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Olho de Tigre BBQ: churrascaria do Djonga em BH junta o defumado texano ao melhor da mesa mineira

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Foto: Reprodução Instagram

Tem brisket defumado na Pit Smoker, tem mac & cheese, tem coleslaw. E tem bolo de milho.

Para quem não é do mundo do churrasco defumado, brisket é o peito bovino, corte da parte dianteira do boi que fica duro se for para a grelha e só amacia depois de horas de fumaça em fogo baixo. É a carne símbolo do barbecue texano e, no açougue brasileiro, aquela que por décadas ninguém quis comprar.

A churrascaria do rapper Djonga em Belo Horizonte resolveu o encontro entre esse barbecue americano e a mesa mineira do jeito mais direto possível: colocando os dois no mesmo prato. Nos combos da casa, chamados de Partidos, o brisket e a costelinha de porco defumada vêm escoltados por mac & cheese, feijão adocicado, arroz amarillo, coleslaw, picles e uma fatia de bolo de milho.

O nome do restaurante também não é acaso. “Olho de Tigre” é uma das faixas mais conhecidas do rapper, e a referência à garra que ele cobra de si na música se estende ao negócio.

A brincadeira com o próprio repertório continua no cardápio. Entre os hambúrgueres, o Gelo divide nome com a música que Djonga gravou com NGC Borges e FBC no álbum “Histórias da Minha Área”. Ele leva costelinha desfiada ao barbecue, provolone empanado, abacaxi e molho da casa, por R$ 38. Os outros são o Binha, com brisket, bacon e cheddar (R$ 36), o Para de História, de carne suína desfiada (R$ 36), e o Pai do Gado, o mais caro da casa, com brisket, costelão bovino, queijo minas, bacon e cebola roxa (R$ 42).

A casa fica na Rua Lignito, 119, no Santa Efigênia. Abre de segunda a sexta, das 17h à meia-noite, e aos sábados, das 10h à meia-noite. Domingo é dia de folga.

O que comer

Nas entradas, a cozinha aposta em transformar o defumado em petisco. Tem croquete de brisket, coxinha da asa defumada, pastel de costelinha barbecue, panceta de rolo e o picolé de costela bovina, servido em porções de quatro ou seis unidades. A batata brisket, a mais cara da seção, sai por R$ 44,90.

Nos pratos individuais, o arroz de costela defumada na Pit Smoker vem com ovo frito por R$ 35, mesmo preço do mac & cheese com brisket, um dos dois campeões de venda da casa junto com o Pai do Gado.

Os combos escalonam. O Partido 01, individual, custa R$ 42 e deixa o cliente escolher entre brisket, costelinha de porco, sobrecoxa ou linguiça. O Partido 02 sai por R$ 90 com as quatro carnes. O Partido 03, para mesa cheia, junta ainda costela bovina, carne suína desfiada e batata frita, por R$ 169.

Na sobremesa, o cardápio é curto: brownie com creme de avelã e leitinho (R$ 12), sorvete de brownie em três sabores (R$ 16) e Trento Duo (R$ 7). O bolo de milho, apesar de doce, mora na seção de complementos, e sai avulso por R$ 8.

Serviço

Olho de Tigre BBQ
Endereço: Rua Lignito, 119, Santa Efigênia, Belo Horizonte (MG)
Funcionamento: de segunda a sexta, das 17h às 00h; sábado, das 10h às 00h; domingo, fechado
Cardápio e pedidos: olhodetigrebbq.menudino.com
Instagram: @olhodetigrebbq

Paternidade e saúde do homem negro são tema do próximo “Entre Vinhos e Afetos”

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Foto dos encontro do Projeto Vinhos e Afeitos - Reprodução Instagram

Médico do HCFMUSP e coordenador do RACE.ID, grupo de pesquisa em saúde da população negra, Julio Cesar conduz o encontro do dia 29 de agosto, em São Paulo

Qual é a relação entre paternidade, saúde do homem negro e masculinidades?

Essa é a pergunta que vai guiar a próxima edição do Entre Vinhos e Afetos, marcada para o dia 29 de agosto, um sábado, a partir das 14h, em São Paulo. O encontro será conduzido pelo médico Julio Cesar, e as inscrições já estão abertas.

Assistente do Serviço de Clínica Geral do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ele também atua na Avaliação de Risco Cirúrgico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da FMUSP. Coordena o RACE.ID, grupo de pesquisa em saúde da população negra, e a CONEDI-AMB, Comissão Nacional de Equidade, Diversidade e Inclusão da Associação Médica Brasileira.

Dr. Julio Cesar conduzirá a atividade – Foto: Divulgação

A partir da própria trajetória e vivência, o convidado vai propor uma reflexão sobre os desafios, as potências e as transformações que surgem quando se repensa o que significa ser homem, ser pai e cuidar de si em uma sociedade marcada por desigualdades raciais. Segundo a organização, a proposta é abrir um espaço de diálogo sobre como a paternidade, o cuidado com a saúde e as experiências vividas por homens negros atravessam a construção das masculinidades.

Criado em abril de 2025 pelo psicólogo Mauricio Ortiz (@ortiz_psi), o Entre Vinhos e Afetos é um coletivo voltado exclusivamente para homens negros que buscam partilha, acolhimento e reconstrução de vínculos afetivos. O grupo é plural e acolhe homens cis, gays, bissexuais e trans. Em novembro de 2025, quando o Mundo Negro acompanhou o último encontro do ano, o coletivo somava 35 integrantes.

“Aqui, o vinho é apenas o pretexto, o que realmente nos move é a escuta, o afeto e o encontro entre nós. É um espaço para relaxar, celebrar o que temos de melhor, partilhar vivências e sustentar nossas vulnerabilidades com leveza e respeito”, disse o idealizador ao Mundo Negro. Ortiz também coordena um grupo de Masculinidades Negras do Afro Amparo Saúde.

O tema desta edição dá continuidade a uma frente que o coletivo vem construindo. Em junho deste ano, o encontro recebeu o sociólogo Luís Eduardo Batista, referência em equidade racial em saúde, para discutir as barreiras que dificultam o acesso dos homens negros aos serviços de saúde.

Para participar, é preciso preencher o formulário de inscrição e sinalizar o preenchimento na página do coletivo no Instagram. Depois da análise das inscrições, a organização entra em contato para confirmar a participação e informar os próximos passos. O local será divulgado apenas aos participantes confirmados.

Serviço

Entre Vinhos e Afetos | Paternidade, saúde do homem negro e masculinidades: qual é a relação?
Data: 29 de agosto de 2026, sábado Horário: a partir das 14h
Local: divulgado aos participantes confirmados
Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdxzDLZDBaKyPVRJIrCP-V-1XXpt6xUDp9PXFRxGgiEci9k1A/viewform
Mais informações: @entre_vinhoseafetos

O encontro é uma realização do coletivo Entre Vinhos e Afetos, com Dani Pimenta, Fulô, Leandro Designer, Carol Gomes, Victor Brandão e Raoni. O Mundo Negro é parceiro de mídia.

Jota.pê estreia clipe da nova música “Até Outro Dia Amor” com a atriz Thainá Duarte

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Jota.pê e Thainá Duarte no clipe "Até Outro Dia Amor”.
Foto: @mmeneson

O cantor e compositor Jota.pê estreou hoje (14) o videoclipe de “Até Outro Dia Amor”, com a atriz Thainá Duarte dividindo os visuais ao lado do artista. O lançamento marca o primeiro single oficial de sua carreira solo após a consagração com três Grammys Latinos em 2024 pelo álbum “Se o Meu Peito Fosse o Mundo”.

Disponível desde ontem (13) em todas as plataformas digitais, a faixa antecipa um próximo álbum e chega como um novo capítulo da trajetória autoral do artista, que também se prepara para estreia no Rock in Rio 2026, em 11 de setembro, no Palco Sunset.

Produzido por Felipe Vassão — com coprodução do próprio Jota.pê —, “Até Outro Dia Amor” explora os encontros e desencontros do amor a partir de uma sonoridade que passeia pelo reggae e diferentes influências da música brasileira. A inspiração para a faixa nasceu de uma experiência pessoal: “Ela nasceu de um romance lindo que eu vivi, mas que acabou. Eu ia dizer que não deu certo, mas acabar não significa que não deu certo. Foi bonito. O nome vem muito desse lugar: de entender que o amor pode não funcionar hoje, mas que a gente espera encontrar esse sentimento novamente daqui a pouco. É como um ‘até logo’ para o amor”, comenta o cantor.

Sem abrir mão da mistura de referências que marca sua identidade artística, o cantor utiliza o reggae como ponto de partida para construir uma canção que transita por diferentes universos musicais. “Esse som tem uma influência de reggae, entre outras coisas. No meu trabalho solo eu misturo muito os gêneros. Meu samba nunca é apenas um samba, meu xote nunca é apenas um xote. Esse reggae também carrega outros elementos, não por falta, mas justamente pela vontade de misturar”, detalha.

“Até Outro Dia Amor” não aponta necessariamente para um destino já definido. Para o cantor, a faixa representa uma travessia criativa para o que vem por aí: “Eu acredito que esse single é um interlúdio, um caminho para um disco que eu ainda não descobri completamente como será. Quem ouvir vai perceber o mesmo amor e o mesmo tesão que eu tenho por fazer música. Eu amo o que faço e me divirto muito criando. Essa música tem muito disso”, finaliza.

Halle Berry celebra 60 anos: “Estou no melhor momento da minha vida”

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Halle Berry sorridente
Foto: Getty Images

A atriz Halle Berry completa 60 anos nesta sexta-feira (14) e celebra a chegada da nova década com otimismo e gratidão. Em entrevista recente à revista Hello!, a estrela de Hollywood afirmou estar vivendo um dos melhores momentos de sua vida, tanto pessoal quanto profissional.

“Eu me sinto muito bem com isso. Sinto que estou no melhor momento da minha vida, como atriz e em tudo o que faço. Chamei esse período de ‘meu capítulo mais importante’ e realmente acredito nisso”, declarou Berry.

Para a atriz, chegar aos 60 é motivo de celebração, não de receio. “Ser atriz, empreendedora e mulher nessa idade e poder fazer aquilo pelo qual sou verdadeiramente apaixonada é extremamente gratificante. Então, não tenho medo de envelhecer; estou apenas animada com o que vem pela frente”, completou.

Além da carreira no cinema, Berry tem se dedicado ao empreendedorismo na área de saúde e bem-estar. Ela é fundadora da Respin, empresa voltada para cuidados relacionados à menopausa. A premiada atriz afirma que sua maior conquista é a maternidade. “Tenho muito do que me orgulhar. Sou grata por isso [a vitória no Oscar]. Mas a minha maior fonte de orgulho são os meus filhos… Eles são as melhores coisas da minha vida”, disse a mãe de Nahla, 18, e Maceo-Robert, 12.

Halle está noiva do músico Van Hunt, 56, seu companheiro há cinco anos. “Olha só quem vai viajar para comemorar o aniversário de novo?! Dessa vez, só eu e o meu amor!”, escreveu no Instagram nesta semana, acompanhada de diversas fotografias celebrando a chegada dos seus 60 anos.

Hugo Souza desabafa após racismo em jogo do Corinthians na Argentina: “Todas as vezes que a gente vem, acontece isso”

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Hugo Souza, do Corinthians, e o árbitro do jogo na Argentina
Foto: Reprodução

O goleiro Hugo Souza, do Corinthians, foi alvo de ofensas racistas praticadas por torcedores do Rosario Central durante o jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, nesta quinta-feira (13), na Argentina.

Em entrevista logo após a partida, Hugo Souza relatou a recorrência do racismo em jogos no país vizinho. “Infelizmente toda vez que a gente vem aqui é assim, o jogo todo, parece uma coisa comum, que não pode ser. É o jogo todo chamando de macaco, mono, negro de merda. Isso é uma coisa que acontece frequentemente aqui. Minha única atitude que posso fazer é comunicar o juiz, porque infelizmente é algo que acontece com frequência aqui. O que tem de fazer é tentar manter a cabeça no jogo e torcer para que isso um dia mude”, disse o atleta.

Durante todo o primeiro tempo, foi presenciado xingamentos racistas vindos das arquibancadas atrás do gol defendido por Hugo. Na saída de campo no intervalo, um torcedor continuou as ofensas contra o goleiro; Hugo ouviu e reclamou em direção às arquibancadas.

No segundo tempo, após uma cobrança de tiro de meta em que chutou errado para a lateral, Hugo voltou a reclamar das ofensas e acionou a arbitragem. O capitão do Rosario Central, Ángel Di María, chegou a pedir calma aos torcedores ao ser avisado das ofensas pelo goleiro. O árbitro uruguaio Andrés Matonte fez o sinal de protocolo antirracismo com os braços, comunicando o ocorrido ao delegado da partida, mas não paralisou o jogo naquele momento.

O Corinthians emitiu nota oficial repudiando o episódio. Confira, na íntegra, o posicionamento do clube:

“O Sport Club Corinthians Paulista repudia veementemente e lamenta mais um episódio de racismo no futebol.

Na noite desta quinta-feira (13), no confronto contra o Rosario Central no estádio Gigante de Arroyito, válido pelas oitavas de final da CONMEBOL Libertadores, torcedores da equipe mandante cometeram atos racistas na arquibancada voltados ao goleiro Hugo Souza, do Timão, durante a partida.

O Clube cobrará uma investigação que resulte na identificação e punições apropriadas aos torcedores que cometeram tais atos.

É revoltante estarmos, mais uma vez, presenciando cenas como esta que não representam o que é o futebol.”

Vercilene Dias é primeira quilombola doutora em Direito no Brasil 

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Vercilene Dias, primeira quilombola doutora em Direito no Brasil
Foto: Reprodução/ Instagram

Aos 11 de agosto de 2026, Vercilene Francisco Dias defendeu sua tese de doutorado em Direito na Universidade de Brasília (UnB) e alcançou um marco inédito: tornou-se a primeira pessoa quilombola a obter o título de doutora em Direito no Brasil, segundo as informações apresentadas sobre sua trajetória acadêmica. A defesa ocorreu no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Direito da universidade.

Quilombola do território Kalunga, em Goiás, Vercilene construiu sua formação acadêmica e atuação profissional em torno de questões diretamente relacionadas aos direitos territoriais, à organização comunitária e às formas próprias de produção de conhecimento de seu povo.

Sua tese, intitulada “Começo, meio e começo: O Direito Achado Entre os Vãos do Território Quilombola Kalunga”, investiga como o povo Kalunga produz formas próprias de normatividade e organização social, articulando identidade, territorialidade, ancestralidade e vida comunitária.

O trabalho parte de uma perspectiva que reconhece o território não apenas como espaço físico, mas como lugar de memória, pertencimento, produção de vida e organização coletiva. A pesquisa também analisa a relação entre as práticas jurídicas desenvolvidas pela comunidade e o direito estatal.

Do território Kalunga ao Direito

A trajetória de Vercilene já havia ganhado reconhecimento nacional antes da chegada ao doutorado. Em 2022, ela foi escolhida pela Forbes Brasil para integrar a lista “20 Mulheres de Sucesso”, que naquele ano reuniu mulheres de diferentes áreas de atuação 

Graduada em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG), ela também concluiu mestrado em Direito Agrário na mesma instituição, tornado-se a primeira quilombola com título de mestre em Direito no Brasil.

Sua atuação na defesa de direitos territoriais quilombolas acompanha sua trajetória acadêmica. Vercilene é advogada popular e atua na defesa dos direitos das comunidades quilombolas, tendo exercido funções jurídicas na Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq). 

A relação entre pesquisa e território aparece diretamente na tese defendida na UnB. O estudo investiga práticas comunitárias, mecanismos próprios de decisão e estratégias de organização territorial do povo Kalunga, além dos desafios relacionados à regularização fundiária.

Uma pesquisa construída a partir das vivências Kalunga

A defesa do doutorado reforça uma característica central do trabalho de Vercilene: a aproximação entre conhecimento acadêmico e experiência comunitária.

Na pesquisa, a autora utiliza abordagens ligadas ao pluralismo jurídico, às epistemologias negras e às perspectivas contra-coloniais para analisar a existência de formas próprias de juridicidade dentro do território Kalunga.

O estudo conclui que essas práticas constituem uma expressão viva de pluralismo jurídico e aponta para a construção de uma teoria jurídica quilombola Kalunga comprometida com a autodeterminação, a justiça territorial e a continuidade dos modos de vida da comunidade.

A presença de uma quilombola na produção acadêmica de alto nível diversifica e define uma nova imagem de quem pode produzir conhecimento sobre territórios, direitos e comunidades tradicionais.

Amazon libera eBooks grátis sem precisar de Kindle por 24h 

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Canva Imagens
Foto: Canva Imagens

A Amazon Brasil realiza nesta quinta-feira (13) a 4ª edição do Encha Seu Kindle, campanha que reúne eBooks gratuitos e títulos com descontos superiores a 90% durante 24 horas.

Apesar do nome da iniciativa, não é preciso ter um aparelho Kindle para aproveitar os livros gratuitos. Os títulos adquiridos ficam vinculados à conta da Amazon e podem ser lidos pelo aplicativo Kindle em smartphones e tablets com iOS ou Android, pelo Kindle Cloud Reader no computador ou em dispositivos Kindle.

A campanha reúne livros de diferentes gêneros, incluindo ficção, romantasia, suspense, negócios e literatura infantojuvenil. Obras de autores independentes publicados pelo Kindle Direct Publishing (KDP), plataforma de autopublicação da Amazon, também participam.

Mais de 130 editoras são parte da iniciativa, entre elas Intrínseca, Nova Fronteira, HarperCollins Brasil, Companhia das Letras, Thomas Nelson Brasil, Biblioteca Azul e Conrad. Em títulos selecionados, os descontos ultrapassam 90%.

Machado de Assis e outros clássicos estão entre os gratuitos

A programação também inclui títulos clássicos da literatura disponíveis gratuitamente durante a campanha.

Segundo a Amazon, a seleção desta edição reúne obras de autores como Machado de Assis, Franz Kafka, William Shakespeare, Edgar Allan Poe, Platão, Eça de Queiroz e Monteiro Lobato.

Para facilitar a navegação pelo catálogo, a Amazon renovou a parceria com Íris, criadora do perfil @DivulgaNacional, que atua como curadora oficial da campanha e reúne indicações, sinopses e sugestões de leitura.

Como baixar os livros sem ter Kindle?

Para aproveitar a campanha, o leitor precisa ter uma conta da Amazon. Os eBooks adquiridos ficam associados à biblioteca digital dessa conta.

No celular ou tablet, é possível utilizar gratuitamente o aplicativo Kindle, disponível para aparelhos com iOS e Android. Também é possível acessar os livros pelo Kindle Cloud Reader, no computador.

Na hora de resgatar um título gratuito, é importante conferir se a página apresenta a opção de compra por R$ 0,00. Essa é a alternativa que adiciona o livro à biblioteca. A opção relacionada ao Kindle Unlimited corresponde a outro serviço e não significa que o eBook foi adquirido gratuitamente.

Encha Seu Kindle acontece por 24 horas

A 4ª edição da campanha acontece nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, durante 24 horas. Como as condições são válidas somente durante o período da campanha, os preços e a disponibilidade podem variar de acordo com cada obra.

Serviço

  • Encha Seu Kindle – 4ª edição
  • 13 de agosto de 2026
  • Milhares de eBooks gratuitos e títulos com descontos superiores a 90%
  • Página oficial: amazon.com.br/enchaseukindle

Nova turma de jovens negros vai a universidades no exterior com programa do Fundo Baobá e B3 Social

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João Vitor, Caio e Quezia, bolsistas do Programa Black STEM em evento.
João Vitor, Caio e Quezia, selecionados na terceira edição do BlackSTEM. (Foto: Thalita Guimarães)

Com bolsas de R$ 42 mil anuais, três jovens negros embarcam para universidades nos Emirados Árabes, Estados Unidos e Espanha para revolucionar as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. A conquista foi celebrada na semana passada, na sede da B3, no centro de São Paulo, durante o evento de recepção da terceira turma do Programa Black STEM, uma iniciativa realizada pelo Fundo Baobá para a Equidade Racial em parceria com a B3 Social.

Criado em 2024, o programa tem como objetivo apoiar a permanência de pessoas negras em cursos de graduação no exterior especificamente nas áreas STEM. Os estudantes selecionados, que darão início à jornada acadêmica internacional ainda em 2026, receberão o benefício financeiro anualmente — com possibilidade de renovação até o fim da graduação — para custear moradia, transporte, alimentação e material acadêmico.

A nova turma de bolsistas reflete a diversidade, o talento e o compromisso de jovens negros em transformar seus destinos e os de suas comunidades:

Caio Ramos, 23 anos (Rio de Janeiro/RJ): Aprovado em Design no Dubai Institute of Design and Innovation (DIDI), nos Emirados Árabes Unidos. Descendente do Povo Bakongo por parte de mãe e de judeus sefarditas por parte de pai, Caio vê na oportunidade a chance de honrar a memória de seu pai, falecido no início do ano, e abrir caminhos de prosperidade familiar.

João Vitor, 19 anos (Cruz das Almas/BA): Segue para a Northwestern University, nos EUA, no curso de Ciência da Computação. Movido pelo desejo de ocupar espaços de decisão, João enxerga no programa a confirmação de que pode mudar não apenas seu futuro, mas o de toda a sua comunidade.

Quezia Fernanda, 19 anos (Rio das Ostras/RJ): Cursará Engenharia Elétrica na Universidade de Jaén, na Espanha. Para ela, a conquista abre portas para um sentimento inédito de pertencimento e de conexão com uma rede de profissionais negros de sucesso.

Evento de boas-vindas

A cerimônia de recepção reuniu familiares, amigos, mentores e equipes do Fundo Baobá e da B3 Social, além de contar com a presença de bolsistas das edições anteriores. O momento solene foi marcado pela assinatura dos contratos e por painéis sobre o impacto do programa.

Durante a recepção, Giovanni Harvey, Diretor Executivo do Fundo Baobá, destacou que o suporte vai além do recurso financeiro:“Essa bolsa significa que eles vão ter dinheiro para comprar a passagem e o casaco para enfrentar o frio. Além disso, terão o suporte necessário para a permanência nesses espaços. Para isso, oferecemos também essa ampla rede de apoio para que possam aproveitar da melhor forma possível suas formações.”

A dimensão ancestral e política de ocupar esses espaços internacionais também marcou a fala de Tainá Medeiros, Gerente de Programas do Fundo Baobá: “O edital Black Stem é uma celebração do passado, mas também uma resposta ao presente e uma aposta no futuro. É preciso reforçar que nenhuma inovação nasce do nada; lembrar quem veio antes para abrir portas é essencial para a longevidade do conhecimento, pois toda criação carrega uma herança do que já foi vivido, pensado e testado. Celebrar esses jovens negros é relembrar todas as contribuições que cientistas negros brasileiros fizeram em todas as áreas de conhecimento, em especial nas áreas de Ciências, de Tecnologias, Engenharias e Matemática”, afirma.

O historiador e mentor Natanael Conceição reforçou o papel do programa na garantia da justiça cognitiva nas universidades globais: “Estamos falando de um compromisso individual e coletivo com a reparação: uma ação realizada no presente que transforma o passado e projeta o futuro. Trata-se de garantir oportunidades para que pessoas negras acessem a universidade, não apenas do ponto de vista físico, mas também no sentido simbólico de pertencer a esses espaços.”

A presença de acadêmicos de destaque como Igor Dantas (UFRB), Halisson Paz (co-fundador do canal Programação Dinâmica), Ana Cecília Sousa e Anna Benite (UFG) reiterou o compromisso de construir uma base sólida para a permanência dos alunos no exterior.

Fabiana Prianti, head da B3 Social, reforçou a importância estratégica do projeto: “Para a B3 Social, apoiar iniciativas como essa é contribuir para a construção de um futuro mais representativo nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Entendemos que a educação de excelência tem o poder de ampliar horizontes, desenvolver talentos e gerar impacto positivo para toda a sociedade.”

Orixás e afrofuturismo se encontram em livro de estreia do sociólogo João Raphael Ramos 

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Capa do livro Orixás, de João Raphael Ramos
Foto: Divulgação

Ambientado no Rio de Janeiro contemporâneo, Orixás: O poder dos filhos do Tempo acompanha jovens descendentes de orixás em uma jornada que conecta ancestralidade, memória e futuro. 

A ancestralidade também pode ser uma chave para imaginar o futuro. É a partir dessa perspectiva que o sociólogo e educador João Raphael Ramos estreia na literatura com Orixás: O poder dos filhos do Tempo, romance ambientado no Rio de Janeiro contemporâneo que combina afrofuturismo, fantasia e referências às tradições afro-brasileiras.

Na trama, sete jovens — Akin, Ayô, Mali, Jana, Raoni, João e Zian — descobrem que carregam uma herança que ultrapassa o presente. Eles são os Supraviventes, descendentes diretos dos orixás, marcados pelo axé e pela responsabilidade de preservar a conexão entre o mundo humano e o divino.

A jornada começa quando os personagens são convocados ao Tempo Espiralar, espaço em que memória, ancestralidade e destino se encontram. A partir dele, os jovens atravessam diferentes momentos da história, entre reinos, guerras, travessias forçadas e experiências de resistência.

Ao mesmo tempo em que enfrentam os ajoguns e buscam reequilibrar seus Oris, os personagens precisam lidar com conflitos próprios. Afetos, rivalidades, dúvidas e segredos marcam a relação entre eles e colocam à prova a capacidade de permanecerem unidos diante de uma ameaça maior.

Essa ameaça é a MAAFA, uma sombra ancestral alimentada pelas dores acumuladas ao longo da história humana. Na narrativa, sua aproximação coloca em risco tanto o mundo dos vivos quanto o espiritual, fazendo com que os Supraviventes precisem compreender a própria herança para decidir os caminhos do futuro.

Ancestralidade como possibilidade de futuro

A proposta de Ramos dialoga com o afrofuturismo, movimento estético e cultural que utiliza diferentes linguagens para imaginar futuros a partir de perspectivas negras, articulando identidade, tecnologia, ancestralidade e protagonismo.

O autor atua como educador, sociólogo e pensador afro-brasileiro, desenvolvendo pesquisas no campo da educação antirracista e das raízes africanas. Professor de sociologia e filosofia nas redes pública e particular do Rio de Janeiro, ele também produz conteúdo nas redes sociais e atua como colunista sobre África no Opera Mundi, além de apresentar o programa E, aí, professor?, no Canal Futura.

Em seu primeiro romance, esse repertório aparece na construção de uma narrativa que coloca personagens negros e referências afro-brasileiras no centro da aventura, sem separar ancestralidade e imaginação de futuro.

Serviço

Livro: Orixás: O poder dos filhos do Tempo
Autor: João Raphael Ramos
Valor:  R$ 69,90 | 322 páginas
Editora Galera | Grupo Editorial Record

Eleições 2026: conheça Hertz Dias, rapper e professor da rede pública que concorre à Presidência da República

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Hertz Dias, candidato do PSTU à Presidência da República nas Eleições 2026.
Foto: Romerito Pontes

Natural de Maranhão, o professor e militante do movimento negro é o único presidenciável que não declarou bens ao TSE

Hertz Dias, candidato do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) à Presidência da República, é o único candidato à Presidência que não declarou nenhum bem ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para as eleições de 2026. Ao registrar sua candidatura, o professor informou à Justiça Eleitoral que não tinha bens a declarar. A chapa tem Vanessa Portugal como candidata à vice-presidência.

Único homem negro na corrida presidencial, Hertz Dias nasceu em São José de Ribamar, no Maranhão. Licenciado em História e mestre em Educação, e atua como professor da rede pública. A trajetória do candidato é marcada pela militância no movimento negro e pela participação em iniciativas culturais ligadas ao hip-hop. Ainda jovem, participou da fundação do Quilombo Urbano no estado.

O candidato também integra o grupo de rap Gíria Vermelha. Em uma publicação nas redes sociais, ele afirma que sua atuação artística aproxima a música da mobilização política e das reivindicações da classe trabalhadora, especialmente dos profissionais da Educação.

Antes da disputa presidencial, Hertz Dias foi candidato a vice-presidente da República na chapa com Vera Lúcia, candidatura que recebeu 25.625 votos. Dois anos depois, disputou a Prefeitura de São Luís e, posteriormente, concorreu ao governo do Maranhão.

Entre as pautas associadas à pré-candidatura de Hertz Dias estão o fim da escala 6×1, sem redução salarial, e o aumento geral dos salários. O candidato também defende a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores assalariados e a revogação das reformas trabalhista e previdenciária.

Com a candidatura à Presidência, Hertz Dias leva para a disputa nacional uma trajetória que reúne educação pública, cultura hip-hop e militância antirracista. Uma chapa formada com Vanessa Portugal pretende apresentar uma política alternativa vinculada às pautas da classe trabalhadora e dos movimentos sociais.

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