor ator coadjuvante em série cômica
  • Colman Domingo — As Quatro Estações do Ano
  • Paul W. Downs — Hacks
  • Harrison Ford — Falando a Real
  • Nick Offerman — Margô Está em Apuros
  • Stephen Root — Widow’s Bay
  • Michael Urie — Falando a Real
  • Tyler James Williams — Abbott Elementary
Melhor atriz coadjuvante em série cômica
  • Dale Dickey — Widow’s Bay
  • Hannah Einbinder — Hacks
  • Janelle James — Abbott Elementary
  • Kate O’Flynn — Widow’s Bay
  • Michelle Pfeiffer — Margô Está em Apuros
  • Megan Stalter — Hacks
  • Jessica Williams — Falando a Real
Melhor ator em minissérie, antologia ou telefilme
  • Riz Ahmed — A Isca
  • Jason Bateman — Black Rabbit
  • Charlie Hunnam — Monstro: A História de Ed Gein
  • Oscar Isaac — Treta
  • Matthew Rhys — O Monstro em Mim
Melhor atriz em minissérie, antologia ou telefilme
  • Claire Danes — O Monstro em Mim
  • Sally Field — Criaturas Extraordinariamente Brilhantes
  • Carey Mulligan — Treta
  • Sarah Pidgeon — História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette
  • Sarah Snook — All Her Fault
Melhor direção em série dramática
  • Salli Richardson Whitfield — “My Mind is Made Up” (A Idade Dourada)
  • Hanelle M. Culpepper — “Exodus” (Paradise)
  • Noah Wyle — “12:00 P.M.” (The Pitt)
  • Vince Gilligan — “We is Us” (Pluribus)
  • Saul Metzstein — “Scars” (Slow Horses)
  • Salli Richardson Whitfield — “Out Beyond Ideas Of Wrongdoing And Rightdoing, There Is A River” (Task: Unidade Especial)
Melhor direção em série cômica
  • Randall Einhorn — “Ballgame” (Abbott Elementary)
  • Christopher Storer — “Bears” (O Urso)
  • Andrew DeYoung — “Life Goes By Too Fast, It Really Does” (A Cadeira)
  • Lucia Aniello — “Hacks” (Hacks)
  • Mary Lou Belli — “Give It Arrest” (The Ms. Pat Show)
  • Hiro Murai — “Welcome To Widow’s Bay!” (Widow’s Bay)
Melhor roteiro em série dramática
  • Peter Ackerman & Debora Cahn — “Amagansett” (A Diplomata)
  • Kirsten Pierre-Geyfman & R. Scott Gemmill — “1:00 P.M.” (The Pitt)
  • Valerie Chu — “12:00 P.M.” (The Pitt)
  • Vince Gilligan — “We Is Us” (Pluribus)
  • Will Smith — “Scars” (Slow Horses)
  • Brad Ingelsby — “A Still Small Voice” (Task: Unidade Especial)
Melhor roteiro em série cômica
  • Quinta Brunson — “Team Building” (Abbott Elementary)
  • Tim Robinson & Zack Kanin — “Life Goes By Too Fast, It Really Does” (A Cadeira)
  • Michael Patrick King & Lisa Kudrow — “Valerie Does It All” (The Comeback)
  • Lucia Aniello, Paul W. Downs & Jen Statsky — “Hacks” (Hacks)
  • Anthony King — “Mergers And Acquisitions” (Na Mira do Júri: Retiro Corporativo)
  • Katie Dippold — “Welcome To Widow’s Bay!” (Widow’s Bay)
Melhor Reality de Competição
  • Dancing With the Stars
  • RuPaul’s Drag Race
  • Survivor
  • Top Chef
  • The Traitors
Melhor Série de Variedades
  • The Daily Show
  • Jimmy Kimmel Live!
  • Last Week Tonight With John Oliver
  • The Late Show With Stephen Colbert
  • Saturday Night Live

Categorias já decididas, no Creative Arts Emmys

Melhor Telefilme
  • Chefes de Estado
  • Miss You, Love You
  • De Férias Com Você
  • Criaturas Extraordinariamente Brilhantes (vencedor)
  • Jack Ryan de Tom Clancy: Guerra Fantasma
Melhor ator convidado em série dramática
  • Colman Domingo — Euphoria
  • Ernest Harden Jr. — The Pitt (vencedor)
  • Jeff Hiller — Pluribus
  • Jeff Kober — The Pitt
  • Jonathan Pryce — Slow Horses
  • Bradley Whitford — A Diplomata
Melhor atriz coadjuvante em série limitada, antologia ou telefilme
  • Linda Cardellini — DTF St. Louis (vencedora)
  • Dakota Fanning — All Her Fault
  • Laurie Metcalf — Monstro: A História de Ed Gein
  • Joy Sunday — DTF St. Louis
  • Youn Yuh-jung — Treta
  • Constance Zimmer — História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette

Além das nove categorias listadas acima, o Creative Arts Emmys decidiu outras mais de cem categorias técnicas e de bastidor nos dois dias de premiação, entre elas edição de imagem e som, direção de fotografia, design de produção, figurino, roteiro e direção de programas de variedades e reality. A lista completa de vencedores técnicos pode ser conferida no site oficial da Television Academy.


Keke Palmer e Zendaya estão entre apresentadoras do Emmy 2026; confira a lista

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Keke Palmer e Zendaya estão entre apresentadoras do Emmy 2026
Foto: Evans Vestal Ward/NBC/ Getty Images

Keke Palmer, Zendaya e Niecy Nash-Betts estão entre os nomes confirmados como apresentadores do Emmy 2026. A Television Academy e a NBC anunciaram nesta quarta-feira (9) o primeiro grupo de artistas que participará da cerimônia, marcada para a próxima segunda-feira (14), em Los Angeles.

A lista também reúne nomes como Florence Pugh, Sally Field, Jon Hamm, Dan Levy, Macaulay Culkin e Amy Poehler, além de reencontros de elencos de produções marcantes da televisão norte-americana.

Keke Palmer e Zendaya vivem ano de grandes projetos

Keke Palmer chega à cerimônia após conquistar duas estatuetas do Emmy como apresentadora de Password, em 2023 e 2024. Em 2026, ela segue dividindo a carreira entre televisão, cinema e outros projetos, incluindo o retorno ao comando de Password e a nova série The ‘Burbs.A atriz também foi nomeada para o conselho consultivo da BET.

Já Zendaya vive um dos anos mais movimentados de sua carreira. A atriz retorna como Rue na terceira e última temporada de Euphoria, trabalho que lhe rendeu uma nova indicação ao Emmy de Melhor Atriz em Série de Drama. Em 2026, ela também está nos filmes O Drama, A Odisseia e Homem-Aranha: Um Novo Dia.

A indicação deste ano marca a terceira vez que Zendaya concorre ao prêmio de Melhor Atriz em Série de Drama por Euphoria. Ela já venceu a categoria em 2020 e 2022.

Niecy Nash-Betts também está entre as mulheres negras confirmadas como apresentadoras da cerimônia principal. Após vencer o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie por sua aclamada performance em “Dahmer” da Netflix, ela segue em destaque na televisão e integra a lista divulgada pela Academia ao lado de Keke e Zendaya.

Quem mais apresenta o Emmy 2026?

A primeira lista divulgada pela Television Academy reúne 24 nomes. Além de Keke Palmer, Zendaya e Niecy Nash-Betts, estão confirmados:

  • Amy Poehler
  • Amanda Peet
  • Alan Cumming
  • Dan Levy
  • David Boreanaz
  • David Harbour
  • Florence Pugh
  • Jon Hamm
  • Julianna Margulies
  • Linda Cardellini
  • Macaulay Culkin
  • Marcello Hernández
  • Odessa A’zion
  • Peter Krause
  • Rachel Sennott
  • Sally Field
  • Sarah Michelle Gellar
  • Annie Murphy
  • Kate Jackson
  • Cheryl Ladd
  • Jaclyn Smith

A lista ainda pode receber novos nomes nos próximos dias.

A cerimônia do 78º Emmy Awards será apresentada por Mariska Hargitay e acontecerá na segunda-feira (14), às 20h, no horário de Brasília, no Peacock Theater, em Los Angeles. A transmissão será feita ao vivo pela NBC e pelo Peacock.

Ex-BBB Natália Deodato relata racismo em seu salão

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Foto: João Cotta/Globo / reprodução

Ex-BBB voltou a atender como manicure e contou que clientes questionam seu trabalho e que a própria mãe já sofreu recusa racista no instituto.

Natália Deodato, ex-participante do BBB22, retomou nesta semana os atendimentos como manicure na DeoBelle Beauty, instituto de beleza que administra desde 2023 em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em entrevista ao podcast De Hoje a Oito, do iBahia, apresentado por Kadu Brandão, a empresária relatou que a projeção conquistada no reality show da Globo trouxe também um padrão de hostilidade dentro do próprio negócio.

Segundo Natália, parte dos clientes que procura o salão não busca os serviços de manicure, unhas, cílios ou tratamento capilar oferecidos pela equipe, e sim uma oportunidade de desqualificar seu trabalho. Ela afirmou que essa desconfiança está ligada à ideia de que uma ex-participante de reality show não teria capacidade de tocar um negócio de verdade. “As pessoas acham que, nesse meio, que é a área comercial, que é realmente um negócio, isso não é muito frequentado por esse participante”, disse, referindo-se ao estigma que carrega desde a saída do BBB.

A empresária também descreveu casos em que profissionais negros do salão eram ignorados por clientes que preferiam ser atendidos por colegas brancos. “A gente é invisível, às vezes”, resumiu, ao relembrar situações em que precisou intervir pessoalmente para entender por que determinada cliente evitava falar com sua equipe.

Um dos episódios mais graves envolveu a própria mãe de Natália, que também trabalha no instituto. Segundo a empresária, uma cliente se recusou a ser atendida por ela alegando motivos raciais. “Eu já tirei, inclusive, cliente do meu espaço porque falou que não queria ser atendida por essa negrinha”, contou, ao relembrar o episódio durante a conversa com Kadu Brandão.

Para Natália, os relatos expõem um contraste entre o discurso de avanço social e a persistência de práticas discriminatórias no dia a dia. “Estamos no século 21, mas infelizmente estamos vivendo retrocessos”, afirmou.

Apesar das dificuldades, a rotina de trabalho segue intensa. Nas redes sociais, a empresária mostrou ter cumprido três turnos de atendimento em um único dia, sem pausa para as refeições. Além da manicure e da gestão do instituto, ela oferece formação e mentoria para outros profissionais da área, concilia a agenda com palestras, projetos no segmento de perfumaria e a faculdade.

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Museu Afro Brasil prorroga seleção para empreendedores participarem de feira no Ibirapuera

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A feira será realizada em 20 de setembro/Foto: Victor Angelo
A feira será realizada em 20 de setembro/Foto: Victor Angelo

Edição especial da Feira Marquise Afro terá até 30 expositores; 90% das vagas são destinadas a empreendedores negros, indígenas e quilombolas

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo está com inscrições abertas para empreendedores que queiram participar da edição especial Ìyálọ́jà da Feira Marquise Afro. O evento será realizado em 20 de setembro, das 10h às 17h, na Marquise do Museu, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Ao todo, serão selecionados até 30 expositores. Cinco vagas serão destinadas a negócios de alimentos e bebidas, enquanto outras 25 contemplarão segmentos como artes, artesanato, moda, design, beleza, literatura, decoração, comunicação, marketing, tecnologia, turismo, saúde e bem-estar.

Do total de vagas, 90% serão reservadas a empreendedores negros, indígenas e quilombolas. Os outros 10% serão destinados à ampla concorrência. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 14 de setembro, às 23h59, por meio de formulário disponível no site do Museu.

Podem se candidatar MEIs, microempresas, empresas de pequeno porte, cooperativas, associações e coletivos formalizados, desde que tenham CNPJ ativo e atendam aos demais requisitos estabelecidos no edital.

Feira resgata tradição de mulheres comerciantes

O nome da feira é Ìyálọ́jà, de origem iorubá, significa “mãe do mercado” e é utilizado para designar uma liderança entre mulheres comerciantes, escolhida por suas pares e reconhecida pela autoridade local. A tradição permanece presente em cidades da Nigéria.

No Brasil, segundo o Museu, essa organização econômica foi ressignificada por mulheres como quitandeiras, ganhadeiras e vendedoras de rua, que atuaram na geração de renda, na sustentação de famílias e na circulação de produtos e saberes em comunidades negras.

“Quando falamos de economia criativa, é importante reconhecer que mulheres negras já movimentavam redes de comércio, sustentavam famílias e faziam circular saberes e produtos muito antes de esse conceito ganhar esse nome”, afirma Jandaraci Araújo, diretora-executiva do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.

Segundo a executiva, a proposta da Feira Marquise Afro é conectar essa trajetória histórica ao empreendedorismo contemporâneo. “A Feira Marquise Afro parte dessa história para olhar o presente e criar espaço para que novos empreendedores possam gerar renda, ampliar conexões e ocupar o Museu também como lugar de circulação econômica e cultural”, diz.

A feira faz parte do programa permanente de fomento ao empreendedorismo negro do Museu e reúne ações de curadoria, formação, comercialização e conexão empresarial. A iniciativa busca aproximar o público dos empreendedores e ampliar os canais de comercialização de pequenos negócios criativos.

Seleção será feita por comissão de curadoria

Os participantes serão escolhidos por uma Comissão de Curadoria formada por profissionais do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Entre os critérios de avaliação estão originalidade e autoria, conexão com culturas afro-brasileiras, indígenas ou quilombolas, qualidade e acabamento dos produtos, sustentabilidade, impacto econômico e social, trajetória do negócio e capacidade operacional.

A edição especial Ìyálọ́jà da Feira Marquise Afro será realizada no domingo, 20 de setembro, das 10h às 17h, na Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, no Parque Ibirapuera.

Serviço

Feira Marquise Afro – Edição especial Ìyálọ́jà

Inscrições para expositores: até 10 de setembro de 2026, às 23h59
Inscrição: gratuita
Vagas: até 30 expositores
Data: 20 de setembro de 2026
Horário: das 10h às 17h
Local: Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Endereço: Parque Ibirapuera, Portão 10 – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – São Paulo (SP)
Edital e inscrições: no site do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.

Karol Conká fecha parceria com a Globo para agenciamento comercial

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Karol Conká fecha parceria com a Globo para agenciamento comercial
Foto: Reprodução/Instagram

A cantora e rapper Karol Conká é a nova integrante do casting da ViU, unidade da Globo dedicada ao agenciamento comercial de talentos. A parceria expande a atuação da artista no mercado publicitário e prevê projetos que conectem sua carreira na música, televisão, entretenimento e criando conteúdo digital.

Com mais de 4,4 milhões de seguidores nas redes sociais e mais de duas décadas de carreira, a artista já apresentou programas no GNT, atuou em produções da TV Globo e participou de diversos projetos voltados ao entretenimento.

A parceria com a ViU pretende aproximar esse repertório de marcas e agências por meio de campanhas e projetos multiplataforma.

Karol Conká e a Globo

A relação profissional de Karol Conká com a Globo já soma diferentes formatos. A artista apresentou os programas “Superbonita” e “Prazer Feminino”, do GNT, e também atuou em produções da TV Globo, como “Chapa Quente” e “Mister Brau”.

Em 2021, Karol protagonizou a temporada de “Big Brother Brasil” que posteriormente foi abordada no documentário “A Vida Depois do Tombo”, produzido pelo Globoplay. A produção acompanhou a repercussão de sua participação no reality e o período posterior à saída do programa.

Em 2026, a cantora voltou ao universo do reality show como integrante da RedeBBB, realizando entradas e entrevistas durante a temporada.

Parceria não altera gestão da carreira

Apesar do acordo comercial com a ViU, Karol Conká continua à frente da própria gestão empresarial. A Conká Produções permanece responsável pela área comercial relacionada aos shows da artista.

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